terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

20 DE FEVEREIRO - ERNÂNI LOPES




EFEMÉRIDE - Ernâni Rodrigues Lopes, economista, professor e político português, nasceu em Lisboa no dia 20 de Fevereiro de 1942. Morreu na mesma cidade em 2 de Dezembro de 2010.
Licenciado em, 1964 pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG da Universidade Técnica de Lisboa), cumpriu o serviço militar, como oficial da Reserva Naval, entre 1964 e 1967, e ingressou no Banco de Portugal, em 1967. Integrou o Serviço de Estatística e Estudos Económicos do banco, como assistente técnico de 1967 a 1974 e director até 1975.
Paralelamente à sua carreira no Banco de Portugal, prosseguiu a carreira académica. Foi assistente no ISCEF, entre 1966 e 1974, tendo-se doutorado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, em 1982. Assumiu a chefia do Instituto de Estudos Europeus desta universidade, a partir de 1996.
As primeiras funções públicas que Ernâni Lopes desempenhou foi como chefe da Missão de Portugal junto das Comunidades Europeias, de 1979 a 1983. Viria, em seguida, a desempenhar o cargo de ministro das Finanças e do Plano no IX Governo Constitucional entre 1983 e 1985, negociando a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE).
Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo em Maio de 1984 e com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique em Junho de 1988.
Fundou e foi sócio-gerente da consultora SaeR - Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco. Foi também membro fundador e presidente do conselho de administração da Fundação Luso-Espanhola (2000/10). Coordenou dois importantes trabalhos científicos para melhorar as políticas de Portugal. São relatórios com mais de 900 páginas cada. Um sobre “Turismo”, apresentado em fins de 2004, o outro “Hypercluster da Economia do Mar” (2007).  Várias partes das recomendações de 2004 sobre turismo foram implementadas ao final do mandato de José Sócrates, pelo então secretário de estado de Turismo, Bernardo Trindade (2010). As relativas à economia do mar só em 2017 começam a ser debatidas no governo.
Morreu aos 68 anos, no Instituto Português de Oncologia de Lisboa, após quatro anos de luta contra um linfoma.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

19 DE FEVEREIRO - MASSIMO TROISI


EFEMÉRIDE - Massimo Troisi, actor e realizador italiano, nasceu em San Giorgio a Cremano, pequena cidade perto de Nápoles, no dia 19 de Fevereiro de 1953. Morreu em Óstia, em 4 de Junho de 1994, vítima de problema cardíaco. Ele soube reinterpretar e inovar as tradições e os costumes de Nápoles.
Criado numa numerosa família, durante anos viveu juntamente com 16 pessoas, com o pai, a mãe, cinco irmãos, um tio, uma tia, cinco primos, o avô e a avó. Tímido, católico e muito ligado a Nápoles, Troisi orgulhava-se das tradições e dos costumes dos napolitanos, registando isso em quase todas as suas obras. Massimo Troisi é considerado também um dos maiores humoristas da Itália e é tido como um dos grandes símbolos de Nápoles, por ser defensor da cultura e do dialecto do seu povo, que historicamente é discriminado por parte dos italianos de outras regiões.
Troisi começou a sua carreira de actor, em 1969, no teatro paroquial da Igreja de Sant'Anna, juntamente com alguns amigos de infância.
Em 1977, Troisi, Lello Arena e Enzo Decaro formaram o trio cómico La Smorfia (tirado do nome do “livro dos números” tradicionalmente utilizado em Nápoles para jogar na Loto ou no Bingo. Algum tempo depois, o trio trabalhou também na televisão e tornou-se famoso em toda a Itália.
Troisi tornou-se conhecido internacionalmente devido ao sucesso do seu filme “O carteiro e o poeta” (título original: “Il postino”), pelo qual foi nomeado para Melhor Actor, Melhor Filme e Melhor Guião Adaptado, nos Oscars de 1996. Troisi trabalhou noutros filmes premiados, como “Ricomincio da tre”, que foi exibido ininterruptamente nos cinemas italianos durante mais de dois anos. Contracenou com grandes figuras do cinema italiano, como Ettore Scola e Marcello Mastroianni, entre outros.
A maioria dos seus personagens fazem referência ao quotidiano dos italianos, dos napolitanos e às diferenças e peculiaridades entre o norte da Itália e a Itália meridional, fazendo referências mais especificas a Nápoles e aos costumes napolitanos.
Em 1972, foi-lhe diagnosticada uma anomalia cardíaca que, em 1976, o obrigou a ir aos Estados Unidos para fazer uma cirurgia. A operação foi efectuada em Houston e, inicialmente, foi um sucesso, retomando a sua carreira teatral e cinematográfica pouco tempo depois. Troisi quase não falava sobre a doença, apenas os seus familiares e amigos íntimos sabiam do seu problema de saúde.
Troisi devia voltar aos Estados Unidos para outra cirurgia, mas não o fez porque não queria adiar as filmagens do seu novo filme “Il postino”. No dia 4 de Junho de 1994, faleceu na casa de uma sua irmã, em Óstia. O ataque cardíaco aconteceu 12 horas após o término das filmagens. A notícia sobre a sua morte foi de grande consternação e surpresa para os italianos.
Muitos actores e realizadores homenagearam Massimo Troisi ao longo dos anos, através de eventos e de prémios de cinema e televisão. Em 1996, foi criado o Prémio Massimo Troisi, na sua terra natal. Em 2003, foi aberto ao público um museu em sua homenagem, na mesma localidade.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

18 DE FEVEREIRO - ISTVÁN SZABÓ


EFEMÉRIDE - István Szabó, realizador de cinema húngaro, nasceu em Budapeste no dia 18 de Fevereiro de 1938.
Em 1996, foi vencedor do Prémio Pulitzer pelo seu documentário de televisão “Os Cem Anos de Cinema”. Conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, com “Mephisto” (1982), e foi nomeado igualmente em 1986 (“Coronel Redl”).
Os seus filmes mais aclamados foram resultado da sua colaboração com o famoso actor austríaco Klaus Maria Brandauer e da contínua colaboração e amizade com o fotógrafo Lajos Koltai.
Foi no0meado para o Globo de Ouro de Melhor Realizador com “Sunshine - Despertar de Um Século” em 2001. Foi agraciado duas vezes com o Urso de Prata do Festival de Berlim: Prémio Especial do Júri (“Queridas Amigas”) e Melhor Realização (“Confiança”).
Quatro dos seus filmes já fizeram parte da selecção oficial do Festival de Cannes: “Coronel Redl” recebeu o Prémio Especial do Júri 1985 e “Mephisto” foi o Melhor Guião de 1981 e Prémio FIPRESCI.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

17 DE FEVEREIRO - GEORGE MARSHALL


EFEMÉRIDE - George E. Marshall, realizador e cenarista de cinema norte-americano, morreu em Los Angeles no dia 17 de Fevereiro de 1975. Nascera em Chicago, em 29 de Dezembro de 1891.
George Marshall iniciou a sua carreira em Hollywood como actor, mas desde 1916 já dirigia curtas-metragens, geralmente westerns, género em que se especializou juntamente com comédias. Foi também guionista e, entre 1926 e 1932, afastou-se das câmaras para exercer funções de supervisão na Fox.
Do início da sua prolífica carreira, destacam-se os westerns “Aventura no Far West” (“Hands Off”, 1921) e “Romeu A Cavalo” (“A Ridin' Romeu”, 1921), ambos com Tom Mix, e as comédias “O Primeiro Engano” (“Their First Mistake”, 1932) e “Barqueiro de Voga” (“Towed in a Hole”, 1932).  Durante os vinte anos seguintes, Marshall esteve no grupo dos realizadores mais importantes de Hollywood, graças a comédias como “Castelo Sinistro” (“The Ghost Breakers”, 1940), “Monsieur Beaucaire” (1946) e “Um Conde em Sinuca” (“Fancy Pants”, 1950), todas com Bob Hope, “Ninho da Serpente” (“Murder, He Says”, 1945), com Fred MacMurray, e “Amiga da Onça” (“My Friend Irma”, 1949), com a dupla Jerry Lewis e Dean Martin. Destacam-se também o filme “A Dália Azul” (“The Blue Dahlia”, 1946) com Alan Ladd e Veronica Lake, e os westerns “Atire a Primeira Pedra” (“Destry Rides Again”, 1939), com Marlene Dietrich e James Stewart, e “O Irresistível Forasteiro” (“The Sheepman”, 1958), com Glenn Ford e Shirley MacLaine, um enorme sucesso de bilheteira.
A sua última dezena de filmes sofreu uma brusca queda de qualidade, resultado da sua idade já avançada. Marshall morreu de pneumonia três dias antes de ser incluído no Hall da Fama da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, tendo feito aproximadamente cem filmes. Foi presidente da Screen Directors Guild, de 1948 à 1950.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

16 DE FEVEREIRO - WILHELM VON GLOEDEN


EFEMÉRIDE - Wilhelm Von Gloeden, fotógrafo alemão, morreu em Taormina no dia 16 de Fevereiro de 1931. Nascera em Wismar, em 16 de Setembro de 1856. Os seus trabalhos foram em grande parte inovadores, já que ele foi um pioneiro na fotografia ao ar livre com o uso do nu masculino. A incorporação de elementos clássicos da Grécia antiga nas belas paisagens sicilianas fez a singularidade da sua obra.
Von Gloeden foi uma referência na produção artística antes da Primeira Guerra Mundial. Ficou conhecido internacionalmente desde o final do século XIX, mas só no início da década de 1970 é que foi redescoberto.
Filho de um oficial que morreu quando ele ainda era criança, Gloeden foi criado pela mãe, a qual se casou posteriormente com um político conservador e jornalista. Terminado o colégio, Gloeden estudou História da Arte na Universidade de Rostock, mas em breve abandonou o curso para estudar Pintura em Weimar.
Devido a uma tuberculose, no ano de 1878, mudou-se para Itália com a esperança de obter a cura, o que veio a acontecer.
Maravilhado pelas paisagens sicilianas e sobretudo pela beleza selvagem e bruta dos jovens paisanos de Taormina, iniciou-se na arte da fotografia, ajudado tanto pelos fotógrafos locais como pelo seu primo Guglielmo, que vivia em Nápoles e tinha igual fascínio pelos corpos dos jovens italianos do Sul da Itália. A partir de 1880, Von Gloeden tornou-se rapidamente famoso pelas suas fotos de efebos com poses inspiradas na arte da Antiguidade.
Por volta de 1895, o padrasto perdeu a sua fortuna e, consequentemente, Von Gloeden deixou de tero o seu apoio financeiro. Este facto foi marcante na sua vida, porque o profissionalizou. Contudo, não o abalou profundamente, pois vendia as suas fotografias em larga escala e, além disso, era costumeiramente agraciado com presentes de várias personalidades, que conhecera nos tempos de criança e que eram grandes admiradores e coleccionadores das suas obras.
Com a entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial, deixou a um amigo a sua casa e um espólio de mais de 3 000 fotografias. Muitas das imagens tinham sido publicadas em grandes revistas da época e apresentadas em várias exposições. Em 1899, a Sociedade Fotográfica de Berlim convidara-o para fazer uma palestra sobre “Fotografia ao ar livre”.
Von Gloeden pagava aos seus modelos e isso explica em grande parte a tolerância dos habitantes daquela região pobre de Itália, em relação à sua actividade.
Ele introduziu novas técnicas na produção fotográfica, o que tornou o seu trabalho uma referência na perfeição artística. Para aquela época, a retratação do nu masculino era algo novo e fora do comum.
Faleceu em 1931, sendo sepultado junto de sua irmã, no cemitério protestante de Taormina.
Parte das suas fotos, reconhecidas hoje como obras de arte, encontram-se desde 2000 no Museu Alinari de Florença.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

15 DE FEVEREIRO - JOAQUIM COSTA


EFEMÉRIDE - Joaquim Costa, músico português, conhecido como “o Elvis de Campolide”, morreu em 15 de Fevereiro de 2008. Nascera em 1936. É considerado como uma lenda: -  o avô do rock português.
Na década de 1950, actuou em festas organizadas pelo realizador de cinema Leitão de Barros, no Jardim da Estrela, nas noites de Verão. Foram as primeiras vezes que o rock foi divulgado em Portugal. Com o dinheiro ganho nessas festas, Joaquim Costa financiou sessões no estúdio da Rádio Graça, fez três acetatos e criou as capas dos discos, que ficaram inéditos até ao ano em que faleceu.
Na década de 1970, integrou - com José Gouveia - o Duo Jotas, chegando a gravar músicas na Rádio Renascença, embora as gravações se tenham perdido.
Em meados dos anos 1990, associado a Elsa Pires, lançou o álbum “Teenagers from Outerspace”, na editora Beekeeper.
Segundo Edgar Raposo, fundador da Groovie Records e vizinho de Joaquim Costa, «o Joaquim foi um punk na atitude ‘do-it-yourself', na rebeldia e no anti-sistema. Dizia que o rock era para ser cantado em inglês, que cantar rock em português era uma palhaçada. Tinha uma opinião muito própria e um conhecimento muito vasto sobre a história do rock'n'roll.». Edgar Raposo trabalha actualmente com Pedro Carvalho Costa num documentário sobre o músico.
Em 2007, actuou no Maxime de Lisboa, em conjunto com os músicos dos WrayGunn, Paulo Furtado (Tiger Man, no seu projecto a solo), Pedro Pinto e Pedro Gonçalves, baixista dos Dead Combo.
Joaquim Costa nunca quis ser músico profissional. Foi ajudante de electricista, electricista e distribuidor de listas telefónicas, recusando-se sempre a viver do rock. Casou com Piedade Maria, com quem constituiu família, com filhos e netos. Teve o seu primeiro disco publicado em 2008, pela editora Groovie Records, com grande sucesso. Morreu nesse mesmo ano, aos 72 anos de idade.  

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

14 DE FEVEREIRO - JOÃO FRANCO


EFEMÉRIDE - João Ferreira Franco Pinto Castelo Branco, um dos políticos dominantes da fase final da monarquia constitucional portuguesa, nasceu em Alcaide, Fundão, no dia 14 de Fevereiro de 1855. Morreu em Lisboa, em 4 de Abril de 1929.
Formado em Direito pela Universidade de Coimbra (1875), ocupou vários cargos na magistratura judicial, nas alfândegas e no Tribunal Fiscal e Aduaneiro. Eleito deputado às Cortes em 1884 (pelo círculo eleitoral de Guimarães), rapidamente subiu na vida política ocupando vários postos ministeriais e a presidência do conselho de ministros. Entrando em dissidência com Hintze Ribeiro, abandonou o Partido Regenerador e formou o Partido Regenerador Liberal.
Foi autor, enquanto ministro e secretário de estado dos Negócios do Reino no gabinete regenerador “Hintze-Franco”, do decreto de Março de 1895, que concedeu autonomia administrativa aos ex-distritos dos Açores.
Logo nos bancos da universidade se salientara péla vivacidade do seu espírito e pela energia do seu carácter, qualidades demonstradas mais tarde nas lutas partidárias, que lhe deram o papel importantíssimo que desempenhou na política portuguesa.
Por decreto de Julho de 1906, foi agraciado com a grã-cruz e comenda da Ordem da Torre e Espada, por serviços distintos e relevantes.
Entre outros diplomas, apresentou ao parlamento o da criação dos privilégios de introdução de novas indústrias, que, não chegando então a ser convertido em lei por ter caído o ministério, foi depois aproveitado e tornado lei do país, por um decreto de 1892.
Foi da sua lavra a célebre lei de Fevereiro de 1896, que previa a deportação de agitadores e anarquistas para África e Timor, logo baptizada de “lei celerada” pelos republicanos.
Em Julho de 1900, na nova situação regeneradora, João Franco não entrou no ministério, e desde logo se julgou que não eram inteiramente cordiais as relações políticas entre ele e Hintze Ribeiro, chefe do Partido Regenerador e presidente do gabinete. Na imprensa, escrevia-se que - não concordando João Franco com os processos administrativos - seria natural um rompimento. A cisão começou a evidenciar-se quando, em Fevereiro de 1901, João Franco proferiu sobre as concessões no Ultramar um discurso que não agradou ao governo e que o presidente de conselho considerou de oposição declarada.
A situação causou viva impressão e produziu acontecimentos políticos que tiveram por desfecho a dissolução da câmara electiva, medida governamental que foi motivo de grandes controvérsias.
Foi revogada também a lei eleitoral e substituída por outra de Agosto de 1901, que alterou por completo a anterior. Realizaram-se eleições gerais, ficando João Franco e quase todos os seus amigos políticos fora das Cortes. Estava, pois, consumada a cisão, e oficializada a existência de um novo grupo político, que tomou o título de Partido Regenerador Liberal, ou franquista, derivando esta última designação do apelido pelo qual era mais conhecido o seu chefe.
Cinco anos decorridos após a fundação dos regeneradores-liberais, as circunstâncias da administração do país e uma activa propaganda partidária, granjearam ao franquismo imensas e valiosas adesões.
Em Maio de 1906, o país estava cansado de tanta luta e era forçoso que subisse ao poder um grupo político, que sem compromissos anteriores, pudesse liquidar e regular as importantes questões pendentes. Os regeneradores-liberais surgem como a alternativa e o novo ministério foi presidido por João Franco.
O ministério regenerador-liberal foi apoiado pelo partido progressista, e estes dois partidos reunidos formaram a denominada “concentração-liberal”. João Franco afirmou querer governar à inglesa, prometendo o aprofundamento da democracia. João Franco dedicou-se à implantação das suas reformas, apresentando ao parlamento as da contabilidade pública, da responsabilidade ministerial, da liberdade de imprensa e da repressão anarquista.
Numa sessão parlamentar em Novembro de 1906, foi ele que protagonizou a expulsão violenta do parlamento dos deputados republicanos Afonso Costa e Alexandre Braga.
Face à greve académica de 1907 na Universidade de Coimbra e à crescente agitação social, o apoio parlamentar dos progressistas foi retirado e os seus ministros demitiram-se. Ao contrário do que prometera no ano anterior, em vez de governar à inglesa, João Franco passou a governar à turca, numa situação de efectiva ditadura.
A agitação social cresceu e foi denunciada uma conspiração promovida por republicanos e dissidentes progressistas. Em Fevereiro de 1908, deu-se o regicídio, com o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro Luís Filipe a serem assassinados à chegada a Lisboa.
João Franco foi responsabilizado pelo extremar de posições e pela falta de segurança pública e demitiu-se, sendo substituído por um governo de pacificação presidido por Francisco Joaquim Ferreira do Amaral.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

13 DE FEVEREIRO - FERNANDO SOR


EFEMÉRIDE - Fernando Sor, de seu verdadeiro nome Ferran Sor i Muntades, compositor e violonista espanhol, nasceu em Barcelona no dia 13 de Fevereiro de 1778. Morreu em Paris, em 10 de Julho de 1839.
Começou a sua aprendizagem musical com o pai, numa época em que a guitarra era pouco popular como instrumento de concerto. A família desejava, porém, que ele seguisse uma carreira militar. Chegou a alistar-se no exército e foi colocado em Madrid, onde conheceu a duquesa de Alba, protectora de numerosos artistas, como Goya, o que lhe permitiu encontrar um emprego como músico.
Foi o primeiro grande compositor a dedicar-se, de forma especial, ao violão (guitarra clássica), tal qual o conhecemos hoje. Começara os seus estudos, de forma séria, aso doze anos de idade, no Mosteiro de Montserrat, e logo se destacou entre os seus colegas. Permaneceu no mosteiro até completar quinze anos.
De volta a Barcelona, decidiu estudar sozinho o violão, baseando-se nos seus próprios conceitos técnicos.
Em 1797, com 19 anos, apresentou a sua ópera “Telêmaco na ilha de Calipso”, no teatro municipal de Barcelona, tendo tido boa aceitação. Em 1812, viajou para Paris, onde permaneceu cinco anos. Depois, seguiu para Londres, onde foi tão grande o sucesso que muitos opinam ter sido a sua actuação nesta capital que preparou o terreno para a notável popularidade de que gozou o violão na Inglaterra, por volta de 1830.
Em 1822, voltou a apresentar-se em Paris, onde realizou um concerto que lhe rendeu muitos elogios. Viajou através da Europa para apresentar as suas obras. Casou-se com a dançarina Félicité Hullin e instalaram-se em Moscovo. Separaram-se três anos depois e Sor voltou a viver em Paris.
Fernando Sor morreu aos 61 anos de idade, vítima de doença cancerosa, tendo deixado para cima de 250 obras. O seu trabalho mais conhecido, as “Variações sobre um tema da Flauta Mágica de Mozart”, talvez seja a obra mais executada do compositor. Ainda hoje, é um tema obrigatório para os estudos de quem quer tornar-se violonista.
Foi sepultado anonimamente no cemitério de Montmartre em Paris e só em 1934 o seu túmulo foi identificado.
Se bem que Sor seja conhecido sobretudo pela sua actividade com a guitarra, compôs também sob outras formas: óperas, músicas para ballet e canções patrióticas. Aa suas obras de guitarra incluem estudos e lições, variações, valsas, fantasias, etc.. Foi o seu aluno Napoléon Coste quem catalogou postumamente os seus trabalhos.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

12 DE FEVEREIRO - RAY MANZAREK






EFEMÉRIDE - Raymond Daniel Manzarek Jr., músico norte-americano, nasceu em Chicago no dia 12 de Fevereiro de 1939. Morreu em Rosenheim, em 20 de Maio de 2013. Ray Manzarek foi o tecladista da banda de rock The Doors, de 1965 a 1973, e também a partir de 2001 (por motivos legais, chamada de Manzarek-Krieger desde 2009).
Frequentou cursos de piano durante a infância. Estudou cinema na Universidade da Califórnia onde conheceu Jim Morrison, em 1965. Depois de escutar os textos de Morrison, Manzarek propôs-lhe formar um grupo de rock para os musicar. Conheceram então o baterista John Densmore e o guitarrista Robby Krieger, durante uma conferência sobre Meditação Transcendental. Os quatro fundaram o grupo The Doors. Gravaram seis álbuns entre 1967 e 1971, atingindo os tops de vendas nos Estados Unidos.
O grupo separou-se em 1973, depois da morte de Morrison em Paris. Manzarek começou a gravar a solo. Durante os anos 1980, organizou também um grupo de música punk. Em 1998, o editor G. P. Putnam's Sons publicou a sua autobiografia intitulada “Light My Fire: My Life With the Doors”.
Manzarek gravou igualmente uma adaptação rock de “Carmina Burana”. Colaborou ainda com o poeta Michael McClure, a quem acompanhava musicalmente enquanto ele recitava as suas poesias.
Ray formou ainda a banda Nite City, que lançou dois álbuns (1976 e 1978).
Ray Manzarek faleceu na Clínica Romed em Rosenheim, na Alemanha, após uma longa batalha contra um cancro do ducto biliar. Estava rodeado pela esposa Dorothy e pelos seus irmãos Rick e James. O corpo foi cremado.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

11 DE FEVEREIRO - WILLEM JOHAN KOLFF


EFEMÉRIDE - Willem Johan Kolff, médico de origem holandesa, inventor da hemodiálise, morreu na Pensilvânia em 11 de Fevereiro de 2009. Nascera em Leiden no dia 14 de Fevereiro de 1911.
Foi igualmente um dos pioneiros no desenvolvimento de órgãos artificiais. Estudou Medicina na universidade da sua terra natal. Mais tarde, foi professor residente na Universidade de Groningue. Um dos seus primeiros pacientes foi um homem de 22 anos, que sofria de insuficiência renal.
Kolff desenvolveu um programa de substituição do rim por um órgão artificial e esteve igualmente na origem do primeiro banco de sangue na Europa (1940).
Durante a Segunda Guerra Mundial, foi colocado em Kampen, onde participou na luta contra a ocupação alemã. Simultaneamente, desenvolveu o primeiro rim artificial. Em 1945, conseguiu manter viva uma mulher graças à hemodiálise.
Juntamente com a sua esposa.  Janke Cornelia Kolff-Huidekoper (1913/2006), recebeu a nomeação de ‘’Justo entre os Justos’, a título póstumo (Fevereiro de 2012).

sábado, 10 de fevereiro de 2018

10 DE FEVEREIRO - BOTTELHO


EFEMÉRIDEBottelho, de seu verdadeiro nome Carlos A. Botelho, pintor e escultor português, nasceu em Chaves no dia 10 de Fevereiro de 1964. 
Na sua infância, leu vários livros de medicina do século XIX do seu avô paterno, ilustrados com gravuras de anatomia humana que ele desenhava nas férias de Verão. Foi Lereno, seu professor primário e irmão de Nadir Afonso, que muito contribuiu para o incentivar no caminho das artes.
A proximidade da fábrica de tijolo e do barro, as oficinas das artes da forja e do ferro, os ateliers de arquitectura onde desenhou e a música que sempre o acompanhou foram-no influenciando. Aos dezasseis anos, expôs pela primeira vez Desenho e Pintura no Museu da Cidade com o apoio da Câmara Municipal de Chaves, acontecimento que teve a presença do general António Ramalho Eanes. Fez estudos secundários no Liceu Fernão Magalhães. Em 2006, prosseguiu os estudos na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, em Ciências da Comunicação e da Cultura - na área de Gestão Cultural.
Aos dezassete anos, rumou a Lisboa. No AR.CO - Centro de Arte e Comunicação Visual - estudou em ateliers de Desenho e Pintura sob orientação de Manuel Costa Cabral e Rogério Ribeiro.
Entre muitas das suas actividades, salientam-se: decoração dos Grandes Armazéns do Chiado (1987);  director de imagem e comunicação na campanha de Manuel Damásio às eleições no SL e Benfica (1994); decorador dos átrios da Estação do Rossio em efemérides anuais; cenografias para o Teatro S. Luís e Coliseu dos Recreios; decorador oficial do pavilhão da Guiné-Bissau na Expo98; e pintura de telas e painéis de grandes dimensões e réplica da estátua de Fernando Pessoa (Olivais) no centenário do poeta, para a Câmara Municipal de Lisboa.
Fez ilustrações para as revistas “Gente e Viagens”, “África Hoje”, “Comunicar e pensar entre maçons” e “Entre Colunas”. Foi autor de vários cartazes e ilustrações para catálogos, assim como de capas e grafismo em livros de arte e de poesia.  É autor regular de ilustrações para artigos da agência de notícias World News.
Está representado em várias exposições públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro.  É autor do Monumento ao Bombeiro em bronze e betão, em Belas, Sintra (2002).
Em 2005, foi director e produtor da exposição comemorativa dos 250 anos do terramoto de Lisboa - 1755 – no Museu da Água, com o patrocínio do presidente da República Jorge Sampaio.
Em 2006, dirigiu a produção da exposição comemorativa do 25 de Abril de 1974, na Fundação Mário Soares.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

9 DE FEVEREIRO - CAROLE KING


EFEMÉRIDE - Carole King, de seu verdadeiro nome Carole Joan Klein, cantora, autora e compositora norte-americana, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 9 de Fevereiro de 1942.  O seu álbum, “Tapestry”, de 1971, ficou durante quinze semanas no 1º lugar de vendas dos Estados Unidos, tendo ganho quatro prémios Grammy: Álbum do Ano; Melhor Performance Vocal Pop; Gravação do Ano; e Canção do Ano.
Iniciou a sua aprendizagem musical ainda era criança. Apenas com quatro anos, já aprendia piano e, alguns anos mais tarde, já adolescente, formou o seu primeiro grupo. Contudo, foi já na faculdade que Carole conheceu alguns dos nomes que mais influenciaram a sua música, como Paul Simon, Neil Sedaka ou Gerry Goffin, com quem acabou por casar.
A parceria com Goffin foi, contudo, bem mais além do matrimónio, já que a dupla começou a escrever em conjunto uma série de canções que acabaram por conquistar lugares de destaque nos tops. Entre estas, destacam-se “Will You Love Me Tomorrow” cantada pelas The Shirelles, ou “The Locomotion” levada a palco por Little Eva. É dessa época a composição, também em parceria com o marido, “Chains”. Esta é famosa igualmente por ter sido das poucas composições de outros autores gravadas pelos Beatles.
Apesar dos êxitos como compositora, a carreira de King a solo teimava em não singrar. No meio dos anos 1960, decidiu fundar a Tomorrow Records, uma vez mais ao lado do marido. O casamento com Goffin terminou pouco depois, seguido de novo matrimónio, então com Charles Larkey, baixista dos Myddle Class, que gravavam na editoraTomorrow.
Em 1968, juntamente com Danny Kortchmar, fundou os The City, que lançaram um único álbum, “Now That's Everything Been Said”, que acabou por ser um verdadeiro fracasso de vendas dada a recusa de King em actuar ao vivo, por ter medo de entrar em palco. Contudo, e a partir desse ano, King investiu definitivamente na sustentação e lançamento da sua carreira a solo, editando “Writer” em 1970. Apesar dos resultados não terem sido os esperados, o ímpeto ficou para a edição de um novo conjunto de originais. “Tapestry”, editado em 1971, constituiu o grande triunfo de Carole King. O disco acabou por ficar nos tops durante mais de seis anos e conseguiu bater sucessivos recordes de vendas. Ainda em 1971, King lançou “Music”, um digno sucessor do disco anterior. Os êxitos prolongaram-se depois em álbuns como “Rhymes and Reasons” de 1972 e “Wrap Around Joy” de 1974. Em 1973, deu um concerto gratuito ao ar livre, no Central Park de Nova Iorque, a que assistiram mais de 100 000 espectadores.
Um ano mais tarde, e ao lado de James Taylor, David Crosby e Graham Nash, a dupla King/Goffin voltou a entrar em acção para a elaboração do álbum “Thoroughbred”. Mais tarde, o lançamento de “Simple Things” proporcionou a partida para a primeira digressão em pleno, ao lado dos Navarro. Ainda nesse mesmo ano, King casou-se novamente, então com Rick Evers, que acabou por falecer um ano depois devido a uma overdose de heroína.
O início da década de 1980 ficou marcado pelo abandono de King de grande parte da sua actividade no mundo do espectáculo, preferindo desde então viver numa pequena localidade no estado do Idaho, onde iniciou uma colaboração frutuosa com movimentos ambientalistas. “Speeding Time”, de 1983, marcou o início do hiato de mais de seis anos, até à edição de “City Streets”, de 1989, álbum que contou com a participação de Eric Clapton.
Colour Of Your Dreams” de 1993 incluiu a participação de Slash dos Guns n' Roses, antes de - em 1994 - Carole aparecer pela primeira vez no musical “Bloodbrothers” na Broadway. Em 1996, foi a vez de lançar o álbum “Time Gone By”, antes de “Goin' Back” de 1997 e “Breaking Up Is Hard To” e “Love Makes the World” em 2001.
Carole King continua ainda em actividade.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

8 DE FEVEREIRO - IRIS MURDOCH


EFEMÉRIDE - Jean Iris Murdoch, escritora e filósofa irlandesa, morreu em Oxford no dia 8 de Fevereiro de 1999. Nascera em Dublin, em 15 de Julho de 1919. O pai era presbiteriano, criador de gado. A mãe, de origem protestante, era cantora de formação. Durante a sua juventude, os pais mudaram-se para Dublin, o progenitor tornando-se funcionário.
Frequentou escolas progressistas, primeiramente a Froebel Demonstration School e, depois, a Badminton School, em Bristol. Estudou Literaturas Clássicas, História Antiga e Filosofia no Sommerville College, tendo efectuado uma pós-graduação também em Filosofia. Tornou-se professora em 1948, no St Anne's College em Oxford, tendo também dado aulas no Royal College of Art.
Escreveu o seu primeiro romance, “Under The Net”, em 1954, depois de ter publicado vários ensaios filosóficos e o primeiro estudo, em língua inglesa, consagrado ao filósofo existencialista francês Jean-Paul Sartre.
Em 1956, casou-se com John Bayley, também romancista e professor. A partir de 1963, dedicou-se inteiramente à escrita, tendo produzido 26 romances, vários estudos e peças de teatro em 40 anos, os últimos escritos já quando sofria de Alzheimer.
A obra de Murdoch foi fortemente influenciada por Platão, Freud e Sartre. Em 1978, conquistou o Booker Prize, com o romance “The Sea, the Sea”.
Em 2008, o “The Times” nomeou-a na sua lista dos 50 Maiores Escritores Britânicos desde 1945. A sua história está retratada num filme de Richard Eyre intitulado “Iris” (2001), protagonizado por Kate Winslet e Judi Dench.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

CAROLE KING - "You've Got A Friend"


7 DE FEVEREIRO - LINA CAVALIERI


EFEMÉRIDE - Lina Cavalieri, soprano italiana da Belle Époque, morreu em Florença no dia 7 de Fevereiro de 1944. Nascera em Viterbo, em 25 de Dezembro de 1874. Muito bonita, dela se enamorou o príncipe russo Sergei, que lhe custeou os estudos e com quem se viria a casar.
O seu nome de baptismo era Natalina Cavalieri. Ficou órfã aos 15 anos, passando à custódia do estado e sendo enviada para viver num orfanato católico. Jovem inquieta e activa, sentindo-se infeliz sob a guarda de freiras, fugiu juntando-se a um grupo de teatro ambulante.
Possuidora de uma bela voz, a jovem foi a Paris onde as portas se lhe abriram e passou a apresentar-se por toda a Europa. Desenvolvendo o canto para ópera, Lina tornou-se uma das maiores sopranos da época. A sua estreia como tal, deu-se em Portugal, em 1900, mesmo ano em que se casou com o seu primeiro marido, o príncipe russo Sergei Bariatonsky.
Em 1904, cantou na Ópera de Monte Carlo e, em 1905, apresentou-se no Sarah Bernhardt Theatre, em Paris, ao lado de Enrico Caruso, na ópera “Fedora” de Umberto Giordano. Apresentaram-se depois, em 5 de Dezembro de 1906, no Metropolitan Opera, de Nova Iorque.
Permaneceu nos Estados Unidos nas duas temporadas seguintes, executando com Caruso, em 1907, a ópera de Puccini, “Manon Lescaut”.
A sua beleza era considerável para a época, sendo chamada com frequência de «A mulher mais bonita do mundo», segundo os padrões de então.
Durante a temporada de 1909/10, cantou na Manhattan Opera Company, de Oscar Hammerstein. O seu casamento, entretanto, chegou ao fim, casando-se em segundas núpcias com Robert Winthrop Chanler, proeminente membro da família Astor, de Nova Iorque - um enlace que teve curta duração.
Voltando para a Europa, Cavalieri tornou-se estrela favorita na corte russa pré-revolucionária, em São Petersburgo.
Durante a sua carreira, Cavalieri cantou com outros grandes nomes da ópera, como o barítono italiano Titta Ruffo e o tenor francês Lucien Muratore, com quem se casaria em 1913.
Depois dessa última temporada, Cavalieri abriu um instituto de beleza em Paris. Em 1914, nas vésperas dos seus 40 anos, e ainda conservando a beleza da juventude, escrevia uma coluna sobre beleza, numa revista feminina, e publicou o livro “Meus segredos de beleza”.
Em 1915, voltou à Itália natal, onde realizou alguns filmes. Quando o país se envolveu na I Guerra Mundial, foi para os Estados Unidos, onde protagonizou quatro filmes mudos. Os seus três últimos filmes foram produzidos pelo seu amigo, o realizador belga Edward José.
Casou-se pela quarta vez, então com Paolo d'Arvanni, passando a morar com o esposo em Itália. Estava já com cerca de setenta anos, quando rebentou a II Guerra Mundial e ela ofereceu-se como enfermeira voluntária. Morreu, juntamente com o marido, quando a sua casa em Florença foi bombardeada pelas forças Aliadas.
A sua vida foi retratada no filme “La donna più bella del mondo” (1955), sendo protagonizada por Gina Lollobrigida.

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