terça-feira, 22 de maio de 2018

22 DE MAIO - SANTA RITA DE CÁSSIA


EFEMÉRIDE - Santa Rita de Cássia, de seu nome Margherita Manchini, monja italiana, morreu em Cássia no dia 22 de Maio de 1457. Nascera em Roccaporena, em 1381. Foi beatificada em 1628 e canonizada em 1900 pela Igreja Católica.
Foi uma pessoa de muita fé e que salvou da peste o cunhado, apenas pela oração. O seu marido foi assassinado e os seus filhos desejaram vingar-se dessa morte, mas Margherita disse então que preferia ver os filhos morrer a «ver derramado mais sangue».
Desde criança, demonstrou o seu desejo de viver uma vida em Cristo, acreditava no Amor pela Sagrada Família e, por isso, almejava constituir uma família. O pai, um juiz de paz, arranjou um casamento entre classes para a filha. No entanto, a moça acreditava que deveria casar por amor.
Conheceu nos mercados um homem, que salvara uma criança. Dias mais tarde, encontrou-o na casa de uma amiga e reconheceu-o. Paulo também se apaixonou por ela, mas era filho de um dos cavaleiros mais ricos e poderosos da região, que gostaria de ver os filhos fazerem casamentos que favorecessem os negócios da família. Ela pediu a intercessão de Jesus, no sentido deste casamento ser possível. Este foi o primeiro milagre: Margherita e Paulo casaram-se, mesmo provindo de classes distintas.
Teve uma vida conjugal difícil, devido aos hábitos da nova família e ao carácter violento do marido. Com o seu empenho e orações, conseguiu modificá-lo. Viveram anos como camponeses, até que ele foi assassinado. O pai de Paulo, sogro de Margherita, levou os garotos, para lhes ensinar a batalhar, a fim de, posteriormente, vingarem a morte do pai. Na hora da batalha, foram apanhados numa emboscada. Com o objectivo de protegê-los, a futura santa enviou-os para um convento distante. Contudo, as freiras abrigavam leprosos, que transmitiram a doença aos filhos de Margherita, que não sobreviveram.
Viúva e sem os filhos, manifestou a vontade de ingressar no mosteiro das irmãs Agostinianas, que só aceitavam jovens solteiras. Ficou muito tempo refugiada na casa dos sogros. Ainda assim, começou a cuidar de doentes da lepra e a tratar de enfermos.
Finalmente, abriram uma excepção e aceitaram-na no seio da comunidade religiosa. Dedicou-se especialmente a cuidar de irmãs doentes e a aconselhar pecadores. Morreu no Mosteiro de Cássia em 1457 e foi canonizada em 1900. São-lhe atribuídos tantos e tão extraordinários milagres que é tida como “advogada das causas perdidas e a santa do impossível”. É também protectora das mulheres vítimas de violência doméstica.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

21 DE MAIO - HUGO LEAL


EFEMÉRIDE - Hugo Miguel Ribeiro Leal, ex-futebolista português, que jogava habitualmente a médio/médio ofensivo, nasceu em Cascais no dia 21 de Maio de 1980.
Iniciou a sua carreira profissional no SL e Benfica, onde fez a sua formação, tendo vencido um Campeonato Nacional de Juniores B na época 1995/96. Em 1996/97, estreou-se pela equipa principal do Benfica com apenas 16 anos. Anunciado como uma das grandes promessas do futebol português, Hugo Leal chegou cedo ao topo na Luz.
Idolatrado pela massa associativa, ficaria apenas três anos no clube, que acabaria por deixar no meio de alguma polémica saindo para o C Atlético de Madrid. O jogador ‘forçou’ a saída do clube da Luz, não havendo lugar a compensação remuneratória por parte do clube espanhol. Essa “traição” nunca foi perdoada pelos adeptos do Benfica.
Seguir-se-iam: Paris Saint-Germain FC, FC Porto, A. Académica de Coimbra, SC Braga, CF Belenenses, CD Trofense, UD Salamanca, Vitória FC Setúbal e, por fim, CD Estoril Praia.
Venceu alguns títulos na sua carreira, sendo apenas um internacional, a Taça Intertoto em 2001 pelo Atlético de Madrid. Em França, venceu uma Taça de França pelo Paris Saint-Germain em 2003/04 e, no regresso a Portugal, venceu uma Supertaça Cândido de Oliveira em 2004 pelo Porto.
Retirou-se da carreira de jogador profissional na época 2012/13, quando jogava pelo Estoril Praia. Manteve-se no mesmo clube desempenhando funções de vogal da direcção.

domingo, 20 de maio de 2018

20 DE MAIO - EMIL BERLINER


EFEMÉRIDE - Emil Berliner, inventor alemão naturalizado americano, nasceu em Hannover no dia 20 de Maio de 1851. Morreu em Washington DC, em 3 de Agosto de 1929.
Começou por trabalhar numa tipografia e numa oficina de tecidos. Desde logo, mostrou os seus talentos de inventor, desenvolvendo uma nova máquina de tecelagem. Entusiasmado, decidiu atravessar o Atlântico e ir para os Estados-Unidos.
Apaixonado pela ciência e por novas descobertas, frequentava assiduamente diversas bibliotecas e, particularmente, a do Cooper Institute, onde se dedicava sobretudo a pesquizas sobre electricidade e acústica.
Em 1908, desenvolveu também um motor rotativo para uso em aeronaves, que foi amplamente utilizado em helicópteros.
Além das invenções relativas à mecânica aeronáutica, Berliner inventou um gramofone com novos sistemas, que vieram possibilitar o aperfeiçoamento do fonógrafo e a gravação utilizada posteriormente pela indústria discográfica. Foi o fundador da Deutsche Grammophon.

sábado, 19 de maio de 2018

19 DE MAIO - EURICO DIAS NOGUEIRA


EFEMÉRIDE - Eurico Dias da Silva Nogueira, bispo católico português que foi arcebispo de Braga de 1977 a 1999, morreu em Braga no dia 19 de Maio de 2014.  Nascera em Dornelas do Zêzere, Pampilhosa da Serra, em 6 de Março de 1923.
Era filho de um professor primário e de uma irmã do pároco local. Foi ordenado sacerdote em Dezembro de 1945, em Coimbra.
Frequentou a Universidade Gregoriana de 1945 a 1948, licenciando-se em Direito Canónico. De 1950 a 1956, frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, licenciando-se em Direito. Também em Coimbra, concluiu o curso de Ciências Político-Económicas.
Participou na terceira sessão do Concílio Vaticano II (1964), já enquanto responsável pela diocese moçambicana de Vila Cabral (nomeação em Julho daquele ano). A ordenação episcopal realizou-se na Sé Nova de Coimbra, em Dezembro. Até Fevereiro de 1972, foi o primeiro bispo de Vila Cabral, actual Lichinga, Moçambique.
De Fevereiro de 1972 a Fevereiro de 1977, foi bispo de Sá da Bandeira, actual Lubango, Angola, acumulando, em 1975, a administração apostólica da recém-criada diocese de Pereira de Eça, actual Ondjiva.
Regressou a Portugal em Abril de 1977. Em Junho de 1990, foi agraciado com a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Passou a arcebispo emérito quando deixou, por limite de idade, o ofício de arcebispo. Passou a residir no Seminário de Santiago. Faleceu após internamento súbito no hospital de Braga.
Recebeu o doutoramento honoris causa da Universidade do Minho (1990), era membro da Academia Portuguesa da História (1990) e grande oficial da Ordem Equestre do Santo Sepulcro (1990). Foi agraciado também com a grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a grã-cruz de Mérito da Ordem de Malta (1996).

sexta-feira, 18 de maio de 2018

18 DE MAIO - WILLIAM SAROYAN


EFEMÉRIDE - William Saroyan, escritor norte-americano de ascendência arménia, morreu em Fresno, na Califórnia, no dia 18 de Maio de 1981. Nascera na mesma localidade em 31 de Agosto de 1908.
O pai, um arménio que era pastor presbiteriano e agricultor, morreu quando Saroyan tinha apenas dois anos de idade. Com a morte do pai, foi obrigado a viver num orfanato juntamente com os seus três irmãos. Aos doze anos, abandonou a escola e empregou-se como estafeta numa agência telegráfica. De emprego em emprego, chegou ao posto de gerente de uma agência postal e telegráfica.
Foi aos 16 anos que resolveu ser escritor. Na época, graças sobretudo à acção de algumas revistas, os contos tinham-se tornado uma verdadeira mania nos Estados Unidos. Assim, Saroyan decidiu escrever pequenas histórias. No início, tentou imitar o estilo das revistas sensacionalistas, mas os contos foram rejeitados. Passou então a escrever com espontaneidade, inspirando-se em acontecimentos pessoais, pequenas aventuras vividas no decorrer da sua infância e adolescência. A fórmula deu resultado e, em 1934, com a publicação do volume de contos “O Ousado Rapaz no Trapézio Volante”, recebeu entusiástico acolhimento da crítica.
Saroyan continuou a recorrer com frequência ao conto autobiográfico, de que escreveu uma longa série: “Inalar e Exalar” (1936), “Criancinhas” (1937), “Amor, Aqui Está Meu Chapéu” (1938), “A Confusão Com Os Tigres” (1938), “Meu Nome É Aram” (1941) e “Depois dos Trinta Anos” (1962), entre muitos outros.
Escreveu também para o teatro, tendo ganho o prémio Pulitzer - em 1939 - com a peça “O Tempo De Sua Vida”.
A Comédia Humana” (1942) é sem dúvida o seu romance mais famoso e constitui uma das mais tocantes páginas da moderna ficção norte-americana. A adaptação ao cinema rendeu-lhe o Prémio da Academia para a Melhor História Original. Escrito em plena Segunda Guerra Mundial, o romance apresenta uma sequência de quadros simples, quotidianos, que mostram as experiências humanas de um adolescente, Homero Macauley, estafeta (como o próprio autor) de uma agência postal.
Durante a Guerra, alistou-se no exército. Casou-se em 1945 com Carol Marcus, então com vinte anos, tendo tido dois filhos. No fim da década de 1940, problemas crescentes com o álcool levaram o casal ao divórcio. Voltou a casar-se e de novo se divorciou.
A partir de 1958, viveu em Paris e conseguiu equilibrar a sua vida económica. Faleceu aos 72 anos, na sua terra natal, vítima de cancro. «Toda a gente deve morrer» - dizia ele - «mas sempre pensei que seria uma excepção». Uma parte das suas cinzas repousa na Califórnia e outra na Arménia.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

17 DE MAIO - JOÃO DA BAIANA


EFEMÉRIDE - João Machado Guedes, conhecido como “João da Baiana, compositor popular, cantor, passista e instrumentista brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro no dia 17 de Maio de 1887. Morreu na mesma cidade em  12 de Janeiro de 1974.
Era o mais novo e único carioca de uma família baiana de 12 irmãos. O nome João da Baiana vinha do facto da mãe ser conhecida como a “Baiana”. Cresceu no bairro da Cidade Nova, no Rio de Janeiro.
Quando era criança, frequentou as rodas de samba e macumba que aconteciam clandestinamente nos terreiros cariocas. Participou em blocos carnavalescos e é tido como o introdutor do pandeiro no samba. Teve durante muito tempo um emprego fixo não relacionado com a música, tendo inclusivamente recusado, em 1922, viajar com Pixinguinha e os Oito Batutas para não perder o posto de fiscal da Marinha.
A partir de 1923, passou a compor músicas e a gravar em programas de rádio. Em 1928, foi contratado como ritmista. Além do pandeiro, a sua especialidade era o prato e faca, populares nas gravações da época.
Algumas das suas composições de então foram: “Pelo Amor da Mulata”, “Mulher Cruel”, “Pedindo Vingança” e “O Futuro É uma Caveira”.
Integrou alguns dos grupos pioneiros profissionais de samba, entre os quais: Conjunto dos Moles, Grupo do Louro, Grupo da Guarda Velha e Diabos do Céu.Participou na famosa gravação organizada por Heitor Villa-Lobos a bordo do navio Uruguai, em 1940, para o disco “Native Brazilian Music”, do maestro Leopold Stokowski, com a sua música “Ke-ke-re-ké”.
Na década de 1950, voltou a apresentar-se nos shows do Grupo da Velha Guarda organizados por Almirante e continuou a compor até aos anos 1970.
Em 1968, gravou com Pixinguinha e Clementina de Jesus o histórico LP “Gente da Antiga”, onde lançou - entre outras - as ancestrais “Cabide de Molambo” e “Batuque na Cozinha”, depois regravada por Martinho da Vila.
Actualmente, alguns dos seus pertences integram o acervo do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Entre eles, está o seu prato e faca, instrumento que o consagrou.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

16 DE MAIO - JOHN BULWER


EFEMÉRIDE - John Bulwer, médico e filósofo britânico, famoso pelos seus estudos sobre surdos, foi baptizado em Londres no dia 16 de Maio de 1606. Morreu na mesma cidade em 1 de Outubro de 1656.
Ao observar dois surdos a conversar em linguagem gestual, Bulwer entendeu que a língua gestual era essencial na educação dos surdos. Assim, foi o primeiro inglês a desenvolver um método de comunicação entre ouvintes e surdos.
Propôs a educação das pessoas surdas nesse sentido, planificando a criação de uma academia. Escreveu cinco obras sobre a exploração do corpo e da comunicação humana, em particular dos gestos dos dedos e das mãos. Foi um percursor da especialidade.

terça-feira, 15 de maio de 2018

15 DE MAIO - PETER SHAFFER


EFEMÉRIDE - Peter Levin Shaffer, dramaturgo e guionista britânico, nasceu em Liverpool no dia 15 de Maio de 1926. Morreu no condado de Cork, na Irlanda, em 6 de Junho de 2016, aos 90 anos de idade.
É autor de inúmeras peças teatrais, que receberam diversos prémios. Seis delas foram adaptadas ao cinema.
Um dos seus trabalhos de maior destaque foi a peça “Equus”, que relata a história de um rapaz, Alan Strang, em tratamento psiquiátrico. A peça foi levada aos ecrãs cinematográficos pelo realizador Sidney Lumet, com guião do próprio Shaffer.
Peter Shaffer era oriundo de uma família judia inglesa e tinha um irmão gémeo (Anthony), igualmente dramaturgo e cenarista.
Obteve uma bolsa para estudar História no Trinity College da Universidade de Cambridge. Em paralelo com os estudos, trabalhou nas minas de carvão durante a Segunda Guerra Mundial. Foi igualmente empregado numa livraria e assistente na biblioteca pública de Nova Iorque, antes de descobrir os seus talentos para a dramaturgia.
A sua primeira peça, “The Salt Land”, escrita em 1954, foi difundida pela BBC. Encorajado pelo sucesso, continuou a escrever e confirmou a sua reputação em 1958, com a produção em Londres de “Five Finger Exercise”, que recebeu dois prémios.
Escreveu seguidamente numerosas peças e dramas filosóficos, mas também comédias satíricas. Em “The Royal Hunt of the Sun” (1964) conta a conquista do Peru pelos espanhóis.
Equus” (1973) valeu a Shaffer o Tony Award de Melhor Peça e o New York Drama Critics Circle Award em 1975. Foi representada mais de 1 000 vezes na Broadway e tem sido apresentada com sucesso ao longo dos tempos. 
Amadeus” (1979), que conta a história de Wolfgang Amadeus Mozart e de Antonio Salieri, recebeu igualmente vários prémios e teve também mais de 1 000 representações na Broadway. O seu último grande sucesso foi “Lettice and Lovage”, uma comédia satírica representada centenas de vezes.
Fez os guiões para cinema de várias peças suas. Com “Amadeus”, em 1984, conquistou o Oscar de Melhor Cenário Adaptado.  Já tinha sido nomeado para o mesmo prémio em 1978.
Em 1994, foi nomeado professor convidado de Teatro Contemporâneo da Universidade de Oxford. Em 2001, a rainha Isabel II nomeou-o Cavaleiro.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

14 DE MAIO - ADÉLAïDE DE SOUZA


EFEMÉRIDE - Adélaïde-Marie-Émilie Filleul de Souza, condessa de Flahaut de la Billarderie, escritora francesa, nasceu em Paris no dia 14 de Maio de 1761. Morreu na mesma cidade em 19 de Abril de 1836. Perdeu os pais muito cedo e estudou num convento, que serviria aliás de cenário para alguns episódios dos seus romances.
Casou em Janeiro de 1779 com Alexandre de Sébastien de Flahaut de La Billarderie, conde de Flahaut de La Billarderie, um soldado de prestígio, que tinha muito mais anos do que ela.
Em Paris, logo se formou um salão literário à volta de Adélaïde. O casal separou-se em 1792 e ela foi para Inglaterra, passando a depender economicamente da venda dos livros que escrevia, dos quais o primeiro e mais famoso, “Adèle de Sénanges”, é parcialmente autobiográfico.
Posteriormente, Adélaïde deixou Londres e foi morar na Suíça, onde se encontrou com Luís Filipe, duque de Orleães. Viajou na sua companhia para Hamburgo, onde viveu dois anos, ganhando a vida a confeccionar chapéus. Voltou à Paris em 1798 e, em Outubro de 1802, casou-se com José Maria de Souza Botelho Mourão e Vasconcelos, embaixador português em Paris, ilustre mecenas literário, também conhecido pelo Morgado de Mateus. O marido foi chamado a Portugal em 1804, sendo-lhe oferecido o lugar de embaixador na Rússia, mas no ano seguinte, renunciou ao posto e instalou-se definitivamente em Paris. Ocupou-se principalmente com a preparação de uma luxuosa edição de “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões, que foi concluída em 1817.
A senhora de Souza perdeu o seu poder social após a queda do Primeiro Império e foi abandonada pelos amigos. O marido morreu em 1825 e ela passou a viver em relativa reclusão até morrer. Entre os seus últimos romances, estão “La Comtesse de Fargy” (1822) e “La Duchesse de Guise” (1831). As suas obras completas foram publicadas postumamente em 1843. Leão Tolstoi, em “Guerra e Paz”, cita várias vezes os seus romances.
Adélaïde foi sepultada no Cemitério Père-Lachaise em Paris, junto do seu marido português - que seria trasladado para o Palácio de Mateus, perto de Vila Real, em 1964.

domingo, 13 de maio de 2018

13 DE MAIO - RAIMUNDO CORREIA


EFEMÉRIDE - Raimundo da Mota de Azevedo Correia, juiz e poeta brasileiro, nasceu em São Luís do Maranhão no dia 13 de Maio de 1859. Morreu em Paris, onde estava em tratamento, em 13 de Setembro de 1911.
Tendo nascido a bordo do navio São Luís, ancorado em águas maranhenses, costumava dizer de si: «Sou um homem sem terra; nasci no oceano». Era filho de uma família de classe elevada. O pai era desembargador, descendente dos duques de Caminha e filho de pais portugueses.
Realizou o curso secundário no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em 1882, formou-se advogado na Faculdade de Direito de São Paulo, desenvolvendo uma bem-sucedida carreira como juiz no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Neste Estado, foi o primeiro juiz de Direito da comarca de São Gonçalo do Sapucaí.
Raimundo Correia iniciou a sua vida poética com o livro “Primeiros sonhos” (1879), revelando forte influência dos poetas românticos Fagundes Varela, Casimiro de Abreu e Castro Alves. Em 1883, com o livro “Sinfonias”, assumiu o parnasianismo e passou a integrar, ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac, a chamada Tríade Parnasiana.
Os temas adoptados por Raimundo Correia giram em torno da perfeição formal dos objectos. Ele diferencia-se um pouco dos outros parnasianos, porque a sua poesia é marcada por um forte pessimismo, chegando até a ser sombria. Ao analisar a obra de Raimundo Correia, percebe-se que há nela uma evolução. Ele iniciou a sua carreira como romântico, depois adoptou o parnasianismo e, em alguns poemas, aproximou-se da escola simbolista.
Foi membro da Academia Brasileira de Letras, desde 1897 até à sua morte.

sábado, 12 de maio de 2018

12 DE MAIO - ALBERTO DA COSTA E SILVA


EFEMÉRIDE - Alberto Vasconcellos da Costa e Silva, diplomata, poeta, ensaísta, memorialista e historiador brasileiro, nasceu em São Paulo no dia 12 de Maio de 1931. É actual orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Foi distinguido com o Prémio Camões de 2014, pelo conjunto da sua obra.
Formado pelo Instituto Rio Branco em 1957, Alberto da Costa e Silva serviu como diplomata em Lisboa, Caracas, Washington, Madrid e Roma, antes de ser embaixador na Nigéria e no Benim, em Portugal (1980/92), na Colômbia e no Paraguai.
Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em Julho de 2000. Em 2004, foi escolhido pela União Brasileira de Escritores como o “Intelectual do Ano”.
Alberto da Costa e Silva é, também, académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
Recebeu várias condecorações portuguesas: cavaleiro, comendador, grande-oficial e grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1961, 1971, 1973 e 1991); comendador e grã-cruz da Ordem Militar de Cristo (1971 e 1986); e comendador e grã-cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1972 e 2008).

sexta-feira, 11 de maio de 2018

11 DE MAIO - GELSON MARTINS


EFEMÉRIDE - Gelson Dany Batalha Martins, futebolista português de ascendência cabo-verdiana, nasceu na Praia, Ilha de Santiago, no dia 11 de Maio de 1995.
Mudou-se para Portugal quando era adolescente, jogando nos juniores do CF Benfica e do Sporting CP. Em Março de 2014, foi promovido à equipa B deste último, assinando uma extensão de contrato até 2019.
Gelson fez a sua estreia como profissional em Agosto de 2014, entrando como substituto de Lewis Enoh na vitória de 1-0 do Sporting sobre o SC Olhanense na Segunda Liga. Em Dezembro, marcou o seu primeiro golo, contribuindo para a vitória de 3-1 contra o VSC Guimarães B.
Foi promovido ao plantel principal do Sporting no Verão de 2015, tendo feito a sua estreia em Agosto, numa vitória por 1-0 sobre o SL Benfica na Supertaça Cândido de Oliveira.
Gelson Martins apareceu pela primeira vez na Primeira Liga, jogando um minuto num triunfo de 2-1 sobre o recém-promovido CD Tondela. Em Janeiro do ano seguinte, contra o mesmo adversário, marcou o golo 5 000 do Sporting na competição.
Até ao final da época, Gelson foi frequentemente utilizado tendo acabado a sua primeira temporada a nível sénior com 42 jogos disputados.
Destacou-se desde o início da época 2016/17, assumindo a titularidade da equipa e brilhando frente a equipas como o Real Madrid CF e o BV Borussia Dortmund. Após os duelos com a equipa espanhola, vários jogadores conceituados, como Marcelo e Cristiano Ronaldo, vieram publicamente elogiar o jovem extremo. Foi considerado um dos melhores jogadores a actuar na Primeira Liga, ganhando os prémios de melhor jogador do mês em Agosto e Setembro, liderando a tabela de assistências.
Em Novembro de 2016, mereceu comparação com o antigo vencedor da Bola de Ouro Luís Figo por parte do seu treinador, ao dizer que Gelson «se tornaria num jogador do mesmo patamar». Em Janeiro de 2017, acordou com o Sporting a renovação do contrato até 2022, ficando com uma cláusula de rescisão de € 60 milhões. No entanto, durante o mercado de Verão de começo da época 2017/18, o treinador Jorge Jesus afirmou que só deixaria sair Gelson por uma quantia de € 100 milhões.
G. Martins fez parte da equipa Sub-19 de Portugal no Campeonato Europeu de 2014, jogando todas as partidas e sendo vice-campeão. Também representou o país no Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 2015, marcando golos na fase de grupos contra o Senegal e nos oitavos-de-final contra a anfitriã Nova Zelândia.
Do seu palmarés fazem parte a Supertaça Cândido de Oliveira 2015 e a Taça da Liga 2017/18, as duas em representação do Sporting.
Foi seleccionado pela primeira vez para a equipa principal de Portugal em Outubro de 2016, contra Andorra.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

10 DE MAIO - KIKKI DANIELSSON


EFEMÉRIDE - Ann-Kristin “KikkiDanielsson, cantora country, dansband e pop sueca, nasceu em Visseltofta, no dia 10 de Maio de 1952. Por vezes, toca acordeão. Também é famosa por cantar à tirolesa, nalgumas canções.
Kikki Danielsson participou 9 vezes no Festival da Canção da Suécia, uma no da Noruega e duas vezes no Festival Eurovisão da Canção (1982 e 1985).
Iniciou a sua carreira na banda sueca Wizex em 1973, participando como membro deste grupo no Melodifestivalen de 1978. Em 1982, deixou os Wizex e passou a fazer parte da banda Chips. Participou em vários shows televisivos e radiofónicos, não apenas no seu país natal, mas também nos Estados Unidos da América na década de 1980.
Em 1984, casou com o músico sueco Kjell Roos, de quem teve um filho. Em 1987, publicou o álbum “Min barndoms jular” (com canções de Natal). Juntamente com Roosarna, produziu uma série de canções na década de 1990, que fizeram grande sucesso na Suécia. Em 1999, separou-se de Kjell Roos.
Os seus problemas com o consumo de álcool foram motivo para mexericos na imprensa sensacionalista da Suécia e levaram-na a interromper a sua carreira durante um curto período. Em 2006, ainda participou no Melodifestivalen, com a canção “I dag & i morgon”.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

9 DE MAIO - GLENDA JACKSON


EFEMÉRIDE - Glenda May Jackson, actriz e política britânica, vencedora de dois Oscares de Melhor Actriz, nasceu em Birkenhead no dia 9 de Maio de 1936. Foi uma das grandes damas do teatro e do cinema britânico.
O pai era pedreiro. Foi educada na West Kirby Grammar School for Girls e, logo em seguida, trabalhou dois anos numa farmácia, em Boots, antes de ser seleccionada para estudar na RADA - Royal Academy of Dramatic Art.
Casou-se em 1958 com Roy Hodges e com ele teve o seu único filho, Dan Hodges, nascido em 1969, e que hoje é um conselheiro do Trabalho e comentarista. O seu casamento com Hodges durou de 1958 até ao divórcio em 1976.
Após se formar pela RADA, em Bloomsbury (1957), Glenda iniciou a sua carreira no teatro com a peça “Separate Tables” de Terence Rattingan. Estreou-se no cinema seis anos depois, com o filme “This Sporting Life”. Mais tarde, trabalhou com Peter Brook em “Marat Sade”. Já reconhecida no teatro, ganhou fama internacional ao protagonizar dois filmes de Ken Russell: “Woman in Love”, onde interpretou a escultora e artista plástica Gudrun Brangwen, filme que lhe valeu seu primeiro Oscar de Melhor Actriz (1971); e depois, “The Music Lovers”, no papel de Antonina Miliukova. esposa do compositor romântico russo Tchaikovsky, interpretado por Richard Chamberlain.
Por aceitar papéis controversos, que muitas actrizes recusavam, Glenda Jackson adicionou à sua imagem a fama de fazer qualquer sacrifício pelo cinema. Provou isso ao interpretar a rainha Elizabeth I, em “Elizabeth R”. série produzida pela BBC em 1971. Para o filme, Glenda teve de raspar a parte da frente do cabelo, fazendo com que se parecesse mais com a rainha, sendo a sua interpretação nesta série considerado «o retrato mais real de Elizabeth I da Inglaterra». Recebeu dois Emmys por este seu trabalho. No mesmo ano, Glenda interpretou novamente a rainha Elizabeth I, desta vez no filme “Mary, Queen of Scots”, ao lado de Vanessa Redgrave. Também em 1971, Glenda apareceu no show “Morecambe and Wise”, sendo Cleópatra num um sketch de comédia.
Vendo o seu potencial para comédias, o cineasta Melvin Frank ofereceu-lhe o papel que lhe daria o segundo Oscar de Melhor Actriz (1973), o da estilista Vicki Alessio, em “Um Toque de Classe”. Com a sua vitória no Oscar por este filme, os produtores de “Morecambe and Wise” ter-lhe-iam enviado um telegrama que dizia: «Fique connosco e vamos chegar a um terceiro!».
Foi nomeada em 1978, comendadora da Ordem Britânica. Em 1983, teve um teatro com o seu nome, o Glenda Jackson Theatre, mas que foi demolido em 2003 para dar lugar a um novo loteamento. Conquistou outros prémios importantes, como o Globo de Ouro, o BAFTA e o de Melhor Actriz nos Festivais de San Sebastián e de Montreal.
Em 1992, abandonou a carreira de actriz para ser política, tendo sido eleita deputada pelo Partido Trabalhista. Em 1997, foi nomeada ministra dos Transporte pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair. Em 2006, a imprensa chegou a especular, informando que ela iria substituir Blair quando este se afastasse, o que não veio a acontecer. Foi reeleita deputada em 2010.

terça-feira, 8 de maio de 2018

8 DE MAIO - JAIR RODRIGUES


EFEMÉRIDE - Jair Rodrigues de Oliveira, cantor brasileiro, morreu em Cotia no dia 8 de Maio de 2014.  Nascera em Igarapava, em 6 de Fevereiro de 1939. É considerado por muitos, como o primeiro rapper brasileiro. Conseguiu o status de precursor do género por ter lançado, ainda nos anos 1960, “Deixa isso pra lá”. Com versos mais declamados (ou falados) do que cantados, a música tornou-se um dos seus principais sucessos. A faixa ganhou popularidade também graças à sua coreografia com as mãos.
Jair foi criado no município de Nova Europa, também no interior paulista. Durante a juventude, teve várias profissões, entre as quais as de engraxador, mecânico e pedreiro, até participar num programa de calouros da Rádio Cultura e se classificar em primeiro lugar.
A sua carreira musical começou quando se tornou crooner, no meio dos anos 1950, na cidade de São Carlos. Tendo ali chegado em 1954, participou na Noite são-carlense, que era intensa na época. Também se apresentou na Rádio São Carlos como calouro e noutras realizações, vivendo intensamente nessa cidade até ao fim da década.
Em 1958, prestou o serviço militar no Tiro de Guerra de São Carlos, como soldado atirador.
No início da década de 1960, foi tentar o sucesso na capital do estado e acabou por participar em programas de calouros também na televisão. No lançamento do seu primeiro LP, “O samba como ele é”, em 1964, fez sucesso com o samba “O morro não tem vez”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Foi a cantar em boîtes o samba “Deixa isso pra lá”, de Alberto Paz e Edson Menezes, que conseguiu o seu maior sucesso e gravou o segundo LP, ainda em 1964.
No ano seguinte, Elis Regina e Jair Rodrigues tiveram muito êxito com a sua parceria em “O Fino da Bossa”, um programa da TV Record.
Em 1966, o cantor participou e venceu o II Festival da Música Popular Brasileira, com a canção “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, empatando com a música “A Banda”, de Chico Buarque. A partir daquele momento, a sua carreira descolou e o seu talento assegurou-lhe anos de sucesso. Nesse período, realizou tournées pela Europa, Estados Unidos e Japão.
Em 1971, gravou o samba-enredo “Festa para um Rei Negro”. Jair interpretou ainda sucessos sertanejos como “O Menino da Porteira”, “Boi da Cara Preta” e “Majestade o Sabiá”. Nas décadas seguintes, a sua produção diminuiu de volume.
Morreu repentinamente, na sauna de sua casa, na decorrência de um infarto agudo do miocárdio.

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