sexta-feira, 21 de julho de 2017

21 DE JULHO - ALEKSANDER HENRYK LAKS

EFEMÉRIDEAleksander Henryk Laks, sobrevivente do Holocausto, escritor e conferencista polaco, naturalizado brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 21 de Julho de 2015. Nascera em Lodz no dia 28 de Outubro de 1926.
Ainda criança, em 1940, foi confinado no Gueto de Lodz, uma área industrial criada pelos nazis alemães na Polónia. Dos 160 mil judeus que estiveram neste gueto, apenas 1 600 sobreviveram à guerra.
Em 1944, foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz juntamente com o pai, que veio a falecer por doença e maus-tratos. Ambos foram seleccionados para trabalhos forçados. Em 1945, quando parte do campo de concentração foi evacuado pelos nazis, antes da chegada das tropas soviéticas, Laks fez parte de um grupo de 800 prisioneiros levados para uma das Marchas da Morte, sistema onde eram obrigados a deslocar-se em enormes distâncias, a pé, no Inverno, sem roupas adequadas nem alimentação, na esperança de que “simplesmente” morressem. Deste grupo, apenas 50 sobreviveram. Aleksander foi encontrado e ajudado por soldados franceses. Emigrou então para o Brasil e adquiriu a nacionalidade brasileira.
Foi presidente da Sherit HaPleitá (Associação Brasileira dos Israelitas Sobreviventes da Perseguição Nazi) e autor dos livros “O Sobrevivente – memórias de um brasileiro que escapou de Auschwitz” e “Mengele me Condenou a Viver”.
A história de Laks também foi contada no livro “Sou Feliz, Acredite!”, dos jornalistas Mónica Bernardes e Mauro Tertuliano, editado pela BestSeller (grupo Record) e finalista do Prémio Jabuti na categoria Reportagem. A obra, lançada em 2010, narra 13 histórias de superação.
Em 2013, participou como depoente no filme documentário premiado “O Relógio do Meu Avô” do realizador Alex Levy-Heller.
Laks morreu aos 88 anos de idade, vítima de complicações decorrentes de uma infecção pulmonar.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

20 DE JULHO - MILDRED HARRIS

EFEMÉRIDEMildred Harris, actriz norte-americana, morreu em Hollywood no dia 20 de Julho de 1944. Nascera em Cheyenne, no Wyoming, em 29 de Novembro de 1901. Foi a primeira esposa de Charlie Chaplin.
Começou a sua longa carreira, ainda criança, actuando em seis filmes quando tinha apenas onze anos. Continuou, sem interrupção, até ao seu falecimento aos 42 anos de idade.
Foi a primeira esposa de Charlie Chaplin, desde Outubro de 1918 (a um mês de completar 17 anos) até 1921, ano em que se divorciaram. Tiveram um filho que morreu três dias depois do nascimento, o que terá sido uma das causas da separação.
Mildred Harris morreu vítima de pneumonia, sendo sepultada no Hollywood Forever Cemetery. Tem uma estrela no Passeio da Fama do Hollywood Boulevard. Entre 1912 e 1944, protagonizou nada menos de 133 filmes.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

19 DE JULHO - A. J. CRONIN

EFEMÉRIDEA. J. Cronin, de seu nome completo Archibald Joseph Cronin, escritor escocês, nasceu em Cardross no dia 19 de Julho de 1896. Morreu em Montreux, em 6 de Janeiro de 1981. É um dos maiores escritores da Escócia, com várias obras a serem consideradas verdadeiras obras de arte, em especial “A Cidadela” e, sobretudo, “As Chaves do reino”.
Era formado em Medicina. Escreveu romances de crítica social, traduzidos em vários idiomas e, alguns deles, adaptados ao cinema e à televisão, como “The Citadel” (1937) e “The Minstrel Boy” (1975).
Católico, com origens irlandesas e mãe protestante, órfão de pai aos sete anos, aluno brilhante e precoce, bom praticante de atletismo e futebol, começou por ser médico dos pobres numa zona industrial do País de Gales e, depois, inspector de minas (1924).
Depois de ter defendido a tese “Os aneurismas” em 1924, instalou-se em Londres onde acabou por ter uma brilhante clientela.
Escreveu o seu primeiro romance em 1931 (“Hatter's Castle”). Seguiu-se uma vintena de obras, com êxito crescente. O seu itinerário e as suas origens inspiram muitos dos personagens dos seus livros, que contêm igualmente numerosos elementos biográficos.
Deixou um filho, também escritor (Vincent Cronin), e faleceu aos 84 anos. A sua esposa morreu cinco meses depois, com 83 anos de idade. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

FUSETA (quadras)

FUSETA
(quadras)

Minha terra à beira mar,
Fuseta dos meus encantos,
Hei-de um dia aí voltar
Quando secarem meus prantos!   *

Minha terra à beira mar:
- A Fuseta da Cultura.
Não sei se vou regressar,
Que o Bem nem sempre dura.

Gabriel de Sousa

* Menção Honrosa nos 47ºs Jogos Florais Internacionais de Nossa Senhora do Carmo – 2017 (Fuseta)

18 DE JULHO - CARLOS ALBERTO SANTOS

EFEMÉRIDECarlos Alberto Santos, ilustrador e pintor português, nasceu em Lisboa no dia 18 de Julho de 1933. Morreu na mesma cidade em 1 de Novembro de 2016. Ao longo da sua carreira, dedicou-se – sobretudo – a temas históricos e da cultura portuguesa.
Começou como ilustrador em 1947, no atelier de publicidade de José David, e trabalhou em empresas como a Fotogravura Nacional e a Agência Portuguesa de Revistas, para a qual foi convidado, tinha então 17 anos, para fazer a ilustração de cromos para o livro “História de Portugal”, que se tornou na colecção de maior sucesso no país, sendo reeditada mais de vinte vezes, percorrendo as gerações de jovens das décadas de 1950 a 1970, que ainda hoje guardam memórias dos famosos cromos.
A sua primeira ilustração publicada, a que se seguiram várias outras, aconteceu na revista “Camarada” de Abril de 1948, acompanhando um conto western de Hermínio Rodrigo da Conceição. A sua estreia nas histórias de banda desenhada ocorreu ainda aos 16 anos, logo no número inaugural de “O Mundo de Aventuras” em Agosto de 1949, com a “História Maravilhosa de João dos Mares”.
No exercício da sua actividade de ilustrador na Agência Portuguesa de Revistas, publicou mais quatro colecções de cromos: “Trajos Típicos de Todo o Mundo” (1958), “História de Lisboa” (1960), “Romeu e Julieta” (1969) e “Pedro Álvares Cabral” (1972).
O seu último projecto, na área dos cromos, foi um álbum sobre “Os Lusíadas” de Luís de Camões (1966), que era a figura da história de Portugal que o pintor mais admirava. Essa colecção, completa, teria cerca de 300 cromos, tendo sido ilustradas somente as estâncias 1 até à 44 do Canto I, através de vinte guaches, dos quais dezoito ainda existem. Ilustrou também capas e contra-capas de cadernetas de várias colecções de origem vária.
Através dos cromos, nos quais trabalhou durante 20 anos, Carlos Alberto conseguiu o reconhecimento de várias gerações de jovens portugueses, mas foi como pintor de temas da história de Portugal que se veio a notabilizar.
Além da produção para a Agência Portuguesa de Revistas, colaborou também em várias dezenas de colecções estrangeiras. De entre as colecções que complementou com cromos de sua autoria, citam-se: “Bandeiras do Universo”, “A Conquista do Espaço”, “Esquadras de Guerra” e “Navios e Navegadores”.
Enquanto colaborador da editora Amigos do Livro, de Lisboa, no período de 1979/87 e em estreita colaboração com o autor dos textos – Raul Correia – ilustrou várias obras/colecções, como “A Vida de Jesus”, “Quadros da História de Portugal”, “As Histórias do Avozinho”, “Histórias de Todo o Mundo Contadas às Crianças” e “Lendas Portuguesas”. A tiragem global foi superior a 300 000 exemplares, o que ilustra o bom acolhimento que as obras tiveram.
Teve trabalhos seus em várias exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro, em locais como: a Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa; o Faculty Club of the MIT, em Boston; a Biblioteca Casa da Saudade, em New Bedford; e a Biblioteca Pública de Cambridge, entre outros. Está representado em diversas colecções particulares no mundo inteiro.
Em Portugal, algumas telas do pintor podem ser vistas igualmente no Museu Militar da cidade do Porto.
O livro “História”, o terceiro volume da colecção “Ser Português”, inclui uma compilação de diversas pinturas suas sobre os temas ‘O Mar’ e ‘O Pensamento Português’.
Desenhou ainda algumas séries de selos sobre os descobrimentos portugueses e sobre as naus da carreira da Índia.
O professor José Hermano Saraiva recorria muitas vezes, no seu programa televisivo “A Alma e a Gente”, às telas de Carlos Alberto para ilustrar determinadas personalidades e episódios da história de Portugal.
Em Julho de 2014, a Editorial Seleprinter publicou a sua biografia, da autoria do crítico de arte Afonso Almeida Brandão, com o título “A Persistência da Memória Como Retrato da Alma”.
Carlos Alberto Santos faleceu no Hospital Egas Moniz, aos 83 anos de idade.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

17 DE JULHO - ALEARDO ALEARDI

EFEMÉRIDEAleardo Aleardi, de seu verdadeiro nome Gaetano Maria Aleardi, poeta italiano que pertenceu ao então chamado Neorromantismo, morreu em Verona no dia 17 de Julho de 1878. Nascera na mesma cidade em 14 de Novembro de 1812.
Depois de estudar Direito na Universidade de Pádua, voltou a Verona e interessou-se por Poesia e Crítica de Arte.
As suas primeiras composições incluem “Il matrimónio” (1842), uma exaltação do casamento como uma expressão da civilização, e “Arnalda di Roca” (1844), poema histórico que tem como protagonista uma jovem que morre a defender a sua honra. Já denotava então uma busca por efeitos cénicos e um tom dramático que seriam típicos de toda a sua produção posterior.
O primeiro grande sucesso foi alcançado em 1846, com as duas “Lettere a Maria”, em versos soltos, em que o poeta se declara a uma amiga, sugerindo um amor platónico.
Visitante assíduo do salão da condessa Anna Serego Gozzadini Alighieri, cortejou a sua filha Nina, dedicando-lhe numerosos poemas.
Participou activamente no movimento do Risorgimento. Em 1848, foi para Paris, a convite de Danièle Manin, a fim de angariar apoio para a República de Veneza. Foi preso duas vezes: em Mântua (1852) e em Josefstadt, na Boémia (1859). Foi depois deputado, senador e, finalmente, professor de Estética em Florença.
A sua obra poética não é extensa e versa, principalmente, temas da história e da pátria. Era, aliás, conhecido como “o poeta da história” por causa da sua tendência para a investigação e para reviver o passado, também o passado distante da Pré-história e da infância mítica da terra (“Il monte Circello” em 1856 e “Le prime storie”de 1857). Contudo, frequentemente se considera que esta nostalgia do passado era, muitas vezes, um pretexto para mostrar a sua grande eloquência.
Colaborou com Giovanni Prati na redacção do periódico de Pádua “Il Caffé Pedrochi”. Morreu subitamente aos 65 anos.

domingo, 16 de julho de 2017

16 DE JULHO - TRYGVE LIE

EFEMÉRIDETrygve Halvdan Lie, político e diplomata norueguês, primeiro secretário-geral das Nações Unidas (1946/52), nasceu em Oslo no dia 16 de Julho de 1896. Morreu em Geilo, em 30 de Dezembro de 1968.
O pai, que era carpinteiro de profissão, deixou a família e emigrou para os Estados Unidos em 1902. Nunca mais houve notícias dele. A mãe mantinha uma pensão em Grorud, perto de Oslo.
Lie ingressou no Partido Trabalhista em 1911 e foi nomeado seu secretário nacional, pouco tempo depois de se ter licenciado em Direito na Universidade de Oslo (1919). Trygve casou com Hjørdis Jørgensen em 1921 e tiveram três filhas.
Trygve Lie foi editor chefe do “Det 20 århundre” (“O Século XX”), de 1919 a 1921. De 1922 a 1935, foi consultor da Confederação dos Sindicatos Noruegueses.
Na política local, foi membro do comité executivo da municipalidade de Aker, de 1922 a 1931. Eleito para o Parlamento Norueguês em 1935, supervisionou diversos ministérios até à invasão alemã.
Socialista de longa data, encontrou-se com Lenine, quando de uma visita do Partido Trabalhista a Moscovo e deu permissão a Leon Trotsky para se fixar na Noruega quando do seu exílio. Em 1940, quando a Noruega foi invadida pela Alemanha nazi, Lie ordenou que todos os navios noruegueses navegassem para portos aliados. Em 1941, foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros do governo norueguês no exílio (em Londres).
Liderou a delegação norueguesa à conferência das Nações Unidas em São Francisco (1946) e tornou-se um líder para instituir as disposições do Conselho de Segurança. Em Fevereiro de 1946, foi eleito como o primeiro secretário-geral das Nações Unidas, resultado de um compromisso entre as maiores potências.
Como secretário-geral, apoiou a fundação de Israel e da Indonésia. Trabalhou para a retirada das forças soviéticas do Irão e num cessar-fogo em Caxemira. Atraiu a ira da União Soviética quando ajudou a recolher apoios para a defesa da Coreia do Sul, depois desta ser invadida em 1950. Lie também foi contra a entrada da Espanha nas Nações Unidas, pois opunha-se ao governo do general Franco.
Defendeu o reconhecimento da República Popular da China pela ONU, depois do Governo Nacionalista se ter exilado, argumentando que a República Popular da China seria o único membro que poderia cumprir todas as suas obrigações. Foi criticado, por outro lado, em facilitar as negociações no Bloqueio a Berlim, como também pelas suas falhas em conseguir um fim mais rápido para a Guerra da Coreia.
Em 1950, com objecções da União Soviética, a Assembleia-geral das Nações Unidas aprovou por 46 votos contra 5 a extensão do mandato de Trygve Lie. O voto foi consequência de um impasse no Conselho de Segurança no qual os Estados Unidos se recusavam a aceitar qualquer outro candidato, enquanto a União Soviética se recusava em considerar Lie por causa dos seus envolvimentos na Guerra da Coreia.
Lie renunciou ao cargo de secretário-geral em Novembro de 1952, sendo substituído pelo sueco Dag Hammarskjöld em 1953. De regresso à Noruega, ocupou diversos lugares em ministérios e efectuou várias missões diplomáticas. 

sábado, 15 de julho de 2017

15 DE JULHO - ROBERT WADLOW

EFEMÉRIDERobert Pershing Wadlow, a pessoa mais alta da História (comprovado cientificamente), de nacionalidade norte-americana, morreu em Manistee, Michigan, no dia 15 de Julho de 1940. Nascera em Alton, Illinois, em 22 de Fevereiro de 1918. Era conhecido como o “Gigante de Alton” ou o “Gigante do Illinois”.
À nascença, tinha um tamanho considerado normal e pesava 3,850 kg. O seu crescimento começou a alertar os pais quando, aos seis meses, já pesava 13 kg. Aos 18 meses, 28 kg. Nunca mais parou de crescer e a um ritmo impressionante. Aos cinco anos, media 1,64 m. Aos treze, tornou-se o maior escuteiro do mundo, com uma altura de 2,18 m.
A partir de 1938, os sapatos (nº 71) eram-lhe fornecidos gratuitamente pela International Shoe Company. Em troca, Robert fazia publicidade à empresa, o que o levou a visitar mais de 800 cidades em 41 estados.
Wadlow atingiu 2,72 m de altura e pesava 199 kg na data da sua morte, aos 22 anos de idade. O seu crescimento anormal deveu-se à hipertrofia da glândula pituitária, o que resultou num nível anormalmente elevado de somatotropina. Até ao fim, o seu corpo não deu nenhuma indicação de que iria parar de crescer. É também detentor de dois outros recordes: o de maiores mãos (32,2 cm) e pés (47 cm) de todos os tempos.
Robert era o filho mais velho de uma família de cinco irmãos. Em 1936, após se graduar na Alton High School, matriculou-se no Shurtleff College com a intenção de estudar Direito.
O tamanho de Wadlow causava uma série de problemas: precisava de muletas para andar e tinha pouca sensibilidade nas pernas e nos pés. Apesar dessas dificuldades, nunca usou uma cadeira de rodas. O pai alterou o interior do seu carro, suprimindo o lugar do passageiro da frente.
Um ano antes do seu falecimento, ultrapassou John Rogan como a pessoa mais alta que já existira. Desde a sua morte, à excepção de John F. Carroll e Leonid Stadnik, ninguém chegou sequer a uma altura 20 cm mais baixa que a dele.
No dia 4 de Julho de 1940, durante uma aparição profissional no Manistee National Forest Festival, lesionou-se no pé esquerdo, causando uma bolha e subsequentemente uma infecção. Os médicos trataram-no com uma transfusão de sangue e uma cirurgia de emergência, porém a sua condição apenas piorava e acabou por morrer, alguns dias mais tarde, enquanto dormia.
Estima-se que 40 000 pessoas assistiram ao seu funeral. Foi metido num caixão de 3 metros de comprimento, que precisou de vinte carregadores para o transportar até à sepultura em cimento.
Uma estátua em tamanho real foi colocada em frente do Alton Museum of History and Art, em homenagem ao cidadão ilustre da cidade (1986). Também existe uma estátua dele no Guinness Museum, perto das Cataratas do Niágara.
A música “The Giant of Illinois” da banda The Handsome Family (e depois regravada por Andrew Bird) homenageia igualmente Wadlow.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

14 DE JULHO - ROBERTO MACEDO

EFEMÉRIDERoberto Eduardo da Costa Macedo, juiz e escritor português, nasceu em Santo Tirso no dia 14 de Julho de 1887. Morreu no Porto (Ramalde) em 19 de Julho de 1977.
Em 1899, deu-se uma forte onda da peste bubónica na zona do grande Porto, incluindo Santo Tirso. Roberto foi estudar para o Colégio Aveirense, onde fez os seus primeiros poemas.
Mais tarde, em 1907, enquanto estudava no Liceu de Braga, foi militante na Associação Académica, grande contestatário e participante numa greve de alunos.
Com 25 anos de idade, formou-se em Direito na Universidade de Coimbra (1907/1912), sendo depois Juiz de Direito e colocado em várias comarcas, como: Vieira do Minho, Fafe, Vila da Feira, Guarda e Porto.
Envolveu-se entusiasticamente na política, tendo discursado no dia da proclamação da República em 1910. Em 1913, foi nomeado ajudante de notário da Comarca de Santo Tirso.
Colaborou assiduamente em diversos jornais (“Jornal de Santo Tirso”, “Semana Tirsense”, “o Democrata” e “O Arauto”), tendo sido director do “Jornal Povo”.
Publicou várias obras, destacando-se sobretudo os seus últimos livros: “Poemas” (1965) e “Uma Ilustre Dama Brasileira em Santo Tirso” (1969), em que conta a história de Alice Saint Brisson e da sociedade tirsense, nos princípios do século XX, aproveitando para prestar homenagem à comunidade luso-brasileira e a todos os portugueses que, desde a descoberta do Brasil, dedicaram as suas vidas aos dois países.
Em 2010, a Câmara de Santo Tirso, na comemoração dos 100 anos da República, fez-lhe uma homenagem, extensiva a todos os republicanos tirsenses.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

13 DE JULHO - CARLO BERGONZI

EFEMÉRIDE – Carlo Bergonzi, tenor italiano, um dos mais ilustres e admirados da sua geração, nasceu em Vidalenzo, Parma, no dia 13 de Julho de 1924. Morreu em Milão, em 25 de Julho de 2014. Foi um grande intérprete das óperas de Giuseppe Verdi.
Iniciou os seus estudos de canto como barítono, aos 14 anos de idade, no Conservatório de Parma, com o maestro Ettore Campogalliani.
Durante a Segunda Guerra Mundial, esteve detido na Alemanha, num campo de prisioneiros de guerra. Após o conflito, regressou a Itália e estudou no Conservatório de Boito em Parma.
Estreou-se profissionalmente em Lecce (1948), como barítono, no papel de Figaro em “O Barbeiro de Sevilha” de Rossini. Actuou ainda como barítono em “Don Pasquale”, “O elixir do amor”, “Cavalleria rusticana”, “Madame Butterfly”, “Manon Lescaut”, “Mignon”, “Rigoletto” e “La traviata”, entre outras obras.
Fez então uma pausa na sua careira para trabalhar a voz. Em 1951, apresentou-se, já como tenor, no papel de Andrea Chénier no Teatro Petruzzelli, em Bari. Nesse mesmo ano, para marcar o 50º aniversário da morte de Giuseppe Verdi, a estação de rádio estatal italiana RAI envolveu Bergonzi numa série de transmissões das óperas menos conhecidas de Verdi.
Actuou depois por toda a Itália, começando no Scala de Milão em 1953 e no Teatro São Carlos de Nápoles (1955). Apresentou-se em Londres, no Teatro Stoll (1953), nos Estados Unidos – Chicago em 1955 e Nova Iorque no ano seguinte, na Ópera de Viena, novamente em Inglaterra na Royal Opera House de Londres, em Buenos Aires, etc.
Cantou regularmente até 1985. Esteve activo até ao fim da sua vida, regendo cursos de canto e actuando em concertos ocasionais. Faleceu aos 90 anos de idade.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

12 DE JULHO - ORÍGENES LESSA

EFEMÉRIDEOrígenes Lessa, jornalista, contista, novelista, romancista e ensaísta brasileiro, imortal da Academia Brasileira de Letras, nasceu em Lençóis Paulista no dia 12 de Julho de 1903. Morreu no Rio de Janeiro em 13 de Julho de 1986.
O pai era historiador, jornalista e pastor presbiteriano. Em 1906, Orígenes foi levado pela família para São Luís do Maranhão, onde cresceu até aos nove anos, acompanhando as missões do pai como pastor. Desta experiência de infância, resultou mais tarde o seu romance “Rua do Sol”. Em 1912, voltou para São Paulo. Aos 19 anos, ingressou num seminário protestante, do qual sairia dois anos depois.
Em 1924, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Separado voluntariamente da família, lutou com grandes dificuldades. Para se sustentar, dedicou-se ao magistério. Completou um curso de Educação Física, tornando-se instrutor de ginástica do Instituto de Educação Física da Associação Cristã de Moços. Ingressou depois no jornalismo, publicando os seus primeiros artigos na secção “Tribuna Social-Operária” de “O Imparcial”.
Matriculou-se na Escola Dramática do Rio de Janeiro em 1928, dirigida então por Coelho Neto, escolhendo o teatro como forma de realizar-se. Saudou Coelho Neto, em nome dos colegas, quando o romancista foi aclamado Príncipe dos Escritores Brasileiros. Ainda em 1928, voltou para São Paulo, onde foi admitido como tradutor no Departamento de Propaganda da General Motors, tendo ali permanecido até 1931.
Em 1929, começou a escrever no “Diário da Noite” de São Paulo e publicou a primeira colecção de contos, “O escritor proibido”, calorosamente recebida por diversos escritores de nomeada. Publicou depois “Garçon, garçonnette, garçonnière” (1930), livro de contos galardoado com Menção Honrosa pela Academia Brasileira de Letras, e “A cidade que o diabo esqueceu” (1931).
Em 1932, participou activamente na Revolução Constitucionalista, durante a qual foi preso e transferido para o Rio de Janeiro. No presídio de Ilha Grande, escreveu “Não há-de ser nada”, reportagem sobre a Revolução, e “Ilha Grande”, jornal de um prisioneiro de guerra, dois trabalhos que o notabilizaram nos meios literários. Nesse mesmo ano, passou a ser redactor na N. Y. Ayer & Son, actividade que exerceu durante mais de quarenta anos em sucessivas agências de publicidade.
Voltou à actividade literária, publicando a colectânea de contos “Passa-três”, a novela “Joguete”e o romance “O feijão e o sonho”, obra que conquistou o Prémio António de Alcântara Machado e teve um sucesso extraordinário, inclusivamente na sua adaptação como telenovela.
Em 1942, mudou-se para Nova Iorque a fim de trabalhar no Coordinator of Inter-American Affairs, tendo sido redactor na NBC em programas transmitidos para o Brasil. Em 1943, de volta ao Rio de Janeiro, reuniu no volume “Ok, América” as reportagens e entrevistas escritas nos Estados Unidos.
Deu depois continuidade à sua actividade literária, publicando novas colectâneas de contos, novelas e romances. A partir de 1970, dedicou-se também à literatura infanto-juvenil, chegando a publicar, nessa área, quase 40 títulos, que o tornaram um autor conhecido e amado pelas crianças e jovens brasileiros.
Orígenes Lessa foi casado com a jornalista e cronista Elsie Lessa, sua prima, com quem teve um filho, que viria a ser também jornalista, cronista e escritor. Foi igualmente casado com Edith Thomas, com quem teve outro filho. Na ocasião do sue falecimento, estava casado com Maria Eduarda Lessa.
Durante a sua carreira, recebeu inúmeros prémios literários. Foi eleito, em 1981, para a Academia Brasileira de Letras.

terça-feira, 11 de julho de 2017

11 DE JULHO - TOMMY RAMONE

EFEMÉRIDETommy Ramone, de seu verdadeiro nome Tom Erdélyi, depois anglicizado para Thomas Erdelyi, músico e produtor norte-americano de origem húngara, morreu em Nova Iorque no dia 11 de Julho de 2014. Nascera em Budapeste, em 29 de Janeiro de 1949. Foi o último integrante original da banda The Ramones a morrer.
Oriundo de uma família judia húngara, cresceu em Nova Iorque. Estudou na Forest Hill High School. Tocava guitarra, chegando a actuar num grupo de garagem (The Tangerine Puppets), nos anos 1966/67. Interessou-se bastante cedo pela produção e trabalho de estúdio e tocou igualmente num grupo de hard rock (Triad and Butch).
Tudo começou em Janeiro de 1974. No estúdio que Tommy tinha em Manhattan, apareceu um trio, com o Dee Dee a cantar, o Joey na bateria e o Johnny na guitarra. «Era uma banda horrível, mas com um óptimo gosto», diria mais tarde Tommy Ramone. Sugeriu que Joey ficaria melhor entre Johnny e Dee Dee. A partir de então, fizeram testes para bateristas. Após dezenas de castings, Tommy adaptou-se a um estilo inspirado nos Beatles e assumiu o lugar. Fizeram carreira juntos, como The Ramones, entre 1974 e 1978, ano em que foi substituído por Marc Bell (Marky Ramone), continuando apenas como produtor em certos trabalhos.
Entretanto, tinham gravado três álbuns: “Ramones” (1976), “Leave Home” (1977) e “Rocket To Rússia” (1977). Tommy compôs importantes músicas dos Ramones, como “I Wanna Be Your Boyfriend” e “Blitzkrieg Bop”.
Tommy deixou o grupo, farto das tensões no seu seio e devido à vida caótica que levavam, por causa do grande número de tournées.  
Em Outubro de 2004, voltou a tocar com o apelido “Ramone” no “Ramones Beat Down On Cancer”. Foi ainda integrante do duo acústico Uncle Monk.
Tommy, que tocava igualmente bandolim e concertina, faleceu aos 65 anos de idade, vítima de doença oncológica.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

10 DE JULHO - MESTRE VITALINO

EFEMÉRIDEMestre Vitalino, de seu nome completo Vitalino Pereira dos Santos, artesão brasileiro, nasceu em Caruaru no dia 10 de Julho de 1909. Morreu na mesma cidade em 20 de Janeiro de 1963.
Filho de lavradores, Mestre Vitalino retratou nos seus bonecos de barro a cultura e o folclore do povo nordestino, especialmente do interior de Pernambuco, e o modo de vida dos sertanejos. Este trabalho ficou conhecido entre os especialistas como Arte Figurativa.
Começou a executar modelagem no barro a partir dos oito anos de idade. Os bonecos que criava eram os seus brinquedos. As obras de Vitalino ganharam reconhecimento na região Sudeste a partir de 1947, quando o artista plástico Augusto Rodrigues o convidou para a Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana, realizada no Rio de Janeiro.
Em Janeiro de 1949, a sua fama foi ampliada com a exposição no Museu de Arte de São Paulo (Masp)). Em 1955, integrou em Neuchâtel, na Suíça, a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras.
A sua notoriedade aumentou ainda após a morte. A sua biografia inspirou o samba-enredo da Império da Tijuca nos Carnavais de 1977 e 2009. A Festa de São João de Caruaru escolheu-o também como a personalidade a homenagear em 2009.
As suas obras mais famosas são: “Violeiro”, “O enterro na rede”, “Cavalo-marinho”, “Casal no boi”, “Noivos a cavalo”, “Caçador de onça” e “Família lavrando a terra”.
A produção de Vitalino passou a ser iconográfica e inspirou a formação de novas gerações de artistas, especialmente no Alto do Moura, um bairro que fica na cidade de Caruaru. Na casa onde viveu parte da sua vida, está actualmente instalada a Casa Museu Mestre Vitalino. Aqui se encontram igualmente diversos ateliers de artesãos.
Parte da sua obra pode ser contemplada no Museu do Louvre, em Paris. No Brasil, a maior parte está nos museus Casa do Pontal e Chácara do Céu, no Rio de Janeiro; no Acervo Museológico da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife; e no Alto do Moura.

domingo, 9 de julho de 2017

9 DE JULHO - MITCH MITCHELL

EFEMÉRIDE – John Ronald “MitchMitchell, músico e baterista britânico, nasceu em Ealing no dia 9 de Julho de 1947. Morreu em Portland, nos Estados Unidos, em 12 de Novembro de 2008. Foi um dos mais influentes bateristas nos anos 1960/70.
Destacou-se na banda The Jimi Hendrix Experience e ficou consagrado pelo seu lendário trabalho em diversas canções, como “Manic Depression” e “Third Stone From the Sun”.
Mitch tinha uma forte influência do jazz e, como muitos bateristas da sua época, foi fortemente inspirado pelo trabalho e dinamismo de Elvin Jones. Jimi Hendrix, pelo seu lado, deu-lhe inteira liberdade para inovar.
Mitchell desenvolveu então o seu jeito livre de acompanhar as canções de Hendrix, iniciando um estilo de tocar que seria chamado mais tarde de ‘fusion’. Em 1966, este inovador estilo nunca havia sido ouvido no rock. Até então, sempre se utilizara a bateria como instrumento de segundo plano, juntamente com o baixo. Com o som da guitarra e as canções de Jimi Hendrix, Mitch tocou e ajudou a redefinir o rock.
Em Dezembro de 1968, participou na emissão “The Rock and Roll Circus”, formando com John Lennon, Keith Richards e Eric Clapton, o efémero supergrupo The Dirty Mac.
Mitch era o mais importante colaborador musical de Jimi Hendrix, tocando no trio The Jimi Hendrix Experience de Outubro de 1966 até meados de 1969. Após o seu fim, esteve presente na banda provisória de Hendrix para o Woodstock, chamada Gypsy Suns and Rainbows (1969), e também na banda Cry of Love (1970). Durante as apresentações, os dois músicos complementavam-se de forma entusiasmante.
Hendrix, numa entrevista dada à revista “Melody Maker”, em Julho de 1968, afirmou: «Mitch está a tornar-se um monstro na bateria. Temo perdê-lo. Está a ficar tão forte que me assusta!».
Após a morte de Jimi Hendrix, Mitch (coadjuvado pelo engenheiro Eddie Kramer) finalizou a produção de várias gravações incompletas de Jimi Hendrix, que resultaram em dois álbuns póstumos – “Cry of Love” e “Rainbow Bridge”.
Em 1972, juntou-se a dois guitarristas, April Lawton e Mike Pinera, para formar o grupo Ramatam. Gravaram um álbum e fizeram vários concertos como convidados. Mitch também fez alguns trabalhos com Terry Reid, Jack Bruce e Jeff Beck.
Do final dos anos 1970 até aos anos 1990, Mitch tornou-se mais discreto, fazendo apenas trabalhos eventuais e participando em vários vídeos e entrevistas relacionadas com Jimi Hendrix. Mais recentemente, fez parte da banda Gypsy Sun Experience, juntamente com o antigo baixista de Jimi Hendrix, Billy Cox, e o guitarrista Gary Serkin. Após um período de aposentadoria na Europa, voltou a apresentar-se, desta vez com o grupo Experience Hendrix.
No dia 12 de Novembro de 2008, foi encontrado morto, aparentemente de causas naturais, num quarto de hotel em Portland. Tinha acabado de fazer uma tournée pelos Estados Unidos.

sábado, 8 de julho de 2017

8 DE JULHO - VITALI SEVASTYANOV

EFEMÉRIDEVitali Ivanovich Sevastyanov, cosmonauta soviético que esteve no espaço nas missões Soyuz 9 (Junho 1970) e Soyuz 18 (Maio de 1975), nasceu em Krasnouralsk no dia 8 de Julho de 1935. Morreu em Moscovo, em 5 de Abril de 2010.
Formou-se em engenharia no Instituto de Aviação de Moscovo e, após a sua licenciatura em 1959, entrou no escritório de design espacial de Sergei Korolev, chefe do programa espacial da União Soviética, onde trabalhou no projecto da nave Vostok.
Leccionou também no Centro de Treino de Cosmonautas Yuri Gagarin, na Cidade das Estrelas, ensinando Física – no respeitante aos voos espaciais. No final de 1967, começou a treinar-se como cosmonauta.
Após duas missões bem sucedidas (Soyuz 9, primeiro voo soviético com duração superior a uma semana, e Soyuz 18) e uma estada de dois meses na estação espacial Salyut 4, saiu da vida activa nas missões espaciais, em 1976, indo trabalhar no controlo em terra da estação Salyut 6. Regressou depois ao projecto de naves espaciais na década de 1980, para se dedicar a estudos respeitantes à nave espacial Buran.
Em 1993, deixou a vida espacial definitivamente e, no ano seguinte, foi eleito para a Duma Soviética (Assembleia Legislativa). Antes, fora presidente – por duas vezes – da Federação de Xadrez da URSS (1977/86 e 1988/89).

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