quinta-feira, 29 de junho de 2017

29 DE JUNHO - WILLIBALD ALEXIS

EFEMÉRIDEWillibald Alexis, de seu verdadeiro nome Georg Wilhelm Heinrich Häring, escritor alemão que é considerado o fundador do romance histórico realista da literatura germânica, nasceu em Breslávia, na actual Polónia, no dia 29 de Junho de 1798. Morreu em Arnstadt, em 16 de Dezembro de 1871.
O pai, que era de uma família de refugiados huguenotes da Bretanha, tinha uma alta posição no Departamento de Guerra e morreu em 1802. Quando criança, Alexis viveu o cerco de Breslávia. Depois da cidade ser conquistada em 1806 pelos franceses (impressões registadas no seu romance “Penélope”), Alexis mudou-se para Berlim com a mãe.
Durante catorze anos, moraram com parentes da sua progenitora. Frequentou a escola particular Messowsche e, em seguida, o colégio Friedrichwerdersche. Alexis participou como voluntário na campanha de 1815, sendo membro do regimento Kolberg. Participou assim no cerco às fortalezas das Ardenas (descrito no romance “Iblou” e no relato crítico “Als Kriegsfreiwilliger nach Frankreich”).
A partir de 1817, estudou Direito e História em Berlim e Breslávia e, em 1820, estagiou na divisão criminal do Kammergericht. Depois do sucesso do seu primeiro romance (1824), Alexis deixou a função pública.
De 1827 em diante, viveu em Berlim e dirigiu a equipa editorial do “Berliner Konversationsblattes”, que foi incorporado em 1830 no “Freimüthigen”. Em 1835, demitiu-se do conselho editorial, em protesto contra a censura crescente mas continuou a morar na cidade, vivendo como escritor independente e colunista de diversos jornais.
Tendo começado a ser conhecido como escritor pelo lançamento de um idílio em hexâmetros intitulado “Die Treibjagd” (1820) e por vários contos, a sua reputação literária começou a delinear-se com o romance histórico “Walladmor” (1823), que foi publicado como sendo «livremente traduzido do inglês de Sir Walter Scott, com um prefácio de Willibald Alexis».
O seu livro “Der Werwulf” desenrola-se em Brandeburgo na época da Reforma Protestante. Em 1840, publicou o romance histórico “Der Roland von Berlin”, que serviu de base para a ópera com o mesmo nome de Ruggero Leoncavallo.
Em 1852, Alexis mudou-se para Arnstadt, na Turíngia. Em 1856, sofreu um primeiro derrame cerebral e, em 1860, um segundo. A memória do escritor ficou irremediavelmente danificada, sendo impossível continuar com a sua obra literária. Em 1867, já cego, sem capacidade para andar e cada vez mais demente, foi ainda homenageado com a medalha da Ordem de Hohenzollern. Faleceu em Dezembro de 1871.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

28 DE JUNHO - ALBERTO MUSSA

EFEMÉRIDE Alberto Baeta Neves Mussa, romancista, contista e tradutor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 28 de Junho de 1961.
Formou-se em letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro e a sua tese de mestrado versou o papel das línguas africanas na constituição do português do Brasil. Realizou estudos sobre diversas culturas primitivas. Estreou-se na literatura com “Elegbara” (1997), livro de contos inspirado pela mitologia dos nagôs, etnia africana responsável por levar o candomblé para o  Brasil. Com o auxílio de uma bolsa da Fundação Biblioteca Nacional, escreveu “O Trono da Rainha Jinga” (1999), romance de mistério que se desenrola no Rio de Janeiro do século XVII.
A proposta literária de Alberto Mussa é fundir a tradição narrativa ocidental com os relatos mitológicos de outras culturas, como a afro-brasileira, a da Arábia pré-islâmica e a do Brasil indígena. Os seus livros foram já traduzidos em 15 idiomas e publicados em 17 países, entre eles: Argentina, Cuba, Portugal, Itália, França, Inglaterra, Roménia, Turquia, Espanha e Egipto.
Em parceria com o historiador Luiz Antonio Simas, escreveu “Samba de enredo: história e arte”, um estudo sobre a evolução estética do samba de enredo.
Fascinado pela poesia pré-islâmica, dedicou-se a um projecto de tradução e pesquisa sobre o mundo árabe. Como resultado dos estudos sobre a cultura do Médio Oriente, publiciu o romance “O Enigma de Qaf” (2004). Este livro recebeu o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prémio Casa de las Américas (Cuba) em 2005, na categoria de Melhor Obra da Literatura Brasileira. Outro desdobramento destes estudos é a coletânea de traduções “Os Poemas Suspensos” (2006).
Inspirado pelo escritor argentino Jorge Luis Borges (1899/1986) e por pesquisas antropológicas sobre o adultério, redigiu “O Movimento Pendular” (2006). Compilou uma série de versões de mitos sobre a cosmogonia tupinambá e escreveu o ensaio ficcional “Meu Destino É Ser Onça” (2008). Três anos depois, publicoi “O Senhor do Lado Esquerdo” (2011) e recebeu o Prémio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional. Foi galardoado, também, com o Prémio Oceanos 2015 pelo romance “A Primeira História do Mundo” (2014).
Alberto Mussa tem um amplo conjunto de referências, que vão do modernismo de 1922 à obra de escritores como o argentino Jorge Luis Borges e de antropólogos como o belga Claude Lévi-Strauss (1908/2009).
No panorama da literatura brasileira recente, a obra de Alberto Mussa não encontra paralelo e tem despertado  o interesse de muitos estudiosos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

27 DE JUNHO - ROBERTO PIRES

EFEMÉRIDERoberto Pires, realizador, guionista e produtor de cinema brasileiro, morreu em São Salvador da Baía no dia 27 de Junho de 2001, vítima de cancro na garganta. Nascera na mesma cidade em 29 de Setembro de 1934.
Com a sua capacidade de criar artesanalmente os equipamentos que usava nas filmagens, Roberto Pires inventou a lente “anafórmica igluscope” (semelhante à do cinemascópio, que não existia ainda no Brasil).
Fez a primeira longa-metragem baiana, “Redenção” (1958), filme que lançou o actor Geraldo Del Rey. O sucesso impulsionou um período importante da cinematografia brasileira – o Ciclo Baiano de Cinema (1959/1963) – que, através de realizadores como Glauber Rocha, fomentou o movimento Cinema Novo.
Pires começara a trabalhar no cinema com um grupo de jovens do qual faziam parte Glauber, Luís Paulino dos Santos, Geraldo Del Rey, Helena Ignez, António Pitanga e Othon Bastos, entre outros. Durante a sua carreira de realizador, dirigiu treze filmes dos quais sete longas-metragens. No início da década de 1960, Roberto Pires produziu “Barravento”, o primeiro filme dirigido por Gláuber Rocha.
O Cego que Gritava Luz”, do realizador João Batista de Andrade, foi praticamente a última película com a qual Roberto Pires teve envolvimento antes de falecer. Deixou inacabado o projecto de filme “Nasce o Sol a Dois de Julho”.
Ficou também famoso por reportar no cinema o acidente com a cápsula de césio 137, ocorrido em Goiânia, em 1987.
O filme “Tocaia no Asfalto” (1962), que Roberto Pires realizou e do qual fez também o guião, foi restaurado, com o patrocínio da Petrobras, através da Cinemateca Brasileira.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

26 DE JUNHO - FORD MADOX FORD

EFEMÉRIDEFord Madox Ford, de seu verdadeiro nome Ford Hermann Hueffer, romancista, poeta, editor, crítico e jornalista inglês, morreu em Deauville, França, no dia 26 de Junho de 1939. Nascera em Merton, Surrey, em 17 de Dezembro de 1873.
O pai, de origem alemã, era crítico literário do jornal “The Times” e a mãe era inglesa. Adoptou o pseudónimo Ford Madox Ford para homenagear o seu avô, que era pintor e se chamava Ford Madox Brown. Dele viria a escrever a biografia, em 1896.
O seu primeiro livro, “The Brown Ow”, foi um conto de fadas publicado em 1891. Tinha apenas 18 anos e o livro foi ilustrado pelo avô. Conheceu então Joseph Conrad e, em parceria com ele, redigiu dois romances: “The Inheritors” (1901) e “Romance” (1903). Em 1906, interessou-se pelo romance histórico e publicou “The Fifth Queen”. Frequentava em Paris os mesmos círculos literários que os escritores James Joyce, Ernest Hemingway e Gertrude Stein, tendo fundado a revista mensal “English Review” (1908), que teve Joseph Conrad como colaborador. A finalidade era publicar autores desconhecidos ou rejeitados pelos circuitos normais e clássicos, tendo publicado nas suas páginas trabalhos de D.H. Lawrence e Ezra Pound, entre outros. A revista só durou até 1910, em virtude de uma má gestão financeira.
Viria a fundar em Paris (anos 1920) o periódico “The Transatlantic Review”, juntamente com Ernest Hemingway que nele publicou alguns dos seus textos.
Em 1922, instalou-se em França que se tornou assim o seu país de adopção, apesar das frequentes viagens aos Estados Unidos.
A sua extensa obra inclui também ensaios, poesia, memórias e crítica literária. “O bom soldado” (1915), o seu livro mais famoso, é considerado um clássico do século XX.

domingo, 25 de junho de 2017

25 DE JUNHO - SIDNEY LUMET

EFEMÉRIDESidney Lumet, realizador de cinema norte-americano, nasceu em Filadélfia no dia 25 de Junho de 1924. Morreu em Nova Iorque, em 9 de Abril de 2011. Dirigiu mais de 50 filmes, entre eles “12 Angry Men” (1957), “Dog Day Afternoon” de 1975, “Network2 (1976), “Prince of the City” de 1981 e “The Verdict” (1982), obras que lhe renderam várias nomeações para os Oscars.
O pai era actor de teatro e a mãe dançarina. A família mudou-se para Nova Iorque, onde o pequeno Sidney subiu pela primeira vez a um palco quando tinha quatro anos de idade. Foi actor até aos anos 1950.
Testemunha das consequências da crise de 1929 nos Estados Unidos, Sidney sentiu-se atraído pela realização, para poder mostrar ao mundo as injustiças da época. No começo da Segunda Guerra Mundial, alistou-se como voluntário, tendo combatido na China, na Índia e na Birmânia.
De acordo com a “Encyclopedia of Hollywood”, Lumet foi um dos mais prolíficos realizadores da era moderna do cinema, tendo feito mais de um filme por ano desde a estreia, em 1957. Ficou conhecido especialmente pela capacidade de atrair os principais actores para os seus projectos, «devido à sua economia visual, forte direcção de actores, narrativas vigorosas e o uso da câmara para acentuar os temas». De acordo com a Turner Classic Movies, «Lumet produziu um catálogo de obras que só pode ser definido como extraordinário».
Um dos temas mais recorrentes nos seus filmes é a atenção dedicada à «fragilidade da justiça e da polícia, e à sua corrupção», segundo o crítico David Thomson.
Lumet começou a sua carreira como director teatral, tornando-se posteriormente realizador de filmes e séries de televisão. O primeiro filme para os grandes ecrãs foi um dos seus melhores trabalhos – “12 Angry Men”.
Por ter sido um dos realizadores mais constantes e competentes da última metade do século XX, recebeu em 2005 um Oscar Honorário pelos seus «brilhantes serviços aos guionistas, aos artistas e à arte cinematográfica de um modo geral».
Foi casado quatro vezes, tendo falecido aos 86 anos, vítima de linfoma. Em 1995, escreveu o livro “Making Movies”, que foi reeditado no ano seguinte. Ao longo de 218 páginas, ele recorda a sua carreira e aproveita para deixar inúmeros ensinamentos sobre a realização no cinema.

sábado, 24 de junho de 2017

24 DE JUNHO - JOHN ILLSLEY

EFEMÉRIDEJohn Edward Illsley, músico, compositor e produtor inglês, baixista da extinta banda de rock britânica Dire Straits (1977/1995), nasceu em Leicester no dia 24 de Junho de 1949.
Começou a tocar (baixo, guitarra e violão) em 1966. Conheceu Mark Knopfler numa festa em Londres e, juntamente com David Knopfler e o baterista Pick Withers, formaram a banda Cafe Racers. Mais tarde, fundaram os Dire Straits.
Manteve-se no grupo até ao seu final em 1995. Publicaram o primeiro álbum em 1978. No meio da década de 1980, chegaram a ser um dos grupos mais conhecidos mundialmente.
Simultaneamente, John publicou dois discos a solo (“Never Told A Soul” em 1984 e “Glass,” em 1988).
Hoje, Illsley está reformado, dedicando a sua vida prioritariamente à pintura, o seu hobby favorito. Toca ainda, por vezes a solo e outras em colaboração com o grupo Cùnla, formado em 2005 e que actua sobretudo em festas de beneficência. Gravou também alguns discos a solo entre 2007 e 2016.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

23 DE JUNHO - MAGALI NOËL

EFEMÉRIDEMagali Nöel, de seu verdadeiro nome Magali Noëlle Guiffray, actriz e cantora francesa, filha de pais franceses oriundos da Provença e que trabalhavam nos serviços diplomáticos, morreu em Châteauneuf-Grasse no dia 23 de Junho de 2015. Nascera em Esmirna, na Turquia, em 27 de Junho de 1931.
Após ter estudado canto, música e dança, Magali iniciou-se – aos 16 anos – como cantora de cabaret, tornando-se depois actriz de teatro de revista.
Mudou-se para França em 1951 e continuou a estudar arte dramática com Catherine Fontenay, obtendo os seus primeiros papéis em peças teatrais.
Iniciou depois a sua carreira cinematográfica e tornou-se notada, em 1955, no filme de Jules Dassin “Du Rififi chez les hommes”. Nos anos seguintes, Magali impôs progressivamente os seus talentos de comediante com temperamento picante, como no filme de René Clair, “Les Grandes Manœuvres”, e em “Elena et les hommes” de Jean Renoir.
A partir dos anos 1960, a sua carreira tomou uma nova dimensão ao encarnar um dos símbolos dos fantasmas sexuais de Federico Fellini, em “La dolce vita” (1960), “Satiricon” (1969) e “Amarcord” (1973).
Apesar de ter tido o papel principal em “Z” de Costa-Gavras, filme que ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1968, e de grandes êxitos no teatro, Magali recebia cada vez menos atenção dos produtores e por isso voltou ao género que a viu nascer – o Music hall.
No início da década de 1980, uma nova geração de realizadores, como Chantal Akerman, Jonathan Demme, Andrzej Zulawski e outros, ofereceram-lhe finalmente papéis à medida da sua sensibilidade.
A sua carreira de cantora foi marcada pela interpretação do célebre e audacioso “Fais-moi mal, Johnny” com letra de Boris Vian e música de Alain Goraguer em 1956. Esta canção é considerada um dos primeiros temas de rock and roll cantados em francês. Foi proibido na rádio da época, pois a sua letra (sadomasoquista) foi considerada demasiado ousada.
Magali teve uma filha de um primeiro casamento com o actor Jean-Pierre Bernard e dois filhos que adoptou quando de um segundo casamento. Faleceu a quatro dias de completar 84 anos.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

22 DE JUNHO - JOHN DILLINGER

EFEMÉRIDEJohn Herbert Dillinger, célebre assaltante de bancos norte-americano, nasceu em Indianápolis no dia 22 de Junho de 1903. Morreu em Chicago, em 22 de Julho de 1934. Foi considerado por alguns como um ladrão perigoso e idolatrado por outros como um Robin Hood do século XX. Isto porque muitos americanos culpavam os bancos pela depressão dos anos 1930 e Dillinger só roubava bancos.
Dillinger ganhou a alcunha de “Jackrabbit” pela rapidez nos assaltos e nas fugas à polícia. Além disso, era uma figura atlética, tendo sido um bom jogador de basebol quando esteve na prisão. As suas acções, bem assim como a de outros criminosos daquela década, como Bonnie e Clyde e Ma Barker, dominaram a atenção da imprensa, que passou a chamá-los de “inimigos públicos”, entre 1931 e 1935, época em que o FBI se desenvolveu.
Alistara-se na Marinha, mas desertou poucos meses depois. Em seguida, voltou para Indiana e casou-se, em Abril de 1924, com Beryl Ethel Hovious. Entretanto, teve dificuldades em arranjar um emprego fixo e em manter o casamento.
Dillinger tornou-se então criminoso e foi preso em 1924 na Cadeia Estadual de Indiana. Atrás das grades, conheceu ladrões perigosos. Trabalhou na lavandaria da prisão e ajudou uma fuga de outros presos. Dillinger ficou preso até 1933, sendo então solto em liberdade condicional. Ao sair, juntou-se aos criminosos que ajudara a fugir. Graças a notoriedade adquirida, o grupo ficou conhecido como “o primeira gang de Dillinger”, a que se juntaram muitos outros.  
Segundo a imprensa, Dillinger usava diferentes truques nos seus roubos a bancos. Disfarçou-se de vendedor de alarmes de segurança em Indiana e no Ohio. De outra vez, o grupo fez-se passar por uma companhia cinematográfica que queria encenar um roubo a um banco. Dizia-se que a gang de Dillinger roubara, no total, cerca de 300 000 dólares (correspondente a 5 milhões de dólares actuais) de dezenas de dependências bancárias.
Poucos meses depois da saída da Cadeia Estadual de Indiana, voltou à prisão, em Lima (Ohio), mas o seu grupo libertou-o, assassinando o xerife Jessie Sarber. A maior parte da quadrilha foi capturada no fim do ano em Tucson, Arizona, durante um incêndio no Historic Hotel Congress. Dillinger foi preso e enviado para a cadeia de Crown Point, Indiana. Foi processado por suspeita de homicídio de um guarda, durante um tiroteio num banco em East Chicago.
Em Março de 1934, Dillinger fugiu de Crown Point. Cruzou a fronteira de Indiana-Illinois num carro roubado, cometendo assim um crime federal, que o colocou sob a alçada do FBI.
No mês seguinte, a quadrilha apareceu em Manitowish Waters, Wisconsin, procurando um esconderijo. Foram denunciados à promotoria de Chicago, que contactou o FBI. Logo uma equipa de agentes cercou o esconderijo, mas os bandidos foram avisados. No tiroteio que se seguiu, a quadrilha fugiu em debandada.
No Verão de 1934, Dillinger desapareceu da circulação. Fora para Chicago e usou o nome de Jimmy Lawrence. Arranjou uma namorada (Polly Hamilton), que não sabia da sua identidade. O FBI, porém, encontrou o seu carro, logo deduzindo que ele estava na cidade.
Dillinger foi ao cinema assistir a um filme no Lincoln Park. Estava com a sua namorada e com a prostituta Anna Sage. Esta, que estava com problemas de imigração, fez um acordo com o FBI para o emboscar. Na saída do cinema, os agentes atiraram sobre Dillinger, matando-o com três tiros, um deles no coração. Entretanto, mesmo tendo colaborado com o FBI, Anna Sage foi deportada para a Roménia em 1936, morrendo onze anos mais tarde.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

21 DE JUNHO - NÉLSON GONÇALVES

EFEMÉRIDENélson Gonçalves, de seu verdadeiro nome António Gonçalves Sobral, um dos maiores cantores e compositores brasileiros, nasceu em Santana do Livramento no dia 21 de Junho de 1919. Morreu no Rio de Janeiro em 18 de Abril de 1998. É o terceiro maior vendedor de discos da história do Brasil, com mais de 81 milhões de cópias vendidas, ficando apenas atrás de Roberto Carlos, com mais de 120 milhões, e de Tonico & Tinoco com aproximadamente 150 milhões. O seu maior sucesso foi a canção “A Volta do Boémio".
Nasceu no interior do Rio Grande do Sul, mas mudou-se com os pais (portugueses de Lisboa) para São Paulo. Quando criança, era levado para praças e feiras pelo pai, que precisava de sustentar a família e, para isso, além de fazer outros serviços, fingia-se de cego e tocava violino, enquanto Nelson cantava, agradando assim aos transeuntes que lhes davam dinheiro.
A família era muito humilde e, por isso, Nélson teve que abandonar os estudos no início da adolescência, para ajudar o pai a sustentar o lar. Foi jornaleiro, mecânico, engraxador, polidor e tamanqueiro. Querendo ganhar mais dinheiro e seguir uma profissão, inscreveu-se em concursos de luta e venceu, tornando-se pugilista na categoria de pesos/médios, conquistando – aos dezasseis anos – o título de campeão paulista. Só foi boxeur durante mais um ano, pois o seu sonho era realmente ser artista e cantar.
Mesmo com a alcunha de “Metralha”, por causa da sua gaguez, ganhou coragem e não se deixou levar por preconceitos, decidindo ser cantor. Foi reprovado duas vezes no programa de calouros de Aurélio Campos. Finalmente, foi admitido na rádio PRA-5, mas dispensado logo a seguir.
Nesta época, em 1939, com 20 anos, casou-se e veio a ter um casal de filhos. Sem emprego, trabalhava como empregado no bar de um irmão. Seguiu para o Rio de Janeiro com a esposa, onde trilhou mais uma vez o caminho dos programas de calouros. Foi reprovado na maioria deles, inclusive no de Ary Barroso, que o aconselhou a desistir.
Em 1941, conseguiu gravar um disco de 78 rotações, que foi bem recebido pelo público. Passou a crooner no Casino Copacabana e assinou contrato com a Rádio Mayrink Veiga, iniciando uma carreira de ídolo da rádio nas décadas de 1940/50, com canções que foram grandes sucessos.
No final dos anos 1940, o casamento entrou em crise por causa dos ciúmes da mulher. Numa tournée por Minas Gerais, Nélson conheceu Maria, uma fã, que se declarou apaixonada por ele. Não resistindo à jovem, os dois passaram a ter um caso e Nélson visitava-a frequentemente no interior de Minas. A rapariga engravidou, mas não disse nada a Nélson, com receio da família saber que ela se tinha envolvido com um homem casado. Ela até poderia assumir o bebé, mas a família não aceitaria nunca vê-la como mãe solteira. Assim, a jovem terminou o relacionamento e ele ficou sem entender porquê. Nélson, então, entrou com o pedido de divórcio, que foi logo dado pela esposa. Só em 1991, Nélson conheceu a filha que teve com a amante, mas esta já tinha falecido. Após exame do ADN, comprovou-se que Lílian era realmente sua filha. Sendo assim, ele aceitou esta nova filha, que conheceu os seus meio irmãos, sendo bem aceita por eles.
Na década de 1950, além de shows em todo o Brasil, chegou a apresentar-se em países como Uruguai, Argentina e Estados Unidos, na Radio City Music Hall.
Logo após o divórcio, conheceu Lourdinha Bittencourt, substituta de Dalva de Oliveira no Trio de Ouro. Os dois apaixonam-se e, após alguns anos de namoro, casaram-se em 1952. O casal passou os primeiros anos em lua-de-mel e não pensavam em ter filhos, já que Lourdinha era muito vaidosa com o corpo e apesar de ser apenas quatro anos mais nova que o marido, considerava-se jovem demais para ter filhos. Apesar da felicidade no início do casamento, com os anos a união foi-se deteriorando e o casamento só durou até 1959.
No início da década de 1960, Nélson conheceu Maria Luiza da Silva e começaram a namorar. Em poucos anos ficaram noivos e, em 1965, casaram-se. O casal teve dois filhos.
O casamento passou por grandes tribulações, quando Nélson se começou a drogar com cocaína. A esposa lutou contra o vício de Nélson mas, apesar disso, ele foi preso em flagrante (1965) por posse de drogas, ficando numa Casa de Detenção, o que lhe trouxe problemas pessoais e profissionais. Durante esse tempo, a esposa visitou-o no presídio e juntava economias dela e do marido, para pagar a desintoxicação e o advogado. Após sair da cadeia e diminuir o uso de drogas, Nélson voltou a lançar o disco “A Volta do Boémio nº1”, um grande sucesso renovado.
Após poucos anos, abandonou de vez o vício, sempre com o apoio da mulher. Totalmente recuperado, retomou a sua carreira, cada vez mais bem sucedida.
Continuou a gravar regularmente nos anos 1970, 80 e 90, reafirmado a posição entre os recordistas nacionais de vendas de discos.
Venceu o Prémio Nipper da RCA, dado aos que permanecem muito tempo nesta gravadora e que só tinha sido entregue a Elvis Presley. Durante a sua carreira, gravou mais de duas mil canções, 183 discos em 78 rpm, 128 álbuns, vendeu cerca de 75 milhões de discos, ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina.
Morreu em consequência de um enfarte agudo do miocárdio. Encontra-se sepultado no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro. A história da sua vida foi tema de uma peça teatral e de um documentário cinematográfico.

terça-feira, 20 de junho de 2017

20 DE JUNHO - JOSEPH AUTRAN

EFEMÉRIDEJoseph Autran, poeta e dramaturgo francês, nasceu em Marselha no dia 20 de Junho de 1813. Morreu na mesma cidade em 6 de Março de 1877.
Filho de um comerciante, estudou no colégio dos jesuítas em Aix-en-Provence. Com o pai a passar por grandes dificuldades financeiras, Joseph foi obrigado a ganhar o seu próprio sustento e aceitou um emprego como professor particular numa instituição religiosa.
Em 1832, dedicou a sua ode “Le Départ pour l'Orient” a Alphonse de Lamartine, que estava então em Marselha para iniciar uma viagem para a Terra Santa. Lamartine convenceu o pai do jovem a permitir que o filho seguisse o seu instinto poético e Autran tornou-se um discípulo fiel de Lamartine, a partir de então.
A sua obra mais conhecida é uma colecção de poemas intitulada “La Mer” (1835), notável pelo poder descritivo e os encantos da sua versificação. O sucesso com que foi recebida levou-o a escrever uma segunda série sobre o mesmo tema, “Les Poèmes de la mer”, que foi publicada em 1852. Depois, seguiu-se “Ludibria ventis” (1838) e o sucesso destes dois volumes rendeu para Autran o emprego de bibliotecário na sua cidade natal. Os seus contactos com Alexandre Dumas (filho) levaram-no a interessar-se também pelo teatro.
Outro seu trabalho importante foi “Vie rurale” (1856), uma série de retratos da vida camponesa. As campanhas francesas na Argélia inspiraram-no igualmente para homenagear os soldados. “Milianah” (1842) descreve a defesa heróica daquela cidade. Na mesma linha se inscreve “Laboureurs et soldats”, publicado em 1854.
Entre outras obras, saliente-se ainda: “Paroles de Salomon” (1868), “Épîtres rustiques” (1861), “Sonnets capricieux” e uma tragédia em cinco actos apresentada com grande sucesso no Théâtre de l'Odéon em 1848, “La Fille d'Eschyle”. Esta última peça foi galardoada com o Prémio Montyon atribuído pela Academia Francesa. A edição definitiva das suas obras foi publicada entre 1875 e 1881.
Joseph Autran foi eleito membro da Academia Francesa em 1868. Nos seus últimos dias de vida, foi acometido de cegueira.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

19 DE JUNHO - ANTON YELCHIN

EFEMÉRIDEAnton Viktorovich Yelchin, actor russo que viveu nos Estados Unidos, morreu em San Fernando Valley no dia 19 de Junho de 2016. Nascera em Leninegrado (actual São Petersburgo), em 11 de Março de 1989.
Era filho de dois patinadores artísticos profissionais, que emigraram para os Estados Unidos em 1989, quando Anton tinha apenas seis meses.
Na sua adolescência, Yelchin foi atraído pela música, tendo feito parte do grupo punkThe Hammerheads”, onde tocava guitarra. 
Iniciou a sua carreira no final da década de 1990, em vários papéis para televisão, bem como nos filmes de Hollywood “Along Came a Spider” e “Hearts in Atlantis”.
Actuou em dois episódios da mini-série “Desaparecimento” de Steven Spielberg e na série televisiva “Huff”. Protagonizou várias outras séries e o filme “Charlie Bartlett”. Tornou-se muito popular junto do grande público em 2007, ao interpretar “Alpha Dog” de Nick Cassavetes.
Em 2009, actuou nos filmes “Star Trek” e “Terminator Salvation”. Em Agosto de 2011, foi protagonista do remake de “Fright Night” e, em 2013, voltou à saga Star Trek com “Star Trek Into Darkness”. Os seus últimos trabalhos lançados em vida foram “Enterrando minha Ex” e “Vingança ao anoitecer”, ambos de 2014.
Yelchin morreu após sofrer um estranho acidente de carro na sua própria casa. Alguns amigos foram encontrá-lo morto, entalado entre a sua viatura e a caixa do correio situada num muro de tijolo. O jipe continuava com o motor ligado em ponto morto e inclinado na rampa de acesso.
Como Yelchin faleceu um mês antes da estreia de “Star Trek Beyond”, o filme termina com uma dedicatória «para Anton». 
Durante a sua curta carreira, interpretou 34 filmes (2001/16) e 13 trabalhos para televisão (1999/2016).

domingo, 18 de junho de 2017

18 DE JUNHO - DIZZY REED

EFEMÉRIDE – Darren “DizzyReed, multi-instrumentista norte-americano, teclista que actua na banda Guns N' Roses desde os anos 1980, nasceu em Hinsdale, no Illinois, no dia 18 de Junho de 1963. Começou a sua carreira junto do grande público no show daquela banda durante o festival Rock in Rio de 1991.
Desde os anos 1980, tornou-se muito amigo dos Guns N' Roses e juntou-se à banda na gravação de discos. Os seus trabalhos mais conhecidos com este grupo são: “Estranged”, “Civil War”, “Live and Let Die” e “Since I Don't Have You”.
Actualmente, permanece nos Guns N’ Roses, um pouco mais magro que no início da sua trajectória e também com novas tatuagens. É seguramente o braço direito de Axl Rose (amigo e companheiro, com quem tem uma óptima relação) no novo Guns. Juntamente com Axl, eles são os únicos membros que restam da formação inicial.
Dizzy Reed fundou também o grupo “The Wild” e é teclista e cantor da banda “Hookers & Blow”. É casado e tem duas filhas.

sábado, 17 de junho de 2017

17 DE JUNHO - ADOLPHE D'EMMERY

EFEMÉRIDEAdolphe Philippe d'Ennery, dramaturgo e romancista francês, nasceu em Paris no dia 17 de Junho de 1811. Morreu na mesma cidade em 25 de Janeiro de 1899.
Obteve o primeiro grande sucesso, em colaboração com Charles Desnoyer, com “Émile, ou le fils d'un pair de France” (1831), um drama a que se seguiriam cerca de duzentas peças, escritas sozinho ou em parceria com outros dramaturgos (1831/1887).
A sua peça mais popular será “Les Deux Orphelines”, um drama em 5 actos escrito em colaboração com Eugène Cormon em 1874.  
Escreveu o libreto para “Le Tribut de Zamora” (1881) de Charles Gounod e, com Louis Gallet e Édouard Blau, compôs o libreto para “Le Cid” (1885) de Jules Massenet e, novamente em colaboração com Eugène Cormon, os libretos das óperas de Daniel Auber: “Le Premier Jour de bonheur” (1868) e “Rêve d'amour” (1869). Outros libretos de óperas incluem: “La Rose de Péronne” (1840), “Si j'étais roi” (1852), “Le Muletier de Tolède” (1854), “À Clichy, épisode de la vie d'un artiste” (1854),   “The Rose of Castile” (1857), “Don César de Bazan” (1872) e “La Nuit aux soufflets” (1884).
Adaptou para o palco a comédia de Honoré de Balzac, “Mercadet le faiseur”, apresentada no Théâtre du Gymnase em 1851. Invertendo, porém, a ordem habitual do processo de escrita, d'Ennery adaptou algumas das suas peças para a forma de romances.
Foi feito Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra. Os últimos meses de vida de Adolphe d’Ennery foram difíceis. Enviuvou quando se esperava que fosse ele o primeiro a morrer, visto estar muito debilitado devido a uma sucessão de ataques cerebrais. Acamado, reconheceu in extremis como herdeira, uma filha que tinha tido em 1838 com a actriz Constance-Louise Bachoué. O processo arrastou-se nos tribunais até 1901.
Foi sepultado no Cemitério do Père-Lachaise. A sua figura foi várias vezes desenhada, pintada e caricaturada, incluindo por Claude Monet em 1858. Em 2015, foi fundada a Sociedade dos Amigos de Adolphe d’Ennery que tem por finalidade estudar e divulgar a sua obra.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

16 DE JUNHO - DANTE MILANO

EFEMÉRIDEDante Milano, poeta brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de Junho de 1899. Morreu em Petrópolis, em 15 de Abril de 1991.
O pai era maestro. Dante trabalhou como conferente de textos na “Gazeta de Notícias” (Rio de Janeiro) desde 1913. Foi também funcionário do Tribunal de Menores, no Ministério da Justiça.
Publicou o seu primeiro poema (“Lágrima Negra”) em 1920, na revista carioca “Selecta” Nessa época, trabalhava como empregado de contabilidade no Rio de Janeiro. Nos anos 1930, foi colaborador do suplemento “Autores e Livros” do periódico “A Manhã” e do “Boletim de Ariel”.
Em 1935, organizou a “Antologia dos Poetas Modernos”, primeira recolha de poesias dessa fase.
Casou-se com Alda Milano em 1947. O seu primeiro livro, “Poesias”, foi publicado em 1948 e recebeu o Prémio Felipe d'Oliveira de Melhor Livro de Poesia do ano. Nos anos seguintes, trabalhou como tradutor, lançando – em 1953 – “Três Cantos do Inferno” de Dante Alighieri. Em 1979, foi editado o seu livro “Poesia e Prosa”.
Publicou, em 1988, “Poemas Traduzidos de Baudelaire e Mallarmé”. No mesmo ano, recebeu o Prémio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras.
Dante Milano é um dos poetas representativos da terceira geração do Modernismo brasileiro. Segundo o crítico David Arrigucci Jr., Milano «como o amigo Bandeira, reflectiu muito sobre a morte, casando o pensamento à forma enxuta dos seus versos – lírica seca e meditativa, avessa ao fácil artifício, onde o ritmo interior persegue em poemas curtos, com justeza e sem alarde, o sentido».
Ficou conhecida a sua convivência amistosa com Carlos Drummond de Andrade, Di Cavalcanti, Manuel Bandeira, Olegário Mariano, Portinari, Sérgio Buarque e Villa-Lobos, entre outros intelectuais do seu tempo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

15 DE JUNHO - CÉDRIC PIOLINE

EFEMÉRIDECédric Pioline, ex-tenista profissional francês que actuou no circuito ATP entre 1989 e 2002, nasceu em Neuilly-sur-Seine no dia 15 de Junho de 1969.
Os pais conheceram-se durante um jogo de voleibol. O pai jogava na equipa do Racing de Paris e a mãe na equipa nacional da Roménia.
Cédric foi número 1 francês durante quase dez anos, atingindo o Top 10 internacional em 1993. Recebeu a Medalha da Academia dos Desportos.
Venceu cinco torneios individuais, disputou duas finais do Grand Slam (perdendo ambas para Pete Sampras) e ganhou duas vezes a Taça Davis (1996 e 2001), sendo finalista em 1999 com a equipa francesa. Venceu o Masters de Monte-Carlo, na terceira final que disputou durante a sua carreira.
Após abandonar as competições, foi co-director do Torneio de Paris-Bercy (BNP Paribas Masters), de 2003 a 2009.
Em 2007/09, foi responsável em França pelas competições de alto nível masculino. Foi consultor da France Télévisions, Orange Sport e L'Équipe 21. Assegura desde 2011 as entrevistas no court, durante os Torneio de Roland Garros.
Em Maio de 2014, publicou a sua autobiografia (“Le Tennis m'a sauvé”). Em Outubro de 2015, tornou-se capitão adjunto da equipa de França na Taça Davis, coadjuvando Yannick Noah.

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