terça-feira, 16 de janeiro de 2018

16 DE JANEIRO - GERMANA TÂNGER


EFEMÉRIDEGermana Tânger, de seu nome completo Maria Germana Dias da Silva Moreira, pelo casamento Tânger Corrêa, actriz, encenadora, declamadora e divulgadora de poesia portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 16 de Janeiro de 1920.
Licenciou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde, nos anos 1940, integrou o Grupo de Teatro. Na mesma época, começou também a declamar poesia, tendo privado com vários dos maiores poetas do seu tempo, como Almada Negreiros, Sofia de Melo Breyner, José Régio e Jorge de Sena, entre outros.
Mudou-se para Paris, onde tirou o curso de Dicção de George Le Roy, tornando-se, por convite de Medeiros Gouveia, lente de Luís Vaz de Camões na Universidade de Sorbonne.
Como divulgadora de poesia ao longos de vários anos, percorreu todo o país, com a Pró-Arte, e também vários países estrangeiros, na América, África e Ásia, acompanhada por vezes pelo pianista Adriano Jordão.
Foi professora de Dicção, ou Arte de Dizer, no Conservatório Nacional durante 25 anos e teve vários programas na Radiodifusão Portuguesa e na Radiotelevisão Portuguesa.
Dirigiu, encenou e adaptou vários espectáculos, no Festival de Sintra, na Torre de Belém, no Teatro Municipal de São Luís e no Festival de Teatro de Almada, no qual foi homenageada em 1998. Considerou por terminada a sua carreira artística com um espectáculo no Teatro da Trindade, em Novembro de 1999, tendo sido feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique em Março do ano seguinte. Foi agraciada pela Câmara Municipal de Lisboa com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro em Maio de 2010.
Em Abril de 2016, para celebrar os seus 96 anos, lançou o livro “Vidas numa Vida”, através da Editora Manufactura. Continua a viver em Lisboa, completando hoje 97 anos de idade.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

15 DE JANEIRO - MARIE DUPLESSIS


EFEMÉRIDE - Marie Duplessis, de seu verdadeiro nome Rose Alphonsine Plessis, cortesã francesa que serviu de inspiração para a personagem Marguerite Gautier, no romance “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas Filho, nasceu em Nonant-le-Pin no dia 15 de Janeiro de 1824. Morreu em Paris, em 3 de Fevereiro de 1847.
Filha de um camponês alcoólatra, com a morte da mãe, ainda criança, ficou à mercê do pai. Trabalhou como criada de hotel e numa fábrica de guarda-chuvas. Com 15 anos, mudou-se para Paris e trabalhou como costureira e chapeleira.
Ambiciosa, percebeu que era grande a sua capacidade de atrair os homens, tornando-se uma cortesã de luxo. Aprendeu a ler e a escrever, a tocar piano e acabou por ser capaz de conversar sobre todos os assuntos.  Foi levada às rodas de nobreza de Paris, pelo duque de Guiche.
Alphonsine, querendo refinar-se, aprendeu como se portar como uma dama e teve aulas de dança e etiqueta, pelas mãos do duque. Foi nessa época que adoptou o nome de Marie Duplessis, por o achar mais atraente.
Nunca lhe faltaram amantes. Passou a ser sustentada pelo velho conde de Stackelberg, que lhe deu uma mansão, muitas jóias e uma carruagem com os respectivos cavalos. Marie seria parecida com a filha do velho conde, daí o motivo de tanta generosidade.
Marie Duplessis tinha vinte anos quando conheceu Dumas Filho, no Teatro de Variedades. Dumas, vestido segundo a última moda, refinado, logo atraiu o seu olhar. Apaixonaram-se sinceramente. Em 1845, porém, Dumas escreveu a Marie uma carta dizendo que «eles tinham de romper, pois não era rico para a amar como gostaria, nem pobre para ser amado da forma que ela desejaria». Marie partiu para Inglaterra, onde se casou com o conde Édouard de Perregaux (1846). O casamento durou pouco. Tuberculosa, Marie voltou para Paris e para a antiga vida mundana. A doença agravou-se seriamente. Morreu aos 23 anos, sem dinheiro e com a beleza destruída pela enfermidade. Foi deitada a uma vala comum no cemitério. O conde de Perregaux apressou-se, porém, a assegurar-lhe uma sepultura condigna.
Quando os seus pertences foram vendidos em leilão, para pagar as dívidas deixadas, muitos foram aqueles que quiseram guardar recordações suas. Menos de um ano mais tarde, Alexandre Dumas Filho homenageou-a, escrevendo “A Dama das Camélias”. Mais tarde, esta obra foi adaptada ao teatro pelo próprio autor, sendo representada em 1852. No ano seguinte, Verdi criou - tomando por base a peça - a célebre ópera “La traviata”, onde apresenta Marie Duplessis sob o nome de Violetta Valery.
O romance de Dumas Filho e a história de Marie Duplessis foram objecto de várias adaptações ao cinema, uma delas interpretada por Greta Garbo e Robert Taylor.

domingo, 14 de janeiro de 2018

14 DE JANEIRO - JUAN GELMAN


EFEMÉRIDE - Juan Gelman, poeta, jornalista e tradutor argentino, morreu na Cidade do México em 14 de Janeiro de 2014.  Nascera em Buenos Aires no dia 3 de Maio de 1930.  É um dos mais importantes poetas latino-americanos das últimas décadas, vencedor do Prémio Cervantes em 2007.
Há uma pequena colectânea de poemas publicada em Portugal, em 1998, pela editora Quetzal. No Brasil, há três livros publicados com a sua poesia: “Amor que serena, termina?”,  Isso” e “Com/posições”.  
Nascido num bairro de identidade judia, Juan Gelman era o terceiro filho (único nascido na Argentina) de um casal de imigrantes judeus ucranianos. Aprendeu a ler aos 3 anos e, aos oito, escreveu os primeiros poemas. Trabalhos seus foram publicados pela primeira vez, quando ele tinha apenas onze anos (1941), na revista “Rojo y Negro”.
Aos 15 anos, aderiu à Federación Juvenil Comunista. Três anos mais tarde, começou os estudos de Química na Universidade de Buenos Aires, mas em, breve os abandonou para se dedicar em pleno à literatura.
Em 1955, foi um dos fundadores de grupo de poetas El pan duro, composto de jovens militantes comunistas que propunham uma poesia engajada e popular, adoptando um funcionamento cooperativo para a publicação e difusão das suas obras. Em 1956, o grupo publicou o seu primeiro livro, “Violín y otras cuestiones”.
Em 1963, sob a presidência de José María Guido, foi preso juntamente com outros escritores por pertencer ao Partido Comunista. Quando foi solto, aproximou-se do Peronismo Revolucionário. Fundou o grupo Nova Expressão e a editora A Rosa Blindada que passou a difundir livros de esquerda recusados pelo comunismo ortodoxo.
Em 1966, lançou-se no jornalismo. Foi chefe de redacção da revista “Panorama” (1969), director do suplemento cultural do diário “La Opinión” (1971/73), secretário de redacção da revista “Crisis” (1973/74) e chefe de redacção do quotidiano “Noticias” (1974).
Em 1967, durante a ditadura militar (1966/73), aderiu às Fuerzas Armadas Revolucionarias (FAR). Mais tarde, com a Argentina sob nova ditadura, Gelman passou a residir em Roma, Madrid, Manágua, Paris, Nova Iorque e México, trabalhando como tradutor para a Unesco.
Por ter vários processos judiciais pendentes na Argentina, só voltou ao seu país em 1988. Embora vendo todos os processos anulados, decidiu instalar-se no México. Durante a segunda ditadora, os seus dois filhos e uma nora grávida de 7 meses tinham sido raptados e considerados desaparecidos.
Juan Gelman só voltou a publicar nos anos 1980, prosseguindo a sua carreira literária a partir de então, colaborando também em órgãos da imprensa argentina. Utilizou vários heterónimos (José Galván, Julio Grecco, Sidney West, John Wendell, Dom Pero, Yamanokuchi Ando…).
Ganhou inúmeros prémios literários importantes e vários dos seus poemas foram musicados por Juan Cedrón.

sábado, 13 de janeiro de 2018

13 DE JANEIRO - MELVIN JONES


EFEMÉRIDE - Melvin Jones, de nacionalidade norte-americana, fundador do Lions Clubs International, nasceu em Fort Thomas no dia 13 de Janeiro 1879. Morreu em Fluosmod, em 1 de Junho de 1961, aos 82 anos de idade.
Filho de um capitão do exército, comandou um grupo de escoteiros. Aos 20 anos, mudou-se para Chicago, onde se associou a uma companhia de seguros e, em 1913, fundou a sua própria agência. Foi nesta cidade que se filiou na Maçonaria, em 1906.
Como membro do Círculo de Negócios de Chicago, um grupo de empresários que se reunia regularmente, Melvin Jones foi eleito secretário. Este era um dos muitos grupos da época, que se dedicavam totalmente a promover os interesses financeiros dos seus membros. Devido ao seu apelo limitado, estes grupos estavam destinados a desaparecer. Ele, contudo, tinha outros planos. «Que tal se os homens, que têm sucesso devido à sua energia, inteligência e ambição, usassem os seus talentos para melhorar a vida nas suas comunidades?», perguntou ele.
Em 1914, como secretário do Círculo de Negócios de Chicago, manteve contactos com vários clubes independentes e associações de clubes dos EUA, interessando-os na unificação para formar uma associação que servisse os seus semelhantes. Entretanto, somente em Julho de 1917, e depois de numerosa correspondência, é que conseguiu reunir os delegados dos vários clubes, a fim de preparar os fundamentos para a formação da nova Associação, a qual começou a existir alguns meses depois, numa Convenção reunida em Dallas, em Outubro. Nessa Convenção, Melvin Jones foi eleito secretário do então criado Lions Clubs International. Foi estipulado que os sócios não poderiam promover ali os seus interesses comerciais.
Melvin Jones abandonou mesmo a sua agência de seguros, para se dedicar inteiramente ao Lions Clubs International. Foi sob a sua liderança dinâmica que os Lions Clubs conseguiram o prestígio necessário para atrair homens com mentalidade cívica. Em Julho de 1950, a Directoria Internacional concedeu-lhe o título de Secretário-Geral Perpétuo e, em Julho de 1958, o de Secretário-Geral e Fundador do Leonismo.
O fundador da associação foi também reconhecido como líder por outras entidades. Uma das maiores honras para Melvin Jones foi quando, em 1945, representou o Lions Clubs International como consultor, na Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional, em São Francisco, ao ser criada a Organização das Nações Unidas (ONU).
Melvin Jones, o homem cujo lema pessoal era «Você não pode ir muito longe enquanto não começar a fazer algo pelo próximo», tornou-se o exemplo condutor de pessoas com espírito de serviço humanitário em todas as partes do mundo.
A Câmara Municipal de Lisboa prestou homenagem ao Leonismo, na pessoa do seu fundador, ao atribuir o nome de Melvin Jones a uma rua da freguesia de São Domingos de Benfica.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

12 DE JANEIRO - GEORGES CARPENTIER


EFEMÉRIDE - Georges Carpentier, pugilista francês, nasceu em Liévin no dia 12 de Janeiro de 1894. Morreu em Paris, em 27 de Outubro de 1975. Foi também um valoroso praticante de rugby.
Georges Carpentier começou a praticar boxe em 1908, quando tinha somente 14 anos de idade. Com apenas três anos entre os profissionais, conquistou o primeiro dos seus muitos títulos.
Lutando a princípio nos meios-médios, Carpentier tornou-se campeão francês nesta categoria em 1911, com uma vitória por KO sobre Robert Eustache. Em seguida, ainda naquele mesmo ano, novo KO sobre o britânico Young Joseph, tornando-se também o campeão europeu.
Em 1912, subiu de categoria e, tendo batido Jimmy Sulivan em apenas dois assaltos, conquistou o título de campeão europeu dos pesos-médios. O combate seguinte foi contra George Gunther, que se dizia campeão mundial dos pesos-médios, desde que Billy Papke tinha recusado lutar contra ele em 1911. Após um duelo de vinte assaltos, Carpentier obteve a vitória aos pontos, mantendo o seu título de campeão europeu.
Em 1913, apesar de alguns revezes no ano anterior, Carpentier decidiu subir de categoria mais uma vez. O seu oponente, Bandsman Dick Rice, resistiu apenas dois assaltos e Carpentier adicionou mais um título à sua carreira, o de campeão europeu dos meios-pesados.
Não satisfeito, ainda em 1913, Carpentier passou a ostentar o título de campeão europeu dos pesos-pesados, após bater por KO ao quarto assalto, o campeão britânico Bombardier Billy Wells. Carpentier ainda chegou a defender esse título uma vez, em 1914, antes de interromper a sua carreira para servir na aviação, durante a Primeira Guerra Mundial, tendo sido condecorado por duas vezes.
Cinco anos mais tarde, com o fim da Guerra, Carpentier pôde voltar aos ringues e logo mostrou que não havia perdido o jeito. Após defender por 3 vezes o seu título europeu dos pesados, Carpentier resolveu descer de categoria, a fim de disputar o título mundial dos meios-pesados.
Assim, em 1920, Carpentier bateu por KO o campeão Battling Levinsky, em apenas quatro assaltos, o que fez dele o novo campeão mundial dos meios-pesados. Em seguida, Carpentier tentou dar o salto mais alto de toda a sua carreira, quando desafiou o então campeão mundial dos pesos-pesados Jack Dempsey.
A luta entre Dempsey e Carpentier, em 1921, foi um verdadeiro massacre. Apesar de ter lutado heroicamente contra um adversário de maior envergadura, Carpentier foi batido por KO no quarto assalto, tendo terminado a luta bastante maltratado, enquanto Dempsey não tinha sequer um arranhão.
Depois da derrota com Dempsey, Carpentier acabou por perder o seu título mundial dos meios-pesados em 1922, quando foi derrotado por Battling Siki, numa luta de resultado controverso.
A última grande exibição de Carpentier aconteceu em 1924, quando combateu catorze rounds contra o peso-pesado Gene Tunney, antes de ser impedido pelo juiz de lutar o último assalto.
Dois anos mais tarde, em 1926, Carpentier aposentou-se. Passou a levar uma vida mundana, relacionando-se com diversas personalidades de renome, como Aga Khan III, Louis Renault, Santos-Dumont, Maurice Maeterlinck, Vaslav Nijinski, general Pershing, Charlie Chaplin, Mistinguett e “La Belle Otero”, entre outras.
Faleceu em 1975, em casa de sua filha, aos 81 anos de idade. Em 1991, o seu nome juntou-se à galeria dos maiores pugilistas de todos os tempos. Foi dado igualmente o seu nome a várias ruas e estádios franceses. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

11 DE JANEIRO - PEPÍN BELLO


EFEMÉRIDEPepín Bello, de seu verdadeiro nome José Bello Lasierra, intelectual e escritor espanhol, morreu em Madrid no dia 11 de Janeiro de 2008, aos 103 anos de idade. Nascera em Huelva, em 13 de Maio de 1904.
Foi a última testemunha viva dos famosos amigos da Residência de Estudantes de Madrid, entre os quais se encontravam numerosos membros da Geração de 27, como Federico García Lorca, Salvador Dalí, Rafael Alberti e Luis Buñuel, de quem foi amigo íntimo durante toda a sua vida. Partilhou um quarto de estudante com Lorca durante alguns meses, na referida resistência.
Pepín Bello ficou conhecido também como o “fotógrafo da Geração de 27”, por ter realizado uma grande parte das fotos que retratam aquela época, tanto na Residência de Estudantes, como de diversos encontros intelectuais no fim dos anos 1920 e começo da guerra civil de 1936.
Filho de um engenheiro, ele esteve em contacto desde a infância com personalidades de relevo, amigos do seu pai. Integrou a residência estudantil logo aos onze anos. Estudou Medicina e, durante a República, ocupou vários cargos oficiais, de tal modo que -  antes da 2ª República espanhola – já tinha desempenhado diversas funções de grande responsabilidade.
Foi grande amigo do toureiro mítico Ignacio Sánchez Mejías, que morreu durante uma corria e ao qual García Lorca dedicou uma das suas obras-primas “Llanto por Ignacio Sánchez Mejías”.
Durante a guerra civil, ficou em Madrid. Recebeu a Medalha de Ouro de Mérito das Belas-Artes em 2003 e o Prémio de Aragão em 2004. Antes, tinha sido condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Afonso X, o Sábio (2001).
Entre as suas obras literárias, salientam-se: “Teatro español de vanguardia” (2003), “Visita de Richard Wagner a Burgos” e “Un cuento putrefacto”(edições póstumas em 2009 e 2010).

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

10 DE JANEIRO - RORY BYRNE


EFEMÉRIDE - Rory Byrne, engenheiro sul-africano, nasceu em Pretória no dia 10 de Janeiro de 1944. É consultor de design e desenvolvimento da Scuderia Ferrari Marlboro, à qual se juntou em 1997.
Diplomado em 1965 pela Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, começou a sua carreira no desporto automóvel no fim dos anos 1960, concebendo monolugares para provas na África do Sul. Prosseguiu a sua carreira na Inglaterra, a partir de 1972. Encontrou o empresário Ted Toleman, que o contrata como director técnico de uma equipa de Fórmula 2. Sob o seu impulso, os Toleman obtiveram bons resultados, o que incitou Ted Toleman a virar-se para a Fórmula 1, a partir de 1981. Apesar de meios financeiros escassos, os Toleman de Byrne realizaram alguns bons resultados, nomeadamente um 2º lugar de Ayrton Senna no Grande Prémio do Mónaco em 1984.
No fim da época de 1985, a Toleman foi comprada pela Benetton. Com um melhor orçamento e em parceria com a BMW, Byrne foi projectista da Benetton, equipa que deu a Michael Schumacher os seus dois primeiros títulos mundiais. Passou depois para a Ferrari nos anos 1990, assim como Michael Schumacher.
Os principais carros projectados com a assinatura de Byrne foram os Ferrari F2002 e F2004, considerados imbatíveis e que coleccionaram quase trinta vitórias, além de ter feito de Michael Schumacher o único piloto a terminar no pódio em todas as provas de uma temporada.
A partir de 2005, Rory começou a retirar-se da Ferrari, trabalhando apenas como consultor, sendo substituído por Aldo Costa, o seu braço-direito. A sua última grande criação “visível” foram as caixas para aquecimento de pneus, quando a Ferrari sofreu - em 2005 - com a regra que proibiu a troca dos compostos em pit-stops.
Deixou a F1 após a temporada de 2006, para cuidar de uma escola de mergulho submarino, na Tailândia. Era a sua outra paixão.
Regressou à Ferrari para uma consultoria rápida, com o intuito de auxiliar o desenvolvimento do novo carro de F1 da Ferrari, o SF70H, que tinha - como desenvolvedores principais – técnicos muito jovens. Voltou com o intuito de repassar a sua experiência e direccionar o projecto no bom sentido.
Rory, que pode ser considerado o melhor projectista da Fórmula 1 moderna, tendo como “rival” apenas outro génio - Adrian Newey, está na situação de pré-reforma desde 2004, mas colabora com a Ferrari, sempre que solicitado.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

9 DE JANEIRO - JACQUES-FRANÇOIS ANCELOT


EFEMÉRIDE - Jacques Arsène-François Polycarpe Ancelot, escritor francês, nasceu no Havre em 9 de Janeiro de 1794. Morreu em Paris no dia 7 de Setembro de 1854.
Ancelot tornou-se funcionário do almirantado e manteve este cargo até à Revolução de 1830. Em 1816, a sua peça teatral “Warwick” foi aceite pelo Théâtre Français, mas nunca chegou a ser produzida. Três anos mais tarde, a tragédia em cinco actos, “Luís IX”, foi encenada. Três edições da peça foram rapidamente esgotadas, sendo representada cinquenta vezes e proporcionando-lhe uma pensão de 2 000 francos paga por Luís XVIII.
O seu trabalho seguinte, “Le Maire du palais”, foi representado em 1825, com menos sucesso, mas - por ele - recebeu a cruz da Legião de Honra. Em 1824, produziu “Fiesque”, uma adaptação inteligente do romance “Fiesco” de Schiller. Em 1828, escreveu “Olga, ou l'orpheline russe”, trama inspirada numa viagem que fez à Rússia em 1826. No mesmo período, produziu: “Marie de Brabant” (1825); um poema em seis cantos “L'Homme du monde” (1827); um romance em quatro volumes, depois dramatizado com sucesso; e - em 1829 - uma peça de teatro, “Elisabeth d'Angleterre”.
Por ocasião da Revolução de Julho de 1830, perdeu de uma só vez a sua pensão real e o seu cargo de bibliotecário em Meudon.  Durante os dez anos seguintes, ocupou-se principalmente em escrever vaudevilles e pequenos dramas e comédias. Uma tragédia, “Maria Padilla” (1838), foi responsável pela sua admissão na Academia Francesa em 1841.
Ancelot foi enviado pelo governo francês, em 1849, para Turim, Florença, Bruxelas e outras capitais, para negociar sobre o assunto de direitos autorais internacionais. Os tratados então celebrados foram resultado, em grande parte, do seu tacto e inteligência.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

8 DE JANEIRO - ROBBY KRIEGER


EFEMÉRIDE - Robby Krieger, de seu verdadeiro nome Robert Alan Krieger, guitarrista de rock norte-americano, nasceu em Los Angeles no dia 8 de Janeiro de 1946. Foi considerado o 76º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana “Rolling Stone”.
É reconhecido também como um dos mais criativos guitarristas de sempre. Não usa palhetas. Foi guitarrista dos The Doors e, ocasionalmente, escreveu músicas para a banda, tais como “Runnin' Blue” e o primeiro e maior sucesso da banda, “Light My Fire”, que alcançou o 1º lugar nos tops americanos poucos dias depois do lançamento. Krieger teve uma contribuição importante no som da banda, devido à sua “pegada” e aos solos que tinham um cunho espanhol.
Robby tinha estudado flamenco espanhol no violão, sozinho, e nunca havia sido guitarrista. Formara mesmo um grupo, os Back Bay Chamberpot Terriers. Treinou guitarra apenas 6 meses antes dos The Doors gravarem o seu primeiro álbum. Foi também vocalista da banda durante um breve período, após a morte de Jim Morrison, mas sem sucesso.
Krieger teve igualmente um certo sucesso como guitarrista de jazz, gravando alguns álbuns nas décadas de 1970/80, incluindo “Versions” (1983) e “No Habla” (1986).
Com o fim dos Doors em 1973, formou a sua própria banda, The Robby Krieger Band, que acabou passado pouco tempo.
Krieger, mais tarde, tocou guitarra em algumas músicas dos Blue Öyster Cult e reformulou os Doors em 2002, com o tecladista Ray Manzarek - da banda original - e com Ian Astbury e Stewart Copeland. O grupo passou a chmar-se The Doors of the 21st Century e, depois, Riders On The Storm.

domingo, 7 de janeiro de 2018

7 DE JANEIRO - VALERI KUBASOV


EFEMÉRIDE - Valeri Nikolayevich Kubasov, cosmonauta soviético, veterano de missões no espaço, nasceu em Vyazniki no dia 7 de Janeiro de 1935. Morreu em Moscovo, em 19 de Fevereiro de 2014. Totalizou 18 dias e 18 horas no espaço.
Participou nas missões Soyuz 6 e Soyuz 19, tendo comandado a Soyuz 36 do programa Intercosmos. Na missão conjunta Apollo-Soyuz, foi engenheiro de voo. Esteve também envolvido no desenvolvimento da estação espacial Mir.
Enganou a morte por duas vezes, na sua carreira espacial. Ele fazia parte do grupo que estava marcado para voar na Soyuz 2, na qual foi encontrado o mesmo defeito no sensor do paraquedas, que causou a morte de Vladimir Komarov na Soyuz 1. A nave foi posteriormente lançada sem tripulação. Em Junho de 1971, ficou em terra por razões médicas, antes da trágica missão da Soyuz 11, para a qual estava escalado como tripulante. O cosmonauta de reserva, que o substituiu nesta missão, morreu quando a cápsula foi acidentalmente despressurizada por uma válvula defeituosa, durante a reentrada na atmosfera.
Posteriormente, foi director da RKK Energia, empresa estatal soviética responsável pela construção de espaçonaves e de componentes de estações espaciais.
Depois de trabalhar no projecto da estação Mir, retirou-se do programa espacial soviético em Março de 1993.

sábado, 6 de janeiro de 2018

6 DE JANEIRO - MARQUES REBELO


EFEMÉRIDE - Marques Rebelo, de seu verdadeiro nome Eddy Dias da Cruz, escritor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 6 de Janeiro de 1907. Morreu na mesma cidade em 26 de Agosto de 1973.
Aos quatro anos, por motivos de saúde familiar, mudou-se para Barbacena, Minas Gerais, onde o pai fundou uma fábrica de especialidades farmacêuticas. Ali permaneceu com a família até 1918/19, data em que a Gripe Espanhola atingiu os seus parentes.
A contar dos cinco anos, com ligeira ajuda familiar, aprendeu a ler a revista “O Tico Tico”, passando à “Gazeta de Notícias”, através da qual - segundo contou mais tarde – se “formou” em assuntos da Grande Guerra. O aprendizado das primeiras letras foi completado na escola de Rosinha Ede, onde o romântico “Coração”, de Edmundo de Amicis — foi a primeira obra por si lida e que o marcou como escritor.
Leu e absorveu a “Bíblia” e bastantes obras literárias, a maioria francesas, nórdicas, portuguesas e brasileiras, entre as quais as de Anatole France, Honoré de Balzac, Selma Lagerlöf, Andersen, Luís Vaz de Camões, Camilo Castelo Branco e Olavo Bilac.
De volta ao Rio e instalado em Copacabana, é provável que tenha cursado o antigo ensino secundário no Colégio Andrews, submetendo-se a exames no Colégio Pedro II.
Aos quinze anos, descobertos Manuel António de Almeida e Machado de Assis, foi levado pelo pai a ter um triénio de aulas com o gramático e filólogo Mário Barreto, que lhe ensinou latim e o submeteu a rigorosas redacções semanais (com temas estipulados) e lhe apresentou clássicos portugueses. Estes estudos incutiram-lhe ou reforçaram o seu profundo desvelo pela língua portuguesa e concorreram para a eficiência e fluidez da sua prosa.
Rebelo chegou a cursar três anos de Medicina nos fins da década de 1920, abandonando, no entanto, para se dedicar intensamente à vida de escritor, para trabalhar no comércio (Nestlé) e, mais tarde, no jornalismo (1951). Entretanto, obteve o bacharelato em Ciências Jurídicas e Sociais em 1937 na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, diplomando-se em 1945, com uma tese sobre o escritor norte-americano Bret Harte.
Casado de 1933 a 1939 com Alice Dora de Miranda França (de quem teve dois filhos), uniu-se em 1940 com Elza Proença, que foi sua secretária até ao fim da vida.
Com o Modernismo a tentar mudar o cenário e a estética da arte brasileira, juntou-se aos escritores que procuraram romper com as formas literárias tradicionais, dando as primeiras contribuições em poesia para várias revistas e travando amizade com escritores conceituados, entre os quais Manuel Bandeira e Mário de Andrade.
No seu primeiro livro “Oscarina” (1931), começado num leito de hospital militar, seguiu as linhas mestras da literatura brasileira, dando continuidade e renovação às letras do país.
Despertada a admiração da “grande crítica” e dos grandes escritores, prosseguiu o sucesso com as obras “Três Caminhos”, 1933 (da qual o conto “Vejo a Lua no Céu” foi adaptado a telenovela em 1976), “Marafa”, 1935 (vencedora no mesmo ano do Grande Prémio de Romance Machado de Assis e parcialmente filmada, em 1963, pelo realizador italiano Adolfo Celi), “A Estrela Sobe”, 1939 (vertida para o cinema em 1974), o drama nunca representado “Rua Alegre, 12”, 1940 (grandemente elogiado por Carlos Drummond de Andrade) e o livro de contos “Stela me abriu a Porta” (1942).
Passou depois -  alguns anos -  a fazer somente crónicas literárias, antes de publicar a sua obra-prima e trilogia “O Espelho Partido” (1959, 1962 e 1968). Escreveu também uma telenovela, três obras biobibliográficas, livros de crónicas da vida brasileira e de viagens pela Europa e obras de cunho pedagógico e infanto-juvenil.
Reconhecida a sua obra e a sua intelectualidade — fundador de vários museus, promotor de pintores, de exposições plásticas e de escritores (Portinari, Di Cavalcanti, o português Miguel Torga, etc.) — Marques Rebelo foi eleito em 1964 para a Academia Brasileira de Letras.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

5 DE JANEIRO - MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA


EFEMÉRIDE - Manuel Botelho de Oliveira, advogado, político e poeta barroco de nacionalidade portuguesa, morreu em Salvador (Brasil) no dia 5 de Janeiro de 1711. Nascera na mesma cidade no ano de 1636. 
Filho de um capitão de infantaria, cursou Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal. De volta ao Brasil, passou a exercer a advocacia e foi eleito vereador da Câmara de Salvador. Em 1694, tornou-se capitão-mor dos distritos de Papagaio, Rio do Peixe e Gameleira, cargo obtido em função do empréstimo de 22 mil cruzados para a criação da Casa da Moeda, na Bahia.
Manuel Botelho de Oliveira conviveu com Gregório de Matos e versou sobre os temas correntes da poesia de seu tempo.
O seu primeiro livro foi “Mal Amigo”, escrito em 1663 e publicado em Coimbra. Foi o primeiro autor nascido no Brasil a ter um livro impresso. A sua principal obra é a colectânea “Música do Parnaso”, que reúne poemas em português, castelhano, italiano e latim, e duas comédias em espanhol, “Hay amigo para amigo e amor” e “Engaños y elos”, escrita em 1705 e publicada em Lisboa.
Na obra, destaca-se o poema “À Ilha de Maré”, com vocabulário típico dos barrocos e o facto de ser um dos primeiros a louvar a terra e a descrever com esmero a variedade de produtos naturais brasileiros, lembrando sempre a inveja que fariam às metrópoles europeias. É neste poema que, pela primeira vez, aparece - em poesia - uma descrição da natureza tropical, com os seus pescados, frutas e legumes.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

4 DE JANEIRO - MANOEL DIAS DE ABREU


EFEMÉRIDE - Manoel Dias de Abreu, médico, cientista e inventor brasileiro, nasceu em São Paulo no dia 4 de Janeiro de 1891.  Morreu no Rio de Janeiro em 30 de Janeiro de 1962.
Doutorou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1914. Pouco depois, viajou para França, onde foi director do laboratório de radiologia da Santa Casa de Paris. Foi também na capital francesa que iniciou os seus estudos de radiografia dos pulmões, no Hospital Franco-Brasileiro.
Depois de 1918, trabalhou no Hospital Laennec (também em França) e, em 1921, publicou uma obra pioneira sobre a interpretação radiológica das lesões pulmonares chamada “Radiodiagnóstico na tuberculose pleuropulmonar”.
Em 1922, voltou ao Brasil e assumiu a chefia do departamento de raios X da Inspectoria de Profilaxia da Tuberculose, no Rio de Janeiro. Por essa época, intensificou as pesquisas sobre radiografias do tórax, mas os resultados foram desanimadores. Apenas em 1935, em decorrência da melhoria dos aparelhos radiográficos, retomou as suas experiências no antigo Hospital Alemão do Rio de Janeiro. Foi nesse período que concebeu um método rápido e barato de fazer pequenas chapas radiográficas dos pulmões, para maior facilidade de diagnóstico, tratamento e profilaxia da tuberculose e do cancro de pulmão. Era a invenção da abreugrafia, nome dado em homenagem ao cientista e reconhecido em 1936 pela Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e depois adoptado universalmente.
Manoel Dias de Abreu leccionou Radiologia em inúmeras instituições científicas do Brasil e do estrangeiro e foi membro das mais importantes organizações médicas do mundo.
Era cavaleiro da Legião de honra francesa e detentor de inúmeros prémios, entre eles a medalha de ouro que recebeu nos Estados Unidos em 1950, como Médico do Ano do Colégio Americano de Médicos do Tórax.
No campo da medicina e da pesquisa, publicou “Ideias gerais sobre o radiodiagnóstico na tuberculose”, “Estudos sobre o pulmão e o mediastino”, “Nova radiologia vascular” e “Radiologia do coração”, obras que o consagraram. Além disso, publicou também poesia: “Substâncias”, ilustrada por Di Cavalcanti e “Poemas sem realidade”, que ele mesmo ilustrou.
Ao lado de Carlos Chagas, Vital Brazil, Osvaldo Cruz e outros, Manoel Dias de Abreu está entre os grandes vultos da medicina brasileira. Recebeu pelo menos cinco indicações para o Prémio Nobel de Medicina e Fisiologia, embora nunca tenha sido laureado.
Manoel Dias de Abreu morreu em 1962, vítima de cancro no pulmão, provavelmente causado pelo tabaco, vício que mantinha desde longa data.
Em Maio de 2012, cinquentenário da sua morte, foi lançada - pela Sociedade Paulista de Radiologistas - a biografia “O Mestre das Sombras - Um Raio X Histórico de Manoel de Abreu”, escrita pelo jornalista e historiador Oldair de Oliveira.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

3 DE JANEIRO - JOHN PAUL JONES


EFEMÉRIDE - John Paul Jones, de seu verdadeiro nome John Baldwin, músico multi-instrumentista, compositor, arranjador e produtor britânico, nasceu em Sidcup no dia 3 de Janeiro de 1946. Ganhou notoriedade por ter sido o baixista e tecladista dos Led Zeppelin desde 1968 até ao desmembramento da banda, após a morte de John Bonham, em 1980. Desde então, Jones tem desenvolvido uma carreira a solo. Também toca guitarra, bandolim, harpa, gaita e órgão.
De acordo com o “Allmusic”, Jones «deixou a sua marca na história da música rock & rol, como um músico inovador, arranjador e director». Muitos baixistas notáveis do rock ​​foram influenciados por ele. Jones faz ainda parte, actualmente, da banda Them Crooked Vultures, onde interpreta baixo, piano e outros instrumentos.
John aprendeu a tocar teclados com o pai, que foi pianista em grandes orquestras nas décadas 1940/50, principalmente na Ambrose Orchestra. A mãe também pertencia ao mundo da música, justificando-se assim o facto de a família fazer, muitas vezes, digressões pela Inglaterra. Foi influenciado, portanto, por um grande leque de estilos. Aos 14 anos, era organista e condutor do coro da igreja local e foi nessa altura que comprou a sua primeira guitarra baixo. O nome artístico John Paul Jones foi sugerido por um seu amigo.
A primeira banda em que Jones tocou, aos quinze anos, chamava-se The Deltas. Tocou também baixo para um grupo de jazz-rock de Londres, os Jet Blacks. A sua grande oportunidade surgiu em 1962, quando conheceu Jet Harris e Tony Meehan (recém-saídos dos Shadows), tendo tocado baixo para a sua banda durante dois anos. Entre 1964 e 1968, foi muito procurado para tocar baixo e teclados com artistas como os Rolling Stones, Donovan, Cat Stevens, Rod Stewart, Shirley Bassey e muitos outros.
John foi a primeira opção de Jimmy Page, para formar os The New Yardbirds, que pouco depois mudaram o nome para Led Zeppelin. Para além da sua importância como baixista, as suas aptidões como tecladista acrescentaram uma dimensão ecléctica à música dos Zeppelin, retirando–lhe o rótulo de ser apenas mais uma banda de hard rock. No palco, a música preferida de John era “No quarter”, que muitas vezes chegava a demorar mais de meia-hora e incluía trechos de “Amazing Grace” e variações de peças clássicas de compositores como Rachmaninov.
O seu envolvimento com os Led Zeppelin não o afastou das sessões de estúdio, tendo participado em diversas gravações. Apareceu também em sessões e vídeos de Paul McCartney. Em 1992, participou num álbum de Peter Gabriel. Criou o seu próprio estúdio, denominado Sunday School.
O seu primeiro álbum a solo, “Zooma, foi editado em 1999, seguido de “Thunderthieh” em 2001, onde pela primeira vez Jones mostrou igualmente os seus dotes vocais.
Em 2009, foi formado um novo trio, Them Crooked Vultures, com John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme. A revista “Rolling Stone” classificou-o em 6º lugar entre os melhores baixistas de todos os tempos. John é casado com “Mo” (Maureen), que conheceu em 1965 e com quem tem três filhas. Em 2009, a sua fortuna estava estimada em 40 milhões de libras, segundo o “The Sunday Times”.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

2 DE JANEIRO - PATRICK O'BRIAN


EFEMÉRIDE - Patrick O'Brian, de seu nome original Richard Patrick Russ, escritor e tradutor inglês, morreu em Dublin no dia 2 de Janeiro de 2000. Nascera em Chalfont St Peter, em 12 de Dezembro de 1914.
Teve uma infância marcada pela doença. Era fraco dos pulmões, o que o obrigava a passar os dias na cama. Descobrindo, já na adolescência, o mar e os barcos, desejou alistar-se na Navy, mas teve de renunciar por causa da sua saúde precária, tendo sido julgado inapto. Durante a Segunda Guerra Mundial teve de contentar-se em conduzir ambulâncias.
Depois de acabar a guerra, instalou-se com a sua segunda mulher no País de Gales e, em 1949, mudou-se para França. Só a partir dos anos 1950, os seus primeiros romances marítimos começaram a interessar os leitores anglo-saxónicos. Traduziu vários autores franceses.
Ficou sobretudo conhecido pela saga “Aubrey-Maturin” sobre a Marinha Real Britânica durante as Guerras Napoleónicas e centrada na amizade entre o capitão Jack Aubrey e o médico, naturalista e espião Stephen Maturin. Os vinte livros desta série são notáveis pelos detalhes da vida naval no século XIX e pela sua fidelidade histórica. Em 1991, o “New York Times” considerou mesmo esta obra como «o melhor romance histórico de sempre».
Na década de 1950, O'Brian escreveu dois livros - “The Golden Ocean” e “The Unknown Shore” - baseados em eventos da circum-navegação de George Anson (1740/43).
O'Brian escreveu diversos livros e histórias assinando com o seu nome de baptismo, como “Caesar and Hussein: an Entertainment”, publicado quando ele tinha apenas 21 anos. Mudou o seu nome legalmente para Richard O'Brian em 1945, abandonando a sua reputação de escritor já construída.
A notícia de que o escritor O'Brian nascera na Irlanda só foi revelada em 1998, quando jornalistas britânicos descobriram que ele, na verdade, nascera em Chalfont St. Peter, não seria católico e era filho de um descendente de alemães e de uma mãe inglesa. A vida de O'Brian, da autoria de Dean King, “Patrick O'Brian: A Life Revealed”, documenta a personalidade e a vida de um enigmático homem de letras.
O filme de Peter Weir, “Master and Commander: The Far Side of the World” (2003) foi baseado nas aventuras da saga “Aubrey-Maturin”.

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