terça-feira, 22 de agosto de 2017

"Mulheres de Atenas" - CHICO BUARQUE


22 DE AGOSTO - VASILE ALECSANDRI


EFEMÉRIDE - Vasile Alecsandri, poeta, dramaturgo, folclorista, político e diplomata romeno, morreu em Mirceşti no dia 22 de Agosto de 1890, vítima de cancro, de que sofria há vários anos. Nascera em Bacău, na Moldávia, em 21 de Julho de 1821. É considerado o criador do teatro e da literatura na Roménia e foi um dos principais animadores do movimento para a identidade cultural romena e a união da Moldávia com a Valáquia.
A mãe era filha de um comerciante greco-romeno. Os pais tiveram sete filhos, dos quais apenas três sobreviveram.
A família prosperou no lucrativo negócio do sal e no comércio de cereais. Em 1828, compraram uma grande propriedade em Mirceşti, um vilarejo perto do rio Siret. O jovem Vasile passou algum tempo lá, estudando com um dedicado monge e brincando com um menino cigano que se tornou seu grande amigo.
Entre 1828 e 1834, estudou num pensionato de elite em Iaşi. Mudou-se para Paris em 1834, onde se interessou por Química, Medicina e Direito, mas logo abandonou tudo em favor do que chamou «a paixão da sua vida», a Literatura. Escreveu os seus primeiros ensaios literários em 1838, em francês, língua que aprendeu na perfeição durante a sua estadia em Paris. Depois de um breve regresso ao seu país, partiu novamente para a Europa ocidental visitando a Itália, Espanha e sul da França.
Um ano depois, participou numa festa de Costache Negri, um amigo da família. Ficou apaixonado pela irmã de Negri. Com vinte e um anos de idade e há pouco tempo divorciada, Elena Negri respondeu com entusiasmo às declarações de amor do jovem, que começou a escrever e dedicar-lhe poemas. Uma doença súbita forçou Elena a viajar para Veneza. Ele encontrou-se ali, com ela.
Atravessaram depois a Áustria, Alemanha e França. A doença no peito de Elena agravou-se em Paris e, após um breve período em Itália, embarcaram num navio francês para voltar a casa em Abril de 1847. A tragédia abateu-se sobre o barco, quando Elena morreu nos braços de seu amado. Alecsandri canalizou o seu pranto num poema, “Steluţa” (“Estrelinha”). Mais tarde, dedicou-lhe a sua recolha de poemas, “Lăcrimioare” (“Pequenas Lágrimas”).
Em 1848, tornou-se um dos líderes do movimento revolucionário criado em Iaşi. Escreveu um poema, muito lido na época, incitando o público a aderir à causa, “Către Români” (“Para os romenos”), mais tarde renomeado “Deşteptarea României” (“O Despertar da Romênia”). Juntamente com Mihail Kogălniceanu e Costache Negri, escreveu um manifesto do movimento revolucionário moldavo, “Dorinţele partidei naţionale din Moldova” (“Desejos do Partido Nacional da Moldávia”).
Como a revolução fracassou, saíu da Moldávia através da Transilvânia e da Áustria, indo até Paris, onde continuou a escrever poemas políticos.
Dois anos depois, voltou ao país para uma encenação triunfal da sua comédia “Chiriţa în Iaşi”. Percorreu o interior da Moldávia, recolhendo, revisando e organizando uma vasta gama de folclore romeno, que publicou em duas etapas, em 1852 e em 1853. Os poemas incluídos nestas duas recolhas muito populares tornaram-se a pedra angular da identidade emergente romena, especialmente algumas baladas. O volume de poesia original, “Doine şi Lăcrămioare”, cimentou a sua reputação.
Amplamente reverenciado nos círculos culturais romenos, supervisionou a fundação da România Literară, para a qual contribuíram escritores moldavos e valáquios. Foi um dos unionistas mais actuantes, apoiando a união das duas províncias romenas, Moldávia e Valáquia. Em 1856, publicou - no jornal “Steaua Dunării” - o poema “Hora Unirii”, que se tornou o hino do movimento de unificação.
O final de 1855 viu Alecsandri perseguindo um novo interesse romântico. Aos trinta e cinco anos, o poeta de renome e agora figura pública apaixonou-se pela jovem Paulina, filha de um estalajadeiro. O romance decorreu a uma velocidade relâmpago: passaram a morar juntos na casa de Alecsandri em Mirceşti e, em 1857, nasceu-lhes uma filha.
Alecsandri obteve satisfação no avanço das causas políticas que há muito defendia. As duas províncias romenas uniram-se e Alecsandri foi nomeado ministro das Relações Exteriores. Percorreu o Ocidente, defendendo -  junto de alguns dos seus amigos e conhecidos - o reconhecimento da recém-formada nação e o apoio ao seu surgimento na turbulenta região dos Balcãs.
As visitas diplomáticas cansaram-no. Em 1860, estabeleceu-se em Mirceşti para o que seria o resto da sua vida. Casou-se com Paulina mais de uma década e meia depois, em 1876.
Entre 1862 e 1875, escreveu quarenta poemas líricos. Interessou-se também por poemas épicos, reunidos na colectânea “Legende”, e dedicou uma série de poesias aos soldados que participaram na Guerra de Independência da Roménia.
Em 1879, o seu drama “Despot-Vodă” recebeu o prémio da Academia Romena. Continuou a ser um escritor prolífico. Em 1881, escreveu “Trăiască Regele”, que se tornou o hino nacional do Reino da Roménia até a abolição da monarquia em 1947.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

21 DE AGOSTO - BOB MOOG


EFEMÉRIDE – Robert “Bob” Arthur Moog, inventor, músico e engenheiro electrónico norte-americano, morreu em Asheville no dia 21 de Agosto de 2005, vítima de tumor cerebral. Nascera em Nova Iorque, em 23 de Maio de 1934. Juntamente com o compositor e professor de solfejo Herbert Deutsch, inventou o sintetizador Moog, apresentado no congresso Audio Engineering Society, em 1964.
Depois dos seus estudos, começou por reparar Thereminvox, juntamente com o pai. Em colaboração com Herbert Deutsch, começou – mais tarde - a produzir sintetizadores que tiveram grande sucesso.
Lançou-se no fabrico em maior escala, criando a empresa R. A. Moog Inc., na qual foram produzidos os primeiros sintetizadores comercializados, que foram utilizados por artistas como Wendy Carlos, Beatles, The Doors, Jean-Michel Jarre, grupo de rock progressivo Emerson e Lake & Palmer, entre outros. Lançou posteriormente o Minimoog, o mais vendido pela empresa em todos os tempos. Foi utilizado um seu sintetizador na banda sonora do filme “Laranja Mecânica”.
No seu apogeu, em 1971, a sua fábrica empregava 42 pessoas e propunha mais de 25 modelos no seu catálogo. Anunciava-se, porém, um declínio.
Robert vendeu a companhia em 1972. A nova empresa alteou o nome para Moog Music Inc. e continuou a lançar célebres instrumentos como o Moog Taurus, um sintetizador para ser tocado com os pés e utilizado como um contrabaixo; o Vocoder (ligado a um microfone, permitia alteração na voz); o Polymoog, de 1976, polifónico que vinha com sons gravados de fábrica; o Moog Liberation, teclado que permitia ser colocado no usuário como uma guitarra; e o   Memorymoog, que permitia a gravação de sons pelo tecladista.
Bob Moog ficou na história da música electrónica mundial.

domingo, 20 de agosto de 2017

20 DE AGOSTO - STEPHEN WHITE


EFEMÉRIDE - Stephen Walsh White, escritor norte-americano especializado em livros de suspense, mais conhecido pela série “Dr. Alan Gregory”, nasceu em Long Island no dia 20 de Agosto de 1951.
Estudou Psicologia na Universidade da Califórnia, tendo-se diplomado em Berkeley (1972). Doutorou-se na Universidade do Colorado em 1979. Viveu em Nova Iorque, em Nova Jersey e no sul da Califórnia.
Stephen especializou-se no estudo dos efeitos psicológicos provocados por problemas conjugais, principalmente nos homens. Trabalhou também, durante algum tempo, como psicólogo de crianças com cancro no The Children's Hospital, em Denver.
Stephen é portador de esclerose múltipla, diagnosticada em 1986, mas já apresentava sintomas da doença desde há cerca de dez anos. Uma das personagens da série “Dr. Alan Gregory”, Lauren Crowder, também sofre da doença, embora ele tenha afirmado que os sintomas da personagem não são idênticos aos apresentados por ele.
Começou a escrever o seu primeiro livro em 1989 e, após terminado, levou cerca de um ano para conseguir uma editora que o aceitasse. Stephen publicou 17 livros entre 1991 e 2009, com parte deles a entrar na lista de bestsellers do “The New York Times”. Actualmente, vive no Colorado com a família.
O primeiro livro de Stephen tinha por título “Privileged Information”. Como obteve boas vendas, a editora publicou outro livro seu no ano seguinte, “Private Practices”, assim como “Higher Authority” em 1994. O Dr. Alan Gregory é o protagonista dos dois primeiros livros, tornando-se coadjuvante no terceiro - a protagonista é Lauren Crowder.
O seu quarto livro, “Harm’s Way”, foi publicado em 1996 e tornou-se o seu primeiro bestseller no “The New York Times”. O livro seguinte, “Remote Control”, também entrou na lista do jornal, novamente contando com Lauren Crowder como protagonista e editado em 1997. Em cada um dos anos seguintes, Stephen lançou um livro. Respectivamente, “Critical Conditions”, “Manner of Death”, “Cold Case” e “The Program”.
Em 2002, Stephen lançou o seu décimo livro, “Warning Signs”, inspirado no massacre de Columbine. Este foi o primeiro e, até então, seu único livro traduzido para português (Brasil, 2003).  Neste mesmo ano, continuando a lançar um livro anualmente, publicou “The Best Revenge”. “Blinded” foi publicado em 2004, “Missing Persons” em 2005, “Kill Me” em 2006, “Dry Ice” em 2007 e “Dead Time” em 2008.
The Siege” foi lançado em Agosto de 2009 e o seu livro mais recente, “Compound Fractures”, foi publicado em 2013.

sábado, 19 de agosto de 2017

19 DE AGOSTO - JERSY ANDRZEJEWSKI




EFEMÉRIDE - Jerzy Andrzejewski, escritor e político polaco, nasceu em Varsóvia no dia 19 de Agosto de 1909. Morreu na mesma cidade em 19 de Abril de 1983.
Oriundo de uma família da classe média, era filho de um merceeiro e da filha de um médico de província. Muito cedo, na sua infância, começou a escrever contos.
Depois de concluir os seus estudos secundários, Andrzejewski ingressou na Universidade de Varsóvia como estudante de Filologia mas, ao escrever para revistas literárias, como o semanário “Prosto z Mostu”, descurava os seus deveres académicos, pelo que deixou a universidade sem ter obtido qualquer diploma.
Em 1936, publicou o seu primeiro livro, “Drogi nieuniknione” (“Caminhos Inevitáveis”), e -  dois anos mais tarde – “Ład Serca” (“A Harmonia do Coração”), ambos colectâneas de contos que tinham já aparecido na revista “Prosto z Mostu”. O último livro mencionado foi galardoado com o Prémio da Academia de Literatura da Polónia e ele foi considerado como o escritor católico mais talentoso do país.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Andrzejewski aderiu ao movimento da Resistência polaca, que operava em Varsóvia. Retomou a publicação da sua obra com o cessar da guerra. Assim, em 1945, publicou uma outra colectânea de contos, “Noc”, que reflectiam as vivências da guerra e da ocupação alemã. Tornar-se-ia depois membro do Sindicato dos Escritores, mas a ocupação da Polónia pelas tropas soviéticas tinha dado lugar a uma mudança ideológica no país, pelo que - em 1949 - a atmosfera liberal em que os escritores polacos se exprimiam desapareceu e o sindicato adoptou o modelo soviético. Nesse mesmo ano, Andrzejewski foi eleito presidente do Sindicato dos Escritores, passando a representar a corrente soviética na sua obra e a defender o Comunismo nos seus artigos de imprensa.
Em 1952, foi escolhido para editor do “Przegląd Kulturalny”, um semanário cultural de grande importância, posição que deteve até 1954. Foi nomeado para membro do parlamento, cargo que ocupou até 1957, altura em que se demitiu em atitude de protesto contra a censura. Desiludido com o caminho seguido, o autor passou a criticar o regime cada vez mais abertamente.
Em 1957, publicou “Ciemności kryją ziemię” (“Os Inquisidores”), uma parábola filosófica acerca de um governo autocrático. Em 1968, foi a vez de “Apelacja” (“O Apelo”), que atacava directamente o regime, pelo que não foi publicado na Polónia. Diversas vezes impedido de publicar, Andrzejewski recorreu a editoras mantidas por dissidentes polacos no Ocidente, ou à revista literária “Zapis”.
Em 1979, cofundou o KOR, o Comité de Defesa dos Trabalhadores, cuja finalidade era auxiliar as famílias dos trabalhadores que exerciam o direito à greve. Faleceu quatro anos depois.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

18 DE AGOSTO - AHAD HA'AM



EFEMÉRIDE - Ahad Ha'am, de seu verdadeiro nome Asher Zvi Hirsch Ginsberg, filósofo e ensaísta judeu, um dos mais destacados pensadores sionistas da fase anterior à criação do Estado de Israel, nasceu em Skvira, Oblast de Kiev, Ucrânia, no dia 18 de Agosto de 1856. Morreu na Palestina em 2 de Janeiro de 1927.
Foi um dos pais da literatura hebraica moderna. Importante jornalista e associativista, participou nas negociações que culminaram com a Declaração de Balfour, a qual foi posteriormente incorporada ao Tratado de Sèvres.
É conhecido como o fundador do sionismo cultural ou sionismo espiritual, segundo o qual - ao criar um centro espiritual para o povo judeu na Terra de Israel, com trabalho físico juntamente com esforços educacionais e culturais - o povo judeu seria unificado e o seu espírito nacional renovado. Esse sentimento emanaria para todas as direcções da Diáspora, onde a assimilação era vista como um perigo real. Ahad Ha'am acreditava que, mesmo se fosse possível absorver todos os judeus na Terra de Israel, isso não resolveria os problemas políticos e financeiros, se não fosse considerado, em primeiro lugar, o aspecto nacional-espiritual. No entanto, ele acreditava no futuro crescimento da população judaica reunida em Israel, o que engendraria o estabelecimento de um Estado judeu, onde a liberdade cultural e nacional seria possível. Com a sua visão secular de um centro espiritual judaico na Palestina, Ahad Ha'am contrapôs-se às ideias de Theodor Herzl, o fundador do sionismo político. À diferença de Herzl, ele defendia «um Estado judeu e não um mero Estado de judeus».
Em 1922, instalou-se definitivamente em Telavive, onde morreria cinco anos depois.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

17 DE AGOSTO - FAGUNDES VARELLA


EFEMÉRIDE - Luís Nicolau Fagundes Varella, escritor brasileiro, nasceu em São João Marcos no dia 17 de Agosto de 1841. Morreu em Niterói, em 18 de Fevereiro de 1875. Filho de um magistrado, os pais pertenciam a famílias tradicionais fluminenses. Era bisneto do barão de Rio Claro.
Poeta romântico e boémio inveterado, Fagundes Varella foi um dos maiores expoentes da poesia brasileira do seu tempo. Ingressou no curso de Direito (e frequentou as Faculdades de Direito de São Paulo e do Recife), tendo abandonado o curso no 4º ano, para se dedicar à literatura. Ele viria a ser um dos escritores a fazer a transição entre a segunda e a terceira geração romântica.
Reafirmando a sua vocação exclusiva para a arte, diria no seu poema “Mimosa”, na boca de uma personagem: «Não sirvo para doutor» ...
Casou-se muito novo (aos vinte e um anos) com Alice Guilhermina Luande, filha do dono de um circo de São Paulo. Tiveram um filho, que veio a morrer aos três meses de idade. Este facto inspirou-lhe o poema “Cântico do Calvário”. Sobre estes versos, analisou Manuel Bandeira: «Pela força do sentimento sincero, o Poeta atingiu aos vinte anos uma altura que, não igualada depois, permaneceu como um cimo isolado em toda a sua poesia.». A esposa faleceu em 1866.
Tinha-se mudado para Paris aos 20 anos e voltou ao Brasil com 27. Casou-se novamente, com uma prima - Maria Belisária de Brito Lambert - sendo de novo pai, de duas meninas e um menino (este também falecido prematuramente).
Embriagando-se e escrevendo, veio a falecer ainda jovem (33 anos), vivendo às custas do pai e passando boa parte do tempo no campo, o seu ambiente predileto.
A sua obra é dominada por temas como a angústia e o sofrimento, abordando por vezes, também, o patriotismo (“Vozes da América”) ou os problemas sociais, como a abolição da escravatura. Tinha assento na Academia Brasileira de Letras. 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

15 DE AGOSTO - JOEL SILVEIRA


EFEMÉRIDE - Joel Silveira, jornalista e escritor brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 15 de Agosto de 2007. Nascera em Lagarto no dia 23 de Setembro de 1918.
Tido como militante de esquerda e tendo divergências com o pai, mudou-se de Aracaju para o Rio de Janeiro em 1937, a pretexto de ir estudar Direito. De facto, cursou até ao segundo ano da faculdade, mas confessou nas suas memórias, ter sido um estudante relapso. Estava mais interessado em ser jornalista. Embora possa parecer paradoxal, o período do Estado Novo permitiu que ele, “anti getulista” convicto, e mais um grupo de jovens jornalistas, como David Nasser, Edmar Morel e Samuel Wainer, viessem a ser notabilizados pelas “grandes reportagens” dos anos 1940, forma encontrada pelos jornais para sobreviver à censura imposta pela ditadura de Vargas.
O seu primeiro emprego foi no semanário “Dom Casmurro”, que era um jornal esquerdista. Um irmão começou a mandar-lhe de São Paulo material político para que ele distribuísse no Rio.
Foi depois repórter e secretário da revista “Diretrizes”, semanário de Samuel Wainer, onde permaneceu até a Redacção ser fechada pelo polícia política, em 1944. Escreveu também para: “Diários Associados”, “Última Hora”, “O Estado de S. Paulo”, “Diário de Notícias”, “Correio da Manhã” e “Manchete”.
Nos seus mais de 60 anos de carreira, passou por diversas redacções de jornais, nas quais ocupou inúmeros cargos. Foi escolhido por Assis Chateaubriand, dos “Diários Associados”, para ser correspondente de guerra, apesar de haver outros candidatos de peso, como David Nasser e Carlos Lacerda.
Após o golpe de 1964, foi preso por duas vezes, durante o governo de Castelo Branco. No governo Médici, foi preso mais cinco vezes: «Três pelo Exército, uma pela Marinha e outra pela Aeronáutica. A pergunta era sempre a mesma: «Você é comunista?», o que ele negava porque efectivamente não era verdade. 
É reconhecido por ser um dos precursores do jornalismo internacional e do jornalismo literário no Brasil. Ganhou de Assis Chateaubriand a alcunha de “a víbora” pelo seu estilo agressivo.
As suas reportagens “Eram Assim os Grã-Finos em São Paulo” e “A Milésima Segunda Noite da Avenida Paulista” consagraram-no como profissional e hoje são tidas como verdadeiros clássicos do género.
Publicou cerca de 40 livros. Foi agraciado em 1998 com o Prémio Machado de Assis, o mais importante da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra. Entre outros galardões, recebeu também o prémio Líbero Badaró, Esso Especial, Jabuti e Golfinho de Ouro.
Pouco antes de falecer, Joel Silveira foi homenageado no 2º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Por razões de saúde, foi representado na cerimónia pela sua filha.  

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

14 DE AGOSTO - LETITIA ELIZABETH LANDON

EFEMÉRIDELetitia Elizabeth Landon, poetisa e romancista inglesa, mais conhecida pelas suas iniciais L.E.L., nasceu em Chelsea, Londres, em 14 de Agosto de 1802. Morreu em Cape Coast, no dia 15 de Outubro de 1838.
Letitia foi uma criança precoce, tendo aprendido a ler logo após dar os primeiros passos. Um vizinho inválido espalhava letras no chão e recompensava-a pelas leituras bem sucedidas. Segundo o seu pai, «ela costumava trazer para casa muitas recompensas».
Aos cinco anos, começou a frequentar a escola. A família mudou-se, porém, para o interior do país em 1809, a fim de que o pai pudesse executar um projecto de fazenda/modelo. Letitia Landon, desde então, foi educada em casa por uma prima, que afirmaria: «Quando lhe perguntava qualquer questão relacionada com História, Gramática, Geografia ou sobre algum livro que estivesse a ler, eu estava segura de que a sua resposta seria perfeitamente correcta».
Os negócios agrícolas não deram resultado e a família voltou para Londres em 1815, tornando-se amiga de William Jerdan, editor da “Literary Gazette”. Jerdan tomou conhecimento da jovem Letitia, quando a viu descer a rua, rodando um arco com uma mão e segurando um livro de poemas com a outra.
Jerdan encorajou os seus esforços poéticos e o primeiro poema foi publicado sob a simples inicial ‘L’, na “Gazette”, em 1820. Tinha então 18 anos de idade.
No ano seguinte, com o apoio financeiro da avó, publicou um livro de poesias, “The Fate of Adelaide”, assinando o seu nome completo. O livro teve pouca divulgação da crítica, mas vendeu-se bem.
No mesmo mês em que “The Fate of Adelaide” foi editado, publicou dois poemas sob as iniciais ‘L.E.L.’ na “Gazette”. Estes poemas e as iniciais com que foram publicados atraíram muita discussão e especulação. Um crítico contemporâneo escreveu que as iniciais L.E.L. «rapidamente se tornaram uma assinatura de interesse mágico e de curiosidade». Os críticos corriam todas as tardes de sábado para a “Literary Gazette”, com uma impaciente ansiedade para ver mais uma vez se – no canto da página habitual – estavam as três letras mágicas L.E.L. E todos elogiavam os versos e punham-se a tentar adivinhar quem seria o autor. Quando souberam que era uma mulher, a admiração duplicou e as conjecturas triplicaram.
Letitia foi depois chefe de revisão da “Gazette” e continuava a escrever poesia. A sua segunda recolha, “The Improvisatrice”, foi publicada em 1824. O pai morreu no final desse ano e ela foi forçada a usar a escrita para se sustentar a si e à família.
Em 1826, o seu prestígio começou a ser beliscado quando surgiram rumores na imprensa sensacionalista de que ela tinha tido diversos casos amorosos e que secretamente tivera filhos. Letitia, amargurada, continuou, no entanto, a escrever poesias e, em 1831, publicou mesmo o seu primeiro romance – “Romance and Reality”.
L.E.L. foi encontrada morta, com uma garrafa de ácido prússico na mão. Tinha apenas 36 anos.
Entre as poetisas do seu tempo a reconhecerem e admirarem o seu valor, estão: Elizabeth Barrett Browning, que escreveu “L.E.L.'s Last Question”, em sua homenagem; e Christina Rossetti, que publicou um poema/tributo intitulado “L.E.L.”, no sue livro “The Prince's Progress and Other Poems”.

domingo, 13 de agosto de 2017

13 DE AGOSTO - ADA DE CASTRO

EFEMÉRIDEAda de Castro, de seu verdadeiro nome Ada Antunes Pereira, actriz de teatro e fadista portuguesa, nasceu em Lisboa, no bairro de Alfama, em 13 de Agosto de 1937. Foi um dos sócios fundadores da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado.
Conjugando o fado, marchas e folclore, Ada de Castro actuou em várias casas de espectáculo, como O Faia e a Adega Machado, tendo gravado parte do seu repertório já muito tardiamente na sua carreira.
Teve assinalável êxito em fados como: “Na Hora da Despedida”, “A Severa Que Me Diga”, “O Meu Amor É Forcado”, “Alguém Mandou-me Violetas”, “Lisboa é Fado”, “Alfama Velhinha”, “Senhora Dona Mouraria”, “Lisboa é só Lisboa”, “Os Figos”, “Lisboa Cheia de Graça”, “Lisboa Cidade Minha”, “O Fado Tem Encantos”, “Gosto de tudo o que é teu”, “Deste-me um Cravo Encarnado”e em muitos outros.
Entre os vários galardões que recebeu, destacam-se: Melhor Fadista da Quinzena (Prémio RTP, 1962), Óscar da Melhor Fadista do Ano (Prémio da Casa da Imprensa, 1967); e Melhor Fadista do Ano (Revista “Nova Gente”, 1982).
Em Outubro de 2010, durante a Gala Amália, que se realizou no Coliseu de Lisboa, recebeu a Medalha Comemorativa dos 50 Anos de Carreira. Amigos e colegas estiveram presentes e Ada de Castro aproveitou para anunciar a sua despedida, aos 73 anos de idade.

sábado, 12 de agosto de 2017

12 DE AGOSTO - FERNANDO CRUZ

EFEMÉRIDEFernando da Conceição Cruz, futebolista português, nasceu em Lisboa no dia 12 de Agosto de 1940. Jogava na posição de defesa esquerdo.
Representou o SL e Benfica (1959/70) e o Paris Saint-Germain FC (1970/71). Conquistou, pelo Benfica, duas Taças dos Clubes Campeões Europeus (1961/62), oito Campeonatos de Portugal e três Taças de Portugal. Com a Selecção de Portugal, foi 11 vezes internacional e 3º classificado nos Mundiais de 1966.
Titular da equipa do Benfica aos 20 anos de idade, foi com a mesma idade que vestiu pela primeira vez a camisola da selecção nacional. Ao serviço do Benfica, foi uma figura importante e nuclear dos grandes êxitos alcançados nos anos 1960, tendo a particularidade de ser dos poucos jogadores que alinharam nas cinco finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus que o clube disputou nessa década.
A sua estreia na Selecção ocorreu em Maio de 1961, num Portugal/Inglaterra (1-1) de qualificação para o Mundial de 1962. A sua carreira com a camisola das quinas terminou em Junho de 1968, na então cidade de Lourenço Marques, num encontro particular entre Portugal e o Brasil (0-2).
Decidiu pôr fim à sua carreira de jogador em 1971, depois de conquistar – pelo Paris Saint-Germain – o título de Campeão de França (2ª divisão).

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

11 DE AGOSTO - LYDIA KOIDULA

EFEMÉRIDELydia Koidula, de seu verdadeiro nome Lydia Emilie Florentine Jannsen, poetisa estoniana, morreu em Kronstadt no dia 11 de Agosto 1886. Nascera em Vändra, em 24 de Dezembro 1843.
No meio do século XIX, na Estónia, a vida literária não era considerada uma carreira conveniente para uma rapariga. Por esta razão, Lydia escrevia no jornal do pai de forma anónima. Apesar disso, conseguiu ser considerada pelos seus pares como uma das maiores figuras literárias estonianas.
Por volta de 1850, a família mudara-se para a cidade vizinha de Pärnu, onde o pai fundou o primeiro jornal local em língua estoniana, enquanto a pequena Lydia frequentava uma escola alemã.
Em 1864, instalaram-se na cidade universitária de Tartu, a cidade mais progressista da Estónia de então. O nacionalismo russo estava a aumentar e a publicação em língua local era um assunto tabu no Império Russo, apesar da política relativamente liberal do czar Alexandre II. O pai de Lydia conseguiu publicar, mesmo assim, também aqui, o primeiro jornal em língua estoniana – o “Postimees” (“O Correio”).
Lydia Koidula colaborava nos jornais do pai e passou depois a publicar as suas próprias obras. Em 1873, casou-se com um médico e foi viver para Kronstadt, perto de São Petersburgo. Ali viveram durante 13 anos, passando os Verões na Estónia. Tiveram três filhos. Lydia faleceu em 1886, após uma longa doença. Tinha apenas 42 anos.  
A sua obra mais importante, “Emajöe Ööbik”, foi publicada em 1867, numa época em que o povo estoniano começava a mostrar o orgulho nacionalista, aspirando pela autodeterminação, sendo Koidula uma das vozes mais eloquentes nessas aspirações. 
Lydia é igualmente considerada como a «fundadora do teatro estoniano», através das suas actividades teatrais na Sociedade Vanemuise, fundada pelos Jannsen em 1865 para promover a cultura local.
Em 1869, dois poemas de Lydia Koidula foram musicados. Um deles (“Meu País é o meu Amor”) viria a ser o hino oficioso da Estónia entre 1921 e 1940. Um monumento dedicado à escritora foi erigido no centro de Pärnu em 1929.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

10 DE AGOSTO - RUI KNOPFLI

EFEMÉRIDERui Manuel Correia Knopfli, poeta, jornalista e crítico literário e de cinema português, nasceu em Inhambane, Moçambique, em 10 de Agosto de 1932. Morreu em Lisboa no dia 25 de Dezembro de 1997.
Fez os seus estudos em Lourenço Marques (actual Maputo) e em Joanesburgo (África do Sul), tendo sido, entre 1954 e 1974, delegado de propaganda médica.
Publicou uma obra que cruza as tradições literárias portuguesa e anglo-americana. Integrou o grupo de intelectuais moçambicanos que se opôs ao regime colonial. Foi director do vespertino “A Tribuna” (1974/75).
Com o poeta João Pedro Grabato Dias, fundou em 1972 os cadernos de poesia “Caliban”.
Deixou Moçambique em Março de 1975. A nacionalidade portuguesa não impediu que a sua alma fosse assumidamente africana, mas a desilusão pelos acontecimentos políticos está expressa na poesia publicada após sair de Moçambique.
Tem colaboração dispersa por vários jornais e revistas. Desempenhou funções de conselheiro de Imprensa na Embaixada de Portugal em Londres (1975/97).
O seu livro “O Corpo de Atena”, de 1984, recebeu o Prémio de Poesia do PEN Clube. Faleceu no dia de Natal de 1997 e foi sepultado em Vila Viçosa.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

9 DE AGOSTO - MELANIE GRIFFITH

EFEMÉRIDEMelanie Griffith, actriz norte-americana, nasceu em Nova Iorque no dia 9 de Agosto de 1957. Entre muitas nomeações e prémios, foi indicada para um Oscar e venceu um Globo de Ouro de Melhor Actriz.
Filha de uma modelo e actriz, Tippi Hedren, Melanie estudou na Hollywood Professional School.
Saiu de casa aos 14 anos, indo viver com o actor Don Johnson, que tinha 22 anos na época. Casaram-se quando ela completou 18 anos, mas o relacionamento terminou seis meses depois (1976).
Em Setembro de 1981, casou-se com o também actor Steven Bauer. Da relação nasceu um filho. O casal divorciou-se em 1987. Griffith admitiu, mais tarde, ter tido problemas com cocaína e bebidas alcoólicas logo após o divórcio. «O que eu fazia era beber o dia todo e dormir à noite», disse ela.
Em 1988, começou um tratamento de reabilitação que nunca teve efeitos definitivos. Uniu-se entretanto, novamente, com Don Johnson e ficou grávida. Casaram-se de novo em Junho de 1989. Voltaram a separar-se em Junho de 1994, reconciliando-se no final daquele ano, mas divorciaram-se em 1996. Relação muito atribulada.
Na época, a imprensa noticiou que ela e o actor Antonio Banderas teriam um romance de amor. Casaram-se, com efeito, tendo nascido uma filha deste novo matrimónio (1996).
Em 2002, os dois actores receberam o Prémio Stella Adler Anjo pela importante obra de caridade que mantinham. No final de 2009, Melanie submeteu-se a uma cirurgia para tratar um cancro de pele. Em 2014, o casal pôs um ponto final no casamento de 18 anos, devido a «diferenças irreconciliáveis».
No que respeita propriamente à sua carreira, Melanie estreou-se no cinema, a sério, com “Night Moves”, em 1975. O primeiro papel de destaque foi em “Body Double”, em 1984, tornando-a um símbolo sexual, imagem reforçada pelas cenas de nudez e sexo em “Something Wild” (1987).
Em 1989, com “Working Girl”, venceu o Globo de Ouro de Melhor Actriz e foi nomeada para o Oscar na mesma categoria.
Outros filmes importantes foram: “The Bonfire of the Vanities” (1990), “A Stranger Among Us” (1992) e “Born Yesterday” (1993). Actuou com Paul Newman e Bruce Willis em “Nobody's Fool” (1995).
Até agora (2017), protagonizou mais de 50 películas. Actuou também em 23 filmes e séries televisivas (1976/2013).

terça-feira, 8 de agosto de 2017

8 DE AGOSTO - ELINA GUIMARÃES

EFEMÉRIDEElina Júlia Chaves Pereira Guimarães da Palma Carlos, escritora e jurista portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 8 de Agosto de 1904. Morreu na mesma cidade em 26 de Junho de 1991.
Elina Guimarães era filha única de Vitorino Máximo de Carvalho Guimarães, um militar do Exército português que exerceu cargos políticos de relevo durante a Primeira República Portuguesa, entre os quais as funções de presidente do ministério, o equivalente ao actual primeiro-ministro.
Crescendo num ambiente dominado pela política, desde cedo se interessou pela acção nesta matéria, em especial na defesa dos direitos da mulher. Entusiasta e combativa na defesa das suas convicções de igualdade de direitos e oportunidades de homens e mulheres e de valorização da capacidade intelectual feminina, mereceu de Afonso Costa, amigo da família, o epíteto de «mulher do futuro».
Depois de realizados os primeiros estudos em casa e de frequentar os Liceus Almeida Garrett e Passos Manuel, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, cujo curso concluiu em Novembro de 1926 com a classificação de 18 valores.
Em 1925, ainda estudante universitária, aderiu ao movimento feminista, publicando no periódico “Vida Académica” uma contestação ao conteúdo derrogatório em relação às mulheres que estudavam a obra “O Terceiro Sexo” de Júlio Dantas. Em resultado desse artigo, foi convidada por Adelaide Cabete para integrar o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, do qual – logo em 1927 – assumiu as funções de secretária-geral.
Em 1928, foi eleita vice-presidente da direcção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e elaborou, com a colaboração de Angélica Lopes Viana Porto e Sara Beirão, um plano de conferências feministas. Nesse cargo, que exerceu no período de 1928/29 e em 1931, promoveu uma revisão estatutária do Conselho e desenvolveu intensa actividade, em particular na defesa do direito de participação feminina na vida política e na luta pela conquista do sufrágio feminino.
Também manteve uma forte presença na imprensa, com artigos em defesa dos direitos políticos das mulheres, da co-educação e do livre acesso das mulheres à vida profissional. Publicou igualmente artigos educativos, de temática feminista e jurídica, lutando contra os equívocos conceptuais associados ao feminismo e procurando interessar as mulheres pela causa da equivalência moral, intelectual e social dos dois sexos. Assumiu a direcção da revista “Alma Feminina” (1929/30), foi responsável pela “Página Feminista” na revista “Portugal Feminino” e manteve colaboração em múltiplos periódicos, entre os quais “O Rebate”, “Diário de Lisboa”, “Seara Nova”, “Diário de Notícias”, “Primeiro de Janeiro”, “Máxima” e “Gazeta da Ordem dos Advogados”.
Outra grande causa a que se dedicou foi a defesa de uma educação igualitária, que considerava a via para assegurar às mulheres a mesma preparação profissional e liberdade de trabalho de que gozavam os homens. Com esse objectivo apresentou várias comunicações em congressos e reuniões públicas, entre as quais as intituladas “A protecção à mulher trabalhadora” e “Da situação da mulher profissional no casamento”.
Em 1931, esteve entre os intelectuais e activistas que protestaram junto do ministro da Instrução Pública contra a supressão da co-educação no ensino primário, defendendo a existência de conteúdos de educação cívica e moral nas escolas públicas e demonstrando o seu pendor maternal, afirmando «ser necessário que as mulheres da nossa terra, mais do que nunca, se consagrem a essa obra tão linda e de tão vasto alcance que é a protecção à infância».
Em 1946, foi eleita vice-presidente da assembleia-geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, ocupando o cargo em 1947, ano em que as autoridades do regime do Estado Novo determinaram o seu encerramento. Foi membro destacado de várias organizações internacionais, entre as quais: o International Council of Women, a International Alliance for Women's Sufffrage, a Phi Delta Legal Society e a Fédération Internationale des Femmes Diplômées en Droit.
Casou em 1928 com Adelino da Palma Carlos, um advogado, professor de Direito e defensor dos ideais democráticos, que chefiaria o primeiro governo após a Revolução dos Cravos. Tiveram dois filhos.
Em Abril de 1985, foi feita Oficial da Ordem da Liberdade, em reconhecimento do seu papel na defesa dos direitos das mulheres e na luta pela democracia em Portugal. Uma rua de Lisboa recorda o seu nome.
Entre os livros que escreveu, saliente-se: “O Poder Maternal” (1933) e “Coisas de Mulheres” (colectânea, 1975).

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