sábado, 27 de março de 2004

VENDENDO PRAZER

O sujeito está andando de carro, perto de sua casa, com o filho de 8 anos quando passa por duas prostitutas.
O que aquelas moças fazem, pai?
Eh, deixa pra lá, filho! — Diz ele, apontando para o outro lado — Olha só essa loja de brinquedos e...
Tá pai! Mas eu quero saber o que essas moças estão fazendo ali!
Elas são... senhoras que vendem na rua, filho!
Vendem? Mas vendem o quê?
Vendem... ah, vejamos... vendem um pouco de prazer, filho...
O garoto começa a pensar no que o pai acaba de dizer e, chegando a casa, abre a carteira e vê que tem 15 euros.
Porreiro! Vou comprar 15 euros de prazer! — Diz ele, empolgado.
Então vai até onde estão as prostitutas e diz para uma delas:
Moça! Eu quero comprar 15 euros de prazer!
A prostituta fica admirada mas, como a vida está difícil, leva o garoto para a cozinha de sua casa e prepara-lhe três deliciosas tortas de morango.
Quando o garoto chegou a casa, já era tarde e o pai, muito preocupado, perguntou:
Por onde andaste, filho?
Ah, pai... Fui falar com aquelas moças que a gente viu ontem... Fui comprar um pouco de prazer...
Ele fica assustado e pergunta:
E então, filho? Como foi?
Bom, com as duas primeiras não tive dificuldade, mas com a terceira quase que já não conseguia!

quinta-feira, 25 de março de 2004

PASSAR PELA VIDA SEM PENSAR NA MORTE

Sempre tive muita dificuldade em lidar com a velhice e com a morte. Quando era novo, tentava ignorar certos pensamentos porque tudo vinha ainda muito longe. Os anos passaram no entanto, muito rapidamente, e o tempo restante tornou-se mais escasso.
Talvez porque ao sair do circuito normal de trabalho, tenha passado a ter mais tempo para pensar sobre a vida, dei por mim a fazer cálculos, a supor quantos anos ainda viveria e a achar que eram poucos. Virei-me mais para o passado, até porque queria ser eu a «arrumar a minha vida». A coisa tornava-se doentia e deprimente. Um dia, achei que tinha chegado o momento de dizer «Basta!». Haveria maneira, por certo, de direccionar noutro sentido os pensamentos.
Nenhum de nós pode imaginar quando a vida vai acabar, a menos que tenha uma doença incurável e, mesmo assim, a esperança é a última a morrer.
A criança, o adolescente, o homem ou a mulher, qualquer que seja a sua idade, tanto pode morrer daí a muitos anos, como daí a minutos, horas, dias, semanas ou meses. E não é por isso que passa a vida a pensar na morte.
Tenho passado estes últimos tempos, no pressuposto errado de que poderei viver ainda mais uns dez, vinte anos, e a pensar que é muito pouco. Curioso paradoxo! Eu afinal, sem me aperceber, tenho estado, de certa forma, a ser optimista. Poderei muito bem desaparecer daqui a poucos minutos, meses ou anos!
Devo pois olhar a vida de outra forma. Fazer projectos a curto, a médio e mesmo a longo prazo. Se forem interrompidos, paciência. Eles poderiam tê-lo sido muito tempo antes.
Neste particular, a diferença entre novos e velhos estará apenas nos horizontes temporais que imaginamos. A incerteza no que respeita à duração da vida não nos deve impedir de sonhar ao longo da nossa caminhada. Porque deverá ser diferente quando entramos na chamada «terceira-idade»? Cada período da nossa vida tem o seu encanto. Os anos trazem-nos sabedoria e calma, para poder saborear os momentos que passam e para aceitar melhor algumas adversidades da vida.
Deixei, desde aquele dia, de ser um pessimista assumido para passar a ser um «optimista em construção».

terça-feira, 23 de março de 2004

A SABEDORIA DOS ARRUMADORES
Por Eduardo Prado Coelho
in «Público» de Segunda-feira, 22 de Março de 2004

Houve um tempo em que figura dos arrumadores de carros não existia. Depois, começaram a surgir por toda a cidade, e nós habituámo-nos a dar uma gorjeta, que é a nossa contribuição para a recuperação dos drogados (grande parte deles tem esse estatuto). Estabeleciam zonas privilegiadas, disputavam carros, procuravam estabelecer os seus reinos. De uma maneira geral, são simpáticos. Mas nós sempre tememos que, se não déssemos a nossa prestação, eles pudessem exercer formas de retaliação (como acontece com os guias em Marrocos, que, se a gente os rejeita, se arrisca na manhã seguinte a ter os pneus do carro furados).

Os arrumadores agitam os braços num balanceamento muito característico. Li um romance português em que o autor escrevia a dada altura: "avançou para mim abanando os braços como se fosse um arrumador de carros". A frase é ininteligível para um leitor francês: a figura mencionada não existe. Eles, os arrumadores, conversam, falam do bom tempo que esteve ontem, do mau tempo que virá amanhã, das dificuldades da vida. Ás vezes garantem que o carro fica ali bem, embora seja um local proibido. Quando voltamos, temos uma multa e o arrumador desapareceu há muito. Terminou o dia de trabalho, que tem os seus momentos alto na chegada e partida do emprego ou nos horários das sessões de cinema.

Noutro dia, cheguei ao Saldanha e, por indicação de um deles coloquei o carro num lugar que devo reconhecer que era privilegiado. Aproximou-se então o arrumador, com os ombros assimétricos, o olhar oblíquo, cambaleando no andar e na fala. E estendeu a mão. Eu escancarei o porta-moedas para demonstrar que não tinha uma só moeda. Mas avisei que ia lá dentro comprar umas coisas para voltar com moedas de troco. Ele olhou-me como se estivesse diante de um vigarista, que ocultasse as moedas num cinto escondido à volta da barriga, e rosnou com manifesto azedume: "Mas que seja depressa que eu tenho de ir jantar". Admirei aquela disciplina alimentar numa pessoa que as vicissitudes da vida poderia ter tornado desleixada quanto às horas das refeições. Estava perante um verdadeiro modelo. A verdade é que, oito minutos depois, ele já tinha ido embora. Pensei que nestes em que a retoma vai e não vem, uma poupança, mesmo modesta, é sempre desejável: e guardei as moedas.

Houve outro arrumador que também durante anos se ocupou do meu carro. Precisamente na mesma zona, mas mais perto da Maternidade Alfredo da Costa, Recusava-se quase sempre a que eu lhe desse uma gorjeta. Um dia decidi perguntar a que se devia esta generosidade. E ele respondeu com ar fraternal e cúmplice. "Eu sei ir buscá-lo onde o há". Procurei o espelho mais próximo para confirmar se já havia sinais exteriores de que eu era um funcionário público com um salário corroído pela inflação e a Manuela Ferreira Leite. Achei que não. Mas aquele arrumador era como a Blimunda de Saramago: via as almas por dentro.

segunda-feira, 22 de março de 2004

VÍRUS:


E-mails com vírus que recebi entre 18 e 21 de Março(não indico conjuntos “Assunto-texto” repetidos):

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 Fake – Here, the serials.
 Fake – Something is fool.
 Fake? – Lets talk about it.
 Hello – Is that your website?
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 Please read – New Mydoom Virus Variant Detected!
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A quase totalidade dos vírus era o W32/Netsky.c@MM, ficheiro de 25Kb, quase sempre detectado pelo anti-vírus McAfee. Os e-mails remetentes eram, excepto num caso, completamente desconhecidos. O melhor antídoto é nunca abrir os anexos de e-mails suspeitos!

domingo, 21 de março de 2004

HOMEM SINGULAR


Trabalhaste com ardor
Sem nunca perderes o norte
Para te darem valor
Foi preciso vir a morte

A justiça sempre vem
E dá o seu a seu dono
Alguém decidiu e bem
P’ra dos Jogos seres Patrono

Representaste o teu Povo
Até te levar a morte
Mas porque aqui estás de novo
Mesmo assim tens muita sorte

Tua vida é exemplar
E foste um homem sem sono
Almeirim vai relembrar
Por seres rei, subiste ao trono


NB: Mote obrigatório «Foi preciso vir a morte / P’ra dos Jogos seres Patrono / Mesmo assim tens muita sorte / Por seres rei, subiste ao trono» de Carlos C. Rodrigues

sábado, 20 de março de 2004

ALMEIRIM (quadras)

Sopa de pedra comi
Do melão muito gostei
Saudades do que bebi
D’Almeirim que tanto amei

Ele tinha a força dos diques
Na cultura ele era um rei
Recordo o poeta Henriques
D’Almeirim que eu tanto amei

sexta-feira, 19 de março de 2004

TERRORISMO

Segundo deduzi de uma rápida leitura da primeira página do «Tal e Qual» de hoje, é fácil adquirir na Internet manuais que ensinam tudo o que é necessário para nos tornarmos «bons» terroristas.
Nada já me admira. Ontem, por mero caso, veio parar-me às mãos um Jogo, em que o herói é um «terrorista suicida» e a finalidade é fazê-lo explodir de modo a causar o maior número de mortes. A cada explosão aparece a respectiva estatística das vítimas: tantos homens, tantas mulheres e tantas crianças…
Descansem que o máximo que eu «consegui matar» foi quatro inocentes, talvez porque era uma versão «demo» com poucos níveis. Nos níveis seguintes, virão decerto maiores aglomerados de pessoas e, portanto, melhores pontuações. «E esta hein?» – Como diria Fernando Pessa.

quarta-feira, 17 de março de 2004

EDITORIAL MINERVA e os autores, Joaquim Melon Simões, Filomena Gomes, João Sevivas, Patrícia Pereira, Domingos Bravo, Angelino Pereira, Antero Monteiro, Isabel Millet, Abel Lenhares, Helena Lucena, Delmar Maia Gonçalves, Ivone Neves Almeida, Gabriel de Sousa, Margarida Pelágio, José Branquinho, Sílvia Soares, Zeca Soares, Nelma Campos, Paula Cardoso Capricho e Sofia Isabel Vieira têm o prazer de convidar V. Ex.ª, família e amigos, para a Sessão de Apresentação da colectânea VERBUM – conto & poesia (capa do artista plástico Miguel d'Hera), a realizar no dia 8 (Sábado) de Maio de 2004, pelas 18:15 horas em:

PALÁCIO GALVEIAS – Biblioteca Municipal Central
Campo Pequeno – Sala das Colunas – Lisboa
(Autocarros: 1, 17, 21, 27, 28, 44, 45, 47. 49, 54, 56. 83, 90/ Metro: Campo Pequeno)

Coordenação da sessão e apresentação da obra e autores por Ângelo Rodrigues (com a colaboração do mestre em «História da Qualidade de Vida e da Boémia Contemporânea» von Trina). Leitura de alguns poemas, de pequenos excertos dos contos e performance musical pelo grupo "O Seu Contrário" (Cristina Estrompa, Pedro Mulder e von Trina).
Gratos pela honra da comparência!

terça-feira, 16 de março de 2004

PARA SORRIR: Concursos públicos

Um Presidente de Câmara queria construir uma ponte e, para esse efeito, foi aberto um concurso público.

Concorreram três empreiteiros: um alemão, um americano e um português:

Proposta do alemão:
3 Milhões de euros:
- 1 Milhão pela mão-de-obra;
- 1 Milhão pelo material;
- 1 Milhão para lucro próprio.

Proposta do americano:
6 Milhões de euros:
- 2 Milhões pela mão-de-obra;
- 2 Milhões pelo material;
- 2 Milhões para mim.
Mas o serviço é de primeira.

Proposta do português:
9 Milhões de euros:
Nove milhões?”, admirou-se o Presidente de Câmara. “É demais!
Porquê tanto?

Respondeu o empreiteiro português: “É simples!”:
- 3 Milhões para mim;
- 3 Milhões para si;
- 3 Milhões para o alemão fazer a obra...

sábado, 13 de março de 2004

11 DE MARÇO - MADRID - 2004

Tudo é partidarisável!
Ainda não foram enterradas as 200 vítimas do massacre de Madrid e já o Governo espanhol se obstina em culpar a ETA, como autora do atentado. E compreende-se… Se tiver sido a ETA, o partido do governo não perderá votos nas eleições de domingo. Se tiver sido a Al Qaeda, o PP poderá ser «castigado» nas urnas pelo seu apoio aos americanos quando da intervenção no Iraque, de que o injustificado atentado seria a consequência.
Assim vai o mundo…
No que me toca, cada vez que ponho uma vela pelos americanos ou pelos espanhóis, ponho outra pelos inocentes palestinianos, afegãos ou iraquianos.
Abaixo TODAS as espécies de terrorismo e… um minuto de silêncio por todas as suas vítimas, sem excepções!

quinta-feira, 11 de março de 2004

A LOIRA SUPER DOTADA

A aluna do primeiro ano primário chega a casa toda eufórica:
- Mãezinha, Mãezinha! Hoje a professora ensinou a contar de 1 a 10! As meninas aprenderam a contar de 1 a 5 e os meninos de 6 a 10, mas como eu sou uma loira super dotada aprendi a contar de 1 a 10!
- Muito bem – diz a mãe.
No dia seguinte...
- Mãezinha, Mãezinha! Hoje a professora ensinou o alfabeto! As meninas aprenderam do A ao M e os meninos do N ao Z, mas como eu sou uma loira super dotada aprendi o alfabeto inteiro!
- Muito bem – responde a mãe.
No dia seguinte...
- Mãezinha, Mãezinha! Hoje a professora foi nos ensinar a nadar na piscina da escola!
- Que óptimo, minha filha! E como foi?
- Foi legal, mãezinha... Eu aprendi a nadar! Mas quando nós fomos trocar de roupa eu notei que todas as meninas tinham uns peitinhos pequenos e eu tinha uns peitões enormes! É porque eu sou uma loira super dotada, mãezinha?
- Não, minha filha... É porque já tens 23 anos!

segunda-feira, 8 de março de 2004

RESPOSTA À LETRA…

[História verídica ocorrida numa Faculdade do Porto]

Uma professora universitária estava a dar as últimas orientações aos
alunos acerca do exame que ocorreria no dia seguinte.
Finalizou alertando que não haveria desculpas para a falta de nenhum
aluno, com excepção de grave ferimento, doença ou morte de
algum parente próximo.
Um engraçadinho que estava sentado no fundo da sala,
perguntou:
- De entre esses motivos justificados, podemos incluir o de extremo
cansaço por actividade sexual??
A classe explodiu em gargalhadas, com a professora a aguardar
pacientemente que o silêncio fosse restabelecido. Assim que
isso aconteceu, ela olhou para o palhaço e respondeu:
- Isso não é justificação.
E continuou serenamente:
- Como o exame será de múltipla escolha, você pode vir para a sala e
escrever com a outra mão... ou se não se puder sentar, pode responder de pé.

quinta-feira, 4 de março de 2004

*S*P*A*M*

Já uma vez me tinha referido à publicidade abusiva. Numa das minhas caixas de correio chego a receber cerca de trinta e-mails diários o que quer dizer que, a manter-se o ritmo, durante as férias receberei quase mil «missivas». A única razão plausível para isto acontecer é o servidor de correio vender os seus ficheiros de clientes. Mas como é gratuito…
Nunca os abro. Limito-me a ver a origem e o assunto e… a apagar. Eis alguns de hoje onde, logo de manhã, já tinha 23:
- Ama-te a ti mesmo!
- Quer fazer mais dinheiro?
- Ervas medicinais, marajuana (sic) alternativa, e mais…
- Tem uma mensagem pessoal de Rebecca Layer!
- Barbie envia-lhe uma nova mensagem sobre obesidade.
- Posso finalmente satisfazer as minhas amigas com este novo p….
- Viagra!!
- Sedução hipnótica.
- Poupe até 80% nos seus medicamentos.
- É o seu corpo…
- Poupe no seu seguro de vida. Quotas gratuitas.
- Aumente o seu «johnson» (já tinha ouvido chamar-lhe muitas coisas mas isto nunca…)
- Encomende viagra. De casa.
- Agarre o momento!
- Medicamento oito vezes mais duradoiro que Viagra.
- O seu horóscopo parece bom.

E chega, como amostra. Os remetentes são nomes simples, na maioria estrangeiros mas às vezes até portugueses: Miguel, Caleb, Kathleen, Demeter, Luís, Stefan, Helen, Gabriel, Louella, Eugene, Elbert, Yolanda, Geoffrey, Raymon, Lela, Carolyn, Dalton, Doyle, Willard…

Que praga!!

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A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...