segunda-feira, 30 de abril de 2007

CANÇÕES DE ABRIL

67 “Canções de Abril” neste site:

http://marius708.com.sapo.pt/Cantores%20de%20Intervencao.html
EFEMÉRIDE - Édouard Manet, pintor francês e um dos mais importantes artistas do século XIX, morreu em Paris, no dia 30 de Abril de 1883, vítima de sífilis, doença que levaria à amputação de um pé gangrenado, onze dias antes da sua morte. Nascera, também na Cidade da Luz, em 23 de Janeiro de 1832.
Privilegiava os contrastes de luz e sombra, em vez dos tons fortes tão utilizados pelos impressionistas que o antecederam, tendo igualmente restituído aos “nus” a sua verdade e crueza. Cedo se afastou de todas as regras e convenções académicas, sendo considerado um vanguardista e um dos fundadores da Arte Moderna.
O seu gosto pela pintura nasceu com as visitas que fazia ao Museu do Louvre, acompanhado por um tio. Pouco inclinado para os estudos, tornou-se marinheiro, com a intenção de se poder inscrever na escola náutica, e em breve embarcaria num barco-escola com destino ao Brasil. De volta a França, em 1849, não conseguiu porém entrar para a Escola Naval. Falhado este objectivo, foi estudar para o atelier de um mestre pintor durante seis anos. Manet aprendeu ali as bases técnicas da pintura e fez cópias de obras expostas no Louvre. Completou depois a aprendizagem, viajando pela Europa, para visitar vários museus em Itália, na Holanda, na Alemanha, na Áustria, etc.
Uma curiosidade acerca do seu quadro “Almoço na relva”: a mulher nua que aparece na tela é constituída, na realidade, pelo corpo de sua mulher e a cara da sua modelo favorita. Os seus nus escandalizavam os puritanos da época.
Em 1881, Manet ganhou o direito a participar permanentemente no Salão Oficial, sem julgamento prévio. Em 1882, pintou e apresentou ali o seu último trabalho "Bar em Folies Bergères".
O também grande pintor, Edgar Degas, que acompanhou o enterro de Édouard Manet, teria dito então: «Ele é maior do que nós imaginávamos…». No ano 2000, uma das suas telas foi vendida por vinte milhões de dólares.

domingo, 29 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Jaime Zuzarte Cortesão, médico, político, escritor e historiador português, nasceu em Ançã, Cantanhede, em 29 de Abril de 1884. Morreu em Lisboa, no dia 14 de Agosto de 1960,
Se bem que formado em medicina em 1909, muito cedo se começou a dedicar à política, sendo eleito deputado em 1915. Defendeu a participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial, tendo nela participado, na Flandres, como capitão-médico voluntário.
Juntamente com outros intelectuais, fundou em 1907 a revista “Nova Silva”. Em 1910/1912, com Teixeira de Pascoaes , iniciou a publicação das revistas “A Águia” e “A Vida Portuguesa”. Em 1919, foi designado Director da Biblioteca Nacional e, dois anos mais tarde, foi um dos fundadores da revista “Seara Nova”.
Em 1927, depois de ter pertencido à Junta Revolucionária, que tentara derrubar a ditadura militar, foi demitido do cargo na Biblioteca Nacional e exilou-se em França. Ali permaneceu até à ocupação nazi, em 1940, tendo-se então refugiado no Brasil, onde leccionou a cadeira de “História dos Descobrimentos Portugueses”. Em 1952, organizou a Exposição Histórica de São Paulo, comemorando os 400 anos da cidade.
Só regressou a Portugal três anos antes de falecer, a tempo de ser ainda nomeado, em 1958, presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores.

sábado, 28 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - José Vital Branco Malhoa, pintor e professor, nasceu nas Caldas da Rainha, em 28 de Abril de 1855, tendo morrido em Figueiró dos Vinhos, no dia 26 de Outubro de 1933.
José Malhoa ingressou na Escola das Belas Artes com doze anos, tendo ganho anualmente o “1º Prémio”, em virtude das suas enormes faculdades e qualidades artísticas.
Por falta de apoio do Estado, que o impossibilitou de completar a sua formação artística no estrangeiro, chegou a abandonar a promissora carreira, indo trabalhar numa loja de modas do irmão. A sua força criadora era, no entanto, mais forte. Passados meses, já estava a pintar nas suas horas livres e a expor uma obra em Madrid. Em 1881, abandonou a actividade comercial, dedicando-se por inteiro à pintura.
Recebeu inúmeras encomendas para fazer pinturas em tectos: na sala de concertos do Conservatório Real de Lisboa, numa sala do Supremo Tribunal de Justiça de Lisboa, na sala de jantar do Palácio Burnay, nos aposentos do Infante D. Afonso, etc. Entre várias obras famosas, fez diversas pinturas históricas.
Esteve representado em muitas Exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, salientando-se nestas últimas, as de Madrid, de Paris, de Berlim, de São Petersburgo e do Rio de Janeiro.
Pioneiro do Naturalismo, foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional das Belas Artes. Condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago, era cavaleiro da Ordem de Malta e da Ordem de Isabel a Católica de Espanha. No ano em que morreu, foi criado um Museu com o seu nome, nas Caldas da Rainha, localidade onde nascera.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Fernão de Magalhães, navegador e explorador português que, ao serviço da corte espanhola, comandou a primeira viagem de circum-navegação ao globo, morreu nas Filipinas, em 27 de Abril de 1521. Nasceu em data incerta, na Primavera de 1480, em Trás-os-Montes ou em Sines, conforme as fontes consultadas.
Foi o primeiro navegador a encontrar a passagem hoje conhecida pelo seu nome (Estreito de Magalhães) e o primeiro europeu a navegar no Pacífico. A viagem provaria também, definitivamente, que a terra era redonda. Morreu no decurso da expedição, que passou a ser comandada por Sebastián el Cano, em 1522.
A sua vida aventureira começara em 1505, quando se alistou na armada que foi à Índia, tendo ali permanecido oito anos. Regressado a Portugal, teve problemas com o rei D. Manuel, provocados por boatos que corriam sobre o modo não escrupuloso de dividir as lucros de uma incursão. Foi para Espanha em 1517 e, com a aprovação do rei D. Carlos V, começou os preparativos para a aludida viagem, que tinha como principal objectivo atingir as Molucas pelo Ocidente e provar, assim, que se podia aceder às “ilhas das especiarias” através da zona de influência castelhana. A expedição, constituída por cinco navios e cerca de 250 homens, partiu de Espanha em 20 de Setembro de 1519, fez escala nas Canárias e alcançou a costa da América do Sul, chegando ao Rio de Janeiro em 13 de Dezembro. Continuando para Sul, atingiu o porto de S. Julião, na extremidade da actual costa argentina, onde hibernou. Dali fez diversas viagens de reconhecimento e nelas perdeu duas das suas naus. Apenas em Novembro de 1520 atravessou a passagem que descobrira, penetrando no mar do sul, baptizado de “Pacífico”. A fome, a sede e o escorbuto foram os seus piores inimigos. Em 7 Abril de 1521, chegou às Filipinas, começando desde logo a fazer trocas comerciais com os nativos. As grandes dificuldades da viagem tinham sido ultrapassadas.
Fernão de Magalhães viria a morrer em combate com os nativos, depois de ter sido atraído a uma emboscada. Uma única nau, a “Victória”, completaria a viagem de circum-navegação, alcançando Sevilha em 6 de Setembro de 1522. Restavam apenas 18 homens, incluindo António Pigafetta, que nos pôde deixar, com relativo pormenor, a história desta primeira viagem à roda do Mundo.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Serviço Nacional de Saúde em crise...
... e os outros vão parar também!!
EFEMÉRIDE - Mário de Sá-Carneiro, poeta, dramaturgo, novelista e romancista português, morreu em Paris, no dia 26 de Abril de 1916. Nascera em Lisboa, em 19 de Maio de 1890. É um dos maiores vultos do Modernismo Português e um dos mais reputados membros da chamada Geração d’Orpheu.
Fez o primeiro poema aos doze anos, aos quinze já traduzia Victor Hugo e aos dezasseis Goethe. Em 1911, foi estudar Direito para Coimbra, mas nem completou o ano lectivo. Ali conheceu Fernando Pessoa que, em 1912, o introduziu no grupo dos “modernistas”. Desiludido com a vida em Portugal, foi depois estudar para Paris, com a ajuda financeira do pai. Em breve, abandonaria também a Sorbonne, dedicando-se à boémia. Chegou a passar fome e debateu-se com várias situações desesperadas. Era um eterno insatisfeito.
Foi nesta situação instável que compôs a maior parte da sua obra, escrita sobretudo entre 1912 e 1916, numa carreira curta mas extremamente profícua e valiosa. Foi responsável pela edição dos dois únicos números da revista literária “Orpheu”.
Vendo que a vida que levava não era a que desejava e que não era capaz de a modificar, sentiu-se cada vez mais angustiado Daí ao suicídio foi um passo. Matou-se num Hotel, no bairro de Montmartre, em Paris, com a ajuda de cinco frascos de veneno. Não tinha ainda completado 26 anos. Extravagante até na morte, anunciou-a um mês antes a Fernando Pessoa e convidou um amigo para assistir à sua agonia.
O seu poema “Fim” foi musicado nos anos 80 pelos Trovante. Mais tarde, Adriana Calcanhoto musicaria e interpretaria a composição “O Outro”.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Em 25 de Abril de 1974, um grupo de jovens oficiais pôs fim a mais de quarenta anos da ditadura fascista, iniciada por Salazar. Nas semanas que se seguiram, operários, camponeses e militares foram autores de uma das experiências revolucionárias mais interessantes da Europa, na segunda metade do século XX.Portugal estava submetido há décadas a um regime ditatorial e corporativista, dirigido com mão de ferro por Salazar, um admirador de Mussolini e de Franco, mais discretamente de Hitler, em virtude do jogo de alianças e de “neutralidades” vigente quando da 2ª Grande-Guerra. Depois da sua morte, foi substituído por Marcelo Caetano, sem que esse facto tivesse alterado a natureza do regime, apesar de uma “anunciada primavera”. Continuava a haver um partido único, sindicatos cujos dirigentes estavam sujeitos à aprovação do Governo, corporações, forças armadas aparentemente domesticadas e, sobretudo, a famigerada polícia política.
Confrontado com as guerras coloniais a partir dos anos 60, Salazar tinha enviado um importante corpo expedicionário para as várias frentes, tentando em vão dominar os guerrilheiros dos vários Movimentos de Libertação. Internamente, a Censura vigiava todos os conteúdos dos jornais, dos programas da rádio e da televisão, e mesmo de espectáculos e manifestações culturais.
O impasse na guerra colonial, que o regime não quis nem soube aproveitar para conversações com os Movimentos de Libertação, levaram à formação de um grupo de jovens oficiais, na maioria estudantes ou já licenciados, que começaram a pôr em questão o regime e a política colonial.
Na madrugada de 25 de Abril de 1974, os oficiais do MFA (Movimento das Forças Armadas) partiram ao assalto do poder e derrubaram o regime que caiu como um castelo de cartas. De manhã cedo, e contrariando as instruções dadas pela rádio, o Povo desceu à rua, fez com que o Movimento se consolidasse, contribuiu para a abertura das portas das prisões políticas, saqueou - onde pôde - os locais da polícia política e colocou cravos nos canos das espingardas dos soldados.
Nos dias seguintes, assistiu-se ao regresso dos exilados e ao aparecimento dos partidos políticos, alguns já existentes mas que estavam na clandestinidade. Os mais importantes, o Partido Comunista e o Partido Socialista, viram chegar os seus líderes Cunhal e Soares.
Depois, seguiu-se o período em que era o “Povo quem mais ordenava”, com o ponto mais alto no primeiro 1º de Maio em liberdade. Fomos dando, entretanto, novas Nações ao Mundo, Países que constituem hoje os PALOP, juntamente com Portugal e o Brasil.
Em 25 de Novembro de 1975, as forças “mais moderadas” das Forças Armadas puseram um ponto final em quase todos os sonhos, com o apoio de muitos que agora gritam “Aqui d’El-Rei”. Como é costume dizer-se nessas ocasiões, “tudo entrou na normalidade”…
O resto já faz parte da história mais recente: avanços, recuos, traições, exageros, recuperação de antigas figuras e branqueamento de antigas políticas. E , apesar de tudo, Liberdade, sem comparação com a “desfrutada” anteriormente. Ela é, no entanto, muitas vezes, meramente formal, pois há vários modos de a condicionar…

terça-feira, 24 de abril de 2007

ORQUESTRA

Clicar sobre cada músico e ele vai participando na orquestra.
Se quiser eliminar o som de um instrumento, bastará clicar de novo sobre essa figura. Simplesmente genial:

http://www.orapois.com/br/arquivos/06162005170419937g.swf
EFEMÉRIDE - Sérgio Buarque de Holanda, escritor, crítico literário, jornalista e um dos maiores historiadores brasileiros de todos os tempos, morreu em São Paulo no dia 24 de Abril de 1982, completando-se hoje um quarto de século. Nascera em São Paulo, em 11 de Julho de 1902. Em 1921 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde obteve o bacharelato em Direito, quatro anos depois. Teve sete filhos, entre eles o conhecido cantor e compositor Chico Buarque.
Entre 1929 e 1930 foi correspondente dos “Diários Associados” em Berlim. De regresso ao Brasil, continuou a sua actividade como jornalista, sendo mais tarde assistente da Universidade do Distrito Federal.
Em 1936, escreveu Raízes do Brasil, um ensaio que, ainda hoje, é a sua obra mais conhecida. Em 1945 e 1957, publicou “Monções e Caminhos” e “Fronteiras”, que são recolhas de textos sobre a expansão oeste da colonização da América de língua portuguesa, entre os séculos XVII e XVIII.
Em 1946, regressou a São Paulo e foi nomeado director do Museu Paulista, cargo que ocuparia durante dez anos. Entretanto, leccionou História Económica do Brasil , na Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo.
Foi para Itália, em 1952, tendo sido professor convidado na Universidade de Roma, durante dois anos. Em 1957, assumiu a cadeira de História da Civilização Brasileira, na Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP. No ano seguinte, ingressou na Academia Paulista de Letras e recebeu o Prémio Edgar Cavalheiros, do Instituto Nacional do Livro.
A partir de 1960, coordenou a História Geral da Civilização Brasileira e, em 1962, assumiu a presidência do Instituto de Estudos Brasileiros. Entre 1963 e 1967, ensinou em várias universidades do Chile e dos Estados Unidos, tendo participado em missões culturais da UNESCO na Costa Rica e no Peru. Em 1969, abandonou a carreira docente, como protesto pela reforma compulsiva, pelo regime militar, de colegas seus da Universidade de São Paulo.
Em 1980, recebeu os prémios Juca Pato, da União Brasileira de Escritores, e Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Teve intervenção intelectual na sociedade brasileira, até à data da sua morte em 1982.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Lógico!!...

HISTÓRIA DE BÊBADOS

Dois bêbados conversam. Um deles, que está lendo o jornal, diz ao companheiro:
- Luís, queres ver que coisa mais interessante?
- O que é?
- Estou a ler aqui no jornal que um camelo pode trabalhar oito dias seguidos sem beber.
O amigo, então, responde:
- É curioso, eu sou exactamente o contrário!
- Como assim?
- Eu posso beber oito dias seguidos sem trabalhar.
APLAUSO :

A mosquinha saiu para o seu primeiro voo.
Quando regressou a casa, a mãe perguntou :
- Então, minha querida, foi bom ?
- Bom, mesmo muito bom ! Quando eu passava perto das pessoas, elas até aplaudiam !
EFEMÉRIDE - Alfredo da Rocha Viana, mais conhecido por Pixinguinha, flautista, saxofonista, compositor, cantor, autor de arranjos e chefe de orquestra brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de Abril de 1897. Morreu, também no Rio, em 17 de Fevereiro de 1973.
É considerado um dos maiores génios da música popular brasileira, tendo contribuído decisivamente para o modo de fazer música no Brasil. Começou a tocar ainda criança, sobretudo cavaquinho e flauta, tendo passado mais tarde para o saxofone.
Em 1919, Pixinguinha formou o conjunto Os Oito Batutas, que fez enorme sucesso no Rio, tocando música popular e utilizando instrumentos que até aí só eram conhecidos nos subúrbios. Foi acusado, por vezes, de ser exageradamente influenciado pelo jazz. A verdade, porém, é que ele fazia música muito avançada para a sua época.
Fez parte de vários grupos, ajudando à divulgação da música brasileira no Mundo e ao desenvolvimento da indústria fonográfica.
Hoje, dia 23 de Abril, comemora-se no Brasil o “Dia Nacional do Choro”, homenagem à sua memória e à sua música.

domingo, 22 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Miguel de Cervantes e Saavedra, romancista, dramaturgo e poeta espanhol, morreu em Madrid, no dia 22 de Abril de 1616, provavelmente vítima de hidropisia, de arteriosclerose ou de diabetes. Algumas fontes indicam como data de morte o dia 23, mas esse foi, na realidade, o dia do seu enterro. Nascera em Alcalá de Henares, em 29 de Setembro de 1547. A sua mais importante obra foi “Don Quixote de La Mancha”, e é considerado o maior vulto da literatura espanhola.
Esteve em Itália entre 1569 e 1575, onde publicou algumas poesias de valor. Ali ficou com a mão esquerda inutilizada, em resultado da participação na batalha de Lepanto, em 1571. Quando pretendia voltar a Espanha, o barco em que viajava foi apresado por piratas argelinos, tendo ficado preso em Argel, que então pertencia ao Império Otomano, até pagar o resgate, o que só foi feito em 1580. Esteve em Lisboa em 1581, onde escreveu algumas peças de teatro.
Em 1585, publicou o seu primeiro livro de ficção “A Galatea”. Foi comissário de provisões da Armada e trabalhou como cobrador de impostos. Em 1605, publicou a primeira parte de Don Quixote de la Mancha. A segunda parte só seria publicada dez anos mais tarde. Apesar da época, e da consequente falta de comunicações, o nome de Miguel de Cervantes era tão conhecido em Espanha, como em França, na Inglaterra ou em Itália. Entre 1605/1615, publicou um conjunto de doze novelas. A sua influência foi tal, que ainda hoje para designar a língua espanhola, se diz “a língua de Cervantes”.

sábado, 21 de abril de 2007

Quando há greves e atrasos nos aviões...
... É necessário saber improvisar.
Nunca entrar em pânico!
EFEMÉRIDE - Jean Baptiste Racine, poeta e dramaturgo francês, morreu em Paris, no dia 21 de Abril de 1699. Nascera em La Ferté-Milon, em 22 de Dezembro de 1639.
Órfão desde a idade de três anos, foi criado pelos avós e, mais tarde, por religiosas. Começou por tentar conciliar a Literatura com uma carreira eclesiástica, mas cedo optou pela primeira. É considerado, juntamente com Corneille, um dos maiores dramaturgos clássicos franceses.
Em 1664, começaram a ser representadas, em Paris, as Tragédias que ele entretanto escrevera, algumas sendo verdadeiras obras-primas. Em 1673, foi nomeado membro da Academia Francesa.
Em 1677, abandonou o Teatro e passou a ser historiógrafo oficial do Rei Luís XIV. Doze anos mais tarde, escreveu ainda duas peças, destinadas aos alunos de uma escola (Esther - 1689 e Athalie – 1691).
As suas principais obras, com os títulos originais e respectivas datas, são: La Thébaïde - 1664 , Alexandre le Grand - 1665, Andromaque - 1667 , Les Plaideurs - 1668, Britannicus - 1669, Bérénice - 1670, Bajazet - 1672, Mithridate - 1673, Iphigénie – 1674 e Phèdre - 1677.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

TopaTudo está com bichinho...
... Pfffff
Cogumelos causam alucinações...
EFEMÉRIDE - Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, poeta brasileiro, nasceu em Cruz do Espírito Santo, Paraíba, no dia 20 de Abril de 1884. Morreu em Leopoldina, Minas Gerais, em 12 de Novembro de 1914, vítima de pneumonia dupla.
Foi um dos poetas mais estranhos do seu tempo e, ainda hoje, a sua obra é de extremos : há os que admiram a sua poesia e há os que a detestam.
Muito precoce, compôs os seus primeiros versos aos sete anos. Cursou Direito na Faculdade de Direito do Recife, obtendo o bacharelato em 1907. Acabou por se dedicar ao Ensino, sendo professor de Literatura, em várias escolas do Rio de Janeiro.
Publicou muitos poemas em vários periódicos, o primeiro (“Saudade”) em 1900, no Almanaque do Estado de Paraíba . Em 1912, publicou o seu único livro “Eu”. Um seu amigo publicou, postumamente, quase toda a poesia de Augusto dos Anjos, numa colectânea a que chamou “Eu e Outras Poesias”.
Augusto dos Anjos tinha a particularidade de fazer os seus poemas “de cabeça”, repeti-los em voz alta, de forma apaixonada e excêntrica e só depois os passar ao papel. Como geralmente fazia isto no quintal de sua casa, os vizinhos pensavam que ele era doido. A sua poesia chocou muitos na sua época, mas hoje é um dos poetas brasileiros mais reeditados e em várias editoras.
Um exemplar do “Eu” faz parte da Biblioteca da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em virtude dos termos científicos que ele utilizava nas suas composições.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Lygia Fagundes Telles, escritora brasileira, galardoada com o Prémio Camões em 1995, pelo conjunto da sua obra, nasceu em São Paulo, no dia 19 de Abril de 1923.
Publicou o seu primeiro livro de contos “Porão e Sobrado” aos quinze anos. Estudou na Escola Superior de Educação Física, em São Paulo, frequentando simultaneamente um curso pré-jurídico, como preparação para a Faculdade de Direito, curso que começou em 1941, depois de ter terminado o de Educação Física. Participou activamente em debates literários e conheceu nesta época aquela que viria a ser a sua melhor amiga – a poetisa Hilda Hilst. Fez parte da Academia de Letras da Faculdade e escreveu para os jornais Arcádia e A Balança. Trabalhava então no Departamento Agrícola do Estado de São Paulo, para assegurar os estudos e a subsistência. Em 1944, publicou “Praia Viva” e, em 1952, o seu primeiro romance “Ciranda de Pedra”.
Continuou sempre a escrever, fazendo ainda uma adaptação para o cinema de “Dom Casmurro”, obra de Machado de Assis. Em 1970, foi galardoada com o Grande Prémio Internacional Feminino para Estrangeiros, em França, com o seu livro de contos “Antes do Baile”. Em 1973, com “As Meninas”, venceu três dos principais prémios literários brasileiros. Em 1977, na categoria de contos, recebeu o prémio do Pen Club do Brasil, com a colectânea “Seminário de Ratos”.
Em 1982, foi eleita para a Academia Paulista de Letras e, em 1985, para a Academia Brasileira de Letras.
Em 1995, o seu romance “As Meninas” foi adaptado ao cinema; em 2001, recebeu o prestigioso Prémio Jabuti com “Invenção e Memória” e o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Brasília.
Os seus livros estão traduzidos em vários línguas: alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polaco, sueco, checo e russo. Muitos deles estão publicados em Portugal, em edições locais.
Lygia Fagundes Telles tem percorrido o Mundo, participando em Feiras do Livro e Congressos. Salienta-se a sua presença em Portugal, na Alemanha, em Espanha, em França, em Itália, na República Checa, na Suécia, no Canadá, nos Estados Unidos e no México. Foi várias vezes condecorada, nomeadamente com a Ordem do Infante Dom Henrique em Portugal, a Ordem das Artes e das Letras em França e a Ordem do Mérito Docente e Cultural Gabriela Mistral no Chile.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

FOTOS EM MOSAICO:

1/ Escolha uma foto de que goste;

2/ Vá a este site e faça o upload dela: http://www.adelaider.com/image-mosaic/ ;

3/ Em breve terá a mesma foto, mas constituída por dezenas e dezenas de outras fotos, em mosaico.

4/ Depois, pode fazer o respectivo download e guardá-la no seu PC e/ou enviá-la a uma amigo(a).
CURIOSIDADE ÚTIL, MAS PERIGOSA…

http://www.tnbrasil.com.br/linksinuteis.asp

Marque, neste site, o número de qualquer celular (não é necessário o indicativo do país no caso de Portugal, só os nove algarismos) e, após breves segundos, receberá a indicação de onde ele se encontra, com uma margem de erro de poucos metros. Nunca vista uma coisa assim! Funciona na base de vários GPS. Adeus privacidade e mentiras?
EFEMÉRIDE - Bento de Jesus Caraça, matemático português e resistente antifascista, nasceu em Vila Viçosa, no dia 18 de Abril de 1901. Morreu em Lisboa, em 25 de Junho de 1948, vítima de doença cardíaca.
Entre 1936 e 1941, fundou três associações: o “Núcleo de Matemática, Física e Química”, o “Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas” e a “Biblioteca Cosmos”, pioneira - mesmo a nível europeu - na divulgação de obras científicas e culturais. Nesta última associação, publicou 114 livros, com uma tiragem total de perto de 800.000 exemplares, o que era muito relevante para a época.
Colaborou nas seguintes publicações: Técnica, Gazeta da Matemática, Seara Nova, Vértice, Revista de Economia, Revista do Instituto Superior de Comércio, Globo, Diabo e Liberdade. Foi presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática e escreveu vários livros notáveis, de cariz técnico.
Era um homem de profundas convicções, reflectia e obrigava os outros a reflectir, respeitando as opiniões divergentes e sendo muito sereno nas suas discussões.
Em 1946, foi preso pela polícia política e demitido do lugar de professor catedrático no ISCEF. Morreu dois anos depois, com 47 anos, e o seu funeral foi uma impressionante manifestação de homenagem a um homem de cultura e de combate, que jamais renegou as suas origens humildes.

terça-feira, 17 de abril de 2007

no comments...

NÃO SABER…

Primeira noite de um casal recém-casado.
Quando vão para a cama, diz ela:
- Amor, ainda não te disse mas... eu sou muito inexperiente, não sei fazer nada de nada!
- Não te preocupes, querida, eu explico-te; tiras a roupa, deitas-te na cama e eu trato do resto.
E ela, muito meiguinha:
- Não, amorzinho... Isso sei!... O que eu não sei é lavar, passar a ferro, cozinhar...
EFEMÉRIDE - Jean-Pierre Hervé-Bazin, escritor francês, nasceu em Angers, no dia 17 de Abril de 1911, tendo falecido na mesma cidade, em 17 de Fevereiro de 1996.
Teve uma infância difícil, no seio de uma família burguesa e extremamente devota. Fugiu várias vezes de casa, recusou seguir o curso de Direito na Universidade Católica de Angers e, quando perfez vinte anos, cortou completamente os laços familiares.
Licenciou-se em Letras na Sorbonne, trabalhando vários anos em pequenos ofícios e escrevendo poesia, mas sem brilho aparente. Isso não o impediu de criar uma revista poética em 1946 (La Coquille) e de obter o Prémio Apollinaire em 1947, com “Jour”, a sua primeira recolha de poemas.
O escritor Paul Valéry aconselhou-o a dedicar-se sobretudo à prosa. As relações conflituosas com a sua mãe, durante a infância, inspiraram-no para escrever o romance “Vipère au poing”, em 1948. Seguiram-se vários romances, recebidos sempre com entusiasmo pelo público.
Colaborou na revista “La Nef”, juntamente com outros escritores de nomeada, e escreveu algumas novelas e ensaios. Foi eleito membro da Académie Goncourt em 1958, tornando-se seu presidente em 1972. Recebeu muitos prémios literários, entre os quais : o Grande Prémio do Mónaco, o Grande Prémio do Humor Negro e o Grande Prémio Internacional de Poesia. Politicamente, pertenceu ao Movimento da Paz, perto do Partido Comunista, tendo recebido, em 1980, o Prémio Lenine.
Colaborou também em inúmeros jornais e revistas como crítico literário, mas igualmente com grandes reportagens e artigos. A sua obra está traduzida em trinta e duas línguas e é utilizada no ensino da língua francesa, tanto no estrangeiro como em França. Vários dos seus romances foram adaptados ao cinema e à televisão. Em 1985, uma sondagem fidedigna colocava-o à cabeça dos “escritores preferidos” pelos franceses.
Um ano antes de morrer, doou todos os seus manuscritos e a sua correspondência ao Município de Nancy, para que aqueles documentos pudessem ficar para sempre à disposição do público.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

"Bartoon" em o "Público" de hoje

EFEMÉRIDE - Peter Alexander von Ustinov, actor e romancista inglês, nasceu em Londres, no dia 16 de Abril de 1921. Morreu em Bursins, na Suiça, onde morava, em 28 de Março de 2004, vítima de uma crise cardíaca, causada por diabetes.
Era filho de um jornalista de origem russa e de uma pintora francesa de origem judaica. Entrou para a London Theater School com a idade de 16 anos e, simultaneamente, escrevia já e representava sketches satíricos no Payer's Club.
Em 1940, escreveu a sua primeira peça de teatro e obteve um papel de relevo numa outra, iniciando então verdadeiramente uma carreira, que duraria mais de sessenta anos. Já nos anos “70” trabalhou na televisão, tendo-se estreado na série “Jesus da Nazaré”, onde interpretava a figura de Herodes.
Falava muitas línguas e incarnou, em vários filmes, a figura do detective Hercule Poirot, criado por Agatha Christie. Também escreveu para cinema, tendo actuado, realizado ou produzido mais de setenta filmes. Gravou alguns discos e foi embaixador da UNICEF.
Ocupava desde 1989 a cadeira de Orson Welles, na Academia das Belas-Artes de Paris, e era Doutor Honoris Causa de inúmeras Universidades. Foi nomeado Cavaleiro do Reino pela Rainha Isabel II de Inglaterra, tendo recebido ao longo da vida muitos prémios e honrarias a premiar a sua brilhante carreira. Foi condecorado também com a Ordem Nacional Cruzeiro do Sul pelo Brasil, em 1994.

domingo, 15 de abril de 2007

PAPAGAIO ASSUSTADO

Um homem comprou um papagaio, mas quando chegou a casa foi uma decepção. O papagaio resmungava, reclamava e xingava o dia inteiro. O dono tentou amansar o louro lendo poesia, tocando música clássica, mas não teve jeito. Passou a gritar, bater, ameaçar, mas o papagaio ficava ainda pior.
Num momento de fúria, o dono pegou no papagaio e meteu-o dentro do frigorífico.
O papagaio começou a xingar de tudo quanto era nome, mas subitamente, menos de 20 segundos depois, calou-se sem terminar o ultimo palavrão.
Pensando ter morto o papagaio, o dono abriu a porta do frigorífico e o louro começou o seu “discurso”:
- Sei que o meu linguajar tem sido mais do que inapropriado a este ambiente familiar e que a minha atitude não condiz com a atenção que o senhor me tem dado. Gostaria de apresentar-lhe as minhas sinceras desculpas e informar que daqui por diante me portarei adequadamente.
- Isso é bom mesmo!
- Retruca o dono.
E o louro quase chorando perguntou:
- Só por curiosidade, o que foi que o frango fez para estar assim?
EFEMÉRIDE - Leonardo di ser Piero da Vinci, pintor, arquitecto, escultor, físico, astrónomo, sábio, geólogo, geómetra, anatomista, alquimista, inventor visionário, engenheiro mecânico, relojoeiro, urbanista e cientista italiano, nasceu em Anchiano, pequena aldeia toscana, em 15 de Abril de 1452. Morreu no dia 2 de Maio de 1519, em Cloux, Amboise, em França, local onde foi sepultado. É considerado um dos maiores génios da história da Humanidade, devido ao seu talento extraordinário e multifacetado. Segundo estudos efectuados no século XX, o seu Q.I. situar-se-ia entre 180 e 220. As suas duas obras mais conhecidas são “A Última Ceia” e a “Mona Lisa”.
Viveu em plena Renascença e foi o seu expoente máximo. Ao contrário dos homens da Idade Média, que viam em Deus a razão de todas as coisas, os renascentistas acreditavam no poder humano de julgar, de criar e de construir. Esta a razão porque a época, também conhecida por Humanista, se caracterizou por progressos enormes nas artes, nas leis e nas ciências.
Com catorze anos, mudou-se para Florença e iniciou o seu aprendizado no atelier de Mestre Verrocchio. Além de pintura, Leonardo aprendeu igualmente escultura, arquitectura, óptica, perspectiva, música e botânica.
Aos vinte anos, já era membro da Corporação de São Lucas, grémio dos pintores florentinos, começando a emancipar-se do seu mestre e recebendo encomendas directamente. Viveu depois em Milão, Roma e França.
Dele restam hoje cerca de 7 000 notas e desenhos, assim como quarenta obras atestadas, das quais oito desapareceram. Entre as suas múltiplas actividades em todos os domínios, fundou a anatomia científica, dissecando cadáveres, quase em segredo, para evitar a Inquisição. Estudou a circulação do sangue e a mecânica dos olhos. Concebeu estátuas equestres grandiosas, das quais só os desenhos chegaram aos nossos dias. Homens do calibre de Leonardo da Vinci, só aparecem um em cada milénio!

sábado, 14 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Joaquim Soeiro Pereira Gomes, um dos maiores nomes do neo-realismo literário português, nasceu em Gestaçô, no distrito do Porto, em 14 de Abril de 1909. Morreu, bastante novo, em Lisboa, no dia 5 de Dezembro de 1949. Militante comunista, na sua obra está sempre presente a denúncia das desigualdades, das prepotências e das injustiças.
Fez a instrução primária em Espinho, tirou o Curso de Regente Agrícola em Coimbra e foi mais tarde trabalhar para Angola. Um ano e pouco depois, regressou a Portugal fixando-se em Alhandra.
Em 1939, começou a publicar artigos no jornal “O Diabo” e “Sol Nascente” e, dois anos depois, publicou a sua obra­-prima “Esteiros”. A primeira edição foi ilustrada por Álvaro Cunhal, secretário-geral do Partido Comunista. Soeiro Pereira Gomes dedicou este livro «aos filhos dos homens que nunca foram meninos». O livro “Engrenagem”, escrito mais tarde, seria dedicado aos «trabalhadores sem trabalho - rodas paradas duma engrenagem caduca».
Adoeceu vítima de tuberculose e foi impedido de receber assistência médica, devido à clandestinidade a que tinha recorrido em 1944, para evitar a repressão salazarista. Morreu e foi sepultado em Espinho. No seu túmulo, apenas esta frase: «A tua luta foi uma dádiva total».
Para além da literatura e da actividade profissional, como quadro superior na “Cimentos Tejo”, foi também um notável dinamizador social. Organizava cursos de ginástica para os operários, ajudou a criar várias bibliotecas e deu força ao projecto de construção de uma piscina para o povo da terra em que vivia. Organizava igualmente passeios de barco pelo Tejo onde, a pretexto de confraternização, se discutia política e se estabeleciam contactos, longe dos olhares da polícia política.
INCREDULIDADE

A família estava à mesa a almoçar. Os garotos resolveram gozar com o avô e meteram-lhe um viagra no café. Passados uns minutos, o avô levanta-se e anuncia que precisa de ir ao WC. Quando regressa, passados uns minutos, tem as calças ensopadas...
- Que aconteceu, avô?
- Sinceramente não faço ideia... Precisei de fazer xixi, tirei a pila para fora, vi que não era a minha e voltei a pô-la para dentro...

sexta-feira, 13 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Seamus Justin Heaney, um dos poetas de língua inglesa mais conhecidos do século XX, nasceu em Casteldown, condado de Derry, na Irlanda do Norte, em 13 de Abril de 1939.
Foi em 1962 que começou a publicar os seus primeiros poemas e, quatro anos mais tarde, editou o primeiro livro de poesia “Morte de um Naturalista”. A sua vida passou a ser partilhada entre o Ensino e a Escritura. Em 1972, foi para Dublin como professor e trabalhou igualmente como jornalista na Televisão Irlandesa. Em 1981, foi colocado na Universidade de Harvard e, dois anos mais tarde, fundou uma companhia teatral. Em 1989, passou para a Universidade de Oxford, onde foi reger a cadeira de Poesia, até 1994.
Em 1990, publicara a peça The Cure At Troy, baseada na lenda de Tróia, que teve um grande sucesso. Em 1995, recebeu o Prémio Nobel de Literatura.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Raul d'Ávila Pompéia, contista, cronista e romancista brasileiro, nasceu em Jacuecanga, actual Angra dos Reis, em 12 de Abril de 1863. Suicidou-se no Rio de Janeiro, em 25 de Dezembro de 1895.
Bom estudante, desde muito novo se distinguiu como desenhador, caricaturista e redactor do jornalzinho “O Archote”. Em 1880, publicou o seu primeiro romance “Uma tragédia no Amazonas”. No ano seguinte, entrou para a Faculdade de Direito de São Paulo, onde se distinguiu, participando em grupos que visavam a abolição da escravatura e a implantação da República. Participou activamente em manifestações estudantis e começou a publicar poemas seus no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Acabou o curso no Recife. De regresso ao Rio, iniciou-se no jornalismo profissional e, integrando-se em tertúlias boémias e intelectuais, foi-se impondo também como escritor naturalista.
Em 1888, publicou o seu principal romance “O Ateneu”, que o consagraria definitivamente como escritor de eleição. Depois da proclamação da República, prosseguiu com actividades políticas que, em 1895, levaram à sua demissão do cargo que ocupava na Biblioteca Nacional.
Abatido emocionalmente, também por razões de ordem pessoal que o opunham a Olavo Bilac, que o acusara de ser homossexual, pôs termo à vida num triste dia de Natal.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

EUTANÁSIA

Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver e de morrer…
Eu disse-lhe:
- Nunca me deixes viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos... Se me vires nesse estado, desliga tudo o que me mantenha vivo, sim?
Ela levantou-se, desligou a televisão e deitou a minha cerveja fora.
Quase que lhe dei porrada!
EFEMÉRIDE - Bento de Goes, primeiro explorador europeu do caminho terrestre entre a Índia e a China, através da Ásia Central, morreu em Sochaw, na China, no dia 11 de Abril de 1607. Nascera em Vila Franca do Campo, nos Açores, em dia impreciso, no final de Julho de 1562, tendo sido baptizado em 9 de Agosto desse mesmo ano, com o nome de Luís Gonçalves.
Aquela viagem foi considerada uma das maiores explorações da história da humanidade, não inferior à de Marco Pólo, três séculos antes. Bento de Goes foi soldado na Índia, por volta dos seus vinte anos. Ali levou uma vida boémia até ao momento em que, segundo a lenda, teria tido uma “visão”, numa pequena igreja de aldeia. Decidiu então entrar para a Companhia de Jesus, o que foi concretizado em Goa. Dois anos depois, resolveu abandonar a Companhia e viajou por vários reinos asiáticos. Em 1588, regressou à Casa dos Jesuítas, em Goa, e mudou o seu nome para Bento de Goes.
Em Setembro de 1602, iniciou a grande odisseia, partindo de Goa com um pequeno grupo, para uma viagem de mais de 6 mil quilómetros, a efectuar em mais de três anos. A viagem, como se imagina, não foi fácil, devido aos vários conflitos na região e aos desertos e montanhas que tiveram de atravessar. Além disso, a maior parte do percurso foi feito através de territórios dominados pelos muçulmanos, que nutriam grande animosidade pelos cristãos. No começo de 1606 chegou por fim a Sochaw. Doente e quase sem meios de subsistência, comunicou o facto por carta ao padre Matteo Ricci, residente em Pequim, que lhe enviou o padre João Fernandes, um jesuíta de origem chinesa, para o trazer. No entanto, quando o padre Fernandes chegou junto de Bento de Goes, já este estava moribundo.
Bento de Goes tinha grandes conhecimentos das culturas e costumes asiáticos, dominando várias línguas, entre elas o persa e o turco, tendo registado toda a sua viagem num diário. Este documento seria, no entanto, quase completamente destruído, porque também lá estavam indicadas as quantias que outros lhe deviam... Acabou por ser o padre Ricci quem, juntando cartas, outros documentos e restos do diário de Bento de Goes, escreveu uma narrativa da sua “odisseia”. Ignora-se onde foi sepultado, porventura algures junto da Muralha da China.

terça-feira, 10 de abril de 2007

MILAGRE

Uma solteirona descobre que uma amiga ficou grávida só com uma oração que rezou na igreja duma aldeia próxima.
Uns dias depois foi a essa aldeia e disse para o Padre:
- Bom dia, Padre.
- Bom dia, minha filha. Em que posso ajudar?
- Sabe Padre, soube que uma amiga minha veio aqui e ficou grávida só com uma Ave-maria.
- Não minha filha, foi com um Padre nosso, mas já o transferimos...
EFEMÉRIDE - Gibran Khalil Gibran, ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa, morreu em Nova Iorque, no dia 10 de Abril de 1931. Nasceu no Líbano, em 6 de Janeiro de 1883, mas passou a maior parte da sua vida nos Estados Unidos.
Khalil Gibran produziu uma obra literária impregnada de misticismo oriental, que alcançou notoriedade em todo o mundo. Ele foi influenciado pela Bíblia e pelos escritores Nietzsche e William Blake. Ainda hoje ele é um dos poetas do Médio Oriente mais conhecidos no Ocidente, sobretudo através de “O Profeta”, que é considerada uma obra humanista e universal, cujos temas principais são a liberdade, o amor e o respeito pelos outros. É autor de muitos outros e notáveis livros, uns escritos em árabe e outros directamente em língua inglesa.
Quatro frases, ao acaso, de sua autoria (tradução livre):
- “O amigo é a resposta aos teus desejos. Não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas, porque ele deve preencher a tua necessidade e não o teu vazio”.
- “Cada vez, mais desesperadamente, o homem procura dilatar o tempo, que já não tem”.
- “O amor é a única flor que brota e cresce sem a ajuda das estações”.
- “A sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar”.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - François Rabelais, que utilizou o pseudónimo de Alcofribas Nasier em muitas das suas obras, padre, escritor e médico francês do Renascimento, morreu em Paris, no dia 9 de Abril de 1553. Nascera em La Devinière, perto de Chinon, Indre-et-Loire, em data imprecisa de 1483 ou 1484.
O nome de Rabelais ficou para a posteridade, sobretudo pela sua obra-prima Gargantua e Pantagruel. Terá sido um religioso de fraca vocação, mas que tinha grande interesse pelo saber e pelas ciências, com um espírito muito ousado e voltado para a modernidade e para as reformas.
Teria estudado Direito, após a formação teológica. Os seus escritos, quase sempre cómicos e satíricos, causaram-lhe graves problemas com os poderes instituídos, mais a mais num tempo em que a intolerância imperava em França. Viu confiscados os seus livros, passou dos Franciscanos para a Ordem dos Beneditinos e interessou-se pela Medicina, acabando por se doutorar.
A publicação do “Terceiro Livro”, em 1546, levou-o a refugiar-se em Metz e, depois, a fixar-se dois anos em Roma. Rabelais não levou uma vida ainda mais atribulada porque, de certa forma, foi protegido pelo Bispo de Paris e futuro Cardeal, Jean du Bellay, que favoreceu vários “humanistas” da época.
Em 1552, publicou o “Quarto Livro”, que foi censurado pelos teólogos, tendo resignado da vida religiosa e morrido no ano seguinte.

domingo, 8 de abril de 2007

PASSATEMPO…

…Famoso nos Estados Unidos. Clique no link abaixo.
Se “o boneco” ficar entalado, clique nele e arraste com o rato... Gire bastante, pendure-o pela perna ou pelo braço, bata com a cabeça dele nas bolas, etc., etc.... Divirta-se!

http://www.planetdan.net/pics/misc/georgie.htm
UM MILIONÁRIO NO ESPAÇO

O milionário americano Charles Simonyi é o 5º turista do espaço. Partiu ontem, a bordo da cápsula russa Soyuz.
Com 58 anos, C. Simonyi é um dos fundadores da Microsoft e “pai” de Word e Excel, dois dos programas informáticos mais utilizados no mundo. A realização deste sonho custou-lhe a módica quantia de 25 milhões de dólares. Siga a viagem ao segundo no site:
www.charlesinspace.com.
O acesso pode ser lento, porque tem milhões de visitantes, mas com um pouco de sorte e consoante a hora, pode acedê-lo, como eu, em menos de um minuto.
in "Público" de hoje
EFEMÉRIDE - Jacques Romain Georges Brel, autor, compositor e cantor belga, nasceu em Schaarbeek, perto de Bruxelas, em 8 de Abril de 1929, tendo falecido em França, Bobigny, no dia 9 de Outubro de 1978.
Pouco inclinado para os estudos, cedo começou a denotar interesse pelas artes e, com 15 anos, já colaborou na criação de um grupo de teatro, actuando em várias peças, escrevendo pequenas histórias e improvisando músicas ao piano, para acompanhar os seus próprios poemas.
No começo dos anos “50”, deixou de trabalhar na fábrica do pai, continuou a escrever canções e estreou-se a cantar em bares de Bruxelas, acompanhando-se a si próprio à guitarra. Em 1953, gravou o seu primeiro disco e partiu para Paris, onde cantou em muitos locais. Na segunda metade desta década, chegou a participar em 7 espectáculos numa só noite. Em 1959, já celebrizado pelas suas canções, cantou no famoso Bobino, em Paris, e em Bruxelas, em L’Ancienne Belgique, ao lado de Charles Aznavour. Foi criando temas que abordavam, de maneiras diversas, as realidades e problemas do quotidiano, trabalhando sempre a um ritmo infernal. Em 1966, portanto com 37 anos, anunciou que ia deixar de cantar em público e participou em vários espectáculos de despedida, o último dos quais em 1967, em Roubaix. Virou-se então para o Teatro e para o Cinema, não só como actor mas também como realizador. Teve êxito mas, eterno insatisfeito da vida, abandonou tudo e foi vaguear pelo mundo. Detentor de brevets aéreo e marítimo, comprou um veleiro de 19 metros, com o qual decidiu - em 1974 - dar a volta ao mundo. Ao aportar aos Açores, tomou conhecimento da morte de um grande amigo e um mês depois foi-lhe detectado um tumor num pulmão. Foi operado e, dois meses mais tarde, retomou o veleiro e reatou a grande viagem. Em 1975, aportou às Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa. Decidiu ali habitar e comprou um avião bimotor, utilizando-o não só para as suas deslocações, mas também para transportar gratuitamente pessoas e correio “inter ilhas”, afim de quebrar o isolamento das populações
Fiel a uma das suas divisas (“Tenho mais medo de ser um velho cretino, do que de morrer”), Brel parecia preparar-se para o fim. Em 1977, discretamente, deslocou-se a Paris para gravar o seu último disco, chamado simplesmente Brel. Alheio ao sucesso (700 000 discos vendidos, no primeiro dia), voltou logo para a “sua” ilha. Em 1978, sentindo-se bastante doente, voltou a Paris e foi internado com uma embolia pulmonar. Morreu numa madrugada de Outubro e fez então a sua última viagem para a Polinésia, onde quis ser sepultado. Tinha 49 anos. Não longe do seu túmulo, jazem os restos mortais do, também célebre e enamorado da ilha, pintor Paul Gauguin.

sábado, 7 de abril de 2007

Piropo moderno...

Empregada “inteligente”

O adolescente ralha com a empregada:
- Oh, Maria! Você tinha-me prometido que não ia contar à minha mãe a que horas eu cheguei ontem a casa!
- Mas eu não contei!
- Protestou Maria
- Quando ela me perguntou, eu disse simplesmente que estava tão ocupada preparando o café da manhã que nem vi que horas eram!...

Bife Pequeno

No restaurante, o cliente chama o empregado:
- Por favor!
- Diga, senhor.
- Está vendo o tamanhinho do bife que me trouxe?
- De facto, tem razão. É pequeno mesmo, mas o senhor vai ver como vai demorar tempo a comer!...
EFEMÉRIDE - Henry Ford, empresário americano, fundador da Ford Motor Company e primeiro construtor a aplicar a montagem em série aos automóveis, de modo a que eles pudessem ser vendidos em massa e a preço mais acessível, morreu em Dearborn, no dia 7 de Abril de 1947, vítima de hemorragia cerebral. Nascera em Springwells, em 30 de Julho de 1863.
Muito precoce e interessando-se por tudo o que se relacionasse com mecânica, aos quinze anos construiu o seu primeiro motor a vapor. O primeiro motor Ford seria construído em 1893 e o primeiro automóvel em 1896.
O facto de ter revolucionado a indústria automóvel é importante, não só por si, mas também pelo que isso contribuiu para a evolução da era moderna. Com Henry Ford, porém, tudo tinha começado de forma quase artesanal. A notar que o seu primeiro motor foi montado na bancada da cozinha.
Quando adoptou a montagem em série das viaturas, escolheu como cor única a cor preta e costumava dizer, em tom jocoso: «Podem ter o carro da cor que quiserem, desde que seja preto…»
Foi um empresário milionário de grande sucesso, mas não se deve branquear os seus aspectos mais negativos: nos anos 1920/40 demonstrou de várias formas o seu anti-semitismo quase doentio e colaborou, por fim, no esforço de guerra alemão.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Raffaello Sanzio, mais conhecido simplesmente por Rafael, mestre da pintura e da arquitectura da Renascença italiana, nasceu em Urbino, no dia 6 de Abril de 1483. Morreu no mesmo dia e mês, em Roma, no ano de 1520.
Foi seu pai, poeta e também pintor, que lhe ensinou a dar os primeiros passos como artista. Rafael, que veio a ficar órfão de pai e mãe aos onze anos, aos dezasseis já era considerado Mestre, o que lhe dava direito a ter um atelier, ajudantes e alunos.
Em 1504, foi para Florença, atraído pelos trabalhos que ali estavam a ser feitos por Leonardo da Vinci e Miguel Ângelo. Ali ficou durante quatro anos, período em que foi bastante influenciado pelas composições e pelas técnicas daqueles dois grandes artistas.
Em 1508, o Papa Júlio II contratou os seus serviços e Rafael foi para Roma, começando a ser conhecido como “Príncipe dos Pintores”.
Com a morte do Papa em 1513 e a nomeação do seu sucessor Leão X, Rafael viu ainda aumentadas as suas responsabilidades e influência, sendo nomeado, em 1514, Arquitecto do Vaticano. Assumiu as obras em curso na Basílica de São Pedro e nas Galerias do Vaticano, realizando composições bem mais simples, como que querendo compensar a grandeza da Capela Sistina, pintada por Miguel Ângelo. No ano seguinte, foi designado para supervisionar a conservação de todas as inscrições latinas em mármore e, em 1517, foi nomeado responsável geral pelas antiguidades romanas, tendo mesmo executado um mapa arqueológico da cidade de Roma.
Morreu aos 37 anos, acometido por uma febre fatal, porventura causada pela malária. Conseguira, no entanto, executar até ao fim aquela que seria a sua obra-prima - “A Transfiguração”, que é um “resumo” de todas as suas criações.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

REMÉDIO PARA DIARREIA

Entra um senhor desesperado na farmácia e grita:
- Rápido, me dê algo para a diarreia! Urgente!
O empregado da farmácia, que era novo no ramo, fica muito nervoso e dá-lhe o remédio errado: um remédio para acalmar os nervos.
O senhor, com muita pressa, pega no remédio, paga e vai-se embora.
Horas depois, chega novamente o senhor que estava com diarreia e o farmacêutico diz-lhe:
- Mil desculpas, senhor. Creio que por engano lhe dei um medicamento para os nervos, em vez de um remédio contra a diarreia. Como se está sentindo?
O senhor responde:
- Borrado... mas muito tranquilo…
EFEMÉRIDE - Irwin Allen Ginsberg, poeta americano e membro fundador da geração “beat”, morreu em Nova Iorque, no dia 5 de Abril de 1997. Nascera em Newark, Nova Jersey, em 3 de Junho de 1926.
O comportamento de sua mãe, completamente paranóico, levou a que Allen se tornasse numa criança tímida e extremamente complicada.
Foi na escola secundária que começou a interessar-se pela poesia. Quando ingressou na universidade, relacionou-se com um grupo de jovens que, para além de gostarem de literatura, se dedicavam também à delinquência, às drogas e ao sexo desregrado. Allen ajudava-os a entrar nos meandros da literatura e, simultaneamente, ia perdendo a timidez e a ingenuidade, experimentando drogas e frequentando bares “gay”, na célebre Greenwich Village. O estilo de vida que levava, em que parecia procurar a loucura da própria mãe, trouxe-lhe mesmo a necessidade de tratamento psiquiátrico.
Em 1955, já tinha muita poesia escrita, mas quase nada publicado. Foi então que publicou Howl, um longo poema, considerado por muitos como obsceno e pornográfico, mas que lhe trouxe muita popularidade. Seguiram-se outros poemas, entre os quais Kaddish, uma meditação sobre a loucura e a morte de sua mãe.
Sentindo-se enfim mais “livre”, percorreu o mundo, descobriu o budismo e apaixonou-se por Peter Orlovsky, que seria seu companheiro durante três décadas. No início dos anos “60”, com a popularidade a crescer, lançou-se no universo hippie, ajudou a divulgar o psicadélico LSD e colaborou em muitos eventos, desde a condução de uma imensa multidão para cantar um mantra indiano até a protestos contra a guerra no Vietname. Mais tarde, aceitou um guru tibetano como seu guia pessoal e, juntamente com a poetisa Anne Waldman, criou uma escola de poesia. Quando morreu, já era considerado pelo FBI, desde há muito, como uma séria ameaça à segurança interna dos Estados Unidos…

quarta-feira, 4 de abril de 2007

4 DE ABRIL - CAZUZA

EFEMÉRIDE - Agenor de Miranda Araújo Neto, conhecido como Cazuza, compositor, autor de letras e cantor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, em 4 de Abril de 1958, tendo morrido na mesma cidade, em 7 de Julho de 1990.
Filho de um produtor fonográfico, cedo começou a ter contacto com o mundo da música. Os seus primeiros poemas e letras datam de 1965, portanto com sete anos de idade. Em 1974, esteve de férias em Londres e conheceu de perto a música de vários cantores, entre os quais Jimi Hendrix e os Rolling Stones, de quem se tornou fã. Em 1978, entrou para a Universidade mas, um mês depois, abandonou o Curso de Comunicação, para trabalhar com o pai.
Esteve depois nos Estados Unidos, voltando em 1980 ao Rio, onde colaborou com um grupo teatral. Iniciou então a sua carreira de cantor, como vocalista da banda “Barão Vermelho”, apresentando-se no Rock in Rio. Nesse período, Caetano Veloso declarou que «Cazuza era o grande poeta da sua geração».
Infectado pelo HIV, abandonou a banda porque queria ter mais tempo para compor e escrever poesia. Continuou no entanto a cantar a solo, ainda com mais sucesso. Só em 1989, admitiu publicamente a doença, morrendo um ano depois. Cazuza, apesar de ter vivido apenas 32 anos, deixou uma obra meritória. O seu show “Ideologia”, com direcção de Ney Matogrosso, viajou por todo o Brasil e foi adoptado para a televisão pela TV Globo. Em 2004, foi realizado um filme contando a história da sua vida: “Cazuza - O Tempo Não Pára”.
Após a morte de Cazuza, sua mãe criou a Sociedade Viva Cazuza, para amparo e apoio a crianças portadoras do vírus.

terça-feira, 3 de abril de 2007

SIMPLES CURIOSIDADE…
…MAPAS DO ”METRO” DE TODO O MUNDO:

http://www.amadeus.net/home/new/subwaymaps/en/index.htm
EFEMÉRIDE - Henry Graham Greene, escritor britânico, autor de novelas, contos, ensaios e peças teatrais, crítico de literatura e de cinema, faleceu em Vevey, na Suíça, em 3 de Abril de 1991. Nascera em Berkhamsted, no condado de Hertfordshire, em Inglaterra, no dia 2 de Outubro de 1904.
Licenciou-se na Universidade de Oxford, tendo começado a sua carreira como jornalista, no Times. Publicou ao todo cerca de sessenta romances.
Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou para a espionagem inglesa (M16), tendo dirigido uma delegação na Serra Leoa. Essa a razão porque a espionagem é um tema e um pano de fundo recorrentes na maior parte da sua obra.
Publicou o primeiro livro, uma recolha de poesia, em 1925. O seu primeiro sucesso foi o romance O Expresso do Oriente, a que se seguiram O Poder e a Glória, O Nosso Homem em Havana e O Factor Humano. Muitos dos seus livros foram adaptados ao cinema, um deles - O Terceiro Homem - com guião escrito por ele próprio.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Novo airbag...
(espere um pouco para ver)

EFEMÉRIDE - Émile Zola, escritor francês, nasceu em Paris no dia 2 de Abril de 1840, tendo morrido na mesma cidade, em 29 de Setembro de 1902, vítima de inalação de monóxido de carbono. Zola, um dos melhores escritores da literatura francesa, foi o criador e o maior expoente do Naturalismo.
Não conseguiu, por duas vezes, obter o Bacharelato, por dificuldades na disciplina de Francês… Em virtude da morte do pai, foi obrigado a ir trabalhar bem cedo, tendo tido vários empregos entre eles um na Alfândega. Iniciou a sua vida literária escrevendo em vários jornais, fazendo sobretudo Crítica política e religiosa.
Em 1898, escreveu na primeira página do jornal L’Aurore (13 de Janeiro) uma carta aberta ao Presidente da República francês (J'accuse), acusando o governo de anti-semitismo, por julgar e condenar por traição, Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês. Esta carta acabaria por levar à revisão do processo e à reabilitação de Dreyfus, já depois da morte de Zola.
As obras de Émile Zola pautam-se por um extremo rigor. Por vezes, ia viver de perto as situações que descrevia nos seus livros, como aconteceu no caso da sua obra-prima “Germinal”, em que passou dois meses a trabalhar numa mina de carvão, convivendo dia-a-dia com os mineiros.
Escreveu poesia, peças de teatro, novelas e muitos (e extraordinários) romances. As suas obras estiveram na origem de mais de sessenta filmes, em várias línguas, pelo mundo fora.

domingo, 1 de abril de 2007

EFEMÉRIDE - Milan Kundera, escritor de línguas checa e francesa, nasceu em Brno, na então Checoslováquia, em 1 de Abril de 1929.
Por influência do pai, começou por estudar música e aprendeu a tocar piano. Após o ensino secundário, estudou Literatura e Estética na Faculdade das Artes, mudando depois para a Escola Superior de Cinema de Praga.
Em 1950, interrompeu os estudos por desentendimentos com o partido comunista checo. Retomou a colaboração com o Partido em 1956, voltando a desentender-se em 1970. Não era considerado um “inimigo do socialismo”, mas simultaneamente era apontado como “subversivo”, pela sua maneira de pensar e de escrever.
O seu primeiro livro “O Homem, este vasto jardim” é uma recolha de poemas líricos. Alguns anos mais tarde publicou “O último Maio”, uma peça política que homenageia um herói da resistência comunista, durante a ocupação nazi. Novo livro de poemas “Monólogos” em 1957. Seguem-se vários livros, muitos dos quais criticando o regime checoslovaco.
Foi viver para França em 1975, ensinando na Universidade de Rennes. Em 1978 mudou-se para Paris e naturalizou-se francês três anos mais tarde.
Entre os muitos prémios que recebeu, salienta-se o Commom Wealth Award (1981) pelo conjunto da sua obra e o Prémio Jerusalém em 1985. A sua principal obra “A Insustentável Leveza do Ser” (1984) foi adaptada ao cinema em 1988. Só em 1995, Milan Kundera escreveu o seu primeiro livro directamente em francês. Curiosamente algumas das suas obras passaram a criticar a Europa ocidental e o mundo contemporâneo.

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