sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O VALOR DA LIBERDADE
(quadras)

1

Dar valor à Liberdade
Só quando já não a temos,
É uma simples verdade
Que por vezes esquecemos.

2

Viver sem a Liberdade
É viver aguilhoado,
Sem lutar p’la verdade
Sempre e sempre ajoelhado.

3

A Liberdade é um bem
E um valor precioso,
Tanto p’ra um Zé-ninguém
Como p’ra um ser famoso.


Gabriel de Sousa


Sinfonia Brasileira - André Rieu
Feliz Novo Ano para todos (as) !!

EFEMÉRIDE – Alexander “Alex” Chapman Ferguson, ex-jogador e treinador de futebol escocês, nasceu em Glasgow no dia 31 de Dezembro de 1941. Actualmente é treinador e dirigente do Manchester United. Ganhou mais troféus que qualquer outro treinador na história do futebol inglês e já dirigiu o Manchester United em mais de mil partidas. Estando há 24 anos no clube, é o treinador que permaneceu mais tempo à frente do Manchester tendo ultrapassado recentemente a marca de Matt Busby.
Alex Ferguson cresceu em Govan. Frequentou a escola primária “Broomloan Road” e, mais tarde, a “Govan High School”.
Iniciou a sua carreira de jogador no Queen’s Park, fazendo a sua estreia aos 16 anos. Como o clube era amador, trabalhava simultaneamente nos estaleiros navais de River Clyde como aprendiz.
Embora tivesse marcado 20 golos nos 31 jogos que jogou, transferiu-se para o St. Johnstone em 1960. Quatro anos mais tarde assinou pelo Dunfermline, tornando-se profissional.
Em 1967, juntou-se aos Glasgow Rangers por 65 000 libras. No ano seguinte, assinou pelo Falkirk. Foi promovido a jogador-treinador, antes de se transferir para o Ayr United, onde encerrou a sua carreira. Foi duas vezes Campeão da Escócia (1963 e 1970).
Como treinador, teve uma rápida passagem pelo East Stirlingshire e pelo St Mirren (com o qual foi Campeão Escocês em 1977), antes de viver um período altamente bem sucedido no Aberdeen, com o qual conquistou três títulos no Campeonato Escocês (1980, 1984 e 1985), competição que era quase sempre dominada pelos arqui-rivais Celtic e Rangers, e quatro Taças da Escócia (1982, 1983, 1984 e 1986). Ganhou também a Taça dos Vencedores de Taças em 1983 e a Taça das Taças da UEFA no mesmo ano. Era em resumo o melhor treinador da Escócia, tendo assumido temporariamente a equipa nacional, devido à morte de Jock Stein, e comandado a Selecção Escocesa nos Mundiais de 1986, antes de se tornar treinador do Manchester United no mesmo ano.
No Manchester United tornou-se o treinador mais bem sucedido em Inglaterra, tendo ganho onze vezes a “Premier League” e quatro vezes a Taça da Liga. Em 1999, tornou-se o primeiro treinador de uma equipa inglesa a ganhar a “tríplice coroa”, vencendo a “Premier League”, a “FA Cup” e a “UEFA Champions League”. É igualmente o único treinador a ter ganho 5 vezes a “FA Cup”.
Ganhou ainda a Taça das Taças e a Super Taça da UEFA (1991), a Taça Intercontinental (1999), a Liga dos Campeões (1999 e 2008) e a Taça do Mundo da FIFA (2008).
São muitas as pessoas que não “suportam” Ferguson dentro do clube. Por detrás da sua fachada simpática, está um homem muito autoritário, capaz de intimidar todos, desde os seus companheiros da direcção até aos melhores jogadores e aos jornalistas. Exerce um controlo absoluto no vestiário e enfurece-se por qualquer motivo por mais banal que seja. É autor da frase «Nenhum jogador é maior que o clube». Um grande exemplo disso foi quando atirou um par de botas à cara de Beckham. O jogador levou cinco pontos no supercílio, mas fez questão de não levar o incidente por diante. Assim que pôde, mudou-se do clube. Esta linha disciplinar, que ele adopta sobretudo com jogadores altamente bem pagos e de alto perfil, será uma das razões para o seu sucesso no Manchester United. Em 1993 foi eleito “Treinador do Ano” pela League Managers' Association, prémio que ganhou por mais 5 vezes.
É Oficial e Comendador da Ordem do Império Britânico (1983 e 1995), tendo recebido em 1999 o título de “Sir”.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010


O falhanço do ano!
EFEMÉRIDETony Carreira, de seu verdadeiro nome António Manuel Mateus Antunes, cantor português muito popular sobretudo entre as comunidades portuguesas de emigrantes, nasceu em Pampilhosa da Serra no dia 30 de Dezembro de 1963.
Fez os seus estudos em França, trabalhando depois num talho até aos 22 anos. Viveu na região parisiense até 1987.
O seu nome artístico foi escolhido em 1988 pelo produtor francês Patrick Oliver, durante a gravação do seu primeiro disco. Nesse mesmo ano, participou no Prémio Nacional de Música, na Figueira da Foz, com a canção “Uma Noite e o Fado”, onde foi uma das 8 canções seleccionadas, com vista a escolher uma para o Festival da RTP.
Assinou um contrato discográfico, em 1990, com a “Discossete”. O primeiro disco para esta editora foi gravado em 1991, com o título “É Verão Portugal”.
Em 1993 celebrou novo contrato, desta feita com a editora “Espacial”. Gravou o disco “Português de Alma e Coração”, que foi “Disco de Ouro”. Neste mesmo ano, conheceu Dino Meira, de quem se tornou grande amigo. A ele dedicou a canção “Adeus Amigo”, editada no ano seguinte, após o seu desaparecimento. O álbum onde ela estava incluída ganhou o “Disco de Platina”.
A canção “Sai Destino”, gravada em 1995, tornou-se um grande êxito e marcou definitivamente o estilo romântico que caracteriza a sua obra.
Obteve mais um Disco de Platina em 1996, com o álbum “Adeus Até Um Dia”. Participou também nesse ano, na gravação do disco “Mãe Querida”, no qual cantaram igualmente outros artistas.
Em 1998, o novo álbum “Sonhador, Sonhador” completou o ciclo dos primeiros 10 anos de actividade artística.
O ano de 1999 trouxe uma viragem à sua carreira, começando a dedicar-se a baladas de amor. Editou o álbum “Dois Corações Sozinhos”, que ganhou um “Disco de Platina”. Recebeu o Prémio da TVI para a Melhor Interpretação Masculina e para a Melhor Canção Romântica.
Em Janeiro de 2000, conheceu a consagração no teatro “Olympia” de Paris. O seu espectáculo foi gravado, dando origem à edição do álbum “Tony Carreira ao vivo no Olympia”, que viria a obter “Tripla Platina”. Manteve-se nas listas dos discos mais vendidos durante 54 semanas, 37 das quais em primeiro lugar.
No ano seguinte regressou ao “Olympia”, novamente com grande sucesso. O ano de 2002 levou o cantor a um espectáculo no Coliseu de Lisboa.
Celebrou 15 anos de carreira em 2003, com um grande concerto no “Pavilhão Atlântico” em Lisboa. Foi gravado em CD e DVD, com o nome “15 anos de Canções - Ao Vivo No Pavilhão Atlântico”, tornando-se Quádrupla Platina.
Em Maio de 2006, realizou novo concerto no “Pavilhão Atlântico”, com lotação esgotada várias semanas antes. Em Dezembro foi lançado um novo álbum intitulado “A Vida Que Eu Escolhi”, composto por músicas inéditas e que representará possivelmente o auge da sua carreira como poeta e intérprete de canções de amor. Este álbum obteve grande êxito, chegando também à “Quádrupla Platina”.
No âmbito da celebração dos 20 anos de carreira, apresentou-se ao público em Março de 2008 para dois concertos no Pavilhão Atlântico, ambos com lotação esgotada.
Ainda em 2008, lançou novo disco, “O Homem Que Sou”, que se viria a revelar um sucesso, tendo atingido o primeiro lugar nas tabelas de vendas discográficas portuguesas.
É casado e pai de três filhos, Sara, David e Mickael Carreira, tendo este último seguido as pisadas do pai como cantor e músico.
Tem sido cabeça de cartaz durante anos, sendo um dos raros artistas portugueses a ter enchido salas de espectáculo como o “Pavilhão Atlântico”, o “Coliseu de Lisboa”, o “Zénith” e o “Olympia”.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDECharles Goodyear, químico e inventor norte-americano, conhecido por ter descoberto a vulcanização da borracha (na base de numerosas aplicações industriais), nasceu em New Haven no dia 29 de Dezembro de 1800. Morreu em Nova Iorque, em 1 de Julho de 1860.
Começou a trabalhar com catorze anos numa quinquilharia de Filadélfia, que veio a falir. Em 1818, foi admitido na pequena fábrica de botões de marfim fundada pelo pai. Casou e teve doze filhos, seis dos quais morreram muito novos por complicações de saúde provocadas por má nutrição, devida a dificuldades financeiras da família.
Depois dos estudos, a pedido do gerente da “Roxbury Índia Rubber Company”, começou a estudar a forma da borracha poder resistir a variações de temperatura (1834).
Em 1842, após várias tentativas sem sucesso, utilizou um método em que misturava enxofre, borracha e vapor sob pressão, conseguindo obter borracha vulcanizada.
Multiplicou então as suas invenções (barcos salva-vidas, rodas, vestuário, instrumentos de música, etc.). Enquanto isso, outro inventor - o britânico Thomas Hancock - , foi mais lesto que ele a registar a patente da vulcanização, depois de ter descoberto vestígios amarelos de enxofre nas amostras de Goodyear, o que lhe revelou o processo utilizado.
Charles Goodyear, depois de vários negócios mal sucedidos, acabou por não tirar qualquer proveito das suas invenções. Passou os últimos anos de vida a perseguir judicialmente aqueles que ele acusava de “pirataria de patentes”. Trinta e dois processos no tribunal reduziram a nada as suas economias. Nos anos 1850, foi mesmo detido durante uma viagem a Paris por não ter dinheiro para pagar o seu quarto de hotel.
Em 1855, recebeu a Grande Medalha de Honra e a Cruz da Legião de Honra francesas. Muito endividado, morreu cinco anos mais tarde.
Em 1898, foi fundada nos Estados Unidos a “Goodyear Tire & Rubber Company” (fabricante de pneus), empresa que não tinha nada a ver com Charles Goodyear nem com a sua família. Foi decerto o reconhecimento de quem tinha sido o verdadeiro inventor do processo de vulcanização da borracha.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDE - Mariana Dolores Rey Colaço Robles Monteiro, actriz portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 28 de Dezembro de 1922. Faleceu, também em Lisboa, em 20 de Outubro de 2010.
Estreou-se em 1946, no Teatro Nacional D. Maria II, com a peça “Antígona” de Sófocles, um clássico do teatro mundial numa adaptação de Júlio Dantas.
Participou em numerosas peças da “Companhia Rey Colaço - Robles Monteiro”. A sua carreira no “Nacional” só seria interrompida com o incêndio que danificou o edifício em 1964. «O meu teatro, o nosso teatro, morreu com o incêndio. Tinha uma graça, uma patine que nunca mais se encontrará», lamentava a actriz.
Na televisão fez a série “Gente Fina É Outra Coisa” e as telenovelas “Vila Faia” (1982), “Chuva na Areia” (1984), “Cinzas” (1992), “Roseira Brava” (1995) e “Vidas de Sal” (1996).
No cinema, participou em alguns filmes, entre os quais “Um dia de Vida”, que lhe valeu o “Óscar da Imprensa” em 1962.
Como teria sido a carreira de Mariana Rey Colaço, se não fosse “filha de Amélia Rey Colaço”? E teria tido ela uma carreira teatral se não fosse a herdeira do mais famoso casal do teatro português do século XX - Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro -, actores e empresários do D. Maria II desde 1929? Duas perguntas a que é difícil responder. Até à morte do pai, em 1958, Mariana serviu os progenitores. Depois, a mãe passou a ser o centro de tudo o que ela fazia no teatro. Só muito mais tarde “se emancipou”.
Mariana teve de lutar no seio da própria família para conseguir iniciar a sua carreira. «Os meus pais tinham pavor que eu fosse para o teatro», disse ela numa entrevista concedida aos 80 anos, «Fizeram tudo para que eu não tivesse de enfrentar as mesmas dificuldades que eles tinham encontrado. Adoravam-me. E sofriam muito com a profissão».
Aos 15 anos, foi estudar Inglês para o Reino Unido e, depois, experimentou diferentes trabalhos, entre os quais o de secretária de Henrique Galvão, então presidente da Emissora Nacional (mais tarde, em 1961, líder do célebre desvio do paquete Santa Maria). Apesar das preocupações familiares, a estreia em palco da "Marianinha" (era assim que a tratavam tanto em casa como no teatro) tinha acontecido, aos 12 anos, pela mão da mãe, que a fez entrar no coro de uma encenação de “A Castro”, no Mosteiro de Alcobaça.
O escritor Urbano Tavares Rodrigues afirmou que, para além de uma grande actriz, «Mariana era uma criatura maravilhosa, delicada, gentilíssima, com uma serenidade, inteligência e humanidade que nunca passavam despercebidas». Já sobre a sua dimensão artística, Fernando Midões, um histórico da crítica de teatro em Portugal, que acompanhou praticamente toda a sua carreira, disse simplesmente que Mariana Rey Colaço «juntava intuição, inteligência e perfeição na arte de representar - não se ficava pelo texto, aprofundava o subtexto de cada peça».
«Após a sua morte toda a gente fala dela e a elogia», disse Simone de Oliveira, «mas quando se retirou, ninguém quis saber, ninguém lhe mandou uma simples flor».

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEJoan Manuel Serrat i Teresa, cantor, autor e compositor musical espanhol, uma das expressões mais destacadas da música moderna espanhola e catalã, nasceu em Barcelona no dia 27 de Dezembro de 1943.
Depois de acabar os estudos de biologia (1965), começou a cantar num programa da Rádio Barcelona, assinando logo um contrato para a sua primeira gravação. Foi um disco em catalão, pelo que é considerado um dos fundadores da chamada Nova Canção Catalã. Incluía algumas canções que foram ícones de toda a sua carreira como, por exemplo, “Ara que tinc vint anys” (1966) ou “Paraules d’amor”. Seguiu-se um LP de música popular catalã (“Cançons tradicionals”) e “Com ha fa el vent”.
Quando em 1968 começou a cantar em castelhano, foi considerado por alguns como um traidor à Catalunha. Nesse ano foi escolhido como representante da Espanha no Festival Eurovisão da Canção, onde deveria interpretar a canção “La, la, la”. Depois de ter gravado a canção em diferentes idiomas, Serrat anunciou que só concorreria ao Festival se lhe fosse permitido interpretar a canção em catalão. A sua proposta não foi aceite pelo governo franquista, que proibiu a sua presença na TV e a transmissão das suas canções nas rádios de todo o país.
Em 1969 editou um disco, em que musicou alguns poemas de Antonio Machado e que teve grande repercussão, sendo recorde de vendas. Em 1971 apareceu “Mediterráneo”, um dos seus melhores álbuns, que fez dele um dos principais símbolos da liberdade, em Espanha e na América Latina. Vinte e cinco anos mais tarde, a canção que deu o título a este disco seria eleita a melhor canção espanhola da segunda metade do século XX.
Fez uma tournée pela América do Sul, evitando o Chile de Pinochet, onde as suas canções estavam interditas.
Passou o último período da ditadura de Franco no exílio, para escapar à prisão. As suas canções estavam proibidas pela censura, facto que fez com que os seus discos da época não chegassem ao grande público.
Em “El Sur también existe” (1985), voltou a musicar um poeta, desta vez o uruguaio Mario Benedetti. Um ano depois, apareceu “Sinceramente teu” onde interpretou em português alguma das suas músicas mais conhecidas, contando com a participação de Maria Bethânia, Gal Costa e Caetano Veloso.
Em 1996 protagonizou o espectáculo “El gusto es nuestro” e, com ele, fez uma digressão por Espanha e diferentes países latino-americanos.
No fim de 2003, gravou “Serrat Sinfonico” acompanhado pela Orquestra Sinfónica de Barcelona e Nacional da Catalunha.
Em 2004, o jornal “El Periódico de Catalunya” deu-lhe o prémio “Catalão do Ano”, recebendo também a Medalha de Mérito do Trabalho pelo conjunto da sua obra.
Em 2006, foi distinguido com o doutoramento Honoris Causa pela Universidade Complutense de Madrid. Em 2007, recebeu o título de Cavaleiro da Legião de Honra, a mais alta distinção da República Francesa, pelo seu contributo para a criação cultural, promoção do catalão no mundo e defesa da liberdade de expressão.
É autor de mais de 300 canções, muitas delas focando temas que eram tabus na época em que foram escritas, como o sexo, a política, a corrupção e a repressão.
Foi várias vezes ao Chile depois da queda de Pinochet, a última das quais em 2006, em que ofereceu à presidente Michele Bachelet algumas garrafas de vinho da sua produção pessoal.
Em 2009, publicou o álbum “Hijo de la luz y de la sombra”, com a adaptação de treze textos do poeta espanhol Miguel Hernandez, por ocasião do centenário do seu nascimento.

domingo, 26 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEDaúto Xaharmane Amade Faquirá, treinador de futebol português, actualmente ao serviço do Sporting Clube Olhanense, nasceu em Inhambane, Moçambique, no dia 26 de Dezembro de 1965.
Obteve duas licenciaturas em Educação Física e Desporto, com especializações em Futebol e Ergonomia, as quais foram complementadas com o curso de treinador de futebol do 4.º nível UEFA PRO. Além do Português, domina fluentemente o Inglês, o Francês e o Espanhol. O desenvolvimento dos seus dotes didácticos consolidou-se com 15 anos de ensino de educação física, que complementou com a prática desportiva, jogando futebol no Sintrense.
Teve a sua primeira experiência profissional como treinador do Sintrense (1995/1996) e, logo ali, iniciou uma carreira de sucesso. Permaneceu no clube até à época 1998/1999, contribuindo para o objectivo a que se tinha proposto: fazer subir o clube da 3.ª para a 2.ª Divisão Nacional, feito obtido na época 1997/1998.
Em 1999/2000, passou a treinar o Odivelas. O êxito desportivo foi imediato e o Odivelas sagrou-se campeão da Divisão de Honra, subindo à 3.ª Divisão Nacional. Com a equipa acabada de ascender a uma divisão superior, Faquirá voltou a surpreender obtendo nova promoção, desta feita da 3.ª Divisão para a 2.ª Divisão B, na época 2000/2001. Em 2002/2003, cessou o contrato com o Odivelas, deixando a equipa sem qualquer derrota.
A partir de 2003/2004, passou a ser o treinador do “histórico” Barreirense, não demorando mais de um ano para conseguir outra subida de divisão. Na verdade, tendo terminado a temporada 2003/2004 no 2.º lugar da competição, Faquirá levou o Barreirense a subir de divisão na época 2004/2005, obtendo o primeiro lugar no campeonato e deixando o Barreirense na Liga de Honra.
Após ter terminado mais um projecto de forma vitoriosa, rumou ao Estoril em 2005/2006, encontrando um clube “mergulhado” numa profunda crise, não existindo condições para qualquer projecto viável. Saiu precocemente do clube em Dezembro de 2005.
No ano seguinte, o seu curriculum notável levou-o ao escalão principal para treinar o Estrela da Amadora, onde obteve o 9.º lugar na época 2006/2007 e sendo premiado com o título de “Treinador Revelação do Ano”. Na segunda temporada no Estrela da Amadora, perante um cenário desastroso do ponto de vista económico e financeiro, Faquirá conseguiu manter compacto um plantel com mais de 5 meses de salários em atraso, obtendo um fantástico 10.º lugar no campeonato de 2007/2008, atendendo às circunstâncias em que foi obtido.
Em Março de 2010, foi apresentado como treinador do S. C. Olhanense, para substituir Jorge Costa.
Historinha para os mais novos...

sábado, 25 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEManuel Luís Sousa Goucha, actor, apresentador de televisão e empresário português, nasceu em Lisboa no dia 25 de Dezembro de 1954.
Ainda criança, após a separação dos pais, foi para a Figueira da Foz na companhia da mãe e do irmão mais novo. Fez o liceu em Coimbra, regressando a Lisboa para começar uma vida independente. Vive actualmente numa quinta na aldeia de Fontanelas, concelho de Sintra.
Possui uma longa carreira na televisão, tendo feito também teatro e participado como actor no filme “Crónica dos Bons Malandros” (1984). Apresentou programas de culinária e, durante vários anos, a “Praça da Alegria” na RTP1 e, posteriormente, o “Olá Portugal” na TVI.
Goucha é autor de vários livros de culinária, nomeadamente “Os Doces do Manel”, editado em Dezembro de 2007. Recentemente publicou “As Mulheres da Minha Vida”, recolha de várias entrevistas feitas num programa de televisão com o mesmo nome. Vem entrevistando, agora, várias personalidades masculinas no programa “De Homem para Homem”.
Teve um restaurante em Belas e outro em São Pedro de Sintra. No final de 2008, co-apresentou a primeira edição do reality showUma Canção para Ti”, com Júlia Pinheiro.
Manuel Luís Goucha apresenta actualmente, em conjunto com Cristina Ferreira, “Você na TV”, um talk show matinal.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Para todos um Feliz Natal, são os meus sinceros votos
EFEMÉRIDEInácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, com grande importância na Reforma Católica e cujos membros são conhecidos como jesuítas, nasceu em Azpeitia, no País Basco, em 24 de Dezembro de 1491. Morreu em Roma no dia 31 de Julho de 1556. Actualmente, a Companhia de Jesus é a maior ordem religiosa católica no mundo.
Inácio foi o mais novo de treze irmãos. Em 1506, já órfão de pai e mãe, tornou-se pajem de um familiar, ministro do Tesouro Real de Castela, tendo vivido na casa de seu protector em Arévalo, de 1506 a 1517.
Inácio colocou-se depois ao serviço do vice-rei de Navarra. Gravemente ferido na batalha de Pamplona em Maio de 1521, passou meses inválido, aproveitando o tempo para ler muitos livros religiosos. A partir dessas leituras, empolgou-se com a ideia de uma vida dedicada a Deus, emulando os feitos heróicos de Francisco de Assis e de outros líderes religiosos. Decidiu devotar a sua vida à conversão dos infiéis na Terra Santa. Durante esse período, desenvolveu os primeiros planos dos “Exercícios Espirituais”, que iriam adquirir uma grande influência na mudança dos métodos de evangelização da Igreja.
Após ter recuperado a saúde, decidiu deixar a casa familiar em segredo e dedicar-se ao serviço da “Divina Majestade”. Dirigiu-se ao Mosteiro de Montserrat, onde se confessou e rezou durante três dias. Em breve entrou no Mosteiro de Manresa, na Catalunha. Assumiu então um estilo de vida mendicante, impondo-se rigorosas penitências. Vivia de esmolas, privava-se de carne e vinho, frequentava a missa diária e rezava a Liturgia das Horas. Costumava visitar o hospital e levar comida para os doentes.
Em 1523, partiu com destino a Barcelona, decidido a ir para Jerusalém. Conseguiu uma passagem gratuita e arranjou provisões através de esmolas. De Barcelona partiu para Roma, para obter o passaporte pontifício. De lá, seguiu até Veneza, onde embarcou para o seu destino. Em Jerusalém, foi recebido pelos franciscanos. Na Terra Santa, visitou os lugares sagrados do cristianismo e decidiu-se a viver ali. Entretanto, os franciscanos não lho permitiram e ele embarcou de volta a Veneza, onde chegou em Janeiro de 1524, seguindo depois para Barcelona. Diante dos planos frustrados de viver em Jerusalém, novos ideais surgiram: ajudar as almas. Para isso, decidiu estudar.
Em Barcelona, estudou latim e dedicou-se à ajuda espiritual. Conquistou a estima de muitos, mas também sofreu maus-tratos pela sua condição mendicante. Diversos cavaleiros e damas importantes vinham ouvi-lo.
Pensou em reunir um grupo de pessoas para se dedicar à reforma da Igreja. Juntou três companheiros, que abandonaram o projecto.
Após o domínio do latim, o seu mestre aconselhou-o a procurar a Universidade de Alcalá para prosseguir os estudos.
Entrou na Universidade de Alcalá e recebeu abrigo no Hospital Antezana, onde permaneceu um ano e meio. Além dos estudos, dedicava-se à pregação e a dar os “Exercícios Espirituais”. A Inquisição suspeitou dele e denunciou-o ao vigário de Toledo. Era época de perseguição aos “alumbrados”, o que levantou as suspeitas sobre Inácio. Inicialmente foi obrigado a usar vestes comuns. Depois, foi preso durante um mês e meio. Na prisão, continuava a ensinar e a pregar. Por fim, nenhum mal foi encontrado nos seus ensinamentos, mas foi obrigado a vestir-se comummente e proibido de pregar.
Entrou para a Universidade de Salamanca, onde as suas pregações ganharam fama. Um dia, foi confessar-se num convento dominicano e o confessor ficou intrigado como Inácio falava de Deus sem ter estudado teologia. Isto despertou as suspeitas dos dominicanos, que decidiram interrogá-lo e denunciá-lo. Novamente foi preso, mas nada encontraram que o condenasse. Foi libertado, mas proibido de pregar até concluir quatro anos de estudos. Em 1528, decidiu ir estudar para Paris.
Entrou para a Universidade de Paris, actual Sorbonne, onde ficou sete anos e alargou a sua educação literária e teológica, tentando cativar o interesse dos outros estudantes para os seus exercícios espirituais. Em 1533, Inácio obteve a licenciatura como docente. Em 1534, tornou-se mestre em artes e tinha sete seguidores: seis espanhóis e um português (Simão Rodrigues). O plano do grupo era seguir para Jerusalém em 1537.
Em Agosto de 1534, fundaram a Companhia de Jesus, na capela cripta de Saint-Denis, na Igreja de Santa Maria em Montmartre, «para efectuar trabalho missionário e de apoio hospitalar em Jerusalém, ou onde o papa quiser». Em 1537 viajaram até Itália para obter a aprovação papal. O papa Paulo III concedeu-lhes a aprovação e permitiu que fossem ordenados padres, o que aconteceu em Veneza.
Inicialmente, dedicaram-se a pregar e a fazer obras de caridade em Itália. A guerra reatada entre o imperador, Veneza, o papa e os turcos otomanos, tornava qualquer viagem até Jerusalém pouco aconselhável. Decidiram esperar um ano na esperança de conseguirem chegar ao destino almejado.
Acabaram por se fixar em Roma, onde pregavam em igrejas e praças e pediam esmola nas ruas. Novas suspeitas foram levantadas sobre o grupo. Acusavam Inácio de ser um fugitivo da Inquisição espanhola. O peregrino dirigiu-se então ao papa, solicitando que se abrisse um novo processo. Novamente a sua obra foi examinada e nada foi encontrado que o condenasse.
O Papa, diante de um mundo em expansão, necessitava de missionários para terras longínquas, como as Américas e o Oriente. Contava com os jesuítas para esta tarefa. Novos companheiros queriam aderir ao grupo. Perante isto, verificou-se a necessidade de organizar a “Ordem”, através de novas regras de vida. Apresentada ao papa, veio a aprovação em Setembro de 1539, sendo Inácio de Loyola escolhido para seu primeiro Superior Geral. Enviou os seus companheiros como missionários, para criarem escolas, liceus e seminários por toda a Europa.
Em 1551 criou o Colégio Romano, que viria a ser a actual Pontifícia Universidade Gregoriana, de ensino gratuito, que renovou o ensino em Itália. Com o advento do Papa Paulo IV, desfavorável a Inácio, a Obra passou por dificuldades financeiras. Em prol do sustento do colégio, a própria Ordem teve que passar por muitas privações económicas, até ser mantida pelo Papa Gregório XIII, 25 anos após a morte do fundador (daí o nome de Universidade Gregoriana).
A Companhia passou por diversas adversidades. Não possuía nenhuma fonte de renda fixa e era mantida por doações. Além disso, o novo estilo de vida da Ordem despertava suspeitas, ao ponto da Universidade de Paris a decretar perigosa para a fé. Inácio manteve-se firme diante de todas estas contrariedades e trabalhou intensamente nas Constituições Jesuítas, adoptadas em 1554, que criaram uma organização hierarquicamente rígida, enfatizando a absoluta auto-abnegação e a obediência ao Papa e aos superiores hierárquicos.
Em 1548 foram impressos os “Exercícios espirituais”, objecto de inspecção pela Inquisição romana, tendo sido no entanto autorizados.
Quando Inácio de Loyola morreu, os jesuítas eram aproximadamente 1 000, espalhados por 12 províncias, 72 residências e 79 casas e colégios.
Os jesuítas foram um grande factor do sucesso da Reforma Católica (também chamada Contra-Reforma) face à Reforma Protestante. Inácio de Loyola foi canonizado em 1622 pelo Papa Gregório XV.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010



Recordando Gilbert Bécaud
EFEMÉRIDEEnrique Santos Discépolo Deluchi, dramaturgo, actor, poeta, músico, compositor, autor de tangos e cineasta argentino, morreu em 23 de Dezembro de 1951, vítima de síncope cardíaca. Nascera em Balvanera no dia 27 de Março de 1901.
Depois do falecimento dos pais, foi um irmão que se ocupou da sua educação, que o guiou nos caminhos da cultura e que descobriu a sua vocação para o teatro. Com ele, em 1917, Enrique deu os passos iniciais como actor. No ano seguinte escreveu as primeiras peças: “El señor cura”, “El hombre solo” e “Día feriado”. Em 1920 actuou na peça “Mateo”, escrita pelo irmão. Continuou a escrever para teatro e, simultaneamente, em 1925, compôs a música e a letra do tango “Bizcochito” e de “Que vachaché”.
Em 1927 compôs o tango “Esta noche me emborracho”, popularizado por Azucena Maizani. Mais tarde, entre 1928 e 1929, escreveu “Chorra”, “Malevaje”, “Soy un arlequín” e “Yira-yira”, entre outros. Enquanto isso, continuava a actuar com êxito em teatros de Montevideu e de Buenos Aires.
Entre 1931 e 1934, escreveu varias obras musicais, entre elas, “Wunderbar” e “Tres esperanzas”. Em 1935 viajou pela Europa e, no regresso, ligou-se ao mundo cinematográfico como actor, guionista e realizador. Ao mesmo tempo, escreveu e compôs os seus tangos mais notáveis: “Cambalache” (1935), “Desencanto” (1937), “Alma de bandoneón” (1935), “Uno” (com música de Mariano Mores, 1943) e “Canción desesperada” (1944).
Em 1947, depois de uma viagem pelo México e por Cuba, compôs “Cafetín de Buenos Aires”. Nos anos seguintes continuou a produzir filmes, peças teatrais e tangos, alguns dos quais só foram conhecidos depois da sua morte.
A obra mais conhecida de Discépolo é o tango “Cambalache” gravado em 1935 e regravado por Caetano Veloso em 1969, por Raul Seixas em 1987 numa versão em português de sua autoria e por Gilberto Gil em 2004. Também foi gravado por um dos maiores expoentes da música argentina - Ástor Piazzolla. A canção, uma constatação libertária das indignidades perpetradas pela humanidade no Século XX, foi profeticamente composta antes da Segunda Guerra Mundial, ou seja, antes das piores barbaridades do século. Tem sido regravada por vários cantores, pois nunca perdeu a actualidade.
Dizia-se que “Cambalache” fora a última obra de Discépolo e que este, após a ter escrito, se teria suicidado com um tiro na cabeça. Essa versão, porém, não corresponde à verdade já que ele viveu e compôs até 1951.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEPierre Brasseur, de seu verdadeiro nome Pierre-Albert Espinasse, actor, dramaturgo e realizador francês, nasceu em Paris no dia 22 de Dezembro de 1905. Morreu em Brunico (Itália), em 16 de Agosto de 1972. Era um descendente da família Brasseur, uma “dinastia” de comediantes que começou a ter notoriedade sob a “Monarchie de Juillet” (1830-1848). Pierre adoptou o apelido de sua mãe como nome artístico
Depois dos estudos normais, chumbou no concurso de admissão ao Conservatório, inscrevendo-se posteriormente nos Cursos de Arte Dramática dirigidos por Harry Baur e Fernand Ledoux no Conservatório Muabel.
Em 1924, fez a sua estreia no teatro (Théâtre de l'Œuvre) e no cinema (com Jean Renoir, em “La Fille de l'eau”).
Tornou-se muito popular, tanto no teatro como no cinema. Teve uma actuação inesquecível em “Grandes Famílias”, segundo a obra de Maurice Druon, contracenando com Jean Gabin.
A sua grande e verdadeira paixão era representar nos palcos, tendo feito várias peças de autores de renome, como Jean-Paul Sartre e George Bernard Shaw, entre muitos outros.
O escritor Louis Aragon introduziu-o no “grupo surrealista”, onde conheceu André Breton, Paul Éluard, Benjamin Péret e Raymond Queneau.
Escreveu várias peças: “L'Ancre noire” (1927), “Sainte Cécile” (1944), “Un ange passe” (1943) e “L'Enfant de Poméranie” (1945). Publicou em 1972 a sua biografia, “Ma vie en vrac”. Tornou-se íntimo de personagens célebres, como Pablo Picasso, Jean Cocteau e Max Jacob.
Foi casado duas vezes, tendo vivido vários anos com a cantora Catherine Sauvage e sendo pai de Claude Brasseur, também actor de cinema.
Morreu, vítima de crise cardíaca, praticamente nos braços de Claude Dauphin, com quem contracenava no filme que estava a interpretar (“A Mais Bela Noite da Minha Vida”).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Frases... Jô Soares
EFEMÉRIDEJoaquim Leitão, actor e realizador português, nasceu em Lisboa no dia 21 de Dezembro de 1956.
Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, mas em 1976 inscreveu-se no Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema. Concluiu aí a licenciatura em Realização, vertente de Montagem, quatro anos mais tarde.
Dedicou-se, ao longo da década de 1980, à realização de curtas-metragens e videoclips. Em 1994 assinou “Uma Cidade Qualquer”, no âmbito de “Lisboa Capital Europeia da Cultura”. Seguiram-se, entre outros filmes, “Adão e Eva” (1995), cujo elenco integrava os mais internacionais dos actores portugueses, Joaquim de Almeida e Maria de Medeiros desempenhando os papéis de duas figuras mediáticas numa crítica a certos aspectos da televisão.
Recebeu os Globos de Ouro nas categorias de Melhor Filme e Melhor Realizador. Dirigiu “Tentação” (1997), um dos maiores êxitos comerciais do cinema português. A partir daí realizou “Inferno” (1999), a série “Até Amanhã Camaradas” (2005), adaptado da obra homónima de Manuel Tiago (pseudónimo de Álvaro Cunhal), e “20,13 Purgatório “ (2006).
Joaquim Leitão tem participado em diversos filmes também como actor, nomeadamente com os realizadores Fernando Lopes, Ruy Guerra e António Pedro Vasconcelos.
Foi condecorado em 2005 com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Jorge Sampaio.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDE - Gigliola Cinquetti, cantora, actriz, jornalista e apresentadora de televisão italiana, nasceu em Verona no dia 20 de Dezembro de 1947. Tendo por origem uma família abastada, formou-se no Liceu Artístico de Verona e começou a cantar ainda jovem.
Estreou-se aos 15 anos, em 1963, vencendo o Festival de Castrocaro com a canção “Le strade di notte”. No ano seguinte, venceu o Festival de Sanremo de 1964 com a canção “Non ho l'età (per amarti)”. Dois meses depois, venceu, com a mesma canção, o Festival Eurovisão da Canção, em Copenhaga. Das doze edições de Sanremo em que participou (entre 1964 e 1995), ganhou duas. A segunda foi em 1966, interpretando “Dio, come ti amo!” de Domenico Modugno, cujo sucesso levou à produção de um filme homónimo, protagonizado pela própria Gigliola.
Em 1973, ganhou o concurso do programa Canzonissima com a canção “Alle porte del sole”. Em 1974, obteve o segundo lugar no Festival Eurovisão com a canção “”, que perdeu para “Waterloo” do grupo sueco ABBA. Aquela música levou a RAI a adiar a transmissão da Eurovisão para depois de 12 de Maio de 1974, dia do referendo que decidiria revogar (ou não) a Lei do Divórcio. Acreditava-se que a letra, que repetia várias vezes o refrão “Sì, sì, sì”, poderia influenciar o voto dos italianos na opção “sim”.
Depois disso, Gigliola casou-se com um jornalista, ficando vários anos afastada dos espectáculos para se dedicar à família. Voltou em 1981, como jornalista, no programa Linea verde, além de escrever uma coluna semanal para um jornal. Em 1982, apresentou o programa Portobello, cantando e dançando o twist. Passou a escrever em diversos jornais. Em 1996, apresentou um programa de Verão em cinco episódios, intitulado “Donne - Viaggio nella storia delle donne italiane”, na RAI International. Em 1991, conduziu um talk show na televisão de Monte Carlo. No mesmo ano apresentou a edição do Euro Festival.
Além da música, Gigliola sempre gostou de pintura e arte. Algumas capas de seus álbuns foram elaboradas por ela própria. Em 1973, ilustrou o livro infantil “O pescatelle” e, em 1976, foi a vez de “Inchistrino”.
A última participação de Gigliola no Festival de Sanremo foi em 1995. Três anos antes, lançara o seu último álbum de estúdio “La Poésie d'une Femme”, que apresentou na televisão francesa. Gigliola canta em italiano, francês e alemão.
Desde os anos 1990, trabalha para televisão pública italiana RAI. Em 2008, recebeu o Prémio Giulietta alla Donna, em homenagem à sua carreira.

domingo, 19 de dezembro de 2010


Georges Moustaki
EFEMÉRIDEKarim Benzema, futebolista francês de origem argelina, actualmente a jogar no Real Madrid, nasceu em Lyon no dia 19 de Dezembro de 1987.
Começou a jogar futebol no S. C. Bron Terraillon e, aos nove anos, iniciou a sua formação no Olympique de Lyon, passando a profissional em 2004. Rapidamente, passou a ser uma peça fundamental da equipa. Foi o Melhor marcador do campeonato francês de 2008, sendo eleito também o Melhor jogador desse ano.
Convocado pela primeira vez para a Selecção Francesa em 2007, representou a equipa gaulesa nos Europeus de 2008. Chegou a ser sondado para representar a Selecção da Argélia mas não aceitou, afirmando que «a Argélia era a terra dos seus pais, tinha-a no coração mas, desportivamente, jogaria na equipa de França».
Entre os títulos conquistados, salientam-se: 4 Campeonatos Franceses (2005, 2006, 2007 e 2008), 3 Super Taças de França (2005, 2006 e 2007), a Taça de França de 2008 e o Campeonato Europeu de Sub-17 (2004).
Em Julho de 2009, foi transferido para o Real Madrid por 35 milhões de euros. Foi apresentado à “torcida” madrilena no mítico Estádio Santiago Barnabéu, na presença de 15 000 espectadores. Era a terceira grande contratação do clube de Madrid, depois de Kaká e Cristiano Ronaldo.
Não compreendendo a língua espanhola, teve alguns problemas de integração e dificuldades em comunicar com os colegas de equipa. Manuel Pellegrini, o treinador de então, colocou-o como suplente dando prioridade a Higuain. Duas lesões afastaram-no durante algumas semanas. Em 2010, o novo treinador José Mourinho preferiu também Higuain (e Di Maria) a Benzema. Tem jogado pouco tempo e encontrado dificuldades inesperadas para se impor na equipa madrilena. Por lesão de Higuain, José Mourinho convocou-o para alinhar no jogo contra o Auxerre da Liga dos Campeões. A equipa espanhola venceu por 4-0 e ele marcou três golos, confirmando os progressos já detectados por Mourinho nos últimos treinos. Apenas com 23 anos, Karim Benzema tem decerto um futuro ainda mais brilhante à sua espera.

sábado, 18 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDE – William Bradley Brad” Pitt, actor e produtor norte-americano, nasceu em Shawnee, no Oklahoma, em 18 de Dezembro de 1963.
Foi criado em Springfield, no Missouri, onde estudou Jornalismo e Publicidade e se destacou em actividades desportivas, representações teatrais, debates e eventos musicais. Duas semanas antes de se formar, deixou a Faculdade e mudou-se para Hollywood, com o sonho de se tornar uma estrela do cinema. O sucesso não foi imediato. Antes de se afirmar na 7ª arte, trabalhou como motorista, carregador de refrigerantes e na rede de fast-food chamada “El Pollo Loco”. A partir de 1989, obteve pequenos papéis no cinema e na TV.
Teve a primeira grande oportunidade no filme “Thelma e Louise”. O seu desempenho chamou a atenção de Robert Redford, que o convidou para o papel principal em “Nada É Para Sempre”, filme que decididamente o propulsionou para o estrelato. A partir daí, tornou-se um ídolo, alternando papéis de “bom rapaz”, como no épico e romântico “Lendas da Paixão”, com personagens violentos e desequilibrados, como em “Kalifornia” e “Entrevista com o Vampiro”.
Em 1995 a revista americana “People” elegeu-o como “O Homem Mais Sexy do Mundo”, título que viria a ser novamente seu em 2000. Pitt foi depois aclamado pela crítica em virtude da sua interpretação de um louco, em “Os Doze Macacos”, papel pelo qual foi nomeado para o Oscar de Melhor Actor Secundário. Nos últimos anos tem obtido destaque em diversos filmes, como “Onze Homens e um Segredo”, “Tróia”, “Sr. e Sra. Smith”, “Babel”, “O Curioso Caso de Benjamin Button” (pelo qual foi nomeado para o Oscar de Melhor Actor), “Bastardos Inglórios”, etc.
A sua vida pessoal tem tido sempre destaque na imprensa. Em 2000, casou-se com a actriz Jennifer Aniston, tornando-se um dos pares preferidos de Hollywood. O casamento, porém, começou a enfrentar problemas em 2005, o que acabou por levar à separação. Brad Pitt começou então a relacionar-se com Angelina Jolie.
Enquanto Brad e Angelina negavam manter qualquer envolvimento, começaram a ser fotografados juntos e a viajar à volta do mundo em missões humanitárias, juntamente com o filho adoptivo da actriz, Maddox Jolie. Pitt acompanhou-a à Etiópia onde, em Julho de 2005, adoptaram Zahara, que vivia num orfanato. No final do mesmo ano, Brad e Angelina visitaram por duas vezes o Paquistão como embaixadores das Nações Unidas para ajudar as vítimas de um sismo.
Em Dezembro de 2005 foi anunciado que Brad tinha iniciado o processo legal de adopção dos dois filhos adoptivos de Angelina, tendo requerido também a mudança dos seus apelidos para Jolie-Pitt. Pouco mais de um mês depois, um juiz de Santa Mónica aprovou este pedido. Em Maio de 2006, Angelina Jolie deu à luz, na Namíbia, a primeira filha biológica do casal, Shiloh. Em 2007, o casal adoptou mais um menino de três anos no Vietname, Pax Thien. Em Julho de 2008, em França, a actriz deu à luz dois gémeos, Knox Léon e Vivienne Marcheline.
Brad Pitt declara-se agnóstico, advertindo no entanto que respeita todas as religiões desde que pacíficas. É vegetariano. Entre os seus grandes amigos contam-se George Clooney e Tom Cruise. Nas eleições presidenciais americanas, o seu coração inclina-se para o lado dos “democratas”. Em 2007, o seu nome passou a constar no célebre dicionário “Larousse”.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEDona Ana de Sousa (ou Ngola Ana Nzinga Mbande ou Rainha Ginga), soberana dos reinos do Ndongo e de Matamba no Sudoeste de África (século XVII), morreu em Matamba no dia 17 de Dezembro de 1663. Nascera no ano de 1583. O seu título real na língua quimbundo (“Ngola”) foi o nome utilizado pelos portugueses para denominar aquela região (Angola).
Viveu durante um período em que o tráfico de escravos e a consolidação do poder dos portugueses na região estavam a crescer rapidamente. Era filha de Mbande Ngola Kiluaje e de Guenguela Cakombe, e irmã de Ngoli Bbondi (o régulo de Matamba) que, tendo-se revoltado contra o domínio português em 1618, foi derrotado pelas forças sob o comando de Luís Mendes de Vasconcelos. O seu nome surge nos registos históricos três anos mais tarde, como uma enviada de seu irmão para uma conferência de paz com o governador português de Luanda. Após anos de incursões portuguesas para capturar escravos e entre batalhas intermitentes, ela negociou um tratado de igualdade, converteu-se ao cristianismo para fortalecer o tratado e adoptou o nome português de Dona Ana de Sousa.
No ano seguinte, porém, reiniciaram-se as hostilidades, não se sabendo exactamente as razões, que divergem segundo as fontes.
Dona Ana, como soberana, rompeu os compromissos com Portugal, abandonando a religião católica e praticando uma série de violências não só contra os portugueses, mas também contra as populações tributárias de Portugal na região. O governador de Angola, Fernão de Sousa, moveu-lhe uma guerra exemplar, derrotando-a numa batalha em que morreu muita gente e em que aprisionou as suas duas irmãs, Cambe e Funge. Estas foram trazidas para Luanda e baptizadas respectivamente com os nomes de Bárbara e Engrácia, regressando mais tarde a Matamba.
A rainha manteve-se depois em paz durante quase duas décadas até que, diante do plano de conquista de Angola por forças da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, viu ali uma nova oportunidade de resistir, formando uma aliança com os holandeses. Com o auxílio das forças de Nzinga, os holandeses conseguiram ocupar Luanda de 1641 a 1648.
Em Janeiro de 1647, Gaspar Borges de Madureira derrotou as forças de Nzinga, voltando a prender Bárbara. Com a reconquista definitiva de Angola pelas forças portuguesas de Salvador Correia de Sá e Benevides, Dona Ana retirou-se para Matamba, onde continuou a resistir.
Em 1657, um grupo de missionários capuchinhos italianos convenceu-a a abraçar de novo a fé católica e, então, o governador de Angola, Luís Martins de Sousa Chichorro, restituiu-lhe a irmã que ainda estava em cativeiro.
Em 1659, Dona Ana de Sousa assinou novo tratado de paz com Portugal, ajudou a reinserção de antigos escravos e organizou uma economia que, ao contrário de outras no continente, não dependia da escravatura. Dona Ana faleceu de forma pacífica aos oitenta anos de idade, como uma figura admirada e respeitada por Portugal.
Após a sua morte, 7 000 mil dos seus soldados foram levados para o Brasil e vendidos como escravos. Os portugueses passaram a controlar o território em 1671. Em certas áreas, porém, Portugal não obteve controlo total até ao século XX, principalmente devido ao seu tipo de colonização, centrado sobretudo no litoral.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


Quim Barreiros - boa disposição
EFEMÉRIDELiv Johanne Ullmann, actriz, realizadora e cenarista de cinema norueguesa, nasceu em Tóquio, onde o pai trabalhava como engenheiro de minas, no dia 16 de Dezembro de 1938.
A família emigrou depois para o Canadá e, posteriormente, para os Estados Unidos a fim de escapar à guerra. Regressaram à Noruega, mais precisamente para a cidade de Trondheim, onde Liv passou a infância.
Iniciou a carreira como actriz de teatro, contra a vontade da família, seguindo cursos em Londres e em Oslo. Tornou-se notada pela sua interpretação em “O Diário de Anne Frank”, em que desempenhou o papel principal. Interpretou também peças de Goethe, Henrik Ibsen e Bertold Brecht.
O seu primeiro filme foi “Persona”, de Ingmar Bergman, em 1966. Viveu com Bergman entre 1966 e 1971, com quem teve uma filha. Com ele fez dez películas.
Mais tarde começou a realizar filmes, entre os quais “Kristin Lavransdatter ”, seleccionado para o Festival de Cannes de 2000.
Em 1980, foi nomeada embaixadora especial da Unicef. Escreveu dois livros autobiográficos: “Mutações” (1975) e “Opções” (1985).
Recentemente, no dia 10 de Dezembro de 2010, participou na cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz ao chinês Liu Xiaobo, lendo um texto do laureado, que não estava presente.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

video

Ginastas indianos

EFEMÉRIDEWang Hao, jogador de ténis de mesa chinês, nasceu em Changchun no dia 15 de Dezembro de 1983.
Começou a jogar com 7 anos de idade. Foi o primeiro jogador de top a utilizar raqauetas com duas borrachas lisas o que lhe proporciona um estilo de jogo deveras agressivo.
Desde 2003 tem-se mantido entre os melhores jogadores do mundo, chegando ao 2º lugar no ranking da Federação Internacional de Ténis de Mesa (ITTF) em 2010, atrás do também chinês Ma Long.
Conquistou as Medalhas de Prata nas Olimpíadas de Atenas (2004) e de Pequim (2008). Ganhou a Medalha de Ouro nos Jogos Asiáticos de Doha (2006). Por equipas, recebeu igualmente a Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008).
Sagrou-se Campeão Mundial em Yokohama (Japão, 2009), batendo na final o seu compatriota Wang Liqin.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEMaurice Mességué, um apaixonado pela ciência das plantas e escritor francês, nasceu em Colayrac-Saint-Cirq no dia 14 de Dezembro de 1921.
Contribuiu, nos anos 1970, para vulgarizar a utilização das plantas medicinais junto do grande público, através de numerosas obras e de uma linha de produtos com o seu nome.
Teria tratado várias personalidades célebres, como Mistinguett, Édouard Herriot, Winston Churchill, Maurice Utrillo, Jean Cocteau e o chanceler alemão Konrad Adenauer. O ciclista Raymond Poulidor afirmou mesmo que lhe ficou a dever a sua “segunda carreira” a partir de 1971.
O pai, um camponês de Gers, transmitiu-lhe o seu saber acerca das plantas, ervas e flores. Ensinou-o a tratar e curar doenças, arte que Maurice Mességué aprofundou ao longo da vida.
Estabelecido em Fleurance, ocupa-se sobretudo de doenças crónicas, muitas das vezes negligenciadas pela medicina convencional. Apesar desta decisão, tem sido perseguido várias vezes pela Ordem dos Médicos francesa. Foi ilibado de qualquer crime ou ilícito em vários processos ou condenado a pagar multas simbólicas noutros.
Criou em 1958 o Laboratório das Ervas Selvagens, que se tornaria mais tarde nos “Laboratórios Maurice Mességué”.
Em 1971 foi eleito Presidente da Câmara de Fleurance, lugar que ocupou até 1989. Além do seu renome, que permitiu à cidade adquirir grande notoriedade, Maurice proporcionou a Fleurance a honra de ter sido escolhida por cinco vezes para teatro da Volta a França, das quais duas como local de partida.
Para continuar a sua obra, fundou o Instituto Maurice Mességué em 1994. Autor do livro “É a natureza que tem razão”, tem-se batido também para que haja um maior respeito pelos recursos naturais. É considerado um dos precursores da “fitoterapia” na Europa, antecipando em vários anos um movimento que visa o regresso à utilização de plantas para o bem-estar e a beleza.
"A separação das águas"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDELuiz Gonzaga do Nascimento, compositor popular brasileiro, conhecido como o “Rei do Baião”, nasceu em Exu, Pernambuco, no dia 13 de Dezembro de 1912. Morreu no Recife em 2 de Agosto de 1989.
Foi uma das mais completas e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantava acompanhado de acordeão, zabumba e triângulo, levando a alegria às festas juninas e aos forrós pé-de-serra, e a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Gilberto Gil e Caetano Veloso, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodias e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções “Baião” (1946), “Siridó” (1948), “Juazeiro” (1948), “Qui Nem Giló” (1949) e “Baião de Dois” (1950)
O pai trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertando o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocar. Não era ainda sequer adolescente, quando passou a apresentar-se em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando o pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens, mesmo seguindo a carreira musical no sul do Brasil. O género musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática da sua carreira chama-se “Asa Branca” (1947) e foi composta em parceria com um advogado cearense.
Revoltado, após um desentendimento amoroso, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército. A partir dali, durante nove anos, viajou por vários estados brasileiros, como soldado.
Em 1939, saiu do Exército, decidido a dedicar-se à música. No início da carreira, apenas tocava acordeão. O seu repertório era composto basicamente por músicas estrangeiras que tocava, sem sucesso, em programas de caloiros. Em 1941, num programa de Ary Barroso, foi aplaudido finalmente ao executar “Vira e Mexe”, um tema de sabor regional, de sua autoria. O sucesso valeu-lhe um contrato com a gravadora “Victor”, com a qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. “Vira e mexe” foi a primeira música que gravou em disco.
Veio depois a primeira contratação pela Rádio Nacional. Foi aí que tomou conhecimento com o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava os trajes típicos da sua região. Assim lhe surgiu a ideia de se apresentar vestido de vaqueiro, figura que o consagrou como artista.
Em 1945, gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurca “Dança Mariquinha”. No mesmo ano, uma cantora chamada Odalisca Guedes deu à luz um menino. Luiz Gonzaga, que tinha tido um caso com ela, iniciado provavelmente quando ela já estava grávida, assumiu a paternidade, adoptando-o e dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Gonzaguinha foi criado pelos padrinhos, com a assistência financeira do artista.
Gonzaga sofria de osteoporose. Morreu, aos 76 anos, vítima de paragem cardíaca e respiratória.
EFEMÉRIDE Buck Jones, de seu verdadeiro nome Charles Frederick Gebhart, actor norte-americano conhecido pelos seus papéis de cowboy em inúmeros westerns desde os tempos do cinema mudo, nasceu em Vincennes, Indiana, no dia 12 de Dezembro de 1891. Morreu em Boston, em 30 de Novembro de 1942.
Buck Jones cresceu na fazenda do pai em Red Rock. Depois de ser mecânico de automóveis, alistou-se na cavalaria do exército em 1906, com documentos adulterados para aumentar a idade. Serviu na fronteira com o México e nas Filipinas, onde foi gravemente ferido numa perna. Como não conseguiu ser piloto de avião, deixou o exército em 1913. Fez uma curta-metragem, trabalhou no circo, treinou cavalos para o governo francês e ensinou equitação na França. Em 1915 conheceu a amazona Odille Osborne, com quem celebrou um casamento que duraria a vida inteira. Já casado, foi piloto de carros de corrida e finalmente chegou a Hollywood em 1917, com o “Ringling Brothers Circus”.
No cinema, começou como artista secundário, até ser contratado pela Fox. Em 1920 foi estrela principal de “The Last Straw”. Nos anos que se seguiram, fez sessenta filmes naquele estúdio. Saiu em 1928 para fundar a sua própria produtora, que faliu com apenas um filme, “O Grande Salto”, que lhe deu um enorme prejuízo.
Abandonou as telas e voltou-se novamente para o circo, mas acabou por desistir. Nessa época começavam a ser produzidos filmes falados e a Columbia Pictures contratou-o. O seu primeiro filme sonoro foi “O Cavaleiro Solitário”. Depois de vinte e nove filmes para a Columbia, Jones e o seu cavalo Silver transferiram-se para a Universal Pictures em 1933. Ali, a sua carreira atingiu o auge, tendo ficado entre os dez cowboys mais populares até 1938. Na Universal, fez vinte e dois filmes e quatro séries, tendo inclusivamente dirigido alguns deles. Jones tinha um talento nato para a comédia e várias vezes os seus filmes o retratavam como um cowboy tímido e ingénuo, o que proporcionava cenas cómicas muito do agrado do público e detestadas pela crítica. No decorrer da carreira, no entanto, Jones transformou-se aos poucos num “durão” implacável característico destas produções.
Por volta de 1938, com a chegada de uma nova geração de cowboys cantores, a sua carreira entrou em franco declínio. Sem contrato, conseguiu apenas meia dúzia de modestos filmes para um estúdio do Poverty Row, distribuídos pela Columbia. Depois de um período sem trabalho, protagonizou o drama “Unmarried” para a Paramount. No ano seguinte, desagradou os seus fãs ao aceitar o papel de um bandido em “A Caravana do Oeste”. Quando tudo indicava que a sua carreira chegara ao fim, a Monogram chamou-o ainda para uma série de filmes.
Em Novembro de 1942, encontrava-se em Boston, quando um grande incêndio no restaurante onde jantava causou várias vítimas fatais. Jones foi retirado com vida, porém não resistiu aos ferimentos e faleceu dois dias depois.
Buck Jones, assim como outros cowboys famosos do cinema, viu as suas aventuras adaptadas à banda desenhada.

Taça de Portugal - Benfica - Braga para quem não viu ou para recordar

domingo, 12 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEChristina Onassis, filha e herdeira do multi-milionário grego Aristóteles Onassis e da sua primeira esposa, Athina Livanos, nasceu em Nova Iorque no dia 11 de Dezembro de 1950. Faleceu em Buenos Aires, em 19 de Novembro de 1988.
Aos dois anos, em Hamburgo, Christina, nos braços do pai, quebrou a garrafa de champanhe com que foi baptizado o maior barco cargueiro de todos os tempos, o “Tina Onassis”. Aos cinco, assistiu ao casamento de Grace Kelly com o príncipe Rainier do Mónaco.
Christina tinha um irmão (Alexander), que morreu num acidente aeronáutico. Frequentou o Queen's College, em Londres, onde estudou Moda. Terminou os estudos, aos dezanove anos.
Casou-se quatro vezes e todos os casamentos terminaram em divórcio. Para melhorar a sua imagem, trabalhou para o pai no Mónaco e depois como empresária, revelando-se inteligente e competente no mundo dos negócios.
Foi com o quarto e último marido, Thierry Roussel, que teve a sua única filha, Athina Roussel, depois de se submeter a um tratamento contra a infertilidade.
Nos anos 1970, a saúde do pai começou a deteriorar-se após a morte de Alexander. A mãe suicidou-se. O pai casou-se com Jacqueline Kennedy, viúva do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Ela evitava ficar perto da madrasta e passava a maior parte do seu tempo a viajar e a fazer compras. Aristóteles morreu em Março de 1975 e Christina entrou em profunda depressão, começando a usar uma variedade de drogas e a beber em excesso.
Morreu oficialmente de edema pulmonar aos 37 anos, se bem que tivessem corrido rumores sobre um possível suicídio. O corpo foi encontrado na banheira do quarto de um hotel em Buenos Aires. Foi enterrada no cemitério da ilha de Skorpios. O cantor espanhol Joaquín Sabina dedicou-lhe a canção “Pobre Cristina” em 1990.
Outro e mais outro Natal
Numa mensagem sentida
Vamos cantar Portugal
No Natal da minha vida!
Maria José Fraqueza



O MEU NATAL
(glosa)

Tanta vida cavalgada
Sem quase darmos por tal
E no fim da caminhada
Outro e mais outro Natal.

Troca de prendas e beijos,
Nesta data tão querida
Formulamos os desejos
Numa mensagem sentida.

Quando o Menino nasceu,
Foi um dom celestial.
Façam todos como eu,
Vamos cantar Portugal:

- Lembro-me com emoção
De gente empobrecida,
Entram-me no coração
No Natal da minha vida!


Gabriel de Sousa


NB – Menção Honrosa no 15º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2010 (Fuseta)
«VAMOS CANTAR NATAL» – 2010
(quadras)

1
Cantando pelo Natal,
Espalho aos quatro ventos
A esperança natural
De viver mais bons momentos!

2
Vamos cantar o Natal
E pedir ao Deus Menino
Que acabe com todo o Mal,
Usando o poder Divino. (a)

3
Nós vamos cantar ao Mundo,
Neste dia de Natal,
Nosso desejo profundo
De erradicar todo o Mal.


Gabriel de Sousa


(a) – Menção Honrosa no 15º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2010 (Fuseta)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDECarla Cristina Paquete Sacramento, atleta portuguesa especialista dos 1500 metros e Campeã do Mundo em 1997, nasceu em Lisboa no dia 10 de Dezembro de 1971.
Começou a sua carreira no “Paivas” em 1984. No ano seguinte, correu pelo “Fogueteiro”. De 1986 a 1989 foi atleta do “Sport Lisboa e Benfica”. No ano de 1990 correu como Individual. Entre 1992 e 1993 representou o Sporting Clube de Portugal. A partir de 1994 e até ao final da sua carreira, em 2006, foi atleta do “Maratona Clube de Portugal”, treinando em Madrid sob a orientação de um técnico espanhol.
Foi 5 vezes Campeã Nacional de 800 metros, uma vez Campeã Nacional de 1500 metros, 4 vezes Campeã Nacional em Pista Coberta de 800 metros, 2 vezes Campeã Nacional em Pista Coberta de 1500 metros e uma vez Campeã Nacional de Corta Mato Longo.
Nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992) foi às meias-finais de 800 e 1500 metros; em Atenas foi apurada também para as meias-finais dos 1500 metros.
Em Campeonatos do Mundo conquistou a Medalha de Bronze de 1500 metros (1995 – Gotemburgo), a de Ouro também nos 1500 metros (1997 – Atenas) e participou nas meias-finais de 1500 metros (2003 – Paris).
No Campeonato da Europa de Budapeste (1998) recebeu a Medalha de Prata dos 1500 metros e no Campeonato do Mundo de Pista Coberta de Barcelona (1995) conquistou a mesma medalha igualmente nos 1500 metros.
Em Campeonatos da Europa de Pista Coberta conquistou as seguintes medalhas: Prata de 1500 metros e Bronze de 800 metros em Paris (1994), Ouro de 1500 metros em Estocolmo (1996) e Prata de 3000 metros em Viena (2002).
Juntamente com Fernanda Ribeiro, dominou durante muito tempo as corridas em que competiu. Correu abaixo dos 2 minutos nos 800 metros e dos 4 minutos nos 1500 metros, referências de nível internacional.

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Como controlar uma sala de aula...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEJohn Gavin Malkovich, actor, produtor, realizador e empresário norte-americano, nasceu em Christopher, no Illinois, em 9 de Dezembro de 1953.
Tem por origem uma família rica e abastada. O pai, de origem croata, era engenheiro do ambiente e administrador de revistas da especialidade; a mãe, de origem alemã e escocesa, era jornalista e directora do periódico estatal “Benton Evening News”. John começou a representar quando ainda era estudante na “Benton High School”.
Com uma sólida formação dramática, participou durante seis anos em mais de cinquenta produções teatrais independentes, como actor e realizador, antes de triunfar no cinema no papel de Valmont em “Ligações Perigosas” (1988). Entre os seus principais filmes, salientam-se “O império do sol” (1987), “De ratos e homens” (1992), “Na linha de fogo” (1993), “Mary Reilly” (1996), “Rounders” (1997) e “Os tempos passados” (1999). Participou ao todo em mais de setenta filmes, interpretando papéis com registos totalmente diferentes. Foi nomeado para os Oscars por duas vezes. Mais do que as suas interpretações ou a sua presença, é a sua voz que melhor o caracteriza. O jornal “The Guardian” escreveu mesmo que «nenhum outro actor se tinha distinguido tanto pela sua voz desde Cary Grant». Em 2002 dirigiu o seu primeiro filme “The Dancer Upstairs”.
Esteve a viver em França durante nove anos e habita desde 2000 perto de Boston. Entre os seus hobbies destaca-se o de estilista de moda (“John Malkovich Fashion”).
Apaixonado por Portugal, aqui passou grandes temporadas. Fala o básico da Língua Portuguesa e, juntamente com um empresário português, foi proprietário de uma discoteca em Lisboa.
Perdeu vários milhões de dólares com o escândalo de Bernard Madoff, quando da sua bancarrota em 2008.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ABRAÇO DE AMIZADE
(quadras)

1

Um abraço com ternura
De amizade verdadeira
É belo enquanto dura,
Por vezes a vida inteira!

2

Acalma muita saudade
E transmite emoções,
Um abraço de amizade
Aproxima os corações!

3

Barco que vais p’ra o mar
Deixas no cais a saudade
De quem quer sempre lembrar
Teu abraço de amizade.


Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDEJosé Alberto Castelo Branco da Silva Vieira, negociante de arte, apresentador de televisão, cantor e figura pública do jet-set português, nasceu em Tete, no dia 8 de Dezembro de 1962.
Filho de um motorista da alta sociedade moçambicana, nasceu e cresceu na cidade de Tete, no norte de Moçambique, então ainda uma colónia portuguesa. Aos doze anos, mudou-se para Lisboa e começou a trabalhar como manequim. Antes de se celebrizar, viveu em Santo António dos Cavaleiros e foi um conhecido “drag queen” da noite lisboeta, na discoteca “Trumps”, usando o nome artístico de “Tatiana Romanova”. Aproximou-se de Lili Caneças que o lançou no modesto jet-set português.
Em 1996, casou com a multi-milionária inglesa Betty Grafstein, muito mais velha que ele. Vivem em Sintra e em Nova Iorque.
Tornou-se uma figura mediática bastante conhecida dos portugueses através da participação no reality show “Quinta das Celebridades”, juntamente com outras “celebridades”, incluindo o actor brasileiro de telenovelas e filmes pornográficos Alexandre Frota, que o beijou em frente das câmaras no final, quando Castelo Branco se consagrou vencedor.
Em 2003, foi detido no Aeroporto de Lisboa na sequência de um incidente na alfândega. Foi ilibado posteriormente das acusações de tráfico de jóias e diamantes.
Tornou-se famoso pelos seus modos exuberantes, extravagantes, exóticos e polémicos. Na sua juventude, chegou a vestir-se de mulher para desfiles de moda, um passado que ele não renega. Teve o seu próprio programa na televisão, “Bon Chic” (2005), num cenário ao seu gosto pessoal, e participou noutro reality show, “Primeira Companhia” (2006), juntamente com outros concorrentes, incluindo novamente Alexandre Frota. No mesmo ano apareceu em novo reality show, “O Circo das Celebridades”.
Durante os três reality shows em que participou, envolveu-se em brigas com Alexandre Frota, Cinha Jardim, Pedro Ramos e Ramos, Sara Aleixo, Miguel Melo e Nuno Homem de Sá. Em Outubro de 2006 foi acusado de desviar objectos de decoração e outros do Hotel Ritz em Lisboa, local onde morou durante três meses, período em que a sua casa de Sintra estava em obras. Mais tarde foi tudo desmentido publicamente, dizendo-se que não passara de um mal-entendido.
Preparou-se para entrar no mundo musical, com a edição do seu primeiro álbum, maioritariamente com músicas em inglês mas incluindo também algumas em português (2008), tendo como produtor Luís Jardim, conhecido por trabalhar para grandes estrelas musicais como Cher e Rolling Stones, entre outros. Na sessão de autógrafos, acompanharam-no o filho Guilherme, a mulher Lady Betty Grafstein, a mãe Nini Castelo Branco e ainda alguns amigos, sendo bastante acarinhado pelos seus fãs. Um videoclip foi gravado em Nova Iorque por alguns elementos da equipa de produção de Madonna.
Foi entrevistado por “El Mundo” e foi a um programa da “Antena 3” em Madrid, onde revelou factos até então desconhecidos da sua vida e prometeu editar brevemente um livro.
Já se apresentou em alguns shows em Nova Iorque, onde foi bem recebido e elogiado. Em Junho de 2010, foi lançada a sua biografia “José Castelo Branco - Toda a Verdade”.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDERoberta Close, de seu verdadeiro nome Roberta Gambine Moreira, actriz, modelo e transexual brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 7 de Dezembro de 1964. Registada como Luís Roberto Gambine Moreira, teve o seu sexo e nome alterados em Março de 2005 pela 9ª Vara de Família do Estado do Rio de Janeiro.
Em 1984 foi a vedeta do carnaval carioca. A partir dessa época sucederam-se inúmeras aparições na imprensa, podendo dizer-se que o auge do sucesso aconteceu quando a revista “Playboy” a colocou na capa da edição de Maio de 1984. Pela primeira vez na história deste magazine, a principal atracção não era uma belíssima mulher, mas um “homem”. A chamada da capa da revista era: «Incrível. As fotos revelam porque Roberta Close confunde tanta gente». Entretanto, conforme escreveu então o jornal virtual “Último Segundo”, «este homem era na verdade uma belíssima mulher transexual». Foi também capa das revistas “Ele & Ela”, “Manchete” e “Sexy”.
O sucesso que Roberta fez foi tal que chegou a inspirar uma revista erótica de banda desenhada. Nas décadas de 1980 e 1990, Roberta apareceu nos maiores programas brasileiros de entrevistas.
Em 1989, foi submetida em Inglaterra a uma cirurgia para mudança de sexo. Logo após a intervenção, começou a sua luta pelo direito de trocar de nome. Roberta passou por nove especialistas médicos que confirmaram ter ela todos os aspectos hormonais e físicos femininos. Os seus advogados argumentaram também que Roberta não poderia viver psicologicamente bem, com um nome que não desejava e que a levava a ser vítima de chacotas e preconceitos.
Quinze anos depois da sua primeira tentativa legal, conseguiu o que desejava, podendo desde então obter todos os documentos (bilhete de identidade, passaporte, etc.) como sendo do sexo feminino. Na sentença, baseada nos pareceres dos especialistas médicos, a juíza escreveu que «o progresso da Ciência deve ser acompanhado pelo Direito, pois o homem cria, aplica e se sujeita à norma jurídica, da mais antiquada e obsoleta à mais avançada e visionária.».
Roberta Close mora actualmente em Zurique, na Suíça, mas vai ao Brasil frequentemente para visitar a família e os amigos. É cidadã com dupla nacionalidade (suíça e brasileira).

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDEAntónio Jorge Peres Feio, actor e encenador português, nasceu em Lourenço Marques (hoje Maputo) no dia 6 de Dezembro de 1954. Faleceu em Lisboa, em 29 de Julho de 2010, vítima de cancro no pâncreas. Em 27 de Março de 2010 foi condecorado com o grau honorífico de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República.
Viveu em Moçambique até aos sete anos, tendo-se depois instalado em Carcavelos com a família. Frequentou a Escola da Câmara de Carcavelos, o Liceu de Nova Oeiras, o Liceu de Oeiras e o Liceu de S. João.
Aos onze anos, estreou-se no teatro com a peça de Miguel Torga “O Mar”, dirigida por Carlos Avilez, no Teatro Experimental de Cascais. Chegou cedo à televisão e ao cinema, participando também em folhetins na rádio e em campanhas publicitárias.
Em 1969, voltou a Lourenço Marques, prosseguindo os estudos no Liceu Salazar. Fez uma tournée por Moçambique com a Companhia Laura Alves (peça “Comprador de Horas”) e retirou-se depois dos palcos durante algum tempo, tendo trabalhado como desenhador num atelier de arquitectos.
Em 1974, fez outra digressão em Moçambique com o Teatro Experimental de Cascais e regressou a Lisboa com esta companhia. Saiu para formar, com Fernando Gomes, o “Teatro Aquarius”. Passou seguidamente pela Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira e pelos seguintes teatros: Teatro Popular-Companhia Nacional I, Teatro São Luiz, Teatro Adóque, Teatro ABC, Casa da Comédia, Teatro Aberto, Teatro Variedades e Teatro Nacional D. Maria II.
Começou a sua carreira de encenador com o espectáculo “Pequeno Rebanho Não Desesperes” na Casa da Comédia. Seguiu-se “Vincent de Leonard Nimoy” no Teatro Nacional D. Maria II e “O Verdadeiro Oeste” no Auditório Carlos Paredes.
Fez como actor “Inox-Take 5” (1993) com José Pedro Gomes, que constituiu o início de um trabalho em conjunto e de uma “dupla” que durou até ao fim da sua vida.
Começou a dirigir cursos de formação de actores no Centro Cultural de Benfica, tendo formado grupos de teatro com vários alunos. Seguiram-se muitas outras encenações, sendo as mais importantes: “A Partilha de Miguel Falabela” e “O Que diz Molero” (Teatro Nacional D. Maria II); “Perdidos em Yonkers” e “Duas Semanas com o Presidente” (Centro Cultural de Belém e Teatro Nacional S. João); “Conversa da Treta” (Auditório Carlos Paredes); “O Aleijadinho do Corvo” (Visões Úteis/ Teatro Rivoli); “Arte de Yasmina Reza” (Teatro Nacional S. João); “Bom Dia Benjamim” (CCB e Expo98); “Portugal Uma Comédia Musical” (Teatro São Luiz); “Popcorn de Ben Elton”; “Deixa-me Rir”; “Jantar de Idiotas” e “O Chato” (Teatro Villaret).
Para além de teatro fez televisão, popularizando-se em sitcoms como “Conversa da Treta” ou programas como “1, 2, 3”; algum cinema (com Alfredo Tropa, Eduardo Geada, Luís Filipe Costa e Fernando Fragata), traduções e muitas dobragens. Mantinha-se também na rádio, com uma crónica humorística na TSF. Faleceu na unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz, vítima de um cancro contra o qual lutava há largos meses.
Foi casado com a jornalista Lurdes Feio, de quem teve dois filhos e se divorciou. Viveu depois, durante dezoito anos, com Cláudia Cadima com quem teve mais dois filhos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

EFEMÉRIDE Otto Ludwig Preminger, actor, produtor e realizador americano, de origem austríaca, nasceu em Wiznitz no dia 5 de Dezembro de 1906. Faleceu em Nova Iorque, em 23 de Abril de 1986 vítima de cancro e Alzheimer.
Estudou Direito e Filosofia, trabalhando no teatro de 1933 a 1934, antes de se dedicar ao cinema. Em 1935, optou por deixar a Áustria e exilou-se nos Estados Unidos da América.
Apesar da sua origem judaica, actuou em alguns filmes interpretando papéis de espiões ou oficiais nazis, por causa do seu sotaque austríaco. Tinha fama de pessoa rude e desagradável. Gostava de trabalhar com temas de desvios e conflitos comportamentais e teve o mérito de deixar grandes obras em todos os géneros cinematográficos, desde o romance até histórias de guerra.
Os seus principais filmes são: “Laura” (1944), um dos maiores clássicos do chamado “cinema noir”; “O rio das almas perdidas” (1954), grandioso western protagonizado por Marilyn Monroe; “Carmen Jones” (1954), musical protagonizado por actores negros, que revelou o lendário Harry Belafonte; “O homem do braço de ouro” (1955), polémico drama sobre drogas, que proporcionou a Frank Sinatra o seu maior papel no cinema; “Bom dia, tristeza” (1958), sensível e marcante drama baseado no best-seller homónimo de Françoise Sagan; “Anatomia de um crime” (1959), um drama de tribunal; “Êxodo” (1960), épico sobre a formação do estado de Israel após o final da Segunda Guerra Mundial; “Tempestade sobre Washington” (1962); “A primeira vitória” (1965); “Bunny Lake desapareceu” (1965), um dos “filmes símbolos” da década de 1960; e “O factor humano” (1979), o seu derradeiro filme, um subtil drama de guerra.
Tem uma estrela na Calçada da Fama no Hollywood Boulevard. Foi duas vezes nomeado para os Oscars.

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