sábado, 31 de dezembro de 2011





EFEMÉRIDE Sandro Milton Vieira Angélico, conhecido como Angélico Vieira, cantor e actor português, nasceu em Lisboa no dia 31 de Dezembro de 1982. Morreu no Porto em 28 de Junho de 2011.


Com 21 anos, trabalhou como modelo para a agência DXL Models. Frequentava o 3º ano de Gestão de Empresas, quando surgiu a oportunidade de entrar para a série televisiva “Morangos com Açúcar”. Foi esta série a sua rampa de lançamento para a banda D'ZRT, da qual fez parte.


Depois de três anos de actividade, os quatro elementos da banda decidiram que «era o momento de terminar com o grupo» e assim aconteceu. Cada um seguiu o seu caminho. Em 2008, após deixar os D'ZRT, Angélico teria treinado Kung Fu durante seis meses no templo de Shaolin, na China. Continuou entretanto ligado à música e lançou o seu primeiro álbum a solo, com o título “Angélico”, em Setembro de 2008. No mesmo dia do lançamento, o disco foi anunciado como “Disco de Ouro”.


Angélico Vieira faleceu na sequência de um acidente de viação na madrugada de 25 de Junho de 2011, ocorrido na auto-estrada A1, sentido norte-sul, perto de Estarreja, pelas 3h15. Angélico conduzia um BMW 635 emprestado por um stand. A bordo seguiam mais três pessoas. Uma foi projectada no momento da colisão, tendo tido morte imediata e sendo ainda atropelada por um veículo que circulava na retaguarda. Uma menor de 17 anos foi transportada para o hospital em estado muito grave. Um quarto ocupante sofreu apenas ferimentos ligeiros. Angélico deu entrada no Hospital de Santo António, no Porto, com um traumatismo crânio/encefálico muito grave. O óbito foi declarado na noite de 28 de Junho.


Segundo o relatório da investigação da GNR, divulgado em 2 de Julho, a causa principal para o acidente foi o excesso de velocidade, pois o actor seguia a 253km/h. O mesmo relatório negou a existência de qualquer rebentamento de pneu, ao contrário do que foi inicialmente indicado por um dos ocupantes. Dois deles, o que foi projectado e a menor em estado muito grave, não usavam cinto de segurança.


Angélico tinha publicado em 2011 um segundo álbum (“Acredito”). Além da série “Morangos com Açúcar”, entrara em “Dance Dance Dance”, “Doce Fugitiva”, “Feitiço de Amor” e “Espírito Indomável”. Fez também a dobragem de um personagem de “A Princesa e o Sapo”.


Feliz 2012 para todos!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011


Não vi passar isto nas nossas televisões...



EFEMÉRIDE – Benjamin “Ben” Sinclair Johnson, ex-velocista canadiano, nasceu na Jamaica em 30 de Dezembro de 1961. Foi considerado o homem mais rápido do mundo no fim da década de 1980. Campeão Olímpico durante 48 horas nos Jogos de Seul de 1988, perdeu a medalha de ouro, os recordes e a reputação, ao ser apanhado no mais conhecido caso de doping da história do desporto.


A família Johnson emigrara para o Canadá em 1976, onde se estabeleceu num subúrbio de Toronto. Com talento para o atletismo, Ben foi descoberto no começo da década de 1970 por Charlie Francis, ex-campeão canadiano de 100m.


Sob a orientação de Francis, conseguiu o seu primeiro resultado internacional importante em 1982, chegando em segundo lugar e ganhando a medalha de prata nos Jogos da Comunidade Britânica, realizados em Brisbane, na Austrália.


O ano de 1984 viu Ben Johnson participar nas Olimpíadas de Los Angeles e afirmar-se como um corredor de elite, ao chegar em terceiro lugar na final dos 100m. Repetiu o feito na estafeta 4x100m. Los Angeles foi assim o local do primeiro grande duelo entre Ben e o mais duro rival que, durante quatro anos, seria o seu principal adversário: o até então imbatível norte-americano Carl Lewis. No fim deste ano, ao mesmo tempo que começava a ganhar uma surpreendente massa muscular, Johnson confirmou-se como o principal sprinter do Canadá e fixou o recorde nacional em 10,12.


Em 1985, venceu finalmente Lewis, iniciando uma rivalidade que faria história nos anos seguintes. Em 1986, foi considerado o velocista número um do mundo, derrotando novamente Lewis nos Jogos da Amizade em Moscovo, correndo abaixo dos 10s (9,95).


Quando dos Mundiais de Atletismo de Roma em 1987, a rivalidade entre os dois encontrava-se no apogeu, com Ben a acumular quatro vitórias consecutivas sobre Lewis. Johnson surpreendeu o mundo, não apenas confirmando a sua superioridade, mas pulverizando o recorde mundial da prova com 9s83, quando ninguém ainda era capaz de correr abaixo de 9s93. O resultado transformou Ben Johnson numa celebridade mundial e num sucesso de marketing, passando a cobrar cerca de 500 mil dólares mensais em publicidade e sendo nomeado o Atleta do Ano de 1987 pela agência Associated Press. Recebeu igualmente a Ordem do Canadá.


Após ser vencido por Johnson, Lewis começou a dar justificações para a sua derrota nos órgãos de comunicação social. Primeiro, afirmou que Ben havia feito uma falsa partida; depois, atribuiu a sua derrota a dores no estômago e, finalmente, declarou, sem citar nomes, que «existiam vários atletas que apareciam, vindos não se sabe de onde, e que não achava que eles estivessem a conseguir certos resultados sem a ajuda de drogas». Este foi o começo das manifestações de Lewis pela “limpeza no mundo do atletismo” no tocante ao doping. Os mais cépticos lembraram que Lewis nunca se tinha preocupado com isto até começar a ser vencido por Johnson. Outros salientaram ainda a falta de humildade de Lewis ao não aceitar as derrotas.


Numa entrevista à BBC, Carl Lewis declarou: «Existem atletas que estão competindo dopados e a prova dos 100m será lembrada por muito tempo e não apenas pelos resultados nas pistas». Johnson não demorou a responder: «Quando Carl Lewis ganhava tudo, eu nunca disse nada contra ele e, quando aparecer um atleta que me derrote, também não farei nenhuma acusação». Foi neste estado de espírito e rivalidade assanhada que os dois se confrontaram nos Jogos Olímpicos de Seul.


O ano de 1988 não começara bem para Johnson. Em Fevereiro sofreu o estiramento de um músculo e a lesão agravou-se nos meses seguintes. Por seu lado, em Junho, Carl Lewis venceu o Torneio de Paris com 9,99 e, quando os dois finalmente se reencontraram em Agosto, em Zurique, Lewis venceu com 9s93, enquanto Johnson ficava em terceiro lugar. «A medalha de ouro olímpica será minha! Ben Johnson nunca mais me derrotará!», declarou Lewis.


Pela televisão e no estádio de Seul completamente lotado, milhões de pessoas aguardavam a partida do mais esperado e sensacional duelo de atletismo da época. Ao tiro do árbitro, Johnson pulou como impulsionado por molas e, numa arrancada impressionante, ficou com mais de dois metros de avanço sobre todos os outros competidores até aos 80 m da prova, perdendo depois um pouco de terreno para o segundo colocado, Carl Lewis. Ao cruzar a linha de chegada, com o braço desafiadoramente levantado e o dedo indicador apontado para o alto mostrando quem era o número um, bateu novamente o seu próprio recorde, com a marca de 9s79, deixando o mundo estupefacto e sendo o primeiro homem a correr os 100m abaixo de 9s80, quando nenhum outro ainda conseguia correr a distância em menos de 9s90.


Dois dias depois, Johnson tinha um teste antidoping positivo, era descredibilizado mundialmente, obrigado a devolver a medalha de ouro olímpica, que foi entregue a um sorridente Carl Lewis, e viu todos os seus recordes mundiais anulados. O teste de urina que deixou o mundo perplexo acusou a presença de estanozolol no organismo de Johnson, esteróide banido pelo COI. Johnson foi suspenso do atletismo por dois anos e o seu técnico Charles Francis admitiu que ele usava esteróides desde 1981, sendo também suspenso.


Após cumprir o tempo de suspensão, que passou praticamente em casa com a família e durante o qual perdeu todos os contratos publicitários que o haviam tornado rico, tentou voltar às pistas em 1991 sem conseguir resultados animadores. No ano seguinte, foi novamente apanhado num teste antidoping numa corrida em Montreal e, por ser reincidente, seria banido definitivamente do atletismo e apelidado de “desgraça nacional” pelo Ministro dos Desportos Amadores do Canadá, que sugeriu o seu regresso à Jamaica.


Nos últimos anos, completamente afastado do atletismo, tem estado à frente de um negócio de roupas desportivas. Em 2006 deu uma entrevista em que afirmou ter sido sabotado em Seul e que 40% dos atletas que hoje competem o fazem dopados para aumentar as suas performances.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011




EDP - ENELGIAS DE POLTUGAL


A paltil de Janeilo, pala sua maiol comodidade podelá pagal as fatulas da EDP num dos milhales de postos de coblança existentes no país...


A LOJA DO CHINÊS MAIS PLÓXIMA!



Estou a ficar meio-surdo...



EFEMÉRIDERainer Maria Rilke (de seu nome original René Karl Wilhelm Johann Josef Maria Rilke), poeta austríaco e um dos mais importantes da língua alemã no século XX, morreu em Valmont, na Suíça, no dia 29 de Dezembro de 1926. Nascera em Praga, então pertencente ao Império Austro-Húngaro, em 4 de Dezembro de 1875. Escreveu também poemas em francês.


A família idealizara para ele uma carreira militar, chegando a estar num pensionato para esse fim, mas foi recusado por inaptidão física. Estudou nas Universidades de Praga, Munique e Berlim. Em 1894 fez a sua primeira publicação, uma recolha de versos de amor, intitulada “Vida e Canções”. Não exerceu nenhuma profissão, tendo vivido sempre com o apoio de amigas nobres, muitas das vezes suas amantes.


Em 1899 viajou para a Rússia a convite de Lou Andreas-Salomé, escritora e psicanalista, filha de um general russo, que conhecera em Munique em 1897 e que foi sua amante durante longos anos. Este amor inflamado foi-se transformando progressivamente numa amizade recíproca e numa admiração mútua que se manteria até ao fim das suas vidas. A sua estadia na Rússia imprimiu uma inspiração religiosa aos seus poemas. Passou a ver a natureza, dadas as dimensões e a exuberância das paisagens russas, como uma manifestação divina, presente em todas as coisas. Sobre este tema escreveu, em 1900, “Histórias do Bom Deus”.


Em 1901 casou com Clara Westhoff, da qual se separou um ano mais tarde. Em 1902 foi para Paris, onde foi secretário do escultor Auguste Rodin, entre 1905 e 1906. Rodin exerceu grande influência sobre os poemas de Rilke, que se reflectiu nas suas publicações de 1907 e 1908.


O século XX trouxe para a poesia de Rilke um afastamento do lirismo e dos simbolistas franceses com os quais se identificara. Em 1905, publicara “O Livro das Horas”, com grande repercussão na época. Nesta obra, a sua poesia já apresentava um estilo concreto, bem característico desta sua nova fase.


Quando começou a Primeira Guerra Mundial, em 1914, Rilke morava em Munique e lá permaneceu durante todo o conflito. Antes de se mudar para aquela cidade alemã, viveu na região de Trieste, publicou em 1913 “A vida de Maria“ e iniciou a redacção da sua obra-prima “Elegias de Duíno”, texto que só viria a ser publicado em 1923. Duíno era um castelo, então em território austríaco, nas margens do Adriático, onde Rilke residiu dois anos, a convite da princesa Maria von Thurn und Táxis, que se manteve como sua mecenas até 1920. Em 1921, Rilke mudou-se para a Suíça, onde viveu até à data da sua morte, vítima de leucemia.


A obra de Rainer Maria Rilke foi influenciada pelo Expressionismo e, por sua vez, influenciou muitos autores em diversas partes do mundo. Apesar de ser conhecido sobretudo como poeta, escreveu também ensaios, novelas, peças de teatro e um romance.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEJosé Pedro Gomes, actor, autor e encenador português, nasceu em Lisboa no dia 28 de Dezembro de 1951.


Teve a sua formação no Théâtre du Soleil (1970), no Teatro da Cornucópia (com professores da Bristol Old Vic School, 1981) e com Polina Klimovitskaia (na Fundação Calouste Gulbenkian, 1991).


Iniciou a sua actividade profissional em 1976, tendo trabalhado em vários grupos e teatros como: Teatro Proposta, Teatro da Graça, Teatro da Cornucópia, Teatro O Bando, Teatro Aberto e Comuna – Teatro de Pesquisa. Colaborou com Ricardo Pais no Centro Cultural de Belém e com Adriano Luz e António Feio no Teatro Nacional D. Maria II.


Foi presença regular no Teatro Villaret onde, sob a direcção de António Feio, participou em peças como “Arte de Yasmina Reza” (2001/2002), “Deixa-me Rir” de Alistair Beaton (2003/2004) e “Dois Amores” de Ray Cooney (2006/2007). Criou, interpretou e encenou “Coçar – onde é preciso”, apresentado no Teatro Armando Cortez em 2005 e, no ano seguinte, na televisão.


Actuou na TV, nomeadamente em séries e filmes, na sua grande maioria de humor. Trabalhou com Herman José em “Casino Royal” (1989), “Crime na Pensão Estrelinha” (1987), “Herman Enciclopédia” (1997), “Herman 98” (1998), “Herman 99” (1999), “Fura-vidas” (2000), “O Lampião da Estrela” (2001) e “Família Mata” (2011). Na televisão, participou ainda noutros projectos: “Paraíso Filmes” (2001/2002), “Tudo sobre...” (2005) e “Equador” (2008).


Aumentou a sua já notável popularidade, com o grande êxito “Conversa da Treta”, primeiro no teatro, depois na rádio e na televisão, e finalmente no cinema, ao lado do amigo António Feio com quem trabalhou quase duas décadas. Fez uma participação especial na telenovela “Resistirei” (2007/2008) e na série “Um lugar para Viver” (2009).


No cinema, participou em filmes de Manuel Mozos, Margarida Cardoso, José de Pina, José Sacramento e Leonel Vieira, entre outros. Na rádio, foi autor e intérprete da crónica semanal “Os Cromos TSF”.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEMichel Piccoli, actor de cinema e teatro, produtor, realizador e cenarista francês, nasceu em Paris no dia 27 de Dezembro de 1925.


Originário de uma família de imigrantes italianos, a mãe era pianista e o pai violinista. Após estudos de interpretação, trabalhou em muitos palcos parisienses e foi, durante algum tempo, director do Théâtre Babylone.


Casou-se três vezes, primeiro com Éléonore Hirt, depois com a cantora Juliette Gréco (onze anos) e, finalmente, com Ludivine Clerc.


Faz parte da história do cinema, com interpretações brilhantes em filmes como “Le Mépris” (1963, Jean-Luc Godard) e “Belle de jour” (1967, Luis Buñuel).


Tornou-se o actor preferido de Claude Sautet e de Luis Buñuel, mantendo uma longa camaradagem com o segundo. Participou em seis filmes realizados pelo cineasta espanhol, entre os quais obras tão importantes como: “Le journal d'une femme de chambre”, “Belle de jour” e “Le Charme discret de la bourgeoisie”. Paralelamente, consolidou a sua notoriedade no início dos anos de 1960, representando na televisão: “Les Joueurs”, “Montserrat” e “Don Juan”.


Durante a década de 1980, ganhou o Prémio de Interpretação no Festival de Cannes (1980), o Urso de Prata no Festival de Berlim (1982) e o Prémio da Crítica para o Melhor Comediante (1984). Além dos já citados Jean-Luc Godard e Luis de Buñuel, trabalhou igualmente com Jean Renoir, René Clair, Alain Resnais, Claude Chabrol, Louis Malle, Costa-Gavras, Marco Ferreri, Alfred Hitchcock, Jerzy Skolimowski, Ettore Scola, Marco Bellocchio, Manoel de Oliveira, Theo Angelopoulos, Nanni Moretti, Youssef Chahine, Raoul Ruiz, etc.


Simpatizante e activista de esquerda, membro do Movimento pela Paz, destacou-se sempre pelas suas posições contra a Frente Nacional, um partido político francês de extrema-direita. Militou também na Amnistia Internacional. Em Março de 2007, assinou uma petição, juntamente com 150 intelectuais franceses, pedindo o voto em Ségolène Royal, «contra uma direita da arrogância e por uma esquerda da esperança». Continuou sempre fiel ao Partido Socialista Francês, desde que apoiou François Mitterrand em 1981.


Em Maio de 2009 assinou, com Juliette Gréco, Maxime Le Forestier e Pierre Arditi, uma carta aberta endereçada a Martine Aubry, primeira secretária do Partido Socialista, pedindo que os deputados socialistas votassem a lei sobre “Criação e Internet”.


Fez parte do júri do 60º Festival de Cannes em 2007. Amante de literatura, gravou a leitura de “Fleurs du mal” de Charles Baudelaire e “Gargantua” de François Rabelais.


Em 2007, recebeu o Leopardo de Melhor Intérprete Masculino no Festival de Locarno. Ao todo, foi nomeado quatro vezes para o César de Melhor Actor e duas vezes para o Molière de Melhor Comediante.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEArminda Nunes Correia, cantora lírica portuguesa, nasceu em Lagos no dia 26 de Dezembro de 1903. Morreu em Lisboa, em 21 de Setembro de 1988.


Em 1927, subiu ao palco do Teatro de São Carlos, para a estreia absoluta de três óperas de Rui Coelho: “Inês de Castro”, “A Freira de Beja” e “O Cavaleiro das mãos irresistíveis”. No ano seguinte, participou também no São Carlos, numa outra ópera de Rui Coelho, “Belkiss”. Fez parte de um recital preenchido com a audição integral das canções de Rui Coelho, na Liga Naval.


Em 1929, cantou as “Beatitudes” de César Franck. No início de 1930, actuou no Teatro D. Maria II na representação em português da ópera “Crisfal” e interpretou canções de Rui Coelho sobre poesias de D. Sancho I, D. Dinis, Bernadim Ribeiro e Francisco Rodrigues Lobo.


Cantou em 1930, 1933 e 1934 a “Paixão Segundo São Mateus”, de Bach, no São Carlos e no Palácio das Exposições. Em 1936, actuou em Paris, na Sorbonne, no âmbito das Comemorações Vicentinas. No ano que se seguiu, foi convidada pelo Musée de la Parole et du Geste para gravar algumas canções portuguesas. Em 1937, Armando José Fernandes dedicou-lhe as suas partituras do “Desaparecido Carlos Queiroz” e da “Ode de Horácio”.


Em 1939, cantou na Quinzena de Portugal em Londres, realizou recitais no Instituto de Cultura Portuguesa de Bruxelas e na Casa de Portugal em Paris, num total de sete concertos, todos com canções de autores portugueses.


No final dos anos 1930 e princípios de 1940, executou uma série de recitais para a Emissora Nacional, integrando canções tradicionais.


Em 1941 e 1942 participou em concertos no Ateneu Comercial de Lisboa, no Teatro D. Maria II, na Faculdade de Letras de Coimbra e no Hotel Lusitano (Luso), todos a favor da Obra de Rua do Padre Américo.


Notável intérprete de autores portugueses, valorizada pelos seus dotes de dicção e raro timbre de voz, ganhou em Junho de 1943 o Prémio Luísa Todi. Foi professora de solfejo e de canto no Instituto de Música de Coimbra, no Liceu Feminino de Coimbra, na Academia de Amadores de Música e no Conservatório Nacional. Gravou vários discos para a His Master's voice e para a editora Valentim de Carvalho.

domingo, 25 de dezembro de 2011





EFEMÉRIDEArtur Fernandes Agostinho, jornalista, homem da rádio, escritor e actor português, nasceu em Lisboa no dia 25 de Dezembro de 1920. Morreu na mesma cidade em 22 de Março de 2011.


Artur Agostinho fez parte do departamento desportivo da Rádio Renascença nos anos 1980, depois de ter sido um dos mais brilhantes relatores desportivos de sempre, aos microfones da Emissora Nacional.


Participou nos filmes “Cais do Sodré” (1946), “O Leão da Estrela” (1947), “Capas Negras” (1947), “Cantiga da Rua” (1950), “Sonhar é Fácil” (1951), “O Tarzan do 5º Esquerdo” (1958), “Dois Dias no Paraíso” (1958), “O Testamento do Senhor Napumoceno” (1997) e “A Sombra dos Abutres” (1998).


Foi proprietário de uma agência de publicidade, a Sonarte, e jornalista. Director do diário desportivo “Record” entre 1963 e 1974, regressou ao jornal como colunista e foi patrono do prémio destinado a premiar o desportista do ano em 2005. Entretanto, dirigiu também o “Jornal do Sporting”.


Apresentou o primeiro concurso da televisão portuguesa “Quem Sabe, Sabe” e participou em programas como “O Senhor que se Segue”, “No Tempo Em Que Você Nasceu”, “Curto-Circuito” e ainda em algumas séries e telenovelas, de que se salientam: “Inspector Max” e “Pai à Força”.


Escreveu os livros “Português sem Portugal” (1977) e “Bela, riquíssima e além disso... viúva” (2009).


Foi agraciado com a Comenda da Ordem Militar de Santiago da Espada, em Dezembro de 2010. Morreu com 90 anos de idade, no Hospital de Santa Maria, onde esteve internado durante uma semana.

sábado, 24 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEHamid Karzai, Presidente da República do Afeganistão desde 2004, nasceu em Kandahar no dia 24 de Dezembro de 1957.


A família instalou-se no Paquistão em 1979, para fugir à invasão soviética. Karzai fez os seus estudos na Índia, diplomando-se em Ciências Políticas em 1983. Frequentou posteriormente a Escola de Jornalismo de Lille, em França.


Regressou ao Paquistão para ensinar inglês, enquanto os quatro irmãos emigraram para os Estados Unidos, onde fundaram um cadeia de restaurantes.


Fez parte de um pequeno movimento de resistência afegão pro-monarquia, sendo nomeado vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, quando os “mujahidinstomaram Cabul em 1992. Havendo suspeitas de que ele fosse um agente do Paquistão, foi preso. Karzai, porém, conseguiu escapar graças à destruição fortuita, por um míssil, da prisão onde estava detido. Colaborou seguidamente com os talibãs mas, depois da tomada de Cabul em 1996, recusou o lugar de representante dos talibãs na ONU proposto pelo “mollah” Omar. Cortaria aliás todos os vínculos com o regime, depois do assassinato do seu pai em Julho de 1999, provavelmente por um talibã.


O Departamento de Estado Norte-Americano, aconselhado por Zalmay Khalilzad, um afegão naturalizado americano, decidiu promovê-lo como futuro presidente e, para lhe dar uma certa legitimidade, enviou-o para o Afeganistão em 2001, com a finalidade de juntar várias tribos contra os talibãs. As operações de guerra eram na realidade quase totalmente efectuadas pelas forças especiais americanas e britânicas. Em Dezembro de 2001, por influência norte-americana, sucedeu a Burhanuddin Rabbani à frente do Estado Islâmico do Afeganistão, tornando-se presidente da Administração Transitória. Em 2002 escapou a um atentado e foi reeleito por dois anos.


Nas eleições presidenciais de 2004, em que foi o candidato apoiado pelos Estados Unidos, saiu vencedor com 55,4% dos votos. A sua autoridade no exterior de Cabul era no entanto extremamente limitada, enquanto florescia o comércio de ópio que minava os fundamentos do Estado em várias províncias.


Em Junho de 2007, a sua casa foi alvo de doze mísseis, atentado reivindicado pelos talibãs, mas que não fez vítimas. Novo ataque com mísseis e armas automáticas em Abril de 2008, durante um desfile militar em Cabul. Teve como consequência três mortos e uma dezena de feridos, mas Karzai saiu ileso.


Em Novembro de 2009, foi reeleito Presidente da República numas eleições muito controversas, sendo investido para um segundo mandato de cinco anos que agora decorre.


"Ganhe" 12 minutos vendo este filme. Feliz Natal !

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDE Helmut Heinrich Waldemar Schmidt, político alemão do Partido Social-Democrata (SPD), nasceu em Hamburgo no dia 23 de Dezembro de 1918. Foi o quinto chanceler da Alemanha (1974/1982).


Helmut Schmidt, filho de dois professores, estudou na escola Lichtwark onde se diplomou em 1937. Chamado para o serviço militar, começou por servir numa bateria anti-aérea em Vegesack, perto de Bremen, durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de estar brevemente na frente Leste, foi colocado no Ministério do Ar em 1942, como formador e conselheiro. Perto do fim da guerra, a partir de Dezembro de 1944, serviu como Oberleutnant na frente Oeste. Foi feito prisioneiro pelos britânicos em Abril de 1945 e assim ficou até ao fim da guerra em Agosto do mesmo ano. Durante o conflito foi condecorado com a Cruz de Ferro. Prosseguiu depois os seus estudos de Economia e Ciências Políticas.


Ingressou no SPD em 1946 e, em 1947/1948, dirigiu um sindicato de estudantes próximo do partido. Depois de acabar os estudos universitários, trabalhou para o governo da cidade de Hamburgo, no Departamento de política económica.


Em 1953 foi eleito para o parlamento da RFA. De 1969 a 1972, ocupou as funções de Ministro da Defesa no governo de Willy Brandt. De 1973 a 1974 foi Ministro da Economia e das Finanças, antes de se tornar Chanceler. Sucedeu a Brandt, depois deste se ter demitido após um escândalo de espionagem que implicava um dos seus conselheiros.


Keynesiano na origem, modificou depois a sua política económica e decidiu reduzir o deficit público. A sua fórmula «Os lucros de hoje serão os investimentos de amanhã e os empregos de depois de amanhã» ficou célebre.


Manteve muito boas relações com o presidente Giscard d'Estaing, oito anos mais novo, que governava então a França. Continuou com a política de Brandt de apaziguamento com o Leste (Ostpolitik), opondo-se à política mais agressiva de Reagan e assinando os Acordos de Helsínquia em 1975.


Em Fevereiro de 1982 ganhou um voto de confiança do Parlamento mas, em Setembro, quatro ministros do Partido Liberal-democrata abandonaram o governo de coligação. Schmidt acumulou então a função de Chanceler com a pasta dos Negócios Estrangeiros, até que uma nova moção faz cair o governo. Sucedeu-lhe o democrata-cristão Helmut Kohl.


Dando por acabada a sua carreira, Schmidt trabalhou como escritor e jornalista, continuando a interessar-se pela vida social e política. Desde 1983 foi cronista e um dos responsáveis do semanário de esquerda “Die Zeit”. Escreveu cerca de trinta livros, alguns com grande sucesso, como foi o caso de “O exercício responsável da religião” (2011), um ensaio sobre o lugar da religião numa sociedade globalizada.


Em 2010, com 91 anos de idade, foi considerado por 3/4 dos alemães como uma “autoridade moral”, bem à frente de outras personalidades alemãs. A sua mulher, com quem tinha casado em 1942, faleceu em Outubro de 2010. Duas mil pessoas, entre as quais a chanceler Angela Merkel, assistiram ao funeral.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Natal no Nordeste do Brasil



EFEMÉRIDE – Alberto da Costa Pereira, jogador de futebol português, considerado um dos melhores guarda-redes de sempre do S. L. e Benfica, nasceu em Nacala, Moçambique, no dia 22 de Dezembro de 1929. Morreu em Lisboa, em 25 de Outubro de 1990.


Iniciou a sua carreira no Ferroviário de Lourenço Marques, de Moçambique, mas mudou-se para Portugal em 1954/55, para se tornar jogador do Benfica durante doze anos. Retirou-se das competições na época 1966/67.


Foi oito vezes Campeão Nacional (1954/55, 1956/1957, 1959/60, 1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65 e 1966/67), tendo vencido cinco Taças de Portugal (1955, 1957, 1959, 1962 e 1964).


Ganhou duas vezes a Taça dos Campeões Europeus, em 1961 e 1962, defendendo também as redes do Benfica nas finais de 1963 e 1965.


Foi finalista da Taça Latina em 1957, tendo jogado 22 vezes pela Selecção Nacional (1955/1965).



Ainda a crise...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEPaco de Lucía, de seu verdadeiro nome Francisco Sánchez Gomes, guitarrista espanhol de flamenco, nasceu em Algeciras no dia 21 de Dezembro de 1947.


Em 2004, foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias e considerado «o mais universal dos artistas de flamenco, um músico que transcende fronteiras e estilos; um dos melhores embaixadores da cultura espanhola através do mundo». «Tudo o que se possa exprimir com as seis cordas de uma guitarra pode sair das suas mãos», acrescentou ainda o júri.


Em Algeciras, e de uma forma geral na maior parte da Andaluzia, é costume os rapazes adoptarem o nome da mãe, de forma a serem correctamente identificados, como por exemplo “Paco de (la) Carmenou “Paco de (la) María”. Por isso, o seu nome artístico foi adoptado em honra de sua mãe Luzia, de origem portuguesa, que por sua vez adaptara o nome para Lucía Gomes.


Foi com o pai e o irmão Ramón que aprendeu a tocar guitarra, desde os cinco anos de idade. Em 1958, com apenas onze anos, fez a sua primeira apresentação pública na Rádio Algeciras e, no ano seguinte, recebeu um prémio especial numa competição de flamenco em Jerez de la Frontera, acompanhado pelo seu irmão Pepe, num duo que se chamava Los chiquitos de Algecira. Como consequência desse êxito, entrou em 1961 para a Companhia de Dança de José Greco, com a qual realizou uma digressão pelos Estados Unidos. Entre 1968 e 1977 participou numa frutuosa colaboração com Camarón de la Isla, outro músico inovador do flamenco, com o qual gravou dez álbuns.


Adaptou e tocou vários temas do compositor espanhol Manuel de Falla. Em 1991, gravou o “Concierto de Aranjuez” de Joaquin Rodrigo, com a Orquestra de Cadaques. O autor, presente nas gravações, teria mesmo dito que «nunca ninguém tinha tocado a sua peça com tanta paixão e intensidade» como Paco de Lucía.


Já veio a Portugal por duas vezes. Em 1990 realizou concertos em diversas cidades, entre as quais Lisboa, Porto e Figueira da Foz. Em 2007 actuou no Campo Pequeno, em Lisboa, onde apresentou temas do álbum “Cositas Buenas”. Vive actualmente em Toledo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEHarvey Samuel Firestone, industrial americano que fundou a Firestone Tire and Rubber Company, um dos maiores fabricantes mundiais de pneumáticos, nasceu em Columbiana, Ohio, em 20 de Dezembro de 1868. Morreu em Miami Beach no dia 7 de Fevereiro de 1938.


Foi o primeiro homem a conduzir um buggy com pneus de borracha, numa época em que era responsável pela empresa de um seu tio em Detroit. Quando este negócio de construção de buggies falhou em 1896, Harvey Firestone mudou-se para Chicago e, em conjunto com alguns sócios, abriu um estabelecimento de comercialização de pneus.


Em 1900, mudou-se para Akron, que era na época o centro da produção de pneumáticos. Nesta cidade, desenvolveu a sua patente – «um mecanismo para aplicar pneus de borracha nos eixos de rodas normais» – e, juntamente com um sócio, montou a Firestone. Dois anos mais tarde, deixaram de vender mecanismos de outros fabricantes. Harvey comprou uma fábrica, onde começou a produzir os seus próprios pneus. Em 1904, a Firestone já fabricava pneus para automóveis e foi o primeiro fabricante a fornecê-los para a Ford. A cooperação entre as duas empresas fez com que a Firestone atingisse, em 1906, o topo da indústria pneumática americana. Manteve sempre um carácter inovador, sendo pioneira na concepção de vários produtos. Harvey promoveu também o uso de camiões pesados e pertenceu a lobbies que tentaram pressionar a construção de redes de auto-estradas.


Os seus negócios estenderam-se depois à Ásia. Harvey Firestone, que pretendia enfrentar o domínio britânico naquela área do globo, comprou todas as plantações de borracha da Libéria, para assegurar a necessária matéria-prima.


Esteve na presidência da Firestone até 1932, ano em que foi substituído pelo filho. Contribuiu notavelmente para o desenvolvimento da economia norte-americana no século XX.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEVitus Jonassen Bering, oficial e explorador dinamarquês ao serviço do Império Russo, também conhecido como o “Colombo dos Czares”, morreu na ilha Avatscha (ou ilha de Bering) em 19 de Dezembro de 1741. Nascera em Horsens, na Jutlândia, no dia 12 de Agosto de 1681.


O estreito de Bering, o mar de Bering, a ilha de Bering e a ponte terrestre de Bering foram assim denominados em sua homenagem.


Após uma curta viagem às Índias, alistou-se na Armada da Rússia em 1703, servindo na frota do mar Báltico durante a Grande Guerra do Norte. Entre 1710 e 1712 esteve na frota do mar de Azov, em Taganrog, onde participou na Guerra Russo-Turca de 1710 a 1711.


Casou com uma russa. Só voltou uma vez, brevemente, à Dinamarca (1715). Em 1725, sob os auspícios do governo russo e de Pedro “o Grande”, viajou por terra até ao porto de Okhotsk, cruzou o mar de Okhotsk e chegou à península de Kamchatka. Aí construiu o navio Sviatoi Gavriil (São Gabriel em russo) e, em 1728, seguiu rumo ao norte. Em Agosto, descobriu a ilha de São Lourenço, que foi o primeiro local conhecido no Alasca a ser visitado por exploradores ocidentais. Seguiu sempre para o norte, até já não ver terra nesse rumo (passando portanto pelo estreito de Bering), demonstrando assim que a Rússia e a América estavam separadas por água. No regresso foi criticado por não ter conseguido avistar o continente americano, envolto em nevoeiro.


No ano seguinte, começou uma busca para leste para encontrar o continente americano, mas não o conseguiu, embora redescobrisse a ilha de Ratmanov, a mais ocidental das ilhas Diomedes, que fora já descoberta por Semyon Dezhnyov. No Verão de 1730, regressou a São Petersburgo. Durante a longa viagem à Sibéria, que o fizera cruzar todo o continente asiático, ficou gravemente doente e cinco dos seus filhos morreram durante a travessia.


Bering voltou a ser escolhido para liderar uma segunda expedição a Kamchatka, desta vez pela imperatriz Ana da Rússia, que tinha subido ao trono em 1730. Os objectivos eram explorar uma parte da Sibéria, as costas russas do norte e as rotas marítimas entre Okhotsk, América do Norte e Japão. Bering voltou assim a Okhotsk em 1735. Com a ajuda de artesãos locais construiu dois navios: o Sviatoi Piotr (São Pedro) e o Sviatoi Pavel (São Paulo), com que partiu em 1740. Fundou Petropavlovsk em Kamchatka e daí liderou uma expedição à América do Norte em 1741. Uma tempestade separou os dois barcos e Bering viu-se na costa sul do Alasca, no mar de Bering, desembarcando perto da ilha Kayak. O segundo barco, capitaneado por Alexei Tchirikov, desembarcou no arquipélago Alexander, no sudeste do Alasca. Estas viagens de Bering e Tchirikov ocuparam um lugar central nos esforços da Rússia por explorar o Pacífico Norte e são hoje em dia conhecidos como a “Grande expedição do Nordeste”.


As duras condições da região obrigaram Bering a regressar. No caminho de regresso, descobriu algumas das ilhas do arquipélago das Aleutas, às quais chamou ilhas Shumagin em homenagem a um marinheiro do seu barco que morreu e ali foi enterrado. Adoeceu entretanto e, não podendo governar o navio, teve de se refugiar nas ilhas Comandante, a sudoeste do mar de Bering. Morreu (julga-se que vítima de escorbuto) em 19 de Dezembro de 1741, na Ilha de Bering, onde também morreram 28 membros da sua tripulação.


Entre os resultados tangíveis da expedição, destaca-se a precisa cartografia da costa norte e nordeste da Rússia, a refutação da lenda sobre lendários habitantes do Pacífico norte e a realização de um estudo etnográfico, histórico e biológico da Sibéria e de Kamchatka. Com os seus 3 000 participantes, directos e indirectos, foi uma das maiores expedições da História. O custo total, financiado pelo Estado russo, foi de 1,5 milhões de rublos, uma inacreditável soma para a época, mais ou menos uma sexta parte dos rendimentos anuais da Rússia.


A importância do trabalho de Bering não foi reconhecida durante muito tempo, até o navegador inglês James Cook provar, na sua terceira viagem pela região (1776/79), a exactidão das suas observações.


Em Agosto de 1991, os restos de Bering e de cinco dos seus tripulantes foram descobertos por um transporte marítimo russo-dinamarquês. Os corpos foram transportados para Moscovo, onde os médicos conseguiram estabelecer a sua aparência. Os dentes não tinham sinais evidentes de escorbuto, o que conduziu à conclusão de que teriam morrido de outra qualquer doença.

domingo, 18 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEAlejandro Sánchez Pizarro, conhecido como Alejandro Sanz, cantor espanhol, nasceu em Madrid no dia 18 de Dezembro de 1968.


A sua vida esteve sempre ligada à música e o pai teve grande influência nisso, principalmente em relação ao flamenco, de que o cantor é considerado um dos maiores compositores e intérpretes.


Sanz é um dos mais bem sucedidos artistas latinos no mundo inteiro, sendo um dos cantores espanhóis com mais sucesso fora do seu país. Já vendeu mais de 21 milhões de álbuns e é o artista espanhol que ganhou mais prémios, entre os quais 20 Grammies Latinos. Onze dos seus álbuns ganharam Discos de Platina.


Começou a sua carreira no fim da década de 1980, actuando em vários festivais importantes, antes de lançar “Viviendo Deprisa” (1991), que se tornou o álbum mais vendido naquele ano em Espanha e foi seguido por outros discos com muito êxito. Com o álbum “Mas” em 1997, principalmente com a canção “Corazón partio”, alcançou fama mundial.


Em 1999, casou com a modelo mexicana Jaydy Michel, na ilha indonésia de Bali e mediante os ritos locais. Divorciou-se em 2004.


A partir de 2000, começou a distanciar-se do estilo pop original e a buscar estilos latinos como o flamenco, a salsa e o bolero, demonstrando cada vez mais maturidade.


A partir de 2001, frente à sua crescente popularidade internacional, realizou duetos com artistas estrangeiros como The Corrs, Ivete Sangalo e Shakira. No mesmo ano tornou-se o primeiro espanhol a gravar um Unplugged para a MTV.


Desde Dezembro de 2006 que participa, como membro activista, na Fundação ALAS, que é uma organização de artistas latinos que realiza acções solidárias para melhorar as condições de nutrição, saúde e educação das crianças latino-americanas. Tendo como presidente honorário Gabriel García Marquez, conta com a colaboração de outros artistas como Chayanne, Daniela Mercury, Danilo Perez, Ricky Martin e Shakira. Em Abril de 2008, juntamente com esta última, participou no lançamento da campanha “Yo Amo América”, que visa melhorar a vida dos mais pobres da América Latina e Caraíbas.


Em Maio de 2007, um comunicado de imprensa informou que «o seu ritmo frenético de trabalho, juntamente com o stress da sua vida pessoal e o cansaço, fazia com que tivesse de cancelar cerca de 20 concertos». Javier Martín, seu porta-voz, confirmou que por ordens médicas «Sanz passaria um mês em repouso absoluto, obedecendo a uma situação de força maior que o impossibilitava totalmente de actuar». Voltou aos palcos em Agosto, em Santiago de Compostela, renovado e com quinze quilos a menos. Foram remarcados os seus shows em Porto Rico, Santo Domingo e Estados Unidos (Las Vegas, Miami, Nova Iorque, Los Angeles e Chicago).

sábado, 17 de dezembro de 2011


Morreu a Diva Caboverdeana



EFEMÉRIDE – Manuel de Oliveira Gomes da Costa, militar e político português, décimo Presidente da República e o segundo da ditadura militar que precedeu o Estado Novo, morreu em Lisboa no dia 17 de Dezembro de 1929. Nascera, também na capital portuguesa, em 14 de Janeiro de 1863.


Enquanto militar, destacou-se nas “campanhas de pacificação” das colónias, em África e na Índia, e ainda na I Grande Guerra Mundial.


Enquanto político, foi o líder que a direita conservadora encontrou para liderar a Revolução de 28 de Maio de 1926, com início em Braga (isto após a morte do general Alves Roçadas, que deveria ter sido o seu chefe).


Não assumiu de início o poder, que foi confiado a Mendes Cabeçadas, o líder dos revoltosos em Lisboa. Como os revolucionários achassem, no entanto, a atitude deste um pouco frouxa, Gomes da Costa viria a alcançar o poder, após sucessivas reuniões conspirativas mantidas no quartel-general de Sacavém, após um golpe ocorrido em 17 de Junho de 1926. O seu Governo não durou, porém, muito mais tempo que o de Mendes Cabeçadas. Em 9 de Julho do mesmo ano, uma nova contra-revolução, chefiada pelo general Óscar Carmona, derrubou Gomes da Costa, incapaz de lidar com os dossiers governativos.


Carmona, empossado como Presidente, enviou-o para o exílio nos Açores, fazendo-o marechal do exército português. Em Setembro de 1927, regressou ao continente, falecendo dois anos depois em condições miseráveis, sozinho e pobre.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDE Camille Saint-Saëns, compositor, pianista e organista francês da época pós romântica, morreu em Argel no dia 16 de Dezembro de 1921. Nascera em Paris, em 9 de Outubro de 1835.


Órfão de pai aos quatro meses, foi criado pela mãe e por uma tia. Como havia um piano na casa, aos três anos de idade já gostava de brincar com as teclas e, em pouquíssimo tempo, tocava pequenas melodias sem ter sido ensinado por ninguém. A mãe e a tia deram-lhe então as primeiras lições de teoria musical. Aos 7 anos começou a escrever pequenas peças e aos 10 anos conseguia tocar algumas das peças mais difíceis de Mozart e de Beethoven. Apresentou-se em público pela primeira vez na Sala Pleyel, em Paris, em Maio de 1846, tocando o 3° Concerto de Beethoven e o N° 15 de Mozart, para o qual escreveu a sua própria cadência. Aos 13 anos de idade, entrou para o Conservatório de Paris, onde estudou órgão, contraponto e fuga, com grandes mestres.


Para auxiliar a família, tocava órgão na Igreja de St. Merry e, em 1857, obteve o cargo de organista da Igreja da Madalena, cargo esse que ocupou durante duas décadas. Aos 25 anos já era famoso em toda a Europa como pianista e compositor, tendo escrito três sinfonias, um concerto para violino, um quinteto e várias peças de música sacra. Suscitou a admiração de Liszt e de Berlioz, travando amizade com o primeiro que, ao vê-lo a improvisar no órgão da Madalena, o classificou como «o maior organista do mundo».


Saint-Saëns adquiriu um conhecimento profundo da música, familiarizando-se com as obras dos grandes compositores europeus antigos e modernos. Possuía também uma vasta e sólida cultura em filosofia, ciência e literatura. Em astronomia chegou a ser uma verdadeira autoridade. Escreveu um livro de filosofia, “Problemas e Mistérios”, poemas, uma comédia e libretos de várias das suas óperas. Em 1858, o editor Girod pagou-lhe 500 francos por uma partição, dinheiro que ele utilizou para adquirir um telescópio.


De 1861 a 1865, obteve o lugar de professor de piano na Escola Niedermeyer em Paris. Em 1865, a sua cantata “As Núpcias de Prometeu” foi premiada num concurso, de cujo júri faziam parte, entre outros, Rossini, Berlioz, Verdi e Gounod. No ano seguinte compôs, em apenas dezassete dias, o “Segundo Concerto para Piano”, porque o seu amigo Anton Rubinstein viria a Paris e tinha necessidade de algo de novo para tocar.


Durante os anos 1870, escreveu regularmente para a “Gazette musicale” e, paralelamente, alistou-se na Guarda Nacional quando começou a guerra entre a Alemanha e a França. Instalou-se depois em Inglaterra e tocou órgão e piano em Windsor para a rainha Victoria.


Voltou a Franca, depois de estudar partições de Haendel na biblioteca do Palácio de Buckingham, e fundou a Sociedade Nacional de Música. Foi convidado em Novembro de 1875 para apresentar as suas obras em São Petersburgo.


No começo dos anos 1880, o seu génio foi publicamente reconhecido, sendo eleito para a Academia das Belas-Artes em 1881 e promovido a Oficial da Legião de Honra em 1884. Voltou à Rússia em 1887, compondo e tocando “Capriccio”, sobre temas russos e dinamarqueses, uma peça dedicada a Alexandre III e à imperatriz Maria Feodorovna, nascida princesa da Dinamarca.


Saint-Saëns gostava muito de viajar e, movido por súbitos impulsos, fazia excursões repentinas às partes mais distantes do planeta. Visitou a Espanha, o Ceilão, a Indochina, a Argélia, o Egipto e, por várias vezes, a América.


Em 1893 foi nomeado Doutor Honoris Causa pela Universidade de Cambridge, ao mesmo tempo que Tchaïkovski. Em 1900, a cantata “O Fogo Celeste” foi executada na abertura da Exposição Universal de Paris. Foi feito Comendador da Legião de Honra e recebeu a Cruz do Mérito. Em 1907 foi doutorado Honoris Causa na Universidade de Oxford. Em 1913, ainda mais uma recompensa: a Grande Cruz da Legião de Honra.


A morte veio surpreendê-lo na cama de um hotel em Argel. «Desta vez, creio que é mesmo o fim», murmurou fechando os olhos para sempre.


A obra musical de Camille Saint-Saëns é imensa: cinco sinfonias, concertos para violoncelo, piano e violino, peças para órgão, música vocal e instrumental, sacra e profana. Compôs também doze óperas, sendo “Sansão e Dalila” (1877) a mais conhecida. Foi igualmente o primeiro compositor de renome a compor música para um filme (“O assassinato do duque de Guise” em 1908).

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


Lindo e... linda!



EFEMÉRIDE João Tamagnini de Sousa Barbosa, oficial do exército português, engenheiro militar com distinção, ministro e presidente do conselho de ministros, morreu em 15 de Dezembro de 1948. Nascera em Macau no dia 30 de Dezembro 1883. Foi também, anos depois de abandonar a política, dirigente do Sport Lisboa e Benfica.


Ministro do Interior, das Colónias e das Finanças, entre Dezembro de 1917 e Dezembro de 1918, nos governos de Sidónio Pais e de João Canto e Castro, foi depois primeiro-ministro, de Dezembro de 1918 a Janeiro de 1919, após o assassinato de Sidónio Pais.


Foi eleito para presidente da assembleia-geral do Benfica nos anos 1946/1947, no terceiro período da vigência de Manuel da Conceição Afonso como presidente da direcção. Em virtude da demissão deste em Julho de 1946, passou para o cargo máximo do clube, tendo tomado posse em Janeiro de 1947. Manteria o lugar até ao dia do seu inesperado falecimento.


Tentou encontrar uma solução rápida para o clube voltar às vitórias futebolísticas e, para o conseguir, despediu o treinador Janus Biri, contratando primeiro Lippo Hertzca e depois Ted Smith. Não chegaria, no entanto, a ver os resultados desejados, mas a sua acção abriu caminho para quebrar o ciclo negativo do clube a nível nacional e igualmente para o levar à conquista do seu primeiro grande troféu do futebol europeu: a Taça Latina.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDE Andreï Dmitrievich Sakharov, físico nuclear russo, morreu em Moscovo no dia 14 de Dezembro de 1989, vítima de enfarte do miocárdio. Nascera na mesma cidade em 21 de Maio de 1921. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1975, pela «defesa dos direitos humanos na União Soviética».


Filho de um professor de física e de uma pianista, ingressou na Faculdade de Física da Universidade de Moscovo em 1938, licenciando-se em 1942.


Para ganhar a vida, trabalhou como carpinteiro em Kovrov no Verão de 1943 e, em Setembro do mesmo ano, foi colocado como engenheiro numa fábrica de munições junto da bacia do Volga, onde esteve até 1945.


Começou o doutoramento no Instituto de Lebedev, tendo como professor Igor Tamm, que seria galardoado com o Prémio Nobel de Física em 1958. Terminou a sua tese em 1948 e foi integrado num grupo de pesquisas cuja missão principal era desenvolver as armas nucleares sob a direcção de Tamm. A primeira bomba A soviética foi testada com sucesso em 1949. Em 1953, inventou a bomba de hidrogénio. Até 1962 os seus trabalhos continuaram a ser utilizados para a concepção e realização de armas nucleares.


Em 1960, trabalhou na equipa de Igor Kourtchatov na concepção da “Tsar Bomba”, uma bomba H de 57 megatoneladas. A pedido de Nikita Khrouchtchev, ela foi concebida e testada em apenas quatro meses.


Em 1962, apercebeu-se dos perigos para a humanidade decorrentes da utilização daquelas armas e tentou alertar as consciências. Obteria um sucesso parcial, mais tarde, através da assinatura do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (1968).


Em 1965 reclamou a “desestalinização” do país e do partido. A sua obra “A Liberdade Intelectual na URSS e a Coexistência Pacífica”, publicada no exterior em 1967, deu-lhe um lugar destacado na oposição ao regime. Tal como Solzhenitsyn, a quem apoiou sem esconder o seu desacordo com o romantismo místico do escritor, denunciou violações da Constituição Soviética e dos Direitos Humanos. Nos anos 1970, criou juntamente com outros dissidentes o “Comité para a Defesa dos Direitos do Homem e a Defesa das Vítimas Políticas” e casou-se com a activista dos direitos humanos Yelena Bonner. A sua acção valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz.


Com residência fixa em Gorki de 1980 a 1986, só conseguiu a liberdade total de movimentos após a chegada ao poder de Mikhail Gorbachev e a implementação da perestroika e da glasnost, apesar da pressão da opinião pública internacional e de uma greve de fome em 1984. Eram-lhe permitidas viagens regulares a Moscovo, mas este modo de vida degradou-lhe a saúde. Começou a escrever as suas memórias, que lhe foram retiradas por «entrarem no domínio de segredos do Estado». Recomeçou, com a ajuda da mulher, a reescrever as 800 páginas que foram de novo apreendidas.


Na sequência da revisão constitucional de 1989, Andreï Sakharov foi candidato ao Congresso, obteve a investidura na Academia das Ciências e chegou a deputado. Rebelou-se contra a intervenção no Afeganistão e entrou mesmo em rota de colisão com Gorbachev. Morreu em 1989, quando gozava de uma imensa popularidade no seu país.


Entre as honras recebidas contam-se, além do Nobel, o título de Herói do Trabalho Socialista, o Prémio Estaline (1954), o Prémio Lenine e a Medalha Elliott Cresson (1985). Em sua memória, a União Europeia instituiu desde 1988 o Prémio Sakharov, que destaca pessoas ou organizações que lutam pela defesa dos direitos humanos e pela liberdade de expressão.


Feliz Natal para todos(as)

Com imagens de Lisboa...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDE Ernst Werner von Siemens, inventor e industrial alemão, nasceu em Lenthe, perto de Hanôver, em 13 de Dezembro de 1816. Morreu em Berlim no dia 6 de Dezembro e 1892.


Siemens inventou um telégrafo que usava uma agulha para apontar para a letra correcta, em vez de usar o código Morse. Baseado na sua invenção, fundou a companhia Siemens AG em Outubro de 1847. Inventou ainda um comboio eléctrico em 1879, a borracha, como isolante térmico, o fotómetro de selénio e o dínamo eléctrico de corrente alterna, entre outras invenções. Foi ainda o construtor das primeiras linhas subterrâneas de telégrafo na Europa. Em 1877 obteve o brevet de um altifalante electrónico.


Em 1888 o imperador Frederico III fê-lo ascender à nobreza.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEMarcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, professor, jurisconsulto, político e analista político português, nasceu em Lisboa no dia 12 de Dezembro de 1948.


É filho de Baltasar Leite Rebelo de Sousa, médico e dirigente do Estado Novo, e de Maria das Neves Fernandes Duarte, assistente social. O professor Marcelo Caetano foi padrinho de casamento dos pais e esteve para ser igualmente seu padrinho.


Ainda jovem, foi dirigente associativo e integrou a Acção Católica Portuguesa. Ainda hoje é membro de várias instituições particulares de solidariedade social. Presidiu à Federação Portuguesa de Futebol, de 1974 a 1976, foi presidente da Associação de Pais da Escola Salesiana do Estoril, na década de 1980, e é membro da Junta Directiva da Fundação da Casa de Bragança, desde 1994.


Licenciado em Direito em 1971 e doutorado em Ciências Jurídico-Políticas em 1984, é professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde exerceu as funções de presidente do Conselho Directivo (1985-1989), do Instituto da Cooperação Jurídica (2004-2005), do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (desde 2005) e do Conselho Pedagógico (2006-2010). Foi também professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, professor catedrático convidado da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Foi negociador do ante-projecto da Faculdade de Direito de Bissau e presidiu à Comissão Instaladora da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (1995-1996 e 2001-2003). É Doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto.


Marcelo Rebelo de Sousa aderiu ao Partido Social Democrata após a sua fundação em 1974. Foi presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa (1975-1977) e chegou a presidente da Comissão Política Nacional (1996-1999). Também no PSD, liderou a Ala Nova Esperança (1983-1985) e foi um dos promotores da adesão ao Partido Popular Europeu (1996). Foi deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), presidente da Assembleia Municipal de Cascais (1979-1982), membro do VIII Governo Constitucional (primeiro como secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, depois como ministro para os Assuntos Parlamentares), cabeça de lista à Câmara Municipal de Lisboa, eleito vereador (1990-1993), presidente da Assembleia Municipal de Celorico de Basto (1997-2009), deputado ao Parlamento Europeu e vice-presidente do PPE (1997-1999), membro do Conselho de Estado, entre 2000 e 2001 e, novamente, a partir de 2006.


Na comunicação social foi director do “Expresso” (1980-1983) e do “Semanário” (1983-1987). Mais tarde ganhou notoriedade no comentário político, primeiro na TSF (1993-1996), depois na televisão, colaborando na TVI (2000-2004 e, novamente, desde 2010) e na RTP1 (2005-2010).


Foi agraciado com a Comenda da Ordem de Santiago da Espada em 1994 e com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique em 2005.

domingo, 11 de dezembro de 2011

CANTAR NATAL

1
Cantamos em cada dia
Hossanas pelo Natal,
Rogando à Virgem Maria
Que nos defenda do Mal.

2
Cantemos aos quatro ventos,
Nesta noite de Natal:
- Jesus, afasta tormentos
Deste nosso Portugal! (a)


Gabriel de Sousa


(a) 2º Prémio no 16º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2011 (Fuseta)

«Que seja o amor a clareza
Desta Rota Universal…
Para elevar a bandeira
Num grande Hino de Natal!»

Maria José Fraqueza


JESUS MENINO

No dia que festejamos
Com a maior singeleza
Este Menino que amamos,
Que seja o amor a clareza!

Que Ele proteja nossas vidas
E nos defenda do mal,
Torne as ruas floridas
Desta Rota Universal…

Vai crescer a ensinar
O que é fé verdadeira,
Fazendo todos cantar
Para elevar a bandeira.

A nova Era nasceu,
De Belém veio o sinal
E Cristo apareceu
Num grande Hino de Natal!


Gabriel de Sousa

NB – Menção Honrosa no 16º Concurso Internacional de Quadras Natalícias . 2011 (Fuseta)




EFEMÉRIDEJavier Pedro Saviola Fernández, futebolista argentino que joga actualmente no S. L. e Benfica, nasceu em Buenos Aires no dia 11 de Dezembro de 1981.


Começou a jogar no River Plate com 16 anos de idade, tornando-se rapidamente no grande artilheiro da equipa e contribuindo decisivamente para a conquista dos Campeonatos de Abertura e de Fecho em 1999/2000. Simultaneamente, foi eleito o Melhor Jogador Sul-Americano de 1999 e, com apenas dezoito anos, consideraram-no a «maior esperança do futebol argentino».


Em 2000 foi convocado para a Selecção Argentina. No ano seguinte, participou nos Mundiais de menos de 20 anos disputados na Argentina, sendo o Melhor Marcador e o Melhor Jogador do campeonato. A Argentina foi campeã e Saviola tornou-se no melhor marcador de toda a história deste torneio.


Em 2001 foi transferido para o F. C. Barcelona por 26 milhões de euros, um montante recorde para a sua idade. Na primeira época, marcou 17 golos. Apesar de tudo e talvez pela mudança consecutiva de treinadores, teve dificuldade em se impor como titular indiscutível.


Participou entretanto nos Jogos Olímpicos de 2004 ganhando a medalha de ouro com a equipa da Argentina. Em 2006 foi convocado para os Mundiais onde actuou com brilhantismo.


A contratação de Samuel Eto'o pelos catalães apressou a sua saída. Foi emprestado ao A. C. Monaco, sendo recebido com pompa e circunstância, mas não correspondeu às expectativas do técnico Didier Deschamps. De regresso ao Barcelona, foi emprestado em 2005 ao F. C. Sevilha. Efectuou uma época prometedora e conquistou a Taça UEFA, que constituiu o seu primeiro título na Europa. Com o prazo do empréstimo a expirar, começou a ser cobiçado por clubes como o Arsenal e o PSV Eindhoven.


Saviola decidiu porém ficar no Barça, com o qual tinha contrato até 2007, e ainda conquistou a Super Taça de Espanha em 2006. Transferiu-se finalmente para o Real Madrid, vencendo a Super Taça de Espanha e sendo Campeão Espanhol em 2008. Era no entanto pouco utilizado, com o lugar tapado por Van Nistelrooy e Raul.


Em 2009, o Benfica contratou-o por três anos e cinco milhões de euros. Voltou a jogar regularmente e entendeu-se na perfeição com Oscar Cardozo, formando uma dupla mortífera para as equipas adversárias e recuperando a confiança que perdera ao deixar o Barcelona.


Pelo Benfica venceu a Taça da Liga de 2009/2010 e de 2010/2011, sendo também Campeão de Portugal em 2009/2010. Jogou até agora 40 vezes pela Selecção da Argentina.


Eu nem quero acreditar no que os meus ouvidos ouvem...

sábado, 10 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDEFábio Rochemback, futebolista brasileiro, nasceu em Soledade, Rio Grande do Sul, no dia 10 de Dezembro de 1981.


Começou a sua carreira no S. C. Internacional de Porto Alegre em 1999 e cedo ganhou destaque na equipa. A qualidade do seu futebol levou-o a ser chamado à Selecção Nacional do Brasil em Maio de 2001. Foi sete vezes internacional brasileiro. O seu valor não passou despercebido aos grandes clubes europeus e, nesse mesmo ano, transferiu-se para o F. C. Barcelona por 12 milhões de euros.


Em 2003, foi contratado pelo Sporting Clube de Portugal, envolvido no negócio que levou Ricardo Quaresma para a Catalunha. No seu ano de estreia no Sporting, Rochemback fez vinte e um jogos tendo marcado oito golos. Foi distinguido com o título de Melhor Jogador da Liga. Apesar de tudo, o fim da temporada seria penoso para ele. Em Abril de 2004, foi operado a uma grave lesão e viu-se afastado das competições por um período de seis meses, falhando assim o início da temporada 2004/2005. O seu regresso aos estádios só teve lugar em Outubro, com uma vitória fora de casa por 4-1 frente ao Estoril-Praia.


Em 2005 transferiu-se para o Middlesbrough F. C. de Inglaterra, clube em que jogou até 2008. Em Maio de 2008 voltou a assinar por três temporadas pelo Sporting.


Em Agosto de 2009, foi emprestado por um período de duas épocas ao Grémio de Porto Alegre, grande rival do clube que o formou. Após um período de readaptação, recuperou o seu bom futebol e assumiu a condição de titular e de capitão da equipa, contribuindo para os bons resultados na segunda volta do Campeonato Brasileiro de 2010. Hoje é uma peça fundamental do Grémio e um ídolo dos seus torcedores.


Da sua carreira, salientam-se até agora: a conquista da Taça da Catalunha de 2003 pelo Barcelona; foi finalista da Liga Europa da UEFA de 2004-05, venceu a Super Taça de Portugal de 2008 e foi Vice Campeão da Liga Portuguesa de 2008-09 pelo Sporting; foi igualmente finalista da Liga Europa da UEFA 2005-06 pelo Middlesbrough; conquistou, finalmente, o Campeonato Gaúcho de 2010 pelo Grémio.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011




EFEMÉRIDE – Antoon Van Dyck, pintor flamengo que se tornou o principal pintor da corte inglesa, morreu em Blackfriars, perto de Londres, em 9 Dezembro de 1641. Nascera em Antuérpia no dia 22 de Março de 1599.


Van Dyck era filho de um próspero comerciante de sedas e de especiarias e a mãe faleceu quando ele ainda era criança. Em 1609, aos dez anos, tornou-se aprendiz do pintor de figuras Hendrik van Baleno. Aos quinze anos, depois de pintar alguns quadros admiráveis, já era um artista altamente aperfeiçoado.


Instalou-se num estúdio próprio aos dezasseis anos, ainda em Antuérpia, tendo trabalhado com Jan Brueghel. Não poderia, no entanto, vender as suas obras antes de ser oficialmente qualificado como mestre. Em Fevereiro de 1618, registou-se como mestre na Guilda dos Pintores de Antuérpia. Ambicioso, tornou-se discípulo de Rubens, cujo estilo assimilou com uma facilidade espantosa. Rubens referiu-se ao jovem pintor, então com dezanove anos, como «o melhor de seus discípulos».


Aos vinte e um anos, foi nomeado “assistente chefe” de Rubens e recebeu a tarefa de pintar o tecto (actualmente destruído) da Igreja Jesuíta de Antuérpia.


Por volta de 1620, a reputação de Van Dyck estava firmemente estabelecida. Em Novembro daquele ano, depois de ter estado em Itália, visitou a Inglaterra ficando três meses em Londres. Nessa curta temporada, pôde estabelecer contacto com dois dos maiores coleccionadores de arte ingleses: o Conde de Arundel e o Duque de Buckingham. Apesar da rivalidade entre estes nobres, realizou pinturas para ambos e teve acesso às suas notáveis colecções: o Conde de Arundel possuía trinta e seis pinturas de Ticiano e o Duque de Buckingham tinha uma vasta colecção de obras de Veronese. Van Dyck admirava muito os trabalhos destes velhos mestres venezianos.


Regressado a Antuérpia, partiu para Itália, instalando-se em Génova, onde ficou seis anos. Era uma cidade perfeita para qualquer pintor: rica, elegante e com senhores poderosos. Foi aqui que ele se definiu como retratista da aristocracia. Sob a influência renovadora da arte italiana e tendo diante de si o exemplo dos retratos genoveses executados por Rubens, o seu estilo expandiu-se intensamente. As genovesas, mais do que outras mulheres italianas, eram devotadas ao lar e à reclusão, sendo recatadas e tímidas por temperamento. Tais características foram captadas magistralmente nos seus retratos.


Em 1627, resolveu voltar a Antuérpia, em virtude da morte de uma irmã. Trabalhou para a Igreja e continuava a ser muito solicitado como retratista. Também executou obras mitológicas, tais como “Rinaldo e Armida”, adquirida por Carlos I em 1629. Em Maio de 1630, foi indicado como pintor da corte, tendo feito numerosos retratos da Arquiduquesa Isabella.


Em 1632, Carlos I, encorajado pelo Conde de Arundel, convidou-o para a sua corte. Carlos I, que se tornara rei em 1625, tinha a reputação de ser um generoso patrono das artes, tendo sido descrito por Rubens como «o maior apreciador de pintura, entre todos os príncipes do mundo». Van Dyck, que sentia uma atracção pela vida na corte, aceitou. Passou a viver numa casa de Blackfriars, com as despesas pagas por Carlos I, e a ter acesso a uma residência de verão em Eltham, recebendo ainda uma pensão anual de duzentas libras esterlinas.


Em Julho de 1632, foi nomeado Cavaleiro. A sua casa era frequentada pela mais alta nobreza da época. «Van Dyck mantinha servos, músicos, cantores e bobos. Com estas diversões, entretinha as grandes figuras que diariamente vinham posar para os seus retratos», escreveu o biógrafo Bellori.


Durante os nove anos que esteve em Inglaterra, pintou cerca de trinta retratos em grandes dimensões para Carlos I, além de receber muitas encomendas da aristocracia. A sua produção de retratos foi verdadeiramente prodigiosa.

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