segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEBruno Nogueira, humorista, actor e apresentador de televisão português, nasceu em Lisboa no dia 31 de Janeiro de 1982. Por curiosidade, diga-se que tem 1.94m de altura.
Participou na telenovela “Anjo Selvagem” (2002) e apresentou durante quatro anos o programa televisivo “Curto Circuito”. Foi, porém, através da Stand-Up Comedy que se tornou conhecido, em programas como “Levanta-te e Ri” (2003/2006), “Manobras de Diversão” (2004/2005) e “HermanSIC” (2004/2005).
Entrou na longa-metragem “Sorte Nula” (2004) de Fernando Fragata e foi o apresentador de “O Pior Condutor de Sempre” (2006).
No teatro, participou nas comédias “Antes Eles do Que Nós”, de João Quadros, e “Avalanche”, de Ana Bola, ambas dirigidas por António Pires em 2006. No ano seguinte, esteve em cena no Casino Lisboa, ao integrar o elenco do espectáculo “Os Melhores Sketches dos Monty Python”, dirigido por António Feio.
Vive com a popular actriz Maria Rueff. Fez parte do grupo humorístico “Os Contemporâneos” e estreou na RTP, em Abril de 2010, o talk-showLado B”. Tem igualmente um programa de rádio na TSF: “Tubo de Ensaio”.
Recebeu o Prémio Arco-íris da Associação ILGA Portugal, pelo seu contributo, enquanto humorista, na luta contra a discriminação e a homofobia.

Estamos nas meias-finais da Taça da Liga!
CURIOSIDADE – ANO DE 2011

Este ano tem quatro datas incomuns... 1/1/11, 1/11/11, 11/1/11, 11/11/11
E tem mais! Agora vais descobrir:
Soma os últimos 2 dígitos do ano em que nasceste com a idade que vais ter este ano e será igual a 111 para todos!
Só dá para pessoas nascidas até 1999 (Para a minha neta, que nasceu em 2000, já não bate certo).

domingo, 30 de janeiro de 2011


Barbie Girl
EFEMÉRIDEAnton Hansen Tammsaare, escritor estoniano, nasceu em Järvamaa, Alkbu, em 30 de Janeiro de 1878. Morreu em Tallinn, no dia 1 de Março de 1940. O seu volumoso romance “Verdade e Justiça”, escrito entre 1926 e 1933, é considerado uma das principais obras da literatura do seu país.
Anton Hansen teve por origem uma família pobre, mas que soube poupar o dinheiro suficiente para a sua educação. Estudou em Väike-Maarja e, depois, na Universidade de Tartu, onde frequentou o curso de Direito. Os seus estudos foram interrompidos pela tuberculose em 1911. Passou mais de um ano no sanatório de Sochi, onde a sua casa pode ser hoje visitada, e os seis anos seguintes na fazenda de um irmão em Koitjärve, lendo obras de Cervantes, Shakespeare e Homero.
Em 1918, quando a Estónia se tornou independente, mudou-se para Tallinn. Foi aqui que escreveu as obras que lhe deram um lugar proeminente na literatura estoniana. Embora se inspirasse na história e vida do seu povo, os romances de Tammsaare têm profundas ligações com as ideias de Bergson, Jung e Freud, e com escritores como Knut Hamsun e André Gide.
Os seus primeiros trabalhos são caracterizados por um certo realismo poético rural. Algumas das histórias reflectem a atmosfera do ano revolucionário de 1905. Os anos de 1908 a 1919 são classificados, às vezes, como o seu “segundo período”, em que escreveu vários romances urbanos mais curtos. Em “O Menino e a Borboleta” (1915), mostra a influência de Oscar Wilde. Mais conhecido internacionalmente é o seu último romance, “O Diabo com um Passaporte Falso”.
Verdade e Justiça” é composto por cinco volumes: “1 - Vargamäe”, “2 - Indrek”, “3 - Quando a Tempestade é Silenciosa”, “4 - O Amor de Karin” e “5 - Retorno a Vargamäe”. O volume 3 traz um relato da Revolução Russa de 1905, caracterizado por uma grande atenção ao sofrimento individual. Na Estónia, o segundo volume, com as suas cenas em Tartu, é o mais apreciado actualmente. Críticos internacionais optam pelo primeiro volume, um clássico romance camponês. Anton Hansen disse um dia que os diferentes volumes tratam da relação do Homem com a terra (1), com Deus (2), com o Estado e a sociedade (3), consigo mesmo (4) e com a resignação (5).
A sua principal obra “Verdade e Justiça” nunca foi traduzida para inglês, mas há duas traduções completas em alemão e o volume 1 foi traduzido também para francês e finlandês.

sábado, 29 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEMichelle Brito, de seu verdadeiro nome Micaela Larcher de Brito, jogadora de ténis portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 29 de Janeiro de 1993. Começou a praticar ténis aos quatro anos e é profissional desde Fevereiro de 2007.
Mudou-se com a sua família, aos nove anos de idade, para os Estados Unidos, onde passou a ser treinada na “Nick Bollettieri Tennis Academy” (Florida). O próprio Nick Bollettieri foi o seu treinador até ao final de 2007, tendo o pai, António Larcher de Brito, assumido esse cargo desde aí. Reside actualmente em Bradenton na Florida.
Ganhou visibilidade depois da sua vitória no “Open de Miami”, frente à 43.ª jogadora mundial, a americana Meghann Shaughnessy, tornando-se a segunda jogadora mais jovem a ganhar um jogo deste torneio (depois de Jennifer Capriati).
Em Dezembro de 2007, com menos de quinze anos, ganhou o título oficioso de Campeã do Mundo de Juniores na “Orange Bowl”, batendo Melanie Oudin que vinha de uma série de 27 vitórias consecutivas.
Em 2008, já com quinze anos, tornou-se a primeira portuguesa a ultrapassar duas rondas numa prova do circuito WTA e logo no “Masters Series” de Miami, considerado o “5º Grand Slam”. Para isso, eliminou na segunda ronda a polaca Agnieszka Radwańska (n.º 17 do Mundo), sendo a primeira tenista portuguesa a eliminar uma jogadora do Top 20 do ranking mundial.
Na edição de 2009 do Torneio de Roland Garros, em Paris, ganhou os três jogos da ronda de qualificação e assim, com 16 anos, foi uma das mais jovens jogadores de sempre a garantir a entrada no quadro principal.
Ainda muito jovem, Michelle Brito perfila-se para ser a primeira portuguesa no Top 100 do ranking WTA.

O melhor amigo do homem

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDESusana Paula de Jesus Feitor, atleta portuguesa, especialista em marcha, nasceu em Alcobertas no dia 28 de Janeiro de 1975.
Iniciou a prática de atletismo na escola, com doze anos, e representou o Clube de Natação de Rio Maior de 1990 até 2010, sempre treinada por Jorge Miguel. Passou a individual em Setembro de 2010.
Em 1990, apenas com quinze anos, sagrou-se Campeã Mundial Júnior, em Plovdiv, na prova de 5 km marcha, com o tempo fabuloso de 21.44,30. A imprensa falada e escrita considerou-a nesse ano “A Revelação do Desporto Nacional”.
No ano seguinte, nos Campeonatos da Europa de Juniores, em Salónica, foi Medalha de Prata na prova de 5 km marcha.
Em 1993 sagrou-se campeã dos 5 km marcha em San Sebastian, nos Campeonatos da Europa de Juniores. Em 1994, em Lisboa, na mesma prova, foi Medalha de Prata no Campeonato do Mundo de Juniores.
Em 1997, em Turku, nos Campeonatos da Europa de Sub23 foi Medalha de Bronze na prova de 10 km marcha. Em 1998 obteve também a Medalha de Bronze nos Campeonatos da Europa em Budapeste, na mesma distância.
Em 2005 fez um dos seus melhores resultados como sénior, nos Campeonatos do Mundo em Helsínquia, na prova de 20 km marcha. Recebeu a Medalha de Bronze.
Foi recordista nacional dos 20 km marcha de 2001 até 2008, tendo vencido onze vezes os Campeonatos Nacionais de 3000 metros Marcha e oito das dez edições do “Grande Prémio Internacional de Marcha de Rio Maior”.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011


A linguagem que os banqueiros entendem...
EFEMÉRIDE Djavan Caetano Viana, cantor, compositor, produtor musical e violonista brasileiro, nasceu em Maceió no dia 27 de Janeiro de 1949.
Djavan combina ritmos tradicionais sul-americanos com música popular dos Estados Unidos, Europa e África. Ele retrata bem, nas suas composições, a riqueza das cores do dia-a-dia e utiliza os seus elementos em construções metafóricas que nenhum outro compositor consegue sequer tentar. As músicas são amplas e confortáveis, chegando a uma perfeição acessível a todos os ouvintes. É conhecido mundialmente pela sua tradição e pelo ritmo da música que canta.
Djavan poderia ter sido jogador de futebol. Pelos onze, doze anos, dividia o seu tempo e as suas paixões entre o jogo da bola nas várzeas de Maceió e o equipamento de som quadrifónico da casa de Dr. Ismar Gatto, pai de um seu amigo da escola.
Aprendeu a tocar violão sozinho. Aos 18 anos, já animava bailes da cidade com o conjunto “Luz, Som, Dimensão” (LSD). Não demorou muito tempo a ter uma certeza: precisava de compor. Aos dezanove anos deixou definitivamente o futebol e passou a dedicar-se só à música.
Em 1971, chegou ao Rio de Janeiro para tentar a sorte no mercado musical. Foi crooner de discotecas famosas. Conheceu João Mello, produtor da “Som Livre”, que o levou para a TV Globo. Passou a cantar bandas sonoras de telenovelas, para as quais gravava músicas de compositores consagrados como “Alegre Menina” (Jorge Amado e Dorival Caymmi), na novela “Gabriela”, e “Calmaria e Vendaval” (Toquinho e Vinícius de Moraes), na novela “Fogo sobre Terra”.
A voz, o violão, a música de Djavan”, de 1976, foi um disco de samba sacudido, sincopado e diferente de tudo que se fazia até aí. Ouvido hoje, este trabalho não marca apenas a estreia de Djavan, torna-o uma figura incontornável na história da música brasileira.
Fez shows a solo durante três meses para a “Discoteca 706”. A sua canção “Álibi” que, na mesma época seria gravada por Maria Bethânia, tornou-se um enorme sucesso no Brasil. Foi incluída num álbum que ficou na história da música brasileira, por ser a primeira vez que uma intérprete feminina ultrapassava um milhão de cópias.
Em 1978, a EMI-Odeon, empolgada com o seu novo artista, investiu em força no disco “Djavan”. Com uma orquestra composta pelos melhores músicos, o álbum, marcado pela descoberta das grandes canções de amor e desamor, consagrou-o como um compositor completo. Dois anos depois, Djavan lançou “Alumbramento” e demonstrou que, além de completo, sabia dialogar bem com os seus pares. O disco inaugurou parcerias com Aldir Blanc e Chico Buarque.
Talento reconhecido pela crítica e pelo público, Djavan viu algumas das suas músicas cantadas por outras vozes: Nana Caymmi, Maria Bethânia, Roberto Carlos, Gal Costa e Caetano Veloso, entre outros.
A canção “Meu Bem Querer” foi a banda sonora da telenovela “Coração Alado”. Esta música tornou-se um dos maiores sucessos da carreira do cantor.
Em 1981 e 1982, conquistou o Prémio de Melhor Compositor da “Associação Paulista dos Críticos de Arte”.
Depois de uma viagem à cidade de Luanda, surgiram as primeiras canções a falar de África e o início das tournées pelo Brasil. O álbum “Seduzir” foi avaliado pela “Allmusic” com a nota máxima e o crítico Alex Henderson comparou as composições e estilo musical de Djavan aos dos Beatles e de Stevie Wonder.
Em 1982, a música “Flor-de-lis” tornou-se o seu primeiro sucesso no disputado mercado americano. Chegou então um convite da editora CBS, futura “Sony Music”, e ele embarcou para Los Angeles para gravar “Luz”, com a participação de Stevie Wonder na canção “Samurai”. Em 1984, em Los Angeles, gravou ainda um segundo disco, “Lilás”. Seguiram-se dois anos de viagens numa tournée mundial.
Ainda nessa época, dedicou-se à carreira de actor, no filme “Para Viver um Grande Amor”, no qual interpretou o papel de um mendigo que se apaixona por uma rapariga rica. Compôs também a parte musical, juntamente com Chico Buarque.
Em 1986, voltou a gravar no Brasil. “Meu lado”, além do regresso, foi também um recomeço. Uma volta ao samba, já com um estilo musical identificado pelo público, mas também um passeio por baiões, canções e baladas.
Djavan iniciou os anos 1990 com o aclamado álbum “Coisa de Acender”. Lançado em 1992, é um dos álbuns mais criativos e diversificados do cantor, onde se pode notar uma grande influência de estilos como jazz, soul, blues e funk norte-americano, aliados ao próprio estilo inconfundível das suas composições.
Aos 45 anos de vida e 20 de carreira, em 1994, lançou “Novena”, obra que marca a sua maturidade. Inteiramente composto, produzido e arranjado por ele, o disco consolidou o trabalho com a sua banda.
Bicho Solto”, em 1998, mostrou um artista festivo e dançante, incendiando as pistas ao ritmo do funk.
A canção “Acelerou” foi escolhida como a Melhor Canção Brasileira de 2000 no “Grammy Latino”. No mesmo ano, recebeu os “Prémios Multishow de Melhor Cantor, Melhor Show e Melhor CD”.
Em 2004, o músico comemorou a independência total, com a criação da sua própria editora, a “Luanda Records”.
Em 2010, “Ária” foi o primeiro disco em que Djavan exerceu exclusivamente a arte de interpretar canções de outros compositores. Sempre rigoroso na condução da carreira, ele aguardou o auge da sua maturidade vocal para se debruçar sobre um repertório escolhido entre a sua memória afectiva e as suas antenas sempre ligadas para o que é musicalmente interessante.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEValery Nikolayevich Brumel, atleta soviético que bateu o recorde do mundo do salto em altura por seis vezes, de 1961 a 1963 (de 2,23m a 2,28m), morreu em Razvedki no dia 26 de Janeiro de 2003. Nascera em 14 de Abril de 1942. Originário da Sibéria, na fronteira com a China, foi formado em Moscovo.
Ganhou a Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de 1960 (Roma) e a de Ouro nos Jogos Olímpicos de 1964 (Tóquio). Foi também Campeão da Europa em 1962.
Em 1965, depois de seis anos de domínio mundial no salto em altura, sofreu um acidente de moto, fracturando os tornozelos e uma das pernas. Foi submetido a 28 cirurgias. Quatro anos mais tarde, ao voltar, ele, que era ainda o recordista mundial (2,28 metros), precisou de saltar 25 vezes para ultrapassar a fasquia colocada a um metro e meio. Depois disso, treinando diariamente, conseguiu chegar aos 2,06 metros. Convencido porém que não tinha condições para continuar na grande competição, retirou-se das pistas, deixando um recorde que ainda levaria dois anos para ser batido. Foi recordista mundial do salto em altura entre 1961 e 1971.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDERobert Burns, também conhecido por Rabbie Burns, poeta escocês, nasceu em Alloway, Ayrshire, em 25 de Janeiro de 1759. Morreu em Dumfries no dia 21 de Julho de 1796. É um “símbolo” da Escócia. Escreveu poemas que prefiguram o romantismo. Cheias de simplicidade e espontaneidade, as suas poesias escritas em escocês tinham como tema a sua aldeia, a natureza e os seus amores. A maior parte da sua obra é, no entanto, escrita em língua inglesa.
Filho de lavradores pobres, a família mudou-se para Mount Oliphant, quando ele tinha 7 anos. Ali ficou onze anos. Nesse período, viveu como agricultor. Mesmo criado no campo e com poucos recursos financeiros, estudou numa escola local, fundada pelo pai e por alguns vizinhos, onde recebeu lições de latim, matemática e francês.
Aos 15 anos já escrevia poemas e, para obter recursos para uma viagem à Jamaica com a namorada, publicou uma colectânea de poesia em 1788. A viagem não se realizou devido à morte da sua amada. Esse acontecimento, aliado ao relativo sucesso da obra, mudaram os seus planos. Decidiu permanecer na Escócia e conseguiu um cargo na administração britânica. No entanto, a sua simpatia pela Revolução Francesa e a vida agitada que levava fizeram com que não obtivesse progresso na carreira pública. Casou-se com Jean Armour com quem teve nove filhos. O mais velho nasceu no dia do funeral de Burns, que morreu aos 37 anos.
A obra de Burns é composta por 559 poemas e canções, sendo “A valsa da Despedida” bastante conhecida em Portugal por haver uma versão feita por Alberto Ribeiro e Braguinha, que se tornou uma canção muito popular na época.
A sua vida e a sua obra foram objecto de um verdadeiro culto nos séculos XIX e XX e a sua influência marcou durante muito tempo a literatura escocesa.
Além das composições originais, recolheu igualmente canções populares provenientes de toda a Escócia, adaptando-as ou, muitas vezes, reescrevendo-as.
O seu poema (e canto) “Auld Lang Syne” é frequentemente entoado na Escócia no último dia de cada ano. “Scots Wha Hae” serviu durante muito tempo de hino nacional oficioso do seu país.
Muitas das poesias de Burns foram musicados pelo compositor alemão Robert Schumann.

video

"Todo-terreno" russo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


Completam-se amanhã 7 anos. Fehér morre em pleno jogo Guimarães-Benfica
EFEMÉRIDELeônidas da Silva, futebolista brasileiro, considerado um dos mais importantes da primeira metade do século XX, morreu em Cotia no dia 24 de Janeiro de 2004. Nascera no Rio de Janeiro em 6 de Setembro de 1913. Foi ele quem inventou o chamado “pontapé de bicicleta”.
Conhecido como o “Diamante Negro” ou o “Homem-Borracha”, Leônidas da Silva começou a sua carreira em 1923 nos infantis do São Cristóvão do Rio de Janeiro. Em 1929 passou a jogar pelo Sírio Libanês F.C. e, no mesmo ano, disputou o Campeonato da Liga Brasileira pelo Sul América F.C., sagrando-se campeão. Ainda em 1929 foi convocado pela primeira vez para a Selecção Brasileira, tendo-se estreado com a marcação de dois golos.
Em 1931 passou a jogar no Bonsucesso F.C., onde ficou até ao final de 1932, tendo sido convocado diversas vezes para a Selecção Carioca, pela qual conquistou o Campeonato Brasileiro de Selecções Estaduais em 1931. No Bonsucesso, Leônidas também jogou basquetebol, tendo conquistado um campeonato da modalidade.
Em 1933 foi jogar para o Peñarol, tendo ajudado o clube a conquistar o 2º lugar no Campeonato do Uruguai. No ano seguinte, voltou ao Brasil para jogar pelo Vasco da Gama, que ganhou o Campeonato Carioca em 1934.
A sua primeira competição importante com a camisola do Brasil foi o Mundial de Itália em 1934.
Em 1935 transferiu-se para o Botafogo, pelo qual conquistou o seu segundo Campeonato Carioca, e em 1939, pelo Flamengo, chegou ao seu terceiro Campeonato Carioca (em 3 clubes diferentes). No Flamengo consolidou a sua imagem como ídolo nacional e ajudou a combater os preconceitos, sendo um dos primeiros negros a jogar pelo clube.
Em 1938, foi o Melhor Marcador do Mundial, em que o Brasil conseguiu a sua melhor participação até então, ficando em 3º lugar. Posteriormente, Leônidas foi considerado o Melhor Jogador deste torneio.
Em 1942 transferiu-se para o São Paulo Futebol Clube, sendo cinco vezes Campeão Paulista, tornando-se um dos maiores ídolos da história do clube.
Durante a década de 1940, devido à Segunda Guerra Mundial, os Mundiais que deveriam realizar-se em 1942 e 1946 foram cancelados, prejudicando enormemente jogadores como Leônidas, que não tiveram assim a oportunidade de se tornarem mais conhecidos e reconhecidos mundialmente.
Depois de abandonar o futebol em 1951, continuou ligado ao desporto, sendo dirigente do São Paulo e comentarista desportivo. A sua carreira na rádio teve que ser interrompida em 1974 devido à doença de Alzheimer. Viveu ainda trinta anos num lar de idosos em São Paulo. A sua esposa e fiel companheira, Albertina Santos, cuidou dele até ao fim, visitando-o diariamente e passando o tempo com ele. O seu internamento foi custeado pelo São Paulo, o último clube que Leônidas defendeu como jogador
Dele foi feita entretanto uma biografia e a sua vida vai ser transposta para o cinema, para que os amantes do futebol não esqueçam aquele que foi um dos maiores jogadores de todos os tempos.
Por curiosidade diga-se que, nos Mundiais de 1938, Leônidas marcou um golo de bicicleta que foi anulado pelo árbitro que desconhecia aquela técnica.
A empresa “Lacta” homenageou-o, quando ele ainda jogava, criando o chocolate “Diamante Negro”, que chegou aos nossos dias e ainda hoje se vende no Brasil.

domingo, 23 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEJeanne Moreau, actriz, cantora e realizadora francesa, nasceu em Paris no dia 23 de Janeiro de 1928. Foi a primeira mulher a ser eleita para a Academia das Belas Artes do Instituto de França. Foi também a primeira actriz, não norte-americana, a aparecer na 1ª página do “Time Magazine”.
Filha de um gerente de cervejaria francês e de uma bailarina britânica, teve formação clássica no Conservatório de Paris, na Comédie Française e no Teatro Nacional Popular.
Em 1947, participou no 1º Festival de Avinhão com pequenos papéis em três peças de teatro. A sua estreia efectiva nos palcos teve lugar em 1950, na peça “As Caves do Vaticano” de André Gide, em que fez o papel de uma prostituta. A sua interpretação valeu-lhe uma capa da revista “Paris-Match”.
Começou a fazer cinema nos anos 1950. Foi dirigida por grandes realizadores como Orson Welles, que a descobriu em 1951, Michelangelo Antonioni, Elia Kazan, François Truffaut, Roger Vadim, Luis Buñuel e Louis Malle, entre outros. Teve relações de amizade com famosos escritores franceses e norte-americanos.
Em 1951, por causa da publicação de uma fotografia sua, o pai expulsou-a de casa. Voltou a actuar no Festival de Avinhão em 1951 e 1952.
Em 1960, recebeu o Prémio de Melhor Actriz no Festival de Cannes pelo seu desempenho em “Moderato cantabile”. Foi sempre uma comediante exigente e rigorosa, pronta a pôr todo o seu talento ao serviço de obras ambiciosas e de realizadores audaciosos.
Paralelamente gravou dois discos, em 1963 e 1967, a que se seguiram outros álbuns, entre os quais um em 1981 com textos do poeta belga Norge.
Encorajada por Orson Welles, tornou-se realizadora com “Lumière” em 1976 e “A Adolescente” em 1979.
Voltou várias vezes ao Teatro e sempre com actuações memoráveis. Colaborou também em várias adaptações para televisão de obras conhecidas.
Celebrada por cinéfilos de todo o mundo, recebeu em 1998 das mãos de Sharon Stone uma homenagem da Academia dos Oscars pelo conjunto da sua carreira.
Foi a única actriz a ter presidido por duas vezes ao júri do Festival de Cannes (1975 e 1995).
Em 2005 criou uma Escola de Cinema, que acolhe anualmente uma vintena de jovens realizadores europeus à procura de aperfeiçoamento em técnicas cinematográficas, a fim de passarem das curtas para as longas-metragens.
Em 2007 recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito. Em 2008, por ocasião do seu 80º aniversário, foram-lhe prestadas várias homenagens nomeadamente pela Cinemateca Francesa. Depois de já ter recebido um César de Honra em 1995, recebeu um Super César de Honra em 2008, como consagração da sua brilhante carreira.

sábado, 22 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEMarcel Dassault, engenheiro, homem público e industrial francês, nasceu em Paris no dia 22 de Janeiro de 1892. Morreu em Neuilly-sur-Seine, em 17 de Abril de 1986.
Mudou oficialmente o seu apelido de Bloch para Bloch-Dassaut em 1946 e para Dassault em 1949. Dassault era o pseudónimo do seu irmão, o general Darius Paul Bloch, na Resistência Francesa. É conhecido sobretudo como fundador e presidente do Grupo Dassault (aviação).
Depois dos estudos secundários no Liceu Condorcet, ingressou na Escola de Electricidade Breguet e, mais tarde, na Escola Superior de Aeronáutica e de Construção Mecânica, onde se diplomou em 1913.
Desenhou a hélice “Éclair”, utilizada pela aviação francesa durante a Primeira Guerra Mundial e construiu o seu primeiro avião em 1917. Deixou durante algum tempo a aeronáutica, regressando em 1928 para fundar a Sociedade dos Aviões Marcel Bloch, que foi nacionalizada em 1937 sob o nome “SNCASO”. Alguns meses mais tarde criou a Sociedade Anónima dos Aviões Marcel Bloch.
Durante a Segunda Guerra Mundial recusou-se a colaborar com as forças de ocupação, sendo preso em 1940 na qualidade de judeu, juntamente com a sua mulher e os dois filhos. Esteve detido em Montluc e depois em Drancy, sendo deportado para Buchenwald em Agosto de 1944. Aqui ficou durante oito meses, sendo salvo por Marcel Paul, membro do Partido Comunista Francês e chefe da organização clandestina do campo de concentração, e igualmente por Albert Baudet. Manifestou a sua gratidão mais tarde, nomeando Albert Baudet como director de publicidade da revista “Jours de France” e entregando anualmente uma soma em dinheiro ao Jornal “Humanité” e à Federação dos Deportados.
A sua empresa tornou-se depois na Sociedade dos Aviões Marcel Dassault e, mais tarde, na “Générale Aéronautique Marcel Dassault”, que produziu os primeiros aviões de reacção franceses: o Ouragan (1949), o Mystère II (1952), o Mystère IV (1954), o Super-Mystère B-2 (1955), o Mirage III (1956) e o Mirage IV (1959). Para a aviação civil, construiu o bi-reactor Mystère-Falcon (1963). Criou uma Divisão Electrónica em 1954, para o desenvolvimento de radares.
Ao absorver as Fábricas Breguet, a sua sociedade mudou novamente de nome (Avions Marcel Dassault - Breguet Aviation). Produziu então o Alpha Jet (1973) com o alemão Dornier, um avião de treino, o Jaguar com a British Aircraft Corporation, o Mirage 2000 (1978), o avião de transporte de passageiros Mercure (1973), o Rafale e toda a evolução das séries do Falcon. Ele criou assim um poderoso grupo industrial militar e civil centrado na aviação, na electrónica e na informática. Depois da eleição de François Mitterrand como Presidente da República, em 1981, Marcel Dassault escapou à nacionalização fazendo doação ao Estado de 26 % das suas acções. Em 1990, a sua sociedade mudou mais uma vez de nome para Dassault Aviation, tornando-se líder mundial.
Interessou-se igualmente pela imprensa, criando a revista semanal “Jours de France”, concorrente do Paris-Match. Converteu-se ao catolicismo em 1950.
Foi condecorado com a maior distinção francesa, a Grande Cruz da Legião de Honra. Em 1985 era possuidor da maior fortuna de França. Foi senador dos Alpes-Maritimes e, depois, deputado de Oise até à sua morte com 94 anos. O seu filho Serge sucedeu-lhe na direcção do Grupo Dassault Aviation.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

VOTE NO DOMINGO – Vamos colocar em Belém um candidato que tenha as mãos limpas, em que não hajam casos mal resolvidos nem trafulhices mal explicadas. Lutemos por uma 2ª volta! – Não se abstenha!!
EFEMÉRIDEMarco Paulo, de seu verdadeiro nome João Simão da Silva, popular cantor português, nasceu em Mourão no dia 21 de Janeiro de 1945.
Estreou-se nas festas de Alenquer, cantando uma canção de Joselito. No ano seguinte voltou, já com o maestro Nóbrega e Sousa a acompanhá-lo. Aos catorze anos entrou para o Rancho Folclórico de Alenquer, onde esteve dois anos como cantor até ir viver para o Barreiro.
Em 1963 começou a ter aulas de canto com Corina Freire. Foi aí que foi descoberto por Cidália Meireles, que tinha um programa de televisão de grande sucesso, o “Tu Cá, Tu Lá”.
Mário Martins, da editora Valentim de Carvalho, convidou-o então para gravar um disco, o que aconteceu em 1966.
Em 1967 participou no Festival RTP da Canção, indo depois para a Madeira cantar com Madalena Iglésias. A partir daí passou a profissional.
Gravou com Simone de Oliveira o tema “Tu e Só Tu”, uma versão em português de “Something Stupid”.
Durante o seu serviço militar foi mobilizado para a Guiné. Em 1970 gravou diversas versões de temas do Euro Festival da Canção desse ano.
Em 1978 obteve grande sucesso com o single “Canção Proibida”/”Ninguém Ninguém” que vendeu mais de 50 mil cópias. Foi o seu primeiro Disco de Ouro. No ano seguinte obteve novo Disco de Ouro com “Mulher Sentimental”.
A canção “Eu Tenho Dois Amores”, editada em 1980, tornou-se o seu maior êxito com 150 mil discos vendidos (3 Discos de Ouro).
Em 1981 foi editada uma colectânea com os maiores êxitos dos primeiros 15 anos da sua carreira. O álbum vendeu mais de 140 mil exemplares.
Na década de 1990, participou num Festival da OTI com “Rosa Morena”, da autoria de Mário Martins e Nuno Nazareth Fernandes. Com o single “Taras e Manias” obteve quatro Discos de Platina. Foi ainda lançada a colectânea “Maravilhoso Coração”com 25 dos seus sucessos.
Apresentou na RTP o programa “Eu Tenho Dois Amores”, sendo entretanto lançada a sua biografia, da autoria do jugoslavo Popovitch.
Em 1996 apresentou, também na RTP, o programa “Música no Coração”. Em Junho de 1996 foi operado ao cólon, para remover um tumor. Seguiram-se sessões de quimioterapia. Em 1997, recuperado da batalha contra o cancro, lançou o álbum “Reencontro”.
Depois de 34 anos ligado à mesma editora, Marco Paulo decidiu dar um novo rumo na sua carreira e assinou contrato com a “Zona Música”. O disco “35 Anos da Nossa Música” foi editado em 2001.
Em 2003 gravou “As Nossas Canções”, revisitando vários clássicos da música portuguesa, como “Nem às Paredes Confesso”.
A “EMI” lançou, em 2004, o disco “Ouro e Platina (1978-2003)” com um conjunto de vinte canções às quais foram atribuídos os galardões máximos da indústria discográfica. Foi incluído também o CD Bónus “Os Primeiros Sucessos (1966-1977)”. Editou depois o disco “Amor Sem Limite”, apenas com versões de temas de Roberto Carlos.
Marco Paulo escolheu o ano de 2007 para dar nova reviravolta na sua longa carreira, gravando um disco com produção e arranjos de Ramon Galarza, ao qual foi dado o nome “Marco Paulo”.
A editora “IPlay” lançou em 2008 uma compilação com alguns dos seus principais êxitos. Ao todo, tem mais de 70 discos publicados, quase todos com enorme sucesso. Com três milhões de discos vendidos, Marco Paulo é, a par de Amália Rodrigues, o campeão de vendas da história da indústria fonográfica portuguesa. É detentor do maior número de Discos de Ouro e de Platina atribuídos a um só artista em Portugal. No total, recebeu mais de 75 galardões.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEFederico Fellini, realizador de cinema italiano, nasceu em Rimini no dia 20 de Janeiro de 1920. Morreu em Roma, em 31 de Outubro de 1993.
Fellini ficará imortalizado pela poesia dos seus filmes que, embora fazendo sérias críticas à sociedade, não deixavam desvanecer a magia do cinema.
Criado em Rimini, as experiências da sua infância vieram a ter influência em muitos dos seus filmes, em particular em “Os Boas Vidas” (1953), “8 e meio” (1963) e “Amarcord” (1973). Não é lícito pensar, porém, que as suas obras contêm sistematicamente fragmentos autobiográficos.
Mudou-se para Roma em 1939, conseguindo um trabalho bem remunerado para escrever artigos num programa semanal satírico muito popular na época - o “Marc’Aurelio”. Numa época de alistamento compulsório no exército, Fellini conseguiu evitar ser convocado, usando artifícios e truques de grande perspicácia.
Muitos daqueles que viveram os últimos anos do regime fascista de Mussolini, coabitaram entre uma esquizofrénica imposição de lealdade ao regime e uma liberdade sem limites no humor, o que foi o caso de Fellini. Produziu desenhos satíricos a lápis, aguarela e canetas de cor, que percorreram a América do Norte e a Europa. Com a queda do fascismo em Julho de 1943 e a libertação de Roma pelas tropas aliadas em 1944, Fellini e um amigo inauguraram o “Shopping das Caretas”, onde faziam caricaturas dos soldados aliados, para ganhar algum dinheiro. Foi por essa época que Roberto Rossellini tomou conhecimento do projecto intitulado “Roma, Cidade Aberta” de Fellini e foi ao seu encontro. Em 1948, Fellini actuou no filme de Rossellini “Il Miracolo”, com Anna Magnani.
Fellini também escreveu textos para a rádio e para filmes, bem assim como piadas para conhecidos comediantes como Aldo Fabrizi. Uma sua fotonovela, chamada “Uma Viagem para Tulum”, foi publicada na revista “Crisis”.
Em 1993, recebeu um Oscar de Honra em reconhecimento do valor das suas obras, que chocaram e/ou divertiram audiências no mundo inteiro. Nesse mesmo ano, viria a morrer de ataque cardíaco, um dia depois de completar 50 anos de casado. A sua esposa, Giulietta, com quem foi casado durante meio século, morreu seis meses depois, vítima de cancro pulmonar. Estão enterrados no mesmo túmulo de bronze, em forma de barco, localizado na entrada do cemitério da sua terra natal. O aeroporto de Rimini também recebeu o seu nome. Um museu em sua memória foi inaugurado na mesma cidade em 2003.
Mulheres e Luzes”, de 1950, foi o seu primeiro filme, co-dirigido pelo experiente realizador Alberto Lattuada. A primeira película que Fellini dirigiu sozinho foi “Abismo de um sonho”, em 1952, protagonizado por Alberto Sordi.
Em 1961, descobriu através de um psicanalista os livros de Carl Jung. As teorias de Jung foram amplamente exploradas nos filmes “8 e meio”, “Julieta dos Espíritos”, “Satyricon” (1969), “Casanova” 1976) e “Cidade das Mulheres” (1980).
Ganhou quatro Oscars na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, dois Leões de Prata, o Prémio do Festival Internacional de Moscovo e uma Palma de Ouro no Festival de Cannes com o filme “A Doce Vida”, considerado um dos filmes mais importantes da história do cinema (1960). Foi nesse filme que surgiu o termo “Paparazzo”, que era um fotógrafo furtivo interpretado por Marcello Mastroianni. Em 1990 venceu o prestigiado Prémio Imperial, concedido pela Associação de Arte do Japão, que é considerado como um Prémio Nobel.
Com uma combinação de sonhos, memórias, fantasias e desejos, os filmes de Fellini têm uma visão muito pessoal da sociedade, colocando frequentemente as pessoas em situações bizarras. Existe mesmo o termo “Felliniesco”, que é utilizado para descrever certo tipo de cenas por ele imaginadas.
Grandes realizadores, como Woody Allen, David Lynch, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Pedro Almodóvar e Emir Kusturica, entre outros, confessaram ter recebido grandes influências de Fellini para as suas obras.
O filme “A Voz da Lua”, em 1990, fechou a actividade cinematográfica de Fellini. Recebeu do Governo Italiano o grau de Cavaleiro da Grande Cruz.
Fish, um cantor escocês de rock progressivo, lançou em 2001 o álbum “Fellini Days”, com letras e músicas totalmente inspiradas nos seus filmes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDELucho González, de seu verdadeiro nome Luis Oscar González, futebolista argentino que actuou no F. C. do Porto e joga actualmente no Olympique de Marseille, nasceu em Buenos Aires no dia 19 de Janeiro de 1981.
Tem o hábito de festejar os golos com a mão na testa, como que a procurar na bancada os seus filhos (a quem dedica os golos).
Começou a jogar futebol aos catorze anos nas escolas do Huracan, clube pelo qual se estreou na Primeira Divisão Argentina em 1999.
Em 2002, o River Plate contratou-o e, neste clube, conseguiu os seus primeiros títulos de Campeão (2003 e 2004).
O Porto já tinha acordado a sua vinda para a Europa no defeso de 2004/2005, mas decidiu deixá-lo no River Plate por mais uma época. Em 2005/2006 veio para Portugal por quase quatro milhões de euros. Quando chegou ao Porto, impôs-se logo e tornou-se num dos principais responsáveis pela conquista da Primeira Liga. Nessa época ganhou também a Taça de Portugal.
Em 2006/2007 voltou a fazer uma grande época, apesar do desgaste que foi o Mundial de 2006. Jogou com grande regularidade, voltando a ganhar a Primeira Liga, feito que repetiu em 2007/08 e 2008/09.
Foi considerado o Melhor Jogador do Campeonato de Portugal em 2008/2009 pelo Jornal “A Bola”.
Em 2009, o Olympique de Marseille chegou a um acordo com o Porto, mediante o pagamento de 18 milhões de euros, que poderá chegar aos 24 milhões, dependendo da sua performance desportiva no novo clube. O seu salário anual é de dois milhões de euros, livres de impostos.
Logo na primeira temporada, conquistou dois títulos: a Taça da Liga Francesa, e o Campeonato Francês.
Muito apreciado pelos seus fãs, detém o recorde de venda de camisolas em França, com mais de 200 000 vendidas com o seu nome (2010).
Foi 43 vezes internacional pela Selecção Argentina. A sua estreia deu-se em 2003 contra as Honduras. Foi convocado para participar nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004), competição onde ganhou a Medalha de Ouro.
Lucho González tem dezenas de tatuagens no corpo, incluindo uma do seu ídolo, Diego Maradona, e outras com os nomes dos filhos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Azar!!



EFEMÉRIDE Kevin Michael Costner, actor, músico, realizador e produtor de cinema norte-americano, nasceu em Lynwood no dia 18 de Janeiro de 1955.
Depois dos seus estudos em Marketing, encontrou um emprego como publicitário. Um encontro inesperado com Richard Burton, num aeroporto, levou-o porém a mudar de profissão.
Participou no elenco do sucesso comercial “Os amigos de Alex”, onde fazia o papel do amigo que se suicida e que leva à reunião que será o mote de todo o filme. Curiosamente, todas as cenas em que participou foram suprimidas, aparecendo apenas os seus pulsos cortados, quando está a ser vestido pelo cangalheiro, no início do filme.
O começo da carreira foi difícil, mas a sua perseverança foi recompensada com o êxito obtido com o filme “Os Incorruptíveis” (1987). Passou então a actuar em películas de maior envergadura.
O seu maior sucesso cinematográfico foi o filme “Dança com Lobos”, realizado, protagonizado e co-produzido pelo próprio, e nomeado para doze Oscares, tendo ganho sete, dois dos quais entregues ao próprio Kevin: o Oscar de Melhor Realizador e o de Melhor Filme (1990). Com o mesmo filme recebeu um Globo de Ouro de Melhor Director e um Urso de Prata no Festival de Berlim.
Desde aí, tudo o que ele fazia tinha sucesso garantido: interpretações em “Robin dos Bosques”, “JFK”, “Bodyguard”, “Um Mundo Perfeito”, etc..
De há alguns anos para cá, tem feito carreira igualmente como músico “country”, com o grupo “Kevin Costner and Modern West”.
Amigo de Bush (pai) e de Reagan, do Partido Republicano, fez campanha no entanto por Clinton (Partido Democrata) nas presidenciais de 1992 e 1996. Em 2008 apoiou também Obama, acompanhando-o em vários comícios no Colorado e incentivando os jovens a interessarem-se pela política.
Tem uma estrela na Calçada da Fama do Hollywood Boulevard.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEAlphonsus Gabriel Capone, gangster italo-americano que liderou um grupo criminoso dedicado ao contrabando e venda de bebidas (entre outras actividades ilegais), durante a “Lei Seca”, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, em 17 de Janeiro de 1899. Morreu em Miami Beach no dia 25 de Janeiro de 1947. É considerado por muitos como o maior gangster de todos os tempos. Tinha a alcunha de “Scarface” (“Cara de Cicatriz”), devido a uma cicatriz que tinha no rosto. Foi “padrinho” da máfia de Chicago de 1925 a 1932.
O pai era barbeiro na cidade de Castellammare di Stabia, a alguns quilómetros de Nápoles. A mãe era costureira. A família emigrou para os Estados Unidos em 1894. Al Capone cresceu junto de uma vizinhança muito pobre e pertenceu pelo menos a duas quadrilhas de delinquentes juvenis. Aos catorze anos foi expulso da escola em que fazia o ensino médio, por agredir um professor. Integrou o grupo “Five Points Gang” em Manhattan e trabalhou para o gangster Frank Yale.
Em 1919 foi enviado por Frank Yale para Chicago, transferindo-se para lá com a família e tornando-se o braço direito do mentor de Yale, John Torrio.
Torrio, entretanto, foi alvejado com gravidade por rivais de outros gangs e decidiu “reformar-se” em Itália. Capone passou a liderar os negócios, demonstrando rapidamente as suas qualidades para comandar a organização, expandindo mesmo o “sindicato do crime” para outras cidades americanas entre 1925 e 1930.
Aos 26 anos mostrava-se já um homem sem escrúpulos, frio e violento. Em 1929 foi nomeado como uma das personalidades mais importantes do ano, ao lado de homens com a importância do físico Einstein e do líder pacifista Gandhi.
Capone controlava informadores, pontos de apostas, casas de jogo, bordéis, bancas de apostas em corridas de cavalos, clubes nocturnos, destilarias e cervejarias. Chegou a facturar 100 milhões de dólares por ano, durante a “Lei Seca”.
Al Capone nunca era apanhado nas malhas da justiça por falta de provas ou de testemunhas. Foi no entanto arranjado um estratagema a nível “legal”. Tornaram obrigatório o pagamento de impostos, por lucros obtidos em actividades ilícitas. Parecia um contra-senso, mas Al Capone foi apanhado na rede. Não pagando impostos e não querendo provar a origem dos “sinais exteriores de riqueza”, foi preso em 1931 e condenado a onze anos de prisão. Foi enviado para um presídio em Atlanta, de onde continuou a gerir os seus negócios, antes de ser transferido para a célebre prisão de Alcatraz.
A pena seria revista em 1939, em virtude do seu estado de saúde, e foi libertado. Além da sífilis mal tratada, apresentava igualmente sintomas de distúrbios mentais, vindo a morrer de apoplexia seguida de uma pneumonia fatal.

Ai Judite, Judite... (montagem)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Curiosidade: o meu nome em Chinês
EFEMÉRIDE – Niccolò Vittorio Alfieri, dramaturgo, poeta e filósofo italiano, nasceu em Asti no dia 16 de Janeiro de 1749. Morreu em Florença, em 8 de Outubro de 1803. Foi muito influenciado pela cultura clássica e pelo espírito romântico.
Pertencente a uma família aristocrata de Piemonte, órfão de pai, abandonou os estudos aos dezassete anos para viajar pela Europa. Consciente da necessidade de transformar a Itália numa nação, voltou ao seu país natal.
Escreveu em menos de sete anos (1775/1782) catorze tragédias, entre as quais: “Saul”, “Antígona” e “Maria Stuart”. Muitas delas são consideradas verdadeiras obras-primas. Além disso, escreveu apelos à liberdade e ao patriotismo e à acção contra os tiranos.
Amante da Condessa de Albany, viveu em Paris na época da Revolução Francesa, sendo ela que lhe inspirou o gosto pelas letras. Quando a Condessa enviuvou em 1788, uniram-se através de um casamento secreto. Fugiu durante o terror jacobino, indo viver para Florença. Apesar de contrário ao absolutismo, desiludiu-se com os excessos da Revolução Francesa, a ponto de, em 1798, escrever a sátira “Il Misogallo”, um violento panfleto contra o jacobinismo.
Alfieri escreveu ainda “Della Tirannide” (1777), sonetos que foram reunidos sob o título de “Rime”, e a autobiografia “Vita” (1790/1803).
Durante os seus últimos anos de vida, aprendeu grego para poder estudar nos originais as grandes tragédias que tinha tomado como modelos.
Morreu aos 54 anos, deixando um grande número de obras póstumas. Após a sua morte em Florença, a Condessa de Albany mandou construir um magnífico sepulcro na Igreja de Santa Cruz.


O Nemo com fundo musical

sábado, 15 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEAristóteles Sócrates Onassis, empreendedor e magnata grego, nasceu em Esmirna no dia 15 de Janeiro de 1906. Morreu em Neuilly-sur-Seine, França, em 15 de Março de 1975. Onassis conseguiu a sua fortuna como armador da marinha mercante, tornando-se o empresário do sector mais famoso do mundo no século XX e uma das personalidades mais marcantes da vida mundana internacional dos anos 1950 a 1970.
Nasceu numa família que vivia em Esmirna, na Turquia, e que se dedicava ao comércio de tabaco. O jovem Aristóteles não se mostrava muito dotado para os estudos. O pai tinha sonhado para ele um percurso nas universidades mais prestigiadas da Europa, mas o filho preferia passar o seu tempo nos seus escritórios ou entrepostos.
Em 1922, após uma tentativa frustrada de invadir Istambul, o governo grego perdeu o controlo que estabelecera sobre Esmirna em 1919 e aceitou uma troca de civis. Cerca de 400 mil turcos que habitavam na Grécia voltaram para a sua terra de origem, enquanto cerca de um milhão de helenos chegaram à Grécia como refugiados. A família de Onassis estava nesse grupo.
Em 1927, com apenas 250 dólares na algibeira, partiu com destino à Argentina, para tentar uma nova vida. Em Buenos Aires, tornou-se telefonista da British United River Plate Telephone Company e, simultaneamente, estudava por conta própria o mercado financeiro. Com alguns lucros obtidos com a especulação, pôde comprar roupas sofisticadas, passando a frequentar a alta sociedade argentina.
Aos poucos, os ganhos de Onassis tornaram-se mais significativos e, com a ajuda do pai que permanecera na Grécia, aventurou-se na importação de tabaco turco. Os seus contactos com a terra natal aumentaram e decidiu voltar. Em 1931, com o dinheiro que conseguira ganhar até então, comprou “a preço de saldo” seis navios cargueiros ao governo canadiano, a fim de ampliar a sua capacidade de transporte de tabaco.
Após um problema burocrático no porto de Roterdão, trocou a bandeira dos seus barcos, registando-os no Panamá. Com isto, diversos problemas como o número de tripulantes, os impostos e o tipo de carga passaram a ser resolvidos com maior facilidade e rapidez, embaratecendo também os seus encargos. Criativo, conseguia empréstimos bancários com facilidade, aumentando o tamanho da sua frota.
A partir do fim dos anos 1930, fez construir petroleiros cuja tonelagem ultrapassava tudo o que havia até então. Onassis antevia que o petróleo estava destinado a um desenvolvimento sem precedentes. Depois da Segunda Grande Guerra Mundial, comprou diversos barcos desmobilizados e desarmados pela Marinha Americana. Foi o começo de uma época fulgurante, em que percorreu o Mundo, negociando contratos cada vez mais importantes.
Em 1946 casou-se com Athina Livanos, filha de outro grande armador grego. Mudou-se para os Estados Unidos, onde ganhou espaço no mercado de petroleiros e baleeiros. Em 1956, vendeu a sua frota baleeira aos japoneses e, com o lucro, fundou a companhia aérea Olympic Airways, tornando-se o homem mais rico do mundo. Após diversas negociações com o governo grego, a empresa obteve privilégios para se tornar a linha aérea nacional da Grécia, mesmo sendo de propriedade privada.
Em 1959, Onassis iniciou um longo romance com a soprano grega Maria Callas. No ano seguinte, divorciou-se de Athina Livanos. Callas chegou a suspender temporariamente a sua carreira para acompanhar o empresário.
Em 1968, Onassis surpreendeu tudo e todos com o anúncio do seu casamento com Jacqueline Kennedy, viúva do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Deprimida, Callas deixou praticamente de cantar naquela época.
Entretanto, a Olympic Airways sobrevivia com dificuldades, mas a família Onassis queria mantê-la por uma questão de prestígio. Com a morte do filho Alexander, num acidente aéreo em 1974, Aristóteles ficou extremamente abalado e decidiu vender a Olympic Airways ao governo grego.
Os negócios com os petroleiros corriam bem, mas a saúde do milionário deteriorava-se. Onassis veio a falecer devido a complicações decorrentes de uma pneumonia. A sua fortuna ficou para a filha Christina Onassis, que se suicidaria na cidade de Buenos Aires em 1988. A sua única filha, Athina Roussel, acabou por herdar toda a fortuna dos Onassis, calculada em 2,8 biliões de dólares. Em 2005, casou-se com um cavaleiro de nacionalidade brasileira.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDE Sergei Pavlovich Korolev, engenheiro ucraniano, “pai” da astronáutica soviética, morreu em Moscovo no dia 14 de Janeiro de 1966. Nascera em Jytomyr, em 30 de Dezembro de 1906.
Foi ele que projectou os primeiros foguetões soviéticos, tornando-se o engenheiro-chefe do programa espacial da URSS. Ele foi o equivalente soviético de Wernher von Braun.
Sergei Korolev foi, ao contrário do que comummente se pensa, o verdadeiro criador do desafio de enviar homens à Lua, apesar da União Soviética nunca ter admitido publicamente que pretendia alcançar tal feito.
Em 1922, foi aprovado num exame de admissão à Escola de Construção em Odessa. Foi ali que começou a interessar-se pela aviação. Dois anos depois, ingressou no Instituto Politécnico de Kiev, onde conheceu e se reuniu com entusiastas de planadores. Em 1925 partiu para Moscovo, a fim de estudar na Universidade Técnica do Estado. No ano seguinte, transferiu-se para a Escola Técnica Bauman de Moscovo, a melhor faculdade de engenharia da Rússia, onde finalizou os estudos em 1929.
Durante o ano de 1930 tornou-se o principal engenheiro do Tupolev TB-3, um bombardeiro pesado, e interessou-se pela utilização de carburante líquido para a propulsão de aeronaves e foguetões.
Em 1931, entrou no Instituto de Hidrodinâmica e Central Aérea. Em 1932, foi escolhido para chefe do Grupo de Pesquisa em Propulsão de Jactos, um dos centros de estudos de foguetões mais modernos da URSS. Korolev conduziu o desenvolvimento de um foguetão planador equipado e de mísseis de cruzeiro. Em 1934 publicou o livro “Um foguetão na estratosfera”.
No período das grandes purgas de Estaline, Korolev foi levado para a Sibéria acusado de anti-sovietismo (1938). Em 1940 voltou a Moscovo, sendo levado para a prisão de Butyrskaya. Em Julho do mesmo ano, uma comissão liderada por Lavrenti Beria, chefe da polícia secreta de Estaline, condenou Korolev a dez anos de trabalhos forçados, acusado de sabotagem. Em Setembro, foi chamado para o “Sharashka”, um departamento de projectos de aviões de combate. Era conhecido oficialmente por “KB-29”. Neste departamento encontrava-se o célebre Andrei Tupolev, também prisioneiro. Trabalharam no desenvolvimento do “Katyusha”, que os alemães chamariam “órgão de Estaline”.
Libertado em 1944, Korolev foi em missão à Alemanha no ano seguinte, para avaliar os mísseis balísticos V-2. Em 1946, foi nomeado chefe de um departamento criado entretanto em Podlipki, no nordeste de Moscovo. A organização era responsável pelo desenvolvimento e produção industrial de um míssil, baseado na tecnologia do V-2 alemão.
Korolev dirigiu o estudo de diversas gerações de satélites lançados por mísseis balísticos e de veículos de lançamento com fins científicos, militares e de comunicações. Em 4 de Outubro de 1957, um foguetão R7 lançou o primeiro satélite artificial, o Sputnik 1. Um mês depois, enviou a cadela Laïka para o espaço, onde esteve seis horas antes de morrer de hipertermia, em virtude de avaria no sistema de regulação da temperatura.
Foi também Korolev que, em 12 de Abril de 1961, deu a oportunidade a Gagarine de se tornar o primeiro homem no espaço. Mais tarde, participou ainda no programa “Soyouz”.
Morreu no auge da sua carreira, em virtude de paragem cardíaca após uma operação cirúrgica para tirar pólipos hemorrágicos dos intestinos. As suas cinzas estão guardadas na necrópole do muro do Kremlin.
A Rússia homenageou-o na passagem do centenário do seu nascimento. O nome de Korolev passara quase despercebido durante a chamada “guerra-fria” por razões de segurança.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDERoland Petit, coreógrafo e dançarino francês, nasceu em Villemomble no dia 13 de Janeiro de 1924.
Formou-se na escola da Ópera de Paris, entrando no seu corpo de ballet em 1940. Tornou-se conhecido pelos seus bailados criativos, como “Le jeune homme et la mort” (1946), “Les forains” (1948), “Cármen” (1949), “O Lobo” (1953), “Notre-Dame de Paris” (1965), “Paraíso Perdido” (1967) e “Os Amores de Frantz” (1981).
Fundou os Ballets dos Campos Elísios em 1945 e os Ballets de Paris em 1948.
Em 1947, a sua mãe, Rose Repetto, fundou a Companhia Repetto. Ela esteve na origem do uso de sapatilhas de pontas na dança clássica.
Em 1954, casou com Zizi Jeanmaire, que trabalhou em várias das suas obras. As suas memórias foram publicadas em 1993 - “Eu Dancei com as Ondas”.
Colaborou com Serge Gainsbourg, Yves Saint-Laurent e César, participando em vários filmes franceses e americanos.
Voltou à Ópera de Paris em 1965, fazendo a montagem de “Notre-Dame de Paris” com música de Maurice Jarre. Montou espectáculos para os maiores teatros franceses, italianos, alemães, britânicos, canadianos e cubanos.
Em 1972, com a peça “Pink Floyd Ballet”, fundou o Ballet de Marselha que dirigiu durante vinte e seis anos.
Para os cenários dos seus ballets, trabalhou em estreita colaboração com o pintor Jean Carzou (1907-2000), mas também com outros artistas como Max Ernst.
Autor de mais de 50 criações, que abordam todos os géneros, tem feito coreografias para uma plêiade de grandes dançarinos internacionais.
Roland Petit recusa efeitos técnicos gratuitos, não parando de renovar o seu estilo e a sua linguagem, tornando-se um mestre na arte do “pas-de-deux” e no ballet narrativo.
Le Jeune Homme et la Mort” (libreto de Jean Cocteau) é considerado a sua obra-prima absoluta, com uma coreografia de surpreendente modernidade.

"Português genuíno"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEAlan Kardec de Souza Pereira Júnior, futebolista brasileiro, actualmente a jogar no Sport Lisboa e Benfica, nasceu em Barra Mansa no dia 12 de Janeiro de 1989.
Iniciou-se no centro de formação do Vasco da Gama em 2000, portanto com onze anos de idade. Em 2007 chegou à equipa principal. O seu primeiro golo, como profissional, foi marcado num jogo contra o Botafogo para a Taça Rio.
Em 2009, foi emprestado ao S. C. Internacional, com opção de compra por três milhões de reais. Jogou apenas duas partidas. Em 22 de Dezembro, foi cedido ao Benfica por seis milhões de reais.
Estreou-se em Janeiro de 2010 com um vitória frente ao Rio Ave (2-1), num jogo da Taça da Liga em que enviou duas bolas ao poste na mesma jogada. Em Março, Kardec marcou o golo 100º da temporada, golo que deu a passagem aos quartos-de-final da Liga Europa. Na época 2010/2011, já participou em dez jogos da equipa, tendo marcado cinco golos, um deles ao Olympique de Lyon na Liga dos Campeões Europeus.
Alan Kardec participou na campanha da Selecção Brasileira de Sub-20 que conquistou o Campeonato Sul-Americano de 2009. Novamente convocado, vestiu a camisola 9 dos Sub-20, que disputaram o Mundial no Egipto, sendo o goleador da equipa. O Brasil acabou como Vice-campeão, tendo sido vencido pela marcação de grandes penalidades na final contra o Gana.
Pelo Benfica venceu uma Taça da Liga e um Campeonato de Portugal na época 2009/2010.

Violência doméstica...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEMaurice Pialat, realizador de cinema francês, faleceu em Paris no dia 11 de Janeiro de 2003. Nascera em Cunlhat (Puy-de-Dôme, Auvergne), em 21 de Agosto de 1925.
Pintor por vocação, estudou nas Escolas de Artes Decorativas e de Belas Artes de Paris. Em 1955 entrou no mundo do teatro, mas iria dedicar-se depois ao cinema, com várias experiências e realizando diversas curtas-metragens. Em 1968 dirigiu a sua primeira longa-metragem, “L'enfance nue”, interpretada por actores não profissionais (Prémio Jean-Vigo).
Em 1984 recebeu o “César do Melhor Filme”, com a película “À nos amours”. Foi também premiado com uma “Palma de Ouro” no Festival de Cannes, com o filme “Sob o Sol de Satã” (1987).
Dirigiu em 1991 o filme “Van Gogh”, com o qual prestou homenagem ao célebre pintor holandês.
Pelas características realistas ou místicas do seu cinema, é considerado como um herdeiro directo de Jean Renoir, mas também de realizadores internacionais como Roberto Rossellini e Akira Kurosawa, partilhando com os três o amor pela pintura, pelo desenho e pela fotografia. Apesar de tudo, Maurice Pialat conseguiu ser diferente de todos. Anti-conformista, provocante e exigente, era muito crítico para com os filmes dos seus contemporâneos e para consigo próprio.
Durante as filmagens, tinha por hábito criar laços muito fortes com os seus actores, tanto os profissionais de renome como os debutantes ou desconhecidos.
Esteticamente próximo dos cineastas da “Nova Vaga”, ficou sempre à margem deste movimento. A sua vida, fora do “sistema”, fez dele uma personalidade do cinema internacional difícil de conhecer e de compreender. Numerosos artigos e livros foram-lhe consagrados nos últimos quinze anos. Maurice Pialat influenciou toda uma geração de cineastas franceses e estrangeiros.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDESamuel Colt, inventor e industrial norte-americano, morreu em Hartfort no dia 10 de Janeiro de 1862. Nascera na mesma localidade em 19 de Julho de 1814. Revolucionou os processos de fabrico de armas, ao abrir uma fábrica de pistolas com peças intercambiáveis.
Desenvolveu em 1835 o primeiro revólver de seis tiros com cilindro removível, o Colt 45, patenteado em Inglaterra. Construiu a sua primeira fábrica de armas, a Patent Arms Company, em Paterson (1836), uma das mais antigas no país, iniciando a produção de revólveres e rifles por ele próprio desenhados. Após a falência da Patent Arms Company (1842), fundou a Patent Arms Manufacturing Co. (1842), que se notabilizou no fabrico de armas usadas na Guerra do México (1847). Passou a abastecer de armas os U.S. Dragoon e os Texas Rangers. Ampliando os seus negócios, instalou a primeira fábrica em Inglaterra (1851), solidificando a sua reputação internacional.
Associou-se com o inventor Samuel F. B. Morse, o do telégrafo, e passou a investir em armas de guerra e cabos de telégrafo submarino. Participou na construção de uma linha telegráfica submarina ligando a ilha de Manhattan a Brooklin e a Nova Jersey. A partir daí, a empresa foi incorporando e comprando outras concorrentes, fazendo de Samuel Colt um dos mais poderosos homens de negócios dos Estados Unidos no século XIX. Sabiamente, usava uma táctica de marketing para conseguir mercados internacionais: presenteava chefes de estado com produções fora de série, entre eles os czares Nicolau I e Alexandre II da Rússia, o rei Frederick VII da Dinamarca e Charles XV da Suécia.
Samuel Colt foi também o primeiro a descobrir que o explosivo para as armas de fogo podia ser detonado pela acção da electricidade. Notou igualmente que um fio correctamente isolado podia transmitir electricidade através da água. Em 1829, a título de demonstração, fez explodir uma jangada. Em 1842, por conta da Navy, afundou no Pontomac uma velha embarcação militar usando uma mina submarina com ignição eléctrica.
Com a saúde já em declínio (1860), começou a fornecer armas para as forças da União durante a Guerra Civil Americana. Morreu dois anos depois, quando tinha a trabalhar na sua indústria mais de cem pessoas e produzia centenas de milhares de armas de fogo.
Os revólveres de Colt foram revolucionários para a época, pelo facto de serem de fácil recarregamento e manuseio, se comparados com as outras armas então no mercado, excessivamente pesadas, imprecisas, grosseiramente rústicas e mais caras.
Uma das suas divisas era : «Deus fez uns homens grandes e outros pequenos, eu torneio-os iguais».

A esperança persiste...

domingo, 9 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEJosemaría Escrivá de Balaguer, sacerdote católico espanhol e fundador do Opus Dei, nasceu em Barbastro no dia 9 de Janeiro de 1902. Morreu em Roma, em 26 de Junho de 1975.
Fez os primeiros estudos no Colégio dos Padres Escolápios. Quando tinha doze anos, o negócio do pai faliu e, com os pais e a irmã mais velha, foi viver para Logroño. Inicialmente, Josemaría planeava estudar arquitectura mas, num dia de inverno, um acontecimento veio mudar a sua vida: enquanto caminhava, cruzou-se com um carmelita, que andava descalço pela neve. Esse episódio tocou-o muito profundamente e, pouco tempo depois, tomou a decisão de abraçar o sacerdócio.
Recebeu a ordenação sacerdotal em Saragoça no mês de Março de 1925. A sua primeira missa foi celebrada na Santa e Angélica Capela do Pilar de Saragoça, em sufrágio pela alma do pai.
Iniciou a actividade pastoral em paróquias rurais, continuando-a posteriormente pelos bairros pobres e pelos hospitais de Madrid, onde realizou numerosas obras de misericórdia.
Em Outubro de 1928, durante uns dias de retiro espiritual em Madrid, na Casa Central dos Lazaristas, viu o Opus Dei, que pode ser definido como «um caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres ordinários do cristão» e, a partir desse momento, dedicou grande parte da sua actividade a promover esta procura cristã de identificação com Cristo, preferencialmente trilhado no mundo, na vida quotidiana, através do exercício do trabalho profissional e do cumprimento dos deveres pessoais para com Deus, a família e a sociedade, por cada indivíduo, actuando assim como um fermento de valores humanos e cristãos em cada ambiente onde estiver inserido.
Escrivá de Balaguer é considerado por muitos como um precursor do Concílio Vaticano II, que teria início mais de trinta anos depois, ao atribuir um papel preponderante ao cristão comum no trabalho de evangelização da sociedade.
A partir de 1930, o seu apostolado foi estendido às mulheres. Em 1933 foi aberto o primeiro centro do Opus Dei, a Academia DYA, destinada principalmente a estudantes de Direito e Arquitectura. A Academia transformou-se numa residência universitária, onde Josemaría e os primeiros membros difundiam a mensagem do Opus Dei entre os jovens; simultaneamente realizavam catequese e atendimento aos pobres e doentes dos bairros periféricos de Madrid. De tudo foi mantido informado o bispo de Madrid-Alcalá que deu a sua aprovação. Nesta época publicou “Considerações espirituais”, precursor do livro “Caminho”.
Quando rebentou a Guerra Civil Espanhola, esteve várias vezes prestes a ser capturado por militantes anti-clericais. Para escapar à perseguição refugiou-se na Legação de Honduras e em diversos outros lugares. Mesmo durante a guerra, dedicou-se clandestinamente ao trabalho pastoral. Conseguiu sair de Madrid, atravessando os Pirenéus por Andorra até ao sul da França e instalou-se em Burgos.
Com o fim do conflito, voltou a Madrid e iniciou a expansão do seu trabalho apostólico noutras cidades de Espanha. O início da Segunda Guerra Mundial impediu o começo do trabalho noutros países.
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Escrivá mudou-se para Roma, deixando claro que o Opus Dei era universal, destinado a todos os homens de todas as nacionalidades e de todos os tempos. Preocupava-o o facto do Opus Dei não ter um enquadramento jurídico adequado à sua realidade laical. No entanto, só nos anos 1980, já depois da sua morte, é que foi encontrada a forma jurídica desejada pelo fundador.
Em 1947, conseguiu da Santa Sé a primeira aprovação pontifícia para o Opus Dei. No ano seguinte fundou em Roma o Colégio Romano de Santa Cruz, destinado à formação de homens do Opus Dei provenientes de todas as partes do mundo. O Papa Pio XII concedeu, em 1950, aprovação definitiva ao Opus Dei. Em 1953, fundou o Colégio Romano de Santa Maria, centro internacional para a formação espiritual, teológica e apostólica de mulheres do Opus Dei.
Durante os mais de 25 anos que viveu em Villa Tevere, em Roma, Escrivá trabalhou intensamente quer no governo do Opus Dei quer no apostolado junto dos seus membros. Principalmente a partir de 1970, realizou várias viagens à Europa e à América do Sul.
Licenciado em Direito pela Universidade de Zaragoza e doutorado em Direito Civil pela Universidade de Madrid, foi também doutor em Teologia pela Universidade de Laterano (Roma) e grão chanceler da Universidade de Navarra e da Universidade de Piura (Peru).
Em 1961 foi nomeado pelo Papa João XXIII consultor da Comissão Pontifícia para a interpretação autêntica do Código de Direito Canónico.
Sob o seu impulso foi criada a Universidade de Navarra, em Pamplona, uma das universidades mais prestigiadas da Europa, e reconstruído o Santuário de Nossa Senhora de Torreciudad, em Aragão, onde a mãe o levara com poucos anos de vida em agradecimento por ele ter sobrevivido a uma doença grave.
Após o seu falecimento, 69 cardeais, cerca de 1300 bispos de todo o mundo e 41 superiores de congregações religiosas, de entre outras personalidades, pediram ao Papa o início da causa da sua beatificação e canonização. Em 1981 foi aberto o processo de beatificação. Em 1990 o Papa João Paulo II declarou a heroicidade das suas virtudes cristãs e, em 1991, decretou o carácter milagroso de uma cura atribuída à sua intercessão. Foi beatificado em 1992. Em 2002 foi canonizado pelo Papa João Paulo II. Em 2005 Bento XVI abençoou uma sua estátua em mármore, colocada no exterior da Basílica de São Pedro em Roma.
Entretanto, o Opus Dei tem tomado posições controversas, entre as quais a defesa de Pinochet (sanguinário ditador do Chile) e os ataques a Hugo Chavez (democraticamente eleito na Venezuela).

sábado, 8 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEYvonne De Carlo, de seu verdadeiro nome Margaret Yvonne Middleton, actriz de cinema canadiana, naturalizada norte-americana, morreu em Los Angeles no dia 8 de Janeiro de 2007. Nascera em Vancouver, em 1 de Setembro de 1922.
Abandonada pelo pai aos três anos de idade, Yvonne foi criada pelos avós, enquanto a mãe trabalhava como empregada de mesa num restaurante. Estudou dança e artes dramáticas e, aos quinze anos, partiu com a mãe para Hollywood. Acabaram por voltar ao Canadá, tendo feito uma nova tentativa em 1940. Desta vez, a sorte sorriu-lhe: após ser figurante em vários filmes, conseguiu o papel principal em “Where She Danced” (1945), que teve grande sucesso. Intercalou a partir daí, pequenas e médias produções com títulos importantes.
Continuou popular na década de 1950, graças a westerns, filmes de acção e fantasias orientais, como “The Desert Hawk” (1950), “Silver City” (1951), “Hurricane Smith” (1952) e “Shotgun” (1955), entre muitos outros. Típica actriz de filmes de aventuras, em que o talento interpretativo não era um factor primordial, Yvonne teve entretanto o seu grande momento na superprodução “Os Dez Mandamentos" (1956) de Cecil B. DeMille, no papel de Sephora, a esposa de Moisés, que era protagonizado por Charlton Heston.
Quando começaram a diminuir as oportunidades no cinema, apareceu em diversas séries televisivas, como “Bonanza”. Entre 1964 e 1966, fez setenta e um episódios da série de culto “Os Monstros”, pelos quais é lembrada em todo o mundo. Nessa época, trabalhou também ao lado de John Wayne e Maureen O'Hara em “McLintock” (1963). Em 1971, actuou na Broadway, no elenco do premiado musical “Follies”. Dos seus últimos filmes, em diversos países, o mais marcante talvez tenha sido “Óscar” (1991), no qual faz o papel de tia do protagonista principal, Sylvester Stallone. Despediu-se das telas com uma produção de 1995 para a TV, “The Barefoot Executive”.
Yvonne casou-se uma única vez, em 1955. A união terminou em divórcio treze anos depois. Em 1987, publicou a sua autobiografia. Morreu de causas naturais no “Motion Picture & Television Fund's Retirement Home”, na Califórnia, aos oitenta e quatro anos de idade.
Yvonne de Carlo impôs-se nos anos 1940 e 1950 como um símbolo sexual, género Rita Hayworth e Ava Gardner, e como um símbolo feminista, estilo Maureen O'Hara. Ela foi igualmente uma das maiores belezas exóticas da sua época.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


Se Jesus nascesse agora...
EFEMÉRIDEPierre Daninos, escritor e humorista francês, conhecido principalmente pelo livro “Os Cadernos do major Thompson” (1954), faleceu em Paris no dia 7 de Janeiro de 2005. Nascera, também em Paris, em 26 de Maio de 1913.
Durante a Segunda Guerra Mundial, participou activamente na Resistência e foi agente de ligação com o exército britânico. Depois do armistício e da capitulação alemã, viveu no Rio de Janeiro onde publicou o seu primeiro romance, “O Sangue dos homens”. De volta a Paris, frequentou os meios literários e retomou a profissão que tinha antes da guerra, o jornalismo, colaborando nomeadamente no “Fígaro”.
O seu maior sucesso, “Os Cadernos do major Thompson”, foi adaptado ao cinema em 1955 sob o título “The French, They Are a Funny Race”. Daninos publicaria, entre 1955 e 2000, quatro outros volumes do major Thompson.
Em Junho de 1967, escapou por pouco à morte num acidente de automóvel. Conduzia a sua viatura “Daimler”, quando chocou com outra que seguia em contra-mão. Ficou durante muito tempo em estado de coma, o que lhe serviria de assunto para a obra “O Pijama” (1972).

Apanhados do Kleber

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


Para alegrar este Novo Ano
EFEMÉRIDEJosé Álvaro Machado Pacheco Pereira, historiador, professor universitário e político português, nasceu no Porto em 6 de Janeiro de 1949.
Eugénio de Andrade, que Pacheco Pereira conheceu por volta de 1965, teve bastante influência na sua formação, dando-lhe a ler e a discutir muitos livros e poemas.
Iniciou, desde cedo, a sua actividade política em movimentos de oposição ao salazarismo.
Após contactos com o PCP, acabou por fundar a secção Norte do PCP-ML, partido marxista-leninista de inspiração maoista. Após uma rusga da PIDE a sua casa, em Fevereiro de 1973, viveu na clandestinidade, da qual só sairia completamente após o golpe de 11 de Março de 1975.
Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1978. Já tinha aí obtido o bacharelato em 1971.
Recolheu, classificou, organizou e estudou de forma sistemática documentação sobre a vida política portuguesa, tendo lançado a revista “Estudos sobre o comunismo”. Com João Carlos Espada e Manuel Villaverde Cabral, fundou em 1984 o Clube da Esquerda Liberal.
Em 1986 apoiou activamente a primeira eleição presidencial de Mário Soares. Foi deputado pelo Partido Social Democrata durante três legislaturas (1987/1999), tendo sido eleito da primeira vez como independente, pois só se filiaria no PSD em 1988. Foi líder parlamentar e presidente da comissão política distrital de Lisboa deste partido. Foi membro da Delegação da Assembleia da República à Assembleia da NATO e Presidente do Subcomité da Europa de Leste e da ex-URSS da Comissão Política da Assembleia do Atlântico Norte. Foi também Vice-Presidente do Instituto Luso-Árabe para a Cooperação.
Em 2002 foi cabeça de lista pelo círculo eleitoral do Porto, nas eleições legislativas que culminaram com a vitória do Partido Social Democrata, então dirigido por Durão Barroso. Contudo, por ser na altura deputado europeu, não assumiu o cargo de deputado na Assembleia da República. Foi Vice-Presidente do Parlamento Europeu entre 1999 e 2004.
Em 2004 foi nomeado embaixador de Portugal na UNESCO. Um mês após a divulgação de que iria ocupar este cargo, quando soube que Santana Lopes iria substituir Durão Barroso como primeiro-ministro, demitiu-se por não querer ficar na dependência funcional de um governo que pretendia criticar. Voltou a ser eleito deputado nas eleições legislativas de 2009.
É docente no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, tendo sido também professor da Universidade Autónoma de Lisboa.
É colaborador regular da imprensa escrita. Actualmente é cronista do jornal “Público” e da revista “Sábado”. Também é comentador político na televisão, nomeadamente em “Quadratura do Círculo” (SIC Notícias). Na Internet, assina os blogues “Abrupto”, “Estudos sobre o Comunismo” e “Ephemera”.
Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 10 de Junho de 2005, pelo então Presidente da República Jorge Sampaio.
A sua biblioteca, com cerca de 100 000 títulos, é possivelmente a maior biblioteca privada portuguesa.

Novas tecnologias, sim... mas ler um livro também é bom!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEHubert Beuve-Méry, jornalista francês, nasceu em Paris no dia 5 de Janeiro de 1902. Faleceu em Fontainebleau (Seine-et-Marne), em 6 de Agosto de 1989.
Trabalhou como correspondente em Praga do jornal “Le Temps”, entre 1934 e 1938. Foi fundador e director do jornal “Le Monde” de 1944 a 1969, conseguindo que o jornal tivesse grande influência política, ao mesmo tempo que mantinha a sua independência.
Apesar de ter tido uma infância difícil por causa da Primeira Guerra Mundial e tendo por origem uma família modesta, conseguiu apoios que lhe permitiram fazer os seus estudos superiores.
A sua primeira experiência como jornalista foi em “Nouvelles Religieuses”, um jornal católico e conservador.
Doutorou-se em Direito e foi colocado como professor no Instituto Francês de Praga, onde se tornou igualmente conselheiro técnico do Ministério dos Negócios Estrangeiros da jovem república Checoslovaca. Estudou o aumento dos perigos militaristas na Europa e foi também correspondente de vários diários parisienses.
Em 1942 alistou-se na Resistência Francesa, participando em combates pela libertação da ocupação alemã.
Em Outubro de 1944, quando era Chefe de Redacção da revista “Temps présent”, foi solicitado pelo General de Gaulle para criar um diário de referência, com a ajuda do governo francês. Foi assim que nasceu “Le Monde”, cujo primeiro número foi publicado em Dezembro de 1944. Foi seu director até se reformar, publicando editoriais sob o pseudónimo de “Sirius”. Em 1964 fundou igualmente “Le Monde Diplomatique”. Foi laureado com a “Pena de Ouro da Liberdade” em 1972.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDEGao Xingjian, novelista, dramaturgo e crítico literário francês de origem chinesa, nasceu em Ganzhou no dia 4 de Janeiro de 1940. É igualmente tradutor, sobretudo das obras de Samuel Beckett e Eugène Ionesco, além de se dedicar à pintura. Naturalizou-se francês em 1997.
Foi agraciado com o Nobel de Literatura em 2000, graças a «uma obra de valor universal, de uma lucidez amarga e uma ingenuidade linguística que abriram novos caminhos para o romance e o teatro chineses».
O pai era banqueiro e a mãe actriz amadora. Foi ela que fez despertar o interesse do filho pelas artes, pelo teatro e pela escrita. Recebeu a formação base em escolas da República Popular da China, diplomando-se em Francês no Instituto de Línguas Estrangeiras de Pequim (1962). Começou a traduzir em mandarim autores como Ionesco e Prévert, dando a descobrir aos seus compatriotas os temas e a estética da literatura ocidental contemporânea.
Quando da Revolução Cultural Chinesa, foi enviado durante seis anos para um “campo de reeducação”, vendo-se forçado a queimar uma mala onde tinha dissimulado vários manuscritos. Só foi autorizado a deixar o país depois da morte de Mao em 1979, tendo visitado então a Itália e a França.
Entre 1980 e 1987 publicou novelas, ensaios e peças de teatro, mas o seu “vanguardismo” e a sua liberdade de pensamento não eram do agrado das autoridades chinesas. As teorias literárias, expostas no “Primeiro Ensaio sobre a Arte do Romance” (1981), iam deliberadamente contra os dogmas do Estado e do realismo revolucionário apregoado pelo regime.
Vários dos seus espectáculos experimentais, influenciados por Brecht, Artaud e Beckett, foram representados no Teatro Popular de Pequim, encontrando largo eco junto do público. A peça “Paragem de bus” (1983), virulenta sátira da sociedade de Pequim, foi criticada com violência e as suas obras começaram obviamente a confrontar-se com a censura.
Em 1985, “O Homem Selvagem” foi objecto de uma grande polémica suscitando mesmo o interesse da opinião internacional. No ano seguinte, a representação de “A Outra Margem” foi proibida. Para evitar represálias, Gao começou um périplo pela província de Sichuan, descendo o rio Yang Tsé Kiang até ao mar. Em 1987 viu-se obrigado ao exílio, sendo desde então considerado “persona non grata” em território chinês. Vive em França desde 1988, depois de obter asilo político. É “Cavaleiro das Artes e das Letras”.
Gao Xingjian é autor igualmente de poemas e da ópera “A Neve em Agosto”. Algumas das suas obras foram já escritas directamente na língua francesa.
É ainda pintor, utilizando materiais chineses tradicionais (papel de arroz e pincel em pelo de cabra) e conseguindo modular a sua tinta negra em centenas de nuances. No entanto, Gao utiliza também algumas técnicas ocidentais em certas circunstâncias. Realizados com tinta-da-china, os seus quadros conjugam a abstracção, a figuração e o panteísmo. Algumas das suas obras estão reproduzidas nas capas dos livros de que é autor.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

A minha foto
- Lisboa, Portugal
Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...