quinta-feira, 30 de junho de 2011


Maria da Fonte - Actual !


EFEMÉRIDEFrancisco da Costa Gomes, militar e político português, nasceu em Chaves no dia 30 de Junho de 1914. Morreu no Hospital Militar de Lisboa, em 31 de Julho de 2001. Foi o 2º Presidente da República Portuguesa, após a Revolução dos Cravos.
Proveniente de uma família numerosa, a sua infância foi marcada pela morte do pai, nas vésperas de completar oito anos.
Estudou no Colégio Militar, em Lisboa, e na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se licenciou em Ciências Matemáticas (1944).
Tendo-se alistado no Exército em 1931, serviu em várias unidades militares e progrediu rapidamente na carreira.
Realizou comissões de serviço nas ex colónias portuguesas, tendo chefiado a expedição militar a Macau, em 1949, exercendo funções como subchefe e chefe do Estado-Maior naquela região.
Prestou serviço no quartel-general do Supremo Comando Aliado do Atlântico, entre 1945 e 1946, monitorizou a formação das forças portuguesas a integrar na NATO, em 1952, e participou nas delegações de Portugal às reuniões daquela organização, entre 1956 e 1958.
Nomeado Subsecretário de Estado do Exército, em 1958, envolveu-se na tentativa de golpe militar do general Botelho Moniz em 1961. Em 1962 foi exonerado do governo e colocado na chefia do Distrito de Recrutamento e Mobilização de Beja. Terminou o Curso de Altos Comandos em 1964.
Foi depois inspector na Direcção da Arma de Cavalaria, cargo que acumulou com o de professor no Instituto de Altos Estudos Militares.
Já brigadeiro, foi nomeado segundo comandante e depois comandante da Região Militar de Moçambique, função que exerceu de 1965 a 1969.
Em 1970 tornou-se comandante da Região Militar de Angola, onde procedeu à remodelação do comando-chefe.
Em 1972 foi nomeado chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. Em Março de 1974, pouco antes do 25 de Abril, foi exonerado do cargo, depois de se recusar a comparecer numa cerimónia pública de lealdade ao governo de Marcello Caetano, promovida por altas patentes militares (um grupo que ficaria conhecido como a “brigada do reumático”).
Após o “25 de Abril”, foi um dos sete militares que compuseram a Junta de Salvação Nacional. Entre 25 de Abril e 30 de Setembro de 1974, chefiou de novo o Estado-Maior General das Forças Armadas.
Por nomeação da Junta de Salvação Nacional, tornou-se Presidente da República, após a renúncia de António de Spínola, em Setembro de 1974.
Ocupou o cargo de Presidente da República até Junho de 1976, altura em que as primeiras eleições presidenciais livres ditaram a escolha de Ramalho Eanes. O seu mandato ficou marcado por um período de radicalização do processo revolucionário. Apesar da ambiguidade que muitos viram nas suas posições, é-lhe reconhecido o mérito de ter evitado a guerra civil. Em 1982 foi elevado à patente de marechal.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

EFEMÉRIDEVittorio Gassman, actor e realizador de teatro e de cinema italiano, morreu em Roma no dia 29 de Junho de 2000, vítima de ataque cardíaco. Nascera em Génova, em 1 de Setembro de 1922.
É considerado um dos maiores actores italianos, sempre lembrado pelo seu extremo profissionalismo, versatilidade e magnetismo. A sua longa carreira abrange produções importantes, mas também dezenas de filmes menos famosos que, no entanto, contribuíram para a sua grande popularidade.
Ainda jovem, Gassman mudou-se para Roma, frequentando a Academia Nacional de Arte Dramática, onde estudavam grandes figuras do cinema e do teatro italianos.
A sua estreia no teatro teve lugar em Milão, em 1942. De volta a Roma, juntou-se a Tino Carraro e Ernesto Calindri, no Teatro Eliseo, formando um trio que se tornou célebre e com o qual representou diversas obras, desde comédias burguesas até a sofisticadas peças intelectuais, sem ter dificuldades em passar de um estilo para outro.
Em 1946 estreou-se no cinema, com “Preludio d'amore”. No ano seguinte, entrou em 5 filmes. Em 1948, a sua célebre participação em “Riso Amaro” confirmou as suas qualidades para a representação no cinema.
Na companhia teatral de Luchino Visconti, amadureceu e fez sucesso. Interpretou um vigoroso Kowalski em “Um eléctrico chamado desejo” de Tennesse Williams. Em 1952, fundou e dirigiu o Teatro d'Arte Italiano, que produziu a primeira versão completa de Hamlet em Itália, bem como obras raras de Séneca, Ésquilo e outros.
Em 1956 representou um memorável “Otelo”. Pouco depois, num programa de televisão chamado “Il Mattatore”, obteve um inesperado sucesso e daí que “Il Mattatore” se tornasse numa alcunha que o viria a acompanhar pelo resto da vida.
Perfeccionista, odiava a dicção imperfeita e as inflexões regionais (apesar de ser capaz de simular à perfeição, quando necessário, a maior parte dos dialectos italianos).
A sua produção teatral abrangeu muitos dos autores mais famosos do século XX, além de frequentes retornos a clássicos como Shakespeare, Dostoievski e alguns autores gregos. Gassman também fundou uma escola de teatro em Florença, que formou alguns dos mais talentosos actores das gerações que se seguiram.
Fez muitos filmes no exterior mas, apesar dos seus sucessos cinematográficos, nunca abandonou o teatro. Na fase final da sua carreira, acrescentou a poesia ao seu repertório, tendo ajudado a tornar conhecidos em Itália vários poetas estrangeiros.
Aclamado como actor, era criticado pela sua conturbada vida privada, com vários divórcios, e pelo seu ateísmo (que posteriormente seria substituído por uma fé bastante pessoal). Além disso, nas suas declarações e entrevistas, costumava emitir comentários originais e pouco convencionais, por vezes procurando perturbar algumas posições culturais moderadas. Com esta sua franqueza e seus juízos, acabou por coleccionar alguns inimigos no mundo das artes.
Foi distinguido com a Grã-Cruz de Cavaleiro da Ordem de Mérito Italiano em 1994. Nos últimos anos de vida, passou por longos períodos depressivos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

EFEMÉRIDEJuan José Saer, escritor argentino, nasceu em Serodino, na província de Santa Fé, em 28 de Junho de 1937. Morreu em Paris no dia 11 de Junho de 2005, vítima de cancro nos pulmões.
Praticou diferentes géneros literários, mas foi sobretudo no campo da narração e do romance que o seu talento foi mais reconhecido. Quase todas as suas narrativas têm por cenário a cidade de Santa Fé e os seus arredores, onde viveu até se exilar voluntariamente em França. Os personagens também se repetem, contribuindo para a unidade da sua obra. É considerado um dos escritores argentinos mais importantes e influentes do século XX.
Ensinou História do Cinema e Crítica e Estética Cinematográfica na Universidade do Litoral em Santa Fé.
Ignorado durante grande parte da sua vida criadora, a obra de Saer só obteve o reconhecimento da crítica especializada a partir dos anos 1980, tanto na Argentina como na Europa. Publicou também um livro de poesia e vários ensaios.
Instalou-se em Paris desde 1968 e foi professor na Universidade de Rennes. Ganhou o Prémio Nadal em 1987, com o romance “La ocasión”. O seu livro “El concepto de ficción”, publicado em 1997, reuniu diversos textos escritos no decorrer de mais de trinta anos de carreira literária (1965 a 1996).

segunda-feira, 27 de junho de 2011

EFEMÉRIDEIsabelle Yasmine Adjani, actriz francesa, nomeada duas vezes para os Oscares e laureada cinco vezes com o César, o mais importante prémio do cinema francês, nasceu em Paris no dia 27 de Junho de 1955.
Cresceu em Gennevilliers e estudou no Colégio Paul Lapie em Courbevoie. Prosseguiu os estudos no Liceu Jean-Jaurès em Reims.
Filha de pai argelino e mãe alemã, foi estimulada a representar desde jovem, começando a actuar no teatro amador aos doze anos de idade. Apareceu no seu primeiro filme aos 14 anos (“Le Petit Bougnat”). Aos 17, actuou na TV francesa. O primeiro sucesso teve lugar nos palcos da Comédie Française, quando interpretou personagens criados por Molière e Lorca.
Após interpretar papéis secundários no cinema, teve grande êxito junto do público e da crítica pela sua actuação no filme “La Gifle” (1974). No ano seguinte, conseguiu o seu primeiro papel principal em “A História de Adèle H”, de François Truffaut, interpretando a figura da filha do escritor Victor Hugo. Com este filme, alcançou sucesso internacional, concorreu ao Oscar de Melhor Actriz e recebeu propostas para trabalhar em Hollywood.
Com Serge Gainsbourg iniciou-se também na canção em 1974, entrando em alguns shows televisivos e gravando um álbum inteiro que foi campeão de vendas. Anos mais tarde editou um single já sem Gainsbourg, “La Princesse au petit pois”.
Em 1981, recebeu o prémio de Melhor Actriz no Festival de Cannes com a película “Quarteto”. No ano seguinte, foi galardoada com o César com “Possessão”, numa representação considerada pelos críticos a melhor da sua carreira e a mais difícil, porque Adjani interpretava o papel de uma mulher frustrada que enlouquecia aos poucos. Em 1983, recebeu novamente um César por “Ronda Mortal”.
Em 1989, co-produziu e interpretou “Camille Claudel”, a trágica história da mulher do escultor francês Auguste Rodin, que lhe valeu o terceiro César e mais uma nomeação para o Oscar de Melhor Actriz. O filme também concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. No mesmo ano, a revista americana “People“ incluiu-a entre as 50 mulheres mais bonitas do mundo. A partir daí, trabalhou esporadicamente como modelo. Quando da recepção do seu 3º César, causou sensação ao ler passagens do livro “Versículos Satânicos” de Salman Rushdie, vítima então de perseguições por parte de fundamentalistas do Islão.
Em 1993 recebeu a soma recorde, em França, de dez milhões de francos, pela sua interpretação no filme “Toxic Affair”.
Em 1994, conseguiu o seu quarto César pelo papel de Rainha Margot, um feito nunca antes conseguido por um actor francês. Em 1997 presidiu o 50º Festival de Cannes. Em 2010, ganhou o quinto César pela actuação em “O Dia da Saia”.

domingo, 26 de junho de 2011

Humor actual...
EFEMÉRIDEMaria Velho da Costa, escritora portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 26 de Junho de 1938.
Licenciou-se em Filologia Germânica, foi professora no ensino secundário, membro da Direcção e Presidente da Associação Portuguesa de Escritores.
Consagrada em 1969 com o romance “Maina Mendes”, tornou-se mais conhecida depois da polémica em torno das “Novas Cartas Portuguesas” (1972), obra em que é manifesta uma aberta oposição aos valores femininos tradicionais. Este livro, claramente antifascista e altamente provocatória para o regime de então, levou as suas três autoras (Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno) a tribunal, tendo o 25 de Abril de 1974 interrompido as sanções a que estavam sujeitas.
Tem o Curso de Grupo-Análise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria e foi leitora do Departamento de Português e Brasileiro no King's College - Universidade de Londres, entre 1980 e 1987.
Foi Adjunta do Secretário de Estado da Cultura em 1979 e Adida Cultural em Cabo Verde de 1988 a 1991. Desempenhou funções na Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e trabalhou no Instituto Camões.
Desde 1975, teve colaboração regular em argumentos cinematográficos, nomeadamente em filmes de João César Monteiro, Margarida Gil e Alberto Seixas Santos.
Em 1997 foi galardoada com o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra. Em 2002 recebeu o Prémio Camões.

sábado, 25 de junho de 2011

EFEMÉRIDEGeorge Michael, de seu verdadeiro nome Georgios Kyriákos Panayótou, autor, compositor e cantor britânico, com mais de 100 milhões de álbuns vendidos, nasceu em Londres no dia 25 de Junho de 1963.
O pai era um restaurador grego, que se mudou para a Inglaterra em 1950, e a mãe foi uma dançarina inglesa, que morreu de cancro em 1997.
Envolveu-se na música como DJ, tocando também em clubes de juventude e em escolas.
Em 1981 criou o duo “Wham!” com o seu colega de estudo Andrew Ridgeley. Até à sua separação, em 1986, tiveram grande sucesso, sobretudo junto a um público de jovens adolescentes, na sua maioria feminino.
Lançou o seu primeiro compacto a solo em 1984, a balada “Careless Whisper”, que se tornou um hit mundial. Em 1987 editou “Faith”, álbum que foi publicitado com vários videoclipes notáveis. Na encruzilhada do pop com o rhythm'n'blues, o disco vendeu mais de vinte milhões de exemplares em todo o mundo. George Michael popularizou as calças jeans rasgadas e um brinco em forma de cruz apenas numa orelha, símbolos da moda dos anos 1980.
Em 1988 participou no “Mandela Day”, realizado no Estádio de Wembley. Em 1989 ganhou numerosos prémios, entre os quais: três American Music Awards e um Grammy Award, em compita com outras celebridades da canção como Michael Jackson, Prince e Madonna.
O álbum “Listen Without Prejudice - Vol. 1” foi lançado em 1990. Recusou então conceder entrevistas e aparecer nos clipes promocionais, acusando a sua editora, a Sony, de ter deliberadamente sabotado as vendas do disco e de querer mantê-lo em estado de “escravidão profissional”. Perdeu em 1993 o processo que movera contra a Sony, mas triunfou no Wembley, acompanhando o grupo Queen, por ocasião do show em homenagem ao cantor Freddie Mercury, vitimado pela Sida.
No plano pessoal sofreu um grande desgosto pela morte do seu companheiro, o estilista brasileiro Anselmo Feleppa. Inspirado nesta perda fez, três anos mais tarde, a canção “Jesus To A Child”, parte de um álbum dedicado a Anselmo e a António Carlos Jobim.
Em 1998 foi preso por atentado ao pudor dentro de um WC público de um parque de Beverly Hills, onde caiu numa armadilha provocada por um polícia à paisana. A revelação oficial da sua homossexualidade não surpreendeu muitos dos seus fãs nem lhe prejudicou a carreira.
Em 2002 atacou Tony Blair e George Bush, no início da guerra no Iraque, através do compacto “Shoot the Dog”. Os jornais de Rupert Murdoch iniciaram uma campanha que visava desacreditar o cantor.
Lançou em 2004 o álbum “Patience”, do qual foram vendidos três milhões de exemplares. George Michael anunciou que, a partir daquele momento, ia divulgar as suas obras essencialmente na Internet: «Gostaria que as pessoas pudessem descarregar gratuitamente as minhas canções, com a possibilidade eventual de fazer pequenas doações para obras de caridade».
Em 2005 cantou em duo com Paul McCartney e anunciou o seu casamento com o companheiro, Kenny Goss, já possível pela alteração da lei britânica sobre as uniões civis.
Em 2006 ocorreu o lançamento do documentário “A Different Story”, um filme sobre a sua vida, exibido unicamente em DVD. Em Outubro desse ano voltou a ter problemas com a justiça, ao ser encontrado a dormir sobre o volante de seu carro.
Voltou aos palcos em Maio de 2006, iniciando uma tournée mundial para festejar os 25 anos de carreira. Em 2007 fez um concerto em Coimbra, dando início à sua digressão europeia.
Em Maio de 2008, George Michael viu a sua carta de condução apreendida por dois anos, depois de ser considerado culpado por conduzir sob o efeito de drogas. Em 2010 foi condenado a oito semanas de prisão, depois de ter provocado um acidente de carro em Londres. O cantor, que estava sob o efeito de cannabis, embateu com a sua viatura numa loja de fotografia, foi multado e proibido de conduzir durante mais cinco anos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

EFEMÉRIDEErnesto Sabato, romancista, ensaísta, crítico literário e artista plástico, um dos maiores autores argentinos do século XX, nasceu em Rojas no dia 24 de Junho de 1911. Morreu em Santos Lugares, em 30 de Abril de 2011.
Depois de ter feito a instrução primária na Escola de Rojas, seguiu os estudos secundários no Colegio Nacional de La Plata. Em 1929 ingressou na Faculdade de Ciências Físico-Matemáticas da Universidade Nacional de La Plata.
Foi um militante activo do movimento de reforma universitária, fundando em 1933 o “Grupo Insurrexit”, de tendência comunista. Ainda em 1933, foi eleito secretário-geral da Juventude Comunista.
Em 1938 doutorou-se em Física na Universidade Nacional de La Plata, tendo-lhe sido concedida uma bolsa anual para realizar trabalhos de investigação sobre radiação atómica no Laboratório Curie em Paris. Em 1939 foi transferido para o Massachusetts Institute of Technology (MIT), deixando Paris antes do começo da Segunda Guerra Mundial.
Voltou a Argentina em 1940 para ser professor na Universidade de Buenos Aires. Em 1943, devido a uma crise existencial, decidiu afastar-se da área científica, para se dedicar quase exclusivamente à literatura e à pintura.
Em 1945 publicou o seu primeiro livro, “Nós e o universo”, uma série de artigos filosóficos nos quais criticava a aparente neutralidade moral da ciência e alertava sobre os processos de desumanização nas sociedades tecnológicas. Com o tempo, foi construindo uma postura libertária. Escreveu artigos literários para o jornal “La Nación”, que não agradaram ao regime de Perón e o obrigaram a abandonar completamente o ensino. Foi director durante um ano do semanário “Mundo Argentino” e foi colaborador de vários periódicos americanos e europeus.
O ano de 1948 marcou o início do seu prestígio como escritor, ao publicar o primeiro romance, “O túnel”. Enraizado no existencialismo, uma corrente filosófica de enorme difusão no pós-guerra, este livro recebeu críticas entusiastas de Graham Greene e de Albert Camus, que fez com que a obra fosse traduzida para francês.
Em 1961 publicou “Sobre heróis e tumbas”, que é a sua obra-prima e foi considerado o melhor romance argentino do século XX.
Em 1975 recebeu o Prémio de Consagração Nacional da Argentina. Dois anos depois recebeu em Itália o Prémio Medici.
A pedido do presidente Raúl Alfonsín, presidiu entre 1983 e 1984 a “Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas durante a Ditadura”, cuja investigação foi publicada no livro “Nunca Mais” (1985) e abriu as portas para o julgamento dos militares responsáveis.
Em 1984 recebeu o Prémio Cervantes. No ano de 1987 foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra Francesa. Dois anos mais tarde, em 1989, recebeu em Israel o Prémio Jerusalém. No mesmo ano recebeu o doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Múrcia, em Espanha, tendo recebido a mesma distinção das Universidades de Rosário (1991) e de Turim (1995). Ganhou ainda o Prémio Ismaïl Kadaré.
Vítima de uma grave doença nos olhos, deixou de escrever e consagrou-se à pintura, tendo feito uma exposição dos seus trabalhos no “Centro de Arte e de Cultura George Pompidou” em Paris. Faleceu com 99 anos.

SONHO APÓS A MORTE


(soneto)


Conheci-te ainda muito menina


Era eu também um “dez reis” de gente


Tínhamos muitos anos pela frente,


Anos que escorrem como areia fina



Através de uma ampulheta assassina.


É tal a rapidez, que não se sente,


Mas o espelho da vida nunca mente


E a idade muito nos ensina.


Agora que já encontrei o norte,


Acabando o pesadelo medonho


De um certo medo que eu tinha da morte,



Agora finalmente até suponho


Que vai ser bem feliz a minha sorte


Vendo-te cintilar em cada sonho!

Gabriel de Sousa

quinta-feira, 23 de junho de 2011

EFEMÉRIDE – Maria Fernanda Moreira Ribeiro , atleta portuguesa, nasceu em Penafiel no dia 23 de Junho de 1969.
Foi Campeã da Europa de Juniores nos 3 000 m, em Birmingham (1987), e primeira nos 3 000 m dos Europeus de Pista Coberta, em Paris (1994). No mesmo ano, sagrou-se Campeã da Europa nos 10 000 metros em Helsínquia e recebeu a Medalha Olímpica Nobre Guedes.
Ganhou duas Medalhas Olímpicas nos 10 000 metros: Ouro nos Jogos de Atlanta em 1996, com a sua melhor marca na distância (30min 22s 88), e Bronze nos Jogos de Sidney em 2000.
Foi Campeã do Mundo dos 10 000 em Gotemburgo (1995), à frente de uma atleta da Etiópia e de outra do Quénia, tendo ganho ainda a Medalha de Prata nos 5 000 metros.
Em Julho de 1995, em Hechtel, estabeleceu um novo recorde mundial dos 5 000 m, com 14min 36s 45, ultrapassando a marca da norueguesa Ingrid Kristiansen que vigorava desde 1986.
Em 1996, venceu os 3 000 metros dos Europeus de Pista Coberta em Estocolmo. No ano seguinte, foi Vice Campeã de 10 000 metros e terceira nos 5 000 m dos Mundiais de Atenas.
Na Maratona do Porto, em 2009, classificou-se em quarto lugar, sendo a melhor portuguesa, com o tempo de 2h 31min 11s.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

EFEMÉRIDEAnne Morrow Lindbergh, aviadora e escritora norte-americana, nasceu em Englewood, Nova Jersey, no dia 22 de Junho de 1906. Morreu em Vermont, em 7 de Fevereiro de 2001. Foi casada com o famoso aviador Charles Lindbergh, falecido em 1974.
Filha mais nova de Dwight Morrow, embaixador dos Estados Unidos no México, conheceu Charles Lindbergh em território mexicano, durante a tournée triunfal que ele fez com o avião “Spirit of St Louis”, após a travessia do Atlântico em solitário. Casaram-se em Maio de 1929.
Anne aprendeu pilotagem e navegação aérea com o marido e participou em vários raids, tornando-se uma pioneira americana da aviação. Juntos, bateram o recorde de velocidade da travessia dos Estados Unidos. Foram baptizados pela imprensa como “o casal do céu”.
Quando deixaram os E.U.A. para se instalarem em Inglaterra, em 1935, no fim do processo do assassinato do filho, Anne recomeçou a escrever (ela já escrevia poesia, quando encontrou Lindbergh). Entre as suas obras, encontramos dois livros em que descreve alguns dos voos que fez, com prefácios de Antoine de Saint-Exupéry.
O casal teve seis filhos, dos quais o mais velho (Charles Junior) foi raptado no dia 1 de Março de 1932 e encontrado morto cerca de mês e meio depois, apesar do pagamento de um resgate. A criança teria morrido acidentalmente, quando o raptor deixou cair a escada que tinha utilizado para atingir o primeiro andar da residência onde a família Lindbergh habitava.
Anne Morrow Lindbergh foi a primeira americana a obter a licença de piloto de planador (1930).

terça-feira, 21 de junho de 2011

EFEMÉRIDESukarno, presidente da Indonésia de 1945 a 1967, morreu em Jacarta no dia 21 de Junho de 1970. Nascera em Surabaia, em 6 de Junho de 1901. Como muitos javaneses, Sukarno tinha apenas um nome, sem qualquer apelido.
A posição social dos pais permitiu-lhe estudar na “Europeesche Lagere School”, tirar o curso liceal na “Hoogere Burgerschool” e ingressar na Escola de Engenharia de Bandung onde se diplomou em 1926.
Tendo fundado o Partido Nacional Indonésio, foi preso em 1929 pelas autoridades holandesas. Libertado em 1931, voltou a ser detido em 1933, sendo exilado no sul de Sumatra.
Em Janeiro de 1942, a Indonésia foi invadida e ocupada pelos japoneses. Em Março de 1945, enquanto os americanos retomavam progressivamente o controlo do Pacífico, os japoneses encorajavam a criação de um «Comité de inquérito para o trabalho preparatório da Independência da Indonésia». No seio deste comité, Sukarno, que tinha sido libertado pelos japoneses, insistiu na necessidade de um Estado religiosamente neutro. O Japão capitulou no dia 15 de Agosto e, dois dias depois, Sukarno proclamava a independência da Indonésia, sendo nomeado seu primeiro Presidente.
Seguiram-se quatro anos de conflito armado e diplomático com os holandeses. A Holanda acabaria por transferir a soberania do território para a República da Indonésia, em Dezembro de 1949.
Os ideais políticos de Sukarno mesclavam o islamismo, o nacionalismo e o marxismo. Considerado um dos líderes do Terceiro-Mundo, buscou o fortalecimento do Movimento Não-Alinhado, ao mesmo tempo que recebia ajuda financeira dos Estados Unidos e da União Soviética.
A política externa de Sukarno foi depois conduzida com uma aproximação à China e uma beligerância com as potências capitalistas. Enfrentou então diversas rebeliões de grupos separatistas e anti-comunistas, uma delas, em 1958, financiada pela CIA.
Em 1960, dissolveu o Congresso, instituindo um novo Parlamento com membros nomeados pelo governo. No mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio Lenine da Paz. Em 1963 foi nomeado presidente vitalício.
A sua aproximação ao Partido Comunista Indonésio, culminando com o assassinato de seis generais anticomunistas em 1965, levou a um violento levantamento das Forças Armadas apoiado pelo governo dos Estados Unidos.
Em 1967 Sukarno foi retirado do poder após um golpe de Estado liderado pelo general Suharto, que seria formalmente declarado presidente em Março de 1968.
Após ser deposto, Sukarno permaneceu sob prisão domiciliar até à sua morte em 1970. Apesar de tudo, em 1985, o regime de Suharto deu o nome de Sukarno e de Hatta (seu vice-presidente) ao Aeroporto Internacional de Jacarta, «em homenagem aos dois proclamadores da independência».

segunda-feira, 20 de junho de 2011

EFEMÉRIDEPaulo Jorge Gomes Bento, ex-futebolista e actualmente treinador da Selecção Portuguesa de Futebol, nasceu em Lisboa no dia 20 de Junho de 1969.
Ocupava a posição de médio defensivo. Começou nas escolas do Palmense, tendo representado os seguintes clubes: Estrela da Amadora (1989/1991), Vitória de Guimarães (1991/1994), Sport Lisboa e Benfica (1994/1996), Real Oviedo (1996/2000) e, por fim, o Sporting Clube de Portugal, onde encerrou a sua carreira de futebolista em 2004.
Como jogador, ganhou três Taças de Portugal: uma pelo Estrela da Amadora (1990), outra pelo Benfica (1996) e a última pelo Sporting (2002). Foi Campeão Nacional e ganhou a Super Taça na época 2001/2002.
Foi 35 vezes internacional, tendo-se estreado na Selecção Nacional em Janeiro de 1992. Fez o último jogo em Junho de 2002.
Ao abandonar o Futebol como atleta, tornou-se treinador da equipa Júnior do Sporting, conquistando o Campeonato Nacional de Juniores em 2004/2005. Foi chamado depois para treinar a equipa principal do Sporting, quando José Peseiro cessou o seu contrato após uma má época.
Como treinador, conquistou quatro 2ºs lugares consecutivos na Primeira Liga, 2 Taças de Portugal e 2 Super Taças Cândido de Oliveira. Demitiu-se em Novembro de 2009, no seguimento da acumulação de maus resultados (7º lugar na Liga e quatro jogos seguidos sem ganhar).
Em Setembro de 2010, com 41 anos, foi designado Seleccionador Nacional. A equipa portuguesa, mercê dos resultados obtidos sob a sua direcção, está agora bem colocado para se classificar para os Europeus de 2012. De salientar, uma vitória histórica num jogo de preparação frente à Espanha, Campeã do Mundo, por uns expressivos e categóricos 4-0.

domingo, 19 de junho de 2011



"Ganhe" onze minutos do seu tempo, ouvindo Eduardo Galeano até ao fim
EFEMÉRIDE José Protasio Rizal Mercado y Alonso Realonda, poeta, romancista, linguista, artista e nacionalista filipino, o mais proeminente defensor de reformas democráticas nas Filipinas, nasceu em Calamba no dia 19 de Junho de 1861. Morreu em Manila, em 30 de Dezembro de 1896. É considerado herói filipino e a data da sua morte é feriado nacional.
Pertencia a uma família rica de plantadores de descendência chinesa e estudou medicina em Manila, tendo frequentado também as Universidades de Madrid, Paris e Berlim. Esteve ainda em Inglaterra e nos Estados Unidos. Formou-se como Cirurgião Oftalmologista, obteve o diploma de Filosofia e aprendeu 23 línguas.
A sua luta pela independência das Filipinas só foi travada com o seu fuzilamento. No local onde foi fuzilado, situa-se o Parque Rizal, um dos maiores da Ásia, a ele dedicado em 1913. É o pulmão da cidade e nele se situa uma estátua de 15 metros de altura, erguida junto ao seu túmulo. Dois militares prestam-lhe homenagem de dia e de noite.
Foi influenciado intelectualmente pela leitura aprofundada de “D. Quixote”. Levou a língua espanhola ao cume da sua riqueza, aumentando-a de vocábulos originários das ilhas. Os seus livros, apreendidos logo que eram postos à venda, acabavam por circular clandestinamente. Foi detido por “actividades subversivas” pelas autoridades espanholas e exilado na ilha de Mindanao.
Aproveitando os anos de exílio, fundou uma escola e ensinou línguas e técnicas agrícolas. Comprou alguns terrenos e cultivou imensas plantações, utilizando métodos modernos. Prosseguiu também a sua actividade médica, praticando diariamente numerosas cirurgias.
Em 1896, quando do começo da guerra civil, dessolidarizou-se dos revolucionários por não concordar com os métodos violentos. Sempre vigiado pelas autoridades coloniais, tentou sair do país alistando-se como médico voluntário para Cuba, onde grassava uma epidemia de febre-amarela. Beneficiou do apoio da Maçonaria e do próprio Governador-geral das Filipinas, que facilitou a sua partida. No entanto, quando navegava para Espanha, foi detido a bordo, preso em Barcelona e reenviado para Manila, onde foi encarcerado no Forte de Santiago. Seria fuzilado após um simulacro de processo. Tinha 35 anos.
Escreveu o seu último poema (“Mi último adiós”) na véspera da execução. Tornou-se um mártir, ampliando as forças da resistência. Os espanhóis deixariam o país dois anos depois, cedendo-o no entanto a um novo “colonizador”, após intervenção dos Estados Unidos e uma curta guerra hispano-americana. O país só viria a ter uma semi-autonomia em 1935, tornando-se realmente independente em 1946, meio século depois do desaparecimento de José Rizal.

sábado, 18 de junho de 2011



Dedicado à nova Ministra da Agricultura & etc....
EFEMÉRIDE Isabella Fiorella Elettra Giovanna Rossellini, actriz e modelo italo-americana, nasceu em Roma no dia 18 de Junho de 1952. É filha da actriz Ingrid Bergman e do cineasta Roberto Rossellini.
Na infância, sofreu de escoliose (progressiva curvatura da espinha dorsal). Aos 13 anos, teve que fazer uma cirurgia para corrigir o problema. A recuperação levou mais de um ano, período em que esteve acamada e com o corpo engessado.
Bastante cedo a sua beleza chamou a atenção do mundo do cinema, mas ela não parecia muito interessada em seguir as pisadas dos pais.
Trabalhou como jornalista, na qualidade de correspondente em Nova Iorque da RAI, enveredando depois pela carreira de modelo, na qual fez sucesso durante muitos anos. O seu trabalho mais importante nessa área consistiu em ser porta-voz e modelo principal dos cosméticos Lancôme, entre 1983 e 1995. O facto de ter permanecido na Lancôme, já em idade madura, constituiu um feito ímpar, numa época em que a indústria de produtos de beleza valoriza excessivamente a juventude dos seus modelos.
Enquanto a carreira de modelo ia de vento em popa, Isabella, um tanto por acaso, acabou por se tornar uma estrela de cinema. Primeiro, apareceu ao lado da sua mãe e de Liza Minelli, em “Questão de tempo” (1976), para em seguida actuar em duas películas italianas (“Il Prato” em 1979 e “Pap’occhio” em 1981).
Em 1979, casou-se com o realizador Martin Scorsese, de quem se divorciou quatro anos depois. Ainda casada, teve um envolvimento amoroso com outro realizador, David Lynch, que depois a dirigiu no aclamado “Veludo Azul” (1986). Este filme lançou-a definitivamente no estrelato, mas por pouco não a fez perder o contrato com a Lancôme, que não viu com bons olhos o forte pendor sexual do papel desempenhado.
A partir daí, a sua carreira cinematográfica disparou. Foram cerca de vinte participações em filmes para cinema e televisão, entre 1990 e 2003, além de aparições pontuais em séries televisivas.
Em 2005, na 29ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Isabella esteve presente através de um filme de apenas 17 minutos, carinhosamente chamado “Meu Pai Tem 100 Anos”, uma curta-metragem, escrita e inteiramente interpretado pela actriz, que assim homenageou o centenário do nascimento do pai.
Em parceria com o grupo Lancaster, Isabella Rossellini mantém uma linha de cosméticos e perfumes, sob as marcas “Isabella” e “My Manifesto". Publicou entretanto a sua autobiografia, sob o título “Some of me”.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

EFEMÉRIDEPaul Kibii Tergat, corredor queniano de longa distância, cinco vezes Campeão Mundial de Corta-Mato (1995/1999), duas vezes Medalha de Prata nos 10 000 metros dos Jogos Olímpicos (1996 em Atlanta e 2000 em Sidney) e ex recordista mundial da maratona com 2:04.55 em Berlim (2003), nasceu em Kabarnet no dia 17 de Junho de 1969. Antes de se dedicar ao atletismo, foi jogador de basquetebol.
Começou a sua carreira em 1992, vencendo o campeonato queniano de corta-mato. Falhou contudo a presença nos Campeonatos Mundiais devido a uma lesão.
Ganhou por cinco vezes a Corrida de São Silvestre de São Paulo no Brasil, tornando-se o recordista da prova em número de vitórias, além de possuir o melhor tempo para o percurso de 15 km (43m 12s).
Em Lisboa, conseguiu a sua melhor marca de 10 km em estrada, com 27:45 obtidos em Março de 2006.
Foi escolhido para Embaixador de Boa Vontade para o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas em Janeiro de 2004. Quando criança, a sua família era bastante pobre e, se não fosse a ajuda daquele programa, nunca teria podido fazer os seus estudos. Tergat é também membro da Comissão de Atletas da IAAF.
Em Dezembro de 2010, sofreu um acidente de carro no Quénia, em que o seu Mercedes-Benz foi prensado entre dois camiões. O maratonista queniano sofreu apenas leves ferimentos. «Deus tem um propósito para mim e para cada um de nós; atribuo a minha sobrevivência a isso», comentou então Paul Tergat.


Dançar o Kizomba

quinta-feira, 16 de junho de 2011

EFEMÉRIDEJoão Manuel Navarro Hogan, gravador e pintor neo-figurativo português, m0rreu em Lisboa no dia 16 de Junho de 1988. Nascera, também em Lisboa, em 4 de Fevereiro de 1914.
Teve a profissão de marceneiro e estudou na Sociedade Nacional de Belas Artes.
Fez a sua primeira exposição em 1941. Participou depois em várias outras exposições de arte moderna realizadas em Portugal. No estrangeiro, fez-se representar em mostras realizadas em Buenos Aires, Tóquio, Seul e Capri. No Brasil, participou nas 2ª e 5ª Bienais de São Paulo.
Foi bolseiro por duas vezes da Fundação Calouste Gulbenkian (1958 e 1961). As suas obras encontram-se expostas no Museu Nacional Soares dos Reis, no Museu Nacional de Arte Contemporânea e no Museu Calouste Gulbenkian.
Ilustrou um livro de Aquilino Ribeiro e recebeu o 1º Prémio de Pintura da Fundação Gulbenkian, na II Exposição de Artes Plásticas (1961). Muitos dos actuais gravadores portugueses foram seus alunos.

NB – Na ausência de fotografia, publica-se um seu auto-retrato.


Geração do "Basta"

quarta-feira, 15 de junho de 2011



À procura de talentos (Coreia)
EFEMÉRIDEAlberto Sordi, actor e realizador de cinema italiano, nasceu em Roma no dia 15 de Junho de 1920. Morreu na mesma cidade em 25 de Fevereiro de 2003.
Logo nos tempos de escola, começou a improvisar interpretações de teatro e de marionetas para os seus companheiros de classe. Cantou como soprano no “coro de vozes brancas” da Capela Sistina.
Abandonou os estudos e foi para Milão, durante um curto período, para aprender recitação na Academia dos Filodrammatici.
De volta à capital, conseguiu em 1937 alguns papéis de figurante na Cinecittà, onde ganhou também um concurso organizado pela Metro-Goldwyn-Mayer, para dobrar o comediante Oliver Hardy da dupla “Bucha e Estica”. Participou depois noutras dobragens, em programas radiofónicos, em peças de teatro ligeiro e em espectáculos de music-hall, mas foi no cinema que alcançou fama internacional.
Juntamente com Marcello Mastroianni, Ugo Tognazzi, Nino Manfredi e Vittorio Gassman, foi um dos pilares da “comédia à italiana” e o arquétipo do Romano no cinema italiano.
Actuou em mais de 150 filmes e realizou cerca de 20 películas, ao longo de uma carreira de quase 60 anos. Ganhou em 1972 o prestigioso Urso de Ouro no Festival de Berlim e, em 1995, o Leão de Ouro «pela sua carreira» no Festival de Veneza.
No fim da década de 1990 retirou-se da cena, mas fez ainda aparições em numerosas emissões de televisão, nas quais fez prova do seu grande sarcasmo e da sua bonomia. Quando festejou o 80º aniversário, o presidente da Câmara de Roma entregou-lhe o “ceptro” da cidade.

terça-feira, 14 de junho de 2011

EFEMÉRIDEManuel Vázquez Montalbán, romancista, ensaísta, poeta e jornalista espanhol, nasceu em Barcelona no dia 14 de Junho de 1939. Morreu em Banguecoque, em 18 de Outubro de 2003.
O pai, um republicano exilado em França, entrou clandestinamente em Espanha para conhecer o filho recém-nascido e foi preso. Manuel só o viria a conhecer quando tinha cinco anos, depois da libertação do pai.
Enquanto estudava jornalismo, trabalhou como cobrador de uma casa funerária e deu aulas no seu bairro. Estudou Filosofia e Letras na Universidade Autónoma de Barcelona.
Em 1960 foi chefe nacional de propaganda do Servicio Universitário del Trabajo e depois colaborador interno da imprensa do Movimiento. Em 1961 casou com uma historiadora. Pouco tempo depois, foi detido pelas suas actividades políticas e por ter participado numa manifestação. Passou três anos na prisão de Lérida, onde escreveu o ensaio “Informe sobre la información” (1963). Entre 1963 e 1969 foi-lhe proibido o acesso aos meios de comunicação e retirado o passaporte, que só lhe seria devolvido em 1972.
Escreveu para a revista “CAU” (1970-74), foi colaborador fixo da “Triunfo” e animador das revistas “Mundo Obrero”, “La Calle” e “Interviú”. Em 1977 ingressou no Comité Central do Partido Socialista Unificado da Catalunha.
Montalbán foi o criador do detective Pepe Carvalho, protagonista de uma longa série de livros policiais. Publicou também poesia, biografias e ensaios.
Recebeu vários prémios durante a sua carreira literária, de que se salientam: “Prémio Creu de Sant Jordi” (1985), “Prémio Nacional de Narrativa” (1991), “Prémio Europa” (1992) e “Prémio Nacional de las Letras Españolas”, em reconhecimento de toda a sua obra (1995).
Morreu no aeroporto Suvarnabhumi de Banguecoque, fulminado por uma crise cardíaca.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

EFEMÉRIDEHermínia Silva, fadista portuguesa, morreu em Lisboa no dia 13 de Junho de 1993. Nascera igualmente em Lisboa, em 2 de Outubro de 1907.
Cedo se tornou uma presença notada nos retiros, que não hesitavam em contratá-la, pela originalidade com que cantava o fado.
Em 1929, Hermínia Silva estreou-se numa Revista no Parque Mayer. A inclusão de fados menos tristes, por vezes com um forte cunho de crítica social, e o seu empenho em cantar letras não tradicionais, granjeou-lhe uma enorme popularidade. Hermínia levou o fado para as grandes salas do Teatro de Revista, cantando também com o acompanhamento de orquestras, dirigidas por maestros e compositores de nomeada.
A sua fama atingiu tal ponto, que o Cinema quis aproveitá-la como figura de grande plano. Nove anos depois de se ter estreado na Revista, integrou o elenco do filme de Chianca de Garcia, “Aldeia da Roupa Branca” (1938), num papel que lhe permitiu também cantar. Foi considerada na época como a segunda artista portuguesa mais popular do século XX, depois de Amália Rodrigues.
Actuou no estrangeiro, com especial incidência no Brasil e em Espanha, mas apostou sobretudo numa carreira em Portugal. O seu conhecido receio de viajar nos aviões inviabilizou muitos dos contratos que lhe surgiam em catadupa.
Em 1943 foi chamada para o filme “O Costa do Castelo”. Em 1946 rodou “O Homem do Ribatejo”. Passava regularmente pelos palcos do Parque Mayer, onde fazia sempre sucesso com os seus fados e as suas rábulas de Revista. Hermínia conseguiu alcançar tais êxitos, que lhe foi atribuído o “Prémio Nacional do Teatro”.
Em 1969, com o “O Diabo era Outro”, a popularidade da fadista encheu as salas de cinema de todo o país. Vieram mais Revistas, mais recitais e muitos discos de sucesso.
Para quem a quisesse ver actuar ao vivo, ainda havia a possibilidade de frequentar o “Solar da Hermínia”, inaugurado em 1958, um restaurante que ela manteve durante vinte e cinco anos.
O Estado Português reconheceu o valor de Hermínia Silva. Foram vários os prémios, condecorações e nomeações que recebeu. Em 1987, na discoteca “Loucuras!”, deu um espectáculo memorável a que assistiu o então Presidente da República, Mário Soares.

domingo, 12 de junho de 2011

SEBASTIANAS – 2011

1
Sebastianas não cansam
São muitas as diversões
E quando os bombos avançam
Batem forte os corações.
2
As Festas Sebastianas
São Freamunde a brilhar.
Por isso eu tenho ganas
De sempre aqui regressar!
3
Vacas de Fogo são show,
Fazem a gente saltar.
A Freamunde eu vou
Sebastianas lembrar.
4
Vejo as bandas a passar,
Desfila a procissão,
Brinco ao mel sem me molhar:
- Viva São Sebastião!
5
Se gostas de diversão,
A Freamunde tens de ir…
… Honras São Sebastião
E das vacas vais fugir!

Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDESandro Penna, poeta italiano, nasceu em Perúgia no dia 12 de Junho de 1906. Morreu em Roma, em 21 de Janeiro de 1977.
Diplomou-se em Contabilidade e trabalhou na sua terra natal, primeiro como contabilista e, depois, como empregado de uma livraria e vendedor de objectos de arte.
Começou a relacionar-se com o mundo literário a partir de 1929, por intermédio de um amigo seu. Ligou-se depois a artistas florentinos, que frequentavam o Caffè Le Giubbe Rosse de Florença.
Em 1939 publicou a sua primeira recolha de poemas, que teve muito bom acolhimento dos leitores e da crítica, tornando-o conhecido.
Colaborou seguidamente em importantes magazines da época, entre os quais “Corrente”, “Letteratura”, “Il Frontespizio” e “Il Mondo”.
Em 1950 publicou o seu segundo livro “Appunti” . Em 1955 escreveu “Arrivo al mare”. Nos dois anos que se seguiram, publicou as duas obras que definem melhor a sua personalidade e o seu estilo poético: “Una strana gioia di vivere” (1956) e uma recolha completa dos seus Poemas, com a qual ganhou o Prémio Viareggio de 1957. Em 1958 publicou “Croce e delizia”.
Em 1970 foi publicado “Tutte le poesie”, um volume que inclui toda a sua poesia precedente, bem assim como vários inéditos. Neste mesmo ano recebeu o Prémio Fiuggi.
Em 1976 o “Almanacco dello Specchio” publicou alguns dos seus poemas. No fim deste mesmo ano saiu nas livrarias “Stranezze”, que ganhou o Prémio Bagutta em 1977, alguns dias antes da sua morte.
A poesia de Penna, ligada ao tema do amor homossexual, é apresentada de maneira simples e é facilmente cantada. A marca dos seus versos é clássica e pura, as suas estrofes breves e a sua poesia é de uma doçura melodiosa, longe das experiências contemporâneas.
Entre os admiradores da sua poesia, encontramos o cineasta Pier Paolo Pasolini, que lhe dedicou dois capítulos do livro de ensaios “Passione e ideologi à Penna”.


CRISE - para ver e meditar...

sábado, 11 de junho de 2011

EFEMÉRIDEVasco dos Santos Gonçalves, militar e político português, morreu em Almancil no dia 11 de Junho de 2005. Nascera em Lisboa, em 3 de Maio de 1922.
Filho de Victor Gonçalves, homem de negócios e futebolista do Sport Lisboa e Benfica, tinha um ideário próximo dos comunistas, se bem que nunca tenha sido membro do PCP. O pai era um salazarista convicto. Apesar de tudo e mesmo com os pais separados, manteve sempre com os dois um óptimo relacionamento.
Estudou Engenharia na Universidade de Coimbra, regressando depois a Lisboa para ingressar na Escola do Exército, onde prosseguiu a via da engenharia, na sua dimensão militar.
Não obstante o seu interesse pelos assuntos do processo histórico e pelo estudo de clássicos do marxismo, Vasco Gonçalves passou ao lado de várias organizações de resistência à ditadura, muito por força do isolamento político e social em que viviam as forças armadas. Ainda assim, procurou dinamizar o estudo de textos progressistas na Escola do Exército e, em 1945/1946, tornou-se director da Sala de Estudo da Escola, assinando por exemplo a revista “Seara Nova”. Entre 1952 e 1954 foi instrutor de Táctica de Engenharia e, depois, adjunto de Estradas, Caminhos-de-ferro e Aeródromos, assim como adjunto na cadeira de Pontes e Túneis. Nesse período também passou pela Base das Lajes, nos Açores.
Entre 1955 e 1957 serviu o exército na Índia, comandando a Companhia de Engenharia. Foi o seu primeiro contacto directo com o colonialismo. Teria estado implicado numa tentativa de golpe de estado em 1959.
Em 1965 partiu para Moçambique. Regressado a Portugal no fim da missão, voltou a partir para África em 1970, desta vez para Luanda.
Surgiu no “Movimento dos Capitães” em Dezembro de 1973, numa reunião alargada da sua comissão coordenadora efectuada na Costa da Caparica. Coronel de engenharia, viria a integrar a Comissão de Redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas, passando a ser o elemento de ligação com o general Costa Gomes.
Membro da Comissão Coordenadora do MFA, foi mais tarde primeiro-ministro de quatro sucessivos governos provisórios, de Julho 1974 a Julho 1975.
Viveu as tentativas de golpes contra-revolucionários do “28 de Setembro de 1974” e do “11 de Março de 1975”, assim como importantes acontecimentos com eles relacionados, tanto na esfera civil como na militar.
Sempre se afirmou como um «patriota descomprometido com os partidos mas não com as ideias». Considerado geralmente como pertencente ao grupo dos militares próximos do PCP, perdeu toda a sua influência na sequência do movimento contra-revolucionário do “25 de Novembro de 1975”.
Como primeiro-ministro, foi o mentor da reforma agrária, das nacionalizações (bancos, seguros, transportes públicos, Siderurgia, etc.), do salário mínimo para os funcionários públicos, do subsídio de férias (13º mês) e do subsídio de Natal. A sua honestidade e honradez nunca foram postas em causa.
O seu protagonismo durante os acontecimentos do “Verão Quente” de 1975 levou os apoiantes do “Gonçalvismo”, na pessoa de Carlos Alberto Moniz, a comporem uma canção em que figurava o seu nome: «Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!».
Depois da vitória eleitoral do Partido Socialista, foi afastado do governo e do exército. Aparecia regularmente em manifestações de esquerda e de carácter sindical.
Morreu aos 83 anos, quando nadava numa piscina, em casa de um irmão, aparentemente devido a uma síncope. O seu funeral constituiu uma inequívoca e impressionante demonstração de carinho de uma parte significativa da população.
O seu nome e a sua vida ainda hoje continuam a despertar sentimentos profundamente opostos junto de diferentes grupos da população, sendo naturalmente acarinhado nas regiões mais firmemente de esquerda e, em particular, na grande Lisboa, na Península de Setúbal e no Alentejo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011



Juventude...


Em Lisboa, comemoração do 65º aniversário da linha Paris/Lisboa/Paris da Air France (Maio 1946/2011)
EFEMÉRIDEJoão Gilberto Prado Pereira de Oliveira, músico brasileiro, considerado o principal criador do ritmo Bossa Nova, nasceu em Juazeiro, Bahia, no dia 10 de Junho de 1931. Teve o seu primeiro violão aos 14 anos de idade, oferecido pelo avô. Desde então, nunca mais o largou. Na década de 1940, passava todos os seus tempos livres a escutar Duke Ellington, Dorival Caymmi e Dalva de Oliveira. Aos 18 anos, decidiu mudar-se para Salvador com a intenção de ser cantor de rádio e crooner. Foi depois para o Rio de Janeiro, em 1950, onde teve algum sucesso fazendo parte do grupo “Garotos da Lua”. Entretanto, foi “expulso” desta banda por indisciplina, vivendo alguns anos de modo errante e marginal, ainda que obcecado pela ideia de criar uma nova forma de se expressar com o violão. A sua teimosia foi finalmente recompensada. Após conhecer Tom Jobim - pianista acostumado à música clássica e também compositor, influenciado pela música norte-americana da época (principalmente o jazz) - e um grupo de estudantes universitários de classe média, igualmente músicos, lançou o movimento que ficou conhecido por “Bossa Nova”.
A Bossa Nova é uma mistura do ritmo sincopado da percussão do samba, numa forma simplificada e ao mesmo tempo sofisticada, que pode ser tocada num violão sem acompanhamento adicional. Quanto à técnica vocal, ela consiste em cantar num tom de voz uniforme, com voz emitida sem vibrato, e com um fraseado disposto de forma única e não convencional (ora antes, ora depois da base rítmica), e de forma a eliminar o próprio ruído da respiração e outras imperfeições.
Apesar da fama granjeada com a recém-criada bossa nova, a sua primeira gravação lançada comercialmente foi uma participação como violonista, no disco de Elizeth Cardoso “Canção do Amor Demais”, composto por canções de Tom Jobim e Vinicius de Moraes (1958). Pouco depois desta gravação, João Gilberto gravou o seu primeiro disco, “Chega de Saudade”. A faixa-título, composta por Tom e Vinicius, foi um êxito no Brasil, lançando a carreira de João Gilberto e, por consequência, de todo o movimento da bossa nova. Este disco foi seguido de outros dois, em 1960 e 1961, nos quais ele apresentou músicas de uma nova geração de cantores e compositores. Por volta de 1962, a bossa nova tinha sido adoptada também por músicos de jazz norte-americanos. A convite de um deles (Stan Getz), João Gilberto e Tom Jobim fizeram aquele que se tornou um dos melhores álbuns de jazz de todos os tempos, “Getz/Gilberto”. Com este álbum, a composição de Jobim “Garota de Ipanema” (na sua versão em inglês, “The Girl from Ipanema”) tornou-se um sucesso mundial, cantado em várias línguas e por cantores como Frank Sinatra, Nat King Cole e Ella Fitzgerald.
João Gilberto continuou a fazer espectáculos na década de 1960, não lançando porém outros trabalhos até 1968, ano em que gravou “Ela é Carioca”, durante o tempo em que residiu no México. O disco “João Gilberto” foi lançado em 1973 e apresentou uma sensibilidade musical quase mística.
Nos anos 1980 colaborou com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia (criadores, em fins da década de 1960, do movimento conhecido como “Tropicália”). O CD “João Voz E Violão”, lançado em 2000, assinalou um retorno aos clássicos da bossa nova, como “Chega de Saudade” e “Desafinado”. Este disco, uma homenagem à música da sua juventude, foi produzido por Caetano Veloso.
A última das suas raras tournées aconteceu em 2008, no Brasil, em duas apresentações: no Auditório Ibirapuera em São Paulo, com todos os ingressos vendidos em aproximadamente uma hora; e no Rio de Janeiro, para uma apresentação no Theatro Municipal, em que aconteceu o mesmo. João Gilberto pediu para encerrar a tournée no Teatro Castro Alves, em Salvador, capital da sua Bahia, onde o sucesso foi repetido, com todo o público a acompanhá-lo em coro.
De personalidade perfeccionista, quase nevrótica, não tolera nos seus shows: celulares, cochichos na plateia, ar condicionado barulhento ou altifalantes mal regulados, tendo já abandonado alguns espectáculos por falta de silêncio. É considerado um génio e uma lenda viva da música popular brasileira.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

EFEMÉRIDEAntónio Luciano Pacheco de Sousa Franco, jurista e político português, morreu em Matosinhos no dia 9 de Junho de 2004. Nascera em Oeiras, em 21 de Setembro 1942.
Era licenciado em Direito e doutorado em Ciências Jurídico-Económicas. Tornou-se professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 1980. Destacou-se no ensino das disciplinas de Finanças Públicas e Direito Financeiro, Direito da Economia e Direito Comunitário. De 1979 a 1985 foi presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Direito de Lisboa.
Assumiu o cargo de secretário de estado das Finanças em 1976. Em 1979 aderiu ao Partido Social Democrata, do qual foi líder interino, entre 1977 e 1978, devido à ausência de Francisco Sá Carneiro.
Abandonou o PSD na cisão que deu origem à Acção Social Democrata Independente em 1979. No mesmo ano integrou o governo de Maria de Lurdes Pintasilgo, como ministro das Finanças, e foi o primeiro presidente da Comissão Parlamentar de Integração Europeia.
Aderiu ao Partido Socialista em 1985. Voltou a assumir o Ministério das Finanças, no primeiro governo de António Guterres de 1995 a 1999.
Em 1986 tomou posse como presidente do Tribunal de Contas, a convite de Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do primeiro governo de Cavaco Silva.
Em 2004 foi cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu, falecendo na lota de Matosinhos, devido a um ataque cardíaco durante uma acção de campanha muito conturbada. Em sua honra foi criado o Prémio Professor António Sousa Franco, destinado a galardoar trabalhos inéditos na área do Direito Comunitário.
Era casado com Maria Matilde Pessoa Figueiredo de Magalhães, uma sobrinha materna de António Sérgio.
Foi condecorado com a Grande Cruz da Ordem Militar de Cristo e com a Ordem de Santiago da Espada.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

EFEMÉRIDE – José Camacho Costa, actor português, nasceu em Odemira no dia 8 de Junho de 1946. Faleceu em Lisboa, em 1 de Março de 2003.
Estudou no Colégio Nun'Álvares de Tomar e licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Foi crítico de cinema, entre 1973 e 1978, no “Diário de Lisboa” e no “Expresso”. Colaborou também nas publicações: “Sempre Fixe”, “Vida Mundial”, “Diário Popular”, “Jornal Novo”, “Luta”, “Isto é Espectáculo”, “Abril” e “Jornal do Fundão”. Foi ao teatro, no entanto, principalmente à comédia portuguesa, que mais se dedicou. Depois da sua primeira participação, em 1974, na revista do Teatro Adóque, “Mil Novecentos e Vinte e Seis, Noves Fora Nada”, participou em mais de vinte produções nos teatros do Parque Mayer (1976/2000). Em 2001 colaborou com os “Artistas Unidos”, onde foi dirigido por Jorge Silva Melo e Solveig Nordlund.
Iniciou-se no cinema pela mão de Eduardo Geada, em “Sofia e a Educação Sexual”, mas foi Lauro António quem lhe atribuiu o primeiro papel de relevo, com a personagem de Padre Pita em “Manhã Submersa”. Seguiram-se, entre outros, “O Barão de Altamira” de Artur Semedo e “Saudades Para Dona Genciana” de Eduardo Geada.
Na televisão popularizou-se na sitcomOs Malucos do Riso”, onde interpretava os personagens Lelo e Compadre Cacildo. Apareceu igualmente em telenovelas, como “Cinzas”, “Roseira Brava” e “Xica da Silva”, e nas séries “O Café do Surdo”, “Nico d'Obra” e “Sozinhos em Casa”. Apresentou ainda, durante algum tempo, o programa diário “Às Duas Por Três”.
Vítima de cancro pulmonar, não deixou de aparecer nos ecrãs, mesmo combalido pela doença. Numa dessas últimas aparições chegou a dizer: «não fui eu que apanhei um cancro, o cancro é que apanhou um Camacho Costa…».

terça-feira, 7 de junho de 2011

EFEMÉRIDE Anna Sergeyevna Kournikova, modelo e tenista russa, nasceu em Moscovo no dia 7 de Junho de 1981.
Aos cinco anos recebeu a primeira raquete de ténis, oferecida pelos pais que tiveram de vender um televisor para a comprar. Inicialmente, a ideia dos pais era apenas que fizesse exercício físico. A pequena Anna começou por jogar num clube situado perto de casa, ao mesmo tempo que prosseguia os estudos.
Aos onze anos, mudou-se com a mãe para a Flórida, nos Estados Unidos, para que pudesse aperfeiçoar-se com um treinador conceituado. Os treinos deram resultado e aos 14 anos venceu a Taça da Federação a convite da Selecção Russa. Kournikova tornou-se na mais jovem tenista de sempre a vencer a competição. Ainda em 1995 venceu o Campeonato da Europa para tenistas até aos 18 anos.
No ano seguinte, estreou-se no circuito feminino internacional, o WTA, no U.S. Open, onde foi eliminada pela alemã Steffi Graf, na altura a número 1. Mesmo assim, foi considerada a melhor estreante da temporada. Em 1997, melhorou as suas prestações e chegou aos quartos de final do Torneio de Wimbledon, na Inglaterra, vencendo em Tóquio uma prova na categoria de pares ao lado da norte-americana Monica Seles. Os bons resultados tornaram-se uma constante e chegou finalmente ao Top 10 do ranking feminino.
Aos 18 anos venceu pela primeira vez um torneio profissional em Midland, no Michigan, e alcançou o primeiro triunfo numa prova do Grand Slam (os quatro torneios mais importantes da temporada) ao vencer, ao lado da suíça Martina Hingis, a categoria de pares no Australia Open.
Paralelamente à carreira desportiva dedicou-se à publicidade, participando como modelo em campanhas para diversas marcas conceituadas e aparecendo na capa de inúmeras revistas, o que acabou por gerar inúmeras críticas já que «nunca ganhara nenhum torneio no Circuito WTA como individual e usava a sua beleza física para se promover facilmente em todo o mundo». Este facto, aliado a algumas lesões sucessivas, forçaram-na a pôr termo à sua carreira desportiva em 2003.
Vive em “união de facto” com o cantor Enrique Iglesias desde 2002, habitando em Miami. Ter-se-iam casado secretamente em 2010 ou 2011.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

EFEMÉRIDEMalangatana Valente Ngwenya, artista plástico e poeta moçambicano, nasceu em Matalana no dia 6 de Junho de 1936. Morreu no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, Portugal, em 5 de Janeiro de 2011. Produziu trabalhos em vários suportes e meios, desde desenho e pintura, até escultura, cerâmica, poesia e música.
Passou a infância a ajudar a mãe na fazenda familiar, enquanto frequentava a Escola da Missão Suíça Protestante, onde aprendeu a ler e a escrever. Após o seu encerramento, passou para a Escola da Missão Católica, concluindo a terceira classe. Aos 12 anos, mudou-se para Lourenço Marques (actual Maputo) à procura de trabalho, tendo tido vários ofícios humildes e acabando por ser, em 1953, apanhador de bolas num clube de ténis, o que lhe permitiu retomar os estudos, frequentando aulas nocturnas que lhe despertaram o interesse pelas artes. Um dos membros do clube de ténis, ofereceu-lhe material de pintura e ajudou-o a vender os seus primeiros trabalhos.
Em 1958 ingressou no Núcleo de Arte, uma organização artística local. No ano seguinte, integrou uma exposição colectiva de pintura. Passou a artista profissional graças ao apoio do arquitecto português Pancho Guedes, que lhe cedeu um espaço para instalar o seu atelier, ao mesmo tempo que lhe adquiria dois quadros mensalmente. Em 1961, aos 25 anos, fez a sua primeira exposição individual no Banco Nacional Ultramarino. Em 1963 publicou alguns poemas no jornal “Orfeu Negro” e foi incluído na “Antologia da Poesia Moderna Africana”.
Por essa época, foi indiciado como membro da FRELIMO, ficando preso na cadeia da Machava até ser absolvido em Março de 1966. Em Janeiro de 1971, foi novamente detido, a fim de esclarecer o simbolismo do quadro “25 de Setembro”, o que pôs em risco a sua partida para Portugal, onde obtivera uma bolsa da Fundação Gulbenkian para estudar gravura e cerâmica.
Depois da independência de Moçambique, foi eleito deputado pela FRELIMO em 1990. Em 1998 foi eleito para a Assembleia Municipal de Maputo e reeleito em 2003. Participou em acções de alfabetização e na organização das aldeias comunais na Província de Nampula. Foi um dos fundadores do “Movimento Moçambicano para a Paz” e fez parte dos “Artistas do Mundo contra o Apartheid”.
A sua obra girou à volta de acontecimentos políticos e históricos de Moçambique, focando-se até 1975 nas injustiças do colonialismo português e na luta anticolonial e, depois da independência, nos temas centrais do país, como a guerra civil. Após esse período, começou a versar temas mais amplos e universais, capturando a dureza da vida e os seus aspectos heróicos. A partir dos anos 1980, os seus trabalhos passaram a ter um carácter mais sensual e muito marcado pelo amor.
Fez exposições individuais em Moçambique, Portugal, Macau, Alemanha, Áustria, Bulgária, Chile, Cuba, Estados Unidos, Espanha, Índia e Turquia. Além da pintura, ficou também conhecido pelas suas obras de desenho, aguarela, gravura, cerâmica, tapeçaria e escultura, encontrando-se representado em vários museus e galerias públicas, bem como em colecções privadas, por todo o mundo.
Foi galardoado com a Medalha Nachingwea, pelo seu contributo para a cultura moçambicana, e condecorado em Portugal com o Grande Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique. Em 1997, a UNESCO nomeou-o “Artista pela Paz”, sendo-lhe atribuído o Prémio Príncipe Claus.
Em 2010 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Évora e a condecoração, atribuída pelo governo francês, de “Comendador das Artes e Letras”.

domingo, 5 de junho de 2011

EFEMÉRIDEErasmo Carlos, de seu verdadeiro nome Erasmo Esteves, cantor e compositor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 5 de Junho de 1941.
A sua parceria com Roberto Carlos é seguramente a de maior sucesso na história da música popular brasileira, tanto em termos de vendas como em gravações feitas por outros artistas, não só do Brasil mas igualmente de outros países. Os dois compuseram mais de 500 canções.
Erasmo foi apresentado a Roberto que precisava da letra da canção “Hound Dog”, um sucesso na voz de Elvis Presley. Erasmo seria a pessoa que possuía tal letra, pois era um grande fã do cantor americano. Descobriram depois outras afinidades, pois ambos admiravam James Dean, Marlon Brando e Marilyn Monroe, torcendo igualmente pelo Vasco da Gama. Fizeram parte do grupo “The Snakes”, onde Erasmo aprendeu a tocar violão.
Com a chegada da Bossa Nova, Erasmo também se deixou influenciar pelo género. Antes de seguir carreira a solo, fez ainda parte da banda “Renato e Seus Blue Caps”.
Participou no programa “Jovem Guarda” onde tinha a alcunha de Tremendão, imitando as roupas e o estilo de seu ídolo Elvis. Os maiores sucessos como cantor, nessa fase, foram “Gatinha Manhosa” e “Festa de Arromba”.
Participou nos filmes “Roberto Carlos a 300 Quilómetros por Hora” (1971) e “Os Machões” (1972).
Nos anos 1980 começou com outro projecto ambicioso: ”Erasmo Convida”. Foram 12 canções interpretadas em dueto com Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, “As Frenéticas”, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia, Jorge Ben e Caetano Veloso. A faixa de abertura do álbum foi a que teve maior destaque nas rádios: “Sentado à Beira do Caminho”, com Roberto Carlos.
O LP “Mulher” teve grande êxito, mas trouxe-lhe igualmente a obrigação contratual por parte da editora Polygram de lançar um trabalho inédito todos os anos.
O projecto “Nordeste Já” (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação colectiva, com as canções “Chega de Mágoa” e “Seca d'Água”.
Em 1995 foi elemento destacado nas comemorações dos trinta anos da “Jovem Guarda”, que rendeu vários discos e shows. No ano seguinte, gravou o álbum “É Preciso Saber Viver”, com regravação de canções do seu repertório. Sobressaía “Do Fundo do Meu Coração”, um dueto com Adriana Calcanhotto.
Só em 2001 voltou a lançar um novo disco: “Pra Falar de Amor”. Destacava-se “Mais um na Multidão”, dueto com Marisa Monte da autoria de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown. No ano seguinte, lançou o seu primeiro DVD ao vivo, além de um CD duplo.
No início de 2004 publicou “Santa Música”, com doze canções de sua autoria. Em 2007 lançou de novo um disco, no qual recebeu convidados. “Erasmo Convida, Volume II” apresentou encontros musicais em que fez parceria com Roberto, Adriana Calcanhotto, Simone, Marisa Monte, Milton Nascimento e as bandas “Skank” e “Los Hermanos”.
Em 5 de Junho de 2009, dia em que completou 68 anos, lançou através da sua editora “Coqueiro Verde”, o CD “Rock 'n' Roll”, uma homenagem ao género que mais o influenciou.
Em 2010 compôs, em colaboração com Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle, um samba enredo para a “GRES Beija-Flor”.

sábado, 4 de junho de 2011

EFEMÉRIDE Jorge Manuel de Abreu Palma, compositor e cantor português, nasceu em Lisboa no dia 4 de Junho de 1950.
Aos seis anos, ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os estudos de piano. Teve lugar no Conservatório Nacional a sua primeira audição. Aos treze, recebeu o seu primeiro prémio, o 2º lugar, no Concurso Internacional de Piano integrado no Festival das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca.
Estudou no Liceu Camões e num colégio interno em Mouriscas, perto de Abrantes. Durante a adolescência, a par da formação clássica, começou a interessar-se pelo rock and roll e, de um modo geral, pela música popular americana e inglesa. Foi por essa altura que descobriu a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed foram algumas das suas influências.
Em 1967, no Algarve, integrou o grupo “Black Boys”, tocando órgão. Esta primeira experiência profissional durou cerca de seis meses e foi interrompida por uma aparição “oportuna” do seu pai, num dos bares em que o grupo tocava, num momento em que a experiência já se estava a esgotar, culminando no regresso a Lisboa e no recomeço dos estudos secundários.
De 1969 a 1971, enquanto estudava Engenharia na Faculdade de Ciências de Lisboa, integrou o grupo pop-rockSindicato”, como teclista e cantor.
A sua estreia a solo aconteceu com o single “The Nine Billion Names of God” (1972). Nesta época começou a colaborar com Ary dos Santos, que o ajudou a aperfeiçoar a escrita poética e com quem estabeleceu uma relação aluno-mestre. Deste contacto resultou o EP “A Última Canção” (1973), com quatro composições de Jorge Palma, duas delas com letras de Ary dos Santos.
Ainda em 1972, realizou uma viagem transcontinental passando pelos Estados Unidos, Canadá e Caraíbas. Nesse mesmo ano abandonou os estudos de Engenharia.
Em Setembro de 1973, recusou cumprir o serviço militar obrigatório em virtude da Guerra do Ultramar, que considerava injusta. Partiu para a Dinamarca, onde lhe foi concedido asilo político. Trabalhou como empregado num hotel. Em simultâneo, compunha e escrevia letras, participando por vezes em programas de rádio onde apresentava composições suas e de outros intérpretes da música popular portuguesa.
Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, iniciando a carreira de orquestrador na indústria discográfica, entre 1974 e 1977. Fez arranjos para Pedro Barroso, Paco Bandeira, Rui de Mascarenhas, Tonicha e Adelaide Ferreira. Participou como instrumentista em gravações de José Barata Moura e José Jorge Letria.
Em 1975, gravou o seu primeiro LP, “Com uma Viagem na Palma da Mão”, para a editora Valentim de Carvalho, com canções compostas durante o exílio em Copenhaga.
Depois da gravação do seu segundo trabalho discográfico, “Té Já” (1977), e de uma digressão ao Brasil como músico de Paco Bandeira, partiu em viagem, cantando e tocando guitarra nas ruas de várias cidades espanholas (1977) e francesas (1978-1981), nomeadamente Paris, interpretando repertório de compositores de música popular americana, como Bob Dylan, Crosby, Leonard Cohen, Neil Young e Simon & Garfunkel.
Em 1979 viveu alguns meses em Portugal, gravando “Qualquer Coisa Pá Música”, o seu terceiro álbum de originais, com membros do grupo acústico “O Bando”, seguindo-se uma série de actuações, a solo e com o referido grupo.
No início da década de 1980 regressou a Paris, voltando a Portugal em 1982 para gravar o álbum duplo “Acto Contínuo”, com gravação prevista ao vivo, mas que acabou por ser gravado em estúdio e num curto espaço de tempo.
Em 1984 realizou diversos concertos em Portugal, França e Itália. O ano seguinte foi marcado pelo lançamento do seu sexto álbum de originais e um dos mais aclamados da sua carreira, “O Lado Errado da Noite”, pelo qual recebeu um “Sete de Ouro” e o “Troféu Nova Gente”. Realizou seguidamente uma longa tournée em Portugal, fazendo a sua primeira grande apresentação em Lisboa no espaço da Aula Magna da Universidade de Lisboa.
Em 1986 concluiu o Curso Geral de Piano no Conservatório Nacional e gravou o seu sétimo álbum de originais, “Quarto Minguante”.
Os anos seguintes foram marcados pela frequência do antigo Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional.
Em 1989 editou “Bairro do Amor”, considerado pelos jornais “Público” e “Diário de Notícias” como um dos melhores álbuns da música portuguesa do século XX.
Durante a década de 1990 suspendeu a gravação de composições originais para se dedicar à reinterpretação da sua obra, participando regularmente noutros agrupamentos, realizando gravações para intérpretes próximos de si, compondo música para teatro e fazendo inúmeros concertos pelo país, que se traduziram num aumento significativo da sua popularidade, sobretudo junto do público mais jovem.
O ano de 1994 ficou marcado por vários concertos, quer a solo, quer com o “Palma's Gang”, destacando-se os concertos do S. Luís, que viriam, mais tarde, a ser transmitidos pela televisão.
Em 1996 musicou poemas de Regina Guimarães, integrados na peça de Bertolt Brecht “Lux in Tenebris” e colaborou com Sérgio Godinho, João Peste, Rui Reininho e Al Berto no espectáculo “Filhos de Rimbaud”, apresentado no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Foi também director musical do espectáculo teatral “Aos que Nasceram Depois de Nós”, baseado em textos de Brecht.
Os anos finais da década de 1990 foram marcados por vários concertos, destacando-se vários durante a Expo. Deslocou-se também Timor-leste na companhia de Fernando Tordo.
Em 2002 recebeu o Prémio José Afonso com o disco “Jorge Palma” e foi nomeado para os Globos de Ouro, promovidos pela SIC, nas categorias de melhor intérprete individual e de melhor música.
Em Novembro de 2008, em Las Vegas, contraiu o seu terceiro matrimónio, com Rita Tomé, sua namorada de longa data.
Lançou em 2010 o single “Tudo por um beijo”, banda sonora do filme “A Bela e o Paparazzo”.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

EFEMÉRIDETony Curtis, de seu verdadeiro nome Bernard Schwartz, actor norte-americano, popular desde as décadas 1950/1960 pelos seus trabalhos no cinema, tendo participado em mais de cem filmes, nasceu em Nova Iorque no dia 3 de Junho de 1925. Morreu em Las Vegas, em 30 de Setembro de 2010, vítima de paragem cardíaca.
Filho de um alfaiate judeu húngaro, teve uma infância bastante difícil no bairro do Bronx, Nova Iorque, onde a família morava nos fundos da alfaiataria. A mãe e um dos seus dois irmãos eram esquizofrénicos, o que fez com que ele e o outro irmão fossem internados num orfanato aos oito anos de idade, por impossibilidade do pai em tomar conta de todos.
Curtis serviu na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial e foi um espectador privilegiado da rendição japonesa na baía de Tóquio em 1945. De volta aos Estados Unidos começou a estudar Arte Dramática e, em 1948, devido à boa aparência e aos olhos marcantes que o tornariam um ídolo do público feminino nos anos seguintes, foi contratado pelo estúdio Universal de Hollywood, que o fez seguir aulas de esgrima e de hipismo, trocando também o seu nome de baptismo para Tony Curtis.
Apesar de parecer apenas mais um “menino bonito” a chegar ao cinema, Tony provaria o seu talento em filmes como “Sweet Smell of Success” com Burt Lancaster; “The Defiant Ones” com Sidney Poitier - que lhe valeu uma nomeação para o Oscar; “Boston Strangler” em que interpretava o papel de um psicopata; e aquele que seria o seu mais duradouro trabalho na lembrança dos cinéfilos, o clássico de Billy Wilder, “Some Like It Hot” com Marilyn Monroe e Jack Lemmon.
Fez diversos trabalhos para televisão, o mais bem sucedido deles na série “The Persuaders” com Roger Moore, bastante popular no início dos anos 1970, que terminou porque Moore foi escolhido para fazer James Bond no cinema.
A partir dos anos 1980, dedicou-se à pintura e à fotografia, conseguindo grande sucesso, com alguns quadros vendidos por 50 000 dólares e um deles exposto no Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque.
Curtis lamentava nunca ter ganho um Oscar nem um Globo de Ouro, considerando que o mundo do cinema nunca tinha reconhecido verdadeiramente o seu valor. Conquistou, no entanto, diversas honrarias e tem uma estrela na Calçada da Fama em Hollywood.
Foi casado seis vezes e teve seis filhos. A grande tragédia de sua vida, depois da dramática infância por que passou, foi a morte do seu filho Nicholas aos 23 anos, em 1994, por overdose de heroína.
Em homenagem às suas origens, húngara e judaica, participou financeiramente na restauração da Grande Sinagoga de Budapeste, a maior da Europa.


Animação de 1942 - Espectacular!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

EFEMÉRIDE Constantino II da Grécia, rei da Grécia desde 1964 até 1973, ano em que a monarquia foi abolida por uma junta militar, nasceu em Atenas no dia 2 de Junho de 1940.
Nascido durante o reinado do seu tio, Jorge II da Grécia, era filho do futuro Paulo I da Grécia e da princesa alemã Frederica de Hanôver. Tem duas irmãs, uma das quais é Sofia, actual Rainha de Espanha.
Quando tinha um ano de idade, a Grécia foi invadida pelos alemães e ele viveu durante quatro anos exilado na África do Sul com a família. Em 1947, Jorge II morreu tragicamente. Em consequência, o pai de Constantino subiu ao trono como Paulo I e Constantino tornou-se o príncipe herdeiro.
Depois de estudar na Escola de Anavryta até 1958, recebeu formação militar nos vários corpos do exército. Esteve na Escola Militar da NATO na Alemanha. Seguiu depois um programa especial de ciências constitucionais e políticas na Faculdade de Direito da Universidade de Atenas.
Constantino foi um desportista apaixonado. Em 1960, com vinte anos, participou nas Olimpíadas de Roma, sendo o porta-bandeira da delegação helénica. Concorreu em Vela e obteve a Medalha de Ouro de “Dragões” com os seus companheiros de equipa Odysseus Eskitzoglou e Georgios Zaimis. Foi também um bom nadador e cinturão negro de karaté.
Em 1964, casou-se com a Princesa Ana Maria da Dinamarca, sua prima em terceiro grau.
Após o golpe militar de 1967, que instaurou a ditadura dos coronéis na Grécia, Constantino, como chefe de Estado, aceitou o juramento do governo golpista, legitimando o novo regime, acto que foi objecto de muitas críticas. Em Dezembro de 1967, foi forçado a fugir do país, após ter tentado um contra-golpe contra a junta. Viveu alguns anos em Roma. Permaneceu de jure como chefe de Estado, até Junho de 1973, quando a junta aboliu a monarquia e proclamou a república. A extinção da monarquia seria confirmada após a queda da junta, através de um referendo em Dezembro de 1974.
Actualmente, Constantino e Ana Maria vivem em Hampstead, Londres. Têm como amigo o Príncipe Carlos, seu primo em segundo grau. Constantino é padrinho de William, filho mais velho de Carlos e da falecida Lady Diana.
Em 1981 foi autorizado a entrar na Grécia durante umas horas para assistir ao funeral da mãe. Depois disso, foi algumas vezes ao seu país em representação do Comité Olímpico Internacional, mas utilizando passaporte dinamarquês.

quarta-feira, 1 de junho de 2011



Chico Buarque e Milton Nascimento (1976)


Circo Chinês
EFEMÉRIDEMaria de Deus Rueff, actriz portuguesa, nasceu na Beira, Moçambique, em 1 de Junho de 1972.
Durante a juventude costumava observar os tiques das pessoas com quem se cruzava e usava esse material para imitações com que entretinha a família. Actualmente é uma referência como actriz de comédia da sua geração. Após ter estado prestes a ingressar na Faculdade de Direito de Lisboa, veio a optar pela arte de representar. Diplomou-se em Formação de Actores, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.
Em 1991 estreou-se profissionalmente com a peça “Quem muda a Fralda à Menina?”, sob a direcção de Armando Cortez, no Teatro Villaret.
Com o actor João Baião iniciou uma série de “cafés-teatro”, na noite de Lisboa, onde foi descoberta por Herman José e recomendada a Ana Bola, que a levou para a televisão.
Participou em “Os Bonecos da Bola” (1993) e popularizou-se como Rosa, a empregada doméstica da série “A Mulher do Senhor Ministro” (1994). Fez rábulas no talk-show de Marco Paulo, “Eu Tenho Dois Amores” (1994). A partir de “Herman Zap” (1996), passou a integrar o elenco dos programas de Herman José.
Desde 2000 colaborou no “HermanSIC”, criando figuras que ficaram muito populares, como Zé Manel Taxista, Rosette ou Idália, esposa de Nelo na rubrica “Nelo e Idália”.
Em 2001 estreou-se a solo com o “O Programa da Maria” na SIC. Voltou esporadicamente ao teatro, nas peças “Inox”, com textos de Rui Zink e Clara Ferreira Alves (2002), “Antes Eles Que Nós”, de João Quadros (2005), “Celadon” (2005) e “Avalanche” (2006), de Ana Bola.
No cinema, além de vários telefilmes, apareceu em “Os Imortais” de António Pedro Vasconcelos (2003), “A Passagem da Noite” de Luís Filipe Rocha (2003) e “Filme da Treta” de José Sacramento (2006).
Na rádio assinou e interpretou a rubrica “Os Cromos da Bola”, transmitida semanalmente na TSF.

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