terça-feira, 31 de janeiro de 2012


Tom Jones



EFEMÉRIDENuno de Albuquerque de Morais Sarmento, advogado e político português, nasceu em Lisboa no dia 31 de Janeiro de 1961.


Descendente duma família nobre portuguesa, é licenciado em Direito (1984) e pós-graduado em Direito Comunitário (1996) pela Universidade Católica.


Exerceu diversas funções públicas, como adjunto da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, administrador do Hospital do Alcoitão, assessor jurídico do Gabinete do Alto Comissariado do Programa Nacional de Prevenção da Toxicodependência – Projecto Vida (1993) e membro da Comissão Nacional de Protecção de Dados Pessoais (1994). Integrou a Direcção da Autoridade de Controlo Comum do Espaço Schengen em representação da República Portuguesa (1995) e, em 1997, iniciou a sua participação no Conselho Superior do Ministério Público.


Militante do PSD, foi vice-presidente da respectiva Comissão Política Nacional (2002-2005) e chamado a funções governativas, como Ministro dos governos de Durão Barroso (XV Governo Constitucional, 2002/2004) e de Santana Lopes (XVI Governo Constitucional, 2004/2005). Foi presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD (2008/2010), na direcção de Manuela Ferreira Leite.




OVNI (apanhados)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEVanessa Redgrave, actriz britânica, nasceu em Londres no dia 30 de Janeiro de 1937. Pertencente a uma família de artistas, Vanessa começou a estudar teatro em 1954.


Entre 1962 e 1967, foi casada com o realizador Tony Richardson, de quem teve duas filhas. Em 1969, deu à luz o terceiro filho, fruto da sua relação com o actor italiano Franco Nero, com quem se casou em 2006 após uma longa separação.


Foi nomeada seis vezes para os Oscars, tendo sido vencedora em 1978 na categoria de “Melhor Actriz Secundária”, pelo seu papel de “Júlia” no filme com o mesmo nome, onde actuou ao lado de Jane Fonda. Foi nomeada treze vezes para o Globo de Ouro, sendo vencedora em 1978 e 2001, e teve três nomeações para o prémio BAFTA. Foi considerada a Melhor Actriz nos Festivais de Cannes de 1966 e 1969, recebendo também dois prémios Emmy em 1988 e 2000.


Foi uma das grandes figuras do cinema inglês nos anos 1960 e 1970. Popularizou-se em todo o mundo, sobretudo pela sua interpretação em “Blow-Up” de Michelangelo Antonioni.


Vanessa Redgrave é igualmente conhecida no Reino Unido como activista política de extrema-esquerda. Militante trotskista, foi candidata do Workers’ Revolutionary Party em diversas eleições. A sua militância a favor da Palestina valeu-lhe algumas polémicas com associações judaicas dos Estados Unidos. Nos anos 2000, engajou-se convictamente na luta contra a guerra no Iraque e pelo fecho da prisão americana de Guantânamo, que ela comparou a um campo de concentração nazi, em Novembro de 2007.

domingo, 29 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEAthina Hélène Onassis Roussel de Miranda, cavaleira de competição, neta e única descendente viva de Aristóteles Onassis, o lendário armador grego e um dos maiores magnatas da história, nasceu em Neuilly-sur-Seine no dia 29 de Janeiro de 1985.


Nascida em França, é a única filha de Christina Onassis e do seu quarto marido, Thierry Roussel. O seu nome é uma homenagem à avó materna, Athina Livanos.


Depois da morte da mãe, que se teria suicidado num hotel de Buenos Aires, Athina passou a morar com o pai e com a madrasta, uma modelo sueca.


Foi educada em escolas oficiais de Lausanne, na Suíça, tendo terminado o bacharelato em 2003. Nesse mesmo ano, quando começou a namorar com o brasileiro Álvaro de Miranda Neto, doze anos mais velho do que ela, mudou-se para São Paulo, onde o casal passa grandes temporadas. Pagaram 8,6 milhões de dólares por um luxuoso e enorme duplex, na Vila Nova Conceição, com espaço para quinze carros e com vista para o Parque do Ibirapuera.


Casaram em Dezembro de 2005. Mais de mil garrafas de champanhe da marca Veuve Clicquot foram compradas e foi ao ritmo do samba que dançaram até ao amanhecer. O casal não pediu presentes, mas sim que o dinheiro que seria gasto com eles fosse doado a instituições de caridade.


O avô de Athina, Aristóteles Onassis, e sua mãe, Christina, nunca confiaram completamente no seu pai, Thierry Roussel. Os Onassis arranjaram então um grupo de administradores para controlar o dinheiro da família, até que Athina tivesse idade para tomar conta dele. Durante a infância e adolescência, todas as despesas feitas em seu nome pelo pai (usando dinheiro da herança dos Onassis) tinham que ser aprovadas antecipadamente pelo grupo. Só quando completou dezoito anos, tomou o controlo da herança. Segundo os termos do testamento de Aristóteles Onassis, a sua fortuna foi dividida em duas partes, uma metade indo para a fundação de caridade baseada em Vaduz em memória do seu filho Alexander, morto num acidente aéreo em 1973, e a outra para a mãe de Athina.


A extensão da herança de Athina é uma incógnita. Variará entre seiscentos milhões, oitocentos milhões e até dois biliões de dólares ou mais. A causa principal desta discrepância é a tendência da imprensa para confundir o que ela efectivamente possui e o que é da Fundação Onassis.

sábado, 28 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEFernando Carvalho Rodrigues, físico português, nasceu em Casal de Cinza no dia 28 de Janeiro de 1947.


Licenciou-se em Física na Universidade de Lisboa (1969), doutorando-se em Engenharia Electrónica na Universidade de Liverpool (1974).


Coordenador do Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (1984), professor catedrático do Instituto Superior Técnico (1985/1996) e director da Faculdade de Tecnologia da Universidade Independente (1995), é conhecido também como o “pai do satélite português”, sendo o responsável máximo pelo consórcio PoSAT (1991/1999), que constituiu e lançou o primeiro satélite português em Setembro de 1993.


Carvalho Rodrigues tem recebido muitos prémios e condecorações, de que se salientam o Pfizer (1977), a Comenda da Ordem Militar de Santiago da Espada (1995) e o doutoramento Honoris Causa pela Universidade da Beira Interior (1995).


É autor de diversas obras publicadas em Portugal e nos Estados Unidos, dirigindo ainda o Projecto Educativo DIDACTA, à frente de uma vasta equipa de especialistas, investigadores e pedagogos.


Curiosamente, gosta de cantar, de forma irónica, aproveitando-se das suas semelhanças com o tenor Luciano Pavarotti.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDERúben Filipe Marques Amorim, futebolista português que joga actualmente no Sport Lisboa e Benfica, nasceu em Lisboa no dia 27 de Janeiro de 1985.


Começou a sua formação nas escolas do Benfica, tendo sido dispensado, o mesmo acontecendo no Sporting Clube de Portugal. Passou depois pelo C. A. C. da Pontinha e pelo Ginásio de Corroios, de onde se transferiu depois para o C. de F. os Belenenses (2002/2008), para começar a sua carreira profissional.


Após cinco anos em evidência no Belenenses, onde jogava habitualmente como médio centro, Rúben Amorim assinou um contrato de 4 anos pelo Benfica, por cerca de um milhão de euros, tendo sido apresentado oficialmente em Julho de 2008.


Tem uma internacionalização por Portugal na Selecção "B" e dez nos Sub-21. Foi convocado à última hora para os Mundiais de 2010, para substituir Nani que estava lesionado.


Com o Benfica, conquistou três Taças da Liga (2008/09, 2009/2010 e 2010-11) e um Campeonato Nacional (2009/2010).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEMia Rose, de seu verdadeiro nome Maria Antónia Teixeira Rosa, cantora e compositora luso-inglesa, nasceu em Londres no dia 26 de Janeiro de 1988.


Em Dezembro de 2006, durante o período de férias da universidade, abriu uma conta no YouTube sob o nome de “miaarose” e começou a enviar diariamente um vídeo, em que cantava versões dos seus artistas preferidos. Duas semanas depois, era já um dos músicos mais visionados, suscitando o interesse de várias editoras multinacionais.


Em Janeiro de 2007, assinou contrato com a NextSelection/Universal e, passado um mês, entregou à Mottola Company a gestão da sua carreira. Enquanto esteve nos Estados Unidos, Mia Rose trabalhou com vários produtores e compositores e gravou dois singles, “Hold Me Now” e “Hot Boy”, que não chegaram a ser lançados. Devido às dificuldades que as grandes editoras estavam a atravessar em virtude da era digital, Mia decidiu regressar à Europa para centrar os seus esforços no aumento da sua base de fãs e para seguir a sua carreira como artista, decidindo também que deveria ser ela a controlar as suas músicas.


Em Maio de 2009, gravou e auto-promoveu o singleLet Go”, lançando o tema no iTunes, onde foi o download mais vendido do ano. Alcançou o segundo lugar no Top português. Mia Rose veio então para Portugal, onde já tinha muitos fãs. Tem igualmente muitos admiradores a nível mundial. Durante uma vídeo-conferência com eles, na Kyte TV, recebeu mais de 7 500 mensagens de 27 países em 90 minutos, incluindo dos EUA, do Canadá, do Peru, da grande maioria do território europeu, do Qatar, do Japão, da Índia e da Malásia. Durante um evento, Rose conheceu a Rainha da Jordânia, que lhe confessou ser igualmente sua fã.


Mudou-se para Londres em Setembro de 2009. O seu segundo single foi lançado em Dezembro, exclusivamente através do seu site. O respectivo vídeo foi visto no YouTube mais de 200 000 vezes só no primeiro mês.


Rose foi modelo na Young Faces of London e participou na mini-série brasileira “Acampamento de Férias 2 – A Árvore da Vida”. Em 2011/2012, fez parte do Júri do programa da RTP1 "A Voz de Portugal". Os seus vídeos já foram vistos mais de 112 milhões de vezes, tendo mais visitantes no YouTube do que Beyoncé e os U2.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEMiklós “Miki” Fehér, futebolista húngaro, morreu em Guimarães, Portugal, em 25 de Janeiro de 2004. Nascera em Tatabánya no dia 20 de Julho de 1979. Era irmão da modelo Orsi Fehér.


A sua carreira começou no Győri ETO F. C. (1996/1998), clube da sua cidade natal, tendo vindo para Portugal representar o F. C. Porto (1998/1999). Não conseguiu no entanto impor-se na equipa e foi emprestado ao Salgueiros (1999/2000) para adquirir experiência. Foi cedido depois ao Sporting de Braga (2000/2001), onde teve a sua melhor época. Após Pinto da Costa, presidente do Porto, se ter desentendido com o agente do jogador, Fehér negou-se a cortar relações com o seu agente e abandonou o clube como persona non grata. Veio então para Lisboa, onde assinou pelo S. L. e Benfica (2001/2004).


Morreu durante um jogo em que o Benfica defrontava o Vitória de Guimarães para a Liga. Após o árbitro lhe ter mostrado um cartão amarelo, sentiu-se mal e pôs as mãos nos joelhos, tendo de seguida caído de costas no chão. Foi prontamente assistido pelos médicos das duas equipas, que se aperceberam da sua paragem cardíaca e o tentaram reanimar no próprio relvado. Foi transportado para o hospital, não tendo sobrevivido. O médico legista anunciaria que Fehér morrera vítima de uma «arritmia cardíaca, provocada por uma cardiomiopatia hipertrófica». Tinha 24 anos.


Em sua memória, o Benfica decidiu nunca mais atribuir o número 29, utilizado por Fehér, às camisolas usadas pelos jogadores do Benfica.


Fizera a sua estreia na Selecção Húngara em Outubro de 1998, tendo sido internacional 25 vezes.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012



Ainda não recuperei... Quanta dor!


Continua na mesma...



EFEMÉRIDENastassja Kinski, de seu verdadeiro nome Nastassja Aglaia Nakszynski, actriz alemã, nasceu em Berlim no dia 24 de Janeiro de 1961.


Morou com os seus progenitores em Roma e teve uma infância muito atribulada. Quando tinha dez anos, os pais divorciaram-se e ela e a mãe foram viver em Munique, passando por dificuldades financeiras, não só porque o pai não as ajudava mas também porque a vida profissional da mãe era muito inconstante. Desde muito nova teve de trabalhar e, como a sua beleza era já uma evidência, começou a actuar como modelo apenas com treze anos de idade.


Começou a sua carreira no cinema em 1975, no filme “Falsche Bewegung”. Ganhou uma crescente notoriedade, não só pela sua beleza, mas porque desempenhava cenas bastante ousadas em muitos dos seus filmes. Porque as fez ainda em adolescente, as mesmas não foram livres de controvérsia e, para os filmes poderem passar nos Estados Unidos, foi referido às autoridades americanas que ela tinha nascido em 1959 e não em 1961.


Aos dezasseis anos, Nastassja começou uma relação com o realizador Roman Polanski, vinte e oito anos mais velho do que ela. Com “Tess”, de Polanski, ganhou em 1979 um Globo de Ouro de Melhor Actriz. Foi considerada um símbolo sexual nas décadas 1980 e 1990. Falando fluentemente cinco línguas, Nastassja pode representar em qualquer delas sem ser dobrada (Alemão, Russo, Inglês, Francês e Italiano).


Em 1984, participou em “Paris, Texas”, película realizada por Wim Wenders (o mesmo que a tinha lançado nove anos antes). Este filme ganhou três Palmas de Ouro em Cannes e um BAFTA em Londres, para além de mais dez prémios europeus de cinema. Acabou o ano, participando em “Os amantes de Maria” de Andrei Konchalovsky, que ganhou um César para o Melhor Filme Estrangeiro em França e foi muito aplaudido pela crítica, tendo um enorme sucesso na Europa.


Conhecera entretanto o produtor egípcio Ibrahim Moussa, com quem passou a viver em Itália, casando-se em 1984 e divorciando-se em 1992. Voltou aos Estados Unidos, onde prosseguiu a sua carreira, regressando frequentemente à Europa. Participou ao todo em mais de sessenta filmes.


É uma das grandes apoiantes da Cruz Vermelha Internacional, não só em termos financeiros mas também nos contactos com a imprensa, sendo frequentemente a sua porta-voz.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012



Não há motivo para preocupações...



EFEMÉRIDE – António Henrique Rodrigo de Oliveira Marques, destacado professor universitário e historiador português, morreu em Lisboa no dia 23 de Janeiro de 2007, vítima de problemas cardíacos. Nascera em São Pedro do Estoril, em 23 de Agosto de 1933.


Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1956. Estagiou depois na Universidade de Würzburg (Alemanha). Iniciou funções docentes em 1957, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em 1960.


A sua participação na crise académica de 1962, resultante da luta promovida pelos estudantes contra a ditadura salazarista, esteve na origem do seu afastamento da universidade portuguesa. Entre 1965 e 1970 esteve nos Estados Unidos da América, onde leccionou em várias instituições, como a Universidade do Alabama, da Florida, da Columbia e do Minnesota, entre outras.


Em 1970, durante a “Primavera Marcelista”, regressou a Portugal, sendo reintegrado na universidade depois do 25 de Abril de 1974.


Foi director da Biblioteca Nacional de Lisboa entre 1974 e 1976. Professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa (1976), foi presidente da comissão instaladora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da mesma Universidade (1977 a 1980) e presidente do conselho científico desta Faculdade (1981/1983 e 1984/1986).


Em 1980 fundou o Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa. Em 1982, em comemoração dos 25 anos da publicação do seu primeiro estudo histórico, foram editados dois volumes, com a colaboração de historiadores portugueses e estrangeiros, intitulados “Estudos da História de Portugal: Homenagem a A. H. de Oliveira Marques”.


Franco-maçom desde 1973, foi eleito Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano (1984-1986) e Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 (1991-1994).


Em 1998 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade das mãos do então Presidente da República, Jorge Sampaio. Considerado um dos grandes historiadores portugueses contemporâneos, as suas obras, que se destacam em diversos domínios, são instrumentos de grande importância para os estudiosos da História de Portugal.


Entre a sua vasta obra, contam-se várias Histórias de Portugal, traduzidas em espanhol, francês, inglês, japonês e polaco, e numerosos livros sobre a Idade Média, a Expansão Portuguesa, a Colonização, a Primeira República, o Estado Novo, as Revoltas contra a Ditadura e a Maçonaria. Publicou entre 1974 e 1975 uma “Antologia da Historiografia Portuguesa”. Colaborou muito significativamente no “Dicionário da História de Portugal” dirigido por Joel Serrão.

domingo, 22 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEMaysa Matarazzo, de seu verdadeiro nome Maysa Figueira Monjardim, cantora, compositora e actriz brasileira, morreu em Niterói no dia 22 de Janeiro de 1977. Nascera no Rio de Janeiro, Botafogo, em 6 de Junho de 1936.


Estudou no Colégio Paulistano Assunção e no Sacré-Cœur de Marie, em São Paulo, para onde os pais se tinham mudado. Falava fluentemente cinco línguas. Casou-se aos dezassete anos com o milionário conde André Matarazzo, que tinha o dobro da sua idade.


Em 1956, durante uma reunião familiar, foi convidada para gravar um disco. O álbum “Convite para ouvir Maysa”, todo preenchido com composições dela, foi gravado logo após o nascimento de seu único filho Jayme Monjardim. O disco, publicado com carácter beneficente (todos os lucros foram destinados ao Hospital Oncológico Dona Carmen Annes Dias Prudente), foi um sucesso, sendo difundido nas rádios de São Paulo e do Rio. Pouco a pouco, a carreira de Maysa foi adquirindo um carácter profissional, o que descontentou o marido e arruinou o casamento. Em 1957 (ainda não divorciada), foi contratada pela TV Record de São Paulo, para fazer um programa só seu.


Com menos de um ano de carreira, os cronistas de rádio paulistas escolheram-na como A Maior Revelação Feminina, O Melhor Compositor e O Melhor Letrista de 1956. O Clube dos Cronistas de Discos considerou-a A Melhor Cantora do Ano. Em 1958, foi premiada com o Troféu Roquette Pinto para A Melhor Cantora de Ano. No ano anterior, já havia recebido o mesmo prémio como Cantora Revelação de 1957. O jornal “O Globo”, ainda em 1957, premiou-a como a Principal Voz Feminina Brasileira. Também seria de Maysa o Troféu Chico Viola para o Melhor Disco de 1958.


Em 1958, já divorciada, mudou-se para o Rio de Janeiro, sendo contratada pela TV Rio. Lançou o disco “Convite para Ouvir Maysa nº 2”, que se tornou campeão de vendas e lançou a canção “Meu Mundo Caiu”, o maior sucesso do ano. Até ao fim da década, acumulou diversos prémios, vendo a carreira e a popularidade em crescente ascensão. Os seus discos estavam sempre nos Tops e os seus programas de televisão eram muito prestigiados. Em 1958, era a mais bem paga cantora do Brasil.


Durante os anos 1960, aprimorou constantemente a técnica vocal, gravando discos de grande qualidade. Empreendeu inúmeras tournées pelo mundo, apresentando-se em vários países, e aderiu ao movimento Bossa Nova. Juntamente com outros cantores, foi uma das responsáveis pela divulgação da Bossa Nova no estrangeiro. Em 1960, tornou-se a primeira cantora brasileira a actuar no Japão, a convite da companhia aérea brasileira Real Aerovias, que acabara de inaugurar o voo Rio de Janeiro – Tóquio. Apresentou-se diversas vezes na América Latina, passando por Buenos Aires, Montevideu, Punta del Leste, Lima, Caracas, Bogotá, Porto Rico e Cidade do México. Apresentou-se igualmente em Paris, Lisboa, Madrid, Nova Iorque, Itália, Marrocos e Angola. Entre 1960 e 1961, passou uma temporada nos Estados Unidos, gravando o lendário álbum “Maysa Sings Songs Before Dawn”. Cantou no sofisticado Blue Angel Night Club, que era na época a mais requintada casa nocturna de Nova Iorque.


Em 1963, fez um histórico concerto no Olympia de Paris. Em 1966 participou no II Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, classificando para a finalíssima a canção “Amor-Paz” de sua autoria. No mesmo ano, participou na primeira edição do Festival Internacional da Canção. Neste último, alcançou o terceiro lugar na fase nacional e o prémio de Melhor Intérprete Brasileira, defendendo a canção “Dia das Rosas”.


Ao assumir a sua relação amorosa com o empresário Miguel Azanza em 1963, Maysa foi residir em Espanha, onde esteve alguns anos. Só voltou definitivamente ao Brasil em 1969, depois de enviuvar. Nesse ano, estreou “Maysa Especial” na TV Tupi carioca e o espectáculo “A Maysa de Hoje”, gravado em disco, com temporadas no Canecão do Rio de Janeiro e no Urso Branco de São Paulo, obtendo grande sucesso junto da crítica e do público.


Na década de 1970, Maysa aventurou-se também no mundo das telenovelas e do teatro, participando em várias produções.


Em 1977, um trágico acidente de automóvel, na Ponte Rio-Niterói, encerraria a carreira e tiraria a vida a um dos maiores nomes da música popular brasileira. Desde 1972 que costumava isolar-se numa casa de praia que tinha em Maricá, afastando-se dos meios artísticos. Morreu a caminho desta casa, ao volante da sua viatura, em alta velocidade. O efeito de anfetaminas, somado à ingestão excessiva de álcool e ao cansaço físico e psicológico que a cantora vinha a sentir, teria provocado o fatídico acidente. A conclusão dos exames periciais mostraria que no momento do acidente Maysa estava completamente sóbria, não havendo presença de álcool no seu sangue.


Em Novembro de 1976, Maysa Matarazzo tinha anotado no seu diário: «Sou viúva, tenho 40 anos, 20 de carreira e sou uma mulher só. O que me trará o futuro?».


Compôs 36 canções, numa época em que havia poucas mulheres a fazê-lo. Gravou cerca de trinta discos e influenciou vários cantores da sua geração e daquela que se lhe seguiu.

sábado, 21 de janeiro de 2012



Champagne (apanhados)




EFEMÉRIDEConde d'Aguilar, nome artístico de Saúl Fernandes de Aguilar, célebre ilusionista português, nasceu em Lisboa no dia 21 de Janeiro de 1909. Morreu na mesma cidade em 12 de Fevereiro de 1988.


Na sua juventude, jogou nos juniores de futebol do Sport Lisboa e Benfica. Em 1926 estreou-se como faquir e, dez anos mais tarde, tornou-se mágico, actividade pela qual ficou internacionalmente conhecido. Começou por actuar no Coliseu dos Recreios de Lisboa em 1936, teve um contrato de três anos no Ritz Club e actuou também no Coliseu do Porto.


Foi um dos grandes mágicos portugueses, desenvolvendo a sua actividade sobretudo nas décadas de 1940 e 1950. A sua partenaire e esposa, “July”, chamava-se na realidade Júlia Domene Cruz de Aguilar e era de nacionalidade espanhola. Segundo o ilusionista Luís de Matos, «o Conde d'Aguilar marcou uma época em Portugal».


Foi protagonista do espectáculo “El Mundo Imaginario”, que foi estreado em Janeiro de 1949 no Teatro de la Zarzuela em Madrid. O jornal espanhol “ABC” referia-se a ele como «o grande ilusionista e prestidigitador lusitano, com truques limpos, hábeis e elegantes, verdadeiramente surpreendentes». Em 1954, o espectáculo foi estreado em Barcelona, com o Conde d'Aguilar a ser anunciado como «um génio do ilusionismo». Em Outubro do mesmo ano, estreou em Madrid um outro espectáculo: “Intriga e Humor”, uma comédia mágico-cómica escrita propositadamente para ele pelo ilusionista espanhol Antonio de Armenteras.


Teve muitas intervenções na RTP, incluindo uma série de programas, em que ensinava truques de ilusionismo.


O poeta Alexandre O'Neill dedicou-lhe um poema, “Homenagem ao Conde de Aguilar, ilusionista”, publicado na sua obra “A Saca de Orelhas”.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEArmando Emílio Guebuza, político moçambicano, actual Presidente da República, nasceu em Murrupula, na província de Nampula, em 20 de Janeiro de 1943.


Juntou-se à FRELIMO em 1963, na então cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, pouco após o início da Guerra da Independência de Moçambique. Depois de ter participado na guerrilha, deixou Moçambique em 1964 para estudar numa escola especial na Ucrânia.


No Governo de Transição (1974-1975), Guebuza ocupou a pasta da Administração Interna e, no primeiro Governo de Moçambique independente, a de Ministro do Interior. Durante os anos 1980 foi responsável pelo programa “Operação Produção”, que visava deslocar os desempregados das áreas urbanas para as áreas rurais no norte do país. Após a morte de Samora Machel, num acidente de aviação na África do Sul, fez parte da comissão que investigou o acidente. Em 1992, foi nomeado chefe da delegação do governo, na Comissão de Supervisão e Implementação do Acordo Geral de Paz para Moçambique.


Após o abandono das políticas económicas socialistas pelo presidente Joaquim Chissano, que incluiu a privatização de empresas estatais, Guebuza tornou-se um empresário de sucesso.


Em 2002 foi eleito secretário-geral da FRELIMO, cargo que o tornou candidato às eleições presidenciais de 2004, que venceu com 64% dos votos. Em Outubro de 2009, foi reeleito para um novo mandato, obtendo 75% dos votos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEEsteban Echeverría, escritor argentino, morreu em Montevideu no dia 19 de Janeiro de 1851. Nascera em Buenos Aires, em 2 de Setembro de 1805. Teve um papel importante no desenvolvimento da literatura argentina, sendo um dos maiores autores românticos da América Latina. É considerado autor do primeiro conto argentino (“O matadouro”).


Era filho de uma senhora argentina e de um espanhol. Ainda criança, perdeu o pai e foi iniciado nas primeiras letras pela mãe. Começou depois os estudos, ficando também sem a progenitora quando tinha 17 anos. Ingressou então no Departamento de Estudos Preparatórios da Universidade e na Escola de Desenho, ao mesmo tempo que começava a trabalhar numa casa comercial. Resolveu, aos 20 anos, completar a sua educação na Europa.


Esta ausência da pátria (1825/1830) foi-lhe bastante benéfica. Em Paris, interessou-se pelas Letras, familiarizou-se com as tendências literárias e ideológicas da época e conseguiu uma sólida cultura. Em Junho de 1830, regressou a Buenos Aires, participando em reuniões de vários Salões Literários.


Em 1831, publicou os seus primeiros versos em diversos jornais e, no ano seguinte, editou – sob a forma de folheto – “Elvira”, considerada a primeira obra romântica em língua castelhana.


Posteriormente, publicou “Os Consolos” (1834) e “Rimas” (1837), onde incluiu o seu trabalho mais importante em verso: “A Cativa”.


Em 1837, participou activamente num Salão Literário que funcionava numa livraria. Tendo sido ordenado o fecho deste Salão, Echeverría fundou uma sociedade secreta – a Associação de Maio. Publicou as ideias do seu tempo nos Princípios desta Associação, que iriam servir de base para a edição de “O Dogma Socialista” em 1846.


Problemas políticos e perseguições fizeram com que ele se exilasse no Uruguai em 1840. Ali viveu, dedicando-se à literatura, até falecer quando tinha apenas 45 anos de idade.



Inconvenientes do peixe muito fresco...


Sociedades "secretas"

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEJosep Guardiola i Sala, conhecido por Pep Guardiola, ex-futebolista espanhol, actual treinador do FC Barcelona, nasceu em Santpedor no dia 18 de Janeiro de 1971. Recentemente, foi considerado pela FIFA como o Melhor Treinador de 2011.


Chegou ao Barcelona com 13 anos, estreando-se na equipa principal em 1990. Tornou-se titular em 1991/92, ano em que o Barcelona, treinado por Johan Cruyff, conquistou a Liga dos Campeões Europeus e o Campeonato de Espanha. Venceu mais dois títulos espanhóis nas temporadas seguintes, tendo-se mantido como titular e sendo designado capitão de equipa em 1996/97. Depois de rejeitar propostas do AS Roma e do Parma, o Barcelona renovou-lhe o contrato até 2001. Pep ficou de fora da maior parte dos jogos na temporada seguinte, devido a uma lesão que o deixou afastado dos relvados, mas voltou em 1998/99, para participar activamente em mais conquistas, como o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei.


No final do contrato, já com 31 anos, Guardiola despediu-se do clube catalão para ir jogar na Itália pelo Brescia. Jogou depois no Roma, novamente no Brescia e no Al-Ahli do Qatar. Em 2005, aceitou uma proposta para jogar no México, pelos Dorados de Sinaloa.


Guardiola jogou 47 partidas pela Selecção da Espanha, entre 1992 e 2001, e foi capitão da equipa que ganhou a Medalha de Ouro nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona.


Depois de obter a sua licença de treinador em 2006, foi nomeado técnico do Barcelona em Junho de 2007, cargo que assumiu a partir de 2008/09, substituindo o holandês Frank Rijkaard.


Do seu historial como jogador fazem parte: seis títulos espanhóis, duas Taças do Rei, quatro Super Taças de Espanha, uma Liga dos Campeões da UEFA, uma Taça da Europa dos Vencedores de Taças e duas Super Taças da Europa.


Como treinador, venceu três Campeonatos de Espanha, uma Taça do Rei, três Super Taças de Espanha, duas Ligas dos Campeões da UEFA, duas Super Taças Europeias e duas Taças do Mundo de Clubes da FIFA.


É um dos treinadores com mais títulos conquistados de todos os tempos, juntamente com Alex Ferguson, Giovanni Trapattoni, Fabio Capello e José Mourinho entre outros.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012





POEMA DE AGRADECIMENTO À CORJA

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa



EFEMÉRIDEMichelle LaVaughn Robinson Obama, advogada norte-americana, esposa de Barack Obama, primeira afro-descendente a ocupar o lugar de primeira-dama na história dos Estados Unidos, nasceu em Chicago no dia 17 de Janeiro de 1964.


Estudou Sociologia na Universidade de Princeton e Direito na Harvard Law School, obtendo o grau de Juris Doctor em 1988. Após completar os estudos, voltou a Chicago e trabalhou em Marketing e Propriedade Intelectual num escritório de advogados, onde conheceu o futuro marido, com quem se casou em 1992. Posteriormente, trabalhou como ajudante do presidente da Câmara de Chicago e como assistente para o Desenvolvimento e Planeamento.


Em 1993, tornou-se directora-geral do Chicago Office of Public Allies, uma organização que incentiva os jovens a trabalhar em associações de carácter social e sem fins lucrativos. Trabalhou aqui durante cerca de quatro anos, definindo diversas normas organizativas que permaneceram ainda válidas uma dúzia de anos após a sua saída.


Em 1996, trabalhou para a Associate Dean of Student Services da Universidade de Chicago, onde desenvolveu o centro do serviço comunitário. Em 2002, começou a trabalhar para o hospital da Universidade de Chicago, primeiro como directora geral dos assuntos comunitários e, a partir de Maio de 2005, como vice-presidente dos assuntos externos da Faculdade de Medicina. Continuou a colaborar com o centro de medicina da universidade durante a campanha das Primárias de Barack Obama. Teve, porém, de diminuir a sua carga horária, a fim de estar mais tempo com as filhas e poder intervir também na campanha das Presidenciais.


Durante os seus primeiros meses como primeira-dama, visitou várias vezes abrigos de desalojados. Na sua primeira viagem ao estrangeiro, em Abril de 2009, visitou demoradamente um hospital de oncologia na companhia da esposa do primeiro-ministro britânico. Em Janeiro de 2010, juntou-se à Cruz Vermelha americana com o fim de ajudar as vítimas do sismo e do tsunami no Haiti.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEArtur Manuel de Oliveira Rodrigues Albarran, jornalista, apresentador de televisão e empresário português, nasceu em Moçambique no dia 16 de Janeiro de 1953.


Começou a sua carreira jornalística no Rádio Clube de Moçambique, ingressando no Rádio Clube Português quando veio para Portugal aos dezoito anos.


A seguir ao 25 de Abril tornou-se activista da extrema-esquerda, filiando-se no Partido Revolucionário do Proletariado, o que lhe trouxe uma acusação num dos processos das Brigadas Revolucionárias. Foi então para França, sendo julgado à revelia, mas ficando livre das acusações que pendiam sobre ele. De França foi para Inglaterra, onde trabalhou na BBC, colaborando também no programa de reportagens “World in Action” da ITV. Viajou depois para os Estados Unidos e para o Brasil, só regressando a Portugal em 1980.


Admitido na RTP, integrou a equipa fundadora da “Grande Reportagem” e destacou-se como enviado especial à Guerra do Golfo no início de 1991. Ainda como repórter de guerra, acompanhou o conflito da Somália em 1992, quando as forças norte-americanas entraram naquele país, para tentar pôr termo à guerra civil. Foi posteriormente chefe de redacção na RTP1 e na RTP2. Em 1988, entrou para o “Século Ilustrado”, quando este diário se tentou impor no mercado através de distribuição gratuita, tornando-se seu director.


Com o aparecimento das televisões privadas, Albarran mudou-se para a TVI em 1993, como apresentador de informação ao lado de Bárbara Guimarães. Teve também um programa informativo com o seu próprio nome. Em 1996 foi para a SIC, onde apresentou os programas “A Cadeira do Poder”, “Imagens Reais” e “Acorrentados”.


Em 1997, aceitou o repto de um grupo de empresários e políticos norte-americanos para encabeçar os seus negócios em Portugal. À frente dessas personalidades estava Frank Carlucci, antigo embaixador em Portugal no pós-25 de Abril e posteriormente secretário de estado norte-americano. Desta forma, afastou-se da televisão e tornou-se presidente do conselho de administração da EuroAmer, uma holding imobiliária pertencente ao Grupo Carlyle. Em 2005, com a falência da EuroAmer, Albarran foi alvo de uma investigação do Ministério Público, por haver suspeitas de evasão fiscal, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.


Passou a viver entre Angola e a África do Sul. Mais recentemente foi-lhe diagnosticada leucemia. Vive há oito anos com a sua quarta companheira, Sandra Nobre, de quem tem uma filha de sete.

domingo, 15 de janeiro de 2012



Frente ou Perfil??



EFEMÉRIDECarlos Manuel Correia dos Santos, ex-jogador de futebol português, nasceu na Moita em 15 de Janeiro de 1958. Foi considerado um dos melhores médios ofensivos portugueses na década de 1980, tanto ao serviço do Sport Lisboa e Benfica como da Selecção de Portugal.


Começou a jogar no Grupo Desportivo da CUF, seguindo-se em 1978 o Barreirense. Em 1979, com a descida do clube à 2ª divisão, transferiu-se para o Benfica onde ficou até 1987. Em Dezembro de 1987 foi cedido ao F. C. Sion da Suíça, onde jogou 16 encontros e marcou 10 golos. Em 1988 voltou a Portugal, desta vez para jogar no Sporting. Em 1990 assinou contrato com o Boavista, jogando pelos “axadrezados” até 1992. Nos dois últimos anos da sua carreira (1992/1994), representou o Grupo Desportivo Estoril Praia, onde foi durante os últimos meses também treinador. Deixou a actividade como futebolista aos 36 anos, para seguir a carreira de treinador.


Do seu historial, fazem parte quatro campeonatos pelo Benfica, seis Taças de Portugal pelo Benfica e uma pelo Boavista e 2 Super Taças de Portugal igualmente pelo Benfica. Foi eleito o Melhor Jogador Português em 1985.


Internacional 42 vezes, marcou 8 golos, dois deles com sabor especial: o golo que marcou em Outubro de 1983 frente à Polónia, em Wrocław, que colocou Portugal a um passo do Euro 1984; e, sobretudo, o golo frente à República Federal da Alemanha em Outubro de 1985, em Estugarda, que garantiu a presença da “equipa das quinas” no Mundial de 1986.


Como treinador, dirigiu o Estoril Praia, o Salgueiros, o Sporting, o Braga, o Campomaiorense, o Santa Clara, o Olivais e Moscavide, o Atlético e o Clube Oriental de Lisboa. Em 2011 passou a treinar o 1º de Agosto, clube da primeira divisão angolana.

sábado, 14 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEAlbert Schweitzer, teólogo protestante, organista, filósofo e médico francês, de origem alemã, nasceu em Kaysersberg (Alsácia) no dia 14 de Janeiro de 1875. Morreu em Lambaréné, no Gabão, em 4 de Setembro de 1965.


Com a idade de seis meses, por razões de saúde, foi viver em Gunsbach, onde o pai encontrou um lugar de professor e de pastor luterano. Iniciado muito cedo na música, começou a tocar órgão aos nove anos.


De 1885 a 1893, fez os estudos secundários em Mulhouse, obtendo o bacharelato. Formou-se depois em Teologia Luterana e em Filosofia na Universidade de Estrasburgo, onde mais tarde seria professor.


Durante três anos, estudou Teologia e Filosofia em Paris e Berlim, doutorando-se em Filosofia (1899) e Teologia (1900) na Universidade de Estrasburgo.


Aos trinta anos, gozava já de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades europeias, tinha uma grande reputação como organista e salientava-se como pastor luterano. Isto não era porém suficiente para uma alma como a dele, sempre pronta a servir. Dirigiu a sua atenção para os africanos das colónias francesas que, numa total orfandade de cuidados e assistência médica, se debatiam na dura vida de África.


Em 1905, iniciou o curso de Medicina e, em 1912, já formado, casou-se e decidiu partir para Lambaréné, no Gabão, onde necessitavam de médicos. Ao deparar-se com a falta de recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendia os pacientes enfrentando diversos obstáculos, como o clima hostil, a falta de higiene, um dialecto que não entendia, a carência de remédios e instrumentos insuficientes. Tratava mais de 40 doentes por dia e, paralelamente ao serviço médico, ensinava o Evangelho com uma linguagem apropriada, dando exemplos tirados da natureza sobre a necessidade de agirem em beneficio do próximo.


Com o início da Primeira Grande Guerra Mundial, os Schweitzer, como cidadãos alemães, foram colocados sob vigilância, passando praticamente todo o período da guerra confinados em campos de concentração.


Após o fim do conflito, voltaram à Alsácia e naturalizaram-se franceses. Schweitzer retomou os seus trabalhos e, ante a visão de um mundo desmoronado, declarou: «Começaremos tudo de novo. Devemos dirigir o nosso olhar para a humanidade». Realizou uma série de conferências, com o intuito de recolher fundos para reconstruir a sua obra em África. Tornou-se muito conhecido em todos os círculos intelectuais do continente, mas a fama não o afastou dos seus projectos e sonhos. Era amigo pessoal da rainha Isabel da Bélgica e de Albert Einstein.


Após cerca de sete anos de permanência na Europa, partiu de novo para Lambaréné. Desta vez, acompanhado por médicos e enfermeiras que estavam dispostos a ajudá-lo. Foi construído um hospital numa área mais propícia. Pôde dedicar algumas horas do dia a escrever livros, cuja venda contribuía para manter os pavilhões hospitalares.


Espantou o mundo com o exemplo da sua vida. Em 1952, recebeu o Prémio Nobel da Paz, «como humilde homenagem a um Grande Homem».


Em 1954, inaugurou a “Cidade Luz”, onde podiam ser acolhidos duzentos leprosos e respectivas famílias. Voltava frequentemente à Europa para fazer conferências e recitais de órgão, com o fim de granjear o dinheiro necessário para a manutenção da sua obra. Junto do hospital, fundou também um refúgio para animais.


Escreveu três dezenas de livros, entre os quais um estudo teológico, “O reino de Deus e o cristianismo”, e a sua autobiografia.


A filosofia de Albert Schweitzer articulava-se por um grande princípio: o respeito pela vida. Este princípio aproximava-o dos grandes pensadores Indianos e também Budistas, sobre os quais escreveu um ensaio.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012



Eu considero sexta-feira/13 um dia de sorte, mas este realmente...



EFEMÉRIDEMaria Ondina Braga, escritora portuguesa, nasceu em Braga no dia 13 de Janeiro de 1932. Morreu na mesma cidade, em 14 de Março de 2003.


Nos anos 1950, abandonou a cidade natal, depois de completar o curso de liceu, para ir trabalhar e estudar Línguas em Cambridge e em Paris.


Entre 1959 e 1965, leccionou Português e Inglês em Luanda, Goa (onde assistiu à ocupação do território pelas tropas indianas), Macau e Pequim. Da sua experiência no Oriente, recolheu matéria para os livros “China Fica ao Lado”, traduzido em chinês, “Angústia em Pequim” e “Nocturno em Macau”.


Foi tradutora de Graham Greene, John Le Carré, Bertrand Russel, Herbert Marcuse, Tzvetan Todorov e Anaïs Nin, entre outros.


Viveu em Lisboa durante muitos anos, tendo colaborado em jornais e revistas como o “Diário Popular”, “A Capital” e “Colóquio/Letras”. Recolheu-se nos últimos anos de vida em Braga, onde a Câmara Municipal a homenageou em 1990 e lhe atribuiu a Medalha de Ouro da cidade em 1994.


Maria Ondina Braga desenvolveu uma escrita feita de textos de carácter intimista, marcada por temas como a solidão, a melancolia e a consciência da morte. «Estou muito virada para a morte. Sou melancólica. Talvez seja essa melancolia que traz a presença da morte. Não tenho apego à vida, nunca tive», costumava dizer. Viveu solitariamente: «Sozinha com a escrita. A escrita é a única coisa que tenho na vida. Digamos que é uma fatalidade».

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012



Isto é que é magia!




EFEMÉRIDE Axel Thomas Witsel, futebolista belga, originário da Martinica, a jogar actualmente no Benfica, nasceu em Liège no dia 12 de Janeiro de 1989. Foi formado no Standard de Liège, onde ingressou com 9 anos de idade.


Rapidamente considerado como uma grande esperança do futebol belga, Witsel demonstrou muito cedo um estilo leve e fluido, com um toque de bola muito agradável. Uma das suas principais qualidades é também a polivalência. Aos 15 anos de idade, já era cobiçado pelo Real Madrid, Arsenal e Feyenoord, mas permaneceu fiel ao Standard de Liège.


Participou no Campeonato Europeu de Esperanças 2007, que se realizou na Holanda. Em Abril de 2008, fez parte do núcleo de jogadores que conseguiu a façanha de conquistar o título belga para o Standard de Liège, facto que não acontecia há 25 anos.


Na temporada 2008/2009, fez grandes exibições em jogos contra o Liverpool, Everton e Sevilha, a contar para a Liga Europa, e com a equipa nacional belga contra a Estónia e a Espanha.


Em Novembro de 2008, o Olympique de Marselha manifestou interesse nele, seguindo-se uma longa lista de clubes também interessados, como o Manchester City, o Arsenal, o Manchester United e o Inter de Milão. O circunspecto jornal britânico “The Telegraph” anunciou mesmo que o Chelsea e o Manchester tinham oferecido 15 milhões de Libras ao Standard de Liège pela sua cedência. Foi eleito Bota de Ouro da Bélgica em 2008.


Em Julho de 2011, assinou pelo Benfica um contrato por cinco temporadas. Os encarnados pagaram pela sua transferência 6 milhões e 500 mil euros e Witsel ficou a receber um salário de 1 milhão e 200 mil euros por ano. O seu primeiro jogo oficial pelo Benfica aconteceu na Turquia frente ao Trabzonspor, encontro que acabou empatado a 1 golo. Neste jogo, Witsel fez uma grande exibição, ajudando nas missões tanto defensivas como ofensivas e tendo mandado mesmo uma bola à trave. Foi na segunda mão do jogo de playoff para acesso à Liga dos Campeões Europeus, contra o Twente, no Estádio da Luz, que Witsel marcou o seu primeiro golo pelo Benfica, abrindo o marcador. Alguns minutos depois, ele próprio faria o 3-0.


Em Março de 2008, foi seleccionado pela primeira vez para a Selecção Belga, frente à sua congénere marroquina. Foi neste jogo que marcou o primeiro golo pela selecção, poucos minutos depois de ter entrado em campo. Conta já com 26 internacionalizações.


Foi Campeão da Bélgica em 2007/2008 e 2008/2009, venceu as Super Taças da Bélgica em 2008 e 2009 e conquistou a Taça da Bélgica de 2010/2011.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012



Protegendo-se do frio...




EFEMÉRIDEFrancisco d'Andrade, prestigiado barítono português, nasceu em Lisboa no dia 11 de Janeiro 1856. Morreu em Berlim, em 8 de Fevereiro 1921.


Filho de um jurista, ele próprio se formou em Direito. Paralelamente, frequentava o Teatro do Ginásio e participava em récitas de amadores na Sociedade Taborda, no Salão da Trindade. Salientava-se pelo seu talento dramático e pelas suas qualidades vocais. Em 1881, partiu para Milão, onde se tornou aluno do então famoso tenor Corrado Miraglia. Posteriormente, após a morte de Miraglia, recebeu aulas de Sebastiano Ranconi, um barítono altamente prestigiado que, após ter deixado de cantar, se dedicara ao ensino.


Em Dezembro de 1882, apresentou-se em San Remo, no teatro Principe Amedeo, no papel de Amonasro da ópera “Aida”. Seguiram-se apresentações em Roma, no Teatro Costanzi. Após uma estadia em Portugal, voltou para Itália, iniciando uma tournée de dois anos por grandes centros culturais do país. Seguidamente, dirigiu-se a Espanha (Teatro Principal de Valência) e a Portugal. Aqui, onde o início da sua carreira tinha sido visto com uma certa reserva, recebeu por fim o devido reconhecimento (Teatro de S. João no Porto, temporada de 1884/85). Etapa importante na sua carreira artística foi também a estadia em Moscovo em 1885/86, contratado pelo Teatro Privado de Ópera. No Verão de 1886, foi a grande atracção do Convent Garden Theater de Londres e cantou em várias récitas, a que assistiram membros das famílias reais de vários países. Desde então, percorreu a Europa infatigavelmente, em numerosas apresentações e com um repertório de mais de 50 obras. Em Março de 1888, participou na estreia de “Dona Branca”, de Alfredo Keil, no Teatro São Carlos. Cantou para os reis de Portugal e de Itália, numa recepção particular em Monza, e realizou uma tournée por várias cidades da Inglaterra e da Escócia.


Em 1889, apresentou-se pela primeira vez na Alemanha, como membro de uma companhia italiana convidada pelo director do Krolltheater de Berlim. A primeira apresentação deu-se em Março com “O Barbeiro de Sevilha” e, em pouco tempo, alcançou grande popularidade. Actuou, entre outros locais, em Bremen, Colónia, Dusseldorf, Magdeburgo e Wiesbaden, além de cidades da Checoslováquia e da Holanda. Em 1894, recebeu a Grande Medalha de Ouro das Artes e Ciências da família real de Wuertemberg. Em 1891, apresentou-se na Suécia.


Em 1902, adquiriu uma vila em Bad Harzburg, que se transformou em breve num verdadeiro centro de peregrinação para os seus admiradores e num centro não oficial da cultura lusa na Alemanha. Em 1906 passou a residir em Berlim.


O “Illustriertes Universum Jahrbuch 1906” salientou que «os críticos louvavam além das suas qualidades vocais, também a sua erudição, nobreza de atitudes e dotes de espírito». Segundo o autor do artigo, «Francisco d’Andrade teria encontrado na Alemanha o ambiente adequado para as suas tendências naturais e para as características da sua personalidade». Na época, segundo o articulista, «a sua representação de “Don Giovanni” de Mozart já se havia tornado determinante na história da ópera». A origem latina do cantor possibilitava uma encarnação modelar deste herói romântico. Também o seu Fígaro, no “Barbeiro de Sevilha” de Rossini, o seu Conde Luna, na ópera “Troubadour” de Verdi e o seu Renato no “Baile de Máscaras” também de Verdi, foram performances altamente louvadas no artigo do referido anuário ilustrado.


Como cantor e como Don Giovanni, Francisco d’Andrade foi tema de pinturas do então jovem pintor Max Slevogt, obras com qualidades artísticas excepcionais e ainda hoje altamente consideradas.


Tornou-se igualmente conhecido por ser um dos primeiros artistas a possuir um automóvel, conduzido por ele próprio. Casou-se em 1900, com a cantora e pianista austríaca Irma Noethig. Durante a Primeira Guerra Mundial, vieram residir para Lisboa. A sua última apresentação em Portugal deu-se no Coliseu dos Recreios, em Maio de 1918. Morreu em Berlim três anos depois, sendo o seu corpo trasladado para Portugal, onde foi sepultado no jazigo da família. A sua mulher voltou posteriormente para Viena, vindo a falecer em Agosto de 1937.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012



Jerry Lewis no seu melhor


EDP - na era chinesa...



EFEMÉRIDE Abraham-Louis Breguet, mestre relojoeiro francês, nasceu em Neuchâtel, na Suíça, em 10 de Janeiro de 1747. Morreu em Paris no dia 17 de Setembro de 1823. É um dos 72 nomes inscritos na Torre Eiffel.


Aos 15 anos, foi colocado pelo padrasto como aprendiz de relojoeiro em Les Verrières, no Val-de-Travers. A mãe e o padrasto morreram pouco tempo depois e ele viu-se obrigado a ganhar os proventos necessários para a sua subsistência e da irmã mais velha.


Abraham-Louis prosseguiu a sua formação em Versailles, onde ficou dez anos e onde aprendeu mais em pormenor a arte de relojoeiro. Depois de estudos aprofundados, abriu em Paris a relojoaria Breguet. Cinco anos mais tarde, já era conhecido a nível internacional, em virtude das suas fabulosas invenções e pelos melhoramentos feitos aos relógios já inventados.


Aperfeiçoou os relógios perpétuos (de balanço), empregou pela primeira vez rubis em relojoaria e foi o inventor do relógio de pulso em 1810.


Tornou-se rapidamente um mestre na sua arte, inventando e fabricando também instrumentos científicos, para físicos e astrónomos. Enriqueceu a ciência com um grande número de cronómetros, relógios astronómicos, relógios para a Marinha e termómetros metálicos. O seu estabelecimento tornou-se célebre.


Foi considerado oficialmente mestre relojoeiro em 1784. Cinco anos depois, face ao clima de terror provocado pela revolução francesa, foi aconselhado a deixar o território francês por ter sido fornecedor da corte. Refugiou-se na Suíça, onde ficou durante três anos. Voltou a Paris em 1792.


O resto da sua vida foi uma longa série de invenções e de aperfeiçoamentos. Foi escolhido c0mo relojoeiro da Marinha e o Serviço das Longitudes admitiu-o como um dos seus membros. Em 1816, entrou para a Academia das Ciências, Secção de Mecânica. Foi também nomeado Cavaleiro da Legião de Honra.


Depois da sua morte, a empresa foi herdada pelo filho Antoine-Louis. Falida em 1987, foi comprada pelo Swatch Group em 1999 e deslocalizada para a Suíça.


A rainha Maria Antonieta, o rei Luís XVI, Napoleão, a imperatriz Josefina, a rainha Vitoria e Winston Churchill, entre muitas outras personalidades importantes, possuíram relógios Breguet.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



Taxas "Moderadoras"



EFEMÉRIDEClaudio Paul Caniggia, ex-futebolista argentino, nasceu em Buenos Aires no dia 9 de Janeiro de 1967.


Foi um dos grandes atacantes argentinos da década de 1990. Em virtude da sua velocidade, foi apelidado de “El Pájaro”. Muitos consideram-no o jogador branco mais rápido da história.


Jogou em diversos clubes: River Plate (1985/88), Hellas Verona (1988/89), Atalanta (1989/92 e 1999/2000), Roma (1992/94), Benfica (1994/95), Boca Juniors (1995/99), Dundee (2000/01) e Rangers (2001/03). Ainda em 2003, foi jogar para o Qatar, passando pelo Qatar Club (2003/2004), pelo Al-Arabi (2004/2005) e regressando ao Qatar Club em 2005/2006.


Alinhou pela Selecção Argentina entre 1987 e 2002. Formou, com o seu grande amigo Diego Maradona, um magnífico duo de ataque. Alinhou em 50 partidas e marcou 16 golos. Disputou três Mundiais: o de 1990 (no qual marcou o golo que eliminou o Brasil) e os de 1994 e 2002. Fora entretanto afastado dos Mundiais de 1998 pelo treinador Passarella, por se recusar a cortar os seus longos cabelos.


Foi Campeão da Argentina em 1986, 1998 e 1999, venceu a Copa Libertadores em 1986, conquistou o Campeonato Escocês de 2003 e as Taças da Escócia e da Liga da Escócia em 2002 e 2003.

domingo, 8 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDEShirley Bassey, cantora galesa, nasceu em Cardiff no dia 8 de Janeiro de 1937. Os seus trabalhos mais conhecidos são os temas que cantou para os filmes de James Bond “Goldfinger” (1964), “Diamonds Are Forever” (1971) e “Moonraker” (1979). É a única cantora, aliás, a ter gravado mais de uma canção para os genéricos das películas do “007”.


Casou-se e divorciou-se duas vezes, teve duas filhas e adoptou um menino. Vive actualmente no Mónaco, realizando – ainda regularmente – tournées pela Europa e pelos Estados Unidos.


Foi nos anos 1950 que começou uma carreira que dura até aos nossos dias, sendo a recordista de longevidade feminina nos Tops da canção, juntamente com Barbara Streisand. Vendeu até agora 135 milhões de álbuns.


Depois de ter deixado a escola aos 15 anos, trabalhou numa fábrica de embalagens, cantando em cafés e clubes, à noite e nos fins-de-semana.


Foi em 1953 que assinou o seu primeiro contrato profissional de cantora para a revista itinerante “Memories of Al Jolson” e, no ano seguinte, actuou em “ Hot from Harlem”. Depois de ter engravidado da primeira filha, sentiu-se decepcionada pelo mundo do espectáculo e decidiu dedicar-se à vida doméstica. Foi descoberta então por um agente do show-business, que decidiu fazer dela uma estrela. Cantou em várias salas de espectáculo, antes de participar numa emissão de televisão que lhe abriu as portas da celebridade. Um agente da Philips, impressionado com a sua actuação, propôs-lhe a gravação do primeiro disco. Foi assim que, em 1956, com 19 anos, gravou o singleBurn My Candle (At Both Ends)”. Foi no entanto em 1957 que, com o disco “Banana Boat Song”, teve o seu primeiro grande êxito. Seguiram-se repetidos sucessos nas décadas 1960 e 1970. Logo em 1960, foi convidada para o célebre programa televisivo “The Ed Sullivan Show”. Foi convidada também para uma gala do presidente Kennedy em Washington.


Em 1964, “Goldfinger” transformou Shirley numa estrela internacional, sendo convidada para numerosos talk-shows na televisão americana.


A partir dos anos 1970, começou o período mais prolífico da sua carreira e voltou ao Reino Unido, actuando no cabaret “The Talk of the Town” e gravando o álbum “Something”. O seu sucesso internacional engendrou uma série de álbuns, todos com muito êxito. Entre 1970 e 1979 gravou nada menos de 18 discos na Grã-Bretanha. Em 1973, um seu concerto esgotou o Carnegie Hall em Nova Iorque, performance que foi gravada no álbum “Shirley Bassey: Live at Carnegie Hall”.


Em 1976 gravou seis episódios do seu show, que foi difundido pela BBC. Uma segunda série, também de 6 episódios, foi realizada em 1979. Estas séries de emissões caracterizaram-se também pela categoria dos seus convidados (Neil Diamond, Michel Legrand, Charles Aznavour, etc.).


Durante os anos 1980 orientou a sua carreira para concertos de beneficência e fez tournées por toda a Europa, Austrália e Estados Unidos. Depois de ter terminado o seu contrato com a “EMI-United Artists”, decidiu enveredar pelo que ela chamou uma “semi-reforma”. No entanto, continuou a ser a artista que mais discos vendia no Reino Unido, só sendo destronada por Madonna no princípio dos anos 1990.


Em 1998, tornou-se a segunda artista (depois de Frank Sinatra) a actuar junto da Esfinge e das Pirâmides do Egipto, a convite do primeiro-ministro egípcio.


Em 2001, foi a artista principal da cerimónia comemorativa do 80º aniversário do duque de Edimburgo. Em Maio de 2008 foi transportada para o hospital do Mónaco devido a dores abdominais, o que a levou a ser operada e a estar ausente de um concerto especial para festejar o 90º aniversário de Nelson Mandela.


Em 2009, gravou o álbum “The Performance ” e apareceu como vedeta em “BBC Electric Proms”, seu único espectáculo do ano.


Em razão da sua longevidade no mundo da canção, tornou-se numa personagem reconhecida, honrada e imitada. No cinema há um número impressionante de alusões e imitações, de que se salienta: Monty Python, Mr Bean, “Shreck 2”, etc.. Daniel Craig, actual James Bond, é seu fã e gostaria de a ouvir interpretar um novo genérico do “007”.



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sábado, 7 de janeiro de 2012




EFEMÉRIDECarlos António Castro, jornalista, cronista social e escritor, morreu em Nova Iorque no dia 7 de Janeiro de 2011. Nascera em Moçâmedes (hoje Namibe), Angola, em 5 de Outubro de 1945.


Carlos Castro mudou-se para Luanda aos 15 anos, tornando-se repórter. Durante a adolescência, depois de alguns fracassos amorosos com brancas e negras angolanas, «constatou que era homossexual, porque se sentia mais atraído por homens do que por mulheres».


Em 1975, um ano depois da Revolução dos Cravos, Carlos Castro veio para Lisboa. Quando chegou à capital portuguesa, começou por ser transformista, participando em programas de televisão, entre eles “A Visita da Cornélia”, que o tornou conhecido e popular no meio artístico português.


Em 1977, estreou-se como cronista social na revista “Nova Gente”, onde assinou a página “Ziriguidum”, que deu muito que falar pela forma acutilante como criticava, sob o pseudónimo “Daniela”, as principais figuras do meio social português. Foi igualmente através da “Nova Gente”, que se estreou como organizador de espectáculos, estando à frente das quatro primeiras galas dos Troféus Nova Gente. Depois disso, dinamizou numerosas produções artísticas, como a “Grande Noite do Fado” e a gala “Noite dos Travestis”. Colaborou igualmente em vários órgãos da imprensa portuguesa, nomeadamente no “Correio da Manhã”.


Trabalhou como cronista durante mais de 35 anos, sobretudo com peças de “fofocas e mexericos” sobre músicos, actores e outras celebridades. Tornou-se ainda mais conhecido, depois de ter assumido publicamente a sua homossexualidade na televisão e de ter participado no programa Big Show SIC na década de 1990.


Entre os livros que publicou, salientam-se: “Solidão Povoada”, “As Mulheres Que Marcaram a Minha Vida”, “O Chique e o Choque”, “Desesperadamente” e “Ruth Bryden”.


Em 29 de Dezembro de 2010, Carlos Castro e o modelo Renato Seabra, de 21 anos de idade, partiram de Lisboa para Nova Iorque, a fim de «assistir a alguns shows na Broadway e passar a véspera de Ano Novo na Times Square». Um jornalista, que os acompanhou ocasionalmente durante a viagem, declarou mais tarde que «tinha assistido a certos atritos entre os dois homens durante o voo, mas nada o fizera pensar que alguma coisa de horrível pudesse acontecer».


Alojaram-se os dois no Hotel Intercontinental e, nos dias seguintes, foram ver um musical na Broadway, um filme e provavelmente outros espectáculos.


Na noite de 7 de Janeiro, combinaram encontrar-se com uma amiga e a filha na recepção do hotel. Em vez disso, apareceu só Renato que lhes disse: «o Carlos nunca irá sair do hotel». A senhora avisou imediatamente o pessoal e um homem da segurança. Ao chegarem ao quarto, no 34º andar, encontraram Carlos Castro morto e ensanguentado. Estava sem roupa, com sinais de agressão na cabeça e sexualmente mutilado.


Foi descoberto mais tarde que um saca-rolhas tinha sido utilizado para a castração e para lhe arrancar um dos olhos. A causa da morte, segundo o médico legista, tinha sido «um impacto contundente na cabeça e a compressão do pescoço». O examinador também observou que havia marcas no corpo, que revelariam que tinha sido torturado antes de morrer.



Quando a polícia procurou Seabra para o interrogar sobre o crime, já ele tinha desaparecido, sendo mais tarde assistido no St. Luke's-Roosevelt Hospital Center porque tinha tentado cortar os pulsos. Localizado e interrogado pela polícia de Nova Iorque ainda no hospital, Seabra admitiu o assassinato, afirmando que o tinha morto para se «livrar dos demónios homossexuais». Renato Seabra foi transferido em 10 de Janeiro de 2011 para uma prisão de alta segurança e o caso foi entregue ao procurador do condado de Nova Iorque.


As cinzas de Carlos Castro foram entretanto espalhadas perto da Broadway como era seu desejo, o que reforçou as suspeitas de que ele revelara às irmãs que sabia que iria morrer dentro de pouco tempo.


A defesa tem alegado perturbações psiquiátricas do seu constituinte, uma estratégia habitualmente com pouco êxito nos Estados Unidos. Depois de vários adiamentos por motivos processuais, o julgamento de Renato Seabra, que continua preso, está agora previsto para Fevereiro de 2012.

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