domingo, 15 de julho de 2012

TopaTudo vai para férias. Voltará ao vosso convívio em meados de Agosto.
EFEMÉRIDEFranco Daniel Jara, jogador de futebol argentino, nasceu em Villa María, Córdoba, no dia 15 de Julho de 1988.
Alinhou pelo Sacachispa e pela Asociación Española de Villa Nueva, tendo feito a sua estreia profissional com as cores do Arsenal de Sarandí, em Maio de 2008.
Em Janeiro de 2010, assinou um contrato de 5 anos com o S. L. e Benfica, mediante o pagamento de 5,5 milhões de euros ao Arsenal de Sarandí, num vínculo efectivo a partir de Julho de 2010, só dependente dos exames médicos. Em Agosto de 2011, foi emprestado ao Granada CF de Espanha.
Voltou ao Benfica e foi cedido ao clube espanhol Real Zaragoza. Enquanto esteve no Benfica, conquistou a Taça da Liga de 2010/2011. Está previsto jogar pelo River Plate da Argentina, na época que se avizinha.
Representou a Selecção da Argentina de Sub-21 no Torneio de Esperanças de Toulon em 2009, ficando em 3º lugar. Em Janeiro de 2010, foi convocado por Maradona para jogar na equipa principal da Argentina, num jogo amigável contra a Costa Rica, que terminou com o resultado de 3 – 2, tendo Jara marcado o golo da vitória. Na sua segunda internacionalização, um mês depois, venceu a Jamaica por 2-1.

sábado, 14 de julho de 2012

EFEMÉRIDELuis Mariano, de seu verdadeiro nome Mariano Eusebio González y García, tenor espanhol que viveu a maior parte da sua vida em França, morreu em Paris no dia 14 de Julho de 1970, vítima das consequências de uma hepatite. Nascera em Irun, no País Basco Espanhol, em 13 de Agosto de 1914.  
Fez parte do Orfeão Donostiarra de San Sebastian, coro misto onde ele era o solista. De 1937 a 1939 foi o segundo tenor do grupo vocal Eresoinka, com o qual cantou em Paris, Bruxelas, Amesterdão e Londres. Quando acabou a guerra civil espanhola, Luís Mariano e a família refugiaram-se em Bordéus, onde o pai retomou a sua profissão de mecânico, enquanto a mãe fazia trabalhos de limpeza e de costura ao domicílio.
Atraído pelo desenho, entrou para a Escola das Belas Artes de Bordéus e foi igualmente admitido no Conservatório, cujo director o apresentou à cantora Jeanine Micheau, que lhe augurou um grande futuro e o incitou a trabalhar a voz. Para ganhar algum dinheiro, actuou junto dos clientes do cabaret “Le Caveau des Chartrons”, até ao dia em que o responsável da orquestra descobriu que Mariano “tinha uma voz de oiro”. Passou directamente para o palco, onde as suas interpretações entusiasmaram o público.
Em Setembro de 1942, deixou o Conservatório e foi para Paris com uma carta de recomendação de Jeanine Micheau para o grande tenor basco Miguel Fontecha, de quem ficou a receber lições. Este eminente professor ensinou-lhe o “belo canto”, técnica da mais pura tradição lírica italiana que se caracteriza pela beleza do som e a procura da virtuosidade.
Actuou no Teatro de Chaillot em Dezembro de 1943 e cantou em vários espectáculos de variedades radiofónicos. Ainda em 1943, apareceu no filme “L'escalier sans fin”, cantando “Seul avec toi”. Em 1944, adoptou o nome artístico de Luis Mariano, como atestam os jornais e os cartazes da época. 
Em 1945, gravou os seus primeiros discos: “Amor Amor” e “Besame mucho”. Actuou de novo no Teatro de Chaillot, onde – em Novembro – partilhou o palco com Edith Piaf e Yves Montand.
Tornou-se verdadeiramente célebre em 1945, graças a “La Belle de Cadix”, uma opereta de Francis Lopez, apresentada no teatro do Casino de Montparnasse e que esteve em cena durante cinco anos, apesar de inicialmente estar prevista somente para algumas semanas. Tornou-se desde então, tanto nos palcos como nos ecrãs, o “príncipe das operetas”. O disco gravado daquele espectáculo vendeu rapidamente mais de um milhão de exemplares, o que levou a editora Pathé-Marconi a ter de rever os seus métodos de produção, de forma a poder dar resposta a tanta procura.
A sua popularidade aumentou de forma sensacional. Durante uma dezena de anos, dominou o mundo da canção e da opereta. O ponto culminante da sua carreira pode situar-se em 1951/1952, nomeadamente com o filme “Violetas Imperiais”. No teatro continuou a actuar também com grande sucesso. 
Entre 1945 e 1958, entrou numa vintena de filmes, traduzidos em numerosas línguas. Paralelamente deu recitais nos Estados Unidos, Canadá e América do Sul, havendo multidões à chegada dos barcos e dos aviões que o transportavam.
Em 1957 e 1959, acompanhou a caravana do Circo Pinder em tournées por França, apresentando-se depois no Olympia.
A opereta “Prince de Madrid” (1967) terá sido o seu último grande êxito. Ainda fez uma tournée triunfal pela Roménia em 1966 e gravou um disco de canções espanholas e outro de canções napolitanas.
Luís Mariano era solteiro. Recebeu várias condecorações, entre as quais a Ordem Espanhola de Isabel a Católica.
Mais de quatro décadas após a sua morte, o seu túmulo em Arcangues continua a ser visitado e coberto de flores pelos seus fãs.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

video
Loira asmática...
EFEMÉRIDEHe Pingping, o homem mais baixo do mundo capaz de andar, de nacionalidade chinesa, nasceu em Ulaan Chab, na Mongólia Interior, em 13 de Julho de 1988. Morreu em Roma no dia 13 de Março de 2010. Media 74,61 cm de altura.
Era o terceiro filho de uma família do Condado de Huade, na cidade de Ulanqab, no norte da Mongólia Interior. Tinha duas irmãs, ambas de tamanho normal. De acordo com o pai, Pingping – quando nasceu – era tão pequeno que cabia nas palmas das mãos. Quando se tornou por demais evidente que a criança crescia a um ritmo muito lento, os médicos diagnosticaram-lhe uma osteogénese imperfeita, anomalia que dificulta o crescimento normal dos ossos e, consequentemente, da altura.
Em Janeiro de 2007, foi convidado para participar num programa de televisão em Tóquio. Após esta aparição, o seu título de “homem mais baixo do mundo capaz de andar” foi certificado pelo Guinness Book World Records. A região da Mongólia Interior, onde nasceu, também é a província natal de Bao Xishun que, medindo 2,36 m de altura, foi reconhecido pelo Guinness como o homem mais alto do mundo até Setembro de 2009. O encontro dos dois, que foi televisionado, ocorreu em Julho de 2007 e chamou a atenção dos media de todo mundo.
Em Maio de 2008, apareceu no canal de televisão britânico Channel 4, num documentário chamado “The World's Smallest Man and Me”. Em Setembro de 2008, fez uma aparição ao lado da mulher com as maiores pernas do mundo, Svetlana Pankratova, na Trafalgar Square de Londres, para divulgar o lançamento da edição de 2009 do Guinness Book World Records. Em Setembro de 2009, viajou para Nova Iorque a convite do Guinness. Em 2010, apareceu no décimo episódio do reality showThe Amazing Race”, filmado em Xangai.
Pingping foi internado em 3 de Março de 2010 num hospital de Roma, onde estava a convite de um canal de televisão local. Queixava-se de dores no peito. Morreu dez dias depois, vítima de insuficiência respiratória, aos vinte e um anos de idade. Era um fumador inveterado.
O actual homem mais pequeno do mundo é, desde o seu 18º aniversário (12 de Junho de 2011), o filipino Junrey Balawing que mede 59,93 cm.

Os Açores explicados aos continentais

Um Açoreano a desabafar...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

EFEMÉRIDEBebé, de seu verdadeiro nome Tiago Manuel Dias Correia, futebolista português a jogar actualmente no Beşiktaş Jimnastik Kulübü da Turquia, nasceu em Agualva, Cacém, no dia 12 de Julho de 1990. Foi internacional Sub-21 por Portugal em 2010.
Filho de pais cabo-verdianos, esteve na Casa do Gaiato em Loures e passou parte da sua infância a viver na rua. Foi pré-seleccionado para os Mundiais dos Sem-Abrigo, pela selecção portuguesa, mas não chegou a participar.
Jogou nas camadas juvenis do Grupo Sportivo de Loures (2006/2008) e do Estrela da Amadora (2008/2009).
Começou como profissional no Estrela da Amadora, na época 2009/2010. Ainda em 2010, foi contratado pelo Vitória de Guimarães, não tendo disputado qualquer jogo, pois foi transferido para o Manchester United por cerca de 9 milhões de euros. O Real Madrid, o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa e Benfica teriam estado também interessados na sua contratação. O Manchester emprestou-o seguidamente ao Beşiktaş

quarta-feira, 11 de julho de 2012

EFEMÉRIDELuis de Góngora y Argote, religioso, poeta e dramaturgo castelhano, um dos maiores expoentes da literatura barroca do Século de Ouro, nasceu em Córdoba no dia 11 de Julho de 1561. Morreu na mesma cidade em 23 de Maio de 1627.
Pertencia a uma das famílias privilegiadas da cidade. Aos 15 anos, foi para a Universidade de Salamanca estudar Direito. Decidiu mais tarde enveredar pela carreira eclesiástica. Em 1585, já era conhecido como poeta, sendo os seus dotes líricos louvados por Miguel de Cervantes na sua “La Galatea”.
Iniciou a carreira eclesiástica na catedral de Córdova, mas a sua vida boémia e a mordacidade de algumas das suas poesias trouxeram-lhe a reprovação dos superiores, sendo-lhe negada a ordenação sacerdotal.
Nesta fase da sua vida, viajou muito por terras de Castela, de Navarra e da Galiza, tendo vivido em Madrid e Valladolid, granjeando crescente fama como poeta.
Em 1605, foi-lhe finalmente concedida a ordenação sacerdotal. Foi nomeado, em 1617, para um dos postos de capelão honorário do rei Filipe III. Fixou-se então em Madrid e passou a frequentar a corte. Ter-se-ia arruinado financeiramente devido ao seu estilo de vida, cheio de luxos e divertimentos, e por ter procurado conseguir cargos e benefícios para quase todos os seus familiares.
Pelos pleitos, documentos e sátiras do seu grande rival Francisco de Quevedo, sabe-se que era jovial e falador, muito sociável e amigo das diversões profanas, como por exemplo os jogos de cartas e os toiros, a ponto de ter sido muitas vezes censurado por não dignificar os hábitos eclesiásticos. Na época, era já considerado um mestre da sátira.
Em 1613, compôs as “Soledades”, originalmente imaginadas em quatro longos poemas, mas dos quais ele apenas escreveu dois, que constituem aliás o apogeu da sua obra.
Em 1626, uma grave doença, que lhe prejudicou gravemente a memória, levou-o a regressar a Córdova, cidade onde veio a falecer, sem nunca recuperar a saúde.
Góngora, aparentemente, não tinha grande apreço pelas vantagens do livro impresso. Apesar de ter tido, desde cedo, muitos admiradores da sua obra, só em 1623 empreendeu uma tentativa de publicação, a qual, apesar das cartas trocadas com o editor e do seu aparente empenho, não logrou êxito. Daí que Góngora não tenha publicado qualquer livro, tendo a divulgação das suas obras seguido o padrão típico da época anterior à introdução da imprensa: elas passaram de mão em mão, em cópias manuscritas, que foram sendo coleccionadas e recopiadas em cancioneiros, romanceiros e antologias, alguns deles publicados posteriormente com ou sem permissão do autor.
Em resultado desta divulgação não impressa, são múltiplas as cópias existentes das diversas obras, algumas com variantes “eventualmente” do autor. Entre as variantes conhecidas, é considerada como preservando o texto mais fidedigno a contida no chamado “Manuscrito Chacón”, copiado para o Conde-Duque de Olivares, já que contém anotações escritas à mão por Góngora e a cronologia de cada poema.
No ano em que faleceu, Juan López Vicuña publicou uma antologia intitulada “Obras en verso del Homero español”, a primeira edição impressa dedicada exclusivamente às obras de Góngora. Apesar de uma dedicatória ao censor geral, a edição foi mandada recolher pela Inquisição, sendo pouco divulgada. Nova edição surgiu em 1633, pela mão de Gonzalo de Hoces.
Nas suas obras iniciais já se podem encontrar as características típicas do barroco, mas Góngora, cujo talento era o de um esteta com forte tendência para a autocrítica (costumava dizer: «el mayor fiscal de mis obras soy yo»), não se conformava com os cânones existentes. Assim, decidiu tentar, segundo as suas próprias palavras, «hacer algo no para muchos» e intensificar ainda mais a retórica e a imitação da poesia latina clássica. Para tal, introduziu numerosos cultismos e uma sintaxe baseada no hipérbato e na simetria.
Estava igualmente muito atento à sonoridade dos versos, que cuidava como um autêntico músico da palavra. Góngora enchia a sua poesia de matizes sensoriais de cor, som e tacto. Convertia cada um dos seus poemas, com particular destaque para os da sua fase mais tardia, num exercício para mentes despertas e eruditas, como uma espécie de adivinha ou desafio intelectual destinado a causar prazer na sua decifração.
Estes eram os traços mais marcantes da estética barroca de Góngora, a que depois se chamou gongorismo. Deste gongorismo, nasceu o hoje depreciativo epíteto de gongórico, por vezes aplicado à linguagem prolixa e convoluta. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

BRILHO EM ALMADA

1
Marchas   Sardinhas   Fogueiras
Cristo-Rei   Tejo   Almada:
Há brilho nas brincadeiras
Nesta terra abençoada!

2
No São João em Almada,
Vi brilho no teu olhar:
Minha alma apaixonada
Nunca te irá olvidar!

3
Petiscos e sardinhada,
Folguedos perto do mar,
O São João em Almada
Possui um brilho sem par!

Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDEHassiba Boulmerka, ex-atleta olímpica da Argélia, especializada em corridas de meio-fundo, nasceu em Constantina no dia 10 de Julho de 1968. Foi a primeira argelina a receber uma medalha de ouro olímpica.
Começou a correr ainda muito jovem, dedicando-se em particular às corridas de 800 e 1500 metros. Rapidamente obteve sucesso nas provas nacionais. Disputou as primeiras competições internacionais em 1988, conquistando a medalha de ouro nos Campeonatos de África, façanha que repetiu no ano seguinte. Esteve presente nos Jogos Olímpicos de Seul, onde foi eliminada nas provas preliminares.
As performances de Boulmerka foram melhorando gradualmente, obtendo grande destaque em 1991, ao vencer a prova dos 800 metros na Golden Gala disputada em Roma. Um mês depois, competiu nos Mundiais de Tóquio, em que venceu a final dos 1500 metros após um sprint notável na recta final, tornando-se a primeira mulher africana a conquistar um título mundial de atletismo.
Incomodada frequentemente por grupos extremistas islâmicos, que condenavam «o facto dela mostrar demais o corpo quando corria», e despedida do emprego, Boulmerka foi forçada a mudar-se para a Europa, onde passou a treinar. Ela é, no entanto, crente e praticante, recusando-se somente a usar o hidjab (véu islâmico).
Nas Olimpíadas de 1992, disputadas em Barcelona, era uma das principais favoritas para receber a medalha de ouro na prova dos 1500 metros Na final, disputou a vitória com Rogachova e acabou em 1º lugar, recebendo a primeira medalha de ouro da Argélia na história dos Jogos Olímpicos.
As suas duas temporadas seguintes não foram tão bem-sucedidas, sobretudo devido à morte do pai. Mesmo assim, obteve uma medalha de bronze nos Mundiais de 1993 disputados em Estugarda. Em 1995, venceu o seu segundo título mundial no campeonato que se realizou em Gotemburgo, apesar da preparação não ter sido a ideal. Foi a sua única vitória naquela temporada e seria também o seu último resultado de destaque. Competiu ainda nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta, mas torceu um tornozelo na última volta das semifinais. Após a temporada de 1997 e depois da morte da mãe, abandonou as competições.
Foi eleita posteriormente para a Comissão de Atletas do Comité Olímpico Internacional. Ainda é detentora do recorde africano dos 1500 metros, com 3:55.30, marca estabelecida em Agosto de 1992, em Barcelona. Fixou também o recorde africano da milha em 4:20.79 (Oslo, 1991), marca que só foi ultrapassada 17 anos depois.
Recebeu em 1995 o Prémio Príncipe das Astúrias e em 1997 o 1º Panteão da Gloria do desporto em África. É actualmente uma mulher de negócios, dirigindo a Hassiba Boulmerka International, empresa que faz a intermediação entre os laboratórios farmacêuticos e as farmácias. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

E a crise continua...
EFEMÉRIDE – Nathan André Chouraqui, advogado, escritor, pensador e político franco-israelita, morreu em Jerusalém no dia 9 de Julho de 2007. Nascera em Aïn Témouchent, na Argélia francesa, em 11 de Agosto de 1917. Notabilizou-se pela tradução que fez da “Bíblia”, cuja publicação veio dar um tom diferente à leitura do livro sagrado.  
Passou a infância na Argélia, onde estudou a “Torah”. Foi depois para França, onde completou os estudos e se alistou na Resistência Francesa durante a ocupação alemã. 
Exerceu a advocacia na Argélia (1945/1947), tendo-se doutorado em Direito Internacional Público na Universidade de Paris em 1948.
Dez anos depois, instalou-se em Israel e, em 1965, foi eleito vice-presidente da Câmara Municipal de Jerusalém.
Em 1987, foi publicada a tradução integral da “Bíblia em francês, num total de 26 volumes, a partir da versão hebraica. Secretário-geral adjunto da Aliança Israelita Universal (1947/1953), Chouraqui tornou-se seu delegado permanente até 1982. Foi igualmente presidente de Aliança Francesa de Jerusalém.
Em Fevereiro de 1990, foi publicada em França a sua autobiografia “L'Amour fort comme la Mort”, que foi um grande sucesso. No mesmo ano, publicou no mesmo editor a sua tradução do “Corão” (texto e comentários) e encontrou-se com o Dalai Lama. 

domingo, 8 de julho de 2012

EFEMÉRIDE Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin, conde, militar e engenheiro alemão, fundador da companhia de balões dirigíveis Zeppelin, nasceu em Constança no dia 8 de Julho de 1838. Morreu em Berlim, em 8 de Março de 1917.
Quando tinha vinte anos, ingressou no exército alemão, frequentando a Escola de Guerra de Ludwigsburg. No ano seguinte, foi para uma unidade de engenharia e participou como observador na Guerra Civil Americana (1863), na Guerra Austro-prussiana (1866) e na Guerra Franco-prussiana (1870-1871). Foi comandante do regimento Ulanen em Ulm, de 1882 a 1885, sendo posteriormente transferido para Berlim.
Tendo chegado ao posto de brigadeiro-general, foi para a reserva em 1891. Ao longo dos anos seguintes, dedicou-se ao estudo da aeronáutica. Baseado nas ideias de Schwartz, um engenheiro austríaco que havia tentado construir um balão de alumínio em 1887, projectou um aeróstato sob comando, partindo então para ensaios arrojados em Friedrichshafen, localidade onde morava.
Além de orientar a edificação de uma fábrica de alumínio, o ousado conde iniciou a construção e montagem dos primeiros dirigíveis rígidos em 1889 e, a despeito das dificuldades, terminou o seu primeiro modelo no ano seguinte. No entanto, o protótipo LZ-1 somente viria a ser aprovado alguns anos depois. As iniciais LZ, eram as de Ludwig, seu assistente, e do próprio Zeppelin.
Apesar do projecto ter sido rejeitado pelo Kaiser Guilherme II, ele conseguiu, com o apoio da população e utilizando todos os seus recursos financeiros, continuar a empenhar-se na construção de aeronaves com estrutura rígida, numa época em que os balões carregados de gás tinham estrutura flexível.
Em Julho de 1900, fez o voo inaugural do LZ-1, nas margens do Lago Constança. O tecido que cobria a estrutura de alumínio do balão rompeu-se ao poisar, mas ele não desistiu.
A segunda versão do aparelho foi inteiramente financiada por dádivas e com os lucros de uma lotaria. Já estava na bancarrota quando, em 1908, ganhou fama com o LZ-4, ao cruzar os Alpes numa viagem de 12 horas sem escala. Daí por diante, Zeppelin pôde já contar com o dinheiro do governo alemão e os seus dirigíveis foram transformados num orgulho nacional. Em 1906, foi promovido honorificamente a general de cavalaria.
Em 1909, Zeppelin fundou a primeira companhia aérea, a Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, com uma frota de cinco dirigíveis. Até 1914, quando começou a Primeira Grande Guerra, foram mais de 150 mil quilómetros voados, 1 600 voos e 37,3 mil passageiros transportados, sem qualquer acidente. Durante o conflito mundial, ao lado dos novos aviões, os dirigíveis alemães foram utilizados para várias missões, incluindo o bombardeamento de Paris. Ao longo da sua vida, Zeppelin construiu mais de uma centena de dirigíveis.
A banda de rock britânica Led Zeppelin foi buscar o seu nome a este cientista. A Kriegsmarine desenvolveu um projecto para a construção de um porta-aviões, que foi baptizado Graf Zeppelin, também em sua homenagem.

sábado, 7 de julho de 2012

Colette Magny - Mélocoton (1963)

Relembrando anos 1960 em Paris
EFEMÉRIDEVeronica Lake, de seu verdadeiro nome Constance Frances Marie Ockelman, actriz norte-americana famosa pelos seus papéis de mulher fatal, morreu em Montreal, no Canadá, em 7 de Julho de 1973. Nascera em Nova Iorque no dia 14 de Novembro de 1919.
Mudou-se para Beverly Hills com a mãe e o padrasto em 1938, frequentou uma escola para actores e conseguiu o seu primeiro papel no cinema no ano seguinte (“Sorority House”). Em 1941, ano em que adoptou o nome artístico pelo qual ficaria conhecida, assinou contrato com a Paramount. Medindo pouco mais de metro e meio, formou um par romântico com o também baixinho Alan Ladd, nos policiais “Alma Torturada” (1942), “Capitulou Sorrindo” (1942) e “A Dália Azul” (1946). Encarnou uma bruxa na comédia romântica “Casei-me com uma Feiticeira” (1942), dirigida por René Clair.
Houve depois um período em que ganhou a reputação de ser caprichosa e difícil nos seus relacionamentos. Começou também a beber, tendo sido detida várias vezes por provocar escândalos. Fez diversos filmes de baixa qualidade e teve a sua carreira praticamente terminada em 1949, não renovando o seu contrato com a Paramount Pictures. Atravessou uma fase com sérios problemas financeiros. Em 1961, um repórter reconheceu-a num bar de Nova Iorque, onde ela servia à mesa. O jornalista publicou a sua história, o que valeu a Veronica um regresso à popularidade e alguns papéis na televisão. A sua saúde física e mental, porém, ia de mal a pior.
Voltou ao cinema em 1966, num filme de suspense, e publicou a sua autobiografia em 1969. A sua última aparição no cinema teve lugar no filme de terror “Flesh Feast” (1970). Morreu três anos depois, vítima de hepatite. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

DAR E RECEBER
(quadras)

1
É bom dar e receber
Amor, amizade ou pão.
Acalma nosso sofrer,
Faz feliz o coração.

2
Levo a minha vida a dar,
Porque é meu modo de ser,
Mas se um dia precisar,
Gostava de receber.

3
É ao dar e receber,
Com peso, conta e medida,
Que ficarás a saber
O valor da tua vida.

Gabriel de Sousa
EFEMÉRIDEMaria José Pinto da Cunha de Avilez Nogueira Pinto, jurista e política portuguesa, morreu em Lisboa no dia 6 de Julho de 2011, vítima de cancro no pâncreas. Nascera também em Lisboa, em 23 de Março de 1952.
Jurista de formação, licenciou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi investigadora no Gabinete de Estudos Rurais da Universidade Católica Portuguesa e exerceu diversos cargos em instituições públicas e privadas, nomeadamente como vice-presidente do Instituto Português de Cinema, directora da Maternidade Alfredo da Costa, membro do Conselho Consultivo da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação António Quadros, representante de Portugal na Secretaria de Cooperação Ibero-Americana e provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Foi autora do livro “Direito da Terra”, colaborou na Enciclopédia Jurídica e na Enciclopédia Luso-Brasileira e foi colunista dos jornais “Expresso”, “Público”, “A Capital” e “Diário Económico”.
Entrou na política em 1992, como subsecretária de estado da Cultura, no governo dirigido por Cavaco Silva. Em ruptura com Pedro Santana Lopes, demitiu-se um ano depois. Em 1996, aderiu ao Partido Popular, pelo qual já era deputada (independente) desde 1995. Em 1998, disputou a sucessão do CDS-PP com Manuel Monteiro, acabando derrotada no congresso que elegeu Paulo Portas como líder nacional. Foi presidente do Grupo Parlamentar e do Conselho Nacional do CDS-PP e, em 2005, candidatou-se a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Até 2007, exerceu o cargo de vereadora da Habitação Social.
Em Março de 2007, entrou em conflito com o partido, quando do eventual regresso de Paulo Portas à liderança do CDS-PP, por meio de um Conselho Nacional Extraordinário. Incompatibilizada, abandonou o CDS, depois de acusar Paulo Portas de tentar assaltar o poder e o deputado Hélder Amaral de a ter agredido fisicamente.
Em 2009, foi eleita deputada pelo PSD. Em 2011, já doente, fez parte das listas do PSD para a Assembleia da República, sendo novamente eleita deputada. Cumpriu o seu mandato enquanto conseguiu, continuando a ser também comentadora na SIC Notícias.
Era irmã da jornalista Maria João Avillez e casada com Jaime Alexandre Nogueira Pinto, com quem teve três filhos. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

EFEMÉRIDE António de Macedo, realizador de cinema, professor e escritor português, nasceu em Lisboa no dia 5 de Julho de 1931. Abandonou o cinema no fim dos anos 1990 por se sentir marginalizado. Depois disso, dedicou-se por inteiro à literatura.
Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde se graduou como arquitecto em 1958. Exerceu a profissão na Câmara Municipal de Lisboa até 1964.
Assinou uma das primeiras obras teóricas e didácticas sobre cinema editadas em Portugal: “A Evolução Estética do Cinema” (1959/1960) e foi co-fundador das cooperativas Centro Português de Cinema (1970) e Cinequanon (1974).
Especializou-se na investigação e estudo das religiões comparadas, de esoterologia e de história da filosofia e da estética audiovisual, temas que tem abordado em inúmeros colóquios, conferências e em diversas publicações. Na sequência destes trabalhos e investigações, doutorou-se em Sociologia da Cultura, com distinção e louvor, em 2010 (Universidade Nova de Lisboa).
Dedicado ao ensino desde 1970, foi professor no Instituto de Artes Decorativas (IADE), Instituto de Novas Profissões, Universidade Lusófona, Universidade Moderna e Universidade Nova de Lisboa, regendo cadeiras como Teoria e Prática do Cinema, Análise de Imagem, Arte Narrativa e Esoterismo Bíblico.
António de Macedo tornou-se mais conhecido como realizador, actividade que abandonou em 1996 por ver recusados vários projectos que apresentou nos concursos oficiais para o financiamento de filmes portugueses, apesar da sua vasta e original filmografia e da vertente cultural do cinema que praticou.
Fez, ao longo da sua carreira de cineasta, onze longas-metragens, cerca de cinquenta curtas e médias-metragens e oito filmes para televisão.
A nível de literatura, especializou-se na literatura fantástica e de ficção científica. Foi um dos promotores dos Encontros Internacionais de Ficção Científica & Fantástico de Cascais, cuja primeira edição ocorreu em 1996, sendo um dos seus coordenadores. Dentre os diversos livros de ensaios que publicou, salienta-se a sua tese de doutoramento em Sociologia da Cultura, um denso volume de 670 páginas de investigação sociocultural e esoterológica dos textos bíblicos, intitulado “Cristianismo Iniciático”. Neste estudo, Macedo aprofundou, em termos históricos e sociológicos, os conteúdos e os textos da Bíblia, discutindo especialmente a decisiva importância das interpretações esotéricas e heterodoxas da Bíblia, e respectivos autores e correntes, desde a produção dos antigos textos bíblicos até hoje, bem como o profundo significado dessas interpretações para o desenvolvimento da mentalidade, da cultura e da ciência na civilização ocidental. Escreveu também quatro peças de teatro.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

EFEMÉRIDEVictoria Abril, de seu verdadeiro nome Victoria Mérida Rojas, actriz e cantora espanhola, nasceu em Madrid no dia 4 de Julho de 1959.
Criada pela mãe, que era enfermeira, cresceu em Málaga e depois em Madrid. A sua primeira vocação foi a dança clássica, que praticou com entusiasmo até à adolescência.
Aconselhada pelo seu professor de dança, entrou em 1975 no filme “Obsessão”. Aos dezasseis anos, actuou ao lado de Audrey Hepburn e de Sean Connery em “A Rosa e a Flecha”. Foi nesta época que mudou o nome para Victoria Abril. A sua carreira passou por uma etapa importante, quando começou a trabalhar com Vicente Aranda. Este ofereceu-lhe o papel principal de um homem, em “Mudança de Sexo” (1977). Foi o primeiro filme de uma longa colaboração entre a actriz e este realizador. Seria considerada uma das mais prometedoras actrizes do cinema espanhol.
Ganhou também popularidade em 1976, na televisão espanhola, como apresentadora dos concursos “Um, dois, três. Responda lá outra vez” e “625 linhas”.
Em 1982, mudou-se para Paris, apaixonada pelo director de fotografia francês Gérard de Battista. O casal tem dois filhos.
Tem trabalhado com os realizadores espanhóis Francisco Lara Polop, Carlos Saura e sobretudo Pedro Almodôvar, tendo feito até agora mais de setenta filmes. A sua exuberância natural fez dela uma das actrizes fetiches de Almodôvar. Em 1990, obteve o reconhecimento internacional com “Attache-moi! ”, ao lado de Antonio Banderas. Em 1991, ganhou o Urso de Prata de Melhor Actriz no Festival de Berlim.
Em 1996, recebeu o Prémio Goya de Melhor Actriz, na sua 11ª nomeação. Em 2002, foi-lhe atribuído o European Award de Honra – Contribuição Europeia para o Cinema Mundial.
Fez igualmente Teatro em Espanha. Como cantora, participou do Festival da Canção da televisão espanhola em 1979, com a canção “Bang-bang-bang”, que se classificou em 2º lugar. Lançou em 2002 o álbum “PutchEros do Brasil”, com canções de sucesso da bossa nova, como “Samba de Verão”, “Água de nada” e “Desde que o samba é samba”. Fez vários concertos e contou a história “Pedro e o Lobo” no Palácio dos Congressos de Nantes. Actuou em Portugal, na Madeira, em Novembro de 2005, recebendo nessa ocasião o Prémio Carreira, que o Festival Internacional de Cinema do Funchal lhe outorgara.
Em 2010, participou num telefilme francês que foi um sucesso, sendo visto por cerca de dez milhões de telespectadores (TF1).

Paulo Morais - Programa Olhos nos Olhos - Corrupção

BPN e outras histórias...

terça-feira, 3 de julho de 2012

EFEMÉRIDEAlberto Lattuada, actor, guionista, cenarista, produtor e realizador de cinema italiano, morreu em Roma no dia 3 de Julho de 2005. Nascera em Milão, em 13 de Novembro de 1914.
Desde muito novo, demonstrou grande interesse pela literatura. Em 1933, com dezoito anos, fundou com um seu companheiro de liceu uma pequena publicação bimensal de vanguarda chamada “Camminare”.
Cursou arquitectura na Faculdade de Arquitectura de Milão, onde obteve a licenciatura e conheceu Renato Castellani e Luigi Comencini, dois arquitectos/cineastas.
Em 1935, participou como assistente no primeiro grande filme a cores rodado em Itália, “Il museo dell'amore”. Em 1940, colaborou no guião do filme “Piccolo Mondo Antico”, que foi premiado em 1941 no Festival de Cinema de Veneza. A partir daí, Lattuada tornou-se um dos expoentes do neo-realismo.
Entrou na redacção de “Corrente”, um bimensal de crítica artística e de luta antifascista, que foi prontamente interrompido quando da entrada de Itália na Segunda Guerra Mundial. Fazia paralelamente reportagens fotográficas sobre filmes para o “Tempo Illustrado”, mas foi despedido a pedido das autoridades fascistas.
Foi um dos grandes estudiosos do cinema italiano, tendo fundado a Cinemateca Italiana, juntamente com os seus dois ex colegas da Faculdade.
Os seus filmes alternavam entre o drama e a comédia, passando pela adaptação de obras literárias, sobretudo de escritores russos. Realizou cerca de quarenta filmes, sendo de salientar “O Bandido”, “Sem Piedade”, “O Moinho do Po”, “Mulheres e Luzes”, “O Capote” e “O Mafioso”.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ruy Belo - "Tu estás aqui"

Ruy Belo

Mário Cesariny / You Are Welcome to Elsinore (Entre nós e as palavras o ...

Mário Cesariny por ele próprio...
EFEMÉRIDEHermann Hesse, romancista, poeta e ensaísta alemão, naturalizado suíço em 1924, nasceu em Calw no dia 2 de Julho de 1877. Morreu em Montagnola, na Suíça, em 9 de Agosto de 1962.
Nascido no seio de uma família muito religiosa, os pais eram missionários protestantes que tinham pregado o cristianismo na Índia. Estudou no seminário de Maulbronn, mas não seguiu a carreira de pastor como seria da vontade de seus pais.
Tendo recusado a religião, ainda adolescente, rompeu com a família e emigrou para a Suíça, trabalhando em vária livrarias e sendo operário numa fábrica de relógios. Nas horas vagas, leu textos teológicos e tomou conhecimento das obras de Goethe, de Schiller, de Novalis e da mitologia grega. Acumulando assim uma sólida cultura autodidacta, resolveu dedicar-se à literatura. Em 1896, o seu poema “Madonna” foi publicado numa revista de Viena.
Em 1900, ficou livre do serviço militar em virtude da sua fraca visão. Este seu handicap duraria toda a vida, acompanhado de nevralgias e dores de cabeça.
Conheceu a espiritualidade oriental depois de uma viagem à índia em 1911 e a psicanálise por intermédio de um discípulo de Carl Gustav Jung, em decorrência de uma crise emocional causada pela Primeira Guerra Mundial, pela morte do pai em 1916, por uma grave doença do seu filho Martin e pela esquizofrenia da sua primeira mulher. Estas influências seriam decisivas no posterior desenvolvimento da sua obra.
Procurou construir a sua própria filosofia e fazer a interpretação pessoal das correntes filosóficas do Oriente. O livro “O Lobo da Estepe” (1927) é também uma crítica ao militarismo e ao revanchismo vigentes no seu país natal depois da Primeira Guerra Mundial.
Atravessou a Segunda Guerra Mundial, escrevendo textos contra o nazismo, facto que o condenou ao ostracismo oficial na Alemanha e, consequentemente, ao desconhecimento das suas obras pelos leitores germânicos. “O Jogo das Pérolas de Vidro” foi o último grande romance de Hesse, começado a escrever em 1931 e publicado na Suíça em 1943. Só depois da guerra, recomeçou a ser conhecido na Alemanha.
Em 1946, recebeu o Prémio Goethe e, passados alguns meses, o Prémio Nobel da Literatura. Durante os últimos vinte anos de vida, escreveu muitos contos (principalmente recordações da sua infância) e poemas (que tinham frequentemente como tema a natureza).
Hesse também se ocupava do fluxo enorme e constante de cartas que recebia dos seus leitores. A sua correspondência média diária seria superior a 150 páginas.
Embora tardiamente, Hermann Hesse tornou-se um dos autores de língua alemã mais traduzidos e lidos em todo o mundo, ultrapassando os 100 milhões de livros vendidos. 

domingo, 1 de julho de 2012

EFEMÉRIDEEstée Lauder, de seu verdadeiro nome Josephine Esther Mentzer, pioneira da indústria de produtos cosméticos, nasceu em Nova Iorque no dia 1 de Julho de 1906. Morreu na mesma cidade em 24 de Abril de 2004.
Filha de imigrantes judaico-húngaros, Estée Lauder começou por vender os cremes que eram fabricados por um tio, químico vienense, na sua própria cozinha. Começou a imitá-lo, passando a preparar os seus próprios cosméticos, que imediatamente foram postos à venda em vários salões de beleza de hotéis de luxo nova-iorquinos.
Com 34 anos, ambiciosa e determinada, abriu a sua primeira loja em Nova Iorque. Começou por vender cremes para a pele e foi conquistando espaço no mundo dos cosméticos. Em 1946, fundou a empresa Estée Lauder Inc, juntamente com o marido. Dois anos depois, alcançou a fama, pondo os seus produtos à venda na loja de luxo Saks, na 5ª Avenida. Continuou a sua vertiginosa carreira, assinando mais alguns contratos de exclusividade com outras lojas famosas. Utilizava como técnica de comercialização a colocação dos seus produtos ao alcance da clientela, disponibilizando amostras grátis. A marca ficou conhecida internacionalmente, quando os seus produtos foram lançados nos grandes armazéns Harrods de Londres, em 1960. Estée representava o melhor olfacto existente no ramo da perfumaria. Os perfumes por ela fabricados constituem hoje mais de 70 fragrâncias. Diz-se que tentou vender o primeiro perfume que criou no Bloomingdale's, armazém chique de Nova Iorque. Como ninguém o quis comprar, quebrou o frasco. O perfume ficou entranhado no armazém durante vários dias e seduziu definitivamente as consumidoras.
Consagrada em 1998 pelo semanário “The Times”, como o «génio do negócio mais influente do século», deixou como herança um verdadeiro império. Os produtos do grupo (que inclui marcas como Estée Lauder, Clinique, Aramis e Origins) encontram-se disponíveis em muitos milhares de distribuidores.
Contribuiu financeiramente, com cinco milhões de dólares, para a restauração da Grande Sinagoga Dohány de Budapeste, a maior sinagoga do mundo depois do Temple Emanu-El de Nova Iorque. Morreu aos 97 anos.

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