quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

31 DE JANEIRO - VELOSO

EFEMÉRIDE – António Augusto da Silva Veloso, ex futebolista português que se notabilizou ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, nasceu em São João da Madeira no dia 31 de Janeiro de 1957. Jogador polivalente, actuava sobretudo na posição de defesa direito. É pai de Miguel Veloso, actual jogador internacional.
Começou a sua carreira na Sanjoanense (1972/78), clube da sua cidade natal. Em 1978, passou a representar o Beira Mar, onde depressa se impôs. Demonstrando bastante talento, despertou o interesse do Benfica, transferindo-se para o clube da Luz em 1980/81.
Jogador de grande entrega e espírito de luta, ganhou rapidamente lugar na equipa principal, sagrando-se Campeão Nacional e vencendo a Taça de Portugal logo na época de estreia.
Exemplo de humildade, profissionalismo e dedicação, nunca esmorecia perante dificuldades e muitas vezes era ele que puxava pela equipa quando as coisas corriam menos bem. Foi capitão de equipa durante sete anos. A sua disciplina táctica e a regularidade das suas exibições marcaram a sua carreira.
Disputou a final da Taça UEFA em 1982/83 e foi finalista da Taça dos Campeões Europeus em 1988 e em 1990. Realizou 39 jogos pela Selecção Nacional, estando presente nos Europeus de 1984, em que Portugal atingiu as meias-finais. Com a camisola benfiquista, venceu 7 Campeonatos Nacionais, 5 Taças de Portugal e 3 Super Taças Cândido de Oliveira. Despediu-se dos relvados em 1995. Enveredou pela carreira de técnico, tendo já treinado os seguintes clubes: Alverca, Atlético, Benfica, Atlético da Malveira, Oeiras e Estrela da Amadora.  

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

30 DE JANEIRO - PHIL COLLINS

EFEMÉRIDEPhilip David Charles Collins, músico britânico, nasceu em Londres no dia 30 de Janeiro de 1951. Foi baterista e vocalista dos Genesis, grupo em que ingressou em 1971, tendo tido igualmente grande sucesso na sua carreira a solo. Começou a sua vida artística muito novo, primeiro como modelo e actor. Actuou em alguns filmes e em programas de televisão, sendo também autor de bandas sonoras de várias películas.
Colaborou com diversos artistas conhecidos, como Paul McCartney, George Harrison, Eric Clapton, Ringo Starr, John Lennon, Elton John, Sting, Peter Gabriel e Bee Gees. Participou no álbum “Break Every Rule” de Tina Turner, tocando bateria em diversas músicas. Colaborou também com a banda Led Zeppelin nos concertos “Live Aid”, como baterista. Nesta ocasião, para poder estar presente nos dois concertos previstos, um na Grã-Bretanha e outro nos Estados Unidos, atravessou o Atlântico a bordo de um Concorde.
Depois de Peter Gabriel ter deixado os Genesis em 1975, Collins tornou-se seu vocalista. Este foi o período de maior sucesso comercial do grupo. Enquanto trabalhava como vocalista ou baterista dos Genesis, Collins dava simultaneamente os seus primeiros passos numa bem-sucedida carreira a solo, vindo a receber sete Grammy Awards, um Oscar de Melhor Canção Original (2000) e dois Globos de Ouro (1989 e 2000). O seu primeiro disco a solo foi “Face Value”, em 1981. Este e os discos que se seguiram foram grandes sucessos de vendas e muitas destas músicas estiveram entre as mais ouvidas na época. Foi o cume da sua carreira. Só se separou definitivamente dos Genesis em 1996.
Apesar da sua enorme popularidade, as vendas dos seus discos começaram a baixar nos anos 1990. Em 2003, Phil Collins anunciou que terminaria brevemente a sua carreira, fazendo uma tournée de despedida. Em 2006, juntamente com Mike Rutherford e Tony Banks, anunciou outra tournée, para “reformação” dos Genesis, com os quais também participou no concerto “Live Earth”, em 2007.
Em Abril de 2008, declarou em entrevista ao “The Times” que não voltaria a gravar nem sequer regressaria à estrada, devido a um problema nas cordas vocais e a uma deficiência auditiva. Em Outubro do ano seguinte, anunciou que iria também parar de tocar bateria, após cirurgia a uma das vértebras da coluna cervical, que teve como resultado a perda de sensibilidade nos dedos.
Foi casado três vezes e tem cinco filhos. É acérrimo defensor dos direitos dos animais e torcedor do Tottenham Hotspur Football Club. As vendas totais dos álbuns de Phil Collins, incluindo os dos Genesis, atingiram aproximadamente os duzentos milhões. Cantava em cinco línguas (inglês, espanhol, italiano, alemão e francês). Vive actualmente na Suíça, no cantão de Vaud. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

29 DE JANEIRO - SACHA DISTEL

EFEMÉRIDESacha-Alexandre Distel, guitarrista, compositor e cantor francês de origem russa, nasceu em Paris no dia 29 de Janeiro de 1933. Morreu em Rayol-Canadel-sur-Mer, em 22 de Julho de 2004.
Começou como guitarrista de jazz aos dezasseis anos, actuando em bares no bairro de Saint-Germain-des-Prés em Paris. Graças ao seu tio Ray Ventura e a Henri Salvador, foi desenvolvendo o gosto pela música. Ray enviou-o mesmo para Nova Iorque, quando ele tinha 19 anos, para que aprendesse inglês e se ambientasse ao mundo do jazz.  
Sacha sempre gostou de estar em cena. A solo, com ou sem guitarra, em grupos, com grandes orquestras ou em comédias musicais, sentia-se como peixe na água ao subir a um palco para enfrentar o público. Enveredou pela carreira de cantor a partir de 1958, tendo trabalhado com Dizzy Gillespie e Tony Bennett, que tornou popular em todo mundo a versão americana de uma canção de sua autoria (“La Belle Vie”).
Os anos 1960 foram os de maior popularidade para Distel, que teve o seu próprio programa de variedades na televisão francesa e um romance com a actriz Brigitte Bardot, bastante explorado sobretudo pela imprensa cor-de-rosa. Casou-se em 1963 com a esquiadora Francine Bréaud, com quem teve dois filhos.
Em 1980, foi recebido no Palácio de Buckingham, como principal artista de um show em homenagem aos oitenta anos da Rainha-mãe de Inglaterra. Em 2001, desempenhou o papel principal na comédia musical “Chicago em Londres”. Nos seus mais de cinquenta anos de carreira, gravou para cima de cem discos, protagonizou oito filmes e fez dezenas de shows televisionados.
Morreu aos 71 anos, vítima das sequelas de um cancro na pele. Está sepultado na cripta familiar da propriedade dos seus sogros em Rayol-Canadel. Com Henri Salvador, ele é um dos dois únicos cantores de variedades franceses a figurarem no “Dicionário do Jazz”. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

28 DE JANEIRO - ANTÓNIO FILIPE

EFEMÉRIDE António Filipe Gaião Rodrigues, político português, deputado na Assembleia da República, eleito em representação do Partido Comunista Português nas listas da CDU, nasceu em 28 de Janeiro de 1963.
Licenciado em Direito e com mestrado em Ciência Política, Cidadania e Governação, António Filipe, para além de ser Deputado, exerce as funções de jurista e de professor universitário, convidado pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia.
Deputado desde a V Legislatura, ocupou o cargo de vice-presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, cargo que ainda mantém. Ao longo das várias legislaturas, pertenceu a diversas Comissões e Subcomissões Parlamentares, como as de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, Defesa Nacional e Administração Interna.
No poder local, foi Deputado da Assembleia Municipal da Amadora, de 1993 a 2002, e Vereador da Câmara Municipal da Amadora em 2002. Foi membro da Direcção da Juventude Comunista Portuguesa entre 1986 e 1995, sendo actualmente membro do Comité Central do PCP.
Foi agraciado com a Comenda da Ordem do Mérito Civil do Reino de Espanha. Publicou as seguintes obras: “As Oposições Parlamentares em Portugal – Práticas e Intervenções” (2002) e “Legislação Fundamental de Governo Local e Administração Autárquica” (2003).

domingo, 27 de janeiro de 2013

27 DE JANEIRO - NENO

EFEMÉRIDE Neno, de seu verdadeiro nome Adelino Augusto Graça Barbosa Barros, ex-futebolista português de origem cabo-verdiana, nasceu na Cidade da Praia, Cabo Verde, em 27 de Janeiro de 1962.
Formado no Barreirense desde 1981, chamou a atenção dos dirigentes do Vitória de Guimarães, que o contrataram em 1984. O seu desempenho levou o jovem cabo-verdiano a ser cobiçado também pelo S. L. e Benfica, onde ingressou para ser um dos suplentes do guarda-redes Manuel Bento.
Neno teve apenas duas oportunidades de mostrar o seu valor, pois Bento era o titular inquestionável da baliza dos encarnados e Silvino era o segundo guarda-redes. Foi para o Vitória de Setúbal em 1987, mas não teve muito sucesso nos sadinos.
Regressou ao Guimarães em 1988 e foi a partir daí que conseguiu a consagração. Depois de ajudar a sua equipa a obter um magnífico nono lugar no Campeonato Português de 1988/89 e uma honrosa quarta posição em 1989/90, voltou ao Benfica, para ser dono e senhor da baliza encarnada.   
Neno assumiu de vez a condição de titular mas, a partir de 1994/95, passou a ter a concorrência do experiente internacional belga Michel Preud'homme, que tomou a titularidade no fim de 1995. Já veterano, foi mais uma vez para o Vitória de Guimarães, ainda em 1995, despedindo-se definitivamente dos relvados no fim da temporada 1998/99.
Embora tivesse nascido em Cabo Verde, optou por representar a Selecção Portuguesa, tendo defendido a camisola das quinas em nove jogos. Neno continua a ser hoje uma figura bastante popular, interventivo e sempre bem disposto, aparecendo na televisão em alguns programas desportivos e musicais. A música é um dos seus hobbies favoritos. 

CIRURGIA COMPLICADA... (HUMOR DE JÔ SOARES)

POESIA - KIPLING DITO POR VILLARET


sábado, 26 de janeiro de 2013

POESIA - ANTÍTESE


26 DE JANEIRO - EDDIE BARCLAY

EFEMÉRIDE Eddie Barclay, de seu verdadeiro nome Édouard Ruault, um dos mais importantes editores e produtores de música franceses, nasceu em Paris no dia 26 de Janeiro de 1921. Morreu em Boulogne-Billancourt, em 13 de Maio de 2005.
Filho de um empregado de café e de uma funcionária dos correios, que viriam a abrir o Café dos Correios, em frente da Gare de Lyon, Édouard detestava a escola e era um grande fã da música transmitida pela rádio, tendo uma memória fora do comum. Conseguia reproduzir ao piano, de maneira instintiva e autodidacta, as novidades de jazz que ouvia. Trabalhou no estabelecimento dos pais, tornando-se depois pianista de bar, compositor e chefe de orquestra do seu próprio grupo de jazz.
Grande amador de festas, muito carismático, organizou durante a ocupação germânica algumas festas clandestinas numa cave de Saint-Germain-des-Prés, onde a juventude vinha escutar o jazz americano. Escutavam, nas então muito populares juke-boxes, todos os discos de jazz que lhes chegavam às mãos.
Quando da Libertação, americanizou o seu nome para Eddie Barclay, criou um look à Clark Gable e fundou uma das primeiras discotecas de Paris, o Barclay’s Club, que se tornaria rapidamente num dos locais do culto de jazz e onde ele tocava com os seus amigos Boris Vian, Henri Salvador, Michel Legrand, Quincy Jones (que era então trompetista de Lionel Hampton), acompanhando com a sua orquestra Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Sacha Distel, Glenn Miller, etc. Organizava também festas para as estrelas do momento, como Édith Piaf, Charles Trenet, Charles Aznavour e Francis Blanche.
Em 1949, lançou-se na produção e edição musicais. Para o efeito, alugou um dos estúdios da Pathé Marconi para gravar os primeiros discos. Em 1954, fundou o “Jazz Magazine” e a etiquete Barclay Records.
Entre os anos 1950 e 1980, lançou numerosos artistas, que descobria graças à sua importante rede de amigos no show business, à sua excepcional perspicácia artística e à premonição do que agradaria ao público. Dalida, Henri Salvador, Charles Aznavour, Charles Trenet, Brigitte Bardot, Jacques Brel e Juliette Gréco (quando deixaram a Philips), Léo Ferré, Frank Alamo, Françoise Hardy, Michel Sardou, Mireille Mathieu e Claude Nougaro foram alguns deles.
Um amigo americano falou-lhe, nos anos 1950, da nova invenção nova-iorquina – os discos de 45 e 33 rotações que permitiam gravar uma hora de música em vez dos 3 a 5 minutos dos 78 rotações. Partiu imediatamente para os Estados Unidos para procurar a técnica de fabrico desta invenção revolucionária, que já constava dos catálogos da Pathé Marconi desde 1951 mas que não estava ainda desenvolvida em França. Aproveitou a deslocação para assinar alguns contratos com estrelas americanas do jazz da época, como The Platters, Charlie Parker, Ray Charles e Dizzy Gillespie.
Em 1958, recrutou – para a Barclay Records – Quincy Jones como director artístico, Boris Vian como director de variedades, Raymond Lefèvre e Michel Legrand como orquestradores e Philippe Bouvard como adido de imprensa.
Em 1978, com 58 anos e um cancro na garganta, vendeu 40% da sua sociedade à Polygram (herdeira da Philips e futura Universal), ficando com 60% das quotas e sendo ainda seu presidente durante 5 anos.
Figura importante do jet set, casou-se oito vezes. Era célebre nas noites de Saint-Tropez e de Paris. Organizava festas esplendorosas, para as quais convidava figuras como Stéphane Collaro, Darry Cowl, Alain Delon, Thierry Le Luron, Johnny Hallyday e Eddy Mitchell. Em 1988, publicou a autobiografia “Que a festa continue”. Morreu em 2005, vítima de problemas cardíacos, após quase trinta anos de luta contra o cancro.  

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

25 DE JANEIRO - RAMALHO EANES

EFEMÉRIDEAntónio dos Santos Ramalho Eanes, militar e ex-político português, nasceu em Alcains no dia 25 de Janeiro de 1935. Foi o primeiro Presidente da República eleito democraticamente, após a Revolução dos Cravos de 1974.
Seguiu a carreira militar, estudando na Escola do Exército de 1952 a 1956, frequentando um Curso de Instrução de Operações Especiais em 1962 e sendo instrutor de Acção Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares. Frequentou também o Instituto Superior de Psicologia Aplicada, durante três anos.
No exército, escolheu a arma de Infantaria, tendo estado em Goa, Macau, Moçambique, Guiné-Bissau e Angola. Em 1972, foi feito Cavaleiro da Ordem Militar de Avis.
Depois de longa carreira como combatente, Ramalho Eanes encontrava-se em Angola quando da Revolução de 25 de Abril. Aderiu ao Movimento das Forças Armadas (MFA) e, no regresso a Portugal, foi nomeado Director de Programas e, posteriormente, Presidente do Conselho de Administração da RTP, até Março de 1975.
Em 1975, já com a patente de Tenente-Coronel, dirigiu as operações militares do 25 de Novembro, contra a facção mais radical do MFA. Em 1976, foi eleito Presidente da República, sendo reeleito em finais de 1980.
Com o fim do segundo mandato como Presidente da República, em Fevereiro de 1986, veio a assumir a presidência do Partido Renovador Democrático (PRD), criado em 1985 e que obtivera 18% dos votos nas eleições legislativas. Demitiu-se desse cargo em 1987. Foi condecorado com o Grande Colar da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito em Março de 1986.
General de quatro estrelas desde Maio de 1978, passou à reserva, por sua iniciativa, em Março de 1986. Em 2000, recusou, por razões ético/políticas, a promoção a Marechal. É actualmente Conselheiro de Estado e presidente do Conselho de Curadores do ISCTE.
Em 25 de Abril de 2004, 30º aniversário da Revolução, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Em Novembro de 2006, apresentou na Universidade de Navarra, Espanha, a sua tese de doutoramento. A investigação, que desenvolvera ao longo de dez anos, tinha por título “Sociedade civil e poder político em Portugal”. Com duas mil páginas, foi defendida perante um júri composto por três catedráticos espanhóis e dois portugueses.
Em Outubro de 2010, recebeu o Doutoramento Honoris Causa da Universidade de Lisboa, quando das comemorações do centenário da mesma, que coincidiram com as comemorações do centenário da República Portuguesa.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

24 DE JANEIRO - NEIL DIAMOND

EFEMÉRIDENeil Leslie Diamond, autor, compositor e cantor norte-americano de origem judaica, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 24 de Janeiro de 1941. Compôs inúmeras canções de sucesso nos anos 1960/70/ 80 e, ainda hoje, tem uma multidão de fãs.
Estudou com Barbra Streisand na Escola Secundaria Abraham Lincoln, chegando a cantar com ela no coro escolar. Aprendeu a tocar guitarra, depois de ter sido presenteado com uma, quando fez dezasseis anos.
Diamond começou cedo a sua carreira de compositor. O seu primeiro sucesso aconteceu em Novembro de 1965, com a canção “Sunday and Me”, a que se seguiram “I’m a Believer", “A Little Bit Me, A Little Bit You”, “Look Out (Here Comes Tomorrow)”, “Love to Love” e muitas outras. Em 1973, compôs a banda sonora do filme “Fernão Capelo Gaivota”.
De 1976 a 1982, actuou em casinos de Las Vegas. O seu reportório foi enriquecido com colaborações de Gilbert Bécaud, David Foster, Michel Legrand e Stevie Wonder, entre outros.
Ganhou diversos discos de ouro e de platina, tendo também recebido vários Grammys. Actuou no filme “The Jazz Singer”, com Sir Lawrence Olivier (1980).
Mais recentemente, lançou em 2008 o CD “Home Before Dark”; em 2010, editou o álbum “Dreams” com êxitos antigos; fez uma tournée a vários países entre Março e Julho de 2011 e outra de Junho a Setembro de 2012 no interior dos Estados Unidos. Canções de sua autoria foram interpretadas por cantores célebres, como Elvis Presley, Frank Sinatra, Johnny Mathis, Serge Lama e Joe Dassin. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

NEIL DIAMOND - SWEET CAROLINE (HQ-856X480)

Completa amanhã 72 anos...

23 DE JANEIRO - RAFAEL BORDALO PINHEIRO

EFEMÉRIDERafael Augusto Prostes Bordalo Pinheiro, desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista, jornalista, decorador e ceramista português, morreu em Lisboa no dia 23 de Janeiro de 1905. Nascera, também em Lisboa, em 21 de Março de 1846. O seu nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso, imprimindo-lhe um estilo muito próprio. É autor da representação popular do “Zé-povinho”, que se tornaria um símbolo do povo português. O Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa, reúne a sua obra.
Começou por tentar ganhar a vida como artista plástico, apresentando pela primeira vez trabalhos seus numa exposição promovida pela Sociedade Promotora de Belas-Artes em 1868. Em 1871, recebeu um prémio na Exposição Internacional de Madrid. Paralelamente, foi desenvolvendo a sua faceta de ilustrador e decorador.
Em 1875, criou a figura do Zé-povinho, publicada no jornal “A Lanterna Mágica”. Nesse mesmo ano, partiu para o Brasil, onde colaborou em alguns jornais, enviando também colaboração para Lisboa. Voltou para Portugal em 1879, tendo lançado o jornal “O António Maria”.
Deixou um legado iconográfico verdadeiramente notável, tendo produzido dezenas de litografias. Compôs inúmeros desenhos para almanaques, anúncios e revistas estrangeiras, como “El Mundo Cómico”, “Ilustrated London News”, “Ilustración Española y Americana”, “L'Univers Illustré” e “El Bazar”.
Começou a fazer caricaturas por brincadeira, desenhando – com a ponta de charutos – as figuras de alguns dos seus professores. Desenvolveu a sequência narrativa figurada, precursora da banda desenhada. Dotado de um grande sentido de humor, mas também de uma crítica social bastante apurada, caricaturou todas as personalidades de relevo da política, da igreja e da cultura portuguesas. Apesar da crítica demolidora de muitos dos seus desenhos, as suas características pessoais e artísticas conquistaram a admiração e o respeito do público, que tiveram expressão notória em Junho de 1903, num grande jantar em sua homenagem realizado no Teatro Nacional D. Maria II, que de forma inédita congregou à mesma mesa praticamente todas as figuras que ele tinha caricaturado.
Na sua figura mais popular, o Zé-povinho, conseguiu projectar a imagem do povo português, de uma forma simples mas simultaneamente fabulosa, atribuindo um rosto ao nosso país. O Zé-povinho continua, ainda hoje, a ser retratado e utilizado por diversos caricaturistas para revelar de uma forma humorística os podres da sociedade.
Experimentou trabalhar o barro em 1884, tendo começado a produção de louça artística na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha. Recebeu igualmente dezenas de encomendas para a decoração de palacetes: azulejos, painéis, frisos, placas decorativas, floreiras, centros de mesa, bustos, molduras, etc. Embora a fábrica não se tenha revelado um grande negócio, trabalhos seus conquistaram vários prémios em Madrid, Antuérpia, Paris e St. Louis, nos Estados Unidos.
Durante cerca de 35 anos (1870/1905), foi a alma de todos os periódicos por onde passou, quer em Portugal quer no tempo que trabalhou no Brasil. Vivendo numa época caracterizada por crises económicas, financeiras e políticas, soube manter uma indiscutível independência face aos poderes instituídos, nunca calando a sua voz, demonstrando isenção de pensamento e praticando o livre exercício de opinião. Esta atitude trouxe-lhe tal apoio público que, apesar de várias tentativas, a censura nunca conseguiu silenciá-lo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

22 DE JANEIRO - DONA ZICA

EFEMÉRIDEDona Zica, de seu verdadeiro nome Euzébia Silva do Nascimento, sambista da velha guarda brasileira, morreu no Rio de Janeiro em 22 de Janeiro de 2003. Nascera na mesma cidade em 6 de Fevereiro de 1913.
O pai faleceu quando ela tinha pouco mais de um ano, tendo a família (mãe e cinco filhos) mudado então a sua residência para o morro da Mangueira.
Grande símbolo do carnaval carioca, Dona Zica participou também na telenovela “Xica da Silva” e foi uma figura inesquecível da música brasileira. A Escola de Samba da Mangueira, onde ela actuava, foi fundada em 1928, sendo a segunda escola da história do Rio e o resultado da fusão de cinco blocos carnavalescos.
Zica já tinha mais de 40 anos quando se casou com Cartola, outro ícone do samba. Conheciam-se desde jovens, mas nunca namoraram, embora fossem vizinhos. Casou-se aos 19 anos com o seu primeiro marido, tendo tido cinco filhos biológicos e um adoptivo. Ficou viúva após 20 anos de casamento. Cartola, entretanto, também se casara. Após ter igualmente enviuvado, viveu mais de dez anos longe do morro. Um dia, voltou e reencontrou a sua antiga amiga. Em breve começaram a namorar, casaram-se e viveram juntos durante 26 anos, até à morte de Cartola, ocorrida em 1980.
Em 1999, a escritora Odacy de Brito Silva publicou a sua biografia, com o título “Dona Zica da Mangueira – na passarela da sua vida”. Euzébia Silva do Nascimento morreu quase com 90 anos, vítima de problema cardio-respiratório enquanto dormia. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

21 DE JANEIRO - JOHN BROWNING

EFEMÉRIDEJohn Moses Browning, projectista e inventor de armas norte-americano, nasceu em Ogden (Utah) no dia 21 de Janeiro de 1855. Morreu em Liège, na Bélgica, em 26 de Novembro de 1926.
Desenvolveu muitas variantes de armas utilizadas pelos Estados Unidos ao longo do século XX. É referenciado algumas vezes como o «patrono do fogo automático». Registou 128 patentes de armas, sendo a primeira registada em Outubro de 1879. Era membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sendo seu missionário durante dois anos (1887/89).
Criou muitos tipos de armas, munições e mecanismos, sendo algumas ainda utilizadas hoje em vários países. Browning é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento de armas automáticas e semi-automáticas. Criou a primeira arma de fogo com a idade de 13 anos, na empresa de armas do pai. Mais tarde, atraiu a atenção da Winchester Repeating Arms Company, que lhe comprou os direitos de fabrico da sua carabina modelo 1885, cuja produção passou a ser feita no Connecticut.
A partir de 1883, trabalhou para a companhia Winchester, concebendo armas que em breve seriam vendidas em milhões de exemplares. Browning influenciou quase todas as categorias de armas de fogo. Os seus maiores sucessos incluem a pistola M1911, a Browning M2, a Browning GP, a Browning BAR M1918 e a Browning Auto-5.
Morreu de paragem cardíaca, quando trabalhava na concepção de uma nova pistola. Este modelo, de 9 mm, só seria completado em 1935 pelo belga Dieudonné Saive e foi comercializado sob o nome de GP35. Durante a sua vida, Browning concebeu igualmente armas para as empresas Colt, Remington e Savage

domingo, 20 de janeiro de 2013

20 DE JANEIRO - DAVID LYNCH

EFEMÉRIDE David Keith Lynch, realizador de cinema, guionista, produtor, actor, fotógrafo, pintor e músico norte-americano, nasceu em Missoula no dia 20 de Janeiro de 1946. Conhecido pelos seus filmes inovadores e surrealistas, desenvolveu o seu próprio estilo cinematográfico, que foi chamado de “Lynchiano” e que é caracterizado por imagens oníricas e uma concepção sonora meticulosa. Na verdade, o surreal e – em muitos casos – os elementos violentos dos seus filmes deram-lhe a reputação de «perturbar, ofender ou mistificar» os espectadores.
Nascido numa família de classe média (o pai era cientista e a mãe professora), Lynch estudou pintura na Academia de Belas Artes da Pensilvânia, de onde fez a transição para o cinema. Decidindo dedicar-se mais à 7ª arte, mudou-se para Los Angeles, onde produziu o seu primeiro filme, “Eraserhead” (1976). Depois desta película se ter tornado um clássico no “circuito de filmes da meia-noite”, Lynch foi convidado por Mel Brooks para realizar “O Homem Elefante” (1980), que venceu o Grande Prémio de Avoriaz e teve oito nomeações para os Oscars, incluindo o de Melhor Realizador. Depois de ser sido contratado pelo De Laurentiis Entertainment Group, fez mais dois filmes: o épico de ficção científica “Dune” (1984), que foi um fracasso, e o thrillerBlue Velvet” (1986), que foi muito aclamado e nomeado para o Oscar da sua categoria.
Em 1990, ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes com “Coração Selvagem”, protagonizado por Laura Dern e Nicolas Cage. Mais tarde, criou a sua própria série televisiva, a popular “Twin Peaks” (1990/92). Virou-se depois, mais empenhadamente, para o surrealismo. Teve ainda outra nomeação para os Oscars, com “Mulholland Drive” (2001).
Desde 1990, dedicou-se também à publicidade, fazendo campanhas para a Calvin Klein e a Nissan, entre outras empresas. Em 2002, foi presidente do júri do Festival de Cannes.
Produziu igualmente vários programas para a Internet, como a animação “DumbLand” (2002) e o sitcom surreal “Rabbits” (2002). Homem dos sete ofícios e de múltiplas facetas, foi protagonista de alguns filmes, tanto seus como de outros realizadores. Incorporou também como actores, nalgumas das suas realizações, figuras célebres da música, como Sting e David Bowie, entre outros.
Começou a praticar Meditação Transcendental em Los Angeles (1975), evocando o facto no seu livro “Catching the Big Fish”, onde explica o impacto desta técnica no seu processo criativo. Em 2005, criou a Fundação David Lynch, cujo objectivo é promover a paz no mundo através da meditação transcendental.
Em 2011, lançou o seu primeiro álbum musical a soloCrazy Clown Time” e abriu um clube em Paris, a sua cidade de eleição – o Silêncio.

sábado, 19 de janeiro de 2013

19 DE JANEIRO - JEAN-FRANÇOIS REVEL

EFEMÉRIDEJean-François Revel, de seu verdadeiro nome Jean-François Ricard Paris, filósofo, escritor e jornalista francês, nasceu em Marselha no dia 19 de Janeiro de 1924. Morreu no Kremlin-Bicêtre, Val-de-Marne, em 30 de Abril de 2006.
Durante a 2ª Guerra Mundial, alistou-se na Resistência Francesa. Depois de completar o curso na Escola Normal Superior (Filosofia), ensinou na Argélia (então um departamento francês), no estrangeiro (México e Itália) e em França (Lille). Dedicou-se em seguida à carreira de jornalista e escritor, colaborando de modo muito regular na revista de arte “L'Œil” até 1967
Panfletário e ensaísta, colaborou no “France Observateur”, tornando-se nos anos 1970 director de “L'Express”, cargo que ocupou até 1981. Colaborou igualmente, como editorialista, nas estações de rádio Europa 1 (1980/92) e RTL (1995/98).
Embora tenha sido socialista até 1970, foi depois um dos mais acérrimos críticos do marxismo e da esquerda, no seio da intelectualidade francesa. No seu livro “A Grande Parada”, Revel procurou explicar os motivos para a sobrevivência da ideologia socialista, mesmo após a queda do muro de Berlim e o fim da URSS. Outros dos seus livros de grande destaque foram “Nem Marx, nem Jesus” (traduzido em mais de 20 línguas) e “A Obsessão Antiamericana”.
Além de obras políticas e filosóficas, escreveu também sobre literatura, história da arte e gastronomia. Foi eleito para a Academia Francesa de Letras em 1997, tendo sido condecorado com a Legião de Honra de França, o Oficialato da Ordem da Cruz do Sul do Brasil e o grau de Grande Oficial da Ordem de Henrique o Navegador de Portugal, sendo ainda Comendador da Ordem de Isabel a Católica de Espanha. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ABRIL EM PORTUGAL (Coimbra) com LOUIS ARMSTRONG (1953)

18 DE JANEIRO - JOÃO AGUARDELA

EFEMÉRIDEJoão Aguardela, cantor, músico e compositor português, conhecido por ter feito parte de várias bandas muito populares, morreu em Lisboa no dia 18 de Janeiro de 2009, vítima de cancro no estômago. Nascera, também em Lisboa, em 2 de Fevereiro de 1969. Cedo mostrou a sua atracção pela música, tendo-se destacado como líder e fundador da banda Sitiados, que apareceu num dos concursos do Rock Rendez-Vous e que, logo no início dos anos 1990, registou numerosos êxitos.
Frequentou a Escola Artística António Arroio, em Lisboa. Foi activista em muitas causas. Manifestou o seu repúdio pela extrema-direita, mais concretamente pela morte do militante do PSR, José Carvalho, tendo participado em várias manifestações sociais e políticas. Quando da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, também mostrou em público o seu descontentamento.
João Aguardela foi distinguido em 1994 com o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Autores. Depois do fim dos Sitiados, fez parte das bandas Linha da Frente e A Naifa. Teve ainda um projecto mais pessoal, o Megafone, com quatro discos publicados.
Faleceu no Hospital da Luz, em Lisboa, duas semanas antes de completar 40 anos. Tem uma rua com o seu nome em Tires, na freguesia de São Domingos de Rana, no concelho de Cascais, iniciativa unânime da assembleia da própria freguesia, onde Aguardela morou desde os oito anos de idade. Em 10 de Junho de 2009, a Câmara Municipal de Cascais atribuiu-lhe, a título póstumo, a Medalha de Mérito Cultural. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

iPhone


17 DE JANEIRO - VIDAL SASSOON

EFEMÉRIDEVidal Sassoon, famoso cabeleireiro inglês de origem judaica, nasceu em Londres no dia 17 de Janeiro de 1928. Morreu em Los Angeles, em 9 de Maio de 2012, após uma longa luta contra a leucemia.
Viveu sete anos num orfanato, depois do pai ter abandonado a família. Deixou a escola aos catorze anos para ir trabalhar, inclusivamente num pequeno salão de cabeleireiro. Participou na guerra de 1948 pela fundação do Estado de Israel.
O seu primeiro salão foi aberto na cidade de Londres em 1954 e, em 1973, lançou a sua gama de cosméticos. Já instalado nos Estados Unidos, lançou igualmente uma cadeia internacional de salões de cabeleireiro. Em 1985, Andy Warhol pousou para uma campanha publicitária da sua laca.
Notabilizou-se por ter criado uma forma de penteado baseada na escola de design Bauhaus e cortes de cabelo baseados em formas geométricas. É considerado por alguns como o «fundador dos penteados modernos» e «um dos símbolos da liberdade e da boa saúde da mulher». 
Mary Quant, costureira célebre por ser uma das instigadoras do uso de mini saias, tornou-o conhecido em Inglaterra, ao adoptar um dos seus cortes de cabelo e penteado. Atingiu o cume da sua carreira nos anos 1960. Em 1968, no filme de Roman Polanski Rosemary's Baby”, o corte de cabelo da actriz Mia Farrow foi realizado por Vidal Sassoon. A película “Répulsion” de 1966, com Catherine Deneuve, foi filmada na sua boutique. Em 1969, a actriz britânica Glenda Jackson requereu os seus serviços para imaginar um corte de cabelo para o filme “Love”.
Vencedor de vários prémios, foi presidente da Multinacional Vidal Sassoon, da Fundação Vidal Sassoon e do Centro Vidal Sassoon para o Estudo do Anti-Semitismo na Universidade de Jerusalém. Foi casado quatro vezes e teve quatro filhos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

TALENTOS

 

16 DE JANEIRO - JOANA RAMOS

EFEMÉRIDE Joana Isabel Ventura Ramos, judoca olímpica portuguesa, nasceu em Coimbra no dia 16 de Janeiro de 1982. Representa actualmente o Sporting Clube de Portugal.
Iniciou-se na modalidade no Clube de Futebol Santa Clara, em Janeiro de 1995, tinha acabado de fazer treze anos. Em 1998, já a representar a ACM – Associação Cristã da Mocidade, sagrou-se Campeã Nacional de Esperanças e de Juniores. Conquistou também as suas primeiras medalhas internacionais (bronze), no Campeonato Mundial Escolar, realizado em Belford, França, e no então Campeonato da União Europeia, realizado no Funchal. Neste mesmo ano, participou nos Jogos Mundiais da Juventude, em Moscovo, onde obteve o 9º lugar, e participou no seu primeiro Campeonato do Mundo de Juniores, na Colômbia, sendo ainda “esperança”. Em 1999, já como júnior, conquistou a medalha de prata no Campeonato da União Europeia. Em 2000, sagrou-se Campeã Nacional de Juniores e obteve o 5º lugar no Campeonato do Mundo na Tunísia. Ainda como júnior, obteve o 5º lugar no Campeonato da Europa na Hungria, em 2001.
Joana Ramos começou a ter ainda mais notoriedade, depois da conquista da medalha de bronze no Campeonato da Europa de Sub 23, na Eslovénia, em 2004. No estrangeiro, os seus bons resultados tinham despertado o interesse de alguns clubes europeus. Em 2003 e 2004, integrou a equipa do Russelsheim da Alemanha e, em 2006, o Judokan de Valência de Espanha. Também aqui as prestações foram excelentes, com a obtenção dos títulos de Campeã da Bundesliga e Vice Campeã da Liga Madrilena, respectivamente em 2003 e 2006.
Depois de ter integrado o Projecto Olímpico Atenas 2004 e de ter alcançado os mínimos para esses jogos olímpicos, viu-se impossibilitada de neles participar, face ao apuramento de outra atleta portuguesa da mesma categoria de peso.
Com um ciclo olímpico brilhante entre 2009 e 2012, onde foi a 10ª a nível mundial do apuramento olímpico, participou pela primeira vez nuns Jogos Olímpicos, os Jogos de Londres 2012. Apesar de ter entrado directamente nos oitavos de final, não conseguiu vencer o combate frente à atleta francesa Priscilla Gneto, sendo eliminada da competição. Antes, tinha sido Vice Campeã da Europa em Istambul (2011) e 5ª classificada no Mundial 2011 em Paris. Esteve na 5ª posição do Ranking Mundial em Maio de 2011, sendo a 2ª judoca portuguesa a conseguir entrar no top 5 do referido ranking.
Entre os seus melhores resultados, salientam-se também – em 2010 – a medalha de prata no Grand Slam de Moscovo, em que só foi derrotada pela Campeã do Mundo Yuka Nishida do Japão, a medalha de prata no Grande Prémio de Dusseldorf e a medalha de ouro no Grande Prémio de Abu Dhabi.
Joana Ramos estuda Direito na Universidade de Lisboa, continuando os estudos iniciados em 2009 na Universidade de Coimbra.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

POESIA (quadras)

ROSA
1
Levamos a vida inteira,
Procurando os caminhos,
Entre a rosa e a roseira,
A beleza e os espinhos.

2
 Aquela rosa é a flor
Mais bela do meu jardim,
Vou dá-la ao meu amor
P’ra que se lembre de mim.

3
Olhei a rosa-dos-ventos
E rumei ao Paraíso.
Passei lá uns bons momentos,
Vim de lá, já sem juízo…


Gabriel de Sousa

15 DE JANEIRO - HUGO VIANA

EFEMÉRIDEHugo Miguel Ferreira Gomes Viana, futebolista português, nasceu em Barcelos no dia 15 de Janeiro de 1983.
Jogou no Sporting Clube de Portugal (2001/2002), no Newcastle United (2002/2004), novamente no Sporting, por empréstimo (2004/2005), no FC Valência (2005/2007 e 2008/2009) e no Osasuna Pamplona, também por empréstimo (2007/2008). Alinha desde 2009 pelo Sporting Clube de Braga.
Em 2002, foi Campeão Nacional e ganhou a Taça de Portugal, em representação do Sporting.
Fez parte da Selecção Portuguesa que esteve no Mundial de 2006, tendo tido até agora 27 internacionalizações. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

14 DE JANEIRO - BATALHA DAS LINHAS DE ELVAS

EFEMÉRIDEA Batalha das Linhas de Elvas foi travada em 14 de Janeiro de 1659, em Elvas, entre portugueses e espanhóis.
No fim do ano anterior, o exército espanhol, comandado por D. Luís de Haro, acampou na fronteira do Caia, com 14 000 homens de infantaria, 5 000 de cavalaria, 19 canhões e 3 morteiros de artilharia. Decorreram vários dias de preparativos, quer do lado espanhol para o cerco de Elvas, quer por parte dos portugueses para defenderem a cidade. D. Luís de Haro distribuiu as suas tropas ao longo de entrincheiramentos, cercando a praça e dando ordem para que fosse exercida apertada vigilância, a fim de impedir que Elvas recebesse mantimentos ou qualquer outra espécie de auxílio vindo do exterior, de tal modo que só a chegada de um verdadeiro exército poderia evitar, mais tarde ou mais cedo, a capitulação da praça.
A rainha D. Luísa chamou D. António Luís de Meneses, conde de Cantanhede, para lhe entregar o Comando Geral das tropas portuguesas no Alentejo e fez transferir, para o mesmo teatro de operações, D. Sancho Manuel, que foi assumir as funções de Mestre de Campo General. As tropas espanholas, instaladas nas duas colinas mais próximas, começaram a bombardear a praça de Elvas, causando pânico e grandes baixas na população. Mas o maior perigo era a peste, que causava cerca de 300 mortes por dia.
Mediante tal situação, o conde de Cantanhede reuniu em Estremoz um exército, a fim de socorrer aquela praça do cerco espanhol. Apesar de grandes dificuldades, conseguira juntar oito mil infantes e dois mil e novecentos cavaleiros, apoiados por sete canhões. Tendo ficado acordado, entre o conde de Cantanhede e D. Sancho Manuel, que o ataque às linhas de Elvas se faria pelo sítio conhecido por Murtais, o exército português saiu de Estremoz e marchou sobre a praça cercada.
No dia 14 de Janeiro, cerca das oito e quinze da manhã, os portugueses desencadearam o ataque como estava previsto. Manteve-se indecisa a vitória durante algum tempo, pois ao ataque português responderam os espanhóis com vigorosa defesa. A certa altura, porém, as tropas do conde de Cantanhede conseguiram romper irremediavelmente as linhas de trincheiras dos espanhóis, que começaram por ceder terreno e não tardaram em debandar.
As perdas sofridas pelas tropas de Filipe IV de Espanha, nas linhas de Elvas, foram enormes. Dos dezanove mil homens comandados por D. Luís de Haro, apenas cerca de cinco mil e trezentos conseguiram alcançar Badajoz. Nesta batalha, distinguiu-se o conde de Cantanhede, que recebeu do rei, entre outras honrarias, o título de marquês de Marialva, em Junho de 1661.

domingo, 13 de janeiro de 2013

13 DE JANEIRO - ZÉ CASTRO

EFEMÉRIDEZé Castro, de seu nome completo José Eduardo Rosa Vale e Castro, futebolista português, nasceu em Coimbra no dia 13 de Janeiro de 1983. Joga actualmente na Liga Espanhola.
Tendo feito toda a sua formação na Associação Académica de Coimbra, Zé Castro assumiu, na época 2005/2006, um papel preponderante na equipa principal do clube, tendo sido mesmo escolhido para capitão, apesar da sua juventude.
Acabada a época, teve ofertas de vários clubes europeus, entre eles o Celtic FC, o Tottenham Hotspur e o Bayern Munich. A sua saída do clube conimbricense ficou envolta em polémica, pois a Académica deixou expirar o prazo do contrato sem propor a sua renovação. Foram trocadas acusações através da comunicação social, Zé Castro ameaçando mesmo a direcção da Académica com um processo judicial.
Acabou por assinar pelo Atlético Madrid e logo impôs a sua qualidade, tendo jogado quase a totalidade dos encontros na época 2006/2007 e relegando para o banco de suplentes, internacionais como Perea e Pablo (Espanha e Colômbia). Em virtude dos poucos jogos efectuados na época seguinte, manifestou o desejo de sair do Atlético Madrid. Em Julho de 2008, foi apresentado oficialmente como novo reforço do Deportivo de La Coruña.
Desde muito cedo, Zé Castro jogou com regularidade nas camadas jovens da Selecção Nacional. Fez a sua estreia na Selecção Principal em Junho de 2009, num jogo particular contra a Estónia. Em Maio de 2010, apenas com uma internacionalização no escalão sénior, foi integrado na lista dos 24 jogadores que representaram Portugal nos Mundiais de 2010.

sábado, 12 de janeiro de 2013

12 DE JANEIRO - ANTÓNIO VITORINO

EFEMÉRIDEAntónio Manuel de Carvalho Ferreira Vitorino, advogado e político português, nasceu em Lisboa no dia 12 de Janeiro de 1957.
Licenciado em Direito (1981) e mestre em Ciências Jurídico-Políticas (1986), foi assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1982/2007) e dos Departamentos de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa (1985/95) e da Universidade Internacional (1998/99).
É administrador (não executivo) da Siemens Portugal, presidente da Assembleia-Geral da Brisa, presidente do Conselho de Administração da Fundação Res Publica, ligada ao Partido Socialista, e professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Foi presidente da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (2007/09). Teve um programa na RTP1, “As Notas Soltas de António Vitorino” (2007/09).
Aderiu ao Partido Socialista ainda jovem, quando estudava no Liceu Camões, em Lisboa. Não obstante a sua filiação, veio a aproximar-se de outros grupos, como a Frente Socialista Popular (em cuja fundação participou, em 1975), o Movimento Socialista Unificado (em 1976) e ainda a União da Esquerda para a Democracia Socialista (em 1978). Em 1980, foi eleito, pela primeira vez, deputado à Assembleia da República, nas listas da UEDS da coligação Frente Republicana e Socialista. Foi, depois, sucessivamente eleito em cinco legislaturas, pelo PS (até 2006).
Foi várias vezes chamado a outras funções, tendo sido Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares (1983/85), Secretário-Adjunto do Governador de Macau (1986/87), juiz do Tribunal Constitucional (1989/94), deputado ao Parlamento Europeu (1994/95), onde presidiu à Comissão das Liberdades Cívicas e dos Assuntos Internos, Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa (1995/97) e Comissário Europeu, responsável pela Justiça e Assuntos Internos (1999/2004).
Em Março de 1997, foi distinguido com o grau de Grande-Oficial da Ordem da República do Egipto. É presidente do “Notre Europe-Institut Jacques Delors”, desde Junho de 2011. Faz regularmente comentários políticos num canal de televisão. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

11 DE JANEIRO - RAQUEL TAVARES

EFEMÉRIDERaquel Tavares, fadista portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 11 de Janeiro de 1985. O seu nome começou a ganhar notoriedade em 1997, ano em que – apenas com 12 anos – venceu a Grande Noite do Fado, uma iniciativa da Casa da Imprensa.
Em 2004, desempenhou um pequeno papel de fadista, no filme de Mário Barroso “O Milagre segundo Salomé”. Ainda antes de lançar o seu primeiro álbum, foi atracção na revista “Arre Potter que é demais!”, no Teatro Maria Vitória (2005). No ano seguinte, recebeu o Prémio Revelação Amália Rodrigues, outorgado pela Fundação com o mesmo nome. Participou em diversas compilações, entre elas “Novo Fado”, da editora Difference, em 2006, onde interpretou “Meditando Eu a Vi”.
Foi uma das vozes escolhidas para participar na homenagem a Adriano Correia de Oliveira, em 2007, através do CD e DVD “Adriano, Aqui e Agora: O Tributo”, interpretando “Cantar Para Um Pastor”. Participou noutro tributo, no mesmo ano, neste caso no documentário de João Pedro Moreira – “Não Me Obriguem A Vir Para A Rua Gritar: Tributo A Zeca Afonso”. Na primavera de 2008, foi lançado o seu álbum “Bairro”, que foi publicado também em DVD.
Raquel Tavares e o dançarino profissional João Tiago formaram o par que representou o nosso país na segunda edição do Festival Eurovisão da Dança, em Setembro de 2008, realizado na Escócia e no Reino Unido e que contou com a participação de 15 países, tendo Portugal ficado em 8º lugar. Participou na 3ª edição do programa televisivo “Dança Comigo”, ficando na 2ª posição.
Raquel Tavares cantou em diversas casas de fado (Café Luso, Senhor Vinho, Arcadas do Faia, Adega Mesquita e Adega Machado), sendo – mais recentemente – uma presença regular na Casa de Linhares. Teve já actuações em Paris, Roma, Madrid e Santiago do Chile.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

RAQUEL TAVARES

Completa 28 anos amanhã. Parabéns!

10 DE JANEIRO - MARÍA ELENA WALSH

EFEMÉRIDEMaría Elena Walsh, romancista, poetisa, autora de canções e cantora argentina, morreu em Buenos Aires no dia 10 de Janeiro de 2011. Nascera, também na capital argentina, em 1 de Fevereiro de 1930. Ficou conhecida sobretudo pelas suas canções e livros juvenis. Em 1985, recebeu o título de Cidadã Ilustre de Buenos Aires.
A mãe tinha origem andaluza e o pai era um ferroviário inglês de ascendência irlandesa. María, aos quinze anos, publicou os primeiros poemas em “El Hogar”, uma revista/suplemento do jornal “Nación”. Em 1947, publicou o seu primeiro livro de poesia, “Otoño Imperdonable”, que foi aclamado pela crítica e por muitos autores latino-americanos.
Em 1948, viajou até à América do Norte, convidada pelo poeta Juan Ramón Jiménez. Nos anos 1950, viveu quatro anos em Paris, onde – para ganhar a vida – fazia concertos de música folclórica argentina, juntamente com a sua amiga e cantora Leda Valladares.  
De volta ao seu país em 1956, começou a escrever livros, poemas e canções para crianças, como “Manuelita la Tortuga”, salientando-se igualmente na qualidade de intérprete.
Durante a ditadura militar (1976-1983), foi uma forte opositora do regime, fazendo canções de intervenção política, utilizadas mais tarde para o filme “A História Oficial”, galardoado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1985.
Em 1990, recebeu o Doutoramento Honoris Causa da Universidade Nacional de Córdoba. Morreu em 2011, vítima de cancro nos ossos. Vivia, desde 1980, com a sua companheira, a fotógrafa Sara Facio.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

TANGO DA TERNURA

 
EFEMÉRIDE Mehmet Ali Agca, terrorista de nacionalidade turca que cometeu o atentado contra o Papa João Paulo II em 13 de Maio de 1981, quando este circulava em carro aberto pela Praça de São Pedro no Vaticano, nasceu em Malatya no dia 9 de Janeiro de 1958. Foi libertado da cadeia de Sincan, nos arredores de Ancara, em 18 de Janeiro de 2010, depois de ter passado mais de 29 anos detido em prisões italianas e turcas. «Eu sou o Cristo eterno», disse ao ser posto em liberdade, no meio de outras frases desconexas, anunciando mesmo o fim do mundo.
Na sua juventude, Agca, órfão de pai desde 1966, tinha sido um pequeno delinquente e fez mesmo parte de um gang de rua. Mais tarde, foi contrabandista. Esteve seguidamente na Síria, onde teria recebido treino de armamento e de tácticas terroristas.
Ao ser detido em 1981, afirmou ser membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina, ainda que esta organização negasse terminantemente qualquer relação com ele. Mais tarde, afirmou fazer parte de uma conspiração financiada pela Bulgária, com o apoio da KGB, para assassinar o Papa, em virtude do seu apoio ao movimento polaco “Solidariedade”, embora isto nunca tenha sido provado.
Agca foi condenado a prisão perpétua em Itália, mas beneficiou de uma amnistia do presidente italiano em Junho de 2000. O papa João Paulo II comentou entretanto, no dia 26 de Junho desse ano, o terceiro segredo de Fátima, dizendo que o atentado fazia parte do mesmo.
De regresso à Turquia, Agca foi preso pelo assassinato, em 1979, do jornalista Abdi İpekçi. Na época, fora condenado e detido numa prisão de alta segurança, mas conseguiu fugir. Suspeita-se que era simpatizante da organização de extrema-direita Lobos Cinzentos, que o ajudou na fuga e que na década de 1970 combatia todos os que fossem considerados de esquerda, como era o caso daquele jornalista.
No atentado, João Paulo II foi atingido na mão esquerda, no abdómen e no braço direito, mas as balas não chegaram a atingir órgãos vitais. O papa conversou em 1983 com Agca, na prisão de Rebibbia, e – segundo alguns relatos – falou também com a mãe dele, tranquilizando-a: «Fique calma, pois já perdoei o seu filho».
Em Maio de 2009, numa entrevista ao jornal “La Repubblica”, Ali Agca disse que já tinha iniciado o processo para obter a nacionalidade portuguesa. Declarara, entretanto, ter abjurado a religião muçulmana e ser agora um fiel seguidor da igreja católica romana, acrescentando que esperava ir um dia rezar junto do túmulo de João Paulo II. Em Novembro de 2010, noutra entrevista a uma televisão turca, disse que fora o Vaticano quem planeara o atentado, afirmando que a ordem «Matem o Papa» fora dada por uma alta personalidade da Igreja. 

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...