sábado, 31 de maio de 2014

ZECA AFONSO - Coro Dos Caídos


31 DE MAIO - PABLO ALBORÁN



EFEMÉRIDEPablo Moreno de Alborán Ferrándiz, cantor espanhol, nasceu em Málaga no dia 31 de Maio de 1989. Em 2011, foi três vezes nomeado para os Latin Grammy Awards.
Interessou-se desde muito cedo pela música, tendo praticado vários instrumentos musicais, como piano e guitarra clássica. Aprendeu a cantar com músicos profissionais. Aos 12 anos, começou a compor as primeiras canções. Algumas seriam incluídas no seu primeiro álbum.
A sua carreira artística começou pela mão de uma família flamenga que actuava num restaurante de Málaga. Foi aqui que actuou sozinho pela primeira vez. Pablo conheceu então o produtor musical Manuel Illán, tendo gravado um CD experimental que incluía uma versão da canção “Deixe meu juízo” de Diana Navarro. Illán fez chega-lo a Diana, que se tornou de imediato a madrinha musical de Alborán.
Divulgou os seus trabalhos no You Tube, tornando-se bastante conhecido. Chegou assim a um vasto público, tendo a cantora Kelly Rowland declarado mesmo que tinha ficado muito impressionada com a sua voz. Foi visto por milhões de pessoas.
Em meados de Outubro de 2010, lançou em Espanha o seu primeiro single, “Solamente tú”. Em Fevereiro de 2011, foi editado o seu primeiro álbum, “Pablo Alborán”, que liderou os tops de venda espanhóis durante várias semanas consecutivas.
Pablo Alborán fez a sua primeira tournée mundial em Maio de 2011, apresentando-se em Madrid, no Palacio de Vistalegre, e actuando seguidamente em vários países da América Latina, incluindo Argentina, Chile e México. Em Novembro do mesmo ano, lançou o seu segundo álbum, “En Acústico”, com músicas gravadas ao vivo, incluindo “Perdóname” num dueto com a fadista portuguesa Carminho. Foi nº 1 de vendas em Espanha (2011) e em Portugal (2012).
Em 2012 e 2014, foram publicados os seus 3º e 4º álbuns, respectivamente “Tanto” e “TBA”.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

PABLO ALBORÁN COM CARMINHO

30 DE MAIO - KARL FABERGÉ



EFEMÉRIDE – Peter-Karl Fabergé, joalheiro russo de origem franco-dinamarquesa, nasceu em São Petersburgo no dia 30 de Maio de 1846. Morreu em Lausana, Suíça, em 24 de Setembro de 1920. O seu nome de baptismo era Karl Socatelli Gustavovich Fabergé.
Em Dresde, para onde tinha ido viver com os pais, frequentou a Escola de Artes e Ofícios. Em 1864, decidiu realizar uma grande viagem pela Europa, para completar a sua a sua formação junto de grandes joalheiros da Alemanha, de França e da Inglaterra. Descobriu também objectos expostos nas galerias dos grandes museus. Prosseguiu a sua viagem até 1872, ano em que regressou a São Petersburgo.
Seguindo os passos do pai, ele também joalheiro, tomou em mãos os destinos da Sociedade Fabergé, que participava então na catalogação, reparação e restauração de objectos do Museu Hermitage. Sob a gerência de Karl, diversificaram a produção e começaram a executar objectos de fantasia para além das jóias. Em 1882, fizeram sensação na Exposição Panrussa, que se realizou em Moscovo. Receberam a Medalha de Ouro e a Medalha de São Estanilau. Durante esta exposição, Fabergé foi notado por Alexandre III, que lhe encomendou uns botões de punho, decidindo que os objectos expostos fossem apresentados no Hermitage como exemplos do artesanato russo contemporâneo.    
Especializou-se na confecção de obras com arranjos florais, grupos humanos e animais. Actualmente, é mais conhecido pelos seus famosos ovos de Páscoa, conhecidos como Ovos Fabergé, realizados para a família imperial russa e que os czares russos ofereciam anualmente aos seus familiares.
Os Ovos Fabergé eram obras-primas de joalharia, sendo produzidos com a combinação de materiais como ouro, prata, cobre, platina e pedras preciosas. Estes ovos são hoje disputados por coleccionadores de todo o mundo.
Além de fornecedor da Corte Imperial Russa, Fabergé era igualmente reconhecido pelas Cortes de Inglaterra, da Tailândia, da Suécia e da Noruega. Em 1914, a sua sociedade fabricou mais de 100 000 objectos. Abriu duas filiais, uma em Moscovo e outra em Odessa. Um comité, constituído pelos empregados da Cooperativa K. Fabergé, tomou a direcção da sociedade no seguimento da Revolução Russa de 1917. Karl deixou a Rússia em Setembro de 1918, tendo morrido dois anos depois. Está sepultado no cemitério de Cannes.
Algumas das suas peças prefiguram, de maneira insólita, a Arte Déco ou mesmo o Modernismo.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

29 DE MAIO - BOB HOPE



EFEMÉRIDEBob Hope, de seu verdadeiro nome Leslie Townes Hope, comediante norte-americano de origem britânica, nasceu em Londres no dia 29 de Maio de 1903. Morreu em Los Angeles, em 27 de Julho de 2003.
Formou, na década de 1940, ao lado do cantor e actor Bing Crosby, uma das duplas cómicas mais famosas do cinema.
Embora nunca tenha ganho um Oscar, recebeu dois Oscars honorários pelas suas contribuições para a 7ª arte. Foi, aliás, vinte vezes animador das cerimónias de entrega destes prémios.
Fez mais de oitenta filmes como actor e sete como produtor. Humorista talentoso, foi enviado – em missão – para acompanhar os soldados americanos nos difíceis momentos da Guerra do Vietname.
Jogou golfe com onze presidentes dos Estados Unidos, um privilégio honorífico sem igual no mundo do espectáculo. Faleceu com 100 anos.
Entre muitas homenagens recebidas, saliente-se ter sido dado o seu nome ao aeroporto de Burbank na Califórnia e a um navio do Military Sealift Command. Foi também criado o Bob Hope Humanitarian Award, um prémio para recompensar artistas ou profissionais da televisão americana que se notabilizem por acções humanitárias. Este prémio, quando atribuído, é entregue durante a gala dos Emmys.  

quarta-feira, 28 de maio de 2014

28 DE MAIO - CHIARA MASTROIANNI



EFEMÉRIDEChiara-Charlotte Mastroianni, actriz de cinema francesa, nasceu em Paris no dia 28 de Maio de 1972. É filha da actriz Catherine Deneuve e do actor Marcello Mastroianni. É meia-irmã do actor Christian Vadim e de Barbara Mastroianni.
Em 1979, teve uma pequena participação no filme “À nous deux” protagonizado pela mãe e, em 1987, uma outra em “Les yeux noirs” protagonizado pelo pai. Estas participações foram meramente fortuitas, mercê das visitas que ela fazia aos pais durante as filmagens. Tanto o pai como a mãe não queriam que ela seguisse uma carreira artística. Catherine desejava que ela fosse arqueóloga e Marcello gostaria que ela fosse professora de italiano. Para o efeito, Chiara obteve um bacharelato e frequentou a Universidade de Paris III, mas o destino estava traçado.
O seu primeiro grande papel no cinema surgiu em 1993 com “Ma saison préférée” de Andre Téchiné, onde interpretou uma adolescente problemática cuja mãe era interpretada pela própria Catherine Deneuve. Este filme foi nomeado para os Césars, o maior prémio do cinema francês. No começo da sua carreira, também actuou ao lado do pai em “Prêt-à-porter” e em “Trois vies et une seule mort”. Até agora, já protagonizou mais de quarenta filmes, entre os quais “La Lettre” de Manoel de Oliveira (1999).
Tem um filho do escultor Pierre Torrenton, tendo-se casado com o músico Benjamin Biolay, de quem tem igualmente uma filha. Divorciaram-se em 2005.

terça-feira, 27 de maio de 2014

27 DE MAIO - ARSENY TARKOVSKY



EFEMÉRIDEArseny Alexandrovich Tarkovsky, jornalista, tradutor e poeta russo, morreu em Moscovo no dia 27 de Maio de 1989. Nascera em Elisavetgrad na Ucrânia, então fazendo parte do Império Russo, em 25 de Junho de 1907.
Trabalhou muitos anos como jornalista. Estudou Literatura numa universidade de Moscovo, onde conheceria a sua futura esposa, Maria Ivanova Vishnyakova. Com ela teve dois filhos, um deles o conhecido cineasta Andreï Tarkovsky.
Os seus onze livros de poesia foram publicados após os 50 anos de idade. A sua primeira colectânea foi editada em 1962 (“Antes da Neve”). Ganhou, a título póstumo, em 1989, o Prémio do Estado da URSS.  
Tradutor de turcomano, georgiano, arménio e árabe, passou para a língua russa obras de poetas como Al-Maa’rri, Nizami Ganjavi, Magtymguly Pyragy, Mämmetweli Kemine, Sayat-Nova, Vazha-Pshavela, Adam Mickiewicz, Mollanepes e Grigol Orbeliani, entre outros.
Muito conhecido na URSS, os seus trabalhos alcançaram o público mundial mercê do filho, que utilizaria a sua poesia, lida pelo próprio, num dos seus filmes mais marcantes (“O Espelho”, 1975), em que relembra as suas memórias de infância, quando o pai deixou a família partindo para a frente da batalha durante a Segunda Guerra Mundial. Ferido numa acção de combate em 1943, Arseny Tarkovsky teve de ser amputado de uma perna. Poemas seus foram incluídos ainda noutros quatro filmes. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

26 DE MAIO - JACK KEVORKIAN



EFEMÉRIDEJack Kevorkian, médico norte-americano mundialmente conhecido pela sua luta para fazer do suicídio assistido um direito de todos, nasceu em Pontiac no dia 26 de Maio de 1928. Morreu em Detroit, em 3 de Junho de 2011. Inventou a “máquina do suicídio”, dando apoio a mais de 130 doentes terminais para pôr fim às suas vidas.
Era filho único de refugiados arménios, tendo concluído o segundo grau do ensino com 17 anos de idade. Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan, onde se licenciou em 1952 como médico patologista.
Ganhou o epíteto de “Dr. Morte” logo no início da sua carreira, ao fotografar os olhos de pacientes mortos para experiências. Defendia que os órgãos dos pacientes mortos deviam ser retirados e utilizados em transplantes.
Em 1970, após publicar alguns trabalhos controversos, tornou-se chefe do Serviço de Patologia do Hospital Geral de Saratoga, em Detroit. Permaneceu nesse cargo até ao fim da década de 1970, ano em que abandonou a sua carreira como patologista.
Nos anos 1990, Kevorkian passou a dedicar-se a suicídios assistidos. A sua ideia era que as pessoas tinham o direito de evitar uma morte sofrida e demorada e terminar as suas vidas com a ajuda de um médico que lhe assegurasse uma morte tranquila.
Em 1988, construíra a “máquina do suicídio” e denominara o aparelho de “Thanatron” (de thanatos - morte, em grego). Ele possibilitava aos pacientes cometer o suicídio, carregando num botão que libertava uma série de drogas no organismo. Após as autoridades médicas de Michigan revogarem a licença médica de Kevorkian em 1991, ele não pôde mais prescrever drogas e passou a usar o “Mercytron” (de mercy - misericórdia, em inglês), um aparelho controlado pelo próprio paciente para libertar um fluxo de monóxido de carbono numa máscara buco-nasal.
Em Junho de 1990, prestou assistência ao suicídio da sua primeira paciente, Janet Adkins. Ela tinha 54 anos e sofria da doença de Alzheimer. Alguns dias depois, um juiz de Michigan indiciou criminalmente Kevorkian. Em Dezembro de 1990, o processo foi arquivado por falta de fundamentação legal, o que encorajou Kevorkian a ajudar mais pessoas a morrer.
Um dos casos que deixou muitas dúvidas na opinião pública quanto aos critérios adoptados pelo médico foi o de Rebecca Lou Badger. Com 39 anos, era tida como portadora de esclerose múltipla. Morreu assistida por Kevorkian. Feita a autópsia, não foi constatada qualquer evidência da doença que tinha sido evocada como justificação para terminar com a sua vida.
Legisladores tentaram criar obstáculos às acções de Kevorkian. Em 1993, o Poder Legislativo do Michigan publicou uma lei que considerava crime alguém fornecer conscientemente a outra pessoa os meios para cometer suicídio, atribuindo-lhe uma pena de quatro anos de prisão. A Suprema Corte de Michigan declarou em Dezembro de 1994 que a lei era constitucional. Kevorkian enfrentou quatro vezes julgamentos por denúncias de suicídio assistido, tendo sido absolvido em três processos. O outro julgamento foi anulado por falhas processuais.
Em Março de 1999, Kevorkian enfrentou um julgamento por acusação de homicídio em vez de suicídio assistido. Thomas Youk estava a morrer de uma doença que não lhe permitia administrar as drogas, o que foi feito por Kevorkian. O médico documentou a morte do paciente em vídeo, que foi transmitido num dos programas de maior audiência da televisão americana, o 60 Minutes. Kevorkian foi acusado de homicídio qualificado três dias depois. Neste julgamento, ele dispensou o advogado que o havia defendido nos casos anteriores e insistiu em se defender pessoalmente. Quando o juiz decidiu que a viúva e o irmão de Thomas Youk não podiam depor como testemunhas, Kevorkian ficou sem argumentos de defesa e foi condenado a 25 anos de prisão por homicídio simples, mas com direito a liberdade condicional a partir de 2007, tendo em conta a sua idade avançada.
A história de Kevorkian foi contada num documentário cinematográfico em 2005 e num telefilme (com Al Pacino) em 2010. Em 2011, a sua máquina do suicídio foi leiloada em Nova Iorque por mais de 200 mil dólares.

domingo, 25 de maio de 2014

DÁDIVAS DE AMOR (quadras)


NO FIM DA CAMINHADA (quadra)



Pobre pode ter azar
E rico ter muita sorte,
Mas quando a hora chegar
Ambos vão temer a morte.

Gabriel de Sousa

MEU PRIMEIRO AMOR - Cascatinha & Inhana


25 DE MAIO - GENE TUNNEY



EFEMÉRIDEGene Tunney, de seu verdadeiro nome James Joseph Tunney, pugilista americano, Campeão Mundial de Pesos-Pesados entre 1926 e 1928, nasceu em Nova Iorque no dia 25 de Maio de 1897. Morreu em Greenwich, em 7 de Novembro de 1978.
Tendo por origem uma família pobre, Tunney aprendeu a combater em brigas nas ruas de Nova Iorque. Começou a sua carreira profissional em 1915, com uma vitória por KO sobre Bobby Dawson.
Continuou a sua carreira nos ringues de Nova Iorque até 1918, ano em que decidiu alistar-se nos Fuzileiros Navais, quando da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Não chegou a estar envolvido na frente de batalha e, baseado em França, ganhou um campeonato amador de boxe organizado pelas forças expedicionárias americanas.
Regressado a casa em 1919, após o fim da guerra, retomou a sua carreira profissional, vencendo 11 combates consecutivos por KO. Foi então convidado para uma sessão de boxe em que Jack Dempsey e Georges Carpentier disputavam o combate principal. Assistiram mais de 80 mil espectadores o que lhe deu uma grande visibilidade. Em seguida, Tunney obteve mais 6 vitórias, antes de enfrentar o ex-Campeão Mundial de Meios-Pesados Battling Levinsky, em 1922. Estava em jogo o título de Campeão Americano da categoria. Levinsky foi assim o seu primeiro grande adversário e venceu-o aos pontos, após doze rounds. Tunney não só se tornou Campeão Americano, como também chamou sobre si a atenção do mundo inteiro.
Três meses depois do seu sucesso diante de Levinsky, Tunney perdeu o título para Harry Greb, num combate muito controverso, em que Greb fracturou o nariz de Tunney com uma cabeçada. Perdeu aos pontos e sofreu assim a única derrota da sua carreira. Na desforra, ocorrida no início de 1923, Tunney venceu o combate aos pontos e recuperou o título. Posteriormente, no final de 1923, houve um terceiro encontro entre Tunney e Greb, tendo Tunney voltado a vencer aos pontos.
Terminados os seus “duelos” com Greb, Tunney decidiu perseguir o título mundial e, para tanto, entre 1924 e 1925, obteve vitórias expressivas contra adversários valorosos, tais como Erminio Spalla, Georges Carpentier e Tommy Gibbons. Em 1926, finalmente, subiu ao ringue frente ao temível campeão Jack Dempsey, para disputa do título mundial. Amplamente dominado por Tunney, ao longo dos dez assaltos, Dempsey acabou por perder o seu cinturão.  
Uma vez Campeão Mundial de Pesos-Pesados, Tunney concordou em conceder a desforra a Dempsey, o que acabou por acontecer um anos depois. Este segundo encontro de Tunney com Dempsey entrou para a história do boxe como um dos combates mais polémicos de todos os tempos, em virtude da contagem do árbitro ter começado cinco segundos depois de um possível KO de Tunney. Conseguindo erguer-se, após uma contagem oficial de nove segundos, Tunney manteve a luta sob controlo. No fim dos dez assaltos, a vitória foi-lhe dada aos pontos, mantendo assim o seu título mundial.
Em 1928, Tunney fez a segunda defesa do título com sucesso, ao derrotar Tom Heeney por KO técnico, naquele que acabaria por ser o último combate da sua carreira.
Afastando-se dos ringues, Tunney casou com uma senhora da alta sociedade e transformou-se num empresário de sucesso, tendo falecido aos 81 anos. Em 1932, escrevera as suas memórias intituladas “A Man Must Fight”. Em 1990, entrou para galeria dos Melhores Pugilistas de Todos os Tempos, actualmente imortalizados no International Boxing Hall of Fame.

OS MEUS BRINQUEDOS (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sábado, 24 de maio de 2014

MÁRIO VIEGAS DECLAMA ZECA AFONSO

24 DE MAIO - WILLIAM TREVOR



EFEMÉRIDEWilliam Trevor Cox, tradutor, escritor, cenarista e editor irlandês, nasceu em Mitchelstown, no Condado de Cork, em 24 de Maio de 1928.
Oriundo de uma família de classe média protestante, viveu em várias cidades de província, devido às mudanças de local de trabalho do pai, que era funcionário do Banco da Irlanda. Estudou no St. Columba's College e no Trinity College, ambos em Dublin. Neste último colégio, diplomou-se em História. Dedicou-se episodicamente à escultura.
Casado com Jane Ryan desde 1952, deixou a Irlanda em 1954 para se instalar em Londres, onde – durante alguns anos – foi redactor de uma agência de publicidade.
Em 1958, publicou o seu primeiro romance “A Standard of Behaviour”. A sua arte e estilo de escrever, sobretudo novelas, fazem com que seja frequentemente comparado a Tchekhov. Em 1989, publicou uma antologia de contos e novelas irlandesas, “The Oxford Book of Irish Short Stories”. Em 1993, escreveu a sua autobiografia, intitulada “Excursions in the Real World”.
É autor de cerca de cinquenta livros. Foi laureado com numerosos prémios, tanto na Irlanda como na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. É membro da Academia Irlandesa e foi condecorado pela rainha Isabel II. Vive há vários anos, com a sua esposa, no Devon (sudoeste de Inglaterra).

sexta-feira, 23 de maio de 2014

23 DE MAIO - CARL BLOCH



EFEMÉRIDECarl Heinrich Bloch, pintor dinamarquês, nasceu em Copenhaga no dia 23 de Maio de 1834. Morreu na mesma cidade em 22 de Fevereiro de 1890, vítima de cancro. Estudou na Real Academia Dinamarquesa de Arte, embora os pais tivessem preferido que ele seguisse a carreira de oficial da marinha real.
Os seus primeiros trabalhos foram inspirados em cenas da vida quotidiana rural. Entre os anos 1859 e 1866, Bloch viveu em Itália onde estudou arte. Este período foi muito importante para a evolução das suas pinturas históricas. Antes, passara pela Holanda, onde se familiarizou com a obra de Rembrandt, que passou a ter grande influência sobre ele. Em Roma, encontrou a sua futura esposa, Alma Trepka, com quem casou em Maio de 1868 e com quem viveu até à sua morte prematura em Janeiro de 1886.
Em 1865, teve o seu primeiro grande sucesso com a exposição, na capital dinamarquesa, da obra “Die Befreiung des Prometheus”. Após a morte do pintor Wilhelm Marstrand, foi Bloch quem terminou a decoração do salão de cerimónias da Universidade de Copenhaga.
Contratado para fazer 23 pinturas para a Capela do Castelo de Frederiksborg, todas as cenas da vida de Cristo registadas neste conjunto (1865/79) se tornaram muito populares, sendo frequentemente  usadas como ilustrações.
O desgosto de ter perdido a mulher pesou imenso na sua vida, pois – para além do mais – ficou só para tratar de oito filhos. Já após a morte de Carl Bloch, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias fez um uso intenso das suas pinturas, em lugares de culto e em material impresso.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

22 DE MAIO - LANGSTON HUGHES



EFEMÉRIDE – James Mercer Langston Hughes, poeta, novelista, dramaturgo, contista e colunista norte-americano, morreu em Nova Iorque no dia 22 de Maio de 1967, vítima de cancro na próstata. Nascera em Joplin, no Missouri, em 1 de Fevereiro de 1902.
A sua fama é devida, em grande parte, à implicação que teve no movimento cultural Renascimento do Harlem, que abalou o Harlem nos anos 1920.
Os pais divorciaram-se e o pai emigrou para Cuba e depois para o México, fugindo ao racismo de que era vítima nos Estados Unidos. Depois da separação dos pais, Langston foi viver com Mary, uma das suas avós, que habitava no Kansas. Depois do falecimento da avó, juntou-se com uns amigos da família durante dois anos. Todo este período da sua vida não foi particularmente feliz, mas influenciou consideravelmente o futuro escritor. Mais tarde, voltou para junto da mãe. Na escola secundária de Cleveland, participou num jornal estudantil e escreveu as suas primeiras novelas, poesias e peças de teatro.
Em 1919, esteve com o pai no México, por um curto período, mas a tensão entre ambos levou-o a várias tentativas de suicídio. Depois de terminar o curso secundário em Junho de 1920, foi de novo ter com o pai para o convencer a financiar os seus estudos na Universidade de Columbia. As opiniões dos dois divergiam: Langston queria ser escritor; o pai queria vê-lo seguir uma carreira de engenheiro. Apesar de tudo, chegaram a um acordo, sendo decidido que ingressaria na Columbia, estudando paralelamente engenharia. Em 1922, decidiu deixar a Universidade, não podendo suportar o racismo dos seus colegas. Foi desde aí que passou a preferir as alegrias das ruas de Harlem, negligenciando os estudos. arlem
Para viver, executou pequenos ofícios até ser admitido como membro da tripulação de um paquete que, em 1923, fazia o circuito das costas da África Ocidental e da Europa.
Depois de uma curta estadia em Paris, regressou aos Estados Unidos, juntando-se de novo à mãe, que estava em Washington. Voltou a executar pequenos trabalhos, tornando-se finalmente assistente pessoal do professor Carter G. Woodson da Associação Para o Estudo da Vida e da História do Povo Afro-Americano. Langston passava no entanto o seu tempo a escrever. Acabou por abandonar o cargo, para ir ocupar um lugar modesto num hotel, onde encontrou o poeta Vachel Lindsay. Impressionado com os poemas que ele lhe mostrou, Vachel interessou-se pela sua publicação, se bem que alguns já tivessem sido publicados em diversos periódicos e outros fizessem parte de uma recolha em vias de finalização.
Os estudos na Universidade de Lincoln, na Pensilvânia, que ele começara no fim dos anos 1920, culminaram com o seu doutoramento em Literatura. Interessado por viagens, multiplicou também as suas expedições através do Mundo, se bem que se sentisse profundamente e sobretudo um “homem do Harlem”.
Em 1926, publicou a sua primeira recolha de poemas “The Weary Blues”. Foi uma figura fundamental do movimento Renascimento do Harlem, que fez então surgir uma série de artistas negros. Escreveu no semanário político “The Nation”, ainda em 1926, o texto “The Negro Artist and the Racial Mountain”, que muitos consideram como um Manifesto de Engajamento Artístico Negro.
Langston descreve na maioria das suas obras a vida dos proletários negros, as suas alegrias, desilusões e esperanças, tudo num ambiente de jazz e de blues. Ele disse mais tarde «Procurei compreender e descrever a vida dos negros nos Estados Unidos e, também, de um modo mais superficial, a vida de todos os humanos». Com o seu trabalho, Hughes procurava mostrar a importância de uma “consciência negra” e de um nacionalismo cultural que devia unir os homens em vez de os separar. Este orgulho foi retomado por numerosos homens de letras, como Nicolás Guillén, Léopold Sédar Senghor e Aimé Césaire, entre outros.
Depois da publicação de múltiplas recolhas de poesias, de peças de teatro, de ensaios e de guiões para cinema, L. Hughes escreveu ainda, encorajado pelos amigos, duas autobiografias: “The Big Sea” e “I Wonder as I Wander”.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

21 DE MAIO - ALEXANDER POPE



EFEMÉRIDEAlexander Pope, um dos maiores poetas britânicos do século XVIII, nasceu em Londres no dia 21 de Maio de 1688. Morreu em Twickenham, em 30 de Maio de 1744.
A sua mocidade foi cheia de contratempos, consequência de ser filho de um comerciante católico. Foi mesmo proibido de frequentar escolas e universidades mas, apesar disso, foi educado com esmero. Várias doenças e uma deformidade física nos discos intervertebrais fizeram com que ele desenvolvesse um carácter complicado.
A principal contribuição de Pope para a literatura foi constituída por ensaios e poemas, nos quais expôs as suas ideias estéticas e filosóficas. São obras didácticas ou filosóficas, como o “Ensaio sobre a crítica”, livro de doutrina neoclássica escrito aos 23 anos, no qual defende os seus pontos de vista sobre a “verdadeira” poesia, e “Ensaio sobre o Homem” (1733/34), no qual discute se é ou não possível reconciliar os males deste mundo com a crença no criador justo e misericordioso. Compôs também uma sátira, “The Dunciad”, em que declara vago o trono da torpeza, do aborrecimento e da estupidez e propõe o nome dos seus inimigos para o ocupar. É a sua obra mais conhecida. Foi aliás como satírico e moralista que se notabilizou na segunda parte da sua vida, quando escreveu “O rapto da Madeixa”, em que ridiculariza a extrema delicadeza da corte de Inglaterra.
Para muitos, Alexander Pope foi o satírico britânico mais brilhante do seu tempo e também o primeiro a ter fama internacional. Será o escritor inglês mais citado, depois de Shakespeare. Segundo alguns estudiosos, teria pertencido à franco-maçonaria, mas o facto não pôde ser confirmado. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

20 DE MAIO - CARLOS COELHO



EFEMÉRIDECarlos Miguel Maximiano de Almeida Coelho, político português, nasceu em Lisboa no dia 20 de Maio de 1960. Quando frequentava o Liceu Nacional de Queluz, foi presidente da Associação de Estudantes, de 1976 a 1978, e membro dos Conselhos Pedagógico e Directivo, de 1977 a 1978.
Aderiu ao Partido Social Democrata (PSD) em Maio de 1978, tendo sido eleito membro da Assembleia Municipal de Sintra e, depois, chamado a substituir Natália Correia na Assembleia da República na I Legislatura, em 1980. Nas III, IV e V Legislaturas, foi novamente deputado pelo Círculo de Lisboa e, nas VI e VII Legislaturas, pelo Círculo de Santarém.
Em 1986, foi eleito líder nacional da Juventude Social Democrata (JSD), onde permaneceu até 1988. Foi membro da Comissão de Reforma do Sistema Educativo, nomeado por João de Deus Pinheiro, em 1986, e membro do Conselho Nacional de Educação, em 1990 e 1992.
Estreou-se no Parlamento Europeu em 1994, sendo designado vice-presidente da Comissão da Política Regional, Ordenamento do Território e Relações com o Poder Local. Regressou no mesmo ano a Portugal, após ter sido nomeado subsecretário de Estado da Educação, sendo ministra Manuela Ferreira Leite.
Em 1998, regressou ao Parlamento Europeu, substituindo António Capucho, sendo reeleito deputado nas eleições europeias de 1999, 2004 e 2009. Foi presidente da Comissão Especial sobre o Echelon, experiência que deu origem ao seu livro “Os americanos espiam a Europa? O caso Echelon, dois anos depois” (2004). Presidiu também à Comissão Temporária sobre a alegada utilização pela CIA de países europeus para o transporte e a detenção ilegal de prisioneiros. É director da Universidade de Verão e da Universidade da Europa, iniciativas do PSD, da JSD, do Partido Popular Europeu e do Instituto Francisco Sá Carneiro.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

19 DE MAIO - NATHURAM GODSE



EFEMÉRIDENathuram Vinayak Godse, nacionalista indiano que assassinou Mahatma Gandhi, nasceu em Baramati no dia 19 de Maio de 1910. Morreu enforcado na prisão de Ambala, na província de Punjab, em 15 de Novembro de 1949. Achava que Gandhi era responsável pelo enfraquecimento do novo governo indiano, ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão.
Pertencia a uma família brâmane muito tradicionalista. Apesar de parecer estar vocacionado para um grande destino religioso, acabou por fracassar neste desígnio e teve mesmo dificuldades em arranjar um emprego estável. Em 1947, era um simples alfaiate, que se interessava sobretudo pela política. Sob a influência de Vinayak Damodar Savarkar, político, filósofo e nacionalista hindu, tornou-se chefe de redacção do semanário pró hindu “Mahasabha”. 
Depois da separação da Índia e do Paquistão em 1947, os hindus e os muçulmanos afrontaram-se com violência. Gandhi tentou a reconciliação das duas comunidades. No dia 1 de Setembro de 1947, as lutas recomeçaram. Gandhi morava então na zona muçulmana, o que exasperou os extremistas hindus, que o ameaçaram e lhe pediram para abandonar aquele bairro. Gandhi respondeu que faria uma greve de fome até a violência acabar.
Mais tarde, em Nova Deli, em 15 de Janeiro de 1948, Gandhi começou uma greve de fome ilimitada «para proteger a vida, os bens e a religião dos muçulmanos». Ele temia uma guerra civil na nova Índia independente e queria também proteger os hindus que tinham ficado no Paquistão. Obteve o apoio das comunidades religiosas e, três dias depois, na presença do embaixador do Paquistão, pôs fim ao jejum. Obteve também o pagamento de 550 milhões de rupias devidos ao Paquistão. Para muitos hindus, isto era demais. Gandhi era um traidor. Em 30 de Janeiro, quando se dirigia para as suas orações, Nathuram Godse matou-o com três tiros à queima-roupa.
Durante o processo que o conduziria à forca, Godse reivindicou plenamente o seu acto, assegurando que, no entanto, não odiava Gandhi e que, antes de disparar, o tinha mesmo saudado religiosamente juntando as mãos em sinal de respeito, gesto que foi confirmado por diversas testemunhas. Aceitou como «desejável» a pena que lhe foi imposta, pedindo apenas que as suas cinzas fossem guardadas até ao dia em que o Indus, rio do Paquistão, pudesse correr numa Índia unificada.

domingo, 18 de maio de 2014

18 DE MAIO - DIAS GOMES



EFEMÉRIDE – Alfredo de Freitas Dias Gomes, romancista, dramaturgo, autor de telenovelas e membro da Academia Brasileira de Letras, morreu em São Paulo no dia 18 de Maio de 1999, vítima de um acidente de automóvel. Nascera em Salvador, em 19 de Outubro de 1922. Fez o curso primário no Colégio Nossa Senhora das Vitórias e iniciou o secundário no Ginásio Ipiranga. Em 1935, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu o curso secundário no Ginásio Vera Cruz e, posteriormente, no Instituto de Ensino Secundário. Em 1943, ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, abandonando o curso no 3º ano.
Foi no ambiente radiofónico que Dias Gomes travou contacto pela primeira vez com aquela que viria a ser a sua primeira esposa, a então desconhecida Jenete (Janete Clair). Viúvo de Janete Clair, que morreu em 1983, casou-se no ano seguinte com a actriz Bernadeth Lyzio.
Aos 15 anos, escreveu a sua primeira peça de teatro, “A Comédia dos Moralistas”, com a qual ganharia o Prémio do Serviço Nacional de Teatro. Em 1941, a sua peça “Amanhã Será Outro Dia” chegou às mãos do actor Procópio Ferreira que, empolgado com a qualidade do texto, chamou o autor para «terem uma conversa». Embora tivesse gostado do que lera (tratava-se de um drama antinazi), Procópio achava arriscado levar à cena um espectáculo deste cariz em plena Segunda Guerra Mundial. Quando questionado «se não teria uma outra peça, de comédia talvez», Dias lembrou-se de “Pé de Cabra”, uma espécie de sátira ao maior sucesso de Procópio até então, e não hesitou em levá-la ao grande actor que, entusiasmado, comprometeu-se a encená-la.
Sob a alegação de que a peça possuía alto conteúdo marxista, “Pé de Cabra” foi proibida no dia da estreia. Curioso notar que, embora anos depois o autor viesse a filiar-se no Partido Comunista Brasileiro, até então Dias Gomes nunca havia lido uma só linha de Karl Marx. Graças à sua influência, Procópio conseguiu “libertar” a peça, mediante o corte de algumas passagens, e a mesma acabou por ser levada à cena com grande sucesso. No ano seguinte, Dias Gomes assinaria com Procópio aquele que seria o primeiro grande contrato da sua carreira, no qual se comprometia a escrever em exclusividade para o actor. Desse período nasceram “Zeca Diabo”, “João Cambão”, “Dr. Ninguém”, “Um Pobre Génio” e “Eu Acuso o Céu”. Infelizmente, nem todas as peças foram encenadas, pois Dias Gomes e Procópio desentenderam-se por sérias divergências políticas. Reflectindo o pensamento da época, Procópio não concordava com as preocupações sociais que Dias insistia em discutir nas suas peças. Tais diferenças levariam o autor a afastar-se temporariamente dos palcos, passando a dedicar-se à rádio.
De 1944 a 1964, Dias Gomes adaptou cerca de 500 peças teatrais para o rádio, o que lhe proporcionou um apurado conhecimento da literatura universal. Em 1960, voltou aos palcos com aquele que viria a ser o maior êxito da sua carreira e pelo qual se tornaria internacionalmente conhecido: “O Pagador de Promessas”. Adaptado ao cinema, foi o primeiro filme brasileiro a receber uma nomeação para os Oscars e o único a ganhar uma Palma de Ouro em Cannes.
Em 1965, assistiu, perplexo, à proibição da sua peça “O Berço do Herói”, no dia da estreia. Adaptada para a televisão com o nome de “Roque Santeiro”, seria proibida uma década depois, também no dia da estreia. Somente em 1985, com o fim do Regime Militar, o público veio a assistir a esta peça. 
Com a implantação da Ditadura Militar no Brasil em 1964, Dias Gomes passara a ter as suas peças censuradas. Demitido da Rádio Nacional, não lhe restou outra saída senão aceitar o convite de Boni, então presidente da Rede Globo, para escrever para a televisão.
De 1969 a 1979, Dias Gomes dedicou-se exclusivamente à TV, na qual demonstrou grande talento. Em 1973, escreveu a primeira novela a cores da televisão brasileira, “O Bem Amado”. Em 1974, já falava em ecologia e no crescimento desordenado das cidades, em “O Espigão”. Em 1976, com “Saramandaia”, abordou o realismo fantástico, então em moda na literatura. O fracasso de “Sinal de Alerta”, em 1978, levou-o a afastar-se temporariamente do género telenovela.
Ao longo da década de 1980, Dias Gomes voltou a dedicar-se ao teatro, escrevendo para a televisão só esporadicamente. Datam desse período os seriados “O Bem Amado” e “Carga Pesada”, e a novela “Mandala”. Nos anos 1990, virou as costas de vez as telenovelas, dedicando-se única e exclusivamente às mini-séries. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em Abril de 1991.

sábado, 17 de maio de 2014

17 DE MAIO - ANDREA CORR



EFEMÉRIDEAndrea Jane Corr, cantora irlandesa, vocalista da banda The Corrs, formada no princípio dos anos 1990 por ela e mais três irmãos, nasceu em Dundalk no dia 17 de Maio de 1974. Andrea toca também tin whistle (flauta tradicional irlandesa) e piano.
Como as suas irmãs, estudou no Convento de Dun Lughaidh, onde foi considerada uma das melhores alunas da sua classe. Estudou também francês, que fala correctamente. 
Com a banda, lançou cinco álbuns de estúdio, dois de grandes sucessos, um de remix e dois ao vivo. Grande parte dos textos das canções é de sua autoria. Em 1999, foi eleita a Mulher Mais Sexy da Irlanda, o mesmo vindo a acontecer em 2005.
Aproveitando uma pausa da banda, em virtude dos irmãos terem uma vida familiar muito ocupada, Andrea iniciou uma carreira a solo em 2006, lançando o álbum “Ten Feet High”, a que se seguiram outros, todos com grande sucesso. Em 2011, foi editado “Lifelines”, composto de canções importantes da sua vida desde a infância.
Envolvida em actividades de caridade, ela e a banda fizeram vários concertos em prol de instituições como Pavarotti & Friends e 46664, o número que Nelson Mandela tinha durante os 25 anos em que esteve preso e denominação de uma série de concertos para ajudar a Fundação, que tem o nome do ex líder sul-africano, a obter fundos para o tratamento da SIDA em África.
No cinema, Andrea interpretou pequenos papéis em vários filmes, tendo em 2002 desempenhado finalmente o seu grande papel em “The Boys and Girl From County Clare”, a que se seguiram “The Bridge” (2005) e “Broken Thread” (2006).
Está casada desde 2009 com um executivo do mercado financeiro britânico, Brett Desmond, filho do multimilionário irlandês Dermot Desmond. Têm dois filhos, nascidos respectivamente em 2012 e 2014 (Janeiro).

GLOSA DE QUADRA (Mentiras Piedosas)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

NÃO VIVER EM VÃO (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

16 DE MAIO - RONALD DE CARVALHO



EFEMÉRIDERonald de Carvalho, poeta e político brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de Maio de 1893. Morreu na mesma cidade em 15 de Fevereiro de 1935, com 41 anos de idade, vítima de acidente de automóvel. Fez o Curso Secundário no Colégio Naval. Ingressou depois na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, precursora da actual Faculdade Nacional de Direito, fazendo o bacharelado em 1912. Desde 1910 que já trabalhava como jornalista no “Diário de Notícias”.
Veio depois para a Europa, estudando Filosofia e Sociologia em Paris. Ao voltar para o Brasil, entrou para o Itamaraty. Em 1922, participou na Semana de Arte Moderna, que decorreu em 13, 15 e 17 de Fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo e foi um momento determinante do Modernismo brasileiro.
Em 1924, dirigiu a Secção dos Negócios Políticos e Diplomáticos na Europa. Esteve também no México, como hóspede de honra do governo mexicano. Em 1926, foi oficial de gabinete do ministro Otávio Mangabeira.
Em 1930, o seu poema “Brasil” foi entusiasticamente lido na conferência Poesia Moderníssima do Brasil, apresentada pelo professor Manoel de Souza Pinto, da cadeira de Estudos Brasileiros da Faculdade de Letras de Coimbra. Exerceu cargos diplomáticos de relevância, servindo durante dois anos na Embaixada em Paris e depois em Haia. Regressou a Paris e, em 1933, foi transferido para o Rio de Janeiro. Foi secretário da Presidência da República, cargo que ocupava quando faleceu.
Em concurso realizado pelo “Diário de Notícias” em 1935, foi eleito Príncipe dos Prosadores Brasileiros. Colaborou, com destaque, em “O Jornal” e também se encontra colaboração sua nas revistas “Alma nova” (1914/30) e “Atlântida” (1915/20).
Na biblioteca da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, existe um exemplar do livro “Luz Gloriosa – Poema de Ronald de Carvalho”, que foi oferecido a Fernando Pessoa pelo autor. O livro tem uma dedicatória escrita pelo punho de Ronald de Carvalho. Em Fevereiro de 1915, Fernando Pessoa escreveu ao autor, agradecendo o livro que este lhe oferecera e fazendo a sua apreciação: «O seu Livro é dos mais belos que recentemente tenho lido ……. ».
A crítica de Fernando Pessoa parece tê-lo influenciado a aderir ao modernismo, destacando-se a sua intervenção na Semana de Arte Moderna. Cinco anos mais novo que Fernando Pessoa, Ronald de Carvalho viria a morrer, por coincidência, no mesmo ano do escritor português.
Ronald de Carvalho foi, em conjunto com Luís de Montalvor, director do primeiro número da revista literária “Orpheu”, publicada em Lisboa em Março de 1915. Esta revista, de que se publicaram apenas dois números, foi uma das mais importantes no panorama literário português, contribuindo decisivamente para a introdução do modernismo em Portugal e exercendo uma duradoura influência na literatura portuguesa do século XX. Para além destes dois escritores, “Orpheu” publicou trabalhos de grandes nomes das letras portuguesas, como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e José de Almada-Negreiros.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

15 DE MAIO - MAX FRISCH



EFEMÉRIDEMax Frisch, arquitecto e escritor suíço de língua alemã, nasceu em Zurique no dia 15 de Maio de 1911.Morreu na mesma cidade em 4 de Abril de 1991, vítima de doença oncológica.
As obras literárias de Max Frisch são influenciadas sobretudo pelo existencialismo e por Brecht. Nos seus romances e peças de teatro, teve como temas principais os efeitos da sociedade moderna sobre os indivíduos, ao tratar das crises intelectual, moral e social do seu tempo. A ironia era uma das suas características mais significativas: «Pior que o ruído das botas, é o silêncio das pantufas» é uma célebre frase sua. Membro do Grupo Olten, é considerado um dos importantes escritores da língua alemã do pós-guerra.
Em 1930, começou os seus estudos em germanística na Universidade de Zurique, mas teve de os abandonar por razões financeiras devidas à morte do pai em 1933. Trabalhou então como correspondente do jornal “Neue Zürcher Zeitung”. Entre 1934 e 1936, fez várias viagens através da Europa de Leste e do Sudeste, indo pela primeira vez à Alemanha em 1935. O seu primeiro livro, “Jürg Reinhart: Eine sommerliche Schicksalsfahrt”, foi publicado em 1934.
De 1936 a 1941, estudou arquitectura na Escola Politécnica Federal de Zurique. Durante a Segunda Guerra Mundial, fez o serviço militar no exército suíço (1939/45).
O seu primeiro projecto de arquitectura concretizou-se em 1942, quando ganhou um concurso para a construção de uma piscina pública no centro de Zurique, a Letzigraben, rebaptizada depois Max-Frisch-Bad, tendo actualmente o estatuto de “monumento histórico”. Abriu então o seu próprio atelier de arquitectura.
Em 1947, conheceu pessoalmente Bertolt Brecht e Friedrich Dürrenmatt, que tiveram uma influência importante na sua produção literária. Em 1951, recebeu uma bolsa da Fundação Rockefeller, tendo passado um ano nos Estados Unidos. Em 1964, fechou o seu atelier para se dedicar exclusivamente à literatura. Em 1960, mudou-se para Roma, onde viveu durante cinco anos. Teve, ao longo da sua vida, várias relações amorosas e dois casamentos.
Max Frisch é cidadão de honra da vila de Berzona, na Suíça, localidade onde trabalhou durante vários anos e onde, em 1964, adquiriu uma casa que depois remodelou. Escreveu trinta livros (1934/90), tendo recebido o Prémio Georg-Büchner e o Prémio Charles Veillon em 1958. Em 1976, foi distinguido com o Prémio da Paz dos Livreiros Alemães.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

MAR E AMOR (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

14 DE MAIO - EDGAR RODRIGUES



EFEMÉRIDEEdgar Rodrigues, de seu verdadeiro nome António Francisco Correia, historiador, arquivista e escritor português, radicado no Brasil desde 1951, ano em que deixou Portugal para escapar à perseguição salazarista, morreu no Rio de Janeiro em 14 de Maio de 2009. Nascera em Angeiras no dia 12 de Março de 1921.
É lembrado pela sua ampla militância a favor da preservação da memória do movimento anarquista. Foi um dos principais responsáveis pela documentação e publicitação de boa parte da história do sindicalismo e anarquismo em Portugal e no Brasil, através de tudo o que publicou.
Tornou-se depositário do arquivo histórico do historiador e arquivista ucraniano Elias Iltchenco, após sua morte em 1982. Colaborou no jornal “Fenikso Nigra”, publicado em esperanto na cidade de Campinas, e na revista “Letra Livre” editada no Rio de Janeiro.
Juntamente com o historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, Edgar Rodrigues auxiliou o escritor Jesús Giraldez Macía nas pesquisas para o seu livro sobre o militante anarquista João Perdigão Gutierrez (“Entre el rubor de las auroras”).
Foi igualmente autor de diversos verbetes relacionados com o anarquismo, publicados em enciclopédias e livros. Também foi responsável pelo prefácio da edição fac-similar do Jornal “O Operário”, de Sorocaba, publicada em Março de 2007.
O pai era militante anarco-sindicalista e participou no Sindicato das Quatro Artes, filiado na Confederação Geral do Trabalho e na Associação Internacional dos Trabalhadores, envolvendo vários ofícios da construção civil de Matosinhos. No final de 1933, este sindicato foi obrigado a fechar a sua sede oficial por causa da repressão ditatorial de Salazar. Parte do seu acervo cultural foi guardado na casa da família, onde também se passaram a realizar reuniões nocturnas clandestinas. O jovem António Francisco Correia, atrás da porta, escutava com muita curiosidade tudo o que se discutia naquelas reuniões.
Em 1936, a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (depois, PIDE) invadiu de madrugada a moradia e prendeu o pai. O filho foi visitá-lo várias vezes nos calabouços da polícia política, durante as dez semanas em que ele esteve preso sem processo nem julgamento.
Quando o pai saiu da prisão, foi ”castigado” com o despedimento no seu emprego, o que fez a família passar por uma situação económica muito difícil. Nessa mesma época, já António tinha começado a escrever os rascunhos que formariam o seu primeiro livro. No 1º de Maio de 1939, juntamente com alguns colegas, faltou ao serviço como forma de protesto e reuniram-se para reafirmar as origens anarquistas da data, que na época era proibido comemorar.
Em Março de 1940, filiou-se no Grupo Dramático Flor da Mocidade (teatro amador), no município de Matosinhos, onde conheceu Ondina dos Anjos da Costa Santos, que seria sua companheira durante toda a vida. Também fez parte da direcção do Grupo Dramático Alegres de Perafita. Em Julho de 1951, encontrou-se pessoalmente com o notável escritor anticlerical Tomás da Fonseca e, no dia seguinte, para fugir à perseguição política do Estado Novo, embarcou para o Brasil.
Assim que chegou ao Rio de Janeiro, conheceu vários activistas libertários. A pedido de dois deles, redigiu um texto sobre a ditadura em Portugal, que foi publicado no jornal anarquista “Acção Directa” e lhe valeu passar a participar no grupo editor do mesmo. Em seguida, com a ajuda de vários companheiros, passou a publicar textos na imprensa libertária internacional e adoptou definitivamente o pseudónimo Edgar Rodrigues.
Publicou o seu primeiro livro (“Na Inquisição do Salazar”) em Maio de 1957. Tornou-se membro da Sociedade Naturista Amigos de Nossa Chácara. Em Março de 1958, por iniciativa do Grupo Libertário Fábio Luz, de que fazia parte, foi fundado o Centro de Estudos Professor José Oiticica, em homenagem ao recém-falecido José Oiticica e com o propósito de continuar a sua prolífera obra. Entre as actividades desenvolvidas, constavam conferências, cursos e leituras comentadas sobre arte, política, história, vegetarianismo, psicologia, teatro, cinema, literatura, geografia, sociologia e anarquismo. Em conjunto com outros grupos, também foram promovidos comícios do movimento estudantil e uma campanha pela libertação e asilo político do espanhol anarquista José Comin Pardillos. Outra iniciativa foi a criação da Editora Mundo Livre que publicou diversos livros anarquistas, entre eles “O Retrato da Ditadura Portuguesa” de Edgar Rodrigues, em 1962.
O Centro de Estudos Professor José Oiticica teve uma actuação anarquista durante doze anos (cinco deles já sob a repressão da ditadura militar brasileira de 1964/85), até ser invadido, assaltado e fechado pelas forças armadas. As prisões começaram a ser feitas no dia 8 e continuaram nos dias 9, 10, 15 e 21 de Outubro de 1969. Entre os muitos presos, estava Edgar Rodrigues.
Militantes anarquistas anónimos de São Paulo e de outras partes do Brasil contribuíram financeiramente para os gastos judiciais, numa grande demonstração de solidariedade libertária. O processo durou até Novembro de 1971. No mesmo período em que foi vítima deste processo militar, Edgar Rodrigues iniciou a publicação de livros que resgataram a história do movimento anarquista no Brasil e, posteriormente, a história do movimento libertário português.
Edgar Rodrigues escreveu 62 livros (entre 1957 e 2007), publicados sobretudo no Brasil e em Portugal, mas também em Itália, Venezuela e Inglaterra (alguns com várias edições). Por volta de 1976, participou no documentário “O Sonho Não Acabou” de Cláudio Khans, exibido algumas vezes na televisão e em eventos libertários.
Colaborou no jornal anarquista “O Inimigo do Rei”, enquanto ele existiu entre 1977/88, e também escreveu mais de 1760 artigos em publicações de 15 países, entre elas a “Voz Anarquista” de Portugal.
Entre Abril e Maio de 1986, participou no congresso para a reorganização da Confederação Operária Brasileira. Em Agosto de 1986, foi um dos sócios fundadores do arquivo Círculo Alfa de Estudos Históricos.
Deixou para a posteridade boa parte dos materiais de estudo (livros, jornais, fotos, cartas, actas, memórias manuscritas e demais documentos, muitos deles cópias únicas) que reuniu durante toda uma vida dedicada ao resgate da trajectória das actividades anarquistas no Brasil e no Mundo. Conseguiu todo este acervo, visitando velhos companheiros anarquistas, convencendo-os a escreverem as suas memórias, entrevistando-os e mantendo correspondência com eles. Comprou e conseguiu doações de vários materiais, junto de militantes históricos do movimento.
Edgar Rodrigues faleceu na sua residência, no bairro do Méier do Rio de Janeiro, devido uma paragem respiratória. Deixou esposa, filhos, netos e uma vasta obra anarquista que merece ser amplamente estudada.

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