quinta-feira, 30 de outubro de 2014

30 DE OUTUBRO - KONSTANTINOS TSIKLITIRAS

EFEMÉRIDEKonstantinos Tsiklitiras, campeão olímpico grego, nasceu em Pylos no dia 30 de Outubro de 1888. Morreu em 10 de Fevereiro de 1913.
Mudou-se para Atenas a fim de tirar um Curso Comercial e começou simultaneamente a praticar desporto. Foi jogador de water-polo e de futebol (no Panathinaikos) até se dedicar ao atletismo, especialmente aos saltos, tendo sido Campeão Grego dezanove vezes.
Participou nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1908, onde ganhou duas medalhas de prata nos saltos em altura e comprimento sem balanço, provas que hoje já não existem no calendário olímpico. Quatro anos depois, em Estocolmo, foi Campeão Olímpico de salto em comprimento sem balanço e medalha de bronze em altura.
A carreira de Konstantinos como atleta foi interrompida em 1913, quando se alistou no exército grego para lutar na Guerra dos Balcãs, tendo combatido na Batalha de Bizani. Contraiu meningite no campo de batalha e morreu aos 24 anos. Até hoje, é o único grego a ter ganho medalhas em duas Olimpíadas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

29 DE OUTUBRO - TAKESHI SHUDO

EFEMÉRIDETakeshi Shudo, escritor, guionista e cenarista japonês, morreu em Nara no dia 29 de Outubro de 2010. Nascera em Fukuoka, em 18 de Agosto de 1949.
Foi o autor de “Gigi”, um desenho animado muito popular nos anos 1980. Em 1997, foi também um dos criadores e cenaristas dos “Pokémon”, tendo sido criador e supervisor dos três primeiros filmes desta série. Continuou a trabalhar para os “Pokémon” até à sua morte.
Participou, ao longo da carreira, em vários outros desenhos animados para cinema e televisão. Saliente-se: “Idol Tenshi Youkoso Yoko”, “Minky Momo”, “Legend of the Galactic Heroes”, “Martian Successor Nadesico” e “Tokusou Kihei Dorvack”.
Em 28 de Outubro de 2010, quando se encontrava no interior da gare de Nara, caiu subitamente ao solo, vítima de acidente vascular cerebral. Assistido rapidamente no local e transportado ao hospital, acabou por falecer nas primeiras horas do dia seguinte, apesar de ainda ter sido operado. Foi sepultado em Tóquio. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

IBÁÑEZ E ALBERTI (1991)


28 DE OUTUBRO - RICARDO TRÊPA

EFEMÉRIDERicardo Oliveira de Sousa Trêpa, actor português, nasceu no Porto, Foz do Douro, em 28 de Outubro de 1972. É neto do prestigiado realizador Manoel de Oliveira.
Recebeu formação através da produtora televisiva NBP, com direcção do realizador José Fonseca e Costa.
Com actividade centrada maioritariamente no cinema, já participou em cerca de vinte películas desde 1990, trabalhando nomeadamente com Manoel de Oliveira, em filmes como “Porto da Minha Infância” (2001), “O Princípio da Incerteza” (2002), “Espelho Mágico” (2005) e “Belle Toujours” (2006). Saliente-se a interpretação do personagem El Rei Sebastião em “O Quinto Império – Ontem Como Hoje” (2004).
Fez também vários trabalhos para televisão (canais RTP e TVI), entre 1998 e 2009. 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

27 DE OUTUBRO - HARRY SALTZMAN

EFEMÉRIDEHarry Saltzman, de seu verdadeiro nome Herschel Saltzman, produtor e cenarista de cinema canadiano, famoso por ter produzido nove filmes de James Bond, nasceu em Sherbrooke no dia 27 de Outubro de 1915. Morreu em Paris, em 28 de Setembro de 1994.
Nascido numa família judia, estudou pouco e, após desentendimentos com a mãe, saiu de casa ainda jovem e envolveu-se com o mundo circense no Canadá e nos Estados Unidos. Ainda na adolescência, tornou-se um verdadeiro caça talentos em Long Island e, com apenas 17 anos, formou o seu próprio circo quando voltou ao Canadá.
Após ter prestado serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial, ficou em Paris, onde trabalhou em espectáculos teatrais (sobretudo em castings para escolha de elencos) e conheceu a sua futura esposa, Jacqueline, uma romena que tinha fugido do seu país durante a guerra.
Em 1956, produziu o seu primeiro filme, “The Iron Petticoat”, protagonizado por Bob Hope e Katherine Hepburn. Em seguida, fundou – juntamente com Tony Richardson e John Osborne – a Woodfall Productions. A companhia foi para o Reino Unido, onde produziu o primeiro filme, “Look Back in Anger” (1959). No ano seguinte, a Woodfall produziu “Saturday Night and Sunday Morning”, que venceu três prémios BAFTA, incluindo o de Melhor Filme Britânico. Também em 1960, o trio produziu “The Entertainer”, estrelado por Laurence Olivier. O filme foi também nomeado para vários BAFTA e um Oscar. Entretanto, apesar de serem muito bem recebidas pela crítica, os filmes da Woodfall Productions arrecadavam pouco dinheiro nas bilheteiras e Saltzman começou a enfrentar dificuldades para sustentar a família.
No início da década de 1960, a Woodfall foi dissolvida e Saltzman procurou um investimento mais sólido. Após ler o romance “Goldfinger”, escrito por Ian Fleming, decidiu comprar os direitos dos romances de James Bond. Em 1961, ofereceu 50 mil dólares pelos direitos, um enorme valor para a época e um investimento arriscado tendo em conta a sua situação financeira.
Ao mesmo tempo, o produtor Albert R. Broccoli estava à procura de um novo projecto e conversou também com Fleming sobre a possibilidade de adaptar Bond ao cinema. Foi-lhe dito que havia outras pessoas interessadas nessa possibilidade e foi assim que chegou até Saltzman. Os dois produtores decidiram unir-se para levar Bond ao cinema, apesar das suas personalidades serem completamente contrastantes. A dupla formou a Danjaq LLC, que ficou responsável pelos direitos dos livros, e a EON Productions, a companhia responsável por produzir os filmes.
Saltzman e Broccoli começaram então a apresentar o projecto aos grandes estúdios de Hollywood, até a United Artists concordar em os financiar com um milhão de dólares. O primeiro filme entrou em produção em 1961, sob a direcção de Terence Young e protagonizado pelo então desconhecido Sean Connery. “Dr. No” foi estreado no ano seguinte e foi um grande êxito mundial.
Durante nove filmes, os dois gozaram de enorme sucesso. Supervisionaram a partida de Connery do papel principal e a chegada de George Lazenby e de Roger Moore. Entre os filmes de Bond, ao contrário de Broccoli, Saltzman produziu outros projectos, como a série “Harry Palmer”, “The Ipcress File”, “Funeral in Berlin” e “Billion Dollar Brain”, todos com o actor Michael Caine.
Em 1975, após uma série de filmes de menos sucesso, Saltzman viu-se a braços com grandes dívidas. Para evitar a falência, vendeu a sua parte da Danjaq a Broccoli por 20 milhões de dólares. O seu último filme, como produtor de James Bond, foi “The Man with the Golden Gun”. Após produzir este filme, fez uma longa pausa na sua carreira para poder cuidar da esposa que estava gravemente doente e salvar também a sua posição financeira. Nos anos seguintes, produziu apenas dois filmes, “Nijinsky” e “Dom za Vesanje”. Morreu aos 78 anos. 

domingo, 26 de outubro de 2014

PARA LEVANTAR O ASTRAL...


26 DE OUTUBRO - DON SIEGEL

EFEMÉRIDE – Donald “DonSiegel, realizador e produtor de cinema e televisão norte-americano, nasceu em Chicago, no Illinois, no dia 26 de Outubro de 1912. Morreu em Nipomo, na Califórnia, em 20 de Abril de 1991.
Graduou-se no Jesus College e começou a trabalhar no departamento de montagem da Warner Bros. Em 1945, realizou duas curtas-metragens: “Hitler Lives” e “A Star in the Night” (Oscars de Melhor Documentário e de Melhor Curta-Metragem de Ficção, respectivamente). O apreço da Academia por estes trabalhos constituiu um bom início para a sua carreira de realizador.
Em 1956, realizou o filme “Invasion of the Body Snatchers”, com o qual ganhou a reputação de ser um realizador de excelentes trabalhos, mesmo com orçamentos limitados. Em 1962, fez com Steve McQueen “Hell Is for Heroes”. Em 1964, dirigiu “The Killers”, com Lee Marvin, feito para a televisão mas exibido nos cinemas, visto ter sido considerado muito violento.
No final da década de 1960, iniciou uma parceria de sucesso com Clint Eastwood. Entre os filmes que fizeram juntos, destacam-se os policiaisCoogan's Bluff” (1968) e “Dirty Harry” (1972), além do westernTwo Mules for Sister Sara” (1970) e o suspenseEscape from Alcatraz” (1979). Eastwood reconheceu aliás que Siegel foi uma das suas maiores referências no campo da realização, juntamente com Sergio Leone.
Siegel dirigiu também o último filme de John Wayne, o westernThe Shootist” (1976). Entre os seus inúmeros trabalhos para televisão, destacam-se dois episódios da série “The Twilight Zone”, “The Self-Improvement of Salvadore Ross” e “Uncle Simon”.
Esteve casado com a actriz Viveca Lindfors, entre 1948 e 1953. Voltou a casar-se em 1957, com Doe Avedon. Morreu aos 78 anos, vítima de doença oncológica. Teve cinco filhos. 

sábado, 25 de outubro de 2014

25 DE OUTUBRO - JOÃO II DE PORTUGAL

EFEMÉRIDED. João II, 13º rei de Portugal, cognominado “O Príncipe Perfeito” pela forma como exerceu o poder, morreu em Alvor no dia 25 de Outubro de 1495. Nascera em Lisboa, em 3 de Maio de 1455. Filho de D. Afonso V de Portugal, acompanhou o pai nas campanhas em África e foi armado cavaleiro na tomada de Arzila (Marrocos). No início de 1471, desposou Leonor de Viseu, sua prima direita. Fruto desta união nasceria, em 1475, o infante Afonso.
Enquanto D. Afonso V enfrentava os castelhanos, o príncipe assumiu em 1474 a direcção da expansão marítima portuguesa iniciada pelo seu tio-avô Infante D. Henrique.
João II sucedeu ao pai após a sua abdicação em 1477, mas só subiu ao trono após a sua morte, em 1481. Concentrou então o poder em si, retirando-o à aristocracia. Desde jovem que João não era popular junto dos pares do reino, visto que parecia ser imune à influência externa e desprezava as intrigas. Os nobres poderosos, nomeadamente Fernando II, duque de Bragança, tinham medo da sua governação e, efectivamente, logo que ele tomou as rédeas do país, provou que tinham razão para isso.
Nas conspirações que se seguiram, suprimiu o poder da casa de Bragança e apunhalou pelas suas próprias mãos o seu primo e cunhado Diogo, duque de Viseu, que se preparava para lhe fazer o mesmo. Pelo seu lado, o duque de Bragança, porque se comprovou a existência de cartas comprometedoras trocadas com os vizinhos reis católicos, foi condenado à morte após julgamento. Governando desde então sem oposição, D. João II foi um grande defensor da política de exploração atlântica, dando prioridade à busca de um caminho marítimo para a Índia.
Eis alguns factos notáveis ocorridos no seu reinado: - Diogo Cão descobriu a foz do rio Congo e explorou a costa da Namíbia (1484); Bartolomeu Dias cruzou o cabo da Boa Esperança, tornando-se o primeiro europeu a navegar no oceano Índico vindo de oeste (1488); Álvaro de Caminha iniciou a colonização das ilhas de São Tomé e Príncipe (1493), sendo a ilha do Príncipe assim baptizada em homenagem ao único filho do rei; foram enviadas expedições por terra, lideradas por Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva, ao Cairo, Adém, Ormuz, Sofala e Abissínia, a terra do lendário Preste João, de onde enviaram relatórios sobre essas paragens, ficando D. João II com a certeza de que se poderia atingir a Índia por mar; D. João II contestou a “Bula Inter Coetera” e negociou directamente com os reis católicos de Castela o Tratado de Tordesilhas (1494); delineou também a primeira viagem no caminho marítimo para a Índia, que seria efectuada já no reinado do seu sucessor.
Centralizou na coroa a exploração e comércio na costa da Mina e Golfo da Guiné, determinando a construção de uma feitoria para apoiar o florescente comércio do ouro de aluvião na região. Sob o comando de Diogo de Azambuja, foi rapidamente construído o Castelo de São Jorge da Mina, com pedra previamente talhada e numerada em Portugal, enviada como lastro nos navios, sistema de construção depois adoptado para numerosas fortificações.
O seu único herdeiro, o príncipe Afonso de Portugal, estava prometido desde a infância a Isabel de Aragão e Castela, ameaçando assim herdar os tronos de Castela e Aragão. Contudo, o jovem príncipe morreu em 1491, numa misteriosa queda durante um passeio a cavalo à beira do Tejo. Durante o resto da sua vida, D. João II tentou, sem sucesso, obter a legitimação do seu filho bastardo Jorge de Lencastre. Morreu sem herdeiros legítimos, tendo escolhido para sucessor o duque de Beja, seu primo direito e cunhado, que viria a ascender ao trono como D. Manuel I de Portugal. D. João II está sepultado no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.
Parte das descobertas portuguesas durante o reinado de D. João II permanece, no entanto, desconhecida. Muita informação foi mantida em segredo por razões políticas e os arquivos daquele período foram destruídos no Terramoto de 1755

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

JACQUES BREL - "Les Bourgeois"


24 DE OUTUBRO - JERSY KUKUCZKA

EFEMÉRIDEJerzy Kukuczka, alpinista polaco, morreu durante a escalada do Lhotse, no Nepal, em 24 de Outubro de 1989. Nascera em Katowice no dia 24 de Março de 1948.
Em Setembro de 1987, tornou-se o segundo homem, depois de Reinhold Messner (um ano antes), a ter escalado todas as montanhas do mundo com mais de 8 000 metros.
Kukuczka é considerado por muitos como um dos melhores alpinistas de alta altitude de todos os tempos. Ele escalou os catorze picos mundiais com mais de 8 000 m, mais rapidamente do que qualquer outra pessoa (em oito anos, contra dez de Messner). Neste processo, Kukuczka estabeleceu nove novas rotas e escalou quatro picos durante o Inverno. Foi também o segundo homem a realizar a escalada de uma montanha de 8 000 metros em solitário e sem oxigénio (Makalu em 1981).
Jerzy morreu durante uma tentativa de escalar a face sul do Lhotse, a uma altitude de cerca de 8 200 metros. Uma corda, que ele comprara em segunda-mão num mercado de Katmandu, rompeu-se durante a ascensão e causou-lhe uma queda que seria mortal.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

23 DE OUTUBRO - ABDEL AZIZ AL-RANTISSI

EFEMÉRIDEAbdel Aziz Al-Rantissi, médico e político palestiniano, nasceu em Yubna, perto de Jaffa, no dia 23 de Outubro de 1947. Morreu na cidade de Gaza, em 17 de Abril de 2004. Juntamente com o líder espiritual Ahmed Yassin, foi um dos fundadores do movimento de resistência islâmico Hamas (1987).
A sua família tinha fugido da Guerra de 1948 em direcção à faixa de Gaza, instalando-se no campo de refugiados de Khan Younis. Abdel Aziz, então com seis meses, viveu num casebre, juntamente com os pais e os onze irmãos. Começou a estudar aos seis anos, numa escola pertencente a uma agência de socorro das Nações Unidas
Acabou os estudos secundários em 1965, ingressando seguidamente na Faculdade de Medicina de Alexandria, no Egipto, onde se licenciou em 1972. Durante os seus estudos no Egipto, foi particularmente influenciado pela filosofia dos Irmãos Muçulmanos.  
Em 1976, voltou para Gaza depois de completar os seus estudos e especializações. Começou por trabalhar como médico interno no Hospital de Nasser, o maior centro médico de Khan Younis. Tornou-se membro dos Irmãos Muçulmanos.
Foi membro do centro islâmico da Associação Médica Árabe em Gaza e do Crescente Vermelho palestiniano. Em 1978, associou-se à abertura da Faculdade de Ciências da Universidade Islâmica de Gaza, onde dirigiu cursos de Genética e de Parasitologia. Tornou-se também chefe do serviço de Pediatria do Hospital Governamental de Khan Younis.
Em Fevereiro de 1988, foi detido pela terceira vez pelas autoridades israelitas. Ficou na prisão dois anos e meio, «devido  às suas actividades contra o Estado de Israel». Em Dezembro de 1992, foi expulso pelas autoridades israelitas, juntamente com mais de 400 activistas do Hamas, e enviado para o sul do Líbano.
Conseguiu voltar à Palestina, onde foi preso e condenado por um tribunal militar. Ficou na prisão até meados de 1997. Voltou a ser preso várias vezes.
Quando Ahmed Yassin, juntamente com quatro guardas, foi morto em Março de 2004 por um míssil disparado de um helicóptero da Força Aérea Israelita, Rantissi assumiu a liderança política do Hamas, sendo o seu principal porta-voz na faixa de Gaza.
Abdel Aziz era considerado um membro da linha dura do Hamas e sempre se posicionou contra qualquer compromisso com Israel, na defesa da criação de um Estado palestiniano. «O nosso principal objectivo é a libertação da faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém, e nada mais. Mas não temos força para libertar toda a nossa terra» – disse Rantissi à BBC em 2002. «Na nossa religião, é proibido abrir mão de parte da nossa terra, portanto, não podemos reconhecer Israel de forma alguma. Mas podemos aceitar uma trégua e viver lado a lado, deixando que essas questões sejam decididas pelas próximas gerações».
Abdel Al-Rantissi foi o segundo líder do Hamas a ser morto pelas forças israelitas no espaço de 25 dias (menos de um mês depois de Yassin e nas mesmas circunstâncias). Os helicópteros dispararam dois mísseis contra o veículo em que Rantissi viajava com um guarda-costas e um dos seus filhos, numa rua central de Gaza. O guarda-costas e o filho morreram no local, enquanto Rantissi foi levado para o hospital, em estado crítico, vindo a falecer. Era casado e pai de seis filhos.
Rantissi era considerado um terrorista pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por Israel. Para os árabes, porém, ele era acima de tudo um defensor da causa palestiniana. A União Europeia condenou o assassinato. Os Estados Unidos, se bem que não o condenando expressamente, pediram a Israel para «reflectir atentamente sobre as consequências dos seus actos». 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

22 DE OUTUBRO - ÈVE CURIE

EFEMÉRIDE – Denise-Ève Curie Labouisse, pianista, mulher de letras, jornalista, conferencista e diplomata francesa, morreu em Nova Iorque no dia 22 de Outubro de 2007. Nascera em Paris, em 6 de Dezembro de 1904. Era filha de Pierrre e Marie Curie, e irmã de Irène Joliot-Curie.
Estudou no Colégio Sévigné, onde obteve o bacharelato em 1925. Contrariamente aos pais e irmã, não quis seguir uma carreira científica. Encorajada pela mãe, preferiu os estudos literários e artísticos. Formada por Ignacy Paderewski, começou a carreira como pianista, apresentando-se ao público pela primeira vez em Paris (1925).
Em 1937, publicou a biografia de sua mãe (“Madame Curie”) falecida em Julho de 1934, vítima de leucemia. Esta obra seria adaptada ao cinema pela MGM em 1943. O pai falecera em Abril de 1906, atropelado por uma carroça. A irmã Irène morreu em Março de 1956, aos 58 anos, também vítima de leucemia.
No começo da Segunda Guerra Mundial e depois da ocupação alemã, refugiou-se em Inglaterra, onde se juntou ao movimento França Livre. Utilizou as suas palavras e a sua voz na imprensa, na rádio e em conferências.
Como retaliação, o regime de Vichy retirou-lhe a cidadania francesa em 1941, pelo que se mudou para os Estados Unidos. Em Novembro desse ano, foi contratada pelo “Herald Tribune Syndicate” de Nova Iorque e pelo “Allied Newspaper” de Londres como correspondente de guerra. Em Março de 1942, entrevistou Gandhi.
Em “Jornada entre guerreiros” (1943), outro dos seus livros, narrou a sua passagem por vários países, nas frentes de batalha da Segunda Guerra Mundial: Líbia, Rússia, Birmânia e China.
Regressada a Inglaterra, alistou-se no Corpo de Voluntárias da França Combatente e tornou-se condutora de ambulâncias na frente de Itália. Em 1943, o general Brosset integrou-a numa brigada, com o posto de tenente. Desembarcou com as tropas francesas na Provença em Agosto de 1944.
O general de Gaulle rendeu-lhe homenagem num discurso que pronunciou em Alger em Outubro de 1943. Em Novembro, escreveu-lhe: «Não esqueço quanto a sua atitude, desde o princípio, foi corajosa e felicito-a pelo que continua a fazer neste momento».
Em Novembro de 1944, Ève recebeu a Cruz de Guerra e fundou com Philippe Barrès o diário “Paris-Presse, que co-dirigiu até 1949. Foi também conselheira especial do Secretário-geral da NATO.
Em 1954, casou-se com Henry Richardson Labouisse, posteriormente embaixador dos Estados Unidos na Grécia (1965/79) e director executivo da UNICEF durante 15 anos. No desempenho das suas funções, viajaram por mais de uma centena de países.
Ève Curie foi administradora da Fundação Curie de 1957 a 1967, na qualidade de representante de Marie Curie, a sua fundadora. Foi distinguida com o oficialato da Legião de Honra durante uma cerimónia realizada na UNICEF, «homenageando a sua enorme contribuição para as causas humanitárias». Enviuvou em 1987, falecendo 20 anos depois com a idade de 102 anos.
Era doutora honoris causa do Mills College, do Russell Sage College e da Universidade de Rochester.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

21 DE OUTUBRO - TARIQ ALI

EFEMÉRIDETariq Ali, historiador, escritor, activista e comentador político britânico de origem paquistanesa, nasceu em Lahore no dia 21 de Outubro de 1943. Autor de um grande número de obras, em particular sobre a Ásia do Sul, o Médio Oriente, a história do Islão, o império americano e a resistência política, escreve periodicamente nos jornais “The Guardian”, “CounterPunch” e “London Review of Books” e na revista “New Left Review”, onde é membro do comité de redacção. É director editorial da editora londrina Verso.
Nascido e criado em Lahore, que fazia então parte da Índia colonial, actual Paquistão, estudou na Universidade do Punjab. Devido aos seus contactos com movimentos estudantis radicais e temendo pela sua segurança, os pais fizeram-no emigrar para Inglaterra, onde estudou Filosofia, Política e Economia no Colégio de Exeter. Foi o primeiro paquistanês a ser eleito presidente da Oxford Union, sociedade estudantil que organizava debates.
A sua notoriedade teve início durante a Guerra do Vietname, quando manteve acesos debates com personagens centrais, tais como Henry Kissinger. Tornou-se um crítico ferrenho das políticas externas dos Estados Unidos e de Israel.
Atraído pelo movimento socialista revolucionário, em virtude da sua participação no jornal “The Black Dwarf”, juntou-se em 1968 ao partido trotskista International Marxist Group (dissolvido em 1981), tornando-se membro do comité executivo da Quarta Internacional.
Tariq tem sido um crítico das políticas económicas neoliberais e esteve presente nas edições de 2003 e 2005 do Fórum Social Mundial, tendo sido um dos dezanove signatários do “Manifesto de Porto Alegre” (2005).
Publicou mais de uma dezena de livros sobre história e política internacional, além de várias novelas. Uma das suas obras mais conhecidas é “Bush na Babilónia: a Recolonização do Iraque” (2003). Vive actualmente em Londres, com a sua companheira Susan Watkins, redactora-chefe da “New Left Review”.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA... - "No Limite da Dor"


20 DE OUTUBRO - CALANE DA SILVA

EFEMÉRIDE – Raul Alves Calane da Silva, escritor e jornalista moçambicano, nasceu em Lourenço Marques, actualmente Maputo, no dia 20 de Outubro de 1945.
Obteve o grau de mestre em Linguística Portuguesa, na Universidade do Porto, bem como o grau de doutor em Linguística Portuguesa, na mesma universidade, com uma tese intitulada “Do léxico à possibilidade de campos isotópicos literários”.
Foi docente de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Universidade Pedagógica e director do Centro Cultural Brasil-Moçambique em Maputo, sendo responsável pela dinamização das actividades culturais que nos últimos anos têm sido levadas a cabo neste local. É membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono.
Coordenou a “Gazeta Artes e Letras” da revista “Tempo” em 1985 e foi chefe de redacção da Televisão Experimental de Moçambique em 1987. Foi ainda membro da direcção da Associação dos Escritores Moçambicanos
Condecorado em Maputo (2011) com a Comenda da Ordem de Rio Branco, por ocasião do Dia do Diplomata. Em Novembro de 2011, foi anunciado como vencedor do Prémio José Craveirinha, o maior galardão moçambicano, que distinguiu a sua carreira literária. Publicou, desde 1982, vários livros de poesia, contos, crónicas e ensaios. 

domingo, 19 de outubro de 2014

19 DE OUTUBRO - JOSÉ RODRIGUES

EFEMÉRIDEJosé Rodrigues de Carvalho, pintor português da época romântica, morreu em Lisboa no dia 19 de Outubro de 1887. Nascera, também na capital portuguesa, em 16 de Julho de 1828. Viveu em Lisboa, na Rua dos Bacalhoeiros, e casou em 1863 com Maria José Rodrigues, com quem teve três filhos.
Considerado o seu quadro mais famoso, “O Cego Rabequista”, pintado em 1855, foi exibido na Exposição Universal de Paris em 1855 e na Exposição Internacional do Porto em 1865.
Ingressou na Academia das Belas-Artes (Convento de S. Francisco) como aluno voluntário, em 1841. Em virtude de ter na Academia um colega homónimo, requereu oficialmente a redução do seu nome para “José Rodrigues”.
Aos catorze anos, num concurso de desenho histórico, ganhou um prémio na cópia de baixo-relevo, passando de aluno voluntário a aluno ordinário. No ano lectivo de 1845/46, recebeu um outro prémio, tendo passado para o ensino superior na disciplina de Pintura Histórica.
Em Dezembro de 1846, ganhou novo prémio com um desenho de modelo vivo. Teve como condiscípulos Francisco Augusto Metrass e Tomás da Anunciação, entre outros. No certame trienal de 1849, recebeu das mãos da rainha D. Maria II, a medalha de ouro.
Em Agosto de 1849, a Academia premiou o quadro de José Rodrigues “Aparição do Anjo S. Gabriel ao profeta Daniel” também com uma medalha de ouro. Numa exposição promovida pela Associação Industrial Portuense, obteve a medalha de prata com distinção. Em 1865, a Conferência Geral da Academia nomeou-o “Académico de Mérito”.
Ao longo da sua vida, em vez de poder pintar as obras que desejava, teve necessidade de pintar retratos para sobreviver, facto que o tornou num homem melancólico e doente. Deu também aulas no Mosteiro das Donas Irlandesas do Bom-Sucesso e no Colégio de S. José das Dominicanas de S. Domingos de Benfica, entre outros locais.
Celebrou com a Câmara Municipal de Lisboa, em Novembro de 1882, um contrato para a feitura de dois quadros destinados à Sala de Sessões. Nesse contrato, José Rodrigues comprometia-se a fazer dois quadros em tamanho natural e de corpo inteiro de Alexandre Herculano e de Manuel Fernandes Tomás, pela importância de dois contos de reis. O contrato foi assinado pelo então presidente da câmara José Gregório da Rosa Araújo e pelo artista. Os quadros estão actualmente na Sala de Sessões da CML.

sábado, 18 de outubro de 2014

CHICO BUARQUE - "Construção"


18 DE OUTUBRO - KLAUS KINSKI

EFEMÉRIDEKlaus Kinski, de seu verdadeiro nome Nikolaus Karl Günther Nakszyński, actor alemão, nasceu em Zoppot no dia 18 de Outubro de 1926. Morreu em Lagunitas, na Califórnia, em 23 de Novembro de 1991, vítima de crise cardíaca. Entrou em mais de 130 filmes, celebrizando-se sobretudo ao protagonizar películas do realizador Werner Herzog.
Em 1931, a família mudou-se para Berlim, onde Klaus frequentou o Prinz-Heinrich-Gymnasium em Berlim-Schöneberg. Teve uma infância e juventude atribuladas. Os pais eram muito pobres e, por vezes, ele teve mesmo de roubar para poder comer. Desde muito cedo, mostrou-se empreendedor e desembaraçado.
Durante a Segunda Guerra Mundial, foi convocado para a Wehrmacht e serviu na Frente Ocidental nos Países Baixos. Ferido em combate, rendeu-se às tropas britânicas, passando a maior parte da guerra como prisioneiro. Foi no campo de detenção, representando para os outros prisioneiros, que descobriu o seu talento como actor. Após a guerra, decidiu voltar à Alemanha Ocidental, onde estudou teatro com vários mestres. Tornou-se famoso como declamador de textos de Shakespeare, Oscar Wilde, Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire e François Villon. Trabalhou igualmente no teatro, nomeadamente em duas peças de Jean Cocteau. Adoptou então o nome artístico pelo qual ficaria conhecido.   
Em 1948, estreou-se no cinema, desempenhando um pequeno papel no filme “Morituri”. Tornava-se assim um actor do emergente cinema alemão do pós-guerra. No início dos anos 1960, a sua carreira internacionalizou-se, tendo participado no filme “Doutor Jivago” de David Lean, em alguns Westerns e em inúmeros filmes secundários. Actuou em vários países sobretudo europeus.
Durante a sua carreira, teve propostas de realizadores como Federico Fellini, Pier Paolo Pasolini, Akira Kurosawa, Luchino Visconti ou Steven Spielberg, mas – segundo ele – recusava quase sempre, preferindo papéis em filmes de realizadores menos conhecidos mas que lhe pagavam melhor. No entanto, essas recusas deviam-se também, provavelmente, ao facto de Kinski não querer trabalhar com realizadores com personalidades tão fortes quanto a sua, que o poderiam ofuscar ou, de alguma forma, subjugar. No entanto, Kinski trabalhou com nomes grandes e personalidades tão fortes como Werner Herzog e David Lean, porventura porque nestes casos conseguia juntar o útil ao agradável.
A sua reputação internacional foi obtida depois de cinco colaborações com o cineasta Werner Herzog, nos filmes “Aguirre, der Zorn Gottes” (1972), “Woyzeck” (1979), “Nosferatu: Phantom der Nacht” (1979), “Fitzcarraldo” (1982) e “Cobra Verde” (1987). Em 1989, Kinski foi também realizador do filme “Kinski Paganini”.
A personalidade de Kinski era bastante pitoresca e controversa. Era uma vedeta caprichosa e difícil e as suas violentas explosões coléricas, por motivos fúteis e insignificantes, tornaram-se lendárias. Era o terror dos realizadores e produtores. Por outro lado, era um Don Juan insaciável e chegava a querer participar num filme só para ter oportunidade de seduzir determinada actriz. Não era um actor que pudesse representar todos os tipos de personagens. Representava quase sempre papéis de pessoas atormentadas, fanáticas, violentas, obcecadas, intensas, criminosas, apaixonadas ou loucas.
Em 1975, publicou a sua autobiografia, onde relatou a sua vida intensa e atormentada, as suas inúmeras e ardentes paixões e algumas aventuras eróticas. Recebeu três prémios de Melhor Actor em 1979/80. Quando morreu, de acordo com os seus desejos, o corpo foi cremado e as cinzas espalhadas no Oceano Pacífico.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

17 DE OUTUBRO - LUIZ BONFÁ

EFEMÉRIDELuiz Floriano Bonfá, cantor, violonista e compositor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 17 de Outubro de 1922.Morreu na mesma cidade em 12 de Janeiro de 2001.
Aprendeu sozinho a tocar violão, era ainda criança. Quando completou 13 anos, passou a ter aulas de violão clássico com o uruguaio Isaías Savio. Estas aulas eram muito cansativas para ele, pois tinha de sair de casa, na periferia do Rio, e andar muito a pé para apanhar um bus para Santa Teresa, onde morava o professor. Devido à extraordinária dedicação de Bonfá, Isaías não lhe cobrava as aulas. O jovem Luiz viria a ser um dos integrantes do primeiro grupo de músicos de bossa nova e um compositor de clássicos como “Manhã de Carnaval” e “Samba do Orfeu”. 
Na década de 1940, tocou na Rádio Nacional. Fez parte de alguns conjuntos, como o Quitandinha Serenaders, até começar a carreira solo, como violonista. Teve depois actuação destacada como compositor e os seus primeiros sucessos foram gravados por Dick Farney em 1953. A peça “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes, foi um marco importante na sua carreira. Tocou violão na gravação do disco da peça em 1956 e, três anos depois, compôs algumas das faixas que faziam parte da banda sonora do filme de Marcel Camus “Orfeu Negro”, inspirado naquela peça.
Participou no Festival de Bossa Nova realizado no Carnegie Hall em Nova Iorque (1962), sendo muito respeitado como compositor refinado e violonista exímio. Uma das suas características era, ao tocar, fazer um amplo uso do recurso às cordas soltas, o que conferia uma sonoridade grandiosa às interpretações.
Gravou diversos discos nos Estados Unidos, que não foram lançados no Brasil. Voltou a gravar no Brasil no fim dos anos 1980 e anos 1990, lançando discos de sucesso também nos EUA. “Almost In Love”, composição de Bonfá, foi a única música brasileira gravada por Elvis Presley. Frank Sinatra, Sarah Vaughan, George Benson, Tony Bennett, Julio Iglesias, Diana Krall e Luciano Pavarotti foram alguns dos intérpretes que cantaram as suas músicas. Outros sucessos de Luiz Bonfá: “De Cigarro em Cigarro”, “Correnteza” (em parceria com Tom Jobim), “The Gentle Rain”, “Menina Flor”, “Mania de Maria” e “Sem Esse Céu”.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

16 DE OUTUBRO - FRANÇOIS DE MALHERBE

EFEMÉRIDEFrançois de Malherbe, poeta francês, morreu em Paris no dia 16 de Outubro de 1628. Nascera em Caen por volta do ano de 1555.
A família tentou educá-lo dentro das normas protestantes, encaminhando-o para a profissão do pai, que era conselheiro presidencial de Caen. No entanto, já na Universidade de Basileia e na Universidade de Heidelberg, Malherbe percebeu que não tinha qualquer inclinação para a magistratura nem para o protestantismo. Deixou a família em 1576 e procurou a protecção de Henri d’Angoulême, filho de Henri II, governador da Provença, do qual se tornou secretário.
Em 1581, casou-se com Madeleine de Cariolis, filha do principal juiz do Parlamento de Aix. Após a morte do governador da Provença, voltou à Normandia, onde – em 1587 – publicou o seu primeiro poema, “As lágrimas de São Pedro”. Em 1595, novamente na Provença, iniciou um período decisivo para a sua formação, beneficiando da amizade com o filósofo estóico Guillaume du Vair e com o erudito Nicholas Claude Fabri de Peirsec.
Em 1605, munido de diversas recomendações, foi para Paris, onde se tornou poeta da corte. Escreveu peças de circunstância, odes, estâncias, canções e sonetos. É considerado o introdutor do rigor na poesia francesa, exercendo influência sobre os grandes clássicos do século XVII.
É tido igualmente como o primeiro teórico da arte clássica e um dos reformadores da língua francesa. Destacou-se também como crítico exigente, temido e violento. Em 1627, o seu filho Marc-Antoine foi morto num duelo. Inconsolável, François de Malherbe adoeceu e morreu no ano seguinte.
Fizera testamento a favor do sobrinho Vincent de Boyer d’Éguilles, que acrescentou ao seu nome o apelido Malherbe. Com efeito, uma das imposições inseridas no testamento era a de que a família Boyer d’Éguilles usasse o seu apelido durante três gerações. O espólio documental e literário do poeta foi conservado por esta família até à Revolução Francesa (finais do século XVIII).  

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

15 DE OUTUBRO - HENRI VERNEUIL

EFEMÉRIDEHenri Verneuil, de seu verdadeiro nome Achod Malakian, realizador, cenarista e produtor de cinema francês, de origem arménia, nasceu em Rodosto no dia 15 de Outubro de 1920. Morreu em Bagnolet, na periferia de Paris, em 11 de Janeiro de 2002.
Em Dezembro de 1924, a família Malakian desembarcou no cais da Joliette, em Marselha, juntamente com muitos outros refugiados arménios, sobreviventes do genocídio perpetrado pelo governo dos Jovens Turcos do Império Otomano.
Adaptaram-se à vida local. O jovem Verneuil, depois de fazer os estudos elementares, formou-se em engenharia na École Nationale Supérieure d'Arts et Métiers, em Aix-en-Provence (1943). Depois, ainda trabalhou como jornalista na revista “Horizon” (1944), antes de iniciar a sua carreira de cineasta.
Em 1947, convenceu o comediante Fernandel, já então famoso, a participar num documentário sobre Marselha (cidade natal do actor). Tratava-se de “Escale au soleil” e foi o seu primeiro filme.
Em 1949, conseguiu emprego em Paris como assistente de realização. Paralelamente, realizou vários filmes de curta-metragem. “La Table aux crevés,” de 1951, também protagonizado por Fernandel, foi a sua primeira longa-metragem. Muitos outros filmes se seguiram, estrelados por nomes famosos do cinema.
Na década de 1960, esteve nos Estados Unidos para a rodagem dos filmes “25ª Hora” e “A Batalha de São Sebastião”, ambos com Anthony Quinn, respectivamente em 1967 e 1969. De regresso a França, realizou – com o apoio da 20th Century Fox – “Le Clan des Siciliens”. O filme reuniu três grandes actores do cinema francês: Jean Gabin, Lino Ventura e Alain Delon.
Somando sucessos, produziu e realizou em 1971 a película “Le Casse”, para a Columbia Pictures, reunindo os actores Jean-Paul Belmondo, Omar Sharif e Robert Hossein, entre outros. Seguiu-se “Le Serpent” em 1973, um filme de espionagem com Yul Brynner, Henry Fonda, Dirk Bogarde e Philippe Noiret. Em 1975, reencontrou Belmondo (que se tornaria o seu actor fetiche) em “Peur sur la ville”.
Sem deixar o cinema espectáculo, orientou depois a sua obra para a crítica política. Com Belmondo, realizou “Le Corps de mon ennemi” (1976), onde criticou certos meios políticos burgueses que se comprometiam com o universo do crime. Criou em seguida a sua própria empresa de produção, o que lhe permitiu fazer mais facilmente filmes sobre diversos temas políticos, como o assassinato de JF Kennedy, as multinacionais e a globalização. 
Realizou o seu último filme comercial em 1984: “Les Morfalous”. O actor principal era Belmondo, com quem trabalhava pela sétima e última vez.
Em 1991, realizou “Mayrig”, com Omar Sharif e Claudia Cardinale, baseado num romance, em que ele tinha narrado a saga da sua família. Lançado em 1985, alguns anos após a morte da sua mãe, o livro tinha sido traduzido em 37 línguas. Em 1992, Verneuil realizou a continuação de “Mayrig” – “588, rue Paradis”, que encerrou a sua carreira de cineasta.
Em 1996, recebeu o César de Honra pelo conjunto da sua obra. No mesmo ano, foi lançado o documentário “Henri Verneuil 50 anos de cinema”. Em Março de 2000, foi eleito para a Academia das Belas Artes.  
Quando faleceu, as cerimónias fúnebres tiveram lugar na Catedral Arménia de Saint-Jean-Baptiste, em Paris, com a presença de Alain Delon, Charles Aznavour, Pierre Cardin e Claudia Cardinale, entre outras personalidades. Foi sepultado no cemitério de Saint-Pierre, em Marselha.
Segundo estatísticas feitas desde 1945, Henri Verneuil é o realizador francês que teve mais espectadores durante a sua carreira. Com os seus 34 filmes, atingiu no total cerca de 92 milhões de espectadores. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

14 DE OUTUBRO - ALEXANDRE FROTA

EFEMÉRIDEAlexandre Frota de Andrade, actor, realizador, modelo, apresentador e empresário brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 14 de Outubro de 1963. A mãe (Lais Frota) é de origem portuguesa (açoriana). Foi descoberto num concurso de jovens talentos, alcançando grande destaque depois da puberdade, quando começou a contracenar em filmes para adultos.
Casou-se uma primeira vez no Rio de Janeiro, em Dezembro de 1986, com a actriz Cláudia Raia, de quem se divorciou três anos depois. Casou seguidamente com Andréa Oliveira, mas o casamento durou apenas alguns meses. Tem um filho, nascido em 1998, de uma relação com Samantha Lima.
Participou na primeira edição do reality showCasa dos Artistas”, onde se destacou. Voltou a realizar um reality show em 2004 – “Quinta das Celebridades” em Portugal, ficando em segundo lugar. Em primeiro, ficou o polémico José Castelo Branco. Voltou a Portugal, onde fez vários shows no espectáculo “Sex Fever”. Depois, entrou num novo reality show, “Primeira Companhia” (2005).
Alexandre Frota posou nu quatro vezes para a revista brasileira “G Magazine”, sendo o homem que posou mais vezes em menos tempo na história desta revista. Foi empresário de grupos de dançarinas de funk, em 2001.
Em 2004, surpreendeu o público ao assinar contrato com uma produtora de filmes pornográficos, sendo o primeiro actor famoso no Brasil a entrar assumidamente neste ramo de actividade. 
Em Fevereiro de 2008, após assinar um contrato de 3 anos com a Rede Record como supervisor artístico, declarou: «Posso vir a passar fome, mas filmes porno não faço mais».
Em Junho de 2009, abandonou a equipa de direcção do reality showA Fazenda”, também da Record, após desentendimento com o realizador Rodrigo Carelli. Não teria havido qualquer briga, apenas divergências de opinião acerca do ritmo do programa.
Em Setembro de 2010, anunciou que iria jogar futebol americano pelo Corinthians Steamrollers, equipa que representa o Corinthians naquela modalidade. Jogou o Campeonato Brasileiro vestindo a camisola número 77.
Em 2011, assinou contrato com a SBT e fez parte do programa humorístico “A Praça É Nossa”. No final de 2012, foi contratado pela Rede Brasil e, desde Março de 2013, apresenta o “Programa do Frota”.
Em Outubro de 2013, quando completou 50 anos de idade, publicou a sua autobiografia “Identidade Frota: A Estrela e a Escuridão 5.0, em colaboração com o jornalista Pedro Henrique Peixoto.
Alexandre Frota, até agora, entrou em 8 telenovelas, 9 séries e mini-séries, 10 programas e reality shows, 8 filmes convencionais e 20 porno (um como realizador). 

MUNDO CINZENTO (Glosa)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

13 DE OUTUBRO - PAUL SIMON

EFEMÉRIDE Paul Frederic Simon, cantor e compositor norte-americano de música folk rock, nasceu em Newark no dia 13 de Outubro de 1941. Foi considerado o 93º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana “Rolling Stone”.
Formou, no final da década de 1950, o duo Tom & Jerry com o amigo de escola Arthur Garfunkel e chegaram a alcançar notoriedade com a canção “Hey Schoolgirl”. Gravaram alguns singles, mas a dupla acabou por se desfazer.
Em meados da década de 1960, voltou a gravar com o seu parceiro Art Garfunkel, no disco “Wednesday Morning”, que continha a clássica faixa “The Sound of Silence”, tida por muitos como a melhor canção do seu repertório. Este disco não teve sucesso imediato e a dupla Simon & Garfunkel foi novamente desfeita.
Paul Simon formou-se entretanto em Literatura e pôde finalmente dedicar-se mais à música. Influenciado por Bob Dylan e pela onda folk que varria a América, interpretou então as suas próprias composições.
Em 1965, foi tentar a sorte no circuito folk de Londres e, ao voltar aos Estados Unidos, encontrou a canção “The Sound of Silence” nos tops de vendas, numa versão com instrumentos eléctricos feita por cima da versão acústica gravada anteriormente. Retomou a colaboração com Garfunkel e gravaram logo um álbum, que foi muito bem acolhido pelo público e pela crítica. Lançaram juntos, no total, seis discos, todos Disco de Ouro por recorde de vendas. O seu folk rock fez grande sucesso, com canções como “América”, “I am a rock”e “The Boxer”, entre outras. Gravaram igualmente a banda sonora do filme “The Graduate”, realizado em 1967 por Mike Nichols, com Dustin Hoffman.
Em 1968, as tensões com Garfunkel começaram a surgir. Simon achava que era demasiadamente pressionado e, porque tencionava casar-se, queria começar uma vida mais familiar. Decidiram fazer só mais um álbum, “Bridge Over Troubled Waters”, gravado em 1969 e lançado em 1970, que interrompeu assim uma parceria que já durava há muito.
Seguiu depois uma carreira a solo, produzindo uma obra de grande qualidade e com um êxito artístico enorme. Em 1974, realizou uma tournée acompanhado por uma banda gospel e um grupo de músicos peruanos, mostrando o seu interesse pela cultura de outras nações, que aumentaria com o passar dos anos e o levaria a gravar com artistas de vários países.
Em 1975, foi reavivada a amizade com Art Garfunkel e os dois voltaram a trabalhar juntos na canção “Little Town” do álbum “Still Crazy After All These Years”. Não tendo produzido mais originais, os dois fizeram então muitos concertos memoráveis com o reportório antigo.
Em 1977, Simon tentou mudar de rumo artístico, iniciando uma carreira como actor, ao ser convidado por Woody Allen para participar no filme “Annie Hall”. Devido ao sucesso do papel, três anos depois, o realizador Robert M. Young convidou-o para escrever o argumento para “One Trick Pony” e também para interpretar o papel principal. Simon sentiu porém que não era no cinema que estava a sua vocação e abandonou a carreira de actor, voltando à música.
Em 1981, juntou-se mais uma vez a Art Garfunkel e os dois deram um inesquecível concerto no Central Park de Nova Iorque. Além de interpretarem temas que tinham composto juntos, interpretaram também temas a solo de cada um. O Disco/DVD publicado na época é, até hoje, um dos grandes êxitos do duo.
Após algum tempo sem gravar, regressou aos estúdios em 1986, com o álbum “Graceland”, no qual se destaca o tema “You Can Call Me Al”. Nesta gravação, fez-se acompanhar por músicos negros sul-africanos. Ganhou vários prémios e a sua carreira voltou a disparar com sucesso e prestígio.
No início da década de 1990, gravou um videoclipe com o grupo brasileiro Olodum. Em 1991, deu outro grande concerto no Central Park, desta vez sozinho, apenas cantando temas que tinha composto a solo. Em 2000, actuou no Olympia de Paris.
Em 2003, voltou a juntar-se a Art Garfunkel para uma tournée pelos Estados Unidos, seguida de outras duas: América do Norte e Europa, em 2004, e Japão, Austrália e Nova Zelândia, em 2009. Em 11 de Setembro de 2011, cantou “The Sound of Silence” quando das comemorações dos atentados do 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque.
Foi casado três vezes. O último casamento (1992), com a cantora Edie Brickell, 25 anos mais nova, dura até hoje.

domingo, 12 de outubro de 2014

SIMON & GARFUNKEL - The Sound of Silence

12 DE OUTUBRO - CARLOS, O CHACAL

EFEMÉRIDECarlos, o Chacal, de seu verdadeiro nome Ilich Ramírez Sánchez, auto-denominado «revolucionário esquerdista» e mercenário venezuelano, nasceu em Michelena, Táchira, no dia 12 de Outubro de 1949. A alcunha foi-lhe dada pela imprensa, depois de ter sido encontrado, no seu quarto de hotel, após o assassinato de dois polícias, um exemplar da novela de Frederick Forsyth “O Dia do Chacal”.
Em 1975, levou a cabo um dos mais espectaculares actos terroristas, sequestrando vários ministros de países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que estavam reunidos em Viena de Áustria. Nas décadas de 1970 e 1980, ele era o homem mais procurado no mundo por todos os serviços secretos ocidentais.
Filho de um advogado venezuelano, estudou numa escola de Caracas e juntou-se ao movimento da juventude comunista em 1959. Em 1966, após o divórcio dos pais, foi com a mãe e um irmão para Londres, onde continuou os estudos na Faculdade de Stafford House Tutorial em Kensington. Em 1968, o pai tentou levá-lo para a Universidade da Sorbonne, mas ele obteve uma bolsa de estudos e preferiu ir para a Universidade Patrice Lumumba em Moscovo, de onde foi expulso em 1970. Fala fluentemente espanhol, árabe, russo, inglês e francês.
Em 1973, com 24 anos, ingressou na Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) em Amã, capital da Jordânia. Tentou, sem sucesso, assassinar em Londres o empresário judeu Joseph Shieff, presidente da Marks & Spencer e vice-presidente da Federação Sionista do Reino Unido e Irlanda.
Em 1975, executou o sequestro que lhe deu fama mundial, retendo onze ministros de países-membros da OPEP, que estavam reunidos em Viena. O incidente saldou-se com a morte de três pessoas e a sua fuga.
O sequestro dos membros da OPEP foi o início de uma série de acções terroristas: um granada contra um banco israelita em Londres, duas bombas numa farmácia em Paris, atentados contra aviões de Israel estacionados no aeroporto de Orly e ataque contra um comboio de passageiros que ia de Paris para Toulouse e onde era suposto ir o primeiro-ministro francês Jacques Chirac. Em todas estas acções, conseguiu sempre fugir às diversas polícias secretas.
Ele era, naquela época, o “inimigo público” mais procurado do mundo. Ao contrário de Bin Laden, Ilich participava pessoalmente nas acções, onde era o responsável por tudo, apenas tendo colaboradores para o ajudar.
A sua neutralização não é muito clara, visto que a CIA, a DST francesa e a Mossad israelita tentaram em vão, ao longo dos anos, neutralizar as suas acções. Considera-se que com o fim da Guerra Fria, no início da década de 1990, a falta de oferta de acções e a sua já debilitada saúde fizeram com que ele se retirasse da vida de terrorista, passando por uma série de países em busca de exílio até se fixar no Sudão. Não há, porém, um consenso a respeito da sua inactividade desde o fim dos anos 1980 até ao início dos anos 1990.
Em Agosto de 1994, durante o seu internamento numa clínica em Cartum (capital do Sudão) para uma operação cirúrgica, foi adormecido com anestesia geral, conduzido ao aeroporto e colocado num jacto do Governo francês com destino a uma das cadeias de alta segurança dos arredores de Paris. Não são claras as circunstâncias que levaram o governo do Sudão, um dos países que figurava na lista negra norte-americana dos Estados apoiantes do terrorismo, a entregar Carlos à DST e nem se sabe se a operação foi realmente da DST, do governo do Sudão ou se foi resultado da cooperação de vários serviços internacionais.
Mais tarde, já durante o julgamento pela morte de dois polícias da DST e um denunciante palestiniano, o Chacal nunca mostrou arrependimento pelos ataques que perpetrou. Logo na primeira audiência, questionado pelo presidente do tribunal acerca da sua profissão, respondeu: «Sou um revolucionário profissional». Em Dezembro de 1997, foi condenado a prisão perpétua.
Na prisão, converteu-se ao islamismo. Em Novembro de 2001, manifestou a sua admiração pelos autores dos atentados do 11 de Setembro nos Estados Unidos. Em 2002, publicou a sua autobiografia intitulada “O Islão Revolucionário”, na qual declara o seu apoio a Bin Laden.
Em Dezembro de 2011, Ilich Ramírez Sánchez recebeu nova sentença, então pela morte de 11 pessoas em atentados terroristas ocorridos na década de 1980, sendo condenando a nova prisão perpétua.

sábado, 11 de outubro de 2014

11 DE OUTUBRO - RENATO RUSSO

EFEMÉRIDERenato Russo, de seu verdadeiro nome Renato Manfredini Júnior, cantor e compositor brasileiro, célebre por ter sido vocalista e fundador da banda de rock Legião Urbana, morreu no Rio de Janeiro em 11 de Outubro de 1996. Nascera na mesma cidade em 27 de Março de 1960. Antes de fundar esta banda, integrou o grupo musical Aborto Eléctrico, do qual saiu devido às constantes brigas com o baterista Fê Lemos. Adoptou o sobrenome artístico Russo em homenagem ao inglês Bertrand Russell e aos franceses Jean-Jacques Rousseau e Henri Rousseau.
Morreu aos 36 anos de idade, devido a complicações causadas pela SIDA. Como integrante da Legião Urbana, lançou oito álbuns de estúdio, cinco álbuns ao vivo, alguns lançados postumamente, e diversos singles, escritos na sua maioria por ele próprio. Gravou ainda três discos a solo e cantou ao lado de Adriana Calcanhoto e Erasmo Carlos, entre outros.
Em Outubro de 2008, a revista “Rolling Stones” promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, em que Renato Russo ocupa o 25º lugar.
Renato era filho de um economista e de uma professora de inglês, primos em segundo grau. Era descendente de italianos e de nordestinos.
Até aos seis anos de idade, viveu no Rio de Janeiro, começando a estudar no Colégio Olavo Bilac, na Ilha do Governador. Em 1967, mudou-se com a família para Nova Iorque, pois o pai, funcionário do Banco do Brasil, fora transferido para a agência do banco naquela cidade. Em 1969, voltou para ao Brasil, indo morar na casa de um tio no Rio de Janeiro.
Em 1973, a família trocou o Rio de Janeiro por Brasília. Em 1975, aos quinze anos, Renato começou a atravessar uma das fases mais difíceis da sua vida, quando foi informado que era portador de epifisiólise, uma doença óssea. Ao saber do resultado, os médicos submeteram-no a uma cirurgia, para implante de próteses de platina na bacia. Renato sofreu muito durante a enfermidade, tendo que ficar seis meses na cama, quase sem movimentos, e permanecendo cerca de um ano e meio em recuperação. Durante o período de tratamento, dedicou-se quase exclusivamente a ouvir música, iniciando a sua extensa colecção de discos dos mais variados estilos. Simultaneamente à cura da doença, passou no vestibular para Jornalismo no Centro de Ensino Universitário de Brasília. Aos 18 anos, revelou à sua mãe que era homossexual.
Entre os anos de 1978 e 1981, foi professor de Língua e Literatura Inglesa. Era um professor muito procurado pelos pais dos alunos, que pediam que os seus filhos fossem matriculados nas suas aulas. Foi porém demitido, depois de alguns atritos com a direcção da escola. Trabalhou como repórter num programa de rádio que defendia os direitos dos consumidores, produzido pelo Ministério da Agricultura. Trabalhou também na apresentação de um programa de rádio sobre os Beatles, numa FM de Brasília (1983).
Depois de sair do grupo Aborto Eléctrico, passou a tocar violão e a cantar a solo, formando mais tarde a banda Legião Urbana. As suas principais influências eram as bandas de post punk que surgiram na época. Renato Russo espelhava nos seus trabalhos os estilos de Robert Smith, vocalista do The Cure, e de Morrissey, vocalista dos The Smiths.
À frente da Legião, atingiu o auge da sua carreira como músico, criando uma relação com os fãs que chegava a ser messiânica (alguns adoravam o cantor como se fosse um deus).
Renato Russo faleceu em Outubro de 1996. Deixou um filho, na época com apenas 7 anos de idade. O corpo de Russo foi cremado e as cinzas lançadas no Parque Burle Marx. Onze dias após a sua morte, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, ao lado do empresário Rafael Borges, anunciaram o fim das actividades do grupo Legião Urbana. Estima-se que a banda tenha vendido cerca de 20 milhões de discos durante a vida de Renato. Mais de uma década após a sua morte, o grupo ainda apresentava vendas expressivas dos seus discos.
O filme “Somos Tão Jovens” retrata a adolescência de Renato Russo e como ele se tornou um dos maiores cantores e poetas brasileiros.
Faroeste Caboclo” é uma canção que Renato Russo escreveu logo após o fim da banda Aborto Eléctrico, enquanto actuava a solo. Em 2013, a canção foi adaptado ao cinema, retratando a história de João de Santo Cristo, um homem negro que aprende a lutar sozinho contra o preconceito, a injustiça e pela própria vida.
Renato Russo publicou quatro livros e, após a sua morte, outros quatro livros foram lançados a título póstumo. Em Junho de 2009, foi publicada a biografia “Renato Russo: O filho da Revolução” da autoria do jornalista Carlos Marcelo Carvalho. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

SOLOMON BURKE - Cry To Me (Live em Montreux 2006)


10 DE OUTUBRO - SOLOMON BURKE

EFEMÉRIDESolomon Vincent McDonald Burke, cantor e compositor americano de música soul, gospel e rock, morreu em Amesterdão no dia 10 de Outubro de 2010. Nascera na Filadélfia em 21 de Março de 1940. Mundialmente referido como o Rei do Rock 'N Soul ou o Bispo do Soul, é um dos músicos mais influentes do século XX, responsável pela introdução do ritmo gospel nas músicas de soul e rock & roll. Vendeu cerca de 17 milhões de álbuns e foi eleito pela revista “Rolling Stone” como o 89º maior artista musical de todos os tempos. Foi também conhecido como King Solomon, The Wonder Boy Preacher e Lord Solomon.
De família muito religiosa, frequentou os cultos desde a infância. A sua estreia musical foi no coro da igreja, quando tinha nove anos. Aos 12 anos, já tinha um programa na rádio gospel local, que era transmitido da sua própria igreja e que ele denominou “Templo de Salomão”. Foi considerado um menino-prodígio.
Já adulto, apareceu várias vezes ao lado de Martin Luther King e desfrutou de uma relação especial com a Igreja Católica. Ele e a família foram convidados, em 2000, para se apresentarem no Jubileu da Família e, desde então, participavam todos os anos na celebração do Natal no Vaticano.
O poder da sua voz como cantor chamou a atenção da esposa de um disc jockey de Filadélfia que, por sua vez, o convidou para gravar. A estreia de Burke foi em 1955, com uma canção que ele havia escrito para a avó. Colhendo algumas recompensas financeiras com as suas primeiras gravações, investiu numa empresa de aluguer de limusinas e numa cadeia de casas funerárias em Los Angeles. Ele tinha já praticado a profissão no início da sua vida e tinha trabalhado neste ramo de negócio com um tio.
Em 1960, assinou contrato com a Atlantic Records e o primeiro hit foi “Just Out of Reach”. Em 1962 e 1963, com “Cry to Me” e “If You Need Me”, Solomon Burke ajudou a abrir o caminho do que seria chamado “soul music”. “Cry To Me” e várias outras canções de sua autoria foram gravadas pelos Rolling Stones. As vendas de discos, no entanto, sempre foram menos importantes para Burke do que as suas apresentações ao vivo.
Foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame somente em 2001. A sua carreira ressurgiu em 2002, com o lançamento de “Don't Give Up On Me”, onde cantou canções escritas especificamente para o álbum por vários artistas incluindo Bob Dylan, Van Morrison e Elvis Costello. Este álbum ganhou o Grammy de melhor álbum de blues contemporâneo em 2003. Em 2008, voltou ao estúdio para gravar o álbum “Like a Fire” com canções escritas por Ben Harper, Eric Clapton, Jesse Harris, Keb 'Mo', Meegan Voss e Steve Jordan. Este disco também foi nomeado para o Grammy de melhor álbum de blues contemporâneo de 2008. Algumas das suas músicas foram utilizadas em bandas sonoras de filmes.
Solomon Burke faleceu num avião recém-chegado ao aeroporto de Amesterdão Schiphol, de causas naturais não especificadas, sabendo-se que sofria de obesidade mórbida e de artrite. Nos seus concertos, cantava frequentemente sentado em palco. Tinha 21 filhos, 90 netos e 19 bisnetos. Encontra-se sepultado no Forest Lawn Memorial Park (Hollywood Hills) em Los Angeles.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

9 DE OUTUBRO - ISMAEL NERY

EFEMÉRIDE Ismael Nery, pintor brasileiro, nasceu em Belém do Pará no dia 9 de Outubro de 1900. Morreu no Rio de Janeiro em 6 de Abril de 1934. As suas obras foram executadas atravessando as seguintes fases: Expressionista (1922/23), Cubista, com evidente influência da fase azul de Pablo Picasso (1924/27) e Surrealista, a sua fase mais importante e promissora (1927/34).
Descendente de indígenas, africanos e holandeses, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1909. Em 1917, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Viajou pela Europa em 1920, tendo frequentado a Academia Julian em Paris. De volta ao Brasil, trabalhou como desenhador na secção de Arquitectura e Topografia da Directoria do Património Nacional, órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Ali conheceu o poeta Murilo Mendes, que se tornaria seu grande amigo e o maior incentivador da sua obra.
Em 1922, casou-se com a poetisa Adalgisa Ferreira. Em 1927, fez nova viagem à Europa, onde entrou em contacto com Marc Chagall, André Breton e Marcel Noll, entre outros surrealistas.
Os seus temas remetem-nos sempre para a figura humana: retratos, auto-retratos e nus. Não se interessou pelos temas nacionais, indígenas e afro-brasileiros, que considerava regionalistas e limitados. Dedicou-se também a várias técnicas aplicadas em desenhos e ilustrações de livros, tendo sido igualmente cenógrafo.
Em 1929, depois de uma viagem à Argentina e ao Uruguai, foi-lhe diagnosticada tuberculose, o que o levou a internamento num sanatório pelo período de dois anos. Saiu aparentemente curado mas, em 1933, a doença voltou de forma irreversível. A partir daí, as suas figuras tornaram-se mais viscerais e mutiladas. Faleceu aos trinta e três anos, sendo sepultado vestido com um hábito dos franciscanos, numa homenagem dos frades à sua ardorosa fé católica.
A obra de Nery permaneceu ignorada do público e da crítica até 1965, ano em que teve o seu nome inscrito na 8ª Bienal de São Paulo, na Sala Especial de Surrealismo e Arte Fantástica. As suas obras foram expostas de novo na 10ª Bienal de São Paulo. Foram feitas retrospectivas dos seus quadros em 1966 e em 1984, quando do cinquentenário da sua morte.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

8 DE OUTUBRO - PAUL HOGAN

EFEMÉRIDEPaul Hogan, actor, guionista e produtor de cinema australiano, muito conhecido pelo seu papel na série de filmes “Crocodile Dundee”, nasceu em Lightning Ridge, Nova Gales do Sul, no dia 8 de Outubro de 1939.
A fama chegou-lhe no início dos anos 1970, com a comédia televisiva “The Paul Hogan Show”, que ele produziu e co-escreveu. Esta série, que teve 60 episódios entre 1973 e 1984, foi muito popular, tanto no seu país natal como na Inglaterra. Em 1985, Hogan foi considerado o Australiano do Ano e foi nomeado membro da Ordem da Austrália.
Durante a década de 1980, filmou uma série de anúncios televisivos promovendo a indústria do turismo australiano, que foi difundida com muito êxito nos Estados Unidos.
O principal filme de Hogan, “Crocodile Dundee” (1986), que conta a vida de um caçador que viaja desde o outback australiano até Nova Iorque, foi financiado por ele próprio e por um grupo de investidores privados, incluindo grande parte do seu elenco. Hogan escreveu igualmente o guião do filme e recebeu um Globo de Ouro de Melhor Actor (1987) pela sua interpretação. Em 1988 e 2001, foi feita a continuação da história, com – respectivamente – “Crocodile Dundee II” e “Crocodile Dundee em Los Angeles”. Entre 1980 e 2009, protagonizou mais oito filmes.
Paul Hogan foi casado e divorciado três vezes, tendo cinco filhos do primeiro casamento e um do segundo. Em 2013, acusou o seu antigo assessor, Philip Egglishaw, de lhe ter ficado com 26 milhões de euros que estavam depositados num banco da Suíça.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

JOÃO VILLARET - "Se" de Rudyard Kipling


7 DE OUTUBRO - IRMA GRESE

EFEMÉRIDEIrma Grese, de seu verdadeiro nome Irmgard Ilse Ida Grese, uma guarda prisional dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, Bergen-Belsen e Ravensbruck, durante a Segunda Guerra Mundial, nasceu em Wrechen no dia 7 de Outubro de 1923. Morreu em Hameln, em 13 de Dezembro de 1945. Apelidada de “A Hiena de Belsen” pelos prisioneiros deste campo, em virtude do seu comportamento sádico e perverso, foi uma das mais cruéis e notórias criminosas de guerra nazis, executada na forca pelos Aliados no fim do conflito.
Filha de um leiteiro e de uma mãe suicida, Irma deixou a escola aos quinze anos de idade, devido ao pouco empenho nos estudos e ao interesses fanático em participar na Liga da Juventude Feminina Alemã. Entre outras actividades, trabalhou numa quinta, numa loja e, durante dois anos, num hospital da SS, onde tentou – sem sucesso – formar-se como enfermeira.
Em Julho de 1942, com 18 anos, inscreveu-se como voluntária para treinos no campo de Ravensbruck, o que fez com que fosse expulsa de casa pelo pai, que era contrário a este trabalho. A partir de Março de 1943, terminada a sua formação, subiu facilmente os vários escalões da carreira, chegando a ter sob a sua responsabilidade 30 000 deportados dos quais 18 000 eram mulheres.
Entre 1943 e 1945, actuou em três campos de concentração e de extermínio nazis, sendo presa em 17 de Abril de 1945 pelo exército britânico, juntamente com outros integrantes da SS.
Irma foi um dos principais réus no julgamento de criminosos de guerra de Belsen, realizado entre Setembro e Novembro de 1945. Sobreviventes dos campos testemunharam contra ela, acusando-a de assassinatos e torturas. Sempre com umas pesadas botas, chicote e um coldre com uma pistola, Irma era conhecida por, entre outras coisas, lançar cães esfaimados junto dos presos para que estes fossem devorados, assassinar outros a tiro a sangue-frio, torturar crianças, organizar fuzilamentos em massa, fazer humilhações sexuais, espancamentos sádicos até à morte e seleccionar presos para as câmaras de gás. Nunca se confessou culpada, afirmando que «era seu dever exterminar os elementos anti-sociais, afim de assegurar o futuro da Alemanha».
Condenada à forca aos 22 anos, sendo a mais jovem condenada à morte sob leis britânicas no século XX, foi executada na prisão de Hameln, Alemanha, em 13 de Dezembro de 1945 e as suas últimas palavras para o carrasco foram: «Schnell!» («Rápido!»). O aviador naval britânico Eric Brown, fluente em alemão e que interrogou vários criminosos nazis, descreveu Irma Grese como «o pior ser humano que já conhecera».

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO (Vinicius de Moraes)

BERTOLT BRECHT


6 DE OUTUBRO - JÚLIA PINHEIRO

EFEMÉRIDEJúlia Eduarda Santos Afonso Martins Pinheiro Pego, apresentadora de televisão portuguesa, nasceu em Lisboa no dia 6 de Outubro de 1962. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Nova de Lisboa e fez uma pós-graduação em Comunicação Social na Universidade Católica Portuguesa.
Estreou-se na televisão em 1981, como uma das apresentadoras de “Estamos Nessa”, na RTP. Em 1984, foi para a Rádio Renascença, onde permaneceu até 1992. Depois, ingressou na SIC e apresentou “Praça Pública”,”Cantigas do Maldizer”, “Só Para Inteligentes”, “SIC 10 Horas”, “A Noite da Má Língua”, “Filhos da Nação”, “Mr World”, “SIC 11 Horas”, “Noites Marcianas” e “Às Duas por Três”. Voltou à RTP, onde apresentou “O Elo Mais Fraco”, “Gregos e Troianos”, “O Jogo da Espera” e “Melhor é Impossível”. Mudou-se depois para a TVI, canal em que exerceu as funções de subdirectora de Programação e onde apresentou variadíssimos talk-shows e reality-shows, nomeadamente “Quinta das Celebridades”, “Primeira Companhia”, “Circo das Celebridades”, “As Tardes da Júlia” e “Secret Story – A Casa dos Segredos”.
Em Janeiro de 2011, regressou à SIC para assumiu o cargo de directora de Formatação de Conteúdos. Estreou-se com o programa diário “Querida Júlia”cuja última emissão teve lugar em Janeiro de 2014. Actualmente, divide o programa “Queridas Manhãs” com João Paulo Rodrigues. Preencheu também os serões de sábado e domingo com os programas “Peso Pesado”, “Splash! Celebridades” e, ainda, “Sabadabadão”, programa apresentado juntamente com João Baião.
Teve participações especiais em algumas séries televisivas e apresentou diversas galas e algumas reportagens de casamentos reais. Trabalhou também na RDP1 e na Rádio Nostalgia. Colaborou nas revistas “Máxima” e “Lux”.
Lecciona o curso de pós-graduação em Televisão na Universidade Autónoma de Lisboa. Em Abril de 2009, lançou o seu primeiro romance, “Não sei nada sobre o amor”. É casada com Rui Pego e mãe de três filhos. Por curiosidade, diga-se que Júlia Pinheiro gostava de ter sido arqueóloga. 

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