quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

31 DE DEZEMBRO - SILVESTRE PINHEIRO FERREIRA

EFEMÉRIDESilvestre Pinheiro Ferreira, filósofo e político português, nasceu em Lisboa no dia 31 de Dezembro de 1769. Morreu na mesma cidade em 2 de Julho de 1846. Ocupou diversos postos governamentais, entre os quais: ministro do Reino, da Guerra e dos Negócios Estrangeiros.
Acompanhou a família real para o Brasil, quando das invasões napoleónicas, tendo vivido naquele país entre 1810 e 1821. Ali desenvolveu boa parte da sua obra, tendo estudado com os oratorianos e formando-se em Filosofia.
As suas “Prelecções Filosóficas” foram o resultado das lições de filosofia que ministrou no Real Colégio de São Joaquim, no Brasil, e é talvez o mais importante dos seus livros.
São também conhecidas algumas colaborações de sua autoria inseridas em diversas publicações periódicas, nomeadamente nas revistas “O Panorama” e “Revista Universal Lisbonense”.
Entre 1826 e 1842, exilou-se em Paris, onde publicou “Précis d'un Cours de Droit Public Interne et Externe” (1830), considerado um dos primeiros textos completos de direito público na Europa. No ano seguinte, publicou “Projecto de Ordenações para o Reino de Portugal”, em três volumes, onde propôs uma reforma importante das leis fundamentais portuguesas.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

30 DE DEZEMBRO - LEONARDO COIMBRA

EFEMÉRIDELeonardo José Coimbra, filósofo, professor e político português, nasceu em Borba de Godim, Lixa, no dia 30 de Dezembro de 1883. Morreu no Porto em 2 de Janeiro de 1936. Como ministro da Instrução Pública de um dos governos de Primeira República Portuguesa, lançou as Universidades Populares e a Faculdade de Letras do Porto. Como pensador, fundou o movimento Renascença Portuguesa.
Aos 14 anos, deixou o Colégio de Nossa Senhora do Carmo, em Penafiel, para se matricular na Escola Naval de Coimbra (1898). Em 1905, iniciou – na Academia Politécnica do Porto – o Curso Superior de Letras, que concluiu em Lisboa quatro anos depois, com média elevada.
Em 1907, fundou e dirigiu, com Jaime Cortesão, Cláudio Basto e Álvaro Pinto, a revista “Nova Silva” (de orientação anarquista) e, no ano seguinte, fundou a Sociedade dos Amigos do ABC, para combater o analfabetismo. Constituiu depois, com Jaime Cortesão, Rodrigo Solano, Gil Ferreira e Correia de Sousa, o grupo político-literário Nova Seara e fundou em 1912 a Renascença Portuguesa, com as suas Universidades Populares, tendo por órgão informativo a revista “Águia”. Em 1913, apresentou a sua tese “Criacionismo” ao concurso para assistente de Filosofia e, no ano seguinte, começou a sua carreira de político, filiando-se no Partido Republicano Português. Em 1915, leccionou no Liceu Gil Vicente, em Lisboa. Colaborou nas publicações periódicas “Serões” (1901/11), “Atlântida” (1915/20) e “Contemporânea” (1915/26).
Foi por duas vezes ministro de Instrução Pública (1919 e 1923), criou as Escolas Primárias Superiores, reformou a Biblioteca Nacional, fundou a Faculdade de Letras da Universidade do Porto (onde foi director e professor) e defendeu – apesar de toda a polémica gerada – a liberdade do ensino religioso nas escolas particulares fiscalizadas pelo Estado.
Foi um dos maiores impulsionadores do Espiritismo em Portugal, tendo feito parte da mesa do I Congresso Espírita Português, realizado em Lisboa em Maio de 1925.
Incompatibilizando-se com a facção tradicional do seu partido, que acabou por abandonar, devido à sua defesa do ensino religioso particular, ingressou na Esquerda Democrática. Converteu-se ao Catolicismo em 1935, vindo a falecer pouco tempo depois, vítima de um acidente de automóvel.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

29 DE DEZEMBRO - CÁSSIA ELLER

EFEMÉRIDECássia Rejane Eller, cantora e violonista brasileira, morreu no Rio de Janeiro em 29 de Dezembro de 2001. Nascera na mesma cidade em 10 de Dezembro de 1962. Foi eleita a 18ª Maior Voz da Música Brasileira, pela revista “Rolling Stone”. Filha de um sargento pára-quedista e de uma dona-de-casa, o seu nome foi sugerido pela avó, devota de Santa Rita de Cássia.
Tinha apenas seis anos, quando a família se mudou para Belo Horizonte. Aos dez, foi para Santarém, no Pará. Aos 12 anos, regressou ao Rio. O seu interesse pela música começou aos 14 anos, quando recebeu um violão como prenda de aniversário. Tocava principalmente músicas dos Beatles. Aos 18, chegou a Brasília, para onde a família se mudara. Aqui, cantou num coral, fez testes para musicais, trabalhou em duas óperas como corista, além de se apresentar como cantora de um grupo de forró. Fez parte também, durante um ano, do primeiro trio eléctrico de Brasília, denominado Massa Real. Tocou igualmente num grupo de samba e actuou em vários bares. Despontou verdadeiramente para o mundo artístico em 1981, ao participar num espectáculo de Oswaldo Montenegro.
Um ano mais tarde, aos 19 anos, querendo conquistar a sua liberdade pessoal, voltou a Belo Horizonte procurando um lugar para morar e um emprego. Foi mesmo servente de pedreiro: «Fiz massa e assentei tijolos», contava ela. Alugou um pequeno quarto, onde ficou a viver. Na escola, não chegou a terminar o ensino médio, por causa dos shows que fazia, cada dia num turno diferente, não tendo horário certo para se dedicar aos estudos.
Caracterizada pela sua voz grave e pelo seu ecletismo musical, interpretou canções de grandes figuras da canção, como Cazuza, Renato Russo, Caetano Veloso, Chico Buarque, Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles, John Lennon e Nirvana entre outros. Teve uma trajectória musical importante, embora curta. Foram editados cerca de dez álbuns, no decorrer da sua carreira oficial (1989/2001).
Era bissexual assumida, desde o início da adolescência. Morava com a sua parceira, Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o seu filho Francisco, que era chamado carinhosamente “Chicão” pelas duas. A pedido de Cássia, caso lhe viesse a acontecer algo, Maria ficaria a ser a responsável pela criação de Francisco.
O ano da sua morte (2001) foi bastante produtivo para Cássia. Em Janeiro, apresentou-se no Rock in Rio na presença de 190 mil espectadores. Entre Maio e Dezembro, fez 95 shows. O seu último álbum, gravado ao vivo como ela gostava, vendeu mais de um milhão de cópias e tornou-se no maior êxito da sua carreira. No fim do ano, deveria apresentar-se na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, durante os festejos do réveillon. Faleceu dois dias antes, vítima de paragem cardíaca repentina. Em vários pontos do Rio de Janeiro, fez-se um minuto de silêncio durante a passagem do ano, em memória de Cássia Eller. Vários artistas também lhe prestaram homenagem durante os seus shows.
Foi levantada a hipótese de overdose de drogas, já que ela consumia cocaína desde a adolescência. A suspeita foi porém descartada pelo Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro após autópsia. 

domingo, 28 de dezembro de 2014

28 DE DEZEMBRO - RICHARD CLAYDERMAN

EFEMÉRIDERichard Clayderman, de seu verdadeiro nome Philippe Pagès, pianista francês, nasceu em Paris no dia 28 de Dezembro de 1953.
Vendeu até agora 90 milhões de discos, tendo dado mais de 2 000 concertos, praticamente em todo o Mundo. Já recebeu cerca de 340 discos de ouro e de platina. Em 1987, durante um concerto no Waldorf Astoria, em Nova Iorque, a então primeira-dama norte-americana Nancy Reagan anunciou-o como “O Príncipe do Romance”.
Filho de um professor de acordeão da Escola de Música de Romainville, Clayderman foi iniciado no piano muito cedo e, apenas com seis anos, já lia as pautas de música com facilidade e precisão. Aos doze anos, entrou para o Conservatório de Paris e, aos dezasseis, ganhou o seu primeiro prémio.
Após deixar o conservatório, Richard Clayderman – juntamente com alguns amigos – formou um grupo de rock. A sua vida, porém, mudaria drasticamente em 1976, quando o produtor francês Paul de Senneville compôs uma balada em homenagem à sua filha recém-nascida, Adeline, e contratou Richard para a executar, fazendo-a gravar seguidamente em disco. Foi um sucesso mundial, com mais de 22 milhões de discos vendidos em 38 países.
Alguns dos seus concertos foram dados perante assistências de 20 000 espectadores, como foi o caso de Pequim. Quando de um dos primeiros espectáculos que deu na Ásia (Xangai, 1987), o mesmo foi transmitido por muitos canais de televisão deste continente, estimando-se em 800 milhões o número total de espectadores.
Participou em mais de 700 programas televisivos. A sua maior inclinação para a música dita “ligeira” contribuiu para o aparecimento de muitos jovens pianistas. 

sábado, 27 de dezembro de 2014

"BALADA PARA ADELINE" - Richard Clayderman

SIMON & GARFUNKEL - "The Sound of Silence"


27 DE DEZEMBRO - LARISSA LATYNINA

EFEMÉRIDELarissa Semyonovna Latynina, ex-ginasta soviética, nasceu em Kherson, Ucrânia, no dia 27 de Dezembro de 1934.
Participou em três edições dos Jogos Olímpicos (Melbourne 56, Roma 60 e Tóquio 64) em representação da URSS e conquistou um total de dezoito medalhas, sendo nove de ouro. Foi a atleta olímpica mais medalhada de todos os tempos durante décadas. Só em 2012, o nadador norte-americano Michael Phelps superou a sua marca. Latynina também foi uma das ginastas mais bem sucedidas em Campeonatos Mundiais e Europeus (catorze medalhas em cada uma das competições, sendo dez de ouro).
Larissa começou por praticar ballet e só depois optou pela ginástica. Após receber o diploma dos estudos secundários em 1953, mudou-se para a cidade de Kiev, a fim de continuar os estudos no Instituto Politécnico Lenine e poder continuar a treinar. Latynina praticava a modalidade na Sociedade Desportiva Voluntária Burevestnik.
Em 1954, aos dezanove anos, surgiu-lhe a primeira oportunidade de competir internacionalmente num evento importante: o Campeonato Mundial de Ginástica realizado em Roma, no qual conquistou a sua primeira medalha de ouro (por equipas). Mais tarde, em 1958, foram seis as medalhas conquistadas, sendo cinco de ouro e uma prata. No total das três edições de Mundiais em que participou, Larissa foi tricampeã por equipas e bicampeã no concurso geral, além de campeã no solo, na trave, nos saltos e nas barras assimétricas.
Após os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, onde ganhou as suas duas últimas medalhas de ouro olímpicas, além de mais duas de bronze, Larissa retirou-se das competições em Olimpíadas e, após participar no Campeonato Mundial de Ginástica de 1966, tornou-se técnica da selecção nacional da União Soviética até 1977. Organizou a competição de ginástica dos Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980.
Em 1998, a já então ex-treinadora foi incluída no International Gymnastics Hall of Fame onde, junto ao seu nome, se encontram o da sua ex-companheira de equipa Polina Astakhova e o da sua “rival” dos tempos de competições, Ágnes Keleti. Em 2000, recebeu das mãos do presidente Vladimir Putin a Ordem de Honra Russa e apareceu num episódio do documentário “Feitos Vermelhos” (sobre a época soviética), no qual relatou as suas experiências como ginasta e como técnica.
Larissa deu os parabéns ao nadador Michael Phelps, quando ele bateu o seu recorde de medalhas de ouro ganhas em Olimpíadas. Mais recentemente, naturalizou-se russa. Tem dois filhos – um rapaz e uma rapariga – e vive na cidade de Semenovskoye, nos arredores de Moscovo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

DEOLINDA (2011) - "Que parva que eu sou"

ESTRELA DE BELÉM (quadra com glosa)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

26 DE DEZEMBRO - DIAN FOSSEY

EFEMÉRIDEDian Fossey, zoóloga norte-americana, muito conhecida pelo seu trabalho científico com os gorilas do Ruanda e do Congo, morreu nas montanhas Virunga (Ruanda) em 26 de Dezembro de 1985. Nascera em São Francisco no dia 16 de Janeiro de 1932.
Inspirada pelos escritos do naturalista e conservacionista George B. Schaller, ela decidiu estudar os gorilas-das-montanhas que estavam em vias de extinção em África.
Dian Fossey recebeu instrução em “trabalho de campo com chimpanzés” da especialista Jane Goodall e começou a assistir e a registar o comportamento daqueles gorilas. O trabalho levou-a para o então Zaire e, depois, para o Ruanda, onde abriu o Karisoke Research Center (1967). As suas pesquisas eram financiadas pela Fundação de Louis Leakey, que por sua vez era subsidiada pela National Geographic.
Após anos de observação paciente, os gorilas passaram a confiar nela e Fossey descobriu que podia mesmo sentar-se no meio de um grupo e até brincar com os mais jovens. Tratava os animais como indivíduos e até os identificava com nomes.
Em 1974, foi para Inglaterra e ingressou na Universidade de Cambridge, onde obteve um doutoramento em Zoologia. Depois, foi professora na Universidade de Cornell em Nova Iorque (1981/83), onde fez palestras e escreveu sobre as suas experiências no Ruanda. No ano seguinte, voltou ao Centro Karisoke, onde prosseguiu as suas pesquisas e trabalhos de campo.
Quando o seu gorila favorito, Digit, foi morto para a obtenção das suas mãos (com as quais se faziam cinzeiros), Fossey começou uma campanha contra aquelas práticas. Os seus discursos e intervenções vieram a torná-la um alvo da violência dos caçadores furtivos e dos elementos corruptos do exército ruandês. Em 1985, Dian foi encontrada morta na sua cabana, vítima de assassinato. O assassino nunca foi encontrado, embora se suspeitasse de um caçador de gorilas.
Foi sepultada, de acordo com os seus desejos, no cemitério que ela mesma fizera construir para os gorilas.
O seu legado mantém-se vivo em várias organizações e sociedades dedicadas a salvar da extinção estes primatas. Graças ao trabalho de Fossey, a consciência do mundo para com a extinção do gorila-das-montanhas aumentou e os animais são agora protegidos pelo governo de Ruanda e por várias organizações de conservação internacionais, inclusive pelo The Dian Fossey Gorilla Fund International.
Em 1988, foi estreado o filme “Gorillas in the Mist: The Story of Dian Fossey”, que se desenrola no período em que a zoóloga esteve em África e retrata os seus primeiros contactos com aqueles animais.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

25 DE DEZEMBRO - DONA CANÔ

EFEMÉRIDEDona Canô, de seu verdadeiro nome Claudionor Viana Teles Velloso, cidadã centenária brasileira, conhecida por ser mãe de dois importantes nomes da música popular, Caetano Veloso e Maria Bethânia, morreu em Santo Amaro da Purificação no dia 25 de Dezembro de 2012. Nascera na mesma localidade em 16 de Setembro de 1907.
Além dos dois célebres músicos, Dona Canô foi mãe de mais seis filhos. Era viúva de José Teles Veloso (Seu Zeca), funcionário público dos Correios, falecido em Dezembro de 1983, aos 82 anos de idade.
Considerada uma das mais ilustres cidadãs de Santo Amaro da Purificação, teve publicadas as suas memórias através do livro “Canô Velloso, lembranças do saber viver”, escrito pelo historiador Antônio Guerreiro de Freitas e por Arthur Assis Gonçalves da Silva, falecido antes de terminar a obra.
Em 2009, Caetano Veloso, em entrevista a “O Estado de São Paulo”, declarou a razão do seu apoio à candidatura de Marina Silva: «Não posso deixar de votar nela. Ela é meio preta é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando grosseiro. Ela fala bem».  
Esta frase causou grande repercussão, chegando a fazer com que Dona Canô quisesse ligar para o presidente Lula para lhe pedir desculpas em nome do filho: «Lula não merece isto. Quero muito bem a ele. Foi uma ofensa sem necessidade. Caetano não tinha que dizer aquilo. Vote em quem quiser, não precisa ofender nem procurar confusão».  
A polémica praticamente ficou sanada, quando Lula ligou pessoalmente para Dona Canô e desculpou o filho: «Não fique chateada nem preocupada, porque gosto muito da senhora e gosto também do Caetano. Está tudo bem, estas coisas acontecem».
Quando perguntada sobre a sua própria fama, Dona Canô dizia não entender a razão: «Apenas fiquei conhecida por causa dos meus dois filhos, que nunca se esqueceram de onde vieram nem da mãe que têm».

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

24 DE DEZEMBRO - PETER LAWFORD

EFEMÉRIDEPeter Lawford, de seu verdadeiro nome Peter Sydney Ernest Aylen, actor e produtor anglo-americano, morreu em Los Angeles no dia 24 de Dezembro de 1984, vítima de insuficiência cardíaca. Nascera em Londres, Inglaterra, em 7 de Setembro de 1923.
Aos sete anos, fez a sua primeira aparição no cinema em “Poor Old Bill”. Aos treze anos, conheceu Hollywood e conseguiu um papel em “Lord Jeff”. O pai era oficial britânico e a família vivia em constantes viagens. Isso afastou-o de novas oportunidades no cinema e, com a chegada da Segunda Guerra Mundial, foi trabalhar como qualquer outro rapaz da classe média.
O fascínio pelo cinema, porém, fez com que voltasse a Hollywood em fins de 1940, onde – em 1942 – participou em “White Cliffs of Dover”, da Metro-Goldwyn-Mayer. Contratado por este estúdio, fez vários filmes de sucesso a partir de 1944. Desligou-se desta empresa em 1951 e foi fazer televisão.
Em 1954, casou-se com Patricia Kennedy, irmã do futuro presidente dos EUA, John Kennedy, com quem teve quatro filhos e de quem se divorciou em 1966. Voltou a casar em 1971, com a dançarina Mary Rowan e, em 1976, com Deborah Gould.
Patricia Seaton foi a sua quarta esposa, desde Julho de 1984 até ao seu falecimento em Dezembro do mesmo ano. Ao longo da sua carreira, actuou em mais de 90 películas e produziu 4 filmes. Peter Lawford foi a última pessoa a falar com Marilyn Monroe antes dela falecer.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

23 DE DEZEMBRO - DUARTE NUNO DE BRAGANÇA

EFEMÉRIDEDuarte Nuno de Bragança (de seu nome completo Fernando Maria Miguel Gabriel Rafael Francisco Xavier Raimundo António de Bragança), 23° duque de Bragança e herdeiro presuntivo do trono de Portugal, morreu em Ferragudo no dia 23 de Dezembro de 1976. Nascera em Seebenstein, em 23 de Setembro de 1907. Era filho de Miguel II de Bragança e de Maria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg.
Em 1926, foi aceite pelos monárquicos legitimistas e pela Junta Central do Integralismo Lusitano como duque de Bragança e legítimo herdeiro da coroa portuguesa, depois da renúncia a seu favor do irmão primogénito Miguel Maximiliano. Passados alguns dias, o seu pai procedeu de igual forma. Em 1929, visitou Portugal pela primeira vez, clandestinamente, na companhia de José Pequito Rebelo. Percorreu as ruas de Lisboa, foi até Queluz e visitou o palácio onde tinha nascido o seu avô, Miguel I de Portugal.
Após a morte do rei Manuel II de Portugal em 1932, ele foi reconhecido pelas organizações monárquicas como chefe da Casa Real portuguesa e herdeiro do trono de Portugal.
Depois da Assembleia Nacional revogar a Lei do Banimento, que excluía a sua família do país, Duarte Nuno veio residir para Portugal em 1953. Debateu-se seguidamente numa prolongada disputa com Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança, uma alegada filha natural do rei Carlos I e, portanto, meia-irmã de Manuel II.
Após o 25 de Abril de 1974, em virtude de algumas nacionalizações, Duarte Nuno viu-se obrigado a abandonar a residência onde habitava e a mudar-se para a casa de uma das irmãs em Lisboa.
Em 1942, casara-se no Brasil com Maria Francisca de Orléans e Bragança, bisneta de Pedro II, último imperador do Brasil, e neta da última princesa imperial, Isabel de Bragança, e do príncipe imperial consorte, Luís Gastão de Orléans. Através deste casamento, uniram-se dois ramos da família. O casal teve três filhos: Duarte Pio (1945), Miguel Rafael (1946) e Henrique Nuno (1949). 

MAFALDA ARNAUTH - "O Mar Fala de Ti"


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ESTRELA MAIOR (quadras)


ESTRELA MAIOR

1
P’ra o Natal ser melhor
E haver mais esperanças,
Jesus – Estrela Maior:
Não esqueças as crianças!     (a)

2
Jesus – Estrela Maior
Dum universo sem fim
Torna o mundo melhor
Se Tu tens pena de mim.

Gabriel de Sousa

(a) – Menção Honrosa no 19º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2014 (Fuseta)

CANTAR NATAL (quadras)

CANTAR NATAL
            
1
Cantemos neste Natal
Sim à Paz e Não à Guerra,
Progresso p’ra Portugal
E fim da Fome na Terra!

2
Fazer com que cada dia
Seja dia de Natal,
Parece ser ousadia
Mas é canto universal!    (a)

3
Jesus nasceu em Belém
E pouco tempo viveu,
Cantemos p’lo Mundo além
A esperança que ele nos deu!

Gabriel de Sousa


(a) – 2º Prémio no 19º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2014 (Fuseta)

22 DE DEZEMBRO - PAULO ROCHA

EFEMÉRIDEPaulo Soares da Rocha, realizador de cinema português, nasceu no Porto em 22 de Dezembro de 1935. Morreu em Vila Nova de Gaia no dia 29 de Dezembro de 2012.
Inspirado pela Nova Vaga e pelo Neo-realismo, ele é considerado um dos fundadores do movimento Novo Cinema em Portugal. Foi dirigente cineclubista, após ingressar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (1953).
Abandonou os estudos de Direito, partindo para França em 1959. Em Paris, frequentou – até 1962 – o Institut des Hautes Études Cinématographiques, onde obteve o diploma de Realizador. Foi assistente de realização estagiário de Jean Renoir, em “Le Caporal Épingle” (1962).
Voltou a Portugal, trabalhando como assistente de Manoel de Oliveira em “Acto da Primavera” (1963) e “A Caça” (1964), acabando por se estrear como realizador com “Verdes Anos” (1962), um filme que é considerado uma obra chave para o movimento do Novo Cinema português, a par de “Dom Roberto” (1962) de Ernesto de Sousa.                                                   
Teve também participações como actor em filmes de Jorge Silva Melo, Manoel de Oliveira, João Canijo, Fernando Lopes e Raquel Freire.
Foi director do Centro Português de Cinema, de 1973 a 1974. Entre 1975 e 1983, foi Adido Cultural da Embaixada de Portugal em Tóquio, tendo estudado a vida e a obra de Wenceslau de Moraes, tema da sua longa-metragem “A Ilha dos Amores” (1982), que foi apresentada no Festival de Cannes.
Nos anos 1990, realizou também dois documentários da série “Cineastas do Nosso Tempo” consagrados a Manoel de Oliveira e a Shōhei Imamura.
Faleceu aos 77 anos, no Hospital da Arrábida, em Vila Nova de Gaia, não tendo resistido a um acidente vascular cerebral.

domingo, 21 de dezembro de 2014

21 DE DEZEMBRO - ROD CAMERON

EFEMÉRIDERod Cameron, de seu verdadeiro nome Nathan Roderick Cox, actor canadiano, morreu em Gainesville, Geórgia, no dia 21 de Dezembro de 1983. Nascera em Calgary, Alberta, em 7 de Dezembro de 1910. 
Quando tinha dois anos de idade, a família mudou-se para Toronto, onde ele viria a iniciar os seus estudos. Com a morte do pai em 1925, os Cox foram para os Estados Unidos, tendo morado em Nova Iorque, Miami e White Plains. Nesta última cidade, Nathan tornou-se jogador de basquetebol, graças aos seus 1,93 m de altura, e participou em muitas peças de teatro amador. Durante os anos da Grande Depressão, encontrou trabalho como operário na construção civil, mudando-se mais uma vez, então para a Califórnia. Logo se interessou pelo cinema e acabou por ser contratado pela Paramount Pictures, que mudou o seu nome para Rod Cameron.
Após ter desempenhado vários papéis de segunda ordem entre 1940 e 1943, Cameron deixou aquele estúdio e assinou contrato com a Republic, para protagonizar duas séries hoje clássicas: “G-Men versus the Black Dragon” e “Secret Service in Darkest Africa”, ambas de 1943. No ano seguinte, fez seis westerns na Universal, o que o ajudou a tornar-se conhecido entre o grande público. O verdadeiro estrelato viria em seguida, com o western “Salome, Where She Danced” (1945), onde contracenou com Yvonne De Carlo. A dupla juntou-se novamente para dois outros êxitos: “Frontier Gal” (1945) e “River Lady” (1948).
Depois de deixar a Universal, Cameron fez filmes para a Republic e para a Allied Artists. São desse período alguns dos seus westerns mais apreciados, entre eles “The Plunderers” (1948), “Brimstone” (1949), “Stage to Tucson” (1951) e “Yaqui Drums” (1956). Em meados da década de 1960, quando o seu espaço em Hollywood começou a ficar reduzido, foi trabalhar para a Europa, a exemplo de tantos outros actores da sua geração.
Antes, actuara na televisão em três séries policiais de grande sucesso: “City Detective”, “State Trooper” e “Coronado 9. Participou também, como convidado, em muitos programas televisivos. Entrou ao longo da sua carreira em cerca de noventa filmes.
Casou-se com Angela Alves-Lico em 1950, tendo-se divorciado em 1954. Casou-se em 1960 com a sogra, Dorothy Alves-Lico, o que foi motivo de zombaria e incredulidade, além de grande exploração pela imprensa. O enlace durou até à sua morte em 1983, vítima de cancro. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

20 DE DEZEMBRO - ANTHONY DA SILVA

EFEMÉRIDEAnthony da Silva, também conhecido por Tony, futebolista franco-português, nasceu em Creusot (Saône-et-Loire) no dia 20 de Dezembro de 1980. Joga actualmente no FC Penafiel.
Profissionalizou-se em 2001, representando sucessivamente: o Desportivo de Chaves (2001/05), o Estrela da Amadora (2005/07), o CFR 1907 Cluj da Roménia (2007/11), o Vitória de Guimarães (2011/12), o Paços de Ferreira (2012/14) e o FC Penafiel
Do seu palmarés fazem parte: os títulos romenos de 2007/08 e 2009/10; as Taças da Roménia de 2007/08, 2008/09 e 2009/10 e ainda as Super Taças da Roménia de 2009 e 2010. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

19 DE DEZEMBRO - MANOEL DE BARROS

EFEMÉRIDEManoel Wenceslau Leite de Barros, poeta brasileiro, nasceu em Cuiabá no dia 19 de Dezembro de 1916. Morreu em Campo Grande, em 13 de Novembro de 2014. Pertence cronologicamente à Geração de 45 mas, formalmente, pode ser considerado um pós-modernista, situado mais próximo das vanguardas europeias do início do século, da Poesia Pau-Brasil e da Antropofagia de Oswald de Andrade.
Um ano após o seu nascimento, a família foi viver numa propriedade rural em Corumbá. Mudou-se sozinho, ainda criança, para Campo Grande, onde estudou num colégio interno e, mais tarde, foi para o Rio de Janeiro, a fim de completar os estudos, tendo-se licenciado em Direito (1941). 
O seu primeiro livro não era de poesia e perdeu-se em razão de uma confusão com a polícia: - Quando vivia no Rio de Janeiro, ingressou na Juventude Comunista e pintou as palavras «Viva o Comunismo» numa estátua. A polícia foi buscá-lo à pensão onde vivia, mas a dona do estabelecimento pediu para «não prender o menino, tão bom que até tinha escrito um livro chamado “Nossa Senhora de Minha Escuridão”». O polícia que comandava a operação, sensibilizou-se e Manoel não foi preso, mas o livro foi levado por um dos agentes da autoridade.
Recebeu vários prémios, entre os quais dois Jabutis, o maior prémio literário do Brasil. É o poeta brasileiro da contemporaneidade mais aclamado nos meios literários. Enquanto ainda escrevia, Carlos Drummond de Andrade recusou mesmo o epíteto de “maior poeta vivo do Brasil” em favor de Manoel de Barros. A sua obra mais conhecida é “Livro sobre Nada” (1996).
Embora a poesia tenha estado presente na sua vida desde os 13 anos, teria escrito o primeiro poema somente aos 19 anos. O seu primeiro livro publicado foi “Poemas concebidos sem pecado” (1937), feito artesanalmente por amigos, numa tiragem de 20 exemplares e mais um, que ficou para ele.
Viveu depois na Bolívia, no Peru e também, durante um ano, em Nova Iorque, onde fez um curso de Cinema e Pintura no Museu de Arte Moderna.
Na década de 1960, fixou-se em Campo Grande, ocupando-se da criação de gado, mas sem deixar nunca de dedicar muito do seu tempo à poesia.
Apesar de ter escrito muitos livros durante a sua vida e de ter ganho vários prémios, a sua obra ficou desconhecida do grande público durante muito tempo, possivelmente porque o poeta não frequentava os meios literários e editoriais e «por orgulho, não bajulava ninguém».
Os seus trabalhos começaram a ser valorizados nacionalmente a partir da descoberta do escritor por Millôr Fernandes, já na década de 1980. Foi então considerado o maior ou um dos maiores poetas do Brasil, sendo um dos mais aclamados nos círculos literários do país. Parte da sua obra tem sido publicada em Portugal, Espanha e França.
O cantor Márcio de Camillo, antes da morte do poeta, propôs musicar alguns dos seus poemas, o que resultou no CD “Crianceiras
Manoel de Barros morreu depois de seis meses de «ruína física», resultante certamente dos seus quase 98 anos de idade. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

18 DE DEZEMBRO - RACHEL GRIFFITHS

EFEMÉRIDERachel Anne Griffiths, actriz, realizadora e cenarista australiana, nasceu em Melbourne no dia 18 de Dezembro de 1968. Quando tinha apenas onze anos, o pai abandonou a família e ela, juntamente com os irmãos, foi criada pela mãe que era professora de Arte.
Fez a escolaridade obrigatória num liceu católico feminino, diplomando-se depois em Teatro. Juntou-se ao grupo The Woolly Jumpers, com o qual representou em Geelong. Mais tarde, começou a fazer pequenos papéis na televisão. Começou a sua carreira no cinema, ao lado de Toni Collette, no filme “Muriel” (1994).
Em 1999, foi nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Coadjuvante pelo seu papel em “Hilary and Jackie” e para o BAFTA de Melhor Actriz no mesmo filme. Recebeu o Globo de Ouro de Melhor Actriz Secundária em televisão, com a série “Six Feet Under” (2001/05), conquistando também o Screen Actors Guid Award como todo o elenco. 
Actuou na série de grande sucesso “Brothers & Sisters” (2006/11), protagonizando a empresária Sarah Walker. Por este papel, foi nomeada duas vezes para o Emmy (2007 e 2008) e uma vez para o Globo de Ouro.
Rachel Griffiths actuou até agora em cerca de quarenta filmes e séries de televisão. Realizou duas películas: “Tulip” em 1998 e “Roundabout” em 2002. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

17 DE DEZEMBRO - SÉRGIO BORGES

EFEMÉRIDESérgio Justo Camacho Borges, cantor português, morreu no Funchal em 17 de Dezembro de 2011. Nascera na mesma cidade em 18 de Outubro de 1943. Pertenceu ao Conjunto Académico João Paulo, grupo originário da ilha da Madeira que ele ajudou a fundar em 1964 e que, nos anos 1960, teve grande sucesso.
Em 1966, Sérgio Borges ficou em 2º lugar no Festival RTP da Canção, com “Eu Nunca Direi Adeus”. O tema foi editado num disco do Conjunto Académico João Paulo. No mesmo ano, Sérgio Borges recebeu o Prémio da Imprensa.
Com “Onde Vais Rio Que Eu Canto”, da autoria de Nóbrega e Sousa e Joaquim Pedro Gonçalves, venceu o VII Grande Prémio da Canção realizado em 1970 e participou no Festival Yamaha realizado em Tóquio.
Depois de uma pausa, o grupo passou a denominar-se Sérgio Borges & Conjunto João Paulo. O último disco do grupo foi editado em 1972.
Durante vários anos, Sérgio Borges actuou no Casino da Madeira. Em 1986, participou no Festival RTP da Canção com “Quebrar A Distância”, música de Paulo Ferraz e letra dele próprio.
Em 2004, lançou o CD “40 Anos a Cantar”, um disco com os seus maiores êxitos e ainda cinco novos temas. No ano seguinte, foi um dos nomes homenageados com o Galardão da Cultura atribuído pelo Governo Regional da Madeira. Faleceu em Dezembro de 2011, com 68 anos de idade. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

MUDAM-SE OS TEMPOS...


16 DE DEZEMBRO - JOSÉ JÚLIO DA SILVA RAMOS



EFEMÉRIDEJosé Júlio da Silva Ramos, professor, filólogo e escritor brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 16 de Dezembro de 1930. Nascera no Recife no dia 6 de Março de 1853. Foi um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras.
Passou grande parte da infância em Portugal, educado por umas tias maternas. Depois de um breve regresso ao Brasil, voltou a Portugal em 1872, fixando-se na cidade de Coimbra, em cuja universidade se matriculou, concluindo o curso de Direito cinco anos depois. Quando ainda era estudante universitário, publicou um livro de poemas ao qual deu o nome de “Adejos” (Coimbra, 1871).
Conviveu com grandes escritores portugueses daquela época, entre eles os poetas João de Deus e Guerra Junqueiro. Em 1881, ainda estava na Europa, tendo residido durante algum tempo em Inglaterra.
Quando do seu regresso definitivo ao Brasil, leccionou em vários colégios, ensinou Português e colaborou em alguns periódicos, destacando-se “A Semana” (Rio de Janeiro). Escreveu também os livros “Pela vida afora” (1922), “A reforma ortográfica” (1926) e “Centenário de João de Deus” (1930).
Fez parte do grupo que fundou a Academia Brasileira de Letras, tendo escolhido para patrono da sua cadeira o poeta português Tomás António Gonzaga. Fez parte da direcção, na qualidade de 2º secretário, assinando os primeiros estatutos da academia, para cuja presidência chegou a ser indicado em 1927. Morreria três anos depois.
O seu filho Flávio Ramos tornou-se uma figura conhecida nos meios desportivos, por ter fundado o Botafogo Football Club, mais tarde rebaptizado Botafogo de Futebol e Regatas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

15 DE DEZEMBRO - ANDRÉ DA SILVA GOMES

EFEMÉRIDEAndré da Silva Gomes, compositor de música erudita luso-brasileiro, nasceu em Lisboa no dia 15 de Dezembro de 1752. Morreu em São Paulo, em 16 de Junho de 1844.
Pouco se sabe sobre a sua formação musical e cultural. Acredita-se que possa ter tido aulas ou, no mínimo, ter recebido influência de David Perez (1711/78), compositor napolitano de ascendência espanhola, Mestre da Real Capela Palatina de Palermo, que veio viver alguns anos em Portugal, como Mestre da Capela Imperial de Lisboa. Perez desenvolveu actividades pedagógicas de relevo em Portugal. A sua importância como professor de música é atestada pelo destaque que vieram a ter alguns dos seus discípulos. Influente compositor, David Perez dirigiu toda a vida musical da corte de D. José I até ao fim da sua vida, influenciando todos os compositores portugueses do seu tempo.
Não se sabe se André da Silva Gomes já se havia mudado para o Brasil ou se foi expressamente para lá, a fim de assumir – em 1774 – o cargo de Mestre de Capela da Igreja da Sé de São Paulo. Ele era tido como um homem dinâmico e um fértil criador, tendo reorganizado o Coro e começado a compor peças para os actos religiosos da época.
São Paulo, mesmo depois de elevada a cidade em 1711, era ainda muito pobre na segunda metade do século XVIII. Mesmo assim, era facto conhecido que Silva Gomes não se deixava abater pela falta de recursos, tendo fundado uma escola gratuita de música e organizado uma orquestra que contava com a participação de um bom organista – Inácio Xavier de Carvalho.
Não teve filhos do seu casamento, em 1775, com a viúva Maria Garcia de Jesus, mas criou uma enteada e adoptou dezasseis crianças, dando-lhes o apelido de família e ensinando-lhes não só as primeiras letras mas, evidentemente, também música.
Em 1789, André da Silva Gomes, tendo ingressado na carreira militar, dirigiu a corporação musical e alcançou a patente de tenente-coronel. Em 1797, foi contratado para o magistério, leccionando Gramática Latina. Com a chegada de D. Pedro a São Paulo em 1822, regeu – na catedral – o Te Deum de sua autoria, em homenagem ao futuro imperador. No dia 7 de Setembro foi proclamada a Independência. Na Casa da Ópera, seria André da Silva Gomes a encarregar-se das solenidades. Aposentou-se em 1828.
Da sua obra, chegaram até aos nossos dias cerca de 130 partituras, de acordo com informação do musicólogo Régis Duprat, que afirmou: «Os músicos da época colonial exerciam a profissão de forma mais avançada do que poderíamos imaginar. O “Tratado de Contraponto”, de André da Silva Gomes, revela regras do bem-compor que um bom músico europeu poderia seguir». Os documentos mais antigos das suas composições datam de 1774. Delas fazem parte antífonas, cânticos religiosos, hinos, ladainhas, missas, nocturnos, ofertórios, ofícios fúnebres, ofícios da Semana Santa, salmos etc..
A “Missa a Cinco Vozes”, datada do último quartel do século XVIII, pertence ao período de plena maturidade do autor. Dividida em onze segmentos, entre eles duas fugas, a peça situa-se num estilo intermédio entre o Barroco e o Classicismo.
Segundo especialistas, a obra-prima deste compositor luso-brasileiro é a “Missa em C” (“Missa em Dó”), que foi recentemente gravada em CD. O álbum apresenta 16 faixas com algumas das suas principais composições, além da própria missa. As músicas têm interpretação do Brasilessentia Grupo Vocal

O NATAL E A CRISE

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

domingo, 14 de dezembro de 2014

NESTE NATAL (glosa de quadra)


«Vivo Natal dia a dia…
No meu coração presente
Jesus, minha Estrela Guia
O meu Farol luzidente!»
Maria José Fraqueza


      NESTE NATAL

I
Quando chega o Dezembro,
Encho-me de alegria.
Em cada ano que lembro,
Vivo Natal dia a dia…
II
Penso em todos os que amo,
Mesmo quem está ausente,
Por vezes, até os chamo
No meu coração presente.
III
E como nos outros meses,
Acabar com fome eu queria.
Tenho, como dessas vezes,
Jesus, minha Estrela Guia.
IV
A vida vai melhorar,
É meu desejo ardente,
E tenho p’ra me guiar
O meu Farol luzidente!

Gabriel de Sousa

NB – Menção Honrosa no 19º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2014 (Fuseta)

14 DE DEZEMBRO - PETER O'TOOLE

EFEMÉRIDE Peter Seamus O’Toole, actor irlandês, morreu em Londres no dia 14 de Dezembro de 2013. Nascera em Connemara, em 2 de Agosto de 1932. Durante a sua carreira foi nomeado oito vezes para os Oscars, ganhou quatro Globos de Ouro, um BAFTA, um Emmy e foi distinguido com um Oscar Honorário em 2003, pela globalidade do seu trabalho.
Estudou numa escola católica no início da Segunda Guerra Mundial. Segundo disse mais tarde, «tinha medo das freiras, pela sua negação de feminilidade, pelos seus vestidos pretos e por raparem o cabelo».
Ao sair da escola, O’Toole arranjou, aos catorze anos, um emprego num escritório e, mais tarde, foi jornalista e fotógrafo estagiário num periódico de Leeds, até ser chamado para o serviço militar na Royal Navy em 1950.
Em 1952, obteve uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Dramatic Art. Dois anos depois, ingressou na prestigiada Royal Shakespeare Company, tendo entrado em cerca de 60 peças de teatro, sobretudo de clássicos ingleses. Em 1956, representou também várias comédias musicais em Londres.
Apareceu pela primeira vez no cinema em 1959, num pequeno papel. A sua consagração chegaria ao interpretar T. E. Lawrence, no filme de David Lean “Lawrence da Arábia” (1962), depois de Marlon Brando e Albert Finney terem recusado o papel. Contracenou com Omar Sharif e as filmagens duraram dois anos. A sua interpretação valeu-lhe a primeira nomeação para o Oscar de Melhor Actor.
O’Toole interpretou depois grandes papéis, como o de Rei Henrique II da Inglaterra em “Becket” (1964). Protagonizou também “Hamlet” sob a direcção de Laurence Olivier. Atingiu em 1970 a grande ambição da sua vida, ao subir a um palco da capital irlandesa (Abbey Theatre) para interpretar Samuel Beckett.
Em 1972, contracenou com Sophia Loren na obra de Miguel de Cervantes “Man of La Mancha”, numa adaptação cinematográfica de um musical representado na Broadway em 1965.
Em 1959, casou-se com a actriz galesa Siân Phillips, com quem teve duas filhas. Divorciaram-se vinte anos depois. Phillips revelaria mais tarde, em duas autobiografias, que O’Toole a havia submetido a violência psicológica, em grande parte por abusar do álcool e por ser muito ciumento. De um relacionamento que teve posteriormente com a modelo Karen Brown, nasceu o seu terceiro filho (1983).
Uma doença grave quase o fez sucumbir em 1976, tendo sido operado para remoção do pâncreas e grande parte do estômago. Em consequência da cirurgia, ficou dependente de insulina. Em 1978, quase morreu de uma doença no sangue. Recuperou e voltou sempre a trabalhar. Ganhou o Prémio Emmy, em 1999, pelo seu papel na mini-série “Joan of Arc”. Peter O’Toole fez mais de setenta filmes ao longo da sua vida. Residia em Clifden, no condado de Galway, na Irlanda, desde 1963. No auge da sua carreira, chegou a manter casas em Dublin, Londres e Paris.
No início dos anos 1950, foi um activista contra os britânicos pelo seu envolvimento na Guerra da Coreia. Mais tarde, na década de 1960, foi um adversário activo da Guerra do Vietname.

GLOSA DE QUADRA

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sábado, 13 de dezembro de 2014

13 DE DEZEMBRO - JOSÉ SIMÕES DE ALMEIDA

EFEMÉRIDEJosé Simões de Almeida, escultor português, morreu na Amadora em 13 de Dezembro de 1926. Nascera em Figueiró dos Vinhos no dia 24 de Abril de 1844. É também referido como José Simões de Almeida (Tio), para o distinguir do sobrinho homónimo, que foi também escultor.
Com doze anos de idade, matriculou-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa onde, em pouco tempo, alcançou uma posição de relevo. Concluiu o curso em 1865, com uma elevada classificação, o que lhe permitiu receber do governo uma bolsa de estudos para se aperfeiçoar em Itália.
Passando por França, aproveitou a estadia nesse país para cursar a Escola Imperial de Belas-Artes, onde se conservou até 1870, sob a orientação do escultor Jouffroy. De tal modo se houve nos estudos, que lhe foram conferidas cinco medalhas de prata, uma menção honrosa e um prémio pecuniário de 200 francos atribuídos por ocasião das exposições escolares de 1868 a 1869. Com uma grande preparação artística, deslocou-se depois para Roma, onde esteve desde Outubro de 1870 até Fevereiro de 1872. Entre muitos mestres, teve o professor Júlio Monteverde.
Regressou a Portugal e, pouco tempo depois, foi nomeado professor interino da Escola de Belas-Artes, lugar onde se manteve durante três anos. Só em 1881 obteve uma nomeação efectiva para o mesmo lugar. Simões de Almeida foi professor de Desenho e, mais tarde, de Escultura.
Era conhecido como mestre Simões e foi o principal orientador artístico de várias gerações, tendo discípulos que ficaram famosos pela qualidade das suas obras. Aparentemente rude nas suas expressões, ele era afinal um espírito generoso e justo. Toda a sua vasta obra reflecte uma austeridade impecável, no puro academismo que professava. Ninguém no seu tempo, e mesmo antes e depois da sua época, o teria excedido quanto ao rigor e à exacta observação das formas. Como mestre da aula de Escultura, deixou um vazio ainda hoje sentido e recordado.
A lista dos seus trabalhos é extensa. Entre eles, O Saltimbanco, Saudade, Inês de Castro, D. Sebastião, lendo Os Lusíadas, Camões, Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, a estátua monumental do Duque da Terceira, a Vitória – uma das estátuas que ornamenta o monumento dos Restauradores de 1640, o túmulo de Guilherme Cossoul no Cemitério dos Prazeres e o famoso Cristo existente na capela dos Jerónimos, onde está o túmulo de Alexandre Herculano.
Uma das suas estátuas mais conhecidas e valiosas é A Puberdade, em bronze, exposta em Paris (1878) e que está, actualmente, no jardim átrio do Museu de Arte Contemporânea.
Simões de Almeida deixou também, na sua terra natal, duas obras magníficas: Cristo Crucificado, réplica da mesma imagem existente no Mosteiro dos Jerónimos, e Camões – mármore oferecido pelo autor ao Clube Figueirense e que se encontra na sala de leitura desta instituição.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

12 DE DEZEMBRO - LIBERTAD LAMARQUE

EFEMÉRIDELibertad Lamarque de Bouza, actriz e cantora argentina radicada no México, morreu na Cidade do México em 12 de Dezembro de 2000. Nascera em Rosário, Argentina, no dia 24 de Novembro de 1908.
Filha de um uruguaio de origem francesa e de uma imigrante espanhola, mostrou desde os primeiros anos de vida grande talento para o teatro e para o canto. Aos sete anos, estreou-se numa peça de teatro e aos doze anos já era profissional. Em 1922, a família Lamarque foi viver para Buenos Aires, cidade onde Libertad poderia ter um melhor futuro artístico. Aos dezoito anos, gravou o seu primeiro disco de tangos, que teve grande sucesso. Os êxitos sucederam-se.
Libertad casou-se com Emílio Romero, com quem teve uma filha – Mirtha. Passados anos, as decepções começaram a surgir e Libertad pediu o divórcio, o que não era nada fácil naquela época.
Iniciou-se no cinema com “Adios Argentina” (1929) e protagonizou “Tango”, o primeiro filme sonoro argentino (1933). Seguiram-se mais de sessenta filmes, tendo num deles sido dirigida por Luis Buñuel (“Tampico”;1947)  
Libertad começou entretanto a ter crises de depressão nervosa e tentou mesmo o suicídio, atirando-se da janela de um hotel em Santiago do Chile, onde se encontrava em tournée. Um toldo do próprio hotel salvou-a. De seguida, o ex-marido tirou-lhe a filha e levou-a para o Uruguai. Libertad, acompanhada de um advogado e de um amigo músico, partiu para Montevideu, com o propósito de recuperar Mirtha, o que conseguiu.
Fixou-se no México, onde se tornou muito popular como actriz dramática e cantora de tangos, boleros e canções folclóricas da América Latina. Ao longo da sua carreira, terá gravado mais de 400 canções, não só no México e no seu país natal, mas também em Cuba e em Espanha.
Quando voltou a Buenos Aires, entrou na peça “La Dolly Levy”, sendo muito acarinhada pelo publico. A partir dos anos 1970, trabalhou frequentemente na televisão. Em toda a América do Sul, quando cantava, juntava multidões.
Com 92 anos de idade, Libertad continuava activa, alegre, cordial e muito feliz, porque participava ainda na telenovela “Carita de ángel”. Numa manhã de Dezembro, sentiu-se mal e teve de ser internada de urgência no Hospital do Distrito Federal Mexicano, onde esteve durante dez dias. Veio a falecer no dia 12 de Dezembro, dia da Virgem de Guadalupe. 

QUADRAS NATALÍCIAS

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

LIBERTAD LAMARQUE - "Besos Brujos"

11 DE DEZEMBRO - FRANCISCO TRIGOSO

EFEMÉRIDEFrancisco Manuel Trigoso de Aragão Morato, político e escritor português, morreu repentinamente em Lisboa no dia 11 de Dezembro de 1838. Nascera, também em Lisboa, em 17 de Setembro de 1777. Foi deputado, ministro, conselheiro de Estado e par do Reino. Presidiu ao governo português de 1 de Agosto a 6 de Dezembro de 1826.
Destinado à carreira eclesiástica, fez os seus estudos preparatórios no Colégio dos Nobres entre 1790 e 1793, ingressando depois na Universidade de Coimbra, onde – em 1799 – com apenas 22 anos de idade, se formou em Direito Canónico.
Estudante brilhante, iniciou seguidamente uma carreira académica que o levou a ocupar o lugar de lente na Universidade de Coimbra. Publicou diversas obras de carácter jurídico e histórico, consideradas então de grande mérito, revelando-se um dos mais relevantes pensadores da política e do Direito português da época.
Com o advento do Liberalismo, foi eleito deputado às Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa. Teve um papel importante na reforma e uniformização dos Pesos e Medidas em Portugal, depois de fazer parte de uma comissão que estava encarregada de examinar os forais.
Tendo-se retirado de Lisboa em consequência da “Vilafrancada”, voltou à capital para colaborar na elaboração da Carta Constitucional, que tinha sido prometida por D. João VI de Portugal e que nunca chegou a ser outorgada. Com a subida ao poder de D. Miguel, retirou-se da vida pública. Regressou, porém, à política quando – em Julho de 1833 – Lisboa foi tomada pelas tropas liberais comandadas pelo 1º duque da Terceira.
Em 1834, com a instauração do regime liberal, foi nomeado par do Reino por Carta Régia de 1 de Setembro, tendo prestado juramento na Câmara dos Pares quatro dias depois. Logo na primeira sessão em que participou, em 18 de Setembro, foi recebida pela Câmara uma comunicação em que D. Pedro IV de Portugal se declarava, por doença, incapaz de prosseguir a regência, a que se seguiu, no mesmo dia, a entrada da proposta de resolução da Câmara dos Deputados, que declarava a maioridade de D. Maria II de Portugal, então com 16 anos. Francisco Trigoso opôs-se a esta resolução, tendo votado vencido.
Por Carta Régia lida na sessão de 25 de Setembro, foi nomeado vice-presidente da Câmara dos Pares do Reino. Dado o prolongado impedimento do presidente daquela Câmara, o duque de Palmela, Francisco Trigoso passou a presidir às sessões, tendo tido nelas uma participação de relevo.
Na Câmara dos Pares, especializou-se em matérias do foro jurídico, como o direito fundiário e as hipotecas, e do foro eclesiástico, como as côngruas dos párocos e a forma da sua nomeação.
Em 1836, após a Revolução de Setembro, tentou sem resultado a conciliação dos cartistas com os setembristas. Por essa altura, fez parte – como conselheiro – de uma comissão que iniciou o diálogo com a Santa Sé no sentido de normalizar as relações entre o Estado português e a Igreja Católica Romana. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

10 DE DEZEMBRO - LUCIEN LAURENT

EFEMÉRIDELucien Laurent, futebolista e treinador francês, conhecido internacionalmente por ter sido o autor do primeiro golo na história dos Mundiais de Futebol, nasceu em Saint-Maur-des-Fossés no dia 10 de Dezembro de 1907. Morreu em Besançon, em 11 de Abril de 2005. Lucien marcou aquele histórico golo, aos 19 minutos do jogo contra o México, que a Selecção Francesa venceu no Mundial de 1930 realizado no Uruguai.
Originário da região parisiense, iniciou-se no Cercle Athlétique de Paris em 1920. Foi seleccionado pela primeira vez para a equipa de França num jogo amigável com Portugal, realizado no Porto e que os franceses ganharam por 2-0.
Entretanto, tinha-se transferido para o FC Sochaux, onde beneficiava do estatuto de “futebolista/operário”. Empregado na fábrica da Peugeot, teve de pedir uma licença especial para poder participar no Mundial de 1930.
Jogou 10 vezes pela equipa de França, tendo marcado 10 golos. Tornou-se profissional em 1932, em representação do Club Français de Paris. Voltou depois ao CA de Paris, alinhando seguidamente pelo FC Mulhouse e, novamente, pelo Sochaux.
Em 1936, foi contratado pelo Stade Rennais UC e, em 1937, pelo RC Strasbourg. Durante a Segunda Guerra Mundial, instalou-se em Besançon, sendo treinador/jogador do RC FC Besançon, um clube que estava na 2ª Divisão. Abandonou rapidamente a carreira de futebolista, mantendo-se como treinador até 1950. 
Lucien Laurent abriu depois uma cervejaria de que se ocupou até 1972, ano em que se reformou. Quando morreu, aos 97 anos, ele era o último sobrevivente da Selecção Francesa que disputou o primeiro Mundial de Futebol.   

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

9 DE DEZEMBRO - ANTÓNIO PEDRO

EFEMÉRIDEAntónio Pedro da Costa, encenador, escritor e artista plástico português, nasceu na Cidade da Praia, Cabo Verde, em 9 de Dezembro de 1909. Morreu em Caminha, Moledo, no dia 17 de Agosto de 1966.
Veio aos 4 anos para Portugal, onde frequentou o Liceu Pedro Nunes em Lisboa, mudando-se depois para o Instituto Nuno Álvares, da Companhia de Jesus, na Galiza, onde foi membro do grupo de teatro e participou em várias dezenas de peças. O 6.º ano acabou-o em Santarém e o 7.º no Liceu de Coimbra, cidade onde dirigiu o jornal “O Bicho”. Ingressou depois na Universidade de Lisboa, tendo frequentado as Faculdades de Direito e de Letras, não concluindo no entanto nenhum dos cursos.
Viveu em Paris entre 1934 e 1935, tendo estudado no Instituto de Arte e Arqueologia da Universidade de Sorbonne.
Em 1933, criou a galeria UP (1933/36), onde apresentou a primeira exposição de Maria Helena Vieira da Silva em Portugal (1935).
O Surrealismo surgiu na cultura portuguesa a partir de 1936, em grande parte pela sua mão, com experiências literárias que efectuava com alguns amigos. Em 1940, organizou – com António Dacosta e Pamela Boden – aquela que é considerada a primeira exposição surrealista em Portugal. A mostra, não oficial, reunia dezasseis pinturas de António Pedro, dez de Dacosta e seis esculturas abstractas de Pamela. O Surrealismo, de que se falara vagamente desde 1924, irrompia nesta exposição, abrindo à pintura nacional novos horizontes.
Em 1941, António Pedro visitou o Brasil. Esteve no Rio de Janeiro e em São Paulo, tendo exposto os seus quadros em concorridas mostras nas duas cidades. Permaneceu neste país uns quatro ou cinco meses, o bastante para formar um largo círculo de amigos entre a elite intelectual brasileira. Regressou a Portugal, deixando no país irmão um rasto de amizades e muitos admiradores.
Dirigiu e editou a revista “Variante”, de que saíram dois números (1942/43), e colaborou no semanário “Mundo Literário” (1946/48).
Entre 1944 e 1945, viveu e trabalhou em Londres na British Broadcasting Corporation (BBC), onde foi cronista e crítico de arte, tendo feito parte do Grupo Surrealista de Londres.
Fez parte ainda do Grupo Surrealista de Lisboa, criado em 1947 por Cândido Costa Pinto, Marcelino Vespeira, Fernando Azevedo e Mário Cesarini, entre outros, tendo participado na I Exposição Surrealista em Lisboa (1949).
Com uma forte ligação ao teatro, foi director do Teatro Apolo (Lisboa) em 1949 e director, figurinista e encenador do Teatro Experimental do Porto entre 1953 e 1961.
Viveu os últimos anos de vida em Moledo, uma praia junto de Caminha. Grande parte da sua obra como pintor perdeu-se em 1944, quando dum incêndio no seu atelier.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ACREDITAR (quadras)

ACREDITAR
                                            
1
P’ra Portugal transformar
Numa terra de virtude,
Temos de acreditar
No fulgor da Juventude.

2
Minto e sou original,
Acredito no que digo…
… O mundo gira afinal
Ao redor do meu umbigo.

3
Se acreditas no que lês
Na palma da minha mão,
Omite por uma vez
Desgostos de coração!
  
Gabriel de Sousa

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Aposentado da Aviação Comercial, gosto de escrever nas horas livres que - agora - são muito mais...