quinta-feira, 30 de abril de 2015

30 DE ABRIL - MARIA CLARA MACHADO

EFEMÉRIDEMaria Clara Machado, dramaturga brasileira, faleceu no Rio de Janeiro em 30 de Abril de 2001. Nascera em Belo Horizonte no dia 3 de Abril de 1921. Foi autora de famosas peças infantis e fundadora do Tablado, escola de teatro do Rio de Janeiro.
A família de Maria Clara mudou-se para a capital carioca, indo morar em Ipanema, quando ela tinha apenas quatro anos de idade. A casa era ponto de encontro de muitos intelectuais, amigos do pai. Entre os grandes nomes que lá iam, estavam Maria Helena Vieira da Silva, Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Di Cavalcanti, Portinari, Rubem Braga, João Cabral de Mello Neto, Moacyr Scliar e Tônia Carrero. Também passaram por ali Albert Camus e Pablo Neruda. Toda esta atmosfera contribuiu para a iniciar na cultura desde muito nova.
Em 1951, fundou uma das maiores escolas de teatro do Brasil, o Tablado. É considerada a mais importante autora de teatro infantil do Brasil, tendo escrito cerca de 30 peças para crianças. Publicou também alguns livros juvenis e seis peças para adultos.
A sua primeira grande peça, “O boi e o burro a caminho de Belém” (1953), foi um auto de Natal que entusiasmou o público e a crítica. A peça tinha sido originalmente escrita para marionetas, mas acabou por ser representada por actores de carne e osso.
Em 1955, surgiu o maior sucesso do Tablado e o texto de Maria Clara Machado mais vezes montado: “Pluft, o Fantasminha”. Esta peça tem apenas uma hora de duração, mas foi considerada por ela própria como a sua obra mais completa e melhor conseguida.
Maria Clara dirigiu umas 70 peças de teatro, tendo actuado como actriz em perto de 20. Protagonizou também dois filmes e escreveu para televisão.
 “Pluft, o Fantasminha” foi adaptado ao cinema (1964) e à televisão (Rede Globo, 1975); “O Cavalinho Azul” foi adaptado ao cinema em 1984. A sua última peça de teatro foi escrita em 2000 (“Jonas e a baleia”).
Faleceu aos oitenta anos, vítima de linfoma de Hodgkin, um tipo de cancro no sistema imunológico.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

29 DE ABRIL - UMA THURMAN

EFEMÉRIDEUma Karuna Thurman, actriz norte-americana, nasceu em Boston no dia 29 de Abril de 1970. Ficou famosa ao desempenhar um destacado papel no filme do realizador Quentin Tarantino, “Pulp Fiction”. Também actuou noutros filmes elogiados pela crítica, como “Dangerous Liaisons” e “Gattaca”. Figurou nas listas Top 100 das Estrelas de Cinema elaboradas pelas revistas “Empire Magazine”, “Maxim Magazine”e “FHM Magazine”.
Thurman era descrita como uma jovem estranha e introvertida, que usava frequentemente o nome Uma Karen, ao invés de seu nome de nascimento, e chegaram a dizer que ela possuía uma estranha estrutura óssea, uns pés grandes e o nariz comprido. Quando tinha 10 anos de idade, uma amiga da mãe sugeriu mesmo que ela fizesse uma cirurgia estética.
Estudou na Northfield Mount Hermon School, em Massachusetts, onde foi uma excelente aluna. O seu talento para representar foi revelado na escola, durante uma encenação de “The Crucible”. Os professores recomendaram-lhe que frequentasse cursos de Teatro. Estudou depois, em Nova Iorque, na Professional Children's School, escola que tem sido responsável pela formação de muitas actrizes e actores famosos nos Estados Unidos e noutros países.
Uma Thurman começou a sua carreira aos 15 anos, como modelo da agência Click Models. As suas fotos eram publicadas na conceituada revista “Glamour Magazine”. Em 1989, foi capa da revista “Rolling Stone" e este foi um dos factores que alavancaram a sua carreira.
Fez os primeiros papéis no cinema em 1988, quando apareceu em quatro filmes no mesmo ano. Celebrizou-se pelas cenas com os seios à mostra. Em 1990, protagonizou o drama sexual “Henry and June” ao lado do actor Fred Ward, filme que foi objecto de óptimas críticas.
Foi escolhida por Quentin Tarantino para protagonizar uma das suas primeiras grandes produções, “Pulp Fiction”, que se tornou um dos filmes americanos com maior repercussão mundial em 1994 (Palma de Ouro no Festival de Cannes). No ano seguinte, foi nomeada para o Oscar de Melhor Actriz coadjuvante, tornando-se uma das actrizes mais requisitadas por Tarantino para os seus filmes.
Uma Thurman, que alternou grandes sucessos com enormes fracassos, fechou o ano de 1998 com uma participação em “Les misérables”, uma adaptação cinematográfica do célebre romance de Victor Hugo.
Após o nascimento do seu primeiro filho, abandonou temporariamente a interpretação de papéis de destaque para se concentrar na sua maternidade. Fez pequenas mas significativas participações em filmes e séries de TV, que exigiam menos tempo de trabalho.
Em 2000, narrou uma peça teatral de John Morram (“Book of the Dead”) num teatro público de Nova Iorque. Venceu um Globo de Ouro com “Hysterical Blindness”, um filme onde foi também produtora executiva.
Em 2003, voltou em pleno com o filme “Paycheck” de John Woo, seguido de “Kill Bill” de Quentin Tarantino. Para este último filme, durante três meses, treinou artes marciais e aprendeu a língua japonesa. A película foi um fenómeno de bilheteira e um sucesso da crítica, sendo Thurman nomeada para vários prémios.
Em 2005, ela era já uma das actrizes mais bem pagas de Hollywood, com um salário de cerca de 13 milhões de dólares por filme. A sua primeira película deste ano foi “Be Cool”, em que contracenou com John Travolta. Ainda em 2005, estrelou o filme “Prime”. O último trabalho de Thurman deste ano foi “The Producers”, regravação de um filme com o mesmo nome lançado em 1968.
Com uma carreira consolidada, voltou a ser muito requisitada como modelo, tendo assinado contratos publicitários com Louis Vuitton, Lancôme, Schweppes e Alfa Romeo, entre outras marcas de grande prestígio.
Em 2006, protagonizou “My Super Ex-Girlfriend”, recebendo 14 milhões de dólares pela sua actuação. O filme não foi muito bem acolhido pela crítica, mas ela recebeu um MTV Movie Award.
Em 2011, fez parte dó júri do Festival de Cannes presidido por Robert De Niro. É simpatizante do Partido Democrata e colaborou nas campanhas de John Kerry e Hillary Clinton. Tem apoiado diversas causas, como o controlo civil de armas e a legalização do aborto.
Foi casada duas vezes e tem três filhos, o último dos quais – uma menina – nascida quando a actriz já tinha 42 anos de idade. Uma Thurman possui duas casas em Nova Iorque, uma em Greenwich Village e outra no Hyde Park, onde habita. Embora pratique o budismo por influência paterna, considera-se agnóstica. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

28 DE ABRIL - HARPER LEE

EFEMÉRIDE – Nelle Harper Lee, escritora norte-americana, vencedora do Prémio Pulitzer em 1961, com o romance “To Kill a Mockingbird”, nasceu em Monroeville, Alabama, no dia 28 de Abril de 1926. Em 2007, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade dos Estados Unidos, pela sua contribuição para a literatura.
Foram já vendidos trinta milhões de exemplares do livro “To Kill a Mockingbird” (“Por Favor não Matem a Cotovia”), que se tornou um clássico da literatura norte-americana, sendo estudado em numerosos colégios e liceus e estando regularmente nas classificações da Crítica e nos tops de vendas.
Em criança, Lee começou a ler muito precocemente e era colega de escola de Truman Capote. Depois dos estudos secundários, seguiu o curso de Direito, entre 1945 e 1949, na Universidade de Alabama, interrompendo-o para ir viver em Nova Iorque, já com a intenção de se tornar escritora. 
Trabalhou durante algum tempo no serviço de reservas de uma companhia de aviação. Em breve, porém, decidiu dedicar-se exclusivamente à literatura com o apoio dos seus amigos.
Em 1957, apresentou a um agente literário um primeiro manuscrito, que estava mais próximo de uma recolha de novelas do que dum romance. A conselho do agente, Lee desenvolveu durante dois anos e meio uma dessas novelas, que se transformou no aludido romance “To Kill a Mockingbird”. Logo após a publicação, o sucesso foi imediato.   
Entretanto, em 1959, Truman Capote pediu o apoio dela na elaboração de um romance que estava a escrever e que se viria a chamar “A Sangue Frio”. Harper Lee deslocou-se mesmo a Holcomb (Kansas), para o ajudar em diversas entrevistas e pesquisas relacionados com a obra.
Harper Lee, estranhamente, não voltou a publicar outros romances. Apenas artigos e ensaios apareceram na imprensa com a sua assinatura. O seu silêncio e a sua grande discrição alimentaram vários rumores, pois ela declarara estar a redigir um segundo romance., logo após a publicação do primeiro. Diversas notícias circularam, segundo as quais ela teria escrito vários romances, mas sem os publicar, ou que teria publicado alguns sob pseudónimo.
Finalmente, em Janeiro de 2015, Harper Lee – quase com 89 anos – anunciou a publicação de um romance no próximo Verão (“Go set a watchman”). Tratar-se-ia de um romance escrito nos anos 1950 e que ela “redescobriu” no último Outono.
O seu único livro oficialmente publicado até agora foi adaptado ao cinema em 1962, com Gregory Peck no papel principal O filme recebeu três Oscars e um prémio no Festival de Cannes

segunda-feira, 27 de abril de 2015

27 DE ABRIL - HENRIQUE NETO

EFEMÉRIDEHenrique José de Sousa Neto, empresário, ex-deputado do Partido Socialista, comentador e colunista político, nasceu em Lisboa no dia 27 de Abril de 1936. Apresentou-se em Março de 2015 como candidato às eleições presidenciais do próximo ano.
Estudou na Escola Industrial Fonseca Benevides de Lisboa e, em seguida, na Escola Comercial da Marinha Grande, cidade de origem da sua família, tendo voltado para a capital aos catorze anos. Começou a trabalhar como aprendiz de metalúrgico numa fábrica de moldes, onde se viria a tornar director e, mais tarde, proprietário.
Em 1975, conjuntamente com o Eng.º Joaquim Menezes, fundou a empresa Iberomoldes, que se transformaria nos anos seguintes na holding de um grupo de doze empresas industriais com mais de 1 000 funcionários. Foi a partir deste grupo que nasceu a SET, uma empresa de engenharia especializada no desenvolvimento de produtos inovadores, e a IBEROLEFF, em Pombal, para a produção e exportação de componentes para as empresas automobilísticas e industriais. Em 2009, vendeu a sua posição ao referido co-fundador.
Juntamente com a sua vida profissional na indústria, também começou muito jovem na política activa, influenciado pelo seu ambiente familiar que não era alinhado com o regime do Estado Novo. Esteve filiado na Juventude do Movimento de Unidade Democrática e, através dela, participou em conferências anti-regime e reproduziu clandestinamente documentos em casa, nomeadamente para a campanha presidencial do general Humberto Delgado. Em 1969, esteve prestes a ser preso devido a estas actividades.
Juntou-se ao Partido Comunista em 1968, mas saiu em 1975, depois da Revolução dos Cravos, dedicando-se posteriormente apenas à vida empresarial.
Em 1993, filiou-se no Partido Socialista, a convite de Jorge Sampaio. Foi eleito deputado em 1995 e ocupou as funções de vice-presidente da Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano, até ao final do seu mandato, em 1999.
No congresso do PS, em Novembro de 2002, redigiu uma moção (“Pensar Portugal”), onde pedia um debate interno mais amplo.
Em 2009, insurgiu-se contra o Governo de José Sócrates e foi um dos vinte e oito signatários de um documento tornado público, que ficou conhecido por “Manifesto dos 28, no qual se dizia que «era um absurdo insistir em investimentos públicos de baixa ou nula rentabilidade e com fraca criação de emprego». Mais tarde, em Março de 2013, foi um dos mentores do “Manifesto pela Democratização do Regime”. De novo, em Agosto de 2014, voltou a ser uma das trinta personalidades que assinaram outro manifesto, a que deram o título de “Por uma Democracia de Qualidade”, propondo reformas prioritárias para o sistema político português.
É um dos conselheiros da SEDESAssociação para o Desenvolvimento Económico e Social.
Entre diversas distinções recebidas, contam-se as de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (2000) e de Grande-Oficial da Ordem Civil do Mérito Agrícola, Industrial e Comercial – Classe Industrial (2006). 

domingo, 26 de abril de 2015

26 DE ABRIL - MARIA SCHELL

EFEMÉRIDEMaria Margarete Anna Schell, actriz austríaca/suíça, morreu em Preitenegg no dia 26 de Abril de 2005. Nascera em Viena, em 15 de Janeiro de 1926. Foi uma das maiores estrelas do cinema de língua alemã nos anos 1950/60. Recebeu a Taça Volpi na Mostra de Veneza pela sua interpretação em “Gervaise” (1956), filme realizado pelo francês René Clément, que conquistou também o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Viveu com os pais e irmãos, primeiro na Áustria, e – a partir de 1938 – na Suíça (Zurique). Interrompeu os estudos comerciais, depois do seu talento ter sido descoberto por Sigfrit Steiner e lhe ter sido dado um papel no filme “Steibruch” (1942). Só depois começou a seguir cursos de arte dramática e a representar no teatro. Em 1948, voltou-se de novo para o cinema. Teve um papel principal em 1949 (“O Anjo e o Trompete”), a que se seguiram muitos outros.
Durante a estadia em Hollywood, onde se dirigira para assistir à entrega do Oscar para o filme “Gervaise”, chamou a atenção de Yul Brynner, no hall do hotel onde estavam. Ele procurava uma actriz para representar Grouchenka na adaptação cinematográfica de “Os Irmãos Karamazov”. Depois, entrou em vários filmes, tendo contracenado com Gary Cooper e Glenn Ford, entre outros.
Nos anos 1960, foi vista mais nos palcos e na televisão do que no cinema. Na década seguinte, foi frequente a sua presença em séries televisivas. 
Em 1982, foi convidada para desempenhar o papel de Claire Zachanassian, na adaptação ao cinema de “A Visita da Velha Senhora” de Friedrich Dürrenmatt. O seu último grande sucesso foi a série “Die glückliche Familie” (1987/1993). A sua derradeira aparição deu-se em 1996, num episódio da série policial “Tatort”.
Maria Schell foi casada e divorciada duas vezes, teve dois filhos, um de cada marido. Tentou suicidar-se em 1991. Vivia sozinha, com a saúde bastante abalada e sofreu dois AVC. Antes da Páscoa de 2005, foi hospitalizada em virtude de problemas respiratórios. Acabaria por sucumbir, vítima de falha cardíaca na sequência de uma pneumonia. Foi sepultada no cemitério de Preitenegg (Coríntia). 

sábado, 25 de abril de 2015

MANUEL FREIRE - "Pedra Filosofal"


25 DE ABRIL DE 1974 - UM MARCO NA NOSSA HISTÓRIA


 25 DE ABRIL SEMPRE!

Não podíamos dizer Liberdade.
Não éramos donos das nossas vidas.
Defendíamos só causas perdidas,
arrastando os corpos pela Cidade.

Com tanta felicidade perdida
e tanto homem que não foi criança,
quanta gente sem qualquer esperança
e quanta miséria escondida!

Mas chegada a data gloriosa
o cravo tornou-se a flor mais formosa
acabando com a nossa tristeza.

O Povo foi à rua e gritou!
O poeta renasceu e cantou
o orgulho da alma portuguesa!


Gabriel de Sousa

COMO O HOMEM ESTRAGOU A TERRA...


25 DE ABRIL - GINGER ROGERS

EFEMÉRIDEGinger Rogers, de seu verdadeiro nome Virginia Katherine McMath, dançarina, cantora e actriz norte-americana, morreu em Rancho Mirage no dia 25 de Abril de 1995, vítima de insuficiência cardíaca. Nascera em Independence, no Missouri, em 16 de Julho de 1911.
Os pais separaram-se pouco tempo depois do seu nascimento e a mãe levou-a para viver com os avós, em Kansas City. O nome Ginger surgiu quando, ainda pequena, uma prima mais nova não conseguia pronunciar Virginia e chamava-a “Ginja”.
A mãe foi a grande incentivadora da sua carreira, que começou aos 15 anos em espectáculos de vaudeville. Cantou também na rádio em Nova Iorque.
Estreou-se na Broadway no dia de Natal de 1929, na comédia musical “Top Speed”. Em 1930, assinou um contrato de sete anos com a Paramount. Em breve, porém, se desvinculou do contrato e partiu para a capital do cinema.
Aos 19 anos, estreou-se em Hollywood no filme “Inconstância”. Conheceu Fred Astaire na década de 1930 e com ele fez dez filmes musicais, formando um par que se tornou lendário.
Em 1941, recebeu o Oscar de Melhor Actriz pelo seu papel em “Kitty Foyle”. Trabalhou em Hollywood até 1971 e casou-se cinco vezes. Fez quase 100 filmes, entre musicais, comédias e dramas.
Está sepultada no Oakwood Memorial Park, em Chatsworth, no Condado de Los Angeles.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

24 DE ABRIL - MIGUEL PORTAS

EFEMÉDRIDEMiguel de Sacadura Cabral Portas, jornalista e político português, morreu em Antuérpia no dia 24 de Abril de 2012, vítima de cancro pulmonar diagnosticado dois anos antes. Nascera em Lisboa, em 1 de Maio de 1958.
Licenciado em Economia pela Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, em 1986, foi animador cultural no concelho de Ourique (1984) e animador sociocultural na serra algarvia (1987).
Enveredando pela carreira de jornalista, foi director da revista cultural “Contraste” (1986) e, depois de ser admitido como redactor do semanário “Expresso” (1988), foi editor internacional da “Expresso Revista” (1992/94). Dirigiu ainda o semanário “” (1996), foi repórter da revista “Vida Mundial” (1998/99) e cronista no “Diário de Notícias” (2000/06) e no semanário “Sol” (2008/12).
Foi co-autor e apresentador de duas séries documentais para televisão: “Mar das Índias” (2000) e "Périplo" (2004). Publicou três livros: “E o resto é paisagem” (2002) de crónicas, ensaios e entrevistas; “No Labirinto” (2006) sobre o Líbano; e “Périplo” (2009) dedicado ao Mediterrâneo.
Detido pela polícia política (PIDE) aos 15 anos, pela participação no Movimento Associativo dos Estudantes do Ensino Secundário de Lisboa, aderiu à União dos Estudantes Comunistas do Partido Comunista Português (1973), chegando à sua comissão central um ano depois. Presidiu à Associação de Estudantes do Instituto Superior de Economia e coordenou o secretariado da Reunião Inter-Associações. Deixou o PCP em 1989.
Entre 1990 e 1991 foi assessor do presidente da Câmara Municipal de Lisboa para as questões culturais e urbanísticas. Foi um dos fundadores da Plataforma de Esquerda, dissolvida dois anos depois. Em 1994, criou a Política XXI, que agrupava membros da Plataforma de Esquerda, do MDP e independentes. A Política XXI foi uma das formações, juntamente com o PSR, a UDP e independentes, que deu origem ao Bloco de Esquerda, em 1999. No BE, foi cabeça de lista às eleições europeias em 1999 e candidato à Câmara Municipal de Lisboa em 2001. Foi eleito para o Parlamento Europeu em 2004 e reeleito em 2009. Era membro da Comissão de Orçamento e vice-presidente da Comissão Especial do Parlamento Europeu para a Crise Financeira, Económica e Social.
Miguel Portas era filho de Nuno Portas, arquitecto, e de Helena de Sacadura Cabral, economista e jornalista. Irmão de Paulo Portas, dirigente político; e meio-irmão de Catarina Portas, jornalista e empresária. Era também sobrinho-neto do aviador Sacadura Cabral. Tinha dois filhos com a jornalista Maria Ana Isabel Soromenho Gorjão Henriques.

AS DUAS FORMAS DE SOLIDÃO...

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

23 DE ABRIL - PAMELA LYNDON TRAVERS

EFEMÉRIDEPamela Lyndon Travers, de seu verdadeiro nome Helen Lyndon Goff, jornalista e escritora australiana, morreu em Londres no dia 23 de Abril de 1996. Nascera em Maryborough, em 9 de Agosto de 1899.
Oriunda de uma família de origem irlandesa, o pai morreu vítima de epilepsia quando ela tinha apenas sete anos. Três anos mais tarde, após uma tentativa falhada de suicídio de sua mãe, que sofria de depressão, Helen – apesar da sua pouca idade – tomou praticamente conta da casa e das suas duas irmãs mais novas.
Alguns anos depois, partiu para Sidney a fim de prosseguir os estudos. Começou a publicar poemas e a colaborar em “The Bulletin”.
Aos 21 anos, interessou-se pelo teatro e decidiu ser escritora, adoptando o pseudónimo pelo qual ficaria a ser conhecida. Em 1924, foi para Londres e, no ano seguinte, conheceu na Irlanda o poeta George William Russell, que publicou alguns dos seus poemas.
Pamela L. Travers é sobretudo conhecida como a criadora do personagem Mary Poppins, heroína de uma série de vários episódios publicados entre 1934 e 1988. Adaptados ao teatro e ao cinema, uma versão de 1964 foi protagonizada por Julie Andrews. Pamela publicou igualmente outros romances, recolhas de poesia e ensaios.
Nunca se casou, tendo adoptado, aos quarenta anos, uma criança de origem irlandesa. Em 1977, foi condecorada pela rainha Isabel II, com o grau de Oficial da Ordem do Império Britânico.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

22 DE ABRIL - GUILLERMO CABRERA INFANTE

EFEMÉRIDEGuillermo Cabrera Infante, escritor cubano, nasceu em Gibara, Cuba, no dia 22 de Abril de 1929. Morreu em Londres, em 21 de Fevereiro de 2005, vítima de septicemia. Além de romancista, contista e ensaísta, escreveu também poemas visuais e guiões para cinema.
Nascido numa província do Oriente, viveu depois em Havana. Começou por estudar medicina, mas abandonou os estudos para se tornar redactor da revista “Boehmia”. Em 1949, criou o semanário “Nueva Generación” e, em 1950, ingressou na Escola de Jornalismo. Dois anos mais tarde, após a publicação de uma crónica na “Boehmia”, foi detido pela polícia. Nos anos seguintes, não pôde mais publicar os seus trabalhos com o próprio nome, passando a usar um pseudónimo (G. Caín).
Em 1951, fundou a Cinemateca de Cuba e passou a escrever sobre cinema na revista “Carteles”, da qual – três anos depois – foi nomeado redactor-chefe. Fez vários trabalhos para o cinema, tendo nomeadamente escrito o guião do filme “Ponto limite zero”, sob o pseudónimo Guillermo Caín.
Após a chegada de Fidel Castro ao poder, dirigiu o Conselho Nacional de Cuba e, nesse mesmo ano, como editor do periódico “Revolucíon”, criou o suplemento literário “Lunes”. Em 1962, foi nomeado adido cultural de Cuba em Bruxelas, cargo que desempenhou até 1965, ano em que rompeu com o governo revolucionário de Cuba. Residiu em Bruxelas o resto da sua vida. Em 1997, recebeu o Prémio Cervantes, pelo conjunto da sua obra. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

21 DE ABRIL - MARCEL CAMUS

EFEMÉRIDEMarcel Camus, realizador de cinema francês, nasceu em Chappes, nas Ardenas, em 21 de Abril de 1912. Morreu em Paris no dia 13 de Janeiro de 1982, tendo sido sepultado no cemitério do Père-Lachaise. Recebeu uma Palma de Ouro no Festival de Cannes (1959) e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (1960), ambos a premiarem “Orfeu Negro”, uma película de sucesso mundial. 
Estudou nas Belas-Artes e tornou-se professor de desenho. Durante a Segunda Guerra Mundial, esteve detido num campo de prisioneiros alemão. Descobriu o teatro ao fazer a montagem dos seus primeiros espectáculos, juntamente com outros detidos. Actuava sobretudo como decorador, actor e cenarista.
Depois da Libertação, um tio apresentou-o a vários cineastas. Foi então assistente ou conselheiro técnico de Luis Buñuel e de Daniel Gélin, entre outros.
Realizou a sua primeira longa-metragem em 1957, adaptando ao cinema o romance de Jean Hougron “Mort en fraude”. Este filme, que punha em causa a política francesa na Indochina, foi proibido pela censura nos territórios do ultramar francês. Por esta época, casou-se com a actriz e dançarina norte-americana Marpessa Dawn.
Em 1958, sob proposta do produtor Sacha Gordine, foi ao Brasil para fazer a adaptação cinematográfica de uma peça de teatro de Vinícius de Moraes, “Orfeu da Conseção”, que se viria a chamar “Orfeu Negro” no grande ecrã. Trata-se da transposição para as favelas do Rio de Janeiro, durante o carnaval, dos amores de Orfeu e Euridice. O filme seduziu o público e uma grande parte da crítica, sendo um êxito a nível mundial. Fez descobrir aos europeus e norte-americanos a cidade do Rio de Janeiro, o seu carnaval e a bossa nova.
Numa célebre foto dos cineastas da Nouvelle Vague, tirada nos degraus do Palácio de Cannes em 1959, Marcel Camus aparece junto de François Truffaut, Claude Chabrol, Jean-Luc Godard, Roger Vadim e Robert Hossein.
Divorciou-se pouco tempo depois, casando-se com a actriz do “Orfeu Negro” Lourdes de Oliveira.
Os filmes seguintes foram mais comerciais. Nos anos 1970, realizou vários folhetins para a televisão. Em 1976, regressou ao país que o fascinava, o Brasil, para realizar “Otalia de Bahia”, uma adaptação do romance de Jorge Amado “Os pastores da noite”.
A sua última realização, “Féminin Pluriel ”, é uma adaptação da obra literária de Benoîte e Flora Groult.

O AMOR (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

ABBA: - "THE DAY BEFORE YOU CAME"


20 DE ABRIL - JESSICA LANGE

EFEMÉRIDEJessica Phyllis Lange, actriz norte-americana, nasceu em Cloquet, Minnesota, no dia 20 de Abril de 1949. Conquistou dois Oscars e foi nomeada para outros seis. Na totalidade, foi indicada para 84 prémios, tendo conquistado 37.
Devido às várias profissões do pai e ao facto de ele ser alcoólico, a sua vida em casa era caótica. A família mudou-se para várias cidades no Minnesota, antes de se fixar na sua cidade natal, localidade onde se formou na Cloquet High School. Em 1967, recebeu uma bolsa para estudar Arte e Fotografia na Universidade de Minnesota, onde conheceu o fotógrafo espanhol Francisco Paco Grande, com quem se viria a casar em 1970.
Lange abandonou em seguida a universidade, para levar um estilo de vida boémio. Decidiu viajar com o marido numa pick-up através dos Estados Unidos e do México. O casal instalou-se depois em França e viveram em Paris, onde mais tarde se separaram. O tempo de Jessica na capital francesa, foi um tempo de liberdade e de descobertas. Estudou mímica com o famoso instrutor Étienne Decroux e dançou na Opéra-Comique.
Em 1973, foi para Nova Iorque e começou a trabalhar como empregada de mesa na Greenwich Village. Dividia um apartamento, em Manhattan, com um casal amigo. Foi “descoberta” pelo ilustrador de moda Antonio Lopez e tornou-se um modelo da agência Wilhelmina.
Foi enquanto trabalhava como manequim que foi vista por Dino De Laurentis, que estava à procura de jovens para o remake de “King Kong” e a convidou para o papel principal (1976). O êxito da sua actuação foi mitigado. Seguiram-se, mais tarde, outros filmes com mais sucesso e vários prémios. Consagrou-se definitivamente nas décadas 1980/90.
Estreou-se na Broadway em 1992, no papel de Blanche, na peça “Um Eléctrico Chamado Desejo” de Tennessee Williams. Em 1995, recebeu convite para protagonizar “Francês” (ao lado de Anjelica Huston, Kevin Costner e Sam Shepard), filme que talvez tenha sido o de maior sucesso da sua carreira, com várias nomeações para prémios importantes.
Em 1998, entrou em “Hush”, ao lado da vencedora do Oscar daquele ano Gwyneth Paltrow. A crítica achou o desempenho de Lange muito fraco, o que a levou a ficar longe dos ecrãs durante algum tempo.
A década de 2010 foi gloriosa para ela. Ryan Murphy, o realizador da série de sucesso “Glee”, convidou-a para fazer parte do elenco do seu novo projecto “American Horror Story” e Jessica Lange aceitou. A série teve um sucesso fantástico, em especial junto do público mais jovem, e rendeu à actriz três Emmy Awards e três Globos de Ouro.
Na sua vida pessoal, além do casamento já referido, teve um breve relacionamento com o bailarino e actor Mikhail Baryshnikov e viveu, entre 1982 e 2010, com o actor Sam Shepard.
Entrevistada pelo “The New York Times”, Jessica Lange declarou que pretendia encerrar a sua careira após terminar a quarta temporada de “American Horror Story”.

domingo, 19 de abril de 2015

19 DE ABRIL - PAUL PERCY HARRIS

EFEMÉRIDEPaul Percy Harris, advogado norte-americano, um dos fundadores do primeiro Rotary Club e o primeiro presidente do Rotary International, nasceu em Racine, Wisconsin, no dia 19 de Abril de 1868. Morreu em Chicago, Illinois, em 27 de Janeiro de 1947.
Filho de pais com uma vida pouco regrada, Paul foi criado pelos avós paternos. Criança e jovem muito travesso, ele era o terror da pacata cidade de Wallingford, Vermont, e acabou por ser expulso de duas escolas superiores.
Entretanto, a austeridade, a compreensão, a bondade e a tolerância dos avós, bem como a confiança que o primeiro patrão nele depositou, pesaram em muito na mudança do seu comportamento.
Em 1891, formou-se em Direito e decidiu passar os cinco anos seguintes a conhecer os Estados Unidos. Trabalhou como repórter, cowboy, professor na Los Angeles School of Business, porteiro de hotel, vendedor de granito e marinheiro. Em 1896, estabeleceu-se em Chicago e, em pouco tempo, tornou-se um advogado conhecido.
Uma noite, Paul Harris foi jantar com um colega do escritório e, de uma caminhada que fizeram após a refeição, surgiu a ideia do que se tornaria o Rotary. Naquele passeio, o amigo parou em vários estabelecimentos comerciais para cumprimentar os proprietários e lhes apresentar Paul. O facto dos clientes do seu anfitrião se terem transformado em amigos entrou na mente de Paul Harris e nunca mais saiu. O Rotary foi criado cinco anos mais tarde, como um clube onde os relacionamentos profissionais pudessem ser transformados em amizade. A primeira reunião ocorreu em Chicago, com a presença dos quatro fundadores: Paul Harris, Silvester Schiele, Hiram Shorey e Gustavus Loehr.
Quando criança, Paul Harris estudara em escolas de elite, onde os alunos tinham pouca ou nenhuma preocupação com dinheiro. Ao cursar Direito no Iowa, conheceu colegas mais velhos que haviam trabalhado duro para poder pagar os estudos. Possivelmente, este contacto impressionou-o sobremaneira, pois os primeiros Rotary Clubs foram formados por homens de negócios que tinham conquistado o que tinham com o próprio esforço, os chamados self-made men.
Após a fundação do primeiro Rotary Club em Chicago (1905), Harris tornou-se um homem exemplar e um cidadão do mundo, conheceu os cinco continentes, recebeu honrarias de reis e presidentes e praticou sempre a tolerância.

sábado, 18 de abril de 2015

18 DE ABRIL - PAULO VINTÉM

EFEMÉRIDEPaulo Tomás José Vintém, cantor e actor português, nasceu no Montijo em 18 de Abril de 1979. Foi um dos elementos da banda D'ZRT.
Antes de iniciar a sua carreira como actor, trabalhou como operador de câmara e bailarino free-lancer, dando ainda aulas de dança (Hip hop) em ginásios. Pratica várias actividades desportivas, preferindo o pára-quedismo.
Tornou-se popular, sobretudo entre o público mais jovem, com a sua actuação na série televisiva “Morangos com Açúcar”. Participou na Operação Triunfo 2.
Para além de tocar guitarra, Paulo Vintém também tem noções de bateria e de mais alguns instrumentos. Mora em Sintra e estudou no Instituto Politécnico de Setúbal.
Protagonizou Troy Bolton na versão teatral de “High School Musical”. Em 2012, participou no programa televisivo “A Tua Cara Não Me É Estranha” na TVI. Em 2013, entrou no talent-show da RTP1Feitos ao Bife”. No mesmo ano, substituiu Rita Pereira noutro talent-show, este da TVI (“Dança com as Estrelas”). O seu álbum de estreia a solo intitula-se “Vintém”.

GLOSANDO QUADRA DE JOÃO GÓIS

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

PAVAROTTI & JAMES BROWN - o SHOW!


17 DE ABRIL - LINDA McCARTNEY

EFEMÉRIDELinda Louise Eastman McCartney, fotógrafa norte-americana, cantora e activista dos direitos dos animais, morreu em Tucson no dia 17 de Abril de 1998. Nascera em Scarsdale, em 24 de Setembro de 1941. Tornou-se famosa mundialmente ao casar-se com Paul McCartney, dos Beatles, em Março de 1969.
Linda cresceu na cidade de Scarsdale (estado de Nova Iorque) e tornou-se uma fotógrafa famosa. Formou-se em Artes na Universidade do Arizona e foi durante estes anos que se apaixonou pela fotografia. Só depois voltou a Nova Iorque e começou a demonstrar o seu talento.
Iniciou a sua carreira de fotógrafa no magazine Town and Country e foi quando fotografava os Rolling Stones num iate que percebeu ser este segmento do seu trabalho aquele que tinha melhor acolhimento junto do público. Notabilizou-se ao fotografar ícones do rock como The Who, Jimi Hendrix, The Doors, Traffic, Simon and Garfunkel, Bob Dylan e, finalmente, The Beatles, onde conheceu o seu futuro marido (1967).
Quando trabalhou com a editora Rolling Stones, produziu um trabalho de alta qualidade, que ainda hoje continua a ser publicado. As suas fotos já foram expostas em dezenas de galerias de arte, da América do Sul à Austrália, incluindo o Victoria and Albert Museum em Londres. Publicou também cinco livros de fotografias de sua autoria.
O sucesso de Linda na música ficou a dever-se a Paul. Ela nunca tinha sido intérprete ou compositora antes de o conhecer, mas veio a cativar o público de todo o mundo. De salientar, canções de grande sucesso como “Another Day", em que Paul toca todos os instrumentos e Linda preenche a melodia, suavemente, com vocais de fundo. Os êxitos musicais de gravações feitas juntos foram na sua maior parte Tops de vendas na Inglaterra e nos Estados Unidos.
O sucesso abriu-lhe as portas da fama e Linda gravou o seu próprio projecto. A canção principal de sua autoria, “Seaside Woman” (1977), foi utilizada mesmo para um filme de curta-metragem, homónimo, premiado no Festival de Cannes em 1980. A única colectânea das suas canções foi lançada postumamente, ainda em 1998 (“Wide Prairie”).
Linda manifestava-se frequentemente em defesa dos animais e era também ambientalista, trabalhando com organizações como a PETA. Com esta atitude em mente, comercializou vários pratos vegetarianos congelados, com a sua própria marca, e ficaria milionária por mérito próprio, mesmo que não estivesse casada com Paul McCartney. Publicou igualmente um livro de receitas vegetarianas, na década de 1990 (“Linda McCartney’s Home Cooking”).
Linda McCartney faleceu vítima de cancro numa mama e foi cremada, sendo as cinzas levadas para Inglaterra e espalhadas na herdade de Paul McCartney, em Sussex.
Em Abril de 1999, Paul realizou uma homenagem à esposa no Royal Albert Hall em Londres, em memória do 1º aniversário do seu falecimento e intitulada “A Concert For Linda”. Contou com a presença de vários artistas de renome, como Eric Clapton, George Michael, Elvis Costello, Phil Collins, The Pretenders e Tom Jones.

GLOSANDO QUADRA DE ANTÓNIO ALEIXO

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

quinta-feira, 16 de abril de 2015

FRANK SINATRA - "Fly Me To The Moon"


16 DE ABRIL - DAVID LEAN

EFEMÉRIDEDavid Lean, cineasta britânico, morreu em Londres no dia 16 de Abril de 1991. Nascera em Croydon, Surrey, em 25 de Março de 1908.
Estudou na Leighton Park School, em Reading, no Berkshire. Deixou a escola, na adolescência, para integrar a empresa de contabilidade do pai.
Aos 20 anos, largou tudo e ingressou no mundo do cinema. Começou por servir chá e carregar latas de negativos nos estúdios Lime Grove, em Londres. Trabalhou durante um mês, sem receber salário, nos estúdios Gaumont. Em pouco tempo, passou a montador (1930) e – em 1942 – co-dirigiu o filme “Nosso Barco, Nossa Alma”, em parceria com Noel Coward.
Chamou a atenção dos críticos e do público ao adaptar ao cinema as obras de Charles Dickens “Grandes Esperanças” (1946) e “Oliver Twist” (1948).
Apreciando os mais pequenos detalhes e apaixonado pela realização de épicos espectaculares, criou obras inesquecíveis para os amantes do cinema, como “A Ponte do Rio Kwai”, que recebeu o Oscar de Melhor Filme em 1957. Os seus filmes conquistaram ao todo 28 Oscars e renderam muitos milhões de dólares nas bilheteiras. Os recordistas foram “Lawrence da Arábia” e “Dr. Jivago”, ambos nos anos 1960.
Depois de um sucesso mitigado com “Ryan's Daughter” (1970), só dirigiu mais um filme – “A Passage to India”.
Teve como principal colaborador o compositor francês Maurice Jarre, responsável pelas bandas sonoras dos seus filmes mais conhecidos. Em 1984, recebeu o título de Cavaleiro do Império Britânico.
Foi considerado, em 2002, o 9º grande realizador da história do cinema, pelo magazine “Sight and Sound”, publicado pelo British Film Institute.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

15 DE ABRIL - JEAN MORÉAS

EFEMÉRIDEJean Moréas, de seu verdadeiro nome Ioánnis A. Papadiamantópoulos, poeta grego de expressão francesa, ensaísta, crítico de arte e autor do “Manifesto do Simbolismo”, nasceu em Atenas no dia 15 de Abril de 1856. Morreu em Paris, em 30 de Abril de 1910.
Foi para Paris em 1875, para fazer os estudos de Direito. Na capital francesa, frequentou alguns círculos literários, nomeadamente os Hydropathes. Voltou brevemente à Grécia, antes de se fixar definitivamente em Paris (1880).
Em 1884, publicou vários trabalhos nos periódicos “Lutèce” e “Le Chat Noir”, editando também a sua primeira recolha poética, “Les Syrtes”. Dois anos depois, publicou “Cantilènes”. Inspirados em Verlaine, estes dois livros poderiam ser considerados como ligados ao movimento decadente, não fosse o caso do seu autor o refutar, reivindicando a etiqueta simbolista. Ele recusava, com efeito, o esoterismo da poesia decadente, bem assim como a ambiguidade do epíteto.
Moréas desenvolveu esta concepção no “Manifesto Literário”, que publicou num suplemento literário do “Fígaro” em Setembro de 1886 e que fundou o movimento simbolista, que rompeu definitivamente com o decadentismo. Em Outubro de 1886, Jean Moréas fundou também uma revista, “Le Symboliste”, juntamente com Paul Adam e Gustave Kahn. Tentando passar da teoria à prática, publicou “Les Demoiselles Goubert” (1886), em colaboração com Paul Adam.
Aprofundando a sua estética literária, desviou-se depois do simbolismo para fundar – em 1892 – a escola romana, que queria romper com o hermetismo e opor à «obscuridade e às brumas do norte, a luz do mundo greco-latino», provocando um vivo debate no ceio da revista “L'Ermitage” e noutras. A sua recolha de poemas mais célebre “Stances” (1899) ilustrou já este novo estilo.
Jean Moréas foi condecorado pelo governo francês com o grau de Oficial da Legião de Honra

terça-feira, 14 de abril de 2015

14 DE ABRIL - JOSÉ JÚLIO DE SOUZA PINTO

EFEMÉRIDEJosé Júlio de Souza Pinto, pintor português ligado à primeira geração naturalista, morreu em Pont-Scorff, na Bretanha, em 14 de Abril de 1939. Nascera em Angra do Heroísmo no dia 15 de Setembro de 1856. Era irmão do também pintor António Souza Pinto.
Embora nascido nos Açores, era filho de pais continentais. Viveu também em Santa Maria e em São Miguel, até ter 14 anos de idade. Residiu depois no Porto até ao fim da adolescência, fase em que teve os primeiros contactos com a pintura. Frequentou a Escola de Belas-Artes entre 1870 e 1878, tendo estudado com Soares dos Reis, entre outros pintores. Em 1880, venceu um prémio que consistia numa viagem e partiu para Paris.
Na capital francesa, frequentou o estúdio de Alexandre Cabanel e estudou com William-Adolphe Bouguereau na École des Beaux-Arts. Integrou-se rapidamente na vida artística parisiense, expondo regularmente em Salões e recebendo vários prémios. Em 1890, foi nomeado membro do júri oficial da Legião de Honra e, em 1900, do júri académico da Escola das Belas-Artes.
Souza Pinto desenvolveu uma carreira sólida em França, fazendo frequentes visitas a Portugal, onde expôs em mostras colectivas e individuais em Lisboa e no Porto, até 1929. As suas obras figuram nos acervos de diversos museus franceses e foi o primeiro artista português a ter uma obra incluída na colecção do Museu do Luxemburgo (embrião do Museu de Orsay). Apaixonou-se pela Bretanha, região francesa, onde veio a residir até ao seu falecimento. A revista “Illustration” reproduziu a maior parte das suas obras.
Pintou quadros de grande emoção, permitindo-se a utilização de alguns efeitos secundários do Impressionismo na sua vasta produção de paisagens campestres e à beira-mar, além de cenas do quotidiano rural, dos dramas vividos pelos aldeões e de interiores.
Para o crítico José Augusto França, Souza Pinto foi o artista que melhor estabeleceu uma conexão entre a pintura portuguesa e a Escola de Paris. Apresentou as suas obras, entre muitos outros locais, na Exposição de Nice (1884), na Exposição Universal de Paris de 1889 e na Exposição do Rio de Janeiro (1895 e 1908). 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

13 DE ABRIL - ANTÓNIO DE SOUSA LARA

EFEMÉRIDEAntónio da Costa de Albuquerque de Sousa Lara, professor universitário, político, diplomata, especialista de heráldica e genealogista português, nasceu em Lisboa no dia 13 de Abril de 1952.
Fez o Ensino Primário em português e alemão na Escola Alemã do Estoril e o 1.º, 2.º e 3.º Ciclos Liceais no Colégio de São João de Deus no Monte Estoril. Foi agregado ao grupo de disciplinas Jurídicas e Políticas do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Técnica de Lisboa, diplomado em Administração Ultramarina (ISCSPU), licenciado em Ciências Sociais e Política Ultramarina (ISCSPU)) e em Ciências Antropológicas e Etnológicas (ISCSPU) e diplomado pela Escuela de Genealogia y Heráldica do Instituto Salazar y Castro do Consejo Superior de Investigaciones Científicas de Espanha, em Genealogia, Heráldica e Direito Nobiliárquico.
É professor catedrático e presidente do Conselho Científico do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, actualmente nas disciplinas de História da Colonização Moderna e Descolonização, Ciência Política, Doutrinas Políticas e Ideologias, sendo membro do Senado da Universidade Técnica de Lisboa. Foi ainda professor catedrático e vice-reitor da Universidade Moderna de Lisboa.
Foi membro da Comissão Eleitoral Monárquica, antes do 25 de Abril de 1974. Entre 1980 e 1983, foi deputado à Assembleia da República, pelo Partido Popular Monárquico. Depois de aderir ao Partido Social Democrata, foi novamente eleito deputado, em 1987. Em 1991, foi chamado para o XII Governo Constitucional, como subsecretário de Estado da Cultura. Desempenhava este último cargo, quando impediu a candidatura do livro de José Saramago, “O Evangelho segundo Jesus Cristo” (severamente criticado pela Igreja Católica), ao Prémio Literário Europeu de 1992. Esta acção deu azo a uma enorme polémica, alargada à imprensa europeia. Sousa Lara apresentou a sua demissão, ao mesmo tempo que José Saramago se fixou definitivamente na ilha espanhola de Lanzarote. Sousa Lara regressou ao parlamento, tendo sido reeleito deputado em 1995.
Foi ainda embaixador extraordinário e plenipotenciário da Ordem Soberana e Militar de Malta em Cabo Verde e cônsul-geral honorário do Lesoto.
Recebeu condecorações da Ordem Soberana e Militar de Malta, da qual é Cavaleiro de Graça e Devoção, da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, da qual também é Cavaleiro, e da Ordem de Isabel, a Católica, de Espanha. É Fidalgo de Cota de Armas em Portugal e em Espanha, 2.º Conde de Guedes e presuntivo 4.º Marquês de Lara.

domingo, 12 de abril de 2015

12 DE ABRIL - EUCLIDES PINTO MARTINS

EFEMÉRIDEEuclides Pinto Martins, aviador brasileiro, morreu no Rio de Janeiro em 12 de Abril de 1924. Nascera em Camocim, Ceará, no dia 15 de Abril de 1892.
Em 1903, paralelamente aos seus estudos normais, ingressou num curso nocturno de náutica, o que era já um sinal do seu gosto pelas viagens e aventuras.
Alguns anos depois, embarcou no navio “Maranhão”, saindo mais tarde para ser segundo piloto do “Pará”. Um acidente a bordo interromperia a sua curta carreira naval e, Euclides, com problemas na carótida, deixou o navio.
No início de 1909, o pai mandou-o para os Estados Unidos com 300 dólares e uma recomendação para que uma empresa de amigos seus lhe entregasse uma quantia mensal. Euclides não perdeu tempo e matriculou-se no Drexell Institute de Filadélfia onde, três anos depois, se formou em Engenharia Mecânica. Além de estudar, Pinto Martins trabalhava como estagiário na Baldwin Locomotive, uma fábrica de vagões. Aprendeu a falar inglês fluentemente e inseriu-se na sociedade local, arranjando uma namorada com quem se casou.
Regressou ao Brasil, desembarcando em Fortaleza. Convidado pelo pai, viajou para Natal, onde passou a trabalhar como engenheiro. Em 1914, nasceu a sua primeira filha, que viria a morrer, tragicamente, aos 31 anos de idade num acidente de avião em Porto Rico.
A vida de Euclides foi marcada por constantes viagens e mudanças. No final da 1ª Grande Guerra, mudou-se para o Recife onde viveu dois anos. Em 1918, faleceu a sua jovem mulher e Euclides voltou aos Estados Unidos. Apesar da dor da perda, acalentava no peito o desejo de uma grande aventura entre o Brasil e os Estados Unidos.
Procurou parcerias e acabou por se associar a Ladislau do Rego para comprar um navio, com a ideia de criar, no Brasil, uma companhia de cabotagem. O negócio não deu certo, porque o navio se afundou. Não esmoreceu e casou-se com uma advogada americana, doze anos mais velha do que ele. Em 1920, nasceu a sua segunda filha.
Colocou então o seu foco na aviação, que se desenvolvia de forma espectacular. Fez um curso e obteve o brevet de piloto em 1921. Com a sua entrada no mundo aeronáutico, conheceu um veterano, Walter Hilton, instrutor na Flórida. Com este novo amigo e a afinidade de ideias, resolveu confidenciar-lhe um velho sonho: atravessar o Atlântico numa viagem aérea Nova Iorque – Rio de Janeiro. O projecto encontrou eco no colega e, juntos, começaram a trabalhar nele. 
Em 1922, ei-lo a fazer parte da tripulação do hidroavião biplano Curtis H-16 fretado pelo jornal “The New York World”, que patrocinava a tentativa de uma viagem aérea pioneira entre as Américas do Norte e do Sul.
A viagem começou em Nova Iorque em 4 de Setembro de 1922 e terminou no Rio de Janeiro em 8 de Fevereiro de 1923, após terem sido cobertos os 5 678 quilómetros do percurso. Foram cem horas de voo, a cada instante interrompidas pelos mais variados problemas.
O primeiro poiso, já em águas brasileiras, ocorreu em 17 de Novembro, quando Euclides Martins e os seus colegas americanos amararam na foz do rio Cunani. O episódio foi posteriormente narrado pelo próprio Euclides a um repórter do jornal “O Estado do Pará”: «Quando levantámos voo de Caiena, encontrámos um forte temporal pela proa. Rompemos o mau tempo com dificuldade, mas tivemos de procurar abrigo. Tomei o comando do aparelho (eu era co-piloto) e, depois de reconhecer o rio Cunani, ali descemos às 3,30 da manhã. O tempo, lá fora, estava impetuoso e ameaçador. Não nos foi possível prosseguir e passámos a noite a matar mosquitos e com bastante fome, pois não contávamos interromper a rota naquele momento…». Este e muitos outros acontecimentos tornaram a viagem Nova Iorque – Rio de Janeiro numa terrível aventura, com obstáculos só superados pela coragem dos tripulantes.
Euclides Martins viajou depois para a Europa e, no regresso ao Rio de Janeiro, iniciou negociações para explorar petróleo. Depois, ocorreu a sua morte brutal e inesperada. Até hoje, o caso não está bem explicado, mas Monteiro Lobato, no seu livro “Escândalo do Petróleo e do Ferro”, sustenta que ele foi vítima dos poderosos lobbies interessados em atrasar o desenvolvimento brasileiro. A verdade talvez nunca venha a ser conhecida. Sabe-se apenas que foi encontrado morto no seu apartamento, vítima de um tiro. Versão oficial, o suicídio.
Em 1952, tendo em conta o desejo dos seus conterrâneos, o presidente Café Filho assinou uma Lei no Congresso que oficializou o nome de Euclides Pinto Martins para o aeroporto de Fortaleza. Fazia-se justiça a um homem dinâmico que, na década de 1920, soube antever a importância económica da ligação aérea regular entre os Estados Unidos e o Brasil e, seguidamente, teve a coragem de querer investir na exploração de petróleo, no Brasil, quando isso era apontado como uma verdadeira loucura.
Sobre a sua relação com a exploração do petróleo, há algumas informações adicionais no já citado livro de Monteiro Lobato, que o colocam como um dos mártires dos estudos para a prospecção de petróleo no Brasil. A viagem Nova Iorque – Rio de Janeiro também fora considerada uma loucura e ele, no entanto, contribuiu para a sua concretização. A população de Camocim, terra natal de Euclides Martins, considera-o um herói, pela sua coragem e pelo seu pioneirismo.

sábado, 11 de abril de 2015

11 DE ABRIL - CORÍN TELLADO

EFEMÉRIDECorín Tellado, de seu verdadeiro nome María del Socorro Tellado López, escritora espanhola, morreu em Gijón no dia 11 de Abril de 2009. Nascera em Viavélez, nas Astúrias, em 25 de Abril de 1927.
As suas obras foram best-sellers, não só em Espanha mas também em vários países de língua espanhola. Publicou cerca de 4 000 títulos e vendeu mais de 400 milhões de exemplares dos seus romances.
Foi traduzida em vários idiomas e figura no Guinness dos Recordes 1994 como o autor mais vendido da língua castelhana.Escreveu quase exclusivamente romances de amor, mas também diversas fotonovelas. 
Trabalhou exclusivamente para as Edições Bruguera. As suas obras tiveram um sucesso particular na América Latina, onde muitas delas foram adaptadas a telenovelas e séries televisivas. 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

10 DE ABRIL - LEW WALLACE

EFEMÉRIDE – Lewis “LewWallace, advogado, general, diplomata e escritor norte-americano, nasceu em Brookville no dia 10 de Abril de 1827. Morreu em Crawfordsville, Indiana, em 15 de Fevereiro de 1905. É da sua autoria o célebre romance “Ben-Hur”.
Serviu as forças da União na Guerra de Anexação do Texas e na Guerra de Secessão. Foi governador do Novo México (1878/81), algumas décadas antes deste território se tornar um Estado da União, e embaixador na Turquia em 1881/85.
Lew Wallace era conhecido por ser um homem ateu. Certa vez, viajando de comboio com um grande amigo, falavam a respeito da quantidade de torres de igrejas que se viam na cidade de Saint Louis, capital do Missouri, acrescentando que não podiam entender como tanta gente culta acreditava nas Escrituras. Naquele momento, o amigo sugeriu-lhe que escrevesse um livro que provasse ao mundo que Jesus Cristo nunca existira e que Deus não tinha inspirado os autores dos Evangelhos ou dos outros livros do Novo Testamento. Tal livro por certo o tornaria célebre e derrubaria o “mito” de que Jesus é o salvador do mundo.
Concordando com o amigo, Lew revelou o plano à sua esposa. Durante mais de dois anos, colectou dados e pesquisou a vida de Jesus ao pormenor, em diversas bibliotecas dos Estados Unidos. Por fim, encontrou-se numa situação bem difícil. Disse ele: «Comecei a escrever um livro para provar que Jesus Cristo nunca existiu e quando me dei conta estava provando que Ele de facto existiu. Tal convicção tornou-se em mim uma certeza absoluta. Ao estudar o seu carácter, não tive mais dúvidas de que ele era o Filho de Deus e, assim, abri totalmente o meu coração a Jesus».
O seu romance histórico “Ben-Hur”, que é uma apologia das lutas do cristianismo primitivo, veio a ser publicado em 1880 e tem sido, através dos tempos, adaptado várias vezes ao cinema com igual êxito.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

BOA SURPRESA NO CAFÉ MAJESTIC DO PORTO


9 DE ABRIL - CARLOS QUINTAS

EFEMÉRIDECarlos Quintas, de seu verdadeiro nome Carlos Miguel da Quinta Martins, actor e cantor português, nasceu em Faro no dia 9 de Abril de 1951. Profissionalizou-se no teatro nos anos 1970, ao lado de Laura Alves. Seguiu a carreira de actor simultaneamente com a de cantor até 1987, passando depois a dedicar-se exclusivamente ao teatro.
Entrou em mais de 50 peças dos mais variados autores e estilos. Integrou o elenco base do Teatro Nacional D. Maria II, tendo saído para fazer teatro musical, género que lhe granjeou enorme popularidade, nomeadamente em “Godspell”, “A Severa”, “Amália”, “My Fair Lady”, “Música no Coração” e “West Side Story”.
Entre 1971 e 1975, participou em novelas e sitcoms para a televisão. Interpretou o papel de Armando del Carlo no musical “A Gaiola das Loucas" de Filipe La Féria, no Teatro Rivoli no Porto é no Teatro Politeama em Lisboa.
Como profissional da música e do teatro, integrou o elenco do Teatro Avenida em Luanda (com a Companhia de Vasco Morgado), participando em várias peças. Venceu por duas vezes o Festival da Canção de Luanda, ganhando também um Prémio de Interpretação.
Entre 1975 e 1979, entrou em diversas peças, contracenando com grandes actores e sendo dirigido por directores como Varela Silva, Francisco Ribeiro, Gracindo Jr e Paulo Renato.
Foi autor da letra da canção “Dai-li-dou”, interpretada pelos Gemini, que venceu o Festival RTP da Canção de 1978. Atingiu o Top nacional, através de um single com versões pop de “Vocês Sabem Lá” e “Degrau em Degrau”. Em 1979, gravou uma versão de “Olhos Castanhos”.
No Teatro Nacional D. Maria II, fez – entre muitas outras peças – “Felizmente Há Luar” de Luís Sttau Monteiro, “As Alegres Comadres de Windsor” de Shakespeare e “Os Filhos do Sol” de Máximo Gorki. Depôs de deixar o Teatro Nacional, fez “A Invasão” sob a direcção de Nicolau Breyner. Participou também numa digressão pela América Latina. Gravou vários discos para a editora Valentim de Carvalho. Fez parte dos elencos do musical “Annie” e das revistas “Sem Rei Nem Rock”, “O Bem Tramado” e "Aqui Há Fantasmas".
Para a RTP, gravou a série “7º Direito”. Participou também, juntamente com Bibi Ferreira, na peça “Piaf”, representada no Teatro do Casino do Estoril. Actuou depois em “3 em Lua-de-Mel”, peça que esteve em cena no Teatro Experimental de Cascais.
Ganhou o Prémio Melhor Voz do Ano de 1986, com a sua actuação na revista “Eles e Elas". Em 1987, decidiu abandonar a música e dedicar-se em exclusivo à representação.
Ao longo da década de 1990, seguiram-se várias peças, algumas para a televisão (RTP1), e musicais sobretudo de Filipe La Féria. Foi apresentador da eleição de Miss Portugal 1996 e de “40 Anos da RTP”, espectáculo realizado no Coliseu dos Recreios. Foi convidado de vários programas televisivos.
Quem Tem Boca Vai ao Roma”, espectáculo de variedades apresentado no Fórum Lisboa, antigo Cinema Roma, contou com a sua participação como autor, apresentador e cantor, juntamente com Simone de Oliveira.
Participou na telenovela “Os Lobos” de Francisco Nicholson, para a RTP, e no programa de variedades “Lado a Lado com Simone de Oliveira e Carlos Quintas”.
Entrou na telenovela “A Lenda da Garça” e participou nas séries “Uma Casa em Fanicos” (RTP1) e “Médico de Família” (SIC). Em 1999, fez parte do musical “Amália”, apresentado no Casino do Funchal.
Já nos anos 2000, apresentou em Niterói, Brasil, para a TV Cultura – em parceria com Simone de Oliveira e em comemoração dos quinhentos anos do Brasil – o espectáculo “Cantigas de Amar Portugal”, uma retrospectiva da música portuguesa, desde os anos 1950 até aos anos 90.
Participou no filme “Camarate” de Luís Filipe Rocha. Em 2005, encenou a peça “Marlene” para celebrar os seus 30 anos de carreira. No ano seguinte, participou no espectáculo de inauguração da nova versão da Praça de Touros do Campo Pequeno.
Em 2007, encenou e dirigiu o espectáculo “Zen ou o Sexo em Paz” para o Teatro Bar da Trindade. Em 2008, entrou em “Num País chamado Simone”, espectáculo comemorativo dos 50 anos da carreira de Simone de Oliveira.
No Verão de 2010, participou na tournée de “A Gaiola das Loucas”, que se manteve em Portimão durante um mês. Em Outubro do mesmo ano, fez “Um Violino no Telhado”, que esteve em cena até Maio de 2011.
Em 2014, protagonizou a novela da TVIO beijo do escorpião” e, em 2015, a peça “O Mistério do Fado”, representada no Cinema S. Jorge e no Teatro Villaret, ambos em Lisboa.  

quarta-feira, 8 de abril de 2015

MERCEDES SOSA - "Gracias a La Vida"


OBRIGATÓRIO VER ATÉ AO FIM!

(De preferência, em ecrã grande)

8 DE ABRIL - YUKIKO OKADA

EFEMÉRIDE - Yukiko Okada, de seu verdadeiro nome Kayo Satō, modelo, actriz e popular cantora japonesa, morreu em Tóquio no dia 8 de Abril de 1986. Nascera em Nagoya, em 22 de Agosto de 1967.
Aos 15 anos (1983), ganhou um famoso concurso de televisão para jovens talentos. No ano seguinte, gravou o primeiro disco. Apareceu depois em várias iniciativas publicitárias, animou emissões de rádio e fez parte do elenco de peças teatrais na televisão.
As estrelas musicais Seiko Matsuda e Ryuichi Sakamoto escreveram a canção do seu 8º singleKuchibiru Network”, que ficou em nº 1 nos Tops de 1986. O seu 4º álbum, gravado no mês seguinte, foi o seu último disco publicado em vida.
Em pleno sucesso, vendendo milhares de discos, suicidou-se por motivos desconhecidos, pulando do sétimo andar do prédio onde se situava a sua agência (Sun Music). Algumas horas antes, tinha sido salva in extremis, ao ser encontrada no seu apartamento com o gás aberto, a chorar e com os punhos cortados. Tinha apenas 18 anos. A sua saúde mental teria começado a deteriorar-se no começo do ano, levando-a uma depressão.
A sua morte, que foi muito mediatizada, levou a uma vaga de suicídios de alguns dos seus fãs adolescentes. O fenómeno ficou a ser chamado de “síndrome de Yukko” e a imprensa japonesa passou, de certo modo, a auto-censurar-se neste género de noticiários.
Apesar de uma curtíssima carreira, Yukiko Okada publicou quatro álbuns e oito singles. Foram editadas também seis compilações das suas melhores músicas e, postumamente, foram lançados mais dois singles com canções que ela deixara gravadas.

terça-feira, 7 de abril de 2015

YUKIKO OKADA : Suicidou-se aos 18 anos (8/4/1986)


7 DE ABRIL - JOSINA MACHEL

EFEMÉRIDEJosina Abiatar Muthemba Machel, guerrilheira e activista moçambicana, morreu vítima de doença em Dar es Salaam, na Tanzânia, em 7 de Abril de 1971. Nascera em Inhambane no dia 10 de Agosto de 1945. Lutou nas fileiras da FRELIMO pela independência de Moçambique. Em 1969, casou-se com Samora Machel, a quem deu um filho. Com a independência, a data da sua morte passou a ser comemorada como Dia da Mulher Moçambicana.
Aos 18 anos, Josina foi presa em Victoria Falls, na Rodésia, e posteriormente entregue à PIDE (polícia política do regime português), em Lourenço Marques (agora Maputo). Em Maio do ano seguinte à sua detenção fugiu para a Tanzânia.
Em 1967, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), que lutava pela independência do território face a Portugal, criou o Destacamento Feminino, onde Josina se filiou de imediato, abdicando para isso de uma bolsa no estrangeiro. Ainda nesse ano, foi nomeada chefe da Secção da Mulher, no Departamento de Negócios Estrangeiros. Ao longo da sua vida, defendeu sempre a igualdade de direitos entre o Homem e a Mulher.
Foi ela que impulsionou a criação de Centros Infantis, onde elementos do Destacamento Feminino tomavam conta das crianças que ficavam órfãs ou cujos pais estavam ausentes, por serem guerrilheiros.
Abordando a questão feminina e a sua participação na luta, Josina Machel escreveu: «Antes, mesmo na nossa sociedade, as mulheres tinham uma posição inferior. Hoje, na FRELIMO, a mulher tem voz e um importante papel a desempenhar. Pode exprimir as suas opiniões. Tem liberdade para dizer o que pensa. Tem os mesmos direitos e deveres que qualquer outro militante, porque é moçambicana, porque no nosso partido não há discriminação baseada no sexo».
A luta armada serviu de base para a emancipação da mulher, cuja participação e envolvimento em várias actividades era bem evidente. Pela primeira vez, foi defendido o princípio de igualdade entre homens e mulheres. A FRELIMO tinha como um dos objectivos principais garantir uma definição clara da inserção da mulher no movimento revolucionário. Altos dirigentes da FRELIMO receberam instrução militar de Josina Machel. 
A filosofia da FRELIMO permitiu às mulheres uma maior visibilidade para a sua condição, tendo influenciado as directrizes do partido, no período pós-independência. A política do governo da FRELIMO, após a libertação em 1975, trouxe significativos ganhos para o género feminino.
Na década de 1980, em sua homenagem, uma rua do bairro de Bangu, na cidade brasileira do Rio de Janeiro, foi baptizada com o seu nome. Em Maputo, a principal escola secundária, o ex Liceu Salazar, foi renomeada Escola Secundária Josina Machel.
Em 1977, o antigo Hospital Maria Pia em Luanda, Angola, foi também rebaptizado com o nome de Josina Machel, embora os dois nomes sejam usados no letreiro que identifica o edifício.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

6 DE ABRIL - ERICH MÜHSAM

EFEMÉRIDEErich Mühsam, ensaísta, poeta e dramaturgo, anarquista alemão de origem judaica, nasceu em Berlim no dia 6 de Abril de 1878. Morreu, assassinado no campo de concentração de Oranienburg, em 10 de Julho de 1934. Notabilizou-se na esquerda europeia, após a Primeira Guerra Mundial, sendo um dos principais líderes nas estruturas conselheiras da Baviera. Condenou de forma veemente o nazismo e satirizou Hitler em muitas das suas obras.
Erich Mühsam foi o animador do grupo Acção da Liga Socialista de Gustav Landauer, de 1911 a 1915, tendo redigido e editado o “Kain, Jornal para a Humanidade, uma publicação anarquista.
Participou na revolução alemã de 1918/19. Em Abril de 1919, foi preso pelas tropas governamentais, quando de uma tentativa de golpe dos sociais-democratas. Condenado a quinze anos, foi libertado após seis anos de reclusão.
Saído da prisão, fundou em 1925 o jornal “Fanal”, procurou unificar os grupos revolucionários existentes e denunciou sempre a extrema-direita alemã, da qual se tornou um alvo a abater.
Foi preso novamente, então pelos nazis, nas primeiras horas da manhã de 28 de Fevereiro de 1933, pouco tempo depois do incêndio do Reichstag em Berlim. Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazi, classificou-o como um «desses judeus subversivos». Esteve preso nos campos de concentração de Sonneburg e de Brandenburg. Em Fevereiro de 1934, foi transferido para o campo de Oranienburg onde, na noite de 9 para 10 de Julho, foi torturado e assassinado pelas SS. O seu corpo só seria encontrado, numa latrina, pela manhã.
Deixou publicados numerosos livros – ensaios, peças de teatro, recolhas de poesia e a sua autobiografia – escritos durante uma tumultuosa carreira literária, que decorreu entre 1901 e 1932.  

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