segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

29 DE FEVEREIRO - WILLIAM WELLMAN

EFEMÉRIDEWilliam Augustus Wellman, realizador de cinema norte-americano, nasceu em Brookline, no Massachusetts, em 29 de Fevereiro de 1896. Morreu em Los Angeles no dia 9 de Dezembro de 1975. Realizou a primeira produção premiada com o Oscar de Melhor Filme (1927). Além de realizador, foi produtor e consultor, com uma carreira de mais de 80 filmes. O seu trabalho concentrava-se em géneros populares, tais como filmes policiais, de aventuras e de acção, muitos deles com temas ligados a aviação, uma das suas paixões.
Wellman foi expulso da Escola Secundária de Newton, depois de uma brincadeira de mau gosto que envolveu o director. Trabalhou como vendedor, numa época em que conheceu Douglas Fairbanks, que lhe sugeriu tentar a carreira de actor «atendendo à sua boa aparência».
William alistou-se no exército durante a I Guerra Mundial e serviu como motorista de ambulância. Em Paris, juntou-se à Legião Estrangeira e, em Dezembro de 1917, foi registado como piloto combatente. A sua esquadrilha ficou aquartelada em Lunéville, na região da Alsácia-Lorena. Wellman participou em combates aéreos e derrubou vários inimigos até ser atingido. Sobreviveu ao acidente, mas ficou com dificuldades em andar. Foi condecorado com a Cruz de Guerra.
Após a assinatura do armistício, voltou aos Estados Unidos, onde escreveu um livro sobre as suas experiências. Ingressou no Serviço Aéreo Militar Americano, estacionado no Campo Rockwell, em San Diego na Califórnia, ensinando tácticas de combate aos novos pilotos.
Enquanto servia em San Diego, teria voado no seu SPAD até Hollywood, usando como pista de aterragem o campo de pólo de D. Fairbanks, em Bel Air. Fairbanks teria ficado fascinado com as aventuras do jovem e prometeu-lhe trabalho na indústria cinematográfica. Foi assim que apareceu em “The Knickerbocker Buckaroo” em 1919. 
William, porém, não gostava de representar e queria tornar-se realizador. Após diversas tarefas no cinema, o seu primeiro trabalho como assistente de realização foi com Bernie Durning, de quem se tornou amigo e que o influenciou nos seus próprios filmes.
Começou a carreira de realizador em 1920, na produção da Fox The Twins of Suffering Creek”. Depois de dirigir cerca de uma dezena de produções de baixo orçamento, foi contratado pela Paramount – em 1927 – para realizar “Wings”, um drama de guerra que mostrava sequências de combates aéreos na I Guerra Mundial. O ponto culminante do filme era a épica Batalha de Saint-Mihiel. Esta película ganhou o primeiro Oscar de Melhor Filme da história do cinema.
Realizou depois muitos trabalhos notáveis, entre 1931 e 1964, e foi produtor de algumas películas. O seu último trabalho como realizador foi “Lafayette Escadrille” (1958), que também produziu. Foi autor da história de “A Star Is Born”, que foi premiado com os Oscars de Melhor História Original e Melhor Guião. Este filme teve duas versões posteriores (1954 e 1976). Sete actores, protagonistas de filmes de Wellman, foram nomeados também para os Oscars, entre eles Robert Mitchum.
William A. Wellman foi ainda nomeado três vezes para prémios de Melhor Realizador. Possui uma estrela no Passeio da Fama, no Hollywood Boulevard

"A MÚSICA" (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

domingo, 28 de fevereiro de 2016

28 DE FEVEREIRO - HÉLDER RODRIGUES

EFEMÉRIDEHélder Fernando Simões Cerqueira Rodrigues, motociclista português, nasceu em Lisboa no dia 28 de Fevereiro de 1979. Tornou-se conhecido sobretudo pela sua participação no Rali Dakar de 2007 e por se ter sagrado Campeão do Mundo de Todo-o-Terreno em 2011.
Hélder Rodrigues obteve a sua primeira classificação de destaque ao terminar o Campeonato Regional de MotoCross de 1994 em 2º lugar. Nos anos seguintes, foi melhorando as suas classificações, até que – em 1999 – venceu o Nacional Absoluto de Enduro, correndo com uma Yamaha YZ 250. Desde 1999 até 2006, venceu sempre o Campeonato Nacional desta especialidade.
Em 2006, participou pela primeira vez no Lisboa Dakar, integrado na equipa Bianchi Prata Competições, terminando a prova no 9º lugar.
No Lisboa Dakar 2007, após ter ficado a apenas a 16 segundos de Ruben Faria na primeira etapa, venceu a etapa seguinte entre Portimão e Málaga e passou a comandar a classificação geral, liderança que perdeu na terceira etapa. Nesta edição do rali, venceu ainda a décima etapa, disputada em redor de Néma, na Mauritânia, vindo a terminar a prova em quinto lugar.
Na penúltima etapa do Rali Todo-o-Terreno da Argentina, sofreu um grave acidente que levou a que lhe fosse retirado o baço. Foi necessária também uma cirurgia a um dos braços, tendo recuperado totalmente.
Em 2009, atingiu o 5º Lugar na Rali Dakar, tendo vencido a etapa Córdoba – Buenos Aires. No ano seguinte, atingiu o 4º lugar, tornando-se o melhor português de sempre na prova. 
Em Outubro de 2011, tornou-se o primeiro português a ganhar o Mundial de Todo-o-Terreno. No mesmo ano, atingiu o pódio do Dakar, terminando no 3º lugar, com uma vitória na 5ª etapa (Calama - Iquique). Em 2012, repetiu o 3º lugar, tendo vencido duas etapas.
Em 2013, trocou a Yamaha pela Honda e regressou ao Dakar, terminando em 7º lugar. No ano seguinte, finalizou em 5º, sendo o melhor corredor da Honda.
Em 2015, afectado por gripe no início do rali, venceu duas etapas, classificando-se em 12º lugar, depois de ter ajudado Paulo Gonçalves a lutar pela vitória na prova.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

27 DE FEVEREIRO - ALEXANDRE ARNOUX

EFEMÉRIDEAlexandre Arnoux, romancista e dramaturgo francês, nasceu em Digne-les-Bains, nos Alpes, em 27 de Fevereiro de 1884. Morreu em Boulogne-Billancourt no dia 4 de Janeiro de 1973.
A sua obra, muito variada, é composta por poemas (3 recolhas de poesia 1906/1909), narrações inspiradas na guerra, romances fantásticos fortemente marcados por ciência e música, peças de teatro e ensaios.
Em 1913, publicou na Bélgica a peça teatral “La belle et la bête”, que teria inspirado Jean Cocteau a criar o filme homónimo em 1946, protagonizado por Jean Marais.
Com a sua esposa, falecida em 1938, traduziu para francês “Fausto”, obra de Goethe, e “La vie est un songe” de Pedro Calderón de la Barca. Alexandre Arnoux foi membro da Academia Goncourt desde 1947. Venceu o Prémio Nacional de Letras em 1956, com o romance “Roi d'un jour”.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

26 DE FEVEREIRO - MARIA CREUZA

EFEMÉRIDEMaria Creuza Silva Lima, cantora brasileira, nasceu em Esplanada (Baía) no dia 26 de Fevereiro de 1944.
Quando tinha dois anos de idade, a família mudou-se para Salvador. Ainda adolescente, foi convidada para se apresentar em programas de rádio. Gravou também músicas em inglês, contratada por uma gravadora local. Durante quatro anos, apresentou o programa “Encontro com Maria Creuza”, na TV Itapoan.
Em 1966, interpretou a canção “Se Não Houvesse Maria” num festival da extinta TV Excelsior. No ano seguinte, defendeu “Festa no Terreiro de Alaketu” no III Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record. Em 1969, a canção “Mirante” deu a Maria Creuza o prémio de Melhor Intérprete e o terceiro lugar no IV Festival Universitário da Canção Popular, no Rio de Janeiro. Naquele mesmo ano, Creuza interpretou ainda “Catendê” no V Festival da Música Popular Brasileira (TV Record).
Em 1970, foi convidada por Vinicius de Moraes para participar numa tournée pelo Uruguai (em Punta del Este, com Dorival Caymmi) e Argentina (em Mar del Plata, com Toquinho). Na Argentina, gravou com o poeta e Toquinho o álbum “Vinicius En La Fusa com Maria Creuza e Toquinho”, um dos melhores LPs de música brasileira gravados ao vivo. Do seu repertório, Maria Creuza interpretou, entre outras canções, “Garota de Ipanema” e “Lamento no Morro” (de Tom Jobim e Vinicius de Moraes), “Samba em Prelúdio” (de Vinicius e Baden Powell) e “Minha Namorada” (de Vinicius e Carlos Lyra). No ano seguinte, gravou um dos seus melhores álbuns, “Yo... Maria Creuza”. Em 1972, lançou – com Vinicius e Toquinho – o álbum “Eu sei que vou te amar”, fazendo uma tournée por França e Itália.
Em 1974, foi lançado o seu álbum “Sessão Nostalgia” e participou no II Festival Mundial de Música Popular, em Tóquio, com a canção “Que diacho de dor”, premiada com o segundo lugar. Em 1975, foi lançado o disco “Maria Creuza e os grandes mestres do samba”.
Em 1977, participou da banda sonora do filme “Os pastores da noite”, lançada posteriormente em LP. No ano seguinte, foi editado o disco “Doce veneno”. Na década de 1980, lançou vários álbuns, incluindo “Poético” dedicado a Vinicius de Moraes.
Em 1991, gravou “Todo sentimento”, álbum que incluía “Na baixa do sapateiro” de Ary Barroso. Em Dezembro de 1998, integrou o elenco de cantores que apresentou, no auditório da Academia Brasileira de Letras, as “14 Canções do Século, escolhidas pela crítica especializada do Rio de Janeiro e de São Paulo para celebrar o centenário da Academia.
Em 2001, foram reeditados os seus LPs “Eu disse adeus” (1973) e “Poético” (1982). Em 2006, foi lançado o álbum “Maria Creuza Ao Vivo”, gravado no Teatro Guaíra, de Curitiba. Actualmente, Maria Creuza canta ainda, pontualmente, no Vinicius Bar (Rio de Janeiro).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

MARIA CREUZA - "Onde anda você" (Vinicius de Moraes) 1979


25 DE FEVEREIRO - FRANK G. SLAUGHTER

EFEMÉRIDEFrank Gill Slaughter, romancista e médico norte-americano, nasceu em Washington no dia 25 de Fevereiro de 1908. Morreu em Jacksonville, em 17 de Maio de 2001. Usou também o pseudónimo C. V. Terry. Os seus romances são baseados na sua própria experiência como médico e no seu interesse por textos bíblicos. Aproveitou também para divulgar, junto dos leitores, as mais recentes descobertas da medicina.
A família de Frank mudou-se para uma plantação em Granville Country, na Carolina do Norte, quando ele tinha cinco anos de idade. Estudou no Colégio de Trinity, onde obteve o bacharelato com a menção “Muito Bom”. Ingressou, aos 18 anos, na escola de medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, no Maryland, tendo-se licenciado em 1930.
Em 1935, começou a escrever ficção, exercendo simultaneamente a profissão de médico no Hospital Riverside em Jacksonville. Escrevia numa máquina de escrever que comprara por 60 dólares e que ia pagando em prestações mensais de 5 dólares.
Alguns dos seus livros foram adaptados ao cinema e à televisão, nas décadas 1950 e 1970.
Se bem que tenha estado acamado durante os últimos anos de vida, ainda continuou durante algum tempo a ditar os seus textos para um gravador, segundo relato da sua empregada doméstica. As obras de Frank G. Slaughter foram vendidas em mais de 60 milhões de exemplares. O seu último livro foi publicado em 1987 (“O Transplante”).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

24 DE FEVEREIRO - ALAIN MABANCKOU

EFEMÉRIDEAlain Mabanckou, escritor congolês com dupla nacionalidade franco congolesa, nasceu em Pointe-Noire, República do Congo, no dia 24 de Fevereiro de 1966.
Passou os primeiros anos de vida na sua cidade natal, onde obteve o bacharelato de Letras e Filosofia no Liceu Karl Marx. Estudou depois Direito em Brazzaville e, posteriormente, em França com uma bolsa de estudos. Após se licenciar na Universidade Paris-Dauphine, trabalhou durante vários anos em importantes multinacionais francesas antes de se dedicar mais à literatura (1998).
Reside nos Estados Unidos desde 2002, como professor convidado, inicialmente de Literatura Francófona e de Escrita Criativa na Universidade de Michigan e, mais recentemente, na Universidade da Califórnia (UCLA), com disciplinas de literatura francófona.
É autor de cinco romances, de seis livros de poesia, de várias crónicas publicadas em periódicos como “Le Fígaro” (Paris) e “Le Soir” (Bruxelas), e de duas obras colectivas (“Nouvelles d’Afrique” em 2003 e “Vu de la lune - Nouvelles optimistes” em 2005).
Em 2006, com o seu romance “Mémoires de porc-épic”, ganhou o importante Prémio Renaudot. Em 2008, traduziu de inglês para francês várias obras de Uzodinma Iweala, um escritor de origem nigeriana, considerado como um jovem prodígio da literatura norte-americana.
O seu romance “Black Bazar” (2009) esteve entre os 20 livros mais vendidos em França, durante aquele ano.
Em 2010, foi nomeado Grande Cavaleiro da Legião de Honra, pelo presidente da República Francesa.
Entre vários prémios que conquistou, o conjunto da sua obra foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura Henri Gali, outorgado pela Academia Francesa em 2012. Os seus livros estão traduzidos em mais de uma quinzena de línguas. O romance “Verre cassé” teve várias adaptações para o teatro. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

23 DE FEVEREIRO - JOAQUIM PINTO DE ANDRADE

EFEMÉRIDE - Joaquim Pinto de Andrade, sacerdote e político angolano, um dos fundadores do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA),  morreu em 23 de Fevereiro de 2008, após longa doença. Nascera em 1926.
Formado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, no ano de 1953, participou em 1956 no I Congresso dos Homens de Cultura Negra, realizado em Paris.
Foi o primeiro presidente honorário do MPLA (1962), tendo sido preso várias vezes pelas autoridades coloniais. Esteve exilado em Vila Nova de Gaia, sob vigilância apertada da polícia política portuguesa (PIDE).
A partir de 1974, fez parte do grupo Revolta Activa, contrário à política oficial do MPLA que, desde 11 de Novembro, passara a governar o país. Fez questão, porém, de assumiu sempre a fraternidade angolana.
Esteve ligado ao fugaz Partido Reformador Democrático, que obteve um resultado pouco expressivo nas eleições de 1992. Era chanceler da Arquidiocese de Luanda e foi membro da Sociedade Africana da Cultura

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

22 DE FEVEREIRO - FONS RADEMAKERS

EFEMÉRIDEFons Rademakers, de seu verdadeiro nome Alphonse Marie Rademakers, um dos mais importantes realizadores de cinema holandeses, morreu em Genebra no dia 22 de Fevereiro de 2007. Nascera em Roosendaal, em 5 de Setembro de 1920. Ganhou um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1987.
Encetou a sua carreira cinematográfica, como actor e cenarista, em Amesterdão, durante a Segunda Guerra Mundial. Só mais tarde passou a realizador, tendo estudado cinema, em Paris e Roma, com Jean Renoir e Vittorio de Sica.
Em 1958, realizou o seu primeiro filme, “Vila à beira do rio”, que foi nomeado para os Oscars no ano seguinte. Ele foi assim o primeiro holandês a ter tido uma nomeação para aquele troféu. Seguidamente, adaptou várias obras-primas da literatura holandesa, tendo sido premiado em diversos festivais.
Foi nomeado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1987, pelo filme “De Aanslag” (“O assalto”), baseado num romance de Harry Mulisch, publicado em 1982. Veio a ganhar a estatueta dourada e ainda um Golden Globe Award.
O Festival do cinema nórdico de Rouen homenageou-o com uma retrospectiva em 2000.
Produziu, além de alguns dos seus filmes, várias películas de Lili Veenman, com quem casara em 1955 e de quem teve dois filhos.
No fim da sua vida, fixou-se em Roma e depois em Thoiry. Morreu aos 86 anos, num hospital de Genebra, vitimado por um enfisema pulmonar.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

21 DE FEVEREIRO - LAGOA HENRIQUES

EFEMÉRIDE – António Augusto Lagoa Henriques, escultor português, morreu em Lisboa no dia 21 de Fevereiro de 2009. Nascera, igualmente em Lisboa, em 27 de Dezembro de 1923.
Iniciou os seus estudos artísticos em 1945, no Curso Especial de Escultura da Escola de Belas-Artes de Lisboa. Entre 1947 e 1949, frequentou o curso de Cenografia no Conservatório Nacional.
Em Julho de 1948, transferiu-se para a Escola de Belas-Artes do Porto, onde teve Barata Feyo como professor e referência principal na sua formação. Concluiu o Curso Superior de Escultura em 1954, com a apresentação de um trabalho de pleno relevo, classificado com a nota máxima (20 valores).
Foi-lhe concedida uma bolsa pelo Instituto de Alta Cultura, partindo para Itália, onde ficou três anos grande parte dos quais em Milão, a trabalhar sob a orientação do escultor Marino Marini.
Foi convidado pela Escola de Belas-Artes do Porto, em 1958, para o lugar de professor assistente de Escultura, lugar que veio a ocupar no ano seguinte. Entre 1963 e 1966, foi professor efectivo de Desenho na mesma escola.
Em 1966, mudou-se – a seu pedido – para a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde desenvolveu uma acção pedagógica de grande relevo no ensino de Desenho. Em 1974, quando da reestruturação dos cursos, foi o promotor da criação da disciplina de Comunicação Visual.
Entre os prémios que recebeu, salienta-se: o Prémio Soares dos Reis, o Prémio Teixeira Lopes, o Prémio Diogo de Macedo, o 1º Prémio de Escultura na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, a 1.ª Medalha da Sociedade Nacional de Belas-Artes e a Medalha de Honra na Exposição Internacional de Bruxelas.
Uma das suas obras mais conhecidas é a estátua de Fernando Pessoa, no Chiado, em Lisboa, que se encontra na esplanada do Café A Brasileira. Outra estátua de sua autoria está em Esposende, homenageando o monarca D. Sebastião por ter elevado Esposende a concelho. Lagoa Henriques faleceu em Lisboa, aos 85 anos de idade. 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

20 DE FEVEREIRO - ANTÓNIO CORREIA DE OLIVEIRA

EFEMÉRIDEAntónio Correia de Oliveira, poeta português, morreu em Belinho, Antas, Esposende, em 20 de Fevereiro de 1960. Nascera em São Pedro do Sul no dia 30 de Julho de 1879. Começou a publicar os primeiros poemas nos finais do século XIX, tendo tido uma carreira literária de mais de 60 anos. Foi indicado para o Prémio Nobel da Literatura pela primeira vez em 1933, por 20 membros da Academia Real das Ciências, e é recordista nacional com um total de quinze nomeações.
Estudou no Seminário de Viseu, vindo depois para Lisboa, onde trabalhou como jornalista no “Diário Ilustrado”. Tendo publicado a sua primeira obra aos 18 anos (“Ladainha”, em 1897), foi companheiro de Raul Brandão e mostrou influências de Antero de Quental e de Guerra Junqueiro.
Em 1912, casou com uma rica proprietária minhota e fixou-se na freguesia de Antas, concelho de Esposende, na Quinta do Belinho.
Poeta neo-garrettista, foi um dos escritores do Saudosismo, juntamente com Teixeira de Pascoaes e outros. Esteve ligado aos movimentos culturais do Integralismo Lusitano e das revistas “Águia”, “Atlântida” (1915/20), “Ave Azul” (1899/1900), e “Seara Nova”. Também colaborou nas revistas “O Occidente” (1877/1915), “Serões” (1901/11), “Contemporânea” (1915/26) e “Revista de Turismo”.
Convictamente monárquico, transformou-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do ensino primário e secundário.
Correia de Oliveira foi nomeado para o Prémio Nobel da Literatura pela primeira vez em 1933, tendo sido nomeado num total de quinze vezes. Foi o terceiro português a ser nomeado para o Nobel da Literatura, depois de João da Câmara em 1901 e de João Bonança em 1907.
Foi pai de José Gonçalo da Cunha Sottomayor Correia de Oliveira (1921/1976), ministro da Economia entre 1965 e 1968.
Em Outubro de 1934 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e, em Agosto de 1955, Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública. Foi dado seu nome a uma escola e a uma rua em Esposende. Também é lembrado na sua terra natal, São Pedro do Sul, onde tem uma via com o seu nome e uma estátua localizada na Praça da República.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

19 DE FEVEREIRO - STANLEY KRAMER

EFEMÉRIDEStanley Earl Kramer, produtor e realizador de cinema norte-americano, morreu em Woodland Hills no dia 19 de Fevereiro de 2001. Nascera em Nova Iorque, em 29 de Setembro de 1913. Os seus filmes foram nomeados e venceram vários Oscars, ganhando ainda 23 prémios e recebendo mais de 21 nomeações para outros prémios de cinema. Foi descrito pelo realizador Steven Spielberg como «um dos maiores cineastas, não só pela arte e paixão que colocou nos seus filmes, mas também pelo impacto que teve na consciência do Mundo».
Kramer viveu com uma avó no bairro de Manhattan. Desde jovem, teve conexões com a indústria cinematográfica: um tio trabalhou na distribuição da Universal Pictures e depois como agente em Hollywood e a mãe foi secretária na Paramount Pictures.
Estudou na DeWitt Clinton High School no Bronx e na New York University. No último ano da universidade, foi-lhe oferecido um estágio pago no departamento de redacção da 20th Century Fox. Kramer aceitou o trabalho, apesar de originalmente ter planeado seguir a carreira de advogado.
Em 1941, foi assistente de produção nos filmes “The Moon and Sixpence” e “So Ends Our Night”. Dois anos depois, foi mobilizado para o exército, mas evitou a ida para a guerra trabalhando na unidade de filmagens do exército em Nova Iorque. Em 1948, co-fundou uma pequena empresa produtora, a Screen Plays Inc.
Foi como produtor que começou a ser reconhecido pelo seu talento. Apesar do primeiro filme produzido pela empresa, em 1948, ter sido um fracasso, o filme seguinte (”Champion”) – protagonizado por Kirk Douglas – foi um sucesso. O filme teve seis nomeações para os Oscars, tendo recebido o de Melhor Edição
Nos anos seguintes, Kramer produziu – entre outros filmes – “Home of the Brave” (1949), outro grande sucesso. Em 1950, produziu “The Men”, que foi a estreia de Marlon Brando no cinema.
Um ano depois, a Columbia Pictures ofereceu-lhe a oportunidade de fazer filmes para o seu estúdio. Enquanto decidia se aceitava ou não aquele trabalho, Kramer passou o resto daquele ano a concluir o seu último filme para a sua produtora independente, “High Noon”, um western dramático realizado por Fred Zinnemann. O filme foi bem recebido, ganhando quatro Oscars em sete nomeações. Em 1999, o American Film Institute colocou este filme na lista dos 100 Maiores Filmes Americanos de todos os tempos (33º lugar).
Depois de produzir “The Caine Mutiny”, Kramer deixou a Columbia e reassumiu a sua produção independente mas, desta vez, ocupando também o cargo de realizador. Felizmente para Kramer, conseguiu escapar da Lista Negra de Hollywood, que afectou a carreira de muitos membros da indústria cinematográfica durante o Macartismo, apesar de ser bem conhecido pelos seus pontos de vista liberais e pelo seu gosto em produzir e realizar filmes com temas controversos.
Em 1963, contrastando com o género de filmes anteriores, produziu e realizou uma comédia chamada “It's a Mad, Mad, Mad, Mad World”. Quatro anos depois, em 1967, Kramer fez “Guess Who's Coming to Dinner”, outro dos seus filmes a constar da lista dos 100 Maiores Filmes Americanos de todos os tempos (99ª posição). O filme, protagonizado por Sidney Poitier e Katharine Hepburn, foi o último trabalho do actor Spencer Tracy no cinema e constituiu mais um grande sucesso, com oito nomeações para os Oscars, tendo sido galardoado com os de Melhor Actriz e Melhor Guião.
Em 1997, Kramer publicou a sua autobiografia, intitulada “A Mad Mad Mad Mad World: A Life in Hollywood”. Faleceu quatro anos depois, vítima de pneumonia. Tem, desde 1960, uma estrela no Hollywood Walk of Fame

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

18 DE FEVEREIRO - TAYEB SALIH

EFEMÉRIDETayeb Salih, romancista sudanês, morreu em Londres no dia 18 de Fevereiro de 2009. Nascera em Markaz Marawi, no norte do Sudão, em 1929. É considerado um dos maiores escritores árabes, juntamente com Taha Hussein e Naguib Mahfouz.
Oriundo de um meio modesto, constituído essencialmente por agricultores, Tayeb tinha a intenção de ajudar a família na agricultura e pensava seguir um curso de Agronomia. O destino decidiu de outro modo. Acabou por se licenciar em Literatura na Universidade de Cartum, tendo prosseguido os estudos na Universidade de Londres.
Começou por trabalhar como professor, mas em breve foi convidado para a secção árabe da BBC, em Londres. Depois, foi representante da Unesco no Golfo, tendo estado no Qatar entre 1984 e 1989.
O seu livro “Época de migração para norte” (“Mawssim alhijra ila ashamal”) foi declarado, em 2001, o romance árabe mais importante do século XX, pela Academia da Literatura Árabe, com sede em Damasco. Ainda hoje, porém, é proibido em diversos países do Médio Oriente e de África. Foi censurado também pelo governo islamita de Cartum, no princípio dos anos 1990, com o argumento de que «continha cenas sexualmente explícitas».
Os seus livros estão traduzidos em mais de 30 línguas. Recebeu o Prémio do 3º Encontro do Romance Árabe. O romance “Época de migração para norte” foi escolhido, em 2002, como uma das 100 melhores obras de história, numa votação feita por 100 escritores de 54 países. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

17 DE FEVEREIRO - RAF VALLONE

EFEMÉRIDERaf Vallone, de seu verdadeiro nome Raffaele Vallone, actor e cenarista italiano, nasceu em Tropea, na Calábria, em 17 de Fevereiro de 1916. Morreu em Roma no dia 31 de Outubro de 2002. Foi também um futebolista notável na juventude e um fervoroso antifascista durante toda a vida.
Profissional exigente, Raf foi – em “A View from the Bridge” de Arthur Miller – intérprete e cenarista na peça teatral e actor principal na adaptação cinematográfica. A sua carreira decorreu sobretudo em Itália e em França.
No seu primeiro filme francês, “Thérèse Raquin” de Marcel Carne, pediu para não ser dobrado nos diálogos, falando ele próprio em francês. Por outro lado, era ele que fazia a própria dobragem para francês, nos seus filmes italianos. Interpretou também peças teatrais em língua inglesa.
Casou-se em 1952 com a actriz Elena Varzi, com quem teve três filhos, dos quais dois eram gémeos. O casamento durou até à sua morte, aos 86 anos de idade.
Ao longo da sua longa carreira (1942/2000), protagonizou cerca de uma centena de filmes, alguns para televisão. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

16 DE FEVEREIRO - TONY SHERIDAN

EFEMÉRIDETony Sheridan, de seu verdadeiro nome Anthony Esmond Sheridan McGinnity, guitarrista, cantor e compositor britânico, morreu em Hamburgo no dia 16 de Fevereiro de 2013. Nascera em Norwich, em 21 de Maio de 1940.
Os pais incentivaram-no, desde os sete anos, para se dedicar à música. Tony aprendeu a tocar violão e guitarra e, em 1956, formou o seu primeiro grupo.
Em 1957/58, fez várias tournées pelo Reino Unido com artistas norte-americanos, como Conway Twitty, Gene Vicent e Eddie Cochran. No fim dos anos 1950, tornou-se pioneiro, ao ser o primeiro músico a tocar com uma guitarra eléctrica num programa ao vivo da BBC. Propuseram-lhe então um contrato para actuar no Top Ten Club de Hamburgo.
No começo da década de 1960, tocou com várias bandas, entre as quais os Beatles. Esta convivência foi considerada muito importante na carreira dos quatro rapazes de Liverpool. Em 1961, gravou – juntamente com eles – diversos títulos para a editora Polydor, que veio dar origem ao álbum “Tony Sheridan and The Beatles”. Entre estes sucessos, conta-se “My Bonnie”.
Nos anos 1970, começou a dirigir um programa de blues na rádio. Em Agosto de 2002, lançou o álbum, “Vagabundo”, uma compilação das suas canções mais antigas.
Tony Sheridan viveu os últimos anos de vida com a sua esposa Anna, no norte de Hamburgo, onde faleceu com 72 anos de idade. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

TONY SHERIDAN - "My Bonnie"


15 DE FEVEREIRO - TIM HOLT

EFEMÉRIDETim Holt, de seu verdadeiro nome Charles John Holt, actor norte-americano, morreu em Shawnee, Oklahoma, no dia 15 de Fevereiro de 1973. Nascera em Beverly Hills, Califórnia, em 5 de Fevereiro de 1919. Foi figura principal de dezenas de filmes do far-west, tendo trabalhado com realizadores de prestígio, como John Ford, John Huston e Orson Welles, entre outros.
Tim Holt passou a maior parte da infância no rancho da família, em Fresno, tendo-se estreado no cinema em 1928 (com 9 anos), em “The Vanishing Pioneer”, filme protagonizado pelo seu pai, Jack Holt.
Em 1933, ingressou na Academia Militar de Culver. Ali se destacou em várias modalidades desportivas (futebol americano, pólo e boxe) e, também, no teatro. Após voltar para a Califórnia, decidiu-se definitivamente pelo cinema, começando com um pequeno papel em “History Is Made at Night” (1937).
A sua carreira ganhou grande impulso ao participar em “Stagecoach” (1939), filme realizado por John Ford. De 1941 a 1943, actuou em películas importantes e foi protagonista de uma popular série de pequenos filmes de cowboys, para a RKO Pictures. Aproveitava para algumas destas actividades as licenças da Força Aérea, onde se alistara em 1942. Já com o posto de tenente, lutou no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, tendo tomado parte em cinquenta e nove missões a bordo de um bombardeiro B-29.
Acabou o serviço militar em 1945, voltando ao cinema em “My Darling Clementine” (1946), outro filme de John Ford. Entre 1948 e 1952, fez a sua segunda e mais famosa série de filmes para a RKO.
Já fora do cinema, mudou-se para um rancho no Oklahoma e trabalhou para a televisão, fazendo inclusivamente o papel de piloto na série “Adventure in Java”, com Charles Bronson. Nos anos 1960, foi executivo em Denver, Colorado. Em 1971, voltou para Oklahoma City, onde assumiu o departamento comercial de uma emissora de rádio. Nesse mesmo ano, fez a sua última aparição nos grandes ecrãs, com o policial “This Stuff'll Kill Ya”.
Em 1972, foi-lhe diagnosticado um cancro no cérebro, vindo a falecer no ano seguinte. Foi casado três vezes e pai de três filhos.
Tim Holt foi um dos dez cowboys mais populares em 1941, 1942, 1943 e de 1948 a 1952. Contracenou com outras grandes figuras do cinema, como Henry Fonda, Olivia de Havilland, Victor Mature, John Wayne, Humphrey Bogart, etc.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

FERNANDO TORDO - "Estrela da Tarde"


CHICO BUARQUE - "Valsinha"


14 DE FEVEREIRO - YANG XINHAI

EFEMÉRIDEYang Xinhai, assassino em série chinês, morreu na prisão de Henan em 14 de Fevereiro de 2004. Nascera em Zhumadian no dia 29 de Julho de 1968. Confessou ter cometido 65 assassinatos entre 1999 e 2003, sendo condenado à morte e executado. Nos meios de comunicação social, era chamado “o monstro assassino”.
Oriundo de uma família extremamente pobre, Yang era o mais pequeno de quatro irmãos e o mais introvertido. Deixou a escola em 1985, com 17 anos, e negou-se a voltar para casa, dedicando-se a viajar pela China e a receber algum dinheiro ou comida como “trabalhador de aluguer”.
Em 1988 e 1991, foi condenado a trabalhos para a comunidade por ter sido apanhado a roubar. Em 1996, foi sentenciado a cinco anos de prisão por tentativa de violação, sendo libertado em 1999.
Os assassinatos que cometeu tiveram lugar entre 1999 e 2003, nas províncias de Anhui, Hebei, Henan e Shandong. Quando chegava a noite, entrava na casa da vítima escolhida e matava todos os ocupantes da moradia. Com machadadas, à martelada ou à pazada. Por vezes, matava famílias inteiras.
Em Outubro de 2002, matou um homem e a sua filha de seis anos de idade, com uma pá, e violou uma mulher grávida que veio a sobreviveu mas com graves lesões. Foi detido em Novembro de 2003. Pouco depois de ser preso, confessou o assassinato de 65 pessoas, 23 violações e cinco agressões que provocaram sérios danos físicos às vítimas. A polícia também encontrou o seu ADN em várias cenas dos crimes.
Em Fevereiro de 2004, foi declarado culpado de 67 assassinatos e 23 violações, sendo sentenciado à pena capital. Foi executado com um tiro na nuca. Não mostrou nenhuns remorsos pelos seus actos, afirmando mesmo: «Quando matava essas pessoas, ficava com vontade de matar ainda mais. Se eles mereciam ou não a morte, não me interessa. Não tenho vontade nenhuma de fazer parte desta sociedade.».  

sábado, 13 de fevereiro de 2016

13 DE FEVEREIRO - EMANUEL UNGARO

EFEMÉRIDEEmanuel Maffeolit Ungaro, estilista francês de origem italiana, nasceu em Aix-en-Provence no dia 13 de Fevereiro de 1933. Foi fundador de uma casa de alta-costura que tem seu nome. É geralmente considerado como o último grande costureiro do mundo da moda.
Filho de um modesto alfaiate, imigrante italiano, foi com ele que começou a aprender o ofício. Descobriu a cidade de Paris com a idade de vinte e dois anos. Posteriormente, transferiu-se para Barcelona, onde foi trabalhar com Cristóbal Balenciaga, entre 1958 e 1965. Ungaro diz ter aprendido tudo com ele, devendo-lhe a sua formação. Trabalhou também com o estilista André Courrèges.
Em 1965, criou a sua própria marca, que se distinguia pelas misturas de estampados e pelas nuances vivas. Desde 1967, a loja principal de Emanuel Ungaro situou-se na Avenue Montaigne, dentro do chamado “triângulo de ouro de Paris” (delimitado pelas avenidas Montaigne, George V e pelos Champs-Elysées), onde se localizam as principais lojas do comércio de luxo.
À frente de uma das últimas casas de alta-costura independentes, Ungaro comemorou, em 1995, um quarto de século de actividade ao mais alto nível. Ele lembrou, na ocasião: «Hoje, todo mundo quer ser artista... Eu, depois das operárias se irem embora ao fim do dia, varria o local, com vergonha que elas soubessem que era eu próprio quem fazia a limpeza...».
Em 1997, a marca foi vendida ao grupo italiano Ferragamo. Ungaro retirou-se do mundo da moda em Maio de 2004. Em 2005, a marca foi novamente vendida e entrou numa fase de refluxo, com frequente troca de designers. Actualmente, está nas mãos do paquistanês Asim Abdulah que, segundo o “New York Post”, tem procurado um novo investidor, visto os negócios não correrem de feição.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

12 DE FEVEREIRO - EUGÈNE ATGET

EFEMÉRIDE – Jean Eugène Auguste Atget, fotógrafo francês, considerado um dos mais importantes da história da fotografia, nasceu em Libourne no dia 12 de Fevereiro de 1857. Morreu em Paris, em 4 de Agosto de 1927.
Ficou órfão aos cinco anos de idade, sendo criado pelos avós. Depois dos estudos secundários, tornou-se marinheiro, viajando por rotas americanas (1875/77). Fez o serviço militar, após o qual optou pela carreira de actor. Foi estudar no Conservatório de Arte Dramática de Paris em 1879, deixando-o em 1881 para acompanhar uma trupe de teatro que actuava nas redondezas e subúrbios de Paris. Fez papéis insignificantes e ficou desiludido com a profissão. Em 1889, também em virtude de problemas nas cordas vocais, passou a dedicar-se à pintura, através da qual desenvolveu a sua capacidade de observador. Resolveu tornar-se fotógrafo aos 40 anos de idade.
Inovador, foi o precursor da fotografia moderna em Paris. Especializou-se em vistas quotidianas e postais parisienses, pois conhecia cada canto da cidade. Reproduzia também quadros e fornecia material de referência aos pintores seus amigos.
Durante 25 anos, manteve a rotina de carregar pela cidade a sua enorme e pesada câmara, um tripé de madeira e uma caixa de placas fotográficas, num total que ultrapassava os 15 kg. Atget desprezava a fotografia convencional, especializada em imagens humanas. Inaugurou a fotografia urbana, retratando o vazio e a privacidade.
Não teve, em vida, o reconhecimento público do seu trabalho, pois a maioria dos jornalistas da época nada sabia sobre aquele homem, que passava a maior parte do tempo a percorrer ateliers de pintura e outras lojas, no intuito de vender as suas fotografias por alguns cêntimos. Atingiu a extrema mestria, mas sofria a amarga modéstia de um grande artista a viver na sombra. Entre os seus clientes, contavam-se Georges Braque, Maurice Utrillo e Moïse Kisling, entre outros.
Em 1926, Berenice Abbot, uma nova-iorquina, recolheu a sua obra de mais de quatro mil imagens e dez mil negativos, que foram publicados por Camile Rechet num volume de grande beleza. As fotos de Atget foram exibidas, no mesmo ano, no Museu de Arte Moderna dos EUA, na exposição “La Révolution Surréliste”. O sucesso chegava tardiamente, pois Atget morreu em 1927, pobre e solitário.
Em 1978, mais de 50 anos após a sua morte, foi homenageado oficialmente, passando a ter uma rua com o seu nome no 13º bairro da cidade de Paris. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

11 DE FEVEREIRO - KELLY SLATER

EFEMÉRIDE – Robert Kelly Slater, surfista profissional norte-americano, nasceu em Cocoa Beach no dia 11 de Fevereiro de 1972. É considerado uma lenda viva deste desporto.
O pai tinha um armazém de artigos de pesca que faliu. Começou a alcoolizar-se e saiu de casa quatro anos depois. A mãe teve de trabalhar duramente, em ofícios humildes, para conseguir sustentar a casa. O jovem Kelly refugiava-se no surf para tentar esquecer a ausência do progenitor.
Começou a competir em 1978, quando tinha apenas seis anos de idade, no Salick Brothers Surf Contest, que venceu. Jovem demais para viajar, desenvolveu as suas habilidades nas praias locais da Flórida. Por volta de 1982, ganhou quase todos os campeonatos para jovens com idades inferiores a 12 anos.
Kelly Slater foi onze vezes campeão mundial de surf entre 1992 e 2011 e ganhou mais de 50 provas no circuito de elite, o que constituem recordes absolutos. Em Maio de 2005, na final do Billabong Tahiti Pro em Teahupoo, tornou-se o primeiro surfista a ter duas notas máximas no sistema de pontuação de duas ondas da ASP. Slater acompanhou a evolução e as mudanças deste desporto durante muitos anos, inspirando surfistas de duas gerações. É considerado por muitos como o maior surfista de todos os tempos.
Depois de ter sido o campeão mais jovem do mundo, tornar-se-ia também o campeão mais velho. Abandonou as competições profissionais em 1999, mas regressou em 2003, para valorizar ainda mais o seu já riquíssimo palmarés.
Foi patrocinado até 2014 pela marca Quiksilver e utilizou pranchas Al Merrick entre 1990 e 2014. Em Abril de 2014, anunciou o lançamento da sua própria marca de equipamento de surf, Outerknown, em sociedade com o grupo Kering

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ELVIS COSTELLO - "'She"


"MANHÃ DE CARNAVAL" - André Rieu


10 DE FEVEREIRO - MARK SPITZ

EFEMÉRIDEMark Andrew Spitz, nadador norte-americano, nasceu em Modesto no dia 10 de Fevereiro de 1950. Em apenas 5 anos de alta-competição, conquistou 11 medalhas olímpicas (9 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze).
Durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, recebeu 7 medalhas de ouro. Este recorde (mais medalhas de ouro numa mesma olimpíada), que parecia imbatível, só foi superado por Michael Phelps, que teve 8 vitórias e bateu sete recordes mundiais nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008).
Mark nasceu no estado da Califórnia, mas – quando tinha apenas dois anos de idade – a família mudou-se para o Havai, onde ele aprendeu a nadar. De volta ao seu estado natal, quatro anos mais tarde, começou a nadar sob a orientação do técnico Sherm Chavoor, que se tornaria o seu mentor.
Aos dez anos, Spitz começou a mostrar o seu potencial para a modalidade, ao bater dezassete recordes nacionais e um recorde mundial na sua faixa etária. Depois de passar toda a adolescência como o mais promissor dos jovens nadadores americanos, conquistou – aos 17 anos – cinco medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (1967).
Apesar de ser favorito para as provas de natação dos Jogos Olímpicos do México em 1968, Spitz foi afectado pela altitude da capital mexicana e conquistou apenas duas medalhas de ouro por equipas, nos 4x100 e nos 4x200 livres, ficando ainda com as medalhas de prata nas provas individuais dos 100m livres e 100m mariposa.
Desapontado com as suas performances no México, quando voltou aos Estados Unidos ingressou na Universidade de Indiana, onde passou a ser treinado pelo famoso técnico Doc Counsilman, que tinha sido o treinador da equipa norte-americana de natação nos Jogos de 1968. No período de 1968 a 1972, venceu todos os campeonatos norte-americanos de natação e tornou-se o Nadador do Ano de 1969, 1971 e 1972 em todo o mundo e Atleta Amador dos Estados Unidos, em qualquer desporto (1971).
De volta aos Jogos Olímpicos em Munique (1972), Spitz entrou para a história, ao conquistar sete medalhas de ouro nas provas da natação, batendo o recorde mundial em todas elas e tornando-se o grande nome da natação norte-americana e mundial de todos os tempos. Spitz disputou e venceu os 100m livres, 200m livres, 100m mariposa, 200m mariposa, 4x100m livres, 4x200m livres e 4X100m estilos.
Os seus feitos, entretanto, foram obscurecidos pelo famoso Massacre de Munique, que custou a vida a onze atletas israelitas, sequestrados na aldeia olímpica e mortos por terroristas palestinianos durante os Jogos. Mark Spitz, de origem judaica, foi posto sob a protecção do FBI e repatriado de urgência para os Estados Unidos.
Traumatizado com estes acontecimentos, Spitz retirou-se da competição com apenas 22 anos de idade. Enriqueceu fazendo publicidade de todo o tipo de produtos e participando em programas famosos da TV americana. Desconfortável, no entanto, nesta nova carreira, para a qual reconhecia não ter talento, retirou-se definitivamente do show-business ainda nos anos 1970.
Em 1991, o realizador de cinema Bud Greenspan ofereceu-lhe um milhão de dólares para que ele voltasse às piscinas e tentasse a qualificação para as Olimpíadas de Barcelona – 1992. Já com 41 anos e filmado pelas câmaras de Greenspan, Spitz tentou por diversas vezes, mas não conseguiu atingir os mínimos oficiais. Abandonou então, definitivamente, a modalidade. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

9 DE FEVEREIRO - ALEJANDRO DE FINISTERRE

EFEMÉRIDEAlejandro de Finisterre, de seu verdadeiro nome Alexandre Campos Ramírez, poeta, editor e inventor do jogo de matraquilhos, morreu em Zamora no dia 9 de Fevereiro de 2007. Nascera em Finisterre, em 6 de Maio de 1919.
Alexandre viveu em Finisterre até aos cinco anos de idade, mudando-se depois para a Corunha. Aos quinze anos, foi tirar um bacharelato em Madrid. O pai tinha uma sapataria, que entretanto faliu.
Alexandre tinha nove irmãos, pelo que o pai deixou de lhe poder pagar o colégio privado. O director da escola pô-lo então a corrigir os trabalhos de casa de alunos mais atrasados, pagando assim a matrícula. Também trabalhou na construção civil e, mais tarde, numa tipografia.
Conheceu entretanto León Felipe (de quem viria a ser testamenteiro), que – juntamente com Rafael Sánchez Ortega – editavam o jornal “Paso a la juventud”, para ser vendido na rua.
Em Novembro de 1936, Alexandre ficou soterrado num dos bombardeamentos de Madrid na Guerra Civil Espanhola. Primeiro levaram-no para Valência, mas como os ferimentos eram graves, foi transportado para um hospital de Monserrat. Ali conheceu muitos jovens, feridos como ele, incapazes de correr e dar uns simples pontapés numa bola. Foi assim que ele pensou no “futebol de mesa”, inspirando-se no pingue-pongue.
Confiou ao seu amigo Francisco Xavier Altuna, um carpinteiro do País Basco, o fabrico do primeiro jogo de matraquilhos, seguindo as suas instruções. No entanto, não pôde vendê-lo a nível industrial já que todas as fábricas de jogos, a maioria em Valência, estavam a fabricar armas “a sério” para a guerra. Patenteou a invenção em Barcelona em Janeiro de 1937. Não obstante, devido ao triunfo franquista, teve de exilar-se em França cruzando a pé os Pirenéus. Devido à chuva, que caiu ininterruptamente durante dez dias, perdeu a patente que levava consigo.
Em Paris, no ano de 1948, conseguiu um visto que lhe permitiu viajar para o Equador, onde fundou uma revista na qual dedicava cada número aos poetas de um país. Mais tarde, em 1952, foi à Guatemala, mais concretamente ao Cabo de Santa María, e depois de melhorar o jogo que inventara, incorporando barras de aço e melhorando a qualidade do material, começou a fabricá-los, fazendo um bom negócio. Isto aconteceu enquanto havia democracia no país, já que – depois do golpe de estado do coronel Carlos Castillo Armas – foi roubado e sequestrado devido à sua ideologia de esquerda – ficando sem nada. Foi enviado, na década de 1960, num avião para Espanha. Naquele voo, Alexandre ameaçou o piloto, dizendo-lhe que tinha explosivos em seu poder. O avião viria a aterrar no Panamá, naquele que seria um dos primeiros desvios da história da aviação.
Mais tarde, foi para o México, onde encontrou diversos amigos poetas e escritores, pelo que ali permaneceu, dedicando-se às artes gráficas e a diversas editoras. Fundou e presidiu a Editorial Finisterre Impresora, onde editou a revista do centro galego do México e livros de vários poetas, entre os quais León Felipe e Juan Larrea. Além disso, foi redactor do periódico “El Nacional” e editou um fac-símile da revista “Galeuska” e o primeiro livro de poemas de Ernesto Cardenal.
Voltou ao seu país logo após a morte de Francisco Franco. Uma vez em Espanha, ficou surpreendido ao constatar que os matraquilhos estavam amplamente divulgados, já que os fabricantes valencianos tinham assumido o jogo como nacional. Residiu em Aranda de Duero (província de Burgos), onde continuou a escrever. Mudou-se depois para Zamora, onde administrou a herança do poeta e amigo León Felipe como seu testamenteiro.  
Faleceu em Zamora, com 87 anos, na casa que habitava no bairro de Pinilla. As suas cinzas foram lançadas ao rio Douro, na sua passagem pela cidade de Zamora, e no Atlântico, em Finisterre.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

8 DE FEVEREIRO - BRUNO DE CARVALHO

EFEMÉRIDEBruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, presidente do Sporting CP desde Março de 2013, nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo) no dia 8 de Fevereiro de 1972. É neto de Eduardo de Azevedo (autor da obra “A História e Vida do Sporting Clube de Portugal”) e irmão do militar e político José Pinheiro de Azevedo.
É licenciado pelo Instituto Superior de Gestão, tendo o mestrado de Gestão do Desporto – Organizações Desportivas (Faculdade de Motricidade Humana e ISEG). Frequentou também cursos de treinador na Associação de Futebol de Lisboa (nível I) e da UEFA (nível II).
Profissionalmente, esteve ligado a várias empresas de construção civil. De 2009 a 2013, passou a dedicar-se à Fundação Aragão Pinto.
A nível desportivo, foi vice-presidente da secção de hóquei em patins do Sporting, fundador e presidente da Fundação de Solidariedade Social Aragão Pinto, fundador do site Centenário Sporting, membro activo dos Leões de Portugal e treinador de crianças em escolas de futebol. Fez parte da Juventude Leonina entre 1985 e 1990, pertencendo à claque Torcida Verde nos últimos anos.
Em 2011, foi candidato à presidência do clube, tendo perdido para Godinho Lopes por cerca de 300 votos. Em 2013, recandidatou-se e ganhou as eleições tornando-se no 42º presidente do Sporting.
Recebeu o Prémio Stromp, na categoria de Dirigente do Ano, em 2013. Assiste sempre aos jogos da equipa principal de futebol sentado no banco dos suplentes e treinador. Em 2013, o seu salário era de 5 000 euros mensais, montante elevado para o dobro em 2015. 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

7 DE FEVEREIRO - VLADIMIR KUTS

EFEMÉRIDEVladimir Petrovich Kuts, atleta soviético, nasceu em Aleksino no dia 7 de Fevereiro de 1927. Morreu em Moscovo, em 16 de Agosto de 1975.
Kuts, que foi também oficial das forças armadas durante a sua carreira de atleta, competiu pela primeira vez em 1954. No Campeonato Europeu de Atletismo em Berna, conquistou uma vitória inesperada nos 5 000 metros, ao superar a estrela checoslovaca Emil Zátopek, batendo o recorde mundial da distância.
Kuts chegou aos Jogos Olímpicos de 1956, em Melbourne, como um dos favoritos nas provas de fundo (5 000 e 10 000 metros). O seu maior rival nos 5 000 metros era o britânico Gordon Pirie, que havia batido o recorde mundial antes do início dos Jogos. Na sua primeira final, nos 10 000 metros, Kuts liderou desde a partida e venceu a prova com uma certa facilidade. Cinco dias depois, na final dos 5 000 metros, Kuts voltou a ganhar, conquistando assim a sua segunda medalha de ouro olímpica.
Em 1957, fez 13:35.0 nos 5 000 metros, recorde mundial que só seria batido em 1965 por Ron Clarke. Foi também recordista do mundo dos 10 000 metros até 1960.
Após competir ao mais alto nível durante cerca de cinco anos, Kuts retirou-se do atletismo em 1959. Faleceu aos 48 anos, vítima de enfarto do miocárdio.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

6 DE FEVEREIRO - ANTONI TÀPIES

EFEMÉRIDEAntoni Tàpies i Puig, pintor, escultor, ensaísta e teórico de arte espanhol de expressão catalã, considerado como um dos mais importantes do século XX, morreu em Barcelona no dia 6 de Fevereiro de 2012. Nascera na mesma cidade em 13 de Dezembro de 1923. 
Em 1942, devido a uma infecção pulmonar, passou dois anos num sanatório em Puig d’Olena. Durante este período, dedicou-se a copiar obras de artistas como Picasso e Van Gogh. Leu Nietzsche, Dostoievsky e obras de filosofia oriental, nomeadamente do Budismo Zen. Ao mesmo tempo, ouvia músicas do romantismo e de Richard Wagner.
Ao mesmo tempo que estudava Direito na Universidade de Barcelona, dedicou-se à pintura e a colagens, de conteúdo existencialista e surrealista, influenciado por filósofos como Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger.
Em 1945, abandonou a universidade e, em 1946, instalou-se num estúdio em Barcelona. Os anos seguintes foram de contacto com diferentes artistas e intelectuais e de crescente reconhecimento da sua obra nascente. Em 1949, encontrou-se com Joan Miró, que muito o influenciou.
Em 1950, fez a sua primeira exposição individual nas Galerias Laietanes em Barcelona. Após ter obtido uma bolsa de estudo, viajou para Paris onde se relacionou com Picasso. As suas exposições prosseguiram em Madrid, Veneza e Nova Iorque.
Em 1953, casou-se com Teresa Barba que muito influenciou a sua vida. Abandonou a vertente surrealista, adoptando a corrente do informalismo europeu, caracterizada por pinturas em que a tinta ganha espessura e consistência através da mistura de outros elementos.
A partir dos anos 1970, influenciado pela Pop Art, integrou nas suas obras materiais mais volumosos, como peças de mobiliário.
Simpatizante da causa catalã (expressa nalguma pinturas, como “O Espírito Catalão”, de 1971), apoiou movimentos de protesto ao franquismo, o que o levou à prisão por breves períodos, no final dos anos 1960, princípios dos anos 1970.
A partir da década de 1970, foi a consagração internacional. A obra de Tàpies foi exposta em todo o mundo, nos principais museus de arte moderna. Doutorado Honoris Causa por diversas universidades, membro da Academia das Artes de Berlim desde 1979 e Comendador da Ordem das Artes e das Letras (1988), recebeu inúmeros prémios de que se destacam a Medalha de Ouro da de Mérito das Belas Artes espanhola, a Medalha de Ouro da Generalidade da Catalunha (1983) e o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes (1990).
Em 1990, foi inaugurada a Fundação Antoni Tàpies, instituição fundada pelo próprio para divulgar a arte moderna. «A minha ilusão é a de ter alguma coisa a transmitir. Se não posso transformar o mundo, desejo pelo menos mudar a maneira como as pessoas o olham» – disse Tàpies, na ocasião.
Em Abril de 2010, recebeu do rei de Espanha o título hereditário de marquês de Tàpies, «pela sua grande contribuição para as artes plásticas espanholas e mundiais».
A França homenageou-o, em 1992, com um selo postal que reproduz imã das suas obras. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

5 DE FEVEREIRO - JOHAN LUDVIG RUNEBERG

EFEMÉRIDEJohan Ludvig Runeberg, poeta finlandês de língua sueca, nasceu em Jakobstad no dia 5 de Fevereiro de 1804. Morreu em Porvoo, em 6 de Maio de 1877. É considerado o poeta nacional da Finlândia. Os seus textos combinam elementos da poesia da antiguidade, do romantismo e do realismo.
Concluiu os estudos secundários na Academia de Turku, onde obteve o bacharelato em 1822. No ano seguinte, começou a estudar Filosofia na Academia de Abo, dando simultaneamente lições particulares para se auto-financiar. Licenciou-se em 1827.
Casou-se, vindo a ter oito filhos. Em 1828, o casal Runeberg instalou-se em Helsínquia, onde Johan fundou o jornal “Helsingfors Morgonblad”, de que se tornou chefe de redacção.
No começo de 1837, foi-lhe proposto lugar de leitor de literatura latina no liceu de Porvoo, para onde a família se mudou definitivamente. Além do seu trabalho como professor, colaborou no jornal “Borgå Tidning” em 1838/39. Continuou a ensinar até à sua reforma em 1857, ano em que passou a concentrar-se exclusivamente na escrita.
Todos os seus livros foram redigidos originalmente em sueco. A recolha de poemas “Dikter” (1830) foi o primeiro livro de poesia de um só autor a ser publicado na Finlândia.
O seu primeiro poema, “Nossa Terra”, tornou-se o hino nacional da Finlândia. Entre as suas obras, cabe destacar sobretudo “Fänrik Ståhls Sägner”, escrita entre 1848 e 1860, na qual ele descreve, em 35 poemas épicos, os acontecimentos da Guerra da Finlândia (1808/09), em que o país – até então parte do grão-ducado da Suécia – passou a fazer parte do Império Russo, como província autónoma.
É um dos poetas finlandeses com maior número de textos utilizados em obras musicais. O seu mais significativo divulgador no âmbito musical foi o compositor Jean Sibelius, que compôs mais de 90 canções com os textos de Runeberg.
Em 1863, foi vítima de uma hemorragia cerebral que o obrigou a ficar acamado até à sua morte em 1877. O 5 de Fevereiro, aniversário do seu nascimento, é – desde a década de 1920 – o Dia de Runeberg, com direito ao hastear da bandeira nacional.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

4 DE FEVEREIRO - ZECA PAGODINHO

EFEMÉRIDEZeca Pagodinho, de seu verdadeiro nome Jessé Gomes da Silva Filho, cantor, compositor e intérprete brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 4 de Fevereiro de 1959.
Começou a sua carreira nas rodas de samba dos bairros de Irajá e Del Castilho, nos subúrbio do Rio de Janeiro, e tornou-se tão popular que os seus shows já eram contratados por cachets importantes e realizados nas mais badaladas casas de espectáculo. Sempre fiel às suas características de irreverência e jocosidade, Zeca recebeu também o reconhecimento da crítica e de artistas e compositores consagrados.
Morou em vários bairros do Rio, mas sempre demonstrou grande apreço por Xerém (distrito de duque de Caxias), no qual possui uma escola de música para crianças carentes da região.
A sua primeira gravação foi lançada em 1983, com o samba “Camarão que dorme a onda leva”, de sua autoria em parceria com Arlindo Cruz. Em 2003, no auge da sua carreira, foi o primeiro artista de samba a gravar um especial de TV, CD e DVD na MTV Brasil (tradicional reduto do pop rock). O “Acústico MTV”, gravado no Rio, foi um dos seus discos mais vendidos, sendo feita mesmo uma segunda edição em 2006.
O segundo acústico, baptizado “Acústico MTV Zeca Pagodinho 2 – Gafieira”, foi uma homenagem ao samba de gafieira.
Em 2007, o cantor criou a editora ZecaPagodiscos, associado com o produtor musical Max Pierre, ex-director artístico da Universal Music no Brasil. O primeiro trabalho da parceria, lançado em conjunto com a editora Música Fabril, foi o CD e DVD “Cidade do Samba”, que reuniu vários artistas brasileiros de diferentes estilos musicais, como Martinho da Vila, Ivete Sangalo, Erasmo Carlos e Gilberto Gil, entre outros.
Actualmente, Zeca Pagodinho reside na Barra da Tijuca, a oeste do Rio, com a esposa e os seus quatro filhos.
Venceu o Troféu Imprensa de Melhor Cantor em 2003, 2004 e 2005. Recebeu também o prémio Video Music Brasil 2009 de Melhor Samba. No mesmo ano, foi galardoado ainda com o Prémio da Música Brasileira (Melhor Cantor, Melhor Disco e Melhor Canção). 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ZECA PAGODINHO - "Minha Fé"


3 DE FEVEREIRO - HUGO JUNKERS

EFEMÉRIDEHugo Junkers, engenheiro alemão, pioneiro da construção aeronáutica, nasceu em Rheydt no dia 3 de Fevereiro de 1859. Morreu em Gauting, precisamente em 3 de Fevereiro de 1935. Formou-se em Engenharia Mecânica na Universidade Técnica de Aachen, em 1883.
Os seus estudos iniciais envolveram turbinas a vapor e o aquecimento de água com gás. Estas pesquisas fizeram com que ele desenvolvesse um calorímetro de fluxo contínuo, que permitia a determinação prática do poder calorífico de gases combustíveis, com finalidades comparativas quanto à sua qualidade.
Entretanto, um dos mais notáveis méritos de Junkers esteve ligado à indústria aeronáutica, participando na concepção de asas biplanas e inovando com a utilização de materiais leves e resistentes, como o alumínio. Em 1895, tinha fundado a Junkers & Co, a maior empresa aeroespacial alemã.
Durante a Primeira Guerra Mundial, o governo alemão forçou-o a concentrar-se na indústria aeronáutica. Como engenheiro, patenteou diversos aviões, inclusivamente de caça, e – mais tarde – desenvolveu projectos para a Luftwaffe no começo da Segunda Guerra Mundial.
Em 1933, o Terceiro Reich tomou posse da sua fábrica, das suas patentes e do controlo dos seus negócios. Hugo Junkers retirou-se então para Garmisch-Partenkirchen, onde passou o resto dos seus dias.
Por outro lado, outra empresa sua, a Junkers Wärmetechnik, tinha tornado prático um aquecedor doméstico de água através do gás, que permitiu popularizar os banhos quentes. Mais recentemente, a fábrica de esquentadores Junkers foi adquirida pela firma Robert Bosch GmbH.

FESTAS SEBASTIANAS (quadras)

Formatação de Fátima de Souza (Bahia)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

2 DE FEVEREIRO - ADRIANO CERQUEIRA

EFEMÉRIDEAdriano Cerqueira, jornalista português, morreu em Lisboa no dia 2 de Fevereiro de 2005. Nascera em Braga, em 17 de Outubro de 1938.
Estudou no Liceu Sá de Miranda, tendo tido – durante a juventude – o primeiro contacto com a comunicação social através dos jornais da sua região. Aos dezoito anos, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Em 1965, foi chamado para cumprir o serviço militar, tendo sido enviado para Angola, em Setembro desse ano, a bordo do paquete “Vera Cruz”.
Ingressou na RTP como assistente de Realização. Depois, foi jornalista, responsável pelo Canal 2 e, mais tarde, director de Programas.
A paixão pelo automobilismo levou-o a participar durante 25 anos nas transmissões televisivas de Formula 1 e de automobilismo, não só na RTP, mas também nas rádios Emissora Nacional, Rádio Comercial e RFM. Foi director do jornal “O Volante” e da revista “Auto Mundo” e colaborador da “Auto Motor”. Foi membro do júri do “Carro do Ano Internacional” e director-geral do Salão Internacional do Automóvel em Portugal.
Assumiu o cargo de director de programas da RTP, quando José Eduardo Moniz saiu para fundar a produtora MMM com Manuela Moura Guedes.
Reformou-se da Televisão em Fevereiro de 1996. Foi director da revista “TV Guia” e do jornal “O Benfica” de 2001 a 2005.
Após prolongada doença, durante a qual continuou a dinamizar vários projectos, faleceu vítima de cancro nos pulmões, aos 66 anos de idade.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

1 DE FEVEREIRO - PAUL FORT

EFEMÉRIDE – Jules Jean Paul Fort, poeta francês, nasceu em Reims no dia 1 de Fevereiro de 1872. Morreu em Montlhéry, Essonne, em 20 de Abril de 1960. Foi autor de uma obra poética abundante reunida nos vários volumes das “Ballades françaises. Apesar de escrever sobretudo segundo as correntes literárias do Simbolismo e do Lirismo, foi também um importante porta-voz do Futurismo.
Em 1878, o pai levou a família para Paris. Paul fez os seus estudos secundários no Liceu Louis-le-Grand e tornou-se amigo de Pierre Louÿs e André Gide.
Frequentava o Café Voltaire, quartel-general dos poetas simbolistas. Redigiu em 1889 um «manifesto a favor da criação de um teatro representativo deste grupo, que rompesse com a corrente naturalista». Criou neste mesmo ano, juntamente com Lugné-Poe, o Teatro de Arete que se tornou em 1893 o Théâtre de l'Œuvre e que viria a revelar os dramaturgos nórdicos Henrik Ibsen e August Strindberg.                                                                                              
Acabada a sua “aventura” teatral, consagrou-se então à poesia. Entregou os seus primeiros poemas à editora Mercure de France em 1896. Estes poemas viriam a constituir o começo das “Ballades françaises”, 17 volumes de poesia escritos sobretudo entre os anos 1920 e 1950.
Paul Fort organizou, desde 1903, sessões semanais de leituras poéticas. Em 1905, co-fundou a revista “Vers et prose”, que publicou vários trabalhos de Guillaume Appolinaire e Max Jacob, entre outros escritores de nomeada. 
Feito comendador da Legião de Honra, Paul Fort contribuiu bastante para dar ao bairro de Montparnasse, em Paris, a sua fama artística. Foi eleito Príncipe dos Poetas em 1912, no seguimento de um referendo organizado por cinco jornais: “Gil Blas”, “Comoedia”, “La Phalange”, “Les Loups” e “Les Nouvelles”.
Foi um dos principais membros do júri do Prémio Juventude, criado em 1934. Voltou oficialmente a Reims, sua terra natal, para inaugurar uma exposição – que lhe era consagrada – na Biblioteca Carnenie.
Entre as homenagens que lhe foram prestadas após o falecimento, salienta-se ter sido dado o seu nome a várias escolas francesas, a uma rua de Paris e a uma sala de espectáculos em Nantes. O pintor Ferdinand Desnos pintou um quadro intitulado “Le poète Paul Fort à la Closerie des Lilas”. Alguns dos seus poemas foram musicados e cantados por Georges Brassens.

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