sábado, 31 de dezembro de 2016

31 DE DEZEMBRO - BEN KINGSLEY

EFEMÉRIDEBen Kingsley, de seu verdadeiro nome Krishna Pandit Bhanji, actor britânico de ascendência indiana e russo/judaica, nasceu em Scarborough, North Yorkshire, no dia 31 de Dezembro de 1943. Foi premiado com o Globo de Ouro, o BAFTA e o Oscar de Melhor Actor pelo seu papel no filme “Gandhi” (1983).
O pai era médico e a mãe modelo e actriz. Kingsley interessou-se cedo pelo teatro, tendo estudado na Royal Shakespeare Company. Entrou em várias peças de Shakespeare e Tchekhov. Na década de 1960, chegou a pensar seguir uma carreira de compositor e cançonetista, incentivado pelos Beatles. Acabou porém, por optar definitivamente pela representação.
Iniciou-se no cinema em 1972. O seu primeiro filme, “Fear is the Key” não foi um sucesso. Kingsley só alcançaria verdadeiramente a fama em 1982, interpretando o papel de Mahatma Gandhi no filme “Gandhi”, que foi vencedor de vários prémios da Academia, incluindo o de Melhor Actor para ele próprio. Por curiosidade, os antepassados do seu pai tinham vindo do estado indiano do Gujarate, o mesmo estado de onde era originário Gandhi.
Kingsley conseguiu evitar os estereótipos, interpretando papéis diversificados nos seus filmes, tendo sido nomeado mais três vezes para os Oscars.  
Aparece também com frequência na televisão, tendo sido o seu primeiro papel uma aparição fugaz em “Coronation Street”. No telefilme de 1995, “Moisés”, pertenceu-lhe o papel principal. Foi também narrador de documentários, como em “História das Religiões”. Em 2016, deu a sua voz no filme “The Jungle Book”.
Divorciou-se de Alexandra Christmann, em Berlim, e vive actualmente em Spelsbury, Inglaterra, casado com a actriz brasileira Daniela Lavender.
Foi feito comendador da Ordem do Império Britânico em 2000. Em 2003, fez parte do júri do 29º Festival dó Cinema Americano de Deauville, presidido pelo realizador Roman Polanski e tendo ao seu lado, como membro do júri, a actriz Cláudia Cardinale.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

30 DE DEZEMBRO - JAKOB FUGGER

EFEMÉRIDEJakob Fugger von der Lilie, banqueiro e importante homem de negócios alemão, conhecido como “o Rico”, morreu em Augsburgo no dia 30 de Dezembro de 1525, Nascera no mesmo local em 6 de Março de 1459.
No auge da sua carreira no século XVI, Jakob Fugger acumulou uma fortuna imensa (de acordo com o poder de compra de hoje, seriam cerca de 400 biliões de euros), correspondente a uma parcela significativa da actividade económica da Europa. Tinha, no final da sua vida, cerca de 2,1 milhões de florins. Ele não foi apenas o primeiro milionário de que há memória, mas também deixa os super-ricos de hoje na sombra, continuando a ser “o homem mais rico da história mundial”.
Filho mais novo de um tecelão recém-chegado à cidade alemã de Augsburgo, era membro de uma grande família mercantil e de banqueiros, os Fuggers, que dominou os negócios europeus durante os séculos XV e XVI. Demonstrou grande capacidade para os negócios e associou a sua empresa às minas do Tirol, mediante a concessão de empréstimos permanentes ao arquiduque Sigismundo, em troca de fornecimentos de cobre e prata. Era conhecido em toda a Europa e usou parte da sua fortuna para emprestar dinheiro a governantes.
Jakob Fugger também provia exércitos mercenários de recursos em dinheiro. Os seus negócios impulsionaram o desenvolvimento do comércio internacional e da imprensa. Por meio do seu representante Fernão de Noronha, foi o primeiro “não português” a investir no Brasil, ainda em 1503. Teve também destacado papel político, emprestando dinheiro à Casa de Habsburgo para financiar a eleição de Maximiliano I como imperador do Sacro Império.
Na administração da sua empresa, reduzia o poder decisório dos directores das filiais, reservando para si as decisões mais importantes. Fugger adoptava o sistema das sucursais ou feitorias, sempre dependentes da casa-mãe, onde os directores não tinham estabilidade nos cargos mas recebiam bons salários, podendo aplicar parte deles na empresa. Nas feitorias mais afastadas, Fugger proibia algumas operações, como as vendas a crédito.
Os primeiros contactos desta família de banqueiros com Portugal deram-se em 1493, quando o rei João II de Portugal solicitou a participação dos Fugger numa expedição ao Catai, viagem que no entanto não se veio a realizar. Foi sobretudo depois do regresso de Vasco da Gama da Índia, com o primeiro carregamento de especiarias, que surgiu o interesse de Jakob Fugger no comércio português.
Assim, depois dos Welsers e outros mercadores alemães obterem vários privilégios em Lisboa, mediante os convénios de 1503/04, os Fugger instalaram em Lisboa uma feitoria para transacções de especiarias.
Entretanto, o monarca português estabeleceu a sua feitoria em Antuérpia, para o abastecimento de produtos do ultramar, e os Fugger passaram a manter relações com Portugal por essa via. Nos anos seguintes, na sequência da questão das Molucas, deu-se uma quebra das relações directas com Lisboa, que só seriam reactivadas pelo seu sobrinho Anton Fugger, líder da família após a morte de Jakob.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

29 DE DEZEMBRO - EDUARDO AZEVEDO SOARES

EFEMÉRIDEEduardo Eugénio de Castro de Azevedo Soares, oficial da marinha de guerra (capitão de fragata), com especialização de fuzileiro naval, e político português, morreu em Lisboa no dia 29 de Dezembro de 2010. Nascera no Porto, Massarelos, em 23 de Janeiro de 1941.  
Entre outros cargos, exerceu o de deputado à Assembleia da República em diversas legislaturas e foi secretário de estado dos Negócios Estrangeiros no X Governo Constitucional, sendo um dos grandes responsáveis pelas negociações da transição de Macau para a China. Foi também ministro do Mar no XII Governo Constitucional, tendo executado um grande trabalho na recuperação da orla costeira e negociado junto da União Europeia melhores condições para a pesca, conseguindo manter a Zona Económica Exclusiva inalterada, apesar de estar a ser contestada pela vizinha Espanha.
Foi candidato a presidente da Câmara Municipal de Cascais pelo Partido Social Democrata no ano de 1996, tendo perdido as eleições por curta margem. Manteve o seu mandato de vereador durante os quatro anos.
No seu partido (PSD), foi secretário-geral de Fernando Nogueira e primeiro vice-presidente de Luís Marques Mendes.
Recebeu várias condecorações: Grã-Cruz da Ordem Real da Estrela Polar da Suécia (1987), Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil (1987), 1ª Classe da Ordem de Francisco de Miranda da Venezuela (1987), Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia (1990) e Grã-Cruz da Ordem do Falcão da Islândia (1994). 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

28 DE DEZEMBRO - ROBERT ROY MACGREGOR

EFEMÉRIDE Robert Roy MacGregor, herói popular escocês cuja vida lendária o transformou num salteador género Robin dos Bosques ou Zé do Telhado, um fora-da-lei que roubava aos ricos para dar aos pobres, morreu em Glen Shira no dia 28 de Dezembro de 1734. Nascera em Glengyle, em 1671 (baptizado em 7 de Março).  
Tal como quase todos os católicos das Terras Altas da Escócia, aderiu aos Levantes Jacobitas e esteve presente em vários confrontos, nomeadamente na Batalha de Glen Shiel em que tomou uma das chefias.
Ao voltar derrotado (1722) e depois das suas terras terem sido expropriadas, tornou-se num bandoleiro em que os alvos eram naturalmente os vencedores, que tanto mal tinham feito a si e à sua família.
Era considerado um verdadeiro perigo para o nascimento de uma Grã-Bretanha inglesa e protestante e uma fonte de problemas políticos. Mais ainda porque Daniel Defoe (autor de “Robinson Crusoe”), que estava na Escócia em 1723, escreveu um relato em que romanceava as suas aventuras, intitulado “Highland Rogue”. Rapidamente passou a ser uma lenda e um herói, de tal modo que o rei George I não teve outra escolha senão perdoá-lo. Nessa altura (1727), voltou para casa e para a família. Os seus últimos dias decorreram de forma pacífica. Está sepultado no cemitério de Balquhidder.
A sua vida foi fonte de inspiração para o romance “Rob Roy” (1817), escrito por Sir Walter Scott. Foi feito também um filme com mesmo título e outro chamado “Rob Roy, the Highland Rogue”, ambos realizados nos Estados Unidos. Há igualmente, desde 1894, uma bebida de cocktail com o seu nome. Nas Ilhas Salomão, na província de Choiseul, há uma ilha Rob Roy. O famoso compositor francês Hectoir Berlioz compôs uma abertura intitulada “Rob Roy”.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

27 DE DEZEMBRO - CARLOS MATOS FERREIRA

EFEMÉRIDECarlos Matos Ferreira, professor e físico português, morreu em Lisboa no dia 27 de Dezembro de 2014. Nascera, também em Lisboa, em 27 de Junho de 1948. Foi presidente do Instituto Superior Técnico e professor catedrático do Departamento de Física.
Fez os seus estudos preparatórios de engenharia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a licenciatura em Engenharia Electrotécnica no Instituto Superior Técnico e o doutoramento em Física na Universidade de Paris em 1976.
Desempenhou um papel importante no desenvolvimento da Física Molecular e de Plasmas em Portugal, através dos seus contributos científicos e no desempenho de várias funções. Entre os vários cargos que teve durante a sua carreira, destacam-se – além da presidência do Instituto Superior Técnico (2001/09) – o desempenho de várias funções na Sociedade Portuguesa de Física (1987/98), da qual era sócio honorário.
Foi membro da Academia Europaea desde 2002, tendo sido agraciado como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique em 2005. Recebeu da Fundação para a Ciência e Tecnologia o prémio de Estimulo à Ciência (2004).

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

26 DE DEZEMBRO - SYLVA KOSCINA

EFEMÉRIDESylva Koscina, de seu nome original Silva Košćina, actriz italiana, morreu em Roma no dia 26 de Dezembro de 1994. Nascera em Zagreb, na antiga Jugoslávia, hoje Croácia, em 22 de Agosto de 1933.
Filha de pai grego e de mãe polaca, a família emigrou para Itália, quando ela era ainda muito jovem. Mais tarde, enquanto seguia o curso de Ciências na Universidade de Nápoles, iniciou a sua carreira cinematográfica, ao lado de Totò, em “Siamo uomini o caporali?” (1955). O seu primeiro papel importante chegou, no mesmo ano, com “Il ferroviere ”.  
Numa época em que Marilyn Monroe pontificava em Hollywood, Sylva Koscina foi a resposta do cinema italiano, protagonizando muitas películas dos anos 1950/60 e contracenando com actores como Alberto Sordi, Nino Manfredi e Ugo Tognazzi.
Bela e espirituosa, era contratada por vários realizadores (em 1958, actuou em onze filmes e, em 1962, em oito), recebendo salários que lhe permitiram lançar-se na construção e decoração de uma casa luxuosa no bairro Marino em Roma. As despesas de manutenção da mesma levaram-na, porém, a vendê-la em 1976. 
Trabalhou também fora de Itália. Em Hollywood, contracenou com Paul Newman e Kirk Douglas. Em França, trabalhou ao lado de Fernandel, Jean Marais, Lino Ventura e Belmondo.
Protagonizou também, em Itália, “Os trabalhos de Hércules” e “Hércules e a Rainha Lydie”, ao lado de Steve Reeves, aparecendo igualmente em spots publicitários.
Faleceu vítima de doença oncológica, sendo sepultada no cemitério Flaminio. A sua carreira havia durado 38 anos e inscrevera oi seu nome em 108 películas.  

domingo, 25 de dezembro de 2016

25 DE DEZEMBRO - ADOLFO LUXÚRIA CANIBAL

EFEMÉRIDEAdolfo Luxúria Canibal, de seu verdadeiro nome Adolfo Augusto Martins da Cruz Morais de Macedo, advogado, músico, actor, jornalista e escritor português, nasceu em Luanda no dia 25 de Dezembro de 1959.
Cresceu entre Vieira do Minho e Braga e, em 1978, veio viver em Lisboa, para estudar Direito. Esteve na capital portuguesa de 1978 até 1999, onde – após terminar o curso – exerceu a advocacia e a consultoria jurídica. Na qualidade de especialista em Direito do Ambiente, foi orador convidado em diversos congressos e seminários, portugueses e estrangeiros, e professor em cursos de formação, de pós-graduação e de mestrado. Integrou de 1993 a 1999 um Grupo de Peritos Jurídicos da Convenção de Berna, junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo.
No final de 1999, foi habitar em Paris, onde praticou diversos misteres, desde tradutor a actor de figuração, passando por gerente comercial, jornalista, cronista, voz para telemóveis, estudos de mercado, crítico musical e gestor liquidatário de sociedades cinematográficas. No final de 2004, regressou a Braga e à consultoria jurídica, cidade onde reside actualmente.
Entre 1979 e 1982, esteve casado com Eva Machado, bisneta do antigo presidente da República Bernardino Machado, com quem teve uma filha. De 1993 a 2004, viveu com a cineasta francesa Mariana Otero, relação de que nasceu o segundo filho. Actualmente, vive com Marta Abreu, antiga baixista dos grupos Voodoo Dolls e Mão Morta e gestora hoteleira.
Adolfo Luxúria Canibal é, desde 1984, letrista e vocalista do grupo Mão Morta, depois de ter fundado e exercido igual função nos grupos Bang-Bang (1981), Auaufeiomau (1981/84) e PVT Industrial (1984). De 2000 a 2009 e de novo desde 2015, integrou o grupo francês Mécanosphère, como vocalista. Participou ainda como vocalista ou letrista em diversos discos e espectáculos de mais de uma dezena de grupos e artistas portugueses e estrangeiros, como Pop Dell'Arte, Clã, Moonspell e Jorge Palma.
Encenou e actuou em performances e espectáculos multimédia como “Rococó, Faz o Galo” (1983), “Dos Gatos Brancos que Jazem Mortos na Berma do Caminho de Ferro” (1983), “Labiu e a Pulga Amestrada” (1984) e “Müller no Hotel Hessischer Hof” (1997).
Foi somente actor em “Maldoror” (2007), encenado por António Durães. Protagonizou a peça “Eis o Homem!” da companhia Mundo Razoável, encenada por Marta Freitas (2013). Foi ainda autor de espectáculos de spoken word, a solo (1999) ou com António Rafael (desde 2004), sob a designação de “Estilhaços”.
Participou na concepção colectiva e actuou, com os Mão Morta, José Mário Branco, Fernando Lapa, Amélia Muge e Pacman, no musical “Então Ficamos...”, espectáculo de encerramento da Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012.
Com António Rafael e Miguel Pedro, compôs e actuou no musical “Chão” (2014), um espectáculo com a participação de 70 mulheres de Paredes de Coura, encenado por João Pedro Vaz para o 10º aniversário da companhia de teatro Comédias do Minho.
Em 2002, criou – com António Rafael e Miguel Pedro – a editora independente Cobra, tendo lançado diversos discos dos Mão Morta e de vários outros artistas.
Participou como actor nos filmes “Gel Fatal” de António Ferreira e “O Dragão de Fumo” de José Carlos de Oliveira. Em 2012, foi objecto do documentário “Fado Canibal”, realizado por Timóteo Azevedo.
Escreveu diversos textos para jornais e revistas, como a “Vértice”, sendo – de 2000 a 2004 – correspondente do jornal “Blitz”. Teve uma coluna de opinião no semanário “O Independente” (1999) e manteve, de 2001 a 2004, uma crónica semanal na rádio Antena 3 e, de 2008 a 2010, uma quinzenal na revista “Vidas” do diário “Correio da Manhã”. De 2014 a 2016, escreveu uma crónica quinzenal no semanário “Sol”. Desde Janeiro de 2011, tem uma rubrica mensal na revista “Domingo” do “Correio da Manhã”.
Editou os livros “Rock & Roll”, “Estilhaços”, “Estilhaços e Cesariny” e “Todas as Ruas do Mundo”. Escreveu o prefácio para uma edição de “Os Cantos de Maldoror” do escritor Conde de Lautréamont. Foi autor de uma súmula sobre a história do Parque Nacional da Peneda-Gerês e de um ensaio sobre os romances de Valter Hugo Mãe.
Criou, com o fotógrafo e artista plástico Fernando Lemos, o livro/objecto “Desenho Diacrónico”, editado no Brasil por ocasião da inauguração da sua exposição retrospectiva “Lá e Cá”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Traduziu Heiner Müller (1997) e Vladimir Maiakovski (2006). Coligiu e seleccionou artigos de imprensa e fez o prefácio para o livro “Revista de Imprensa – Os Mão Morta na Narrativa Mediática (1985/2015)”, que faz a biografia dos Mão Morta a partir de notícias, criticas de discos e de concertos, reportagens e entrevistas saídas na imprensa portuguesa durante 30 anos.
Foi considerado em 2003, pelo semanário “Expresso”, como uma das cinquenta personalidades vivas mais importantes da cultura portuguesa. Em 2011, nas Comemorações do Centenário da Universidade de Lisboa, foi um dos 100 ex-alunos convidados para proferir uma palestra no ciclo “100 Lições”, a que deu o título “Profissão: Diletante. Da Música à Conservação da Natureza”.

sábado, 24 de dezembro de 2016

BOSS AC - "Carta Para o Pai Natal"


24 DE DEZEMBRO - NICHOLAS MEYER

EFEMÉRIDENicholas Meyer, escritor, cenarista e realizador norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 24 de Dezembro de 1945.
Diplomado em Cinema pela Universidade de Iowa (1968), trabalhou como adido de imprensa da Paramount Pictures até 1970. Nesse ano, publicou o ensaio “The Love Story Story” sobre o filme “Love Story”, realizado nessa época por Arthur Hiller. Escreveu, em 1974, o romance policial “A Honra Perdida do Sargento Rollins”.
Nicholas Meyer começou por chamar a atenção do grande público em 1974, com o romance “The Seven-Per-Cent Solution”, uma história sobre Sherlock Holmes confrontando o seu vício em cocaína com a ajuda de Sigmund Freud. Meyer escreveu ainda outros dois romances sobre Sherlock Holmes: “The West End Horror”, em 1976, e “The Canary Trainer”, em 1993.
O romance “The Seven-Per-Cent Solution” foi adaptado ao cinema em 1976, com realização de Herbert Ross e guião de Nicholas Meyer. O filme foi nomeado para o Oscar de Melhor Guião Adaptado (1977).
Interessado pelo romance do seu colega Karl Alexander, “Time After Time”, Meyer comprou os direitos do livro e adaptou-o ao cinema com o mesmo título, concordando em vender o guião apenas se ele próprio fosse escolhido como realizador. A Warner Bros. concordou e o filme constituiu a sua estreia na realização (1979), tendo tido grande sucesso junto da crítica e do público.
A pedido de Karen Moore, então executiva da Paramount Pictures, Meyer foi contratado – em 1982 – para dirigir “Star Trek II: The Wrath of Khan”.
No ano seguinte, realizou para a televisão “The Day After”, inspirado no romance “A Máquina de Explorar o Tempo” de H. G. Wells, que mostra as ramificações de um ataque nuclear aos Estados Unidos. Meyer havia originalmente decidido não trabalhar para a TV. Mudou porém de ideias, depois de ler o guião de Edward Hume. Pelo seu trabalho em “The Day After”, foi nomeado para o Primetime Emmy Award de Melhor Realizador em Mini-série ou Filme para Televisão. Posteriormente, dirigiu também “The Pied Piper of Hamelin”, um episódio da série “Faerie Tale Theatre” (1985).
Regressou ao cinema em 1985, com a comédia “Volunteers”, protagonizada por Tom Hanks e John Candy. Posteriormente, voltou a trabalhar em “Star Trek”, co-escrevendo o guião de “Star Trek IV: The Voyage Home” (1986).
Em 1991, co-escreveu o guião e realizou “Star Trek VI: The Undiscovered Country”.
Meyer tem três filhas com a sua ex-esposa Stephanie e vive actualmente em Los Angeles.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

23 DE DEZEMBRO - JOSÉ FERREIRA QUEIMADO

EFEMÉRIDEJosé Ferreira Queimado, proprietário, industrial, empresário, político e presidente do SL e Benfica, nasceu em Alenquer no dia 23 de Dezembro de 1913. Morreu em Lisboa, em 23 de Dezembro de 2007.
Como empresário, destacou-se em negócios da cortiça e do turismo. Foi secretário e vice-presidente do Grémio dos Industriais de Cortiça do Centro e presidente do Conselho Geral da Caixa de Previdência do Pessoal da Indústria Corticeira. Desempenhou ainda as funções de vogal da Junta Nacional da Cortiça, procurador ao Conselho Geral do Grémio dos Industriais de Arroz, secretário-geral – em representação de Portugal – da Confédération Européenne du Liège, vogal da Comissão de Normalização da Cortiça junto da Inspecção-Geral dos Produtos Agrícolas e Industriais, vogal da Junta Nacional da Educação no Ministério da Educação Nacional e vogal do Conselho Geral da Caixa de Previdência dos Empregados e Operários da Indústria do Arroz.
Na área desportiva, foi presidente do Benfica em dois mandatos (1966/67 e 1977/81) e presidente do Lisboa Ginásio Clube. Na qualidade de dirigente do Lisboa Ginásio Clube, foi procurador à Câmara Corporativa, de 1965 a 1969, pertencendo à subsecção de Educação Física e Desportos e à secção de Interesses de Ordem Cultural.
Durante o seu segundo mandato à frente do Benfica, foi inaugurada a piscina (1978), comprado o edifício da secretaria (1981) e construído o pavilhão nº 2 (inaugurado em 1982). Em 1978, a proposta para a contratação de futebolistas estrangeiros foi aprovada em assembleia-geral. Em 1980, recebeu a Águia de Ouro.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

OS DOIS "JESUS" (quadras)

JESUS

JESUS – o Verbo Divino
Pregou para multidões
E viu, em cada menino,
O futuro das nações.   (a)


Jesus, o “verbo divino”,
Veio salvar os leões:
- Há quem desde pequenino
Nunca os visse campeões!

Gabriel de Sousa

(a) – 3º Prémio no 21º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2016 (Fuseta)



NESTE MEU NATAL (quadras)



 NATAL DIFERENTE

1
Vamos cantar o Natal,
Pedindo um Mundo sem guerra,
Em que não impere o mal,
Seja bom viver na Terra.   (a)

2
Cantando neste Natal
A Mulher que tanto amei,
Senti dor sem igual,
Não me contive e chorei.

3
A doença foi fatal,
Levou-a sem piedade.
Passo triste este Natal
Por sentir tanta saudade.

Gabriel de Sousa

(a) – Menção Honrosa no 21º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2016 (Fuseta)

GLOSA DE QUADRA

«Quando no mundo houver Paz
O Natal terá mais luz…
E o Homem será capaz
Viver na Paz de Jesus!»
Maria José Fraqueza
VIVER EM PAZ

Tanto e tanto p’ra sofrer,
Penso assim desde rapaz:
- Só vale a pena viver,
Quando no Mundo houver Paz.

Só com guerras acabando,
É que a vida me seduz.
Só o próximo amando,
O Natal terá mais luz

Há que manter esperança,
Assim sobreviverás.
Ensina cada criança
E o Homem será capaz.

Sonhar não é coisa vã,
Nem só o ouro reluz,
Vejo já – num amanhã –
Viver na Paz de Jesus!

Gabriel de Sousa

NB – Menção Honrosa no 21º Concurso Internacional de Quadras Natalícias – 2016 (Fuseta)


22 DE DEZEMBRO - ÁLVARO CUNQUEIRO

EFEMÉRIDEÁlvaro Cunqueiro Mora, jornalista, poeta, romancista e dramaturgo espanhol, considerado um dos pilares da literatura galega, nasceu em Mondoñedo no dia 22 de Dezembro de 1911. Morreu em Vigo, em 28 de Fevereiro de 1981.
O pai era boticário e a mão doméstica. Álvaro Cunqueiro matriculou-se na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Santiago em 1927, mas deixou os estudos para se dedicar ao jornalismo, colaborando em vários jornais e revistas.
Escritor multifacetado, foi autor de cerca de trinta livros – de poesia, romances, peças de teatro e ensaios, escritos uns em galego e outros em castelhano. Fez igualmente várias traduções e continuou sempre com a sua carreira jornalística.
Recebeu o Prémio Nacional da Crítica em 1959. Em 1961, ingressou na Real Academia Galega. Entre vários galardões, ganhou também o Prémio da Crítica de Romance Galego (1979). Em 1991, dez anos após o seu falecimento, foi-lhe dedicado o Dia das Letras Galegas.
Numa entrevista que concedeu em 1974, Álvaro Cunqueiro defendeu a aproximação ortográfica entre as línguas galega e portuguesa.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

21 DE DEZEMBRO - REBECCA WEST

EFEMÉRIDERebecca West, de seu verdadeiro nome Cecily Isabel Fairfield, escritora e feminista inglesa, nasceu em Londres no dia 21 de Dezembro de 1892. Morreu na mesma cidade em 15 de Março de 1983.
O pai, que era um jornalista irlandês, separou-se da mãe escocesa e morreu pouco depois, ainda Cecily era criança. A família mudou-se então para Edimburgo, onde ela estudou no George Watson's Ladies College. Seguiu também cursos para se tornar actriz, adoptando o nome artístico Rebecca West.
Participou no movimento das sufragistas antes da Primeira Guerra Mundial e trabalhou como jornalista para as publicações “Freewoman” e “Clarion”.
Entre várias relações amorosas é-lhe atribuída uma com Charlie Chaplin. Em 1930, casou-se com o banqueiro Henry Maxwell Andrews com quem viveu até à morte dele, em 1968.
Foi autora do livro “Black Lamb and Grey Falcon”, publicado em 1941, em que fez o relato de uma viagem de mês e meio, em 1937, pela Croácia, Dalmácia, Bósnia, Herzegovina, Sérvia, Montenegro e Kosovo. A obra é considerada por muitos como uma das mais magníficas evocações do mundo bizantino e otomano antes da II Guerra Mundial.
Autora prolífica e eclética, além de romances, escreveu ensaios e também artigos para os jornais “The New Yorker”, “The New Republic”, “The Sunday Telegraph” e “The New York Herald Tribune”. Foi também correspondente do “Bookman”. Esteve presente no processo de Nuremberga.
Foi nomeada Comandante da Ordem do Império Britânico em 1949 e promovida a Dame em 1959. Curiosa a sua afirmação de que «escrevia para saber o que pensava».

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

JOAN BAEZ - "The Night They Drove Old Dixie Down"


20 DE DEZEMBRO - ÁNNA VISSI

EFEMÉRIDEÁnna Vissi, cantora greco-cipriota, nasceu em Lárnaca no dia 20 de Dezembro de 1957. Até agora, já vendeu cerca de dez milhões de álbuns. Em 2005, obteve grande êxito popular nos Estados Unidos, ao alcançar o nº1 na lista Billboard Dance, com a canção “Call Me”, uma versão em inglês do seu grande êxito em grego “Eisai Ise”, que interpretou ao vivo durante o encerramento dos Jogos Olímpicos de 2004.
Segundo um artigo datado de 2004 e publicado na revista grega “Room 210”, Ánna é considerada uma «autêntica diva da cena musical grega, um exemplo para todos os artistas de géneros similares e uma pessoa que dita a música e a moda».
Com uma carreira profissional superior a trinta anos, é a cantora com maiores vendas musicais na Grécia. Até agora, já obteve vinte e quatro discos de platina. No ano de 2000, só o seu álbum duplo “Kravyi” recebeu sete.
Interpretou também o papel principal em três óperas muito populares: “Demones”, “Mala” e “Ode To The Gods”.
Os meios de comunicação referem-se a Vissi como a “Madonna grega” e a imprensa de língua inglesa compara a sua aparência física com a de Faith Hill. Os seus fãs chamam-lhe carinhosamente “Théa” (Deusa).
Vissi participou por três vezes no Festival Eurovisão da Canção. Em 1980, interpretou o tema “Auto stop” pela Grécia; em 1982, representou o Chipre interpretando a canção “Mono i agapi”; em 2006, defendeu de novo a Grécia no festival realizado em Atenas, com o tema “Everything”, uma balada em inglês.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

19 DE DEZEMBRO - CICELY TYSON

EFEMÉRIDECicely Tyson, actriz norte-americana, nasceu em Nova Iorque no dia 19 de Dezembro de 1924. Em 1972, tornou-se – ao lado de Diana Ross – a segunda actriz de origem africana a ser nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Principal, graças ao seu desempenho no filme “Sounder”.
Nascida no Harlem, é filha de uma doméstica e de um carpinteiro e pintor. Os pais eram imigrantes de Nevis nas Antilhas. O pai chegara a Nova Iorque com 21 anos e a mãe a Ellis Island em 1919.
Cicely foi descoberta por um fotógrafo do magazine “Ebony” e tornou-se modelo (1956), dedicando-se depois à televisão e ao cinema.
Em 1974, apareceu na série “The Autobiography of Miss Jane Pittman”, na qual desempenhou o papel principal. Também ficou famoso o seu trabalho na mini-série “Roots”, transmitida em 1977 pela ABC.
Recebeu três prémios Emmy, dois em 1974 e um em 1994. Em 2013, ganhou o Tony Award de Melhor Actriz e, em 2016, foi-lhe entregue por Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade.
Durante a sua carreira (1957/2016), já protagonizou 64 filmes e séries de televisão. Foi esposa do trompetista e compositor de jazz Miles Davis, de 1981 a 1988. O álbum “Star People”deste famoso artista foi-lhe dedicado (1982).

domingo, 18 de dezembro de 2016

18 DE DEZEMBRO - ALFRED BESTER

EFEMÉRIDE Alfred Bester, jornalista, guionista, editor e escritor de ficção científica norte-americano, nasceu em Nova Iorque no dia 18 de Dezembro de 1913. Morreu em Doylestown, na Pensilvânia, em 30 de Setembro de 1987.
Publicou a sua primeira novela, “The Broken Axiom”, no magazine “Thrilling Wonder Stories” em 1939.
Em 1942, tornou-se guionista de bandas desenhadas, chegando a substituir Lee Falk em “O Fantasma e Mandrake”, além de escrever histórias do Lanterna Verde, do Super-homem e outras para a DC Comics. Em 1946, afastou-se desde género de trabalho para se dedicar a histórias radiofónicas.
Os seus primeiros romances marcaram desde logo o público e a crítica, pelo modo como ele integrava elementos de ficção científica em contextos normais do quotidiano dos seus contemporâneos.
Foi o primeiro vencedor do Prémio Hugo, em 1953, com o seu livro “The Demolished Man”, uma história sobre polícias telepáticos, apontada como precursora do género cyberpunk.
Editor chefe da revista “Holiday” nos anos 1950/70 (até ao seu desaparecimento), voltou depois às novelas e romances de ficção científica, mas sem o sucesso anterior. Morreu só, deixando todos os bens ao seu barman favorito.

sábado, 17 de dezembro de 2016

17 DE DEZEMBRO - OXANA FEDOROVA

EFEMÉRTIDEOxana Fedorova, rainha de beleza russa, eleita e destronada Miss Universo 2002, no único caso na história do concurso, nasceu em Pskov no dia 17 de Dezembro de 1977. Ex-oficial da polícia russa e formada em Direito Civil, hoje é uma celebridade no seu país, onde actua como actriz, cantora, apresentadora de televisão e embaixadora da Boa Vontade da UNICEF.
Nasceu e foi criada pela mãe e pelos avós maternos na cidade de Pskov, onde permaneceu até aos 18 anos. O pai era um físico nuclear e a mãe, actualmente reformada, era enfermeira num hospital psiquiátrico. Os pais divorciaram-se quando ela tinha três anos de idade e Oxana nunca mais teve notícias dele. Em 2005, já adulta e famosa, tentou localizá-lo descobrindo que já tinha falecido. Entrou para a Academia de Polícia, onde também tocava saxofone na respectiva banda.
Depois de se formar oficial, foi inspectora na milícia de Pskov durante seis meses, antes de se transferir para São Petersburgo afim de estudar na universidade do Ministério do Interior da Rússia, trabalhando ao mesmo tempo como investigadora na Polícia de Transportes de Pulkovo.
Naquela época, começou a participar em concursos de beleza e foi eleita Miss São Petersburgo em 1999. Depois de vencer outros concursos locais, foi eleita Miss Rússia em 2001, mas declinou o direito de ir ao Miss Universo 2001 por causa dos estudos.
Fedorova participou na edição seguinte do concurso, realizado em Porto Rico. A partir da sua classificação no Top 10, ela liderou com larga vantagem a pontuação e a preferência do público e dos jurados. A partir da escolha do Top 10 e do desfile em trajes de noite e biquíni, em que conseguiu a maior pontuação de sempre (9,88), Fedorova dominou amplamente as outras candidatas, disparando na preferência geral e tornando-se virtualmente imbatível pela diferença de pontuação. Liderou o Top 5 com larga vantagem. O resultado final trouxe Fedorova e a panamiana Justine Pasek ao Top 2, com vitória unânime de Oxana.
Quatro meses depois, porém, viu o seu título retirado porque, segundo a Miss Universe Organization, não cumprira integralmente os deveres exigidos pelo contrato, uma ocorrência única na história do concurso. Justine Pasek seria coroada em Nova Iorque por Donald Trump, como Miss Universo 2002 (Setembro do mesmo ano).
Durante os primeiros meses do seu reinado, Oxana compareceu a vários eventos patrocinados e ligados ao Miss Universo, na Indonésia, no Panamá e nos Estados Unidos. Em 10 de Setembro, fez a sua última aparição pública no cargo, no Toronto Film Festival.
Em entrevista à CNN em 24 de Setembro de 2002, Donald Trump declarou que tinha tido pouco contacto com Fedorova, mas encontrava-se informado das dificuldades que a organização estava a ter com ela. Faltava e atrasava diversos eventos programados pela organização, causando mesmo cancelamentos.  
Em declarações posteriores, Oxana declarou que havia voluntariamente desistido da coroa, para se dedicar à sua formação em Direito e ao trabalho no Ministério do Interior. Também alegou ter sido profundamente desrespeitada pela organização, ao ser enviada ao programa de rádio de Howard Stern, The Howard Stern Show, sem ser avisada do que se tratava e onde foi confrontada com diversas perguntas íntimas, directas e constrangedoras em relação ao sexo.
Depois de regressar à vida normal na Rússia, tornou-se uma personalidade famosa na televisão e no entretenimento, ao mesmo tempo que continuava a praticar e a ensinar Direito, trabalhando simultaneamente como oficial de polícia, sendo promovida a capitã em 2002 e a major em 2005.
No fim de 2002, defendeu a sua tese de doutoramento. Em 2003, começou a carreira na televisão, apresentando o mais popular programa infantil da TV russa, “Spokoynoy nochi, malyshi”, transmitido no país desde 1964.
Nos anos seguintes, continuou a carreira televisiva, apresentando programas dedicados ao público adulto e sendo a anfitriã da final russa do mais popular festival de música da Europa, o Festival Eurovisão. Em 2007, passou a ser também embaixadora da Boa Vontade da UNICEF, no mesmo ano em que se tornou o rosto da empresa de cosméticos Max Factor na Rússia e em que iniciou a sua carreira como cantora e actriz de cinema, já tendo gravado diversos CD e participado em filmes de sucesso local.
Em 2010, acumulou o cargo de editora chefe da revista “Moda Tropical” e, em 2012, foi apresentadora do programa da mesma revista na televisão russa.
Oxana casou-se em 2007 com o empresário alemão Philip Toft, de quem se divorciou em 2010. Casou-se em 2011, com Andrey Borodin, alto funcionário administrativo do governo e vice-presidente da Federação Russa de Boxe, dando à luz um filho em Março de 2012. Neste mesmo ano, foi eleita a mulher mais bela do país pelo Centro de Estudos para a Opinião Pública da Rússia.
Em 2011, o site “Global Beauties”, um dos maiores do mundo dedicado a concursos de beleza, elegeu-a como a mais bonita Miss Universo na história do concurso.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

16 DE DEZEMBRO - REGINA PESSOA

EFEMÉRIDERegina Maria Póvoa Pessoa Martins, realizadora portuguesa de filmes de animação, nasceu em Coimbra no dia 16 de Dezembro de 1969.
Viveu até aos 17 anos numa aldeia perto de Coimbra e a ausência de televisão fez com que dedicasse os seus tempos livres a ler, a ouvir os mais velhos contar histórias e a desenhar com carvão (apoiada por um tio), nas paredes e portas de casa da avó.
Foi para o Porto estudar artes e licenciou-se em Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1998. Ainda durante a licenciatura, frequentou vários ateliers de animação e participou no Espace Projets (Annecy), em 1995, com a curta-metragem “A Noite” (projecto), filme que seria concluído em 1999.
Desde 1992, começara a trabalhar no Filmógrafo – Estúdio de Cinema de Animação do Porto, onde colaborou como animadora em vários filmes.
A sua curta-metragem “História Trágica com Final Feliz” (2006) é o filme português mais premiado de sempre.
Kali, o pequeno Vampiro” foi galardoado com o Prémio Hiroshima em 2012, no festival do filme de animação ali realizado, recebendo ainda o Prémio de Curtas-metragens de Animação no Festival Internacional de Chicago em 2013 e The Golden Gate Awardno 56º Festival Internacional de São Francisco, no mesmo ano.
Regina Pessoa já foi laureada com cerca de 50 prémios nacionais e internacionais (Espanha, Itália, França, República Checa, Coreia do Sul, Austrália, Japão, China, Alemanha e Estados Unidos, entre outros países) e realizou o cartaz do Festival de Animação de Annecy em 2015.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

15 DE DEZEMBRO - ANTÓNIO GARCIA BARRETO

EFEMÉRIDE António Garcia Barreto, escritor português, nasceu na Amadora no dia 15 de Dezembro de 1948.
Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Viveu a guerra colonial, foi empregado de livraria, técnico de organização e métodos, gestor de recursos humanos e director de pessoal em diversas empresas.
Tem publicado romances, contos e livros infanto-juvenis. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o “Notícias” (de Lourenço Marques/Maputo), “Diário Popular”, “República” e jornais e suplementos infantis como o “Pimpão” e o “Pontinho”.
Em 1972, recebeu o 1º Prémio de Poesia nos Jogos Florais da Manutenção Militar, no 75º aniversário da Instituição. Em 1973, obteve o 1º Prémio de um Concurso de Contos promovido pelo “Diário Popular”.
Nos anos 1981/82, criou e dirigiu a “Oficina do Tio Lunetas”, página infantil do semanário regional “Notícias da Amadora”.
O seu romance “A Malta da Rua dos Plátanos” encontra-se traduzido em russo. Alguns dos seus textos para crianças estão incluídos em selectas escolares e o livro “Botão Procura Casa” foi transcrito para Braille.
O conto “Um Minuto Mágico”, mais tarde incluído no livro “Contos do Amor Breve”, foi distinguido no Prémio Literário Hernâni Cidade, em 1996.
Em 2000, foi atribuído ao seu romance juvenil “Rubens e a Companhia do Espanto em O Caso da Mitra Desaparecida” o Prémio Literário de Sintra – Adolfo Simões Müller. Esta obra foi reeditada, em 2006, com o título “A Mitra Desaparecida”, na colecção “Aventura de Viver” da editora Ambar, colecção onde o autor tem publicado outros romances juvenis. No mesmo ano, saiu o seu livro infantil “Uma Zebra ao Telefone”, ilustrado por Viktoriya Borshch, com referências elogiosas na imprensa e incluído no Plano Nacional de Leitura.
Em 2005, publicou na editora Campo das Letras o romance “Ensina-me a Namorar” e, em 2006, na Roma Editora, publicou o romance “À Sombra das Acácias Vermelhas”. Com estas duas obras, esgotou – nos seus trabalhos literários – o tema da guerra colonial.
Em 2008, publicou novo título juvenil “Ricardo Caiu no Buraco de Ozono” e o romance “A Mulher da Minha Vida”, este na Oficina do Livro, que passou a ser a sua editora. No ano seguinte, fez a reedição do livro juvenil “O Caso da Cobra com Asas”, pertencente à série “Brigada Azul”. Em 2010, publicou o romance “Um Sorriso para a Eternidade”. Seguiu-se, em 2011, “O Homem do Buick Azul”, romance no qual reaparece o detective Eneias Trindade, personagem principal do livro “A Mulher da Minha Vida”.
António Garcia Barreto é membro da Associação Portuguesa de Escritores e é representado pela Sociedade Portuguesa de Autores.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

DAVID FOSTER - "When A Man Loves A Woman/It's A Mans World"


14 DE DEZEMBRO - LUÍS NORTON DE MATOS

EFEMÉRIDELuís Maria Cabral Norton de Matos, ex jogador e actual treinador de futebol português, nasceu em Lisboa no dia 14 de Dezembro de 1953. É sobrinho bisneto do general José Norton de Matos.
Representou o SL e Benfica (1972/74), tendo sido emprestado à `A. Académica de Coimbra na época seguinte. Depois, representou sucessivamente o GD Estoril Praia (1974/76), o Atlético CP (1976/77), o CF Belenenses (1977/78), o R Standard de Liège (1978/81), o Portimonense SC (1981/84, de novo o CF Belenenses (1984/86) e o CF Estrela da Amadora (1986/87).
Treinou o Atlético (1889/90, o CF Barreirense (1991/93), o SC de Espinho (1993/95 e 2001/02), o SC Salgueiros (2003/04), o Vitória FC de Setúbal (2005), o Vitória SC de Guimarães (2006), o Étoile Lusitana em Dakar (2008/11), a Selecção da Guiné Bissau (2010/12), o Benfica B (2012/13), o GD Chaves (2014) e o CF União da Madeira (2015/16).
Em 1996/98, foi director para o futebol do Sporting CP. Como jogador, venceu a Taça da Bélgica em 1981 e foi internacional pela Selecção de Portugal por 5 vezes em 1982.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

13 DE DEZEMBRO - CHRISTIAN FÜRCHTEGOTT GELLERT

EFEMÉRIDEChristian Fürchtegott Gellert, escritor alemão do século XVIII, morreu em Leipzig no dia 13 de Dezembro de 1769. Nascera em Hainichen, em 4 de Julho de 1715.
Recebeu na casa do pai, que era pastor, uma educação cristã. A família era numerosa e pobre. Teve de começar a trabalhar muito novo, copiando actas comerciais. A sua vocação literária manifestou-se desde os 13 anos.
Aos 15 anos, foi enviado para estudar na escola de Meissen. Cinco anos mais tarde, estudou teologia em Leipzig, onde se entregou de alma e coração à literatura.  
Familiarizou-se com os autores latinos e os escritores franceses. Por causa da sua timidez e saúde frágil, renunciou à ideia de entrar num ministério e optou, em 1745, por ser professor na Universidade de Leipzig, onde leccionou Poesia, Retórica e Literatura. Em 1751, foi nomeado professor extraordinário de Filosofia Moral, lugar que ocupou até à sua morte.
Gellert gozou de uma grande popularidade, que se manteve ao longo da vida. É um dos raros autores do seu tempo «que é lido ainda na actualidade, tanto numa cabana como num palácio» – afirmou um crítico alemão. Príncipes e reis, Frederico o Grande entre outros, visitavam-no em Leipzig.
Eram-lhe prestados tributos de homenagem em todos os locais da Alemanha e o seu falecimento foi considerado luto nacional. O seu túmulo tornou-se local de peregrinação.
O que se apreciava em Gellert era o seu talento puro, gracioso, inspirado pela honestidade, ensombrada por uma certa melancolia. Intérprete de sentimentos íntimos, ele ensinava a virtude e a religião, purificando a arte para a introduzir na família.
Gellert compôs obras de géneros muito diversos: poesias líricas e didácticas, contos, fábulas, comédias, dissertações literárias, obras morais, poesias religiosas e cânticos. É sobretudo célebre pelas suas “Fabeln und Erzählungen” (“Fábulas e Contos”), com uma primeira recolha em 1746 e uma segunda dois anos depois. Beethoven compôs 6 “Cantos Sagrados” sobre alguns dos seus textos poéticos.
Duas estátuas foram erigidas em sua homenagem, na sua cidade natal e em Leipzig (1865).

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

12 DE DEZEMBRO - ENRIQUE JORRÍN


EFEMÉRIDE Enrique Jorrín Oleaga, músico, compositor e director de orquestra cubano, criador do cha-cha-cha, morreu em Havana no dia 12 de Dezembro de 1987. Nascera em Candelaria, em 25 de Dezembro de 1926.
Ainda era criança, quando a família se mudou para El Cerro, um bairro da capital cubana. O seu interesse pela música começou aos 11 anos, estudando violino e ingressando no Conservatório Municipal de Havana. Tocou no Instituto Nacional de Música dirigido por Gonzalez Mantici. Em 1941, tornou-se membro da Orquestra Arcaño e, posteriormente, ingressou na Orquestra America.
Em 1949, Enrique Jorrín compôs “La Engañadora”, que é considerado o primeiro cha-cha-cha.
Pensando que o director da Orquestra America, Ninón Mondéjar, estava a tentar roubar-lhe a paternidade do cha-cha-cha, fundou – em 1954 – a sua própria orquestra, a que foi dado o seu nome. Ainda em 1954, transferiram-se para o México, onde estiveram cerca de cinco anos.
Jorrín actuou, ao longo da carreira, em mais de vinte países. Contratou vários músicos – nos anos 1970 – para enriquecer a sua orquestra. Morreu duas semanas antes de completar 61 anos de idade.

domingo, 11 de dezembro de 2016

11 DE DEZEMBRO - TOMÁS GUTIÉRREZ ALEA

EFEMÉRIDETomás Gutiérrez Alea, realizador de cinema cubano, nasceu em Havana no dia 11 de Dezembro de 1928. Morreu na mesma cidade em 16 de Abril de 1996. Dirigiu vários filmes que obtiveram projecção internacional, tornando-se o realizador cubano mais conhecido do século XX.
Oriundo de uma família com tradição de empenhamento político durante a luta contra a ditadura de Fulgencio Batista, Gutiérrez Alea ingressou aos 18 anos na Universidade de Havana para cursar Direito e seguir as pisadas do pai, um eminente advogado. A sua paixão porém era o cinema. Depois de concluída a licenciatura (1951), rumou a Itália, onde estudou Realização no famoso Centro Sperimentale de Cinematografia de Roma, em pleno apogeu do neo-realismo italiano.
Regressou a Cuba em 1955, onde aderiu aos ideais que estiveram na origem da revolução castrista. Após a instauração do poder socialista na ilha, foi um dos fundadores do Instituto Cubano da Arte e da Indústria Cinematográficas. Começou por realizar documentários e deu ao novo cinema do castrismo a sua primeira longa-metragem – “Histórias da Revolução” (1960).
Nesta primeira fase da sua carreira, é ainda bem visível a influência neo-realista, a qual se iria progressivamente atenuando à medida que Alea imprimia um cunho mais pessoal aos seus filmes, como se pode verificar em “La muerte de un burocrata” (1966) e “Memorias del subdesarrollo” (1968).
Em 1976, dirigiu “La Ultima Cena” que lhe permitiu alcançar visibilidade internacional, mostrando a sua versatilidade e riqueza de narração. Em 1978, realizou “Los Sobrevivientes”.
Em 1979, foram organizadas retrospectivas das suas obras no México e em Nova Iorque, tendo sido convidado para os Festivais de Berlim e de Cannes.
Em 1983, participou na primeira Assembleia Mundial de Realizadores organizada em Portugal e acabou o filme “Hasta cierto Punto”, que foi apresentado no ano seguinte nos Festivais de Berlim e de São Francisco. Cinco anos mais tarde, lançou-se na adaptação de obras do escritor colombiano Gabriel García Márquez.
Após adoecer, no início da década de 1990, teve de se socorrer do seu amigo Juan Carlos Tabío para co-dirigir os seus dois últimos filmes. O primeiro deles, “Fresa y chocolate” (1993), relata a amizade entre um ingénuo crente do marxismo contemporâneo e um brilhante artista gay, crítico do regime socialista, mostrando neste conflito a complexidade dos registos temáticos do cinema de Gutiérrez Alea. “Fresa y chocolate” tornou-se o primeiro filme cubano a receber uma nomeação para o Oscar do Melhor Filme Estrangeiro (1995). Já bastante doente, foi autorizado – pela primeira vez – pelas autoridades norte-americanas a deslocar-se a Hollywood. Faleceria no ano seguinte.

sábado, 10 de dezembro de 2016

10 DE DEZEMBRO - TADAHIRO NOMURA

EFEMÉRIDE Tadahiro Nomura, judoca japonês, nasceu em Kōryō no dia 10 de Dezembro de 1974. Foi o primeiro judoca a conquistar três medalhas de ouro consecutivas em Jogos Olímpicos, todas na categoria extra leve (até 60 kg), a mais ligeira dos seniores.
Sagrou-se Campeão Mundial em 1997 e obteve o 3º lugar em 2003. Foi 6 vezes Campeão Nacional Japonês (1996, 1997, 2000, 2003, 2004 e 2007).
Tentou ainda participar nos Jogos Olímpicos em 2008 e 2012, mas devido a graves lesões num ombro, nos joelhos e nos pés, acumuladas ao longo do tempo, não conseguiu classificar-se.
Seleccionado pela primeira vez para os JO em 1996 (Atlanta), venceu na final o italiano Girolamo Giovinazzo. No ano seguinte, conquistou o título mundial em Paris e, em 1999, o título mundial por equipas.
Nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, qualificou-se para a final em que venceu o sul-coreano Bu-Kyung Jung, num combate que durou apenas 14 segundos.
Apesar de ter estado inactivo durante dois anos, voltou aos treinos em 2003 para se preparar para um terceiro título olímpico. Uma medalha de bronze nos Mundiais e uma vitória no Torneio de Paris deram-lhe acesso às Olimpíadas de Atenas. Apurado para a final, venceu desta vez o georgiano Nestor Khergiani, entrando para a história da modalidade.
Em 2013, voltou mais uma vez à competição no Open da Suíça que venceu, batendo na final o suíço Ludovic Chammartin que tinha sido vice-campeão europeu.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

9 DE DEZEMBRO - MÁRIO CENTENO

EFEMÉRIDEMário José Gomes de Freitas Centeno, economista e universitário português, actual ministro das Finanças, nasceu em Olhão no dia 9 de Dezembro de 1966.
É licenciado em Economia (1990) e mestre em Matemática Aplicada (1993) pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, e mestre (1998) e doutorado (1995/2000) em Economia pela Harvard Business School da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Foi economista do Banco de Portugal, a partir de 2000, e director-adjunto do departamento de Estudos Económicos, de 2004 a 2013. Neste período, foi também membro do comité de Política Económica da União Europeia. De 2007 a 2013, foi presidente do grupo de trabalho para o Desenvolvimento das Estatísticas Macroeconómicas, no Conselho Superior de Estatística. É ainda professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa.
Próximo do Partido Socialista, foi eleito deputado por Lisboa nas eleições de Outubro de 2015. Em 26 de Novembro, foi nomeado ministro das Finanças do governo socialista de António Costa.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

8 DE DEZEMBRO - JAMES THURBER

EFEMÉRIDEJames Grover Thurber, humorista, cartoonista, jornalista e escritor norte-americano, nasceu em Columbus no dia 8 de Dezembro de 1894. Morreu em Nova Iorque, em 2 de Novembro de 1961.
Thurber ficou sobretudo conhecido pelos seus desenhos e contos publicados principalmente na revista “The New Yorker” e recolhidos posteriormente em numerosos livros. Foi um dos mais populares humoristas do seu tempo, retratando as frustrações e excentricidades das pessoas comuns. Em colaboração com o seu amigo de faculdade Elliott Nugent, escreveu a comédia para a BroadwayO Animal macho”, mais tarde adaptada ao cinema e protagonizada por Henry Fonda e Olivia de Havilland.
Devido a um ferimento na infância, Thurber perdeu uma vista. Desde criança, privilegiou a escrita em detrimento de desportos e outras actividades.
Entre 1913 e 1918, frequentou a Universidade de Ohio, nas nunca se formou pois a sua visão impedia-o de participar em disciplinas obrigatórias. Entre 1918 e 1920, trabalhou com códigos para o Departamento de Estado, primeiramente em Washington e depois na Embaixada dos Estados Unidos em Paris.
Trabalhou arduamente durante os anos 1920, tanto nos Estados Unidos como em França, para se tornar escritor profissional. Entretanto, tornou-se popular pelos seus desenhos e cartoons.
Começou a sua carreira como repórter no “The Columbus Dispatch”, de 1921 a 1924. Durante parte deste tempo, fez a revisão de livros e filmes, escrevendo uma coluna semanal chamada “Credos e Curiosidades”, um título que mais tarde viria a ser dado a uma colecção póstuma dos seus trabalhos. Thurber voltou a Paris durante este período, tendo colaborado no “Chicago Tribune” e noutros jornais.
Em 1925, mudou-se para a Greenwich Village em Nova Iorque, onde conseguiu um emprego como repórter do “New York Evening Post”. Em 1927, juntou-se à equipa da “The New Yorker” como editor, com a ajuda de E.B. White, um seu amigo. A carreira como cartoonista começou em 1930, após White ter encontrado alguns dos desenhos de Thurber numa caixa de lixo e tê-las apresentado para publicação. Thurber ficaria a colaborar para esta revista, com textos e desenhos, até 1950.
Sofreu de um problema na tiróide durante mais de dois anos, na década de 1950, e veio a falecer devido a complicações que surgiram após a remoção de um tumor benigno no cérebro (1961).
O seu conto “A Vida Secreta de Walter Mitty”, de 1939, foi adaptado duas vezes ao cinema. A primeira adaptação foi dirigida por Norman Z. McLeod, com Danny Kaye a desempenhar o papel principal. A segunda versão foi produzida, em 2013, por Samuel Goldwyn, Jr.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

7 DE DEZEMBRO - MANUEL PEREIRA DA SILVA

EFEMÉRIDEManuel Pereira da Silva, escultor português, nasceu em Avintes no dia 7 de Dezembro de 1920. Morreu em 2003. A obra de Manuel Pereira da Silva tem uma orientação formal abstracta inspirada na figura humana. Em 2000, foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
Em 1939, ingressou na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Em 1943, diplomou-se com 18 valores. Durante o curso foi distinguido com os Prémios António Teixeira Lopes e António Soares dos Reis.
Em 1947 e 1948, estudou em Paris, na École des Beaux-Arts. Foi professor do ensino secundário entre 1949 e 1991.
Na sua obra, reconhecem-se duas orientações distintas nos respectivos propósitos estéticos – As peças concebidas em conformidade com a tradição académica do século XIX europeu, em geral respondendo a encomendas, e aquelas que, conservando de uma forma essencial a figura humana como referência, se afastam da sua representação naturalista, antes obedecendo a critérios formais de sentido abstracto e exercitando uma das vias pelas quais o modernismo acedeu à abstracção pura, entendida como a criação de formas nas quais não se evidencia, ou não existe de facto, referente figurativo.
As primeiras esculturas modernistas de Manuel Pereira da Silva surgiram nos anos pioneiros do abstraccionismo escultórico em Portugal, reconhecidamente protagonizado, a partir do final dos anos 1940, no Porto, por Arlindo Rocha, Fernando Fernandes (escultor) e ainda, alguns anos depois, por Aureliano Lima.
Manuel Pereira da Silva escreveu certa vez: «Chateia-me estar sempre a fazer o mesmo, por isso, fui sempre procurando novas linguagens, novas para mim, pelo menos. Passei a vida a desenhar, mais do que a fazer escultura, desenhei, desenhei, desenhei. Quando era professor, a minha vida era de casa para as aulas e das aulas para o atelier, onde normalmente trabalhava quatro a cinco horas por dia, pelo menos.».
Foi um dos membros do grupo portuense Independentes (anos 1940). Alguns dos seus colegas foram figuras que enriqueceram de forma substancial a arte portuguesa, como Júlio Resende e Nadir Afonso, entre outros. Júlio Resende diria: «Entre camaradas gerava-se um movimento de inconformismo face à passividade do burgo. Foi no sentido de contrariar esta situação que entre nós cresceu a ideia de formação do ‘Grupo dos Independentes’, independentes quanto aos posicionamentos estilísticos.».

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

6 DE DEZEMBRO - ALFRED EISENSTAEDT

EFEMÉRIDEAlfred Eisenstaedt, fotógrafo e fotojornalista norte-americano de origem alemã, nasceu em Dirschau no dia 6 de Dezembro de 1898. Morreu em Nova Iorque, em 24 de Agosto de 1995.
Nascido na antiga Prússia, a família mudou-se para Berlim quando ele tinha oito anos. Ficou na Alemanha até ao momento em que Hitler chegou ao poder.
Aos catorze anos, um tio ofereceu-lhe uma máquina fotográfica, uma Eastman Kodak (câmara de fole). Três anos mais tarde, foi recrutado para o exército alemão.
Em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, a explosão de uma granada afectou-lhe ambas as pernas. Foi o único sobrevivente do ataque e foi mandado ferido para casa. Levou cerca de um ano até poder caminhar de novo sem ajuda. Foi durante a recuperação que se interessou novamente pela fotografia. Em 1922, tornou-se vendedor de cintos e botões e, com o dinheiro que conseguiu poupar, adquiriu equipamento fotográfico. Começou por revelar os seus trabalhos na casa de banho.
Durante umas férias na Checoslováquia, fotografou uma mulher a jogar ténis, focando a longa sombra da mulher a lançar a bola no court. Eisenstaedt conseguiu vendê-la ao “Der Welt Spiegel” por três marcos (cerca de doze dólares na época), o que lhe deu a ideia de poder viver da fotografia. Assim, aos 31 anos, abandonou a profissão de vendedor e passou a fotografar a tempo inteiro.
Como freelancer, trabalhou para a Pacific and Atlantic Photos, que se transformaria na famosa Associated Press em 1931. Por essa altura, começou a utilizar uma leica, uma câmara inovadora de 35 mm que tinha sido inventada quatro anos antes. Em 1933, foi enviado para Itália afim de fotografar o primeiro encontro entre Hitler e Mussolini. O seu estilo agressivo fez com que conseguisse chegar até aos dois ditadores e consequentemente fotografá-los. Dois anos depois da subida de Hitler ao poder, emigrou para os Estados Unidos da América.
Em Nova Iorque, foi abordado por vários fotógrafos para fazer parte de um novo projecto que nasceria em 1936, após seis meses de testes – a revista “Life”, onde trabalhou até 1972 e para a qual fez inúmeras capas.
Em 1942, naturalizou-se norte-americano e viajou por vários países para documentar os efeitos da guerra. No Japão, registou o efeito da bomba atómica; na Coreia, a presença das tropas americanas; na Itália, o estado miserável dos pobres; e na Inglaterra, fotografou Winston Churchill.
Durante a sua carreira, fotografou muitas personalidades famosas, como Marlene Dietrich, Marilyn Monroe, Ernest Hemingway, John F. Kennedy e Sophia Loren. Esta última, que também era a sua modelo favorita, apareceu numa capa da “Life” usando apenas um négligée.
Aos 81 anos, regressou à Alemanha para participar numa exposição de 93 fotografias sobre a vida na Alemanha dos anos 1930. Eisenstaedt recebeu muitos prémios durante a sua longa vida. A cidade de Nova Iorque nomeou um Dia em sua honra, o presidente George Bush entregou-lhe a Medalha Nacional das Artes e o Internacional Center of Photography atribuiu-lhe o prémio Masters of Photography. Nos seus últimos tempos de vida, continuou a trabalhar, supervisionando a impressão das suas fotografias para futuras exposições e livros.
Uma das suas mais célebres fotografias representa um soldado a beijar uma enfermeira na Times Square, no dia da capitulação do Japão., no fim da Segunda Guerra Mundial.
Em sua homenagem, foi criado o Prémio Alfred-Eisenstaedt, atribuído pela revista “Life” e pela Universidade de Columbia.

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