sexta-feira, 31 de março de 2017

31 DE MARÇO - NICANOR ZABALETA

EFEMÉRIDENicanor Zabaleta, virtuoso harpista espanhol, morreu em San Juan, Porto Rico, em 31 de Março de 1993. Nascera em San Sebastián no dia 7 de Janeiro de 1907.  
Em 1914, o pai – que era músico amador – deu-lhe uma harpa como prenda. O pequeno Nicanor começou então a receber lições de Vincenta Tormo de Calvo (Conservatório de Madrid) e de Luiza Menarguez.
Em 1925, iniciou estudos em Paris, onde os seus professores foram Marcel Tournier e Jacqueline Borot. Foi nesta cidade que ocorreu a sua estreia oficial em público.
Viajou depois para os Estados Unidos, tendo ali dado o seu primeiro concerto em 1934. Em Porto Rico, em 1950, conheceu Graziela, com quem se casou em 1952. Voltaram a Espanha e Zabaleta empreendeu uma tournée pela Europa. Durante os anos de 1959/62, deu aulas de harpa na Academia Musical Chigiana, em Siena (Itália).
Zabaleta interpretava sobretudo música do século XVIII, mas também tocava música antiga e moderna. Entre os que compuseram para ele, encontram-se Heitor Villa-Lobos e Joaquín Rodrigo, autor de “Concierto de Aranjuez”. Estima-se que Zabaleta tenha vendido cerca de três milhões de discos.
Em 1981, recebeu a Medalha de Ouro do Mérito das Belas-Artes outorgada pelo Ministério da Educação, da Cultura e dos Desportos. No ano seguinte, recebeu o Prémio Nacional de Música entregue pelo Governo espanhol.
No seu último concerto, realizado em Junho de 1992, em Madrid, a sua saúde começou a declinar. Faleceu no ano seguinte, aos 86 anos de idade.

quinta-feira, 30 de março de 2017

30 DE MARÇO - MARIA TERESA

EFEMÉRIDEMaria Teresa Villa-Lobos, cantora portuguesa, nasceu em Setúbal no dia 30 de Março de 1982.
Em 2007, representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção, na Finlândia, adoptando o nome artístico Sabrina. A partir de 2012, num novo projecto a que associou também uma mudança de imagem, passou a apresentou-se ao público com o seu verdadeiro nome (Maria Teresa).
Começou por cantar na escola e em festas de família. Aos 16 anos de idade, já participava em competições de karaoke. Frequentou o Conservatório Regional de Setúbal, onde aprendeu piano, sob influência e seguindo a vocação familiar (avó e pai).
Tirou um curso de Modelo e Manequim com a ex Miss Portugal Francisca Sobrinho. Frequentou igualmente o Instituto Piaget (Ciências da Comunicação) e a Universidade Nova (Sociologia), cursos que abandonou para se dedicar à música e ao canto.
Como “Carina”, fez parte de uma das últimas formações das Teenagers durante três anos (2003/06). Antes de enveredar por uma carreira a solo, venceu dois concursos de karaoke.
Aos 24 anos, foi seleccionada num casting para o Festival RTP da Canção de 2007. Venceu a 43.ª edição do conhecido concurso, com mais do dobro dos votos do 2º classificado.
Com o tema “Dança comigo (vem ser feliz)”, representou Portugal na semifinal do Festival Eurovisão da Canção 2007, que se realizou na Finlândia. Portugal não conseguiu obter os votos suficientes para passar à final, faltando-lhe apenas 3 pontos.
Interpretou uma versão especial de “My heart will go on”, original de Celine Dion, no programa de televisão “Diz que é uma espécie de magazine”, a convite dos membros do grupo “Gato Fedorento”.
Praticou Futsal durante 13 anos, representando o Vitória de Setúbal, entre outros clubes, onde foi a capitã de equipa, tendo alcançado o título de vice-campeã distrital.
Em 2012, abandonou o seu nome artístico e abraçou um novo projecto com a editora Espacial, apresentando-se desde então com o seu nome verdadeiro, Maria Teresa. Lançou o álbum “Faltam-me as Palavras”, fazendo a apresentação do mesmo nos Coliseus de Lisboa e do Porto. O 1º single, “Faltam-me as Palavras”, foi um enorme êxito, integrando a banda sonora de uma das novelas de maior sucesso da TVI – “Destinos Cruzados”.
Numa relação com o futebolista internacional português Orlando Sá desde 2010, a cantora divide o tempo entre as viagens a Portugal para a realização de espectáculos e a sua vida pessoal. Tem acompanhado Orlando Sá nos países onde ele tem jogado desde 2011.

quarta-feira, 29 de março de 2017

29 DE MARÇO - LINO ALDANI

EFEMÉRIDELino Aldani, escritor italiano de ficção científica, nasceu em San Cipriano Po, Lombardia, no dia 29 de Março de 1926. Morreu em Pavia, em 31 de Janeiro de 2009. Foi também professor de matemática, crítico literário e antologista.
Iniciou-se na ficção científica no final de 1960. Em 1961, publicou um ensaio intitulado “La Fantascienza” (“A Ficção Científica”), o primeiro livro publicado em Itália sobre este tema.
Em 1963, fundou a revista “Futuro”, em colaboração com Massimo Lo Jacono e Giulio Raiola. Escreveu romances, numerosas novelas, guiões para televisão e uma peça de teatro.
Para além do seu nome, usou o pseudónimo N. L. Janda. As suas obras encontram-se traduzidas em diversas línguas. Faleceu dois meses antes de completar 83 anos.

terça-feira, 28 de março de 2017

GILBERT BÉCAUD - "Et maintenant" (1987)

28 DE MARÇO - FRANCISCO DE MIRANDA

EFEMÉRIDE – Sebastián Francisco de Miranda Rodríguez, militar venezuelano, herói da independência do seu país, nasceu em Caracas no dia 28 de Março de 1750. Morreu em San Fernando, Cádis, em 14 de Julho de 1816.
Idealizou um plano para a independência das colónias espanholas na América Latina e é reconhecido como precursor dos ideais de Simón Bolívar, de Bernardo O'Higgins e de outros combatentes que lutaram pelos mesmos objectivos naqueles territórios.
Oriundo de uma família abastada, fez os estudos clássicos e seguiu um curso de Arte Militar. Com 21 anos, decidiu partir para Espanha a fim de prosseguir uma carreira no exército. Apesar do seu espírito independente, pouco apreciado pelos seus superiores, revelou rapidamente as suas capacidades de comando que lhe valeram várias promoções. 
Já com o posto de capitão, desembarcou em Cuba com as tropas espanholas para combater os ingleses. O rei de Espanha Carlos III tinha, com efeito, decidido ajudar os insurrectos da América do Norte durante a Guerra da independência dos Estados Unidos. Tornou-se notado não só pela sua bravura, mas também pelas suas qualidades diplomáticas.
Em 1783, com 33 anos, foi promovido a tenente-coronel mas – entusiasmado com o exemplo dos insurrectos americanos – deixou o exército e decidiu lutar pela independência das colónias espanholas, assegurando a formação de revolucionários e procurando uma potência europeia susceptível de o ajudar naqueles desígnios.
Passou então seis anos entre os Estados Unidos, a Inglaterra e o continente europeu. Em Paris, o seu espírito brilhante e a sua forte personalidade abriram-lhe os salões melhor frequentados da capital e também os corações de belas mulheres. Chegou a ser general, marechal de campo e tenente general (1792), participando na Batalha de Valmy. O seu nome está inscrito no Arco de Triunfo em Paris.
Miranda organizou uma invasão (não bem sucedida) da Venezuela, em 1806. Chegou ao porto de Coro, onde a bandeira venezuelana tricolor foi içada pela primeira vez. Depois tiveram de se retirar. Entre os voluntários que o acompanharam nesta rebelião, estava David G. Burnet dos Estados Unidos, que seria mais tarde o presidente interino da República do Texas, depois da sua separação do México, em 1836.
Em Abril de 1810, a Venezuela iniciou finalmente o seu processo de independência, pelo que Simón Bolívar persuadiu Miranda a voltar à sua terra natal, onde o fizeram general do exército revolucionário. Quando o país declarou formalmente a independência, em 1811, ele assumiu a presidência da primeira República venezuelana, com o posto de generalíssimo.
As forças espanholas contra-atacaram e Miranda, temendo uma derrota brutal e desesperada, assinou um armistício com os espanhóis em Julho de 1812 (Tratado de La Victoria). Simón Bolívar e outros revolucionários acharam que a sua rendição correspondia a uma traição às causas republicanas e frustraram a sua intenção de escapar, entregando-o ao exército real espanhol, que o trouxe para uma prisão em Cádis, Espanha, onde morreu em 1816. Viria mais tarde a ser sepultado no Panteão Nacional da Venezuela.
Em 2007, foi estreado o filme “Miranda Regresa”, realizado por Henry Herrera, que conta a história de Francisco de Miranda.

segunda-feira, 27 de março de 2017

27 DE MARÇO - HENRY ROYCE

EFEMÉRIDE – Frederick Henry Royce, pioneiro inglês da indústria automobilística, nasceu em Alwalton no dia 27 de Março de 1863. Morreu em West Wittering, em 22 de Abril de 1933.
Juntamente com Charles Rolls, foi co-fundador – em 1904 – da Rolls-Royce, prestigiada marca de automóveis de luxo. Em 1991, foi incluído no Automotive Hall of Fame.
Nasceu num família modesta, sendo o maia novo de cinco irmãos. Desde criança, apaixonou-se pelo funcionamento mecânico do moinho de águia do pai. 
Em 1873, com dez anos, foi vendedor de jornais em Londres. Depois, empregou-se como aprendiz de mecânica nos estaleiros de uma das primeiras companhias de caminhos-de-ferro britânica, a Great Northern Railway em Peterborough. De forma autodidacta, aprendeu os princípios fundamentais da mecânica. Passou a trabalhar numa fábrica de ferramentas de Leeds, onde rapidamente se tornou formador.  
Em 1882, com dezanove anos, foi atraído por uma invenção – a electricidade – e conseguiu emprego numa das primeiras companhias eléctricas de Inglaterra. Quatro anos depois, decepcionado pela falta de evolução e com a qualidade técnica da empresa, fundou a sua própria sociedade em Manchester – a Cook Street, para fabricar material electromecânico: geradores, dínamos e equipamentos eléctricos para fábricas. Este material adquiriu grande notoriedade pela sua «qualidade-fiabilidade-segurança» e assegurou-lhe sucesso comercial em todo o país.
No princípio dos anos 1900, uma nova invenção excitou a sua curiosidade – o automóvel. Comprou um Decauville em 2ª mão, para se deslocar até ao local de trabalho. Ficou decepcionado, porque arrancava mal, sobreaquecia, era barulhento, pouco potente, vibrava por todo o lado, era difícil de manejar e inconfortável, avariava frequentemente…
Em 1902, fundou a Royce Company em Manchester e fabricou a sua primeira viatura – estética, luxuosa, robusta, fiável, silenciosa, confortável, sem vibrações e com arranque seguro. Royce alcançou assim uma excelente e unânime reputação em toda a Inglaterra.
Em Maio de 1904, Charles Rolls, piloto pioneiro do desporto automóvel e importante importador de automóveis europeus, descontente com o fraco nível das viaturas da época, procurou Henry Royce, de quem toda a gente falava. Os ensaios foram promissores e, desde logo, se comprometeu a comercializar o automóvel.
Em Dezembro, os dois associaram-se e juntaram as suas empresas numa só (Rolls-Royce), atraindo os automobilistas de elite e os aristocratas. Eram viaturas mais caras, mas também as melhores do mundo e que impuseram um respeito universal.
Apesar da notoriedade e da fortuna, Henry ficava fechado, no seu atelier de mecânica, dezasseis horas por dia até ao esgotamento, à procura de melhorias, num desejo insaciável e maníaco de perfeição. Os artistas da empresa chamavam-lhe carinhosamente “Papá Royce”. As viaturas Rolls-Royce foram apresentadas por todo o lado e conquistaram numerosos troféus.
Charles Rolls afirmou certa vez : «Como me limito a estar sentado e a esperar que a viatura corte a meta, o mérito deve ir inteirinho para Henry Royce que é o seu desenhador e construtor». Rolls acabou por morrer durante um meeting aéreo, nove dias depois de ter batido o recorde da travessia da Mancha em avião. 
Em 1914, foi criada a Rolls Royce (aviação). Já nos anos 2000, ela era o segundo fabricante mundial de motores de avião, logo após a General Electric.
Em 1931, a empresa Rolls-Royce comprou e fundiu-se com a Bentley, o seu mais importante concorrente industrial e desportivo. Na actualidade, as viaturas são fabricadas em Goodwood, próximo do local em que Henry Royce faleceu.

domingo, 26 de março de 2017

26 DE MARÇO - AUGUSTO MACHADO

EFEMÉRIDEAugusto de Oliveira Machado, compositor, professor e director de teatro português, morreu em Lisboa no dia 26 de Março de 1924. Nascera na mesma cidade em 27 de Dezembro de 1845.  
Os seus primeiros estudos musicais decorreram em Lisboa, com Joaquim Casimiro, Emílio Daddi e João Guilherme Daddi. Seguiu mais tarde para uma primeira estadia em Paris, onde estudou com Lavignac.
Em 1869, apresentou o seu ballet “Zefiretto” no Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa. No ano seguinte, estreou a opereta “Sol de Navarra” no Teatro da Trindade. Estes acontecimentos, porém, passaram quase despercebidos.  
Voltou à capital francesa, onde estudou com Lavignac e Dannhauser, tendo conhecido Camille Saint-Saëns e Jules Massenet, que influenciaram o seu trabalho, designadamente na ópera “Lauriane” que estreou com grande sucesso em 1883, no Grand Théâtre de Marseille. Houve ainda apresentações em Lisboa, no Teatro de São Carlos (1884), e no Teatro Lírico do Rio de Janeiro (1886).
Em Lisboa, compôs várias óperas e também a ode sinfónica “Camões e os Lusíadas”, comemorando o 300º aniversário da morte do grande poeta português.
Augusto Machado pertenceu ao círculo de Batalha Reis e Eça de Queiroz, acreditando-se que tenha servido de modelo a uma personagem no livro “Os Maias” – a do músico Vitorino Cruges.
Foi director do Teatro Nacional de São Carlos (1889/92) e desenvolveu intensa actividade ligada ao ensino, como professor de Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional (1901/10).
Parte do espólio musical de Augusto Machado foi oferecida, em Julho de 2009, à Biblioteca Nacional de Portugal, onde pode ser consultada.

sábado, 25 de março de 2017

25 DE MARÇO - LUCIANO DOS SANTOS

EFEMÉRIDELuciano Pereira dos Santos, pintor e professor que pertenceu à segunda geração de modernistas portugueses, nasceu em Setúbal no dia 25 de Março de 1911. Morreu em Lisboa, em 13 de Dezembro de 2006.
Em Maio de 1918, por falecimento dos pais, ingressou no Orfanato Municipal Sidónio Pais, onde fez a instrução primária. De 1924 a 1929, estudou na Escola Industrial Gil Vicente e na Escola Industrial e Comercial João Vaz, também em Setúbal.
Em Agosto de 1929, realizou a primeira exposição de pintura e desenho no Cineteatro Luísa Todi. Neste mesmo ano, fundou o Grupo Alma Nova, juntamente com Celestino Alves, Álvaro Perdigão e Carlos Alberto. Este grupo setubalense viria a fazer a sua primeira exposição de artes plásticas, no Liceu Bocage, em 1930.
Ingressou, igualmente em 1930, no curso de pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL), que concluiu em 1937. Durante o seu tempo de estudante, beneficiou de várias bolsas da Câmara Municipal de Setúbal e da Junta Geral do Distrito de Setúbal e de uma pensão da ESBAL (1934).
Foi professor do ensino técnico profissional nas Escolas Industriais de João Vaz, em 1939/1940 (Setúbal), Machado de Castro em 1940/41 (Lisboa) e Afonso Domingues em 1941/45 (Lisboa), dedicando-se, a partir de então, exclusivamente às artes plásticas.
Em 1951, foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura em várias localidades de França, Bélgica e Holanda.
Fez diversas exposições individuais em Portugal (Lisboa, Porto, Coimbra, Guimarães, Amarante, Alcobaça, Santo Tirso, Setúbal, etc.) e em Espanha (Madrid, Barcelona e Palma de Maiorca). Participou em dezassete Exposições de Arte Moderna do S.P.N./S.N.I..
A sua obra integrou a Exposição sobre a Arte Portuguesa da década de 1940 organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian (1982).
Por iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal, realizou-se em 1992 uma exposição retrospectiva da sua obra no Salão Nobre dos Paços do Concelho/Convento de Jesus. Em 1993, foi realizada nova exposição retrospectiva, pelo Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico/Museu de Alcobaça, na Ala Sul do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Em 2011, foram organizados, pela edilidade setubalense, vários eventos e exposições comemorativos do centenário do seu nascimento.
Encontra-se representado em múltiplas colecções públicas e particulares, não só em Portugal como no estrangeiro. Recebeu inúmeros prémios e homenagens, tanto em vida como postumamente. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

24 DE MARÇO - QUIM MONZÓ

EFEMÉRIDEQuim Monzó, romancista e contista espanhol de língua catalã, nasceu em Barcelona no dia 24 de Março de 1952.
Começou a publicar reportagens em princípios dos anos 1970, sobre o Vietname, o Camboja, a Irlanda do Norte e a África do Índico, no jornal “Tele/eXprés”. Colaborou em diversos periódicos e, actualmente, publica diariamente uma coluna no diário “La Vanguardia”.
A sua primeira novela apareceu em 1976. Passou o ano de 1982 em Nova Iorque, com uma bolsa de estudos.
Publicou um bom número de novelas, contos e colectâneas de artigos, sendo traduzido em mais de vinte idiomas e tendo ganho diversos prémios literários.
As suas colaborações na rádio e na televisão catalãs desde a década 1980 contribuíram para fazer dele um dos autores catalães mais populares.
Em 2007, escreveu e leu o discurso inaugural da Feira do Livro de Frankfurt, ano no qual a cultura catalã foi convidada especial para o evento. Monzó preparou uma dissertação escrita em forma de conto que diferia totalmente dos discursos tradicionais.
De Dezembro de 2009 a Abril de 2010, realizou-se na Galeria Arts Santa Mònica de Barcelona uma grande exposição retrospectiva sobre a sua vida e a sua obra, que tinha por título “Monzó”.
A sua obra é caracterizada por referências à cultura popular e por uma certa ironia. Pode notar-se, na colecção de ensaios “ Catorze ciutats comptant-hi Brooklyn”, um certo fascínio por Nova Iorque no pós 11 de Setembro.
Em colaboração com Cuca Canals, escreveu os diálogos do filme “Jambon, jambon” de Bigas Luna. Escreveu também, com Jérôme Savary, “El tango de Don Joan”.

quinta-feira, 23 de março de 2017

23 DE MARÇO - ELISAVETA BAGRIANA

EFEMÉRIDEElisaveta Bagriana, de seu nome original Elisaveta Lyubomirova Belcheva, poetisa búlgara, morreu em Sófia no dia 23 de Março de 1991. Nascera na mesma cidade em 16 de Abril de 1893.
Ao lado de Dora Gabe (1886/1983), é uma das figuras mais importantes da literatura búlgara. Bagriana foi a segunda dos três escritores da Bulgária que foram até hoje nomeados para o Prémio Nobel. As suas obras estão traduzidas em cerca de 30 idiomas.
No início do século XX, Bagriana manteve estreita amizade com Pétar Russev, pai da política e ex presidente brasileira Dilma Rousseff.
Escreveu os primeiros poemas quando vivia com a família em Veliko Turnovo (1907/08). Foi professora rural em Aftane, entre 1910 e 1911. Estudou Filosofia na Universidade de Sófia. Em 1915, publicou dois poemas (“Porquê?” e “Canção Nocturna”) na revista “Suvremenna Misul” (“Pensamento Contemporâneo”).
Na primeira fase da sua carreira literária cultivou uma lírica intimista e sentimental, em que se destaca “A Eterna e a Sagrada”. A partir de 1945 (pós guerra), passou para um registo com maior sentido social, cujo exemplo mais relevante é “Brjag na Brjag” (1963).
Recebeu – em 1969 – a Medalha de Ouro da Associação Nacional de Poetas em Roma. Faleceu na sua cidade natal, a menos de um mês de completar 98 anos de idade.

quarta-feira, 22 de março de 2017

22 DE MARÇO - PÍO LEYVA

EFEMÉRIDEPío Leyva, de seu verdadeiro nome Wilfredo Leyva Pascual, considerado um dos ícones da música cubana, morreu em Havana no dia 22 de Março de 2006. Nascera em Morón, em 5 de Maio de 1917.
Leyva participou no grupo de sucesso Buena Vista Social Club que, pelas mãos de Win Winders e Ray Cooder, correu o mundo e colocou a música cubana em grande destaque. Ao lado de Ibrahim Ferrer, Compay Segundo e outros, Pío é considerado um dos mestres do Cuaguancó, ritmo consagrado pela velha guarda cubana.
Como muitos artistas cubanos, foi atraído pelo swing e a sensualidade da música popular de Cuba, do mambo até à salsa. Leyva, que ganhou uma competição de bongô (tambor) aos seis anos de idade e que iniciou a sua carreira artística em 1932, será sempre lembrado pelo carisma que possuía.
Começou por tocar bongô no grupo Siboney, tornando-se depois cantor no Sexteto Caribe. Formou seguidamente um duo com o outro cantor do grupo (1933/34). Cantou também no Tipo jazz band de Jesús Montalvo.
Tendo alguns rudimentos de guitarra, fundou mais tarde um trio, que monopolizou rapidamente a rádio local e passou a animar o café El Angel de Morón. A sua terra natal tornou-se pequena para ele, vindo a fixar-se em Camagüey para cantar na orquestra Hermanos Licea.
Nos anos 1950, partiu para Havana onde atingiu o apogeu da sua popularidade. Gravou vários álbuns a solo e compôs uma grande variedade de canções de sucesso. A partir desta década, passou a ser um cantor muito procurado para integrar grupos, dar espectáculos, actuar na rádio e em grandes programas de televisão.
Já em 2002, novamente pelas mãos de Winders, Pío Leyva – com 85 anos – mostrou ainda fôlego para actuar no CD/DVD “The Songs of Cuba”, trabalho pós Buena Vista que apresentava as novidades da música cubana.
Apesar da sua idade, continuava a dar concertos um pouco por todo lado, estrangeiro incluído. Faleceu na capital cubana, vítima de crise cardíaca, aos 88 anos de idade.  

terça-feira, 21 de março de 2017

21 DE MARÇO - MICHAEL REDGRAVE

EFEMÉRIDEMichael Scudamore Redgrave, actor britânico, morreu em Denhamno no dia 21 de Março de 1985. Nascera em Bristol, em 20 de Março de 1908.
Filho de dois actores, nasceu praticamente num teatro. Era embalado pela mãe com sonetos de Shakespeare e fez a sua estreia nos palcos ainda bebé, numa peça protagonizada pelos pais.
Depois de ter feito os seus estudos em Cambridge, chegou a ser professor mas em breve se orientaria para o teatro. Foi actor, cenarista e dramaturgo e só nos anos 1930 se iniciaria no cinema.
Foi considerado um dos maiores actores ingleses do século XX e um dos melhores intérpretes da obra de Shakespeare nos palcos. Estreou-se no cinema em 1938, com “A Dama Oculta” de Alfred Hitchcock, e foi o primeiro actor britânico a receber a Palma de Ouro de Melhor Actor no Festival de Cannes.
Em 1947, a sua convincente interpretação em “Mourning becomes Electra”, de Dudley Nichols, valeu-lhe uma nomeação para os Oscars
A partir da década de 1960, por razões de saúde, passou a desempenhar apenas papéis secundários. Atingido pela doença de Parkinson, cessou toda a sua actividade profissional no meio dos anos 1970.
Foi casado com a actriz Rachel Kempson, desde 1935 até à sua morte. O casal teve três filhos. Todos eles vieram a ser actores: Vanessa Redgrave, Lynn Redgrave e Corin Redgrave. Foi avô dos actores Natasha Richardson, Joely Richardson e Carlo Gabriel Nero.
Em 1983, publicou a sua autobiografia e nela confessou: «Deixei algumas boas lembranças atrás de mim e um ou dois filmes de que não me envergonho».
Faleceu no dia seguinte ao seu 77º aniversário. Era Comendador (1952) e Cavaleiro (1959) da Ordem do Império Britânica. Foi galardoado igualmente com a Comenda da Ordem de Dannebrog (1955).

segunda-feira, 20 de março de 2017

20 DE MARÇO - ALICIA KOZAMEH

EFEMÉRIDEAlicia Kozameh, escritora argentina, nasceu em Rosário no dia 20 de Março de 1953. Defensora dos direitos humanos, igualdade e justiça, vive em Los Angeles, onde é professora universitária e escreve os seus romances e contos. O seu primeiro romance “Pasos bajo el agua” foi publicado em 1987.
Em Março de 1976, tanques militares invadiram a Casa Rosada, palácio presidencial em Buenos Aires. O golpe derrubou a então presidente da Argentina Isabel Perón e instalou uma ditadura baseada na violência. Jorge Rafael Videla assumiu a presidência e o comando do auto-denominado Processo de Reorganização Nacional.
Ao assumir o comando, a junta militar derrubou o Congresso Nacional e substituiu membros da Corte Suprema. Devido ao caos político-económico em que a Argentina vivia sob a presidência de Isabel Perón, parte do país não se opôs à junta e apoiou o golpe, principalmente a classe média que acreditou ser o Processo de Reorganização Nacional a saída para o fracasso administrativo da então presidente. Hoje sabemos que esse “processo” foi um período de violência institucionalizada que matou, torturou, sequestrou e apartou milhares de pessoas. Homens, mulheres e crianças viveram o terror, disfarçado de democracia, promovido pelo novo governo argentino.
Para os militares, era uma luta necessária contra a subversão. Para os milhares de pessoas que viveram anos na prisão e sofreram torturas físicas e psicológicas, assim como para as pessoas que até hoje não conhecem o paradeiro dos seus filhos e familiares, os sete anos de ditadura foram porém um pesadelo.
Quando a Argentina ainda vivia sob o comando de Isabel Perón, muitos cidadãos foram também acusados de subversão, presos e torturados. Sabe-se que a história da Argentina é marcada por frequentes actos de brutalidade contra os direitos humanos. Em 1974, Eduardo Kozameh, tio de Alicia e médico amado pelos seus pacientes, foi morto a tiro em plena rua. Em Setembro de 1975, Alicia Kozameh – que estudava Filosofia e Literatura na Universidade Nacional de Rosário – foi detida como presa política e mantida no cárcere até Dezembro de 1978.
Em Novembro de 1976, transferiram-na para Villa Devoto, prisão em Buenos Aires. Foi libertada condicionalmente em Dezembro de 1978 e assim se manteve até Julho de 1979.
Em 1980, exilou-se em Los Angeles e, em 1982/84, na cidade do México. Voltou depois a Los Angeles, onde deu à luz a sua única filha. Em 1984, regressou à Argentina onde viveu quatro anos. Em 1988, por ter sido ameaçada de morte após a publicação de “Pasos bajo el agua”, mudou-se para a Califórnia onde vive actualmente com a filha.
Alicia escreve desde criança, mas a sua experiência como presa política tornou-se um pano de fundo constante na sua obra literária. Apesar da característica biográfica dos seus textos, pode dizer-se que os livros de Alicia contam as histórias de milhares de cidadãos oprimidos e mortos durante a ditadura militar.
Diferente de outros escritores que narraram as suas experiências nas prisões, Alicia Kozameh criou textos que são simultaneamente fictícios e verídicos sobre a sua vida e a de outras pessoas detidas naquela época.
Desde o final dos anos 1980, Alicia tem sido convidada a participar em eventos literários, conferências e encontros sobre direitos humanos, nos Estados Unidos, Europa e América Latina. A sua participação é muitas vezes marcada pela leitura dos seus próprios textos.
As suas obras têm sido traduzidas nos Estados Unidos, na Alemanha e no Brasil, sendo estudadas por críticos literários de vários países.

domingo, 19 de março de 2017

MORTE AOS 90 ANOS (Chuck Berry) "C'est la vie". RIP

19 DE MARÇO - PAUL SCOFIELD

EFEMÉRIDEPaul Scofield, actor britânico, morreu no condado de Sussex em 19 de Março de 2008. Nascera em Hurstpierpoint no dia 21 de Janeiro de 1922.   
Scofield começou a sua carreira de actor com dezoito anos, mas iniciou-se no cinema apenas em 1955, com “A Princesa de Eboli” de Terence Young. Viria a protagonizar cerca de vinte películas e dez filmes e séries de televisão.
Impôs-se sobretudo no teatro, interpretando peças de Shakespeare, onde se salienta “O Rei Lear”.
Conquistou um prémio BAFTA e o Oscar de Melhor Actor de 1967, pela sua interpretação no filme “Um homem para a eternidade” de Fred Zinnemann. Pouco amigo de cerimónias e de galas de prémios, ficou em Inglaterra e limitou-se a beber uma taça de champanhe em casa, na companhia da mulher e de um casal amigo. A estatueta foi recebida pela sua colega de elenco Wendy Hiller. Entre os seus galardões, conta-se também um Tony Award.

sábado, 18 de março de 2017

18 DE MARÇO - GERARD ADRIAAN HEINEKEN

EFEMÉRIDEGerard Adriaan Heineken, fundador da cervejeira holandesa Heineken, morreu em Amesterdão no dia 18 de Março de 1893. Nascera na mesma cidade em 29 de Setembro de 1841.
Em 1864, Gerard comprou a cervejeira De Hooiberg e começou a fazer uma nova cerveja, dando ênfase à qualidade e sendo logo recompensado com importantes prémios internacionais.
A cervejeira Heineken foi a primeira no mundo a ter o seu próprio laboratório de controlo de qualidade. Contratou para o dirigir um ex aluno de Louis Pasteur. Este cientista, o doutor Elion, conseguiu isolar uma levedura de qualidade excepcional em 1886, que continua a ser usada na actualidade.
Na altura do falecimento de Gerard Heineken, a cervejeira já tinha crescido o suficiente para se tornar uma das fábricas mais importantes na Holanda e no mundo. Juntamente com outras empresas, formaram também a maior distribuidora mundial de cerveja.

sexta-feira, 17 de março de 2017

17 DE MARÇO - PHILIP MASSINGER

EFEMÉRIDEPhilip Massinger, dramaturgo inglês, morreu perto de Londres em 17 de Março de 1640, Nascera em Salisbury no dia 24 de Novembro de 1583. É um dos principais representantes do teatro elisabetiano.
Recebeu a sua educação no St Alban Hall em Oxford. O pai era agente da família Herbert e Massinger, durante a sua carreira, dedicou várias das suas pecas e dos seus poemas a diversos membros daquela família.  
Foi colaborador do dramaturgo John Fletcher. Em 1625, quando este morreu, Philip Massinger tornou-se o principal autor da companhia teatral King's Men.
Escreveu pelo menos 55 peças de teatro, das quais 22 se perderam. Entre as peças encontradas, quinze são dele, dezasseis foram escritas em colaboração com Fletcher e duas em parceria com outros dramaturgos (Thomas Dekker e Nathan Field). Massinger foi autor de tragédias, comédias e tragicomédias.
Morreu de doença súbita e foi sepultado junto de John Fletcher na igreja de St Saviour's, no distrito londrino de Southwark, actualmente catedral de Southwark.

quinta-feira, 16 de março de 2017

16 DE MARÇO - JOSÉ CARLOS DA MAIA

EFEMÉRIDEJosé Carlos da Maia, oficial da Marinha de Guerra Portuguesa e destacado político republicano, nasceu em Olhão no dia 16 de Março de 1878. Morreu em Lisboa, em 19 de Outubro de 1921.
Aos 19 anos, alistou-se na Armada como aspirante e, em 1900, foi promovido a guarda/marinha, sendo colocado na Divisão Naval do Atlântico Sul, navegando entre Angola, Cabo Verde e S. Tomé.
Foi promovido a 2º tenente em 1903, sendo colocado na Divisão Naval de Macau até regressar ao Reino em 1905. Seguidamente, seguiu para Angola, regressando a Lisboa em Fevereiro de 1907, para ser instrutor da Escola Prática de Artilharia Naval. Fez a especialização de “oficial torpedeiro”, voltou a Macau e regressou novamente a Lisboa em Agosto de 1909.
Desde muito novo, participou em todas as conspirações contra o regime monárquico, juntamente com Machado Santos e Almirante Reis, entre outros.
Foi encarregue – com grande sucesso – pelo Almirante Reis de atrair para a causa revolucionária muitos oficiais, de forma a que fosse possível a implantação da República. Na madrugada de 4 de Outubro de 1910, tomou parte activa na revolta republicana.
Após as operações militares, Carlos da Maia correu a abraçar a mãe dizendo-lhe: «Minha mãe, pode beijar-me que não matei ninguém».
Entre outras funções que veio a desempenhar, foi deputado à Assembleia Constituinte de 1911 e à Câmara de Deputados do Congresso da República, governador de Macau (1914/16), presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Lisboa, de Janeiro a Março de 1918, e ministro da Marinha durante três meses e meio, também em 1918.
Em Março de 1919, foi feito comendador da Ordem Militar de Avis. Encontrava-se afastado da política activa quando foi um dos assassinados na Noite Sangrenta de 19 de Outubro de 1921.
A mini-série da RTP, “Noite Sangrenta”, produzida em 2010, descreve os acontecimentos daquela noite, nomeadamente o assassinato de Carlos da Maia e os posteriores esforços da sua viúva, Berta da Maia, em encontrar os responsáveis pelo crime.
Após prolongadas investigações, os autores dos crimes foram duramente punidos em julgamento iniciado em Novembro de 1922, tendo-se chegado à conclusão que se tratara do desvario de um grupo tresloucado e alcoolizado que, a coberto da revolução, cometeu aqueles assassinatos.
José Carlos da Maia, pela sua vida idealista, a sua honestidade e humanidade permanente (e talvez também pela sua morte trágica), foi alcunhado por alguns como “o marinheiro romântico”.
Em Novembro de 1927, foi agraciado a título póstumo com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. O seu nome é hoje recordado em diversos arruamentos, sendo patrono de uma escola básica na sua cidade natal.

quarta-feira, 15 de março de 2017

15 DE MARÇO - SALLY CLARK

EFEMÉRIDESally Clark, solicitadora britânica, morreu em Peverel no dia 15 de Março de 2007. Nascera em Devizes, Wiltshire, em 15 de Agosto de 1964. Tornou-se tristemente célebre ao ser vítima de um erro da justiça. Foi condenada, em Novembro de 1999, pelo assassinado dos seus dois filhos, com poucas semanas de vida. Foi interposto recurso, mas a condenação foi confirmada, em Outubro de 2000, vindo a ser anulada num segundo apelo, em Janeiro de 2003.
O caso tornou-se controverso devido ao envolvimento do Professor Sir Roy Meadow, um pediatra da Universidade de Leeds, que testemunhou no julgamento de Clark. Segundo ele, «uma morte súbita na infância é uma tragédia para a família, duas são suspeitas e três são assassínio a menos que existam provas em contrário». Afirmou ainda que «a hipótese de duas crianças de uma família abastada de não fumadores sofrerem de “síndrome de morte súbita” era de 1 em 73 milhões». Nesta questão os dados divergem mas, de qualquer forma, todos os autores apontam para relações muito inferiores (dependendo de vários especialistas, há relações que vão de 1/100 a 1/8500). Apesar disso, se a hipótese de uma dupla morte súbita é relevante para uma avaliação de culpa, a hipótese de um duplo assassinato também o é. Numa intervenção invulgar, a Royal Statistical Society escreveu ao “Lord Chancellor” em Outubro de 2000, afirmando que não havia bases estatísticas para o cálculo do Prof. Meadow.
Em 2002, a Comissão de Revisão de Casos Criminais remeteu o processo para a Court of Appeal of England and Wales, depois de terem sido encontradas evidências de uma infecção com staphylococcus aureus no líquido cefalorraquidiano de uma das crianças. Esta evidência era alegadamente conhecida pelo patologista da prossecução, Alan Williams, desde Fevereiro de 1998, mas não fora partilhada com a defesa. Sally Clark foi então libertada, depois de ter cumprido três anos de cadeia.
De acordo com a família, ela nunca foi capaz de recuperar dos efeitos da acusação e da consequente prisão. Era muitas vezes abordada na rua por pessoas que queriam mostrar-lhe a sua simpatia, mas isso incomodava-a. Foi encontrada morta em sua casa, aos 42 anos de idade, possivelmente por suicídio. O seu marido, Steve, que nunca a abandonou, encontrava-se em viagem de negócios em França.

terça-feira, 14 de março de 2017

14 DE MARÇO - FERNANDO PEREIRA

EFEMÉRIDEFernando Pereira, artista português, com carreira internacional, famoso pelas suas qualidades vocais fora do comum, nasceu em Lisboa no dia 14 de Março de 1959.
Oriundo de uma família alentejana tradicional, Fernando Pereira é cantor e actor profissional desde 1982 e tem uma capacidade (muito pouco comum) de imitar as vozes dos mais variados cantores, sejam homens ou mulheres, nacionais ou estrangeiros. No Simpósio Internacional da Voz, realizado em 1986 na cidade do Porto, o seu aparelho vocal foi examinado por inúmeros médicos e especialistas, tendo sido considerado um caso entre vários milhões e, em Abril de 1995, no 1º Congresso Mundial da Voz, foi um dos artistas convidados a actuar no evento, juntamente com José Carreras, Ileana Cotrubas, Teresa Berganza e outros conceituados cantores líricos internacionais.
O seu reconhecido prestígio levou-o também a actuar várias vezes para organizações governamentais, para a Presidência da República e, um pouco por todo o lado, a representar o País em vários eventos oficiais. Durante muitos anos, nas décadas de 1980/90, foi campeão de concertos ao vivo em Portugal, realizando uma média de 150 a 160 actuações por ano, em todo o país e no estrangeiro.
Apresentou o concurso “Casa Cheia” na RTP em 1990, tendo sido o primeiro apresentador desse famoso programa. Vários estudos de audiência demonstram que, ao longo de vários anos, sempre capitalizou excelentes resultados para os programas de televisão que apresentou ou em que se apresentou, colocando-os normalmente entre os 10 mais vistos dos tops semanais.
Foi Disco de Platina em 1988, por vendas superiores a 40 000 unidades do álbum “Espectáculo” e recebeu dois Discos de Ouro em 1990 pelas vendas do álbum “Com Humor e Carinho” e – em 1995 – com o CD “Live in the USA”.
Possuidor de um quase inesgotável repertório internacional, realizou já digressões pela Alemanha, Angola, África do Sul, Austrália, Bélgica, Bermudas, Brasil, Canadá, Egipto, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Luxemburgo, Namíbia, Rússia e Suíça, onde um dos seus programas de televisão representou a RTP no Festival Internacional Rosa D'Ouro, em Montreux, tendo ficado classificado entre os dez melhores ali apresentados.
Entre 1993 e 1997, realizou cerca de 120 espectáculos nos Estados Unidos da América. A larga maioria dessas actuações foram apresentadas em grandes salas, hotéis e casinos de Nova Iorque, Chicago, Las Vegas e Atlantic City. Só nesta cidade, no casino Trump Taj Mahal, propriedade do famoso milionário (e actual presidente da República) Donald Trump, realizou o seu espectáculo 78 vezes.
Em 1997 e 1998, protagonizou em Portugal o espectáculo “Variações, António” nos casinos da Póvoa e do Estoril. Protagonizou e produziu, em vários outros casinos portugueses, espectáculos como “Superstars In Concert” (1999), “Brasil, 500 anos de Paixão” (2000) e “Portugal 3001” (de Março de 2001 até Setembro de 2002).
Após o sucesso obtido com os projectos discográficos “Simply The Best” e “Canticum” – este último gravado em parceria com a soprano Isabel Maya – Fernando Pereira editou, em Março de 2007, “Só Nós Dois: Os Duetos Imprevistos”, um CD que marcou a celebração dos seus 25 anos de carreira, com a particularidade bastante original de vários desses “duetos” serem cantados consigo próprio, com o cantor a interpretar diferentes registos vocais.
Em Outubro de 2010, editou um novo projecto musical em CD, intitulado “Fernando Pereira, A Sério”, onde pela primeira vez assumiu integralmente a sua voz natural e a sua própria sonoridade e identidade vocal, enquanto cantor e intérprete.
Celebrando os 30 anos de carreira em 2012 e explorando cada vez melhor as suas facetas de cantor, imitador e entertainer, criou uma produção super divertida, constituída pelos melhores e mais representativos sucessos da sua carreira, a par de outros grandes temas e vozes de hoje, num alinhamento especialmente concebido para essa ocasião especial. António Variações, Paulo de Carvalho, Ruy Mingas, Cesária Évora, Simone de Oliveira, Tony de Matos, Roberto Carlos, Chico Buarque, Maria Bethânia, Tom Jobim ou Ney Matogrosso, a par de Madonna, Lady Gaga, Tina Turner, Michael Jackson, David Bowie, Elvis Presley ou Louis Armstrong, são apenas alguns entre os muitos nomes de Portugal e do mundo, que desfilaram em palco através da magia e arte de Fernando Pereira.
Em Junho de 2012, ainda em comemoração dos seus 30 anos de carreira, foi distinguido com o diploma Recognition of Vocal Performance, atribuído pessoalmente pelo presidente do World Voice Consortium, uma instituição científica mundial, inteiramente dedicada aos temas e problemáticas da voz.
Convidado pela empresa Estoril-Sol para produzir espectáculos no Salão Preto e Prata do Casino Estoril, iniciou – em Setembro de 2013 – a apresentação do show internacional “Lord of the Voices”, um espectáculo em que o artista se assumiu totalmente “a solo” em palco, trazendo consigo dezenas de outras “vozes” e contracenando permanentemente com imagens de vídeo, editadas e sincronizadas com as músicas que interpretava ao vivo.
Em Janeiro de 2015, apresentou no Casino Estoril um espectáculo absolutamente surpreendente e alternativo, totalmente diferente da sua linha habitual, intitulado “Concerto de Lua Nova – Um Momento de Amor e Poesia”. Neste novo projecto, Fernando Pereira foi acompanhado em palco por um grupo de músicos de formação clássica, onde se destacava a participação especial do conhecido compositor e mestre de guitarra, Silvestre Fonseca.
Em 2015 e 2016, apresentou as suas diferentes produções, de acordo com as solicitações dos diversos públicos e organizações, em diversos teatros e auditórios ou até mesmo em muitas festas populares de várias cidades, tanto em Portugal como no estrangeiro.

segunda-feira, 13 de março de 2017

13 DE MARÇO - GUILLERMO ARRIAGA

EFEMÉRIDEGuillermo Arriaga Jordán, escritor, actor, guionista, realizador e produtor de cinema mexicano, nasceu na Cidade do México em 13 de Março de 1958.
Nascido no bairro popular Unidad Modelo, um dos mais violentos da capital mexicana, perdeu o sentido do olfacto, aos treze anos, no seguimento de uma zaragata.
Licenciou-se em Ciências da Comunicação e obteve um mestrado em História, na Universidade Ibero-americana. Durante um certo tempo, foi professor nesta universidade e também no Instituto de Tecnologia e de Estudos Superiores de Monterrey.
Escreveu os romances “Esquadrão Guilhotina” (1991), “Um doce aroma de morte” (1994) e “O búfalo da noite” (1999), e um livro de contos – “Retorno 201” (2005).
No cinema, foi nomeado várias vezes para os Oscars e também por duas vezes para os BAFTA. Foi premiado no Festival de Cannes de 2005, com “The Three Burials of Melquiades Estrada” (Melhor Cenário).
Em 2009, no Festival Internaci0nal do Filme de Amiens (França), recebeu um prémio pelo conjunto da sua obra. No mesmo festival, dois anos mais tarde, a sua curta-metragem “El Pozo” foi largamente premiada. 

domingo, 12 de março de 2017

12 DE MARÇO - VALERIO BACIGALUPO

EFEMÉRIDE Valerio Bacigalupo, futebolista italiano que jogava como guarda-redes, nasceu em Vado Ligure no dia 12 de Março de 1924. Morreu em Superga, em 4 de Maio de 1949. Atingiu grande destaque no Torino FC, onde jogou durante quatro anos.
Fez parte do “Grande Torino”, como ficou conhecida a sua equipa, considerada uma das melhores da história e cujos atletas morreram tragicamente no acidente aéreo de Superga.
Após defender o Savona FC (clube onde iniciou a carreira em 1942/43) e o Genoa CFC em 1943/44 (participou em 20 partidas por cada um), Bacigalupo assinou com o Torino por 160 mil liras italianas. O seu irmão mais velho, Manlio, que também era guarda-redes, foi decisivo para que Valerio, então com 21 anos, escolhesse o Torino, acreditando que esta equipa ganharia maior projecção nos anos seguintes.
Entre 1945 e 1949, Bacigalupo envergou a camisa do Torino em 147 jogos. Em sua homenagem, o estádio da cidade de Savona, onde Valerio iniciou a carreira, foi baptizado com o seu nome.
Bacigalupo defendeu a selecção de Itália em cinco oportunidades, estreando-se contra a Checoslováquia, em Dezembro de 1947. Era um nome praticamente certo na lista de convocados para o Mundial de 1950. A base da selecção transalpina era, na época, a equipa do Torino. Dos dezoito mortos no acidente, nove eram convocados regularmente para a selecção.
Foi Campeão de Itália quatro vezes consecutivas (1945/46 a 1948/49). O acidente deu-se quando a equipa regressava de Lisboa, onde tinha vindo disputar um jogo de homenagem a Francisco Ferreira, capitão da equipa do SL Benfica de então.

sábado, 11 de março de 2017

11 DE MARÇO - CARLOS MANÉ

EFEMÉRIDECarlos Manuel Cardoso Mané, futebolista luso-guineense, nasceu em Lisboa no dia 11 de Março de 1994. Evolui no meio do terreno ou no ataque.
Estreou-se na equipa principal do Sporting CP em 10 de Outubro de 2013, frente ao Vitória de Setúbal. Em Novembro de 2014, marcou um golo no jogo contra o clube eslovaco NK Maribor, na Liga dos Campeões Europeus.
Em Agosto de 2016, foi emprestado ao VfB Stuttgart até Junho de 2018, com a opção de compra.
Fez parte da Selecção Portuguesa de Sub-19 nos Campeonatos Europeus de 2013 na Lituânia, e da Selecção de Esperanças que disputou os Europeus de 2015 na República Checa, em que Portugal atingiu a final, tendo perdido com a Suécia nas grandes penalidades. Representou ainda o País, nos Jogos Olímpicos de 2016. Pelo Sporting, venceu a Taça de Portugal de 2014/15 e a Super Taça de 2015.

sexta-feira, 10 de março de 2017

10 DE MARÇO - ROGÉRIO RIBEIRO

EFEMÉRIDERogério Ribeiro, artista plástico português, morreu em Lisboa no dia 10 de Março de 2008. Nascera em Estremoz, em 31 de Março de 1930. Fez a sua formação académica em pintura, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL).
Foi sócio fundador da Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses (1956), onde desenvolveu intensa actividade como gravador. Trabalhou também em cerâmica e em tapeçaria por encomenda de particulares, empresas e organismos oficiais.
Em 1961, iniciou a sua actividade de professor de Pintura e Tecnologia na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. Fez os primeiros trabalhos no âmbito do Design de Equipamento e Gráfico (1964) e colaborou com vários arquitectos nos estudos de cor e integração de materiais e trabalhos artísticos.
Foi professor da ESBAL desde 1970, instituição onde, em 1974, coordenou o grupo de trabalho de reestruturação do currículo escolar na área do Design. Em 1983, foi co-autor do projecto da Galeria de Desenho do Museu Municipal de Estremoz, com Joaquim Vermelho, Armando Alves e José Aurélio, entre outros.
Membro do Partido Comunista Português desde 1975 e do seu Comité Central entre 1983 e 1992, foi fundador da primeira Galeria Municipal de Arte em Almada e também responsável pelo projecto Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, um dos principais pólos culturais do concelho de Almada.
Foi igualmente autor do projecto e montagem da Casa Museu Manuel Ribeiro de Pavia, em Pavia (Mora, 1985) e do projecto museológico da Fortaleza de Peniche (1987). Dirigiu, desde 1988, a Galeria Municipal de Arte de Almada e, a partir de 1993, foi director da Casa da Cerca — Centro de Arte Contemporânea, também em Almada.
No domínio da azulejaria, realizou inúmeras obras, onde se destacam: a estação de metro da Avenida, em Lisboa (1959); o átrio Norte da estação de metro dos Anjos, em Lisboa (1982); o painel “Mestre Andarilho” para o Fórum Romeu Correia em Almada (1997); um painel para a estação de caminhos-de-ferro de Sete Rios, em Lisboa (1999); e um painel para o Arquivo Histórico Municipal de Usuqui, no Japão (1999).
Expôs colectivamente desde 1950 e individualmente desde 1954. No domínio da ilustração de livros, uma das suas obras mais conhecidas é a ilustração da edição de grande formato do romance de Manuel Tiago/Álvaro Cunhal “Até Amanhã Camaradas”. Ilustrou também: “Casa da Malta” de Fernando Namora (1956); “Minas de S. Francisco” de Fernando Namora (1955); e “A vida mágica da sementinha: uma breve história do trigo” de Alves Redol (1956).
Rogério Ribeiro está representado em diversas colecções particulares, instituições privadas e museus. Em 2006, o Município de Estremoz atribuiu-lhe a Medalha de Ouro da Cidade.

quinta-feira, 9 de março de 2017

9 DE MARÇO - ANDRÉ COURRÈGES

EFEMERIDE – André Courrèges estilista francês, nasceu em Pau no dia 9 de Março de 1923. Morreu em Neuilly-sur-Seine, em 7 de Janeiro de 2016.
Engenheiro civil por formação, o que o atraía era o desenho e a arquitectura. Instalou-se em Paris logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, seguindo diversos cursos na Escola da Câmara Sindical da Costura.
Trabalhou com o costureiro Balenciaga, nos anos 1950, aprendendo novas técnicas. Fundou depois a sua própria casa de alta-costura em 1961. Em 1964, lançou a colecção “Space Age” que foi um sucesso mundial.
Em 1965, a sua colecção revolucionou a alta-costura, contribuindo para o sucesso da minissaia (iniciado por Mary Quant, em Londres) e para o uso de calças pelas senhoras. Courrèges idealizava peças mais curtas e materiais e formas inovadoras, como as suas botas e roupas em PVC. Destacou-se no uso do branco, não negligenciando porém as cores contrastantes.
Em 1972, foi convidado para criar os uniformes oficiais para os Jogos Olímpicos de Munique. No mesmo ano, lançou o seu primeiro perfume, “Empreinte”.
No meio da década de 1990, sentindo-se doente, reformou-se e nomeou a sua mulher como directora artística da empresa. Era casado, desde 1967, com Coqueline, sua assistente desde os tempos de Balenciaga.
Em 2002, André Courrèges decidiu consagrar-se a outros projectos, como a pintura, a escultura e os automóveis não poluentes, criando uma filial – a Courrèges Énergie.
Em 2011, a sua marca foi vendida a dois investidores, Frédéric Torloting e Jacques Bungert, executivos da agência de publicidade Young & Rubicam.
 Atingido pela doença de Parkinson desde o fim dos anos 1980, faleceu em 2016, com 92 anos de idade.

quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO - KURT MAHR

EFEMÉRIDEKurt Mahr, de seu verdadeiro nome Klaus Mahn, escritor de ficção científica alemão e consultor de física da NASA, nasceu em Frankfurt no dia 8 de Março de 1934. Morreu na Florida em 27 de Junho de 1993, vítima de acidente na estrada. Participou na série “Perry Rhodan” desde o seu começo, em 1961, como autor e consultor em física.
Após estudar Arquitectura, acabou por se diplomar em Física. Mudou-se para os Estados Unidos em 1972, indo trabalhar para a empresa Pratt & Whitney. Morou na Florida até à sua morte, apenas com um pequeno intervalo em que esteve na Alemanha (1977).
A sua carreira literária iniciou-se no fim da década de 1950, escrevendo romances sentimentais e westerns. Só depois começou a dedicar-se à ficção científica.  O seu primeiro livro do género (“Zeit wie Sand”) foi publicado em 1960, na colecção “Terra”.
Além de novelas para “Perry Rhodan”, Kurt Mahr escreveu também inúmeras histórias para a série “Romances Planetários”.
Colaborou igualmente nas séries “Guerra na Via Láctea”, com seis novelas, e “O longo caminho para a Terra” com cinco.
Kurt Mahr escreveu, de 1985 até 1993, 1250 resumos de várias séries de ficção científica, juntamente com o escritor austríaco Ernst Vlcek.

terça-feira, 7 de março de 2017

7 DE MARÇO - ANDRÉ MORELLET

EFEMÉRIDEAndré Morellet, filósofo, escritor, enciclopedista e tradutor francês, nasceu em Lyon no dia 7 de Março de 1727. Morreu em Paris, em 12 de Janeiro de 1819. Foi um dos filósofos do Iluminismo e, nesta função, aparece em muitas memórias, como na de Madame de Rémusat.
Educado inicialmente num colégio de jesuítas de Lyon, estudou mais tarde na Universidade da Sorbonne. Formou-se sacerdote, mas sem grandes convicções. Voltaire chamava-lhe “L'Abbé Mords-les”, devido ao seu mordaz e vivo engenho.
Amigo de vários filósofos, contribuiu para a “Enciclopédia”, redigindo seis artigos de crítica literária, de teologia e de filosofia.
Os seus escritos mais controversos foram um panfleto em resposta à obra de Charles Palissot, “Les Philosophes”, e uma resposta ao “Commerce des bleds” (1770) de Ferdinando Galiani. O panfleto valeu-lhe dois meses de prisão na Bastilha.
Mais tarde, empregou-se em comunicações semi-diplomáticas com homens de estado ingleses e obteve uma pensão, além de se tornar membro da Academia Francesa, em 1785. Participou na redacção do “Dicionário” da Academia.
Um ano antes do seu falecimento, editou quatro volumes de “Mélanges de littérature et de philosophie du XVIIIe siècle”, compostos sobretudo por uma selecção das suas publicações anteriores. Após a sua morte, foram editadas as suas “Mémoires sur le XVIIIe siècle et la Révolution” (2 volumes, 1821).
A sua tradução satírica do “Directorium Inquisitorum”, de Nicolau Aymerich, teve influência na decisão da Igreja Católica de cessar algumas das suas práticas inquisitórias.

segunda-feira, 6 de março de 2017

GLOSANDO SOFIA... (2010)


"VOLVER A LOS 17" - Mercedes Sosa, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gal Co...

6 DE MARÇO - LUIGI ALAMANNI

EFEMÉRIDELuigi Alamanni, poeta, homem da Igreja e político italiano, nasceu em Florença no dia 6 de Março de 1495. Morreu em Amboise (França), em 18 de Abril de 1556, vítima de disenteria. E um dos mais perfeitos exemplos da cultura italiana no século XVI.
O pai era um adepto ferrenho do partido dos Medici, mas Luigi, sofrendo de uma suposta injustiça, juntou-se a outros numa conspiração fracassada contra Giulio di Giuliano de Medici, mais tarde Papa Clemente VII. Foi obrigado, em consequência disso, a refugiar-se em Veneza e, depois, a fugir para a França.
Quando Florença se libertou do jugo papal, em 1527, Alamanni regressou e foi ocupar mesmo um cargo proeminente na gestão dos assuntos da República.
Com a restauração dos Medici, em 1530, voltou a refugiar-se em França, onde compôs a maior parte das suas obras. Era um dos favoritos de Francisco I, que o enviou como embaixador a Carlos V, após a Paz de Crépy, em 1544.
Após a morte de Francisco I, Alamanni desfrutou também da confiança do seu sucessor Henrique II e, em 1551, foi colocado em Génova na qualidade de embaixador.
Escreveu um grande número de poesias, que se distinguem pela pureza e excelência do estilo. A melhor delas é um poema didáctico, “La Coltivazione” (Paris, 1546), escrito como imitação das “Geórgicas” de Virgílio. A sua “Opere Toscane” (Lyon, 1532) é composta de peças satíricas escritas em versos livres.
Poeta prolífico e versátil, houve quem dissesse que Alamanni tinha sido o primeiro a usar o epigrama na poesia italiana, mas essa distinção pertence ao seu contemporâneo Gian Giorgio Trissino.

domingo, 5 de março de 2017

5 DE MARÇO - REX HARRISON

EFEMÉRIDE – Reginald “Rex” Carey Harrison, actor britânico, nasceu em Huyton no dia 5 de Março de 1908. Morreu em Nova Iorque, em 2 de Junho de 1990, vítima de cancro no pâncreas. Foi galardoando com um Oscar e dois Tony Awards.
Estudou no Liverpool College. Devido a sequelas do sarampo, perdeu quase totalmente a vista esquerda, o que o prejudicou várias vezes ao longo da carreira.
Iniciou-se em 1924 no Liverpool Rep Theatre. Interrompeu a carreira durante a Segunda Guerra Mundial, durante a qual serviu na Royal Air Force. Depois desse interregno, representou até Maio de 1990, menos de um mês antes do seu falecimento com 82 anos de idade.
Começou a sua carreira no cinema em 1930 (“The Great Game”) e, depois, impôs-se em várias comédias.
Estreou-se na Broadway no espectáculo “Sweet Aloes”, na década de 1940. O seu desempenho conquistou o público americano. Quando foi contratado pela produtora Fox de Hollywood, para fazer “Anna e o Rei do Sião”, em 1946, já era um actor muito popular.
Foi porém nos anos 1960 que Rex inscreveu o seu nome na galeria dos grandes actores, ao participar em filmes como “Cleópatra”, ao lado de Elizabeth Taylor e Richard Burton, desempenhando o papel de Júlio César; “Doctor Dolittle” (1967); “Agonia e Êxtase” (1965), como Papa Júlio II; e “My Fair Lady”, ao lado de Audrey Hepburn, desempenhando o papel do arrogante professor Henry Higgins, personagem que lhe valeu o Oscar de Melhor Actor em 1964.
Ficou conhecido sobretudo por interpretar personagens amáveis, cultos e muito elegantes, mas na vida real era bastante temperamental e casou-se seis vezes. Destacou-se pelos seus casos amorosos, que lhe valeram a alcunha de “Sexy Rexy”.
Rex Harrison abrandou a sua carreira cinematográfica em 1970, pondo um ponto final em 1982, para se consagrar aos palcos e à televisão.
Tem duas estrelas no Hollywood Boulevard, uma pela sua carreira no cinema, outra pela sua contribuição televisiva. Foi condecorado pela rainha Isabel II no Buckingham Palace, em 1989.

sábado, 4 de março de 2017

FRANÇOISE HARDY - "Tous Les Garcons..." (1962)

GISELA JOÃO - "O senhor extraterrestre"

4 DE MARÇO - GARRETT MORGAN

EFEMÉRIDEGarrett Augustus Morgan, inventor afro-americano, nasceu em Claysville no dia 4 de Março de 1877. Morreu em Cleveland, em 27 de Agosto de 1963. Inventou um capuz de protecção respiratória, além de ter inventado um semáforo e uma preparação para alisamento do cabelo.
Aos quinze anos, Garrett mudou-se para Cincinnati, em busca de emprego. A maioria de seus anos de adolescência foram passados a trabalhar como caseiro numa fazenda, como acontecia com muitos afro-americanos da época.
Morgan tinha deixado a escola – ainda pequeno – para trabalhar, mas – na adolescência – conseguiu arranjar o seu próprio tutor e recomeçar os estudos.
Em 1895, mudou-se para Cleveland, onde trabalhou a consertar máquinas de costura para um fabricante de roupas. Os boatos sobre as suas habilidades para consertar coisas espalharam-se rapidamente, abrindo-lhe muitas oportunidades de emprego.
Em 1907, construiu a sua própria máquina de costura e abriu uma sapataria. Foi o primeiro de vários dos seus negócios. No ano seguinte, ajudou a fundar a Associação de Homens Negros de Cleveland.
Em 1909, para expandir os negócios, abriu uma alfaiataria. A empresa fazia casacos, fatos, vestidos e outras roupas. Morgan descobriu um líquido que impedia as máquinas de costura de queimar os tecidos. Percebeu que o líquido podia servir também para alisar os cabelos humanos. Confeccionou então um creme com esse produto. Assim nascia a GA Morgan Hair Refining Company.
A partir de 1914, data do brevet, produziu um capuz de segurança para protecção de fumos. Foi utilizado na Primeira Guerra Mundial, para proteger os soldados da inalação de gás clorado. Esta invenção tornou-se conhecida internacionalmente, quando ele e três homens a usaram para salvar duas pessoas numa explosão de um túnel, no lago Erie (1916). Morgan foi premiado com a Medalha de Ouro por Bravura pela International Association of Fire Chiefs.
Os primeiros automóveis norte-americanos foram introduzidos antes da viragem do século XX. Peões, bicicletas, carroças puxadas por animais e todos os tipos de veículos a motor circulavam pelas mesmas estradas. Entre 1913 e 1921, muitas versões de sinais de trânsito foram instaladas em todo o território dos Estados Unidos. Em 1923, um sistema inventado por Garrett fazia parar o tráfego de viaturas para permitir aos peões atravessarem as ruas com mais segurança. Morgan vendeu os direitos à General Electric por 40 000 dólares. A maior vantagem sobre os outros tipos de semáforo era a capacidade de ser operado à distância, usando dispositivos mecânicos.
Garrett Morgan faleceu aos 86 anos. Foi casado duas vezes, tendo tido três filhos da sua segunda esposa.

sexta-feira, 3 de março de 2017

3 DE MARÇO - JÓZSEF BAJZA

EFEMÉRIDEJózsef Bajza, escritor e crítico húngaro, morreu em Peste no dia 3 de Março de 1858. Nascera em Szűcsi, condado de Heves, em 31 de Janeiro de 1804.  
Os seus primeiros trabalhos foram publicadas na “Aurora de Károly Kisfaludy”, uma revista literária, onde foi editor de 1830 a 1837. Colaborou também, substancialmente, nos jornais “Kritische Blätter”, “Athenaeum”, “Figyelmezö” e “Observer”. As suas críticas sobre arte dramática foram consideradas as melhores, entre textos sobre variados temas.
Em 1830, publicou traduções de alguns dramas estrangeiros e, em 1835, uma colectânea dos seus próprios poemas.
Em 1837, Bajza foi nomeado director do recém-criado Teatro Nacional, em Peste. Durante alguns anos, dedicou-se à escrita histórica e publicou sucessivamente a “Biblioteca Histórica” (“Történeti Könyvtár”), 6 volumes, 1843/45; o “Plutarco Moderno” (“Uj Plutarch”), 1845/47; e a “História Universal” (“Világtörténet”), 1847. Estas obras eram, em certa medida, traduções de autores alemães.
Em 1847, editou o jornal da oposição, “Ellenör”, em Leipzig. Em Março de 1848, Lajos Kossuth nomeou-o editor do seu jornal, “Kossuth Hirlapja”. Em 1850, Bajza teve uma doença cerebral que o levaria à morte oito anos mais tarde. Era membro da Academia Húngara das Ciências

quinta-feira, 2 de março de 2017

PEDRO LAMARES - "Quando vier a Primavera" de Alberto Caeiro


ELIS REGINA & TOM JOBIM - "Águas de Março" - 1974

2 DE MARÇO - PEDRO LAMARES

EFEMÉRIDEPedro Lamares, actor português, nasceu no Porto em 2 de Março de 1979. Estudou Artes Plásticas, passou pela Escola de Jazz do Porto (1996/97) e frequentou o Curso de Preparação para Licenciatura em Música Sacra, na Universidade Católica do Porto (1997/98). É actor desde 1997.
Complementou a sua formação com cursos e oficinas de teatro de rua (Natural Theatre Company, de Inglaterra); voz (Bernard Messuir, da Bélgica); naturalismo (Rogério de Carvalho, de Moçambique); clown (Alan Richardson, de Inglaterra); máscara neutra (Kuniaki Ida, do Japão); e dança vertical (Roc in Lichen, de França).
Estudou Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo, entre 1998 e 2001. Tem participado em espectáculos de teatro, dança e poesia. Participou em representações de “As Três Irmãs” de Tchekov, “Tio Vânia” de Howard Barker, “O Quebra Nozes” de Tchaikovsky, “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” de Jorge Amado, “Os Saltimbancos” de Chico Buarque e “Carmina Burana” de Carl Orff.
Pertence ao colectivo Caixa Geral de Despojos, com o qual colabora – desde 2003 – nas “Quintas de Leitura”, espectáculos de poesia, música e performance no Teatro do Campo Alegre.
Na televisão, deu-se a conhecer em “Dei-te Quase Tudo” (2005), na TVI, para participar – de seguida – em “Paixões Proibidas” (2006), co-produção da RTP com a Rede Bandeirantes, gravada no Rio de Janeiro. Teve o primeiro papel de vilão em “Deixa-me Amar” (2007) na TVI. No mesmo canal, participou ainda em “Casos da Vida” (2008), “Olhos nos Olhos” (2008) e “Sentimentos” (2009).
Na RTP, integrou o elenco de “Pai à Força” (2009). Participou ainda nas curtas-metragens “Supercolla” de David Bonneville (2000) e “De alto e coração” de Clara de Oliveira (2008), e na média-metragem “Chapéu-de-chuva” de Diogo de Sousa (2008).
Representou Fernando Pessoa na película “Filme do Desassossego” de João Botelho (2010). Em 2015, foi convidado para apresentar um programa (“Literatura Agora”) sobre poesia, na RTP2, em colaboração com a jornalista e poeta Filipa Leal. Na 2.ª temporada, o programa passou a chamar-se “Literatura Aqui”.
Foi professor de Expressão Dramática no Colégio do Sardão, em Oliveira do Douro, entre 2004 e 2006.
Dirigiu espectáculos de poesia e música, na Casa das Artes de Famalicão, no Teatro do Campo Alegre, na Casa da Cultura de Paredes e no Auditório de Castro Daire, entre outros locais.
Dedica-se actualmente ao cinema e a espectáculos itinerantes de poesia e música. Co-dirige, com Álvaro Teixeira Lopes, o projecto “COiNCIDÊNCIA”.

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