sexta-feira, 3 de novembro de 2017

3 DE NOVEMBRO - WILLIAM CULLEN BRYANT


EFEMÉRIDE - William Cullen Bryant, poeta, político e jornalista norte-americano, nasceu em Cummington no dia 3 de Novembro de 1794. Morreu em Nova Iorque, em 12 de Junho de 1878. Foi durante muito tempo editor do “New York Evening Post” e era amigo de Abraham Lincoln, futuro presidente dos EUA.
Bryant nasceu numa cabana de troncos em Massachusetts, local hoje assinalado com uma placa alusiva. A família mudou-se para um novo local, quando ele tinha dois anos de idade. A casa onde ele passou a sua juventude é hoje um museu. Após dois anos no Williams College, estudou Direito em Worthington e em Bridgewater, ainda no estado natal, sendo admitido para exercer a profissão em 1815. Passou a advogar em Plainfield, um lugar próximo, caminhando diariamente os cerca de onze quilómetros que separam aquela localidade de Cummington.
O seu interesse pela poesia surgira quando era ainda muito jovem. Sob a tutela paterna, conheceu Alexander Pope e outros poetas neoclássicos britânicos. “The Embargo”, um violento ataque ao presidente Thomas Jefferson, publicado em 1808, reflecte os pontos de vista federalistas de William Bryant. A primeira edição esgotou-se rapidamente, beneficiando da notoriedade alcançada pelo jovem poeta. Uma segunda e ampliada edição, incluindo uma tradução feita por Bryant de versos clássicos, foi depois publicada.
Thanatopsis”, o seu mais famoso poema, foi publicado em 1811. Em Janeiro de 1821, estando ainda a esforçar-se por fazer uma carreira como advogado, contraiu matrimónio com Frances Fairchild e mudou-se para Nova Iorque.
Escrever poesia não podia sustentar uma família. De 1816 a 1825, continuou a exercer a profissão. Desgostoso, porém, com as chicanas e muitas vezes com julgamentos absurdos proferidos nas cortes, foi levado a afastar-se gradualmente da advocacia.
Com a ajuda de uma família instruída, os Sedwicks, conquistou finalmente uma posição estável na cidade de Nova Iorque onde, em 1825, foi contratado como editor, primeiro na “New-York Review”, depois na “United States Review and Literary Gazette”. Entretanto, as revistas daqueles tempos tinham breve duração. Depois de dois anos a procurar estabilizar-se nos periódicos, tornou-se editor-assistente do “New-York Evening Post”. Em dois anos, subiu a editor-chefe e co-proprietário, assim permanecendo durante quase meio século (1828/78). O “Evening-Post” tornou-se não somente a base de sua fortuna, mas também lhe permitiu exercer considerável influência política na cidade, no estado e no país.
Ironicamente, o garoto que ganhara fama com um ataque ao presidente Thomas Jefferson, veio a tornar-se militante do seu partido, sendo um dos esteios na região nordeste. A sua visão política, progressista mas não populista, levou-o a unir-se depois ao Partido Free Soil e, quando este se tornou um dos núcleos do novo Partido Republicano em 1856, Bryant entregou-se às suas actividades. Esta posição aumentou o seu poder nos conselhos partidários e, em 1860, foi um dos primeiros apoiantes de Abraham Lincoln na Costa Leste.
Na sua última década de vida, Bryant trocou a escrita dos próprios poemas pela tradução de obras de Homero. Trabalhou assiduamente na “Ilíada” e na “Odisseia”, entre 1871 e 1874. É igualmente lembrado como compositor de hinos religiosos da Igreja Unitarista.
Morreu em 1878, de complicações decorrentes de uma queda acidental sofrida após participar numa cerimónia no Central Park, de homenagem ao patriota italiano Giuseppe Mazzini.

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