domingo, 14 de janeiro de 2018

14 DE JANEIRO - JUAN GELMAN


EFEMÉRIDE - Juan Gelman, poeta, jornalista e tradutor argentino, morreu na Cidade do México em 14 de Janeiro de 2014.  Nascera em Buenos Aires no dia 3 de Maio de 1930.  É um dos mais importantes poetas latino-americanos das últimas décadas, vencedor do Prémio Cervantes em 2007.
Há uma pequena colectânea de poemas publicada em Portugal, em 1998, pela editora Quetzal. No Brasil, há três livros publicados com a sua poesia: “Amor que serena, termina?”,  Isso” e “Com/posições”.  
Nascido num bairro de identidade judia, Juan Gelman era o terceiro filho (único nascido na Argentina) de um casal de imigrantes judeus ucranianos. Aprendeu a ler aos 3 anos e, aos oito, escreveu os primeiros poemas. Trabalhos seus foram publicados pela primeira vez, quando ele tinha apenas onze anos (1941), na revista “Rojo y Negro”.
Aos 15 anos, aderiu à Federación Juvenil Comunista. Três anos mais tarde, começou os estudos de Química na Universidade de Buenos Aires, mas em, breve os abandonou para se dedicar em pleno à literatura.
Em 1955, foi um dos fundadores de grupo de poetas El pan duro, composto de jovens militantes comunistas que propunham uma poesia engajada e popular, adoptando um funcionamento cooperativo para a publicação e difusão das suas obras. Em 1956, o grupo publicou o seu primeiro livro, “Violín y otras cuestiones”.
Em 1963, sob a presidência de José María Guido, foi preso juntamente com outros escritores por pertencer ao Partido Comunista. Quando foi solto, aproximou-se do Peronismo Revolucionário. Fundou o grupo Nova Expressão e a editora A Rosa Blindada que passou a difundir livros de esquerda recusados pelo comunismo ortodoxo.
Em 1966, lançou-se no jornalismo. Foi chefe de redacção da revista “Panorama” (1969), director do suplemento cultural do diário “La Opinión” (1971/73), secretário de redacção da revista “Crisis” (1973/74) e chefe de redacção do quotidiano “Noticias” (1974).
Em 1967, durante a ditadura militar (1966/73), aderiu às Fuerzas Armadas Revolucionarias (FAR). Mais tarde, com a Argentina sob nova ditadura, Gelman passou a residir em Roma, Madrid, Manágua, Paris, Nova Iorque e México, trabalhando como tradutor para a Unesco.
Por ter vários processos judiciais pendentes na Argentina, só voltou ao seu país em 1988. Embora vendo todos os processos anulados, decidiu instalar-se no México. Durante a segunda ditadora, os seus dois filhos e uma nora grávida de 7 meses tinham sido raptados e considerados desaparecidos.
Juan Gelman só voltou a publicar nos anos 1980, prosseguindo a sua carreira literária a partir de então, colaborando também em órgãos da imprensa argentina. Utilizou vários heterónimos (José Galván, Julio Grecco, Sidney West, John Wendell, Dom Pero, Yamanokuchi Ando…).
Ganhou inúmeros prémios literários importantes e vários dos seus poemas foram musicados por Juan Cedrón.

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